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Guia de estudos panorama do Antigo Testamento - parte 1 - CFL

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Guia de Estudos Panorama do Antigo Testamento – Parte 1


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Panorama do Antigo Testamento – Parte 1 Guia de Estudos

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Ligonier Connect Guia de Estudos Traduzido do original em inglês Dust To Glory Copyright©ano by Robert Charles Sproul  Publicado por Nome da Editora Internacional Copyright©2017 Curso Fiel de Liderança 1ª Edição em Português 2017  Todos os direitos em língua portuguesa reservados por Curso Fiel de Liderança da Missão Evangélica Literária PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE CONTEÚDO POR QUAISQUER MEIOS, SEM A PERMISSÃO ESCRITA DOS EDITORES, SALVO EM BREVES CITAÇÕES, COM INDICAÇÃO DA FONTE. 

Caixa Postal 1601 CEP 12230-971 São José dos Campos – SP PABX: (12) 3919-9999 www.cursofieldelideranca.com.br

Diretoria Administrativa: Alexandre da Costa Oliveira Diretoria Acadêmica: Tiago José dos Santos Filho Diretoria Executiva: James Richard Denham III Coordenação Pedagógica: Laise Helena Oliveira Tradução: Alan Cristie Revisão: Yago Martins Diagramação: Laise Helena Oliveira Capa: Laise Helena Oliveira

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SUMÁRIO

O CURSO FIEL DE LIDERANÇA ............................................................................... 6 COMO USAR ESTE GUIA ....................................................................................... 7 CRIAÇÃO – AULA 1 ............................................................................................... 8 A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM – AULA 2 ........................................................... 14 A QUEDA – AULA 3 .............................................................................................. 20 ALIANÇA COM ABRAÃO – AULA 4.......................................................................... 26 A BENÇÃO PATRIARCAL – AULA 5 .......................................................................... 33 MOISÉS E O ÊXODO – AULA 6 ............................................................................... 39 A PÁSCOA – AULA 7 ............................................................................................. 45 A ENTREGA DA LEI – AULA 08 ............................................................................... 52 O TABERNÁCULO – AULA 09 ................................................................................. 58 ARÃO E O SACERDÓCIO – AULA 10 ........................................................................ 65 O SISTEMA SACRIFICIAL DO ANTIGO TESTAMENTO – AULA 11 ................................. 72

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O CURSO FIEL DE LIDERANÇA O Curso Fiel de Liderança (CFL) é o ministério de educação teológica do Missão Evangélica Literária (Ministério Fiel). Este ministério, idealizado há mais de 20 anos pelo missionário Richard Denham Jr. Pr. Ricardo, fundador da “Fiel”, tem como alvo primário oferecer aos pastores, líderes, professores e estudantes de teologia uma oportunidade de refletir e aprofundar seus conhecimentos em temas bíblicos, baseados em uma cosmovisão reformada, que possam cooperar com o seu crescimento na fé e na sã doutrina, o que certamente será refletido em seu ministério de ensino e instrução do povo de Deus, na igreja local. No ano de 2011, o CFL ganhou corpo, com o planejamento do primeiro curso. As gravações das aulas deram início no ano de 2012 e, a partir deste momento, o número de cursos oferecidos pelo CFL têm crescido consideravelmente ano a ano. Atualmente, o CFL possui parceria com diversas instituições internacionais o que tem resultado em reconhecimento internacional. O corpo docente é composto por brasileiros e estrangeiros, mestres e doutores em teologia, que têm se dedicado ao ensino e influenciado positivamente o cenário teológico contemporâneo. O Curso Fiel de Liderança tem se preocupado em zelar pela qualidade teológica dos cursos oferecidos para que você, ao estudar, seja enriquecido na Palavra. Rogamos a nosso Deus que ele se agrade em fazer uso do conteúdo deste curso para edificar sua vida e aquecer o seu coração. Que o Senhor o abençoe em seus estudos!

Equipe CFL 6


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COMO USAR ESTE GUIA Este Guia de Estudos foi desenvolvido para ser utilizado juntamente com as aulas do curso “5 Solas”. Se você é um aluno matriculado no CFL, tem permissão para fazer o download desse material que se encontra na Biblioteca Virtual. Este recurso tem a finalidade de colaborar com os seus estudos pessoais, através de um melhor aproveitamento do conteúdo do curso. Neste guia, para cada aula, você encontrará uma breve introdução; indicações de leituras bíblicas, as quais consideramos extremamente importantes, pois auxiliarão na fixação da matéria ministrada; uma descrição dos objetivos do processo de aprendizagem; uma ou mais citações que corroboram com o conteúdo ministrado em aula; o esboço da aula; exercícios de fixação (a quantidade de exercício proposta no Guia excede o número proposto ao longo do curso); questões para estudos bíblicos, que procuram relacionar o conteúdo estudado com a Palavra de Deus; questões para reflexão das quais algumas foram propostas ao longo do curso; e, finalmente, uma aplicação, que procura relacionar o conteúdo ministrado com a prática cristã. Assim, nossa recomendação é para que, embora tenhamos parte do Guia de Estudos nas atividades do portal, você o imprima e o utilize durante o acompanhamento das videoaulas, sabendo que essa atitude será enriquecedora para seus estudos particulares. Oramos para que este Guia de Estudos seja de bom proveito aos alunos do curso “Do Pó à Glória - Pentateuco”.

Equipe CFL

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CRIAÇÃO – Aula 1 Introdução à Aula O relato encontrado nos primeiros capítulos de Gênesis faz asserções singulares a respeito do momento, do autor e do método da criação. Tais asserções separam o cristianismo bíblico de outras cosmovisões e sistemas filosóficos. A voz de Deus fala a um vazio escuro e caótico trazendo luz, plenitude, ordem e vida. Um contexto perfeito e fantástico é montado para aqueles que carregam a imagem de Deus trabalharem, habitarem e refletirem a glória de Deus. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute o relato da criação encontrado no primeiro capítulo de Gênesis.

Leitura Bíblica Gênesis 1

Objetivos de Aprendizado 1. Identificar e explicar as três asserções singulares do cristianismo bíblico a respeito da criação encontradas em Gênesis 1.1; 2. Fazer um contraste entre as asserções do relato de Gênesis e outros sistemas filosóficos; 3. Avaliar o significado, no entendimento da antiguidade, das palavras “sem forma”, “vazia” e “trevas” ao descrever a terra primitiva.

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“Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas. A glória do SENHOR seja para sempre! Exulte o SENHOR por suas obras!” — Salmo 104.24, 31

“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. — Salmo 19.1

Esboço da Aula A. O título desta série é Do Pó à Glória. O propósito deste estudo é dar um breve panorama das Sagradas Escrituras. 1. A essência da vida de Cristo era a sua paixão por ser obediente a cada Palavra que procedia da boca de Deus. 2. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4.4). 3. A grande crise da nossa era é o negligenciar do conteúdo da Sagrada Escritura.

B. A primeira proclamação da Escritura é encontrada em Gênesis 1.1: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”.

C. Há três palavras importantes nesse versículo que são centrais para o cristianismo bíblico e o separam de muitas outras cosmovisões. As três palavras são princípio, criou, e Deus.

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D. A palavra princípio afirma um ponto inicial no tempo e na história. 1. O título do livro, Gênesis, significa “princípio”. 2. Essa asserção de um ponto de início no tempo contrasta com outros sistemas filosóficos. 3. O filósofo do século dezenove, Friedrich Nietzsche, ensinou o “mito do eterno retorno”, que significa que o tempo não tem ponto de início nem de fim. 4. O livro de Eclesiastes aborda o ceticismo pagão ligado à ideia de que não existe propósito de princípio ou completude da história e conclui que se trata de uma “vaidade de vaidades”. 5. Muitas outras modernas cosmologias (estudos da origem e da estrutura do universo) concordam que houve um princípio na história. A pergunta, então, surge: “quem ou o que deu início ao universo?”

E. A palavra Deus indica que uma personalidade é o Autor de tudo. 1. Existe uma diferença radical entre toda a existência criada e o Autor da criação. 2. Tudo que tem um começo também deve ter alguém ou algo que o preceda para poder começar. 3. A Escritura proclama a existência de Deus — um ser sem princípio, eterno e autoexistente.

F. A palavra criou indica uma ação de alguém em um ponto no tempo. 1. Um artista ou músico demonstra “criatividade mediada” ao rearranjar substâncias já existentes. Ele cria dentro de um meio estabelecido. 2. Deus cria fora de um meio. Seus atos criativos são ex nihilo, ou seja, a partir do nada. Só Deus pode criar algo do nada.

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3. O método que Deus usa para criar se dá através do imperativo divino, que é o transcendental, majestoso e santo comando de Deus. 4. Deus fala ao vazio e diz: “Haja...”. Pelo simples poder do comando daquele que eternamente possui o poder de ser em si mesmo, um universo é formado.

G. “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gênesis 1.2). 1. O universo não formado é descrito com três negativos que, no mundo antigo, seriam considerados muito ameaçadores à existência e ao significado humanos. 2. Sem forma significa absoluto caos com nada tendo qualquer ordem. 3. Vazio descreve a pior sensação que temos em nossas almas quando nos sentimos assustados ou sozinhos e, assim, vazios. Todo o universo primordial é vazio. 4. Trevas é um termo que descreve não a presença de algo, mas a ausência de algo — a ausência de luz. 5. O Espírito de Deus paira sobre as trevas sem forma e vazias do abismo. A voz de Deus fala: “Haja...”, e a forma substitui a falta de forma, a plenitude substitui o vazio, e a luz substitui as trevas. 6. A luz chega, um mundo começa e um contexto é estabelecido para que Deus enfie as suas mãos no pó e confeccione uma criatura para a sua glória.

Questões Para Estudo Bíblico 1. De acordo com 2 Timóteo 3.16-17, quais são os propósitos para os quais Deus designou a Escritura? Ela pode alcançar esses propósitos para nós se formos ignorantes quanto ao seu conteúdo?

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2. Cada cosmovisão busca uma resposta para a seguinte pergunta fundamental: por que existe algo ao invés de nada? Qual é a resposta que Gênesis 1.1 dá para essa pergunta básica?

3. Baseando-se na narrativa da criação em Gênesis 1, Deus é dependente ou independente do universo? Ele teve um princípio? As respostas para essas perguntas significam que ele é plenamente soberano ou apenas parcialmente soberano sobre o que acontece na criação?

4. Quais materiais Deus usou para criar os céus e a terra? Qual é o termo em latim para a expressão “a partir do nada”?

5. Gênesis 1.2 descreve o universo, antes do ato criativo de Deus, como estando sem forma, vazio e em trevas. De acordo com R.C., as qualidades de falta de forma, vazio e trevas eram consideradas boas pelos primeiros leitores de Gênesis? Como a profecia sobre a destruição de Judá pelo seu pecado em Jeremias 4.23 nos informa sobre como Deus avalia aquilo que é “sem forma e vazio”?

6. Muitas mitologias antigas descrevem uma guerra entre deuses e forças da natureza, que é o que traz à existência tudo o que agora existe. Deus deve batalhar contra forças naturais independentes ou outros deuses para criar o seu mundo em Gênesis 1? O que ele, na verdade, faz nos versículos 3, 6-7, 9, 11, 14-15, 20-21 e 24 para trazer a criação à existência?

Questões Para Reflexão 12


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1. Seres humanos não podem criar algo a partir do nada, mas podemos imitar as habilidades criativas de Deus em casa, nas nossas famílias, nas artes e no local de trabalho. Como você “cria” vida e outras coisas na sua vida e na sua esfera de influência?

2. A maioria dos seres humanos estão contentes em viver como criaturas em submissão ao seu Criador? Quais são algumas das maneiras em que a humanidade se rebela contra sua posição de criatura? Como você buscou usurpar a soberania de direito de Deus ao longo da sua vida?

3. Leia João 1.1-18. O que o papel do Filho de Deus na criação significa para o nosso relacionamento com ele? O que a atividade do Filho de Deus diz sobre a sua igualdade com o nosso Pai celestial?

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A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM – Aula 2 Introdução à Aula A implicação de crer que Deus criou os céus e a terra é que o mundo e tudo o que nele há não são um acidente. A criação existe devido a uma decisão ordenada e inteligente de um ser sobrenatural que tem um propósito para tudo o que faz. Crer que Deus criou o homem e a mulher como portadores da sua imagem nos dá a grande identidade daqueles que refletem a própria glória de Deus. Nesta lição, o Dr. Sproul explica o que significa carregar a imagem de Deus e as consequências de crer nessa verdade ou rejeitá-la.

Leitura Bíblica Gênesis 2

Objetivos de Aprendizado 1. Formular conclusões a respeito do comportamento humano em resposta a diversas cosmovisões; 2. Compreender a conexão entre a criação divina e o propósito humano; 3. Resumir as marcas que identificam aquilo que foi criado à imagem de Deus.

Citação “O mundo inteiro é uma revelação de Deus, um espelho de suas virtudes e perfeições; cada criatura é, à sua própria maneira e de acordo com sua própria

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medida, a encarnação de um pensamento divino. No entanto, entre todas as criaturas, apenas o homem é a imagem de Deus, a mais sublime e rica revelação de Deus, sendo assim o cabeça e a coroa de toda a criação.” — Herman Bavinck

Ainda devemos ver o homem caído como um portador da imagem de Deus, mas um portador que, por natureza, à parte da obra regeneradora e santificadora do Espírito Santo, reflete a Deus de uma maneira distorcida. No processo da redenção, tal distorção é progressivamente removida até que, na vida vindoura, refletiremos a Deus perfeitamente de novo. — Anthony Hoekema

Esboço da Aula A. O título desta série é Do Pó à Glória. A palavra à indica um objetivo, um alvo, um propósito. A preposição indica um ponto inicial e um ponto final. 1. A história é inaugurada pelo ato criativo de Deus e encontra sua consumação no propósito redentivo de Deus.

B. A realidade da criação nos leva a perguntar por que um mundo, pessoas e a história foram criados. A resposta é para a glória de Deus.

C. “Também disse Deus: ‘Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra’. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1.26-27). 15


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1. Dentro da Trindade, há um plano de ação. Deus está agindo com um propósito ao criar uma criatura por um propósito.

D. A grande crise do pensamento e da filosofia humana no final do século 20 no Ocidente se concentra na questão de propósito. 1. A crise a respeito do propósito humano é devida à rejeição da crença na criação divina. 2. A implicação de “Deus criou os céus e a terra” é a ideia de que o mundo e tudo o que nele há não é um acidente. 3. A criação existe devido a uma decisão ordenada e inteligente de um ser sobrenatural que tem um propósito para tudo o que faz.

E. Uma cosmovisão que rejeita Gênesis 1.1 entra na crise de explicar o propósito de qualquer coisa para qualquer um. 1. “Somos germes crescidos que fortuitamente cresceram da lama”. 2. Uma cosmovisão sem um design inteligente e, dessa maneira, sem propósito, levou Albert Camus a salientar que o suicídio era a única questão séria restante para que os filósofos considerassem. 3. O suicídio se torna uma opção quando não existe resposta para a pergunta: “Qual é o propósito?” 4. “Ser ou não ser? Eis a questão” (Hamlet). 5. Quando a origem do universo é devida a um acidente cósmico, a vida é reduzida ao acaso e a um incidente ultrajante. 6. A existência humana é causada pela decisão inteligente de um ser eterno e onisciente que tem um propósito para tudo o que faz.

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7. A pergunta que separa cosmovisões modernas se tornou: “Existe um propósito para a nossa existência?”

F. Em Gênesis 1.26 o homem é descrito como tendo sido criado à imagem e semelhança de Deus. 1. Deus cria uma criatura que tem o propósito de carregar a sua imagem. 2. Deus não poderia ter criado outro deus, que por definição seria uma criatura finita, assim, ao invés disso, ele cria uma criatura que refletirá a sua glória. 3. O homem exibirá o caráter de Deus e terá domínio sobre o resto da criação.

G. Existe uma “analogia do ser” entre Deus e o homem. O homem não é exatamente como Deus, mas existem maneiras em que ele é como Deus. 1. Carregar a imagem de Deus inclui ser um ser inteligente. 2. Carregar a imagem de Deus inclui ter uma natureza moral. 3. Carregar a imagem de Deus inclui ter uma personalidade. 4. Carregar a imagem de Deus inclui refletir a glória de Deus.

H. O dia consumado ou o último dia da criação foi o sétimo dia, que foi santificado. 1. O penúltimo dia da criação foi o sexto dia em que o portador da imagem foi criado. 2. O propósito do portador da imagem era para o sagrado, para algo santo, e refletir a glória de Deus.

Questões Para Estudo Bíblico

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1. Leia Isaías 48.11 e identifique o atributo que Deus tem ciúmes e guarda para si mesmo, não dando-o a ninguém mais. O que isso diz a respeito do propósito para o qual o Senhor criou os céus e a terra?

2. Todos os seres humanos tentam determinar o propósito de sua existência. O que Gênesis 1.26-27 declara como sendo o propósito da humanidade? Quem nos deu esse propósito? 3. A cosmovisão predominante, forçada sobre nós na sociedade ocidental, diz que o universo veio à existência através do acaso, e que não existe significado ou propósito último nele. Como Gênesis 1 refuta essas hipóteses errôneas?

4. Deus poderia ter criado outro “deus”? Por quê ou por que não?

5. Gênesis 1.27 nos diz que tanto homens quanto mulheres são criados à imagem de Deus. Embora essa ideia seja complexa, teólogos têm concordado que carregar a imagem de Deus significa que os seres humanos são semelhantes a ele de seis maneiras principais. Quais são elas? Quais desses seis aspectos nos separam dos animais?

6. Deus descansou no sétimo dia da criação (Gênesis 2.1-3) após ter criado a humanidade. Seres humanos se destacam por terem sido criados à imagem de Deus. O que isso diz a respeito do status que Deus nos legou?

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7. A imagem de Deus foi desfigurada, mas não eliminada dos seres humanos. De acordo com Colossenses 1.15-20, qual pessoa sozinha manifestou a imagem de Deus perfeitamente?

Questões Para Reflexão 1. O pecado comprometeu a nossa habilidade de dominar sobre a terra para a glória de Deus (Gênesis 1.26). Como seres humanos e sociedades falham em obedecer esse mandato divino? Como você falha em obedecer ao mandamento de Deus de exercer justo domínio sobre o mundo?

2. Tiago 3.7-10 define várias implicações para como o fato de que todas as pessoas são feitas à imagem de Deus deveria afetar o nosso comportamento. De acordo com essa passagem, como as nossas palavras desfiguram a imagem de Deus no homem? Podemos corretamente afirmar que amamos a Deus se impenitentemente proferimos profanidades contra outras pessoas, especialmente outros cristãos?

3. Quais são algumas maneiras pelas quais o governo e a sociedade falham em tratar a vida humana com a dignidade que ela merece por termos sido feitos à imagem de Deus? Que função deveria a igreja exercer em exortar a cultura a respeitar e preservar a vida humana em cada estágio de sua existência? O que você pode, como indivíduo, fazer para impactar amigos, família, o processo político e outras áreas com a realidade da dignidade dos seres humanos?

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A QUEDA – Aula 3 Introdução à Aula O tom de Gênesis muda no capítulo três porque eventos ocorrem que mergulham em miséria e ruína uma gloriosa e perfeita criação. A queda da humanidade acontece quando os primeiros portadores da imagem creem que podem rejeitar a Palavra de Deus sem enfrentar quaisquer consequências. Adão e Eva tentam alcançar soberania e autonomia, mas acabam conseguindo escravidão e medo. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute as terríveis consequências para a humanidade de rejeitar a Palavra de Deus.

Leitura Bíblica Gênesis 3-11

Objetivos de Aprendizado 1. Identificar o propósito do Antigo Testamento e a sua relevância para os crentes hoje; 2. Localizar o ponto de ataque na queda do homem, na tentação de Jesus e em todas as outras tentações; 3. Explicar o conflito por soberania na queda do homem.

Citação

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“É a imagem de Deus refletida em você que enfurece tanto o inferno; é ela que os demônios golpeiam tão violentamente com suas mais poderosas armas.” — William Gurnall

Esboço da Aula A. Muitas pessoas pensam que a única parte da Bíblia que importa é o Novo Testamento, e que o Antigo Testamento é arcaico e irrelevante para a vida cristã. 1. Qual é a importância do Antigo Testamento? 2. O Antigo Testamento contém relatos de criação, povo, história, conflito, guerras, migrações, escravidão e pecado, mas não é estritamente um livro histórico. 3. O Antigo Testamento é, em primeiro lugar, a respeito da autorrevelação de Deus. É a autobiografia a respeito de como ele se relaciona com o mundo e seus habitantes.

B. A primeira maldição na Escritura é o pronunciamento de Deus em Gênesis 2.18: “Não é bom que o homem esteja só”. 1. A solidão do homem é remediada com a criação especial da mulher. 2. Homem e mulher são unidos como corregentes com Deus sobre a esfera criada.

C. O tom da Escritura muda em Gênesis 3 com as palavras de presságio: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito”. 1. Quando Jesus encontrou Natanael, declarou: “Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!” (João 1.47). 2. Gênesis declara que a serpente só possuía dolo.

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D. O dolo da serpente é revelado nas suas primeiras palavras para a mulher: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”. 1. Eva é a primeira defensora da fé e inicialmente rejeita esse ataque à Palavra de Deus. 2. O ataque da serpente sugere que se Deus dá leis, exerce soberania ou limita a sua liberdade em qualquer ponto, então você é um escravo ou um fantoche.

E. O ponto de ataque contra o Segundo Adão, Jesus, também foi a Palavra de Deus. 1. No batismo de Jesus, o Pai declarou que Jesus era seu Filho, em quem ele se comprazia (Lucas 3.22). 2. A serpente tenta Jesus a duvidar da Palavra de seu Pai e provar a sua identidade ao transformar pedras em pães. 3. Todo o encontro entre Jesus e Satanás se concentrava na confiabilidade da Palavra de Deus. 4. Os cristãos estão sob o ataque diário da pergunta: “Você pode realmente viver com base em cada palavra que procede da boca de Deus?”.

F. A serpente lança um ataque direto contra Eva ao contradizer a Palavra de Deus. 1. “É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3.4-5). 2. A ideia de que se pode violar a lei de Deus sem consequências é uma mentira predominante na igreja hoje. 3. A serpente diz a Eva que ela pode se tornar mais do que a portadora da imagem de Deus. Ela pode se tornar divina e eliminar a distinção entre Criador e criatura.

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4. Eva recebe o convite de se tornar autônoma ou autogovernada. 5. Cada tentação é uma batalha por soberania entre a vontade do homem e a vontade de Deus.

G. A serpente é descrita no Novo Testamento como o “homem da iniquidade” (2 Tessalonicenses 2.3) que é sempre o inimigo da lei de Deus.

H. “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si” (Gênesis 3.6-7). 1. Os olhos do homem e da mulher foram abertos não para a liberdade e soberania, mas para a sua vergonha, nudez, falência e miséria. 2. O homem é criado para correr para a presença de Deus e se deleitar nela; mas agora o primeiro homem e a primeira mulher fogem e se escondem do olhar de Deus. 3. O resto da Bíblia é a história de Deus buscando as suas criaturas, inclinando-se para cobrir a sua nudez, lidando com o seu constrangimento, cobrindo a sua culpa e restaurando-os à sua posição como portadores da imagem de Deus.

Questões Para Estudo Bíblico 1. Em 1 Coríntios 10.1-11, por que Paulo nos fala dos eventos do Antigo Testamento que aconteceram e foram registrados? Qual é o assunto primário da Bíblia?

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2. Antes da queda no pecado, qual era a única coisa que Deus viu que não era bom a respeito de sua criação (Gênesis 2.18)? Como o Senhor aborda esse problema a fim de resolvê-lo (vv. 19-20)? Qual foi a solução efetiva para o problema? (vv. 21-24)?

3. De acordo com o Dr. Sproul, qual função homens e mulheres compartilham na ordem criada de Deus?

4. Qual é a marca distintiva da serpente em Gênesis 3.1? Como mais a Escritura descreve o diabo em João 8.44, 2 Coríntios 11.14 e 1 Pedro 5.8? Como podemos resistir às suas artimanhas de acordo com Tiago 4.7?

5. Qual foi o ponto de ataque contra Eva quando a serpente a tentou no Jardim (3.1)? Ela usou a mesma estratégia ou uma diferente quando tentou Jesus no deserto (Lucas 4.1-13)? Ela usa a mesma estratégia ou a mesma contra nós?

6. Qual foi a distinção que Adão e Eva estavam tentando eliminar quando comeram do fruto proibido? Qual é a distinção que estamos tentando eliminar quando pecamos?

7. Descreva as consequências para o pecado de Adão e Eva que agora afetam toda a raça humana (Gênesis 3.16-19)? Deus abandonou a sua criação após a Queda? Como ele mostrou seu amor e cuidado por Adão e Eva mesmo após terem eles pecado (v. 21)?

Questões Para Reflexão 1. Onde você acha difícil crer em Deus e na sua Palavra?

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2. De que maneiras você busca usurpar da justa autoridade do Senhor sobre a sua própria vida? Como podemos combater essa tendência inata à autonomia que nos faz querer legislar sobre nós mesmos?

3. O que você pode fazer para se preparar para combater o diabo com a espada do Espírito (Efésios 6.17), assim como Jesus lutou contra Satanás no deserto?

4. Gênesis 3.15 é frequentemente chamado de protoevangelho, ou “primeiro evangelho”. Por que você acha que os teólogos veem esse versículo como a primeira predição da vitória do Messias sobre a morte e o pecado? Como a serpente feriu o calcanhar do Messias na cruz, e como o Messias esmagou a cabeça da serpente?

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ALIANÇA COM ABRAÃO – Aula 4 Introdução à Aula Muitos já perderam a esperança quanto às promessas de Cristo por elas terem sido proferidas há aproximadamente dois mil anos. Ainda assim, tais pensadores esquecem que os fiéis na época de Cristo também haviam visto dois mil anos se passarem até que o Messias prometido nascesse. Além disso, quando as promessas da aliança foram originalmente dadas a Abraão, o próprio patriarca viu pouquíssimos cumprimentos dessas promessas durante sua vida. Ainda assim, a história da redenção não pode ser compreendida à parte da sua aliança chave concedida há quatro mil anos. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute a historicidade de Abraão e a importância das promessas que Deus deu a ele.

Leitura Bíblica Gênesis 12-14

Objetivos de Aprendizado 1. Ser capaz de resumir a evidência arqueológica que sustenta a historicidade do patriarca Abraão; 2. Ser capaz de listar as promessas da aliança abraâmica; 3. Entender por que toda da redenção é o desenvolvimento da aliança abraâmica prometida há quatro mil anos.

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Citação “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia [...] porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.“ — Hebreus 11.8, 10

Esboço da Aula A. A mudança de um milênio torna a época atual uma época especialmente dramática. 1. Alguns têm rotulado a época atual como a “era pós-cristã”, na qual a igreja e as Escrituras são consideradas irrelevantes. 2. Ainda assim, permanece um grupo fiel na igreja que ainda se apega às promessas feitas há dois mil anos.

B. Maria cantou o Magnificat quando o anjo anunciou que ela daria à luz o Cristo: “Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador [...] Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais” (Lucas 1.46-47, 54-55).

C. Zacarias também profetizou quando seu filho João Batista nasceu: “... para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam; para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança e do juramento que fez a Abraão, o nosso pai” (Lucas 1.71-73).

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D. Muitos já perderam a esperança quanto às promessas de Cristo, pois elas foram proferidas há, aproximadamente, dois mil anos. 1. Maria e Zacarias bendizem a Deus pela sua fidelidade às promessas de Abraão apesar do intervalo de dois milênios. Esses dois enfrentaram uma situação semelhante à nossa.

E. O Antigo Testamento é a autorrevelação de Deus, mas ele escolhe um homem e sua família como personagens principais da história. F. Estudiosos céticos têm atacado a historicidade de Abraão e rotularam a sua vida como um mito ou lenda. Ainda assim, a arqueologia continua a provar a precisão das Escrituras. 1. Uma descoberta em Ras Shamra em 1929 provou uma data muito primitiva para textos escritos, refutando a objeção de que a escrita não existia na época de Abraão. 2. As tábuas de Mari foram descobertas em 1935, revelando um registro de costumes antigos consistentes com o relato bíblico de Abraão. A descoberta das tábuas de Nuzi também corroboraram o relato das Escrituras. 3. As tábuas de Ebla descobertas em 1976 registram cidades, povos e até nomes que figuram na Bíblia.

G. A vida de Abraão não deveria ser lida como um mito ou lenda, mas como uma história real de um Deus real chamando um homem real a uma terra real para receber promessas reais.

H. “Ora, disse o SENHOR a Abrão: ‘Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e

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te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra’” (Gênesis 12.1-3).

I. Abraão é “abençoado para ser uma bênção” com uma aliança que contém três promessas. 1. Uma terra desconhecida é a primeira promessa dada a Abraão. 2. Descendentes tão numerosos quanto as estrelas e os grãos de areia é a segunda promessa dada a Abraão. 3. A semente de Abraão como uma bênção para todo o mundo é a terceira promessa dada a Abraão.

J. Abraão viu pouquíssimos cumprimentos dessas promessas durante a sua vida. 1. O local de seu enterro em Macpela é o único pedaço de terra que Abraão possuía em sua morte. 2. Abraão tenta apressar a promessa de Deus com o nascimento de Ismael, através de Agar, mas Deus cumpre fielmente a promessa com o nascimento de Isaque na velhice de Abraão e Sara. i.

Abraão é fiel quando Deus o testa a sacrificar seu amado filho.

ii.

Isaque seria sacrificado na mesma montanha em que o Filho de Deus

eventualmente seria sacrificado. Isaque foi poupado, mas o Filho de Deus não. 3. Isaque foi sacrificado para que a semente de Abraão continuasse e, eventualmente, o maior descendente de Abraão nasceria como o Salvador do mundo.

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K. As promessas de Abraão não foram rapidamente cumpridas, e Maria e Zacarias celebraram por saberem que Deus lembrou da sua misericórdia e das suas promessas dadas a Abraão. 1. Toda a história da redenção é o desenvolvimento daquele evento há quatro mil anos.

Questões Para Estudo Bíblico 1. Maria e Zacarias cantaram canções na época em que o Messias e o seu precursor, João Batista, finalmente chegaram (Lucas 1.46-47, 54-55, 71-73). Que aliança ambos veem como sendo cumprida com a vinda de Jesus? Quantos anos haviam passado entre as alianças patriarcais e o nascimento de Cristo?

2. Liste algumas das evidências arqueológicas dadas na palestra que corroboram a historicidade da história de Abraão no livro de Gênesis.

3. Quais são os três principais elementos da promessa que Deus dá a Abraão em Gênesis 12.1-3? Quais benefícios são adicionados a essa promessa em Gênesis 17.6 e 22.17?

4. Como Abraão e Sara manifestam a sua impaciência com Deus quando pensaram que ele demorava demais para cumprir a sua promessa? Quanto tempo Abraão teve que esperar antes que o filho da promessa finalmente nascesse (Gênesis 12.4; 21.5)? Isso nos encoraja ou desencoraja quando pensamos que o Senhor está demorando demais para cumprir as suas promessas a nós?

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5. Como o mandamento de Isaque em Gênesis 22 é semelhante ao sacrifício do Filho Unigênito de Deus no Calvário? Como esses dois eventos são diferentes? De acordo com o Dr. Sproul, por que Deus preservou Isaque?

Questões Para Reflexão 1. De que maneiras ainda estamos esperando que Deus cumpra completamente as suas promessas?

2. Deus nos perdoa quando nos arrependemos dos nossos pecados e confiamos em Cristo (1 João 1.8-9), mas ainda podemos sentir as consequências terrenas das nossas transgressões. Abraão e Sara pecaram ao produzir Ismael (Gênesis 16), e a maioria dos estudiosos da Bíblia concordam que os efeitos desse pecado ainda são sentidos hoje no conflito do Oriente Médio. O fato de que o seu pecado pode produzir tais coisas o encoraja ou desencoraja a buscar santidade? Como os pecados de outras pessoas tiveram um efeito em você, ainda que a perversidade não tenha sido cometida na sua própria geração?

3. Hebreus 11.17-19 diz que Abraão confiou em Deus para fazer o impossível e ressuscitar Isaque dos mortos, se isso fosse necessário para o Senhor manter a sua promessa ao patriarca. Você acha fácil ou difícil confiar que Deus fará o que é humanamente impossível? Como ele cumpriu o impossível na sua vida?

4. Como a promessa de que os filhos e filhas de Abraão seriam realeza em Gênesis 17.6 se relaciona com a ordenança da humanidade de dominar sobre a terra em

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Gênesis 1.28? Como a promessa de que o povo de Deus seria composto de reis e rainhas é cumprida na nova aliança (2 Timóteo 2.12)?

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A BENÇÃO PATRIARCAL – Aula 5 Introdução à Aula Deus frequentemente se identifica na Escritura como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Deus fez uma aliança com os patriarcas de Israel para escrever a história da redenção. Assim, a pergunta principal da história patriarcal se tornou: “Quem herdará as promessas dadas originalmente a Abraão?”. O padrão de passar a bênção adiante é um tema chave na Escritura e prefigura a passagem do evangelho entre o povo de Deus hoje. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute a história da bênção patriarcal em Gênesis e a sua relevância para o povo da aliança de Deus hoje.

Leitura Bíblica Gênesis 25-36

Objetivos de Aprendizado 1. Definir a função e a importância dos patriarcas bíblicos; 2. Traçar o caminho da bênção patriarcal entre os primeiros descendentes de Abraão.

Citação “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam

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oportunidade de voltar. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.” — Hebreus 11.13-16

Esboço da Aula A. Um patriarca era um pai que também era um governante. Uma sociedade patriarcal é uma sociedade governada por pais. 1. Os patriarcas bíblicos também governavam sobre a extensão da sua família e, frequentemente, sobre clãs e tribos relacionados.

B. Deus frequentemente se identifica na Escritura como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. 1. Esses patriarcas são os herdeiros das promessas da aliança. 2. Abraão é visto como o supremo patriarca — o pai da fé — no Novo Testamento. 3. Todos adotados à família de Deus são herdeiros da bênção patriarcal.

C. A pergunta principal da história patriarcal é: “Quem herdará as promessas dadas a Abraão?”.

D. Tradicionalmente, o primogênito deveria ser o herdeiro primário, mas, em Gênesis, ele é constantemente preterido em favor do filho mais novo. 1. Ismael era o primogênito de Abraão, mas Isaque é a escolha de Deus como o filho da promessa.

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2. Esaú era o primogênito de Isaque, mas Jacó é a escolha de Deus como o filho da promessa.

E. O combate entre Jacó e o Anjo do Senhor é uma luta pela bênção.

F. Jacó e sua mãe Rebeca conspiram para roubar a bênção patriarcal em Gênesis 27. 1. Isaque pretende dar a bênção para o seu primogênito Esaú. 2. Rebeca conduz Jacó a um conluio para tirar vantagem da cegueira de Isaque e receber a bênção do seu pai. 3. Isaque é enganado e dá a bênção para Jacó. 4. Como o enganador (Jacó) pode ser o beneficiário da bênção da história redentiva? 5. Jacó foi escolhido em detrimento de Esaú: “E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama)” (Romanos 9.11).

G. O significado do anjo perguntando o nome de Jacó é que ele é forçado a se submeter à autoridade do anjo. 1. Jacó significa “aquele que toma o lugar”, ou “roubador”, ou “enganador”. 2. Deus abençoa Jacó com a bênção patriarcal após essa submissão, e ele passa essa bênção aos seus descendentes.

H. Existe um padrão de queda e salvação na história redentiva. 1. Pecado e rebelião se expandem após a queda do homem. 2. Um pequeno remanescente — a família de Noé — é salva do dilúvio.

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3. Deus escolhe a família de Abraão como seu povo e eles se multiplicam até se tornarem uma grande nação, mas depois sucumbem ao pecado e à rebelião. 4. Um remanescente pequeno é ainda mais reduzido a um homem que encarna Israel e é o supremo descendente de Abraão. 5. Jesus foi o único filho de Abraão que andou perfeitamente em fidelidade pactual. 6. Jesus concede uma nova aliança e o evangelho expande o seu povo dos discípulos para os judeus, os gentios e até os confins da terra. I. O padrão de passar adiante a bênção entre os patriarcas prefigura a passagem do evangelho entre o povo de Deus hoje.

Questões Para Estudo Bíblico 1. De acordo com o Dr. Sproul, qual é o nome de uma sociedade governada por pais? Qual era o escopo potencial do domínio de um patriarca bíblico?

2. Leia Gálatas 3. Quem Paulo identifica como os beneficiários das bênçãos pactuais de Deus? Como essas bênçãos são recebidas?

3. Tradicionalmente falando, o Dr. Sproul declara que o filho primogênito é o principal herdeiro da bênção de uma família. A tradição foi seguida no caso de Isaque e Ismael (Gênesis 15.17-21)? Ela foi seguida com Jacó e Esaú (Gênesis 27)?

4. A Escritura diz que Jacó mereceu a bênção que recebeu? Por que Deus escolheu Jacó em detrimento de Esaú (Romanos 9.6-13)?

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5. Qual foi o propósito da luta de Jacó com o anjo em Gênesis 32.22-32? Qual é o significado do nome de Jacó, e o que ele estava confessando quando revelou o seu nome para o anjo? Como o padrão de confissão de pecado e bênção é repetido em nossas próprias vidas?

6. Qual foi o novo nome que Deus deu a Jacó após aquela batalha?

7. Descreva o padrão bíblico de pecado e salvação conforme transmitido na palestra.

8. De acordo com o Dr. Sproul, o que prefigura o padrão dos patriarcas de passar adiante a bênção?

Questões Para Reflexão 1. A bênção de Deus sobre o irmão mais novo ao invés do irmão mais velho no livro de Gênesis indica que ele frequentemente age de maneiras que os seres humanos e as tradições não esperam. Como o Senhor já operou inesperadamente na sua vida?

2. Como a história de Jacó nos mostra que Deus abençoa pecadores baseado em sua graça e não de acordo com o que eles merecem?

3. Liste algumas das maneiras pelas quais a igreja é chamada para testificar da bênção de Deus sob a nova aliança.

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4. Se Deus não é obrigado a abençoar qualquer pecador, por que tantas pessoas acham a doutrina da eleição injusta? Como devemos responder a essa reclamação? Como Paulo responde a ela (Romanos 9.19-23)?

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MOISÉS E O ÊXODO – Aula 6 Introdução da mensagem A transição do período patriarcal para o período do êxodo é feita com duas das mais impressionantes biografias da Escritura. José foi o pastor que se tornou um príncipe, e Moisés foi o príncipe que se tornou um pastor. Essas duas figuras foram instrumentais para a continuidade da fidelidade da aliança de Deus para com o seu povo nos livros de Gênesis e Êxodo. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute as vidas de José e Moisés e o importante papel deles na história da redenção.

Leitura bíblica Gênesis 37-50 e Êxodo 1-10

Objetivos de aprendizado 1. Reconhecer a importância das vidas de José e Moisés na história da redenção; 2. Comparar o mediador da primeira aliança com o mediador da segunda aliança; 3. Identificar os temas primários do livro do Êxodo.

Citações Em seus rascunhos biográficos, Gênesis se trata de mudança de caráter. — Gordon Wenham

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Antigos textos egípcios ensinam que o coração é a essência da pessoa, o centro espiritual interno do ego. O coração do Faraó era especialmente importante, pois os egípcios acreditavam que ele era o fator controlador de tudo, tanto na história quanto na sociedade [...]. Javé endurece o coração do Faraó para demonstrar que só o Deus dos hebreus é o Soberano do universo. — John Currid

Esboço da palestra A. A transição do período patriarcal para o período do êxodo é feita com duas das mais impressionantes biografias da Escritura. 1. A primeira é a história de um pastor que se tornou um príncipe, e a segunda é a história de um príncipe que se tornou um pastor.

B. A primeira biografia é a de José, filho de Jacó. 1. Ele é traído pelos seus irmãos e vendido como escravo. 2. Ele é falsamente acusado e definha na prisão por anos até que Deus intervém e o eleva à posição de primeiro ministro do Egito. 3. Ele idealiza um sábio plano para resgatar o Egito de uma severa fome, e muitos povos vizinhos vêm ao Egito procurando por comida. 4. Seus irmãos vão ao Egito procurando por comida e ficam aterrorizados quando percebem que o irmão que eles traíram se tornara o primeiro ministro do Egito. 5. José os perdoa e convida Jacó e todos os seus descendentes para virem morar no Egito, na terra de Gósen. 6. O livro de Gênesis encerra com Jacó abençoando os seus filhos. 7. Judá recebe o cetro, prefigurando que é de sua tribo que virão reis.

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8. Jesus é o Leão da tribo de Judá e herda um trono eterno.

C. O livro de Gênesis encerra com os Israelitas em um estado de prosperidade. O livro do Êxodo começa com os israelitas em um estado de escravidão.

D. O novo Faraó, que não conhecia a história de José, começa um plano sistemático para oprimir os israelitas. 1. Capatazes são nomeados para escravizar os israelitas. 2. Os israelitas são forçados a juntar sua própria palha para tijolos sem reduzir a sua cota de construção diária. 3. As parteiras hebreias recebem a ordem de assassinar os meninos hebreus recémnascidos, mas desobedecem as ordens do Faraó. 4. Os egípcios recebem a ordem de assassinar os meninos hebreus recém-nascidos.

E. Um bebê escapa do genocídio por ter sido colocado em uma cesta e flutuado pelo rio Nilo. 1. O bebê é retirado do rio pela filha do Faraó. 2. O bebê é chamado de “Moisés”, que significa “tirado das águas” e é criado como um príncipe no palácio do Faraó. 3. Mais tarde, Moisés mata um guarda egípcio por bater em um hebreu. Para preservar a sua vida, ele foge para Midiã quando seu crime é descoberto.

F. Moisés é, provavelmente, a figura mais importante da história do Antigo Testamento. 1. Ele é o mediador da Antiga Aliança.

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2. Ele é o libertador de Israel do Egito. 3. É ele quem dá a Lei. 4. Ele é o líder do estado teocrático e a igreja do Antigo Testamento.

G. Moisés prefigura a pessoa e a obra de Cristo. 1. “O novo está ocultado no antigo, e o antigo está revelado no novo” (Santo Agostinho). 2. Deus chama o seu filho Israel para fora do Egito no Antigo Testamento e chama o seu maior filho Jesus para fora do Egito no Novo Testamento. 3. Moisés é o líder do primeiro êxodo, e Cristo é o líder do segundo e maior êxodo. 4. Moisés é o mediador da primeira aliança, e Cristo é o mediador da segunda aliança.

H. Deus chama Moisés da sarça ardente no deserto de Midiã por ter ouvido o clamor do seu povo em meio à opressão. 1. Moisés vai ao Faraó exigindo a libertação do povo para que eles possam ir e servir o Senhor seu Deus. 2. A grande disputa do livro do Êxodo é centrada em quem o povo de Israel irá servir: Faraó ou Deus? 3. Deus traz dez pragas contra o Faraó e o Egito para provar o seu poder e exigir a libertação do seu povo.

I. Não existe outro período na história redentiva com tal abundância de milagres como nos dias do êxodo, exceto durante o ministério de Jesus. 1. Deus exige a libertação do seu povo para que ele possa servir e cultuar somente a ele.

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2. Êxodo, lei e tabernáculo são os três temas primários do livro do Êxodo.

Estudo bíblico 1. Descreva brevemente a sequência de eventos que levou ao povo de Israel se tornar residentes na terra do Egito (Gênesis 37-50).

2. Qual é o significado de Judá ganhar um cetro em Gênesis 49.8-13? Quem é o maior filho de Judá e a qual animal esse filho é comparado?

3. Conforme o livro de Gênesis se aproxima do fim, quais elementos da bênção de Abraão permanecem parcialmente não cumpridos (Gênesis 12.1-3)? Os pedidos de Jacó (47.29-31) e José (50.22-26) de serem enterrados em Canaã indicam que eles criam que Deus manteria as suas promessas? De acordo com Hebreus 11.22, por que José estava convencido de que seus ossos deveriam ser carregados para fora do Egito?

4. Por que o Faraó, que não conhecia José, temia os israelitas em seu reino (Êxodo 1.810)? Como ele tentou impedir que seus temores se tornassem realidade?

5. Explique as circunstâncias que levaram ao resgate de Moisés da mão do Faraó. De acordo com a doutrina da providência soberana de Deus (Gênesis 50.20; Provérbios 16.33; Efésios 1.11), alguma dessas circunstâncias poderia ser descrita como mera coincidência?

6. Quais são as razões que o Dr. Sproul dá para identificar Moisés como, talvez, a figura mais importante na história do Antigo Testamento? 43


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7. De acordo com o Dr. Sproul, como Moisés prefigura a pessoa e a obra de Cristo?

8. Quais são as razões dadas em Êxodo 2.23-25 e 5.1 para a intervenção de Deus em redimir os israelitas do Egito?

9. O que o Dr. Sproul identifica como os três temas primários do livro do Êxodo?

Questões Para Reflexão 1. O Dr. Sproul observou como Moisés prefigura Cristo. Existem maneiras nas quais podemos dizer a mesma coisa a respeito de José? Considere os temas do aprisionamento injusto, a traição de seus irmãos, a salvação da fome e relacione-os com a vida de Cristo.

2. Você acha que as parteiras hebreias agiram justamente quando mentiram para os egípcios a fim de salvar as crianças hebreias (Êxodo 1.15-21)? Por quê ou por que não?

3. O Dr. Sproul diz que a grande disputa no Êxodo é centrada em quem o povo de Israel irá servir: Faraó ou Deus? Como enfrentamos uma disputa semelhante diariamente em nossas vidas? Quem ou o que você é tentado a servir no lugar de Deus?

4. Por que você pensa que a vida e o ministério de Cristo sejam o único outro período na história redentiva com uma abundância de milagres como encontramos no êxodo?

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A PÁSCOA – Aula 7 Introdução da mensagem A Páscoa foi um evento tão significativo na história de Israel que Deus a colocou no início do calendário hebreu a fim de que ela sempre fosse lembrada. Essa importante cerimônia comemorava Deus resgatando heroicamente o seu povo da escravidão egípcia. Além disso, o ritual da Páscoa prefigura o maior êxodo que Jesus traz ao seu povo no Novo Testamento. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute a história e o significado da Páscoa.

Leitura bíblica Êxodo 11-12

Objetivos de aprendizado 1. Demonstrar a necessidade tanto de misericórdia quanto de juízo no plano de Deus de redenção; 2. Identificar o significado de cada um dos elementos da Páscoa. 3. Descrever o cumprimento da nova aliança dos símbolos da Páscoa.

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Citações “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. “ — Isaías 53.7

“A Páscoa não se trata primariamente do livramento de Israel do Egito. Nem se trata principalmente da humilhação do Faraó e do Egito. Mas seu propósito essencial é a glorificação e a exaltação de Javé: “É a Páscoa do SENHOR”. — John Currid

Esboço da palestra A. Muitas pessoas têm dificuldade com a ênfase no juízo divino na Escritura. 1. Os dois lados do juízo são misericórdia e ira, e esses são temas recorrentes ao longo da Escritura. 2. Na queda do homem, Deus demonstra juízo ao expulsar Adão e Eva do Éden, e demonstra misericórdia ao vestir suas criaturas envergonhadas. 3. Os dois elementos de misericórdia e juízo também estão presentes no evento da Páscoa.

B. “Moisés disse: ‘Assim diz o SENHOR: Cerca da meia-noite passarei pelo meio do Egito. E todo primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta no seu trono, até ao primogênito da serva que está junto à mó, e todo primogênito dos animais’” (Êxodo 11.4-5).

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1. O anjo da morte virá e matará os primogênitos, independente de riqueza ou posição.

C. Judeus modernos continuam a celebrar a Páscoa e lembrar dos eventos do êxodo. 1. A redenção conquistada para Israel na Páscoa foi uma redenção do juízo de Deus. 2. A salvação é conquistada por Deus para nos livrar da ira de Deus.

D. A Páscoa é uma rota de fuga da ira de Deus para os israelitas. 1. A Páscoa é tão importante que o calendário judaico, a partir de então, começaria com o mês no qual a cerimônia é celebrada.

E. Os israelitas deviam selecionar um cordeiro macho que não tivesse manchas. 1. A nova aliança não pode ser entendida apropriadamente sem um entendimento completo da antiga aliança. 2. O sangue do cordeiro era para proteger o povo do juízo de Deus. 3. Ao ver Jesus, João Batista declara: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29).

F. O cordeiro devia ser morto, e o sangue passado nos batentes das portas de cada casa. 1. O anjo da morte passaria sobre cada casa sobre a qual ele visse o sangue do cordeiro, e não mataria o primogênito. 2. Crentes cobertos pelo sangue de Jesus escapam do derramamento do juízo de Deus no fim do mundo.

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G. Um dia de juízo foi agendado para todos os seres humanos pelo Deus TodoPoderoso, e apenas aqueles que foram cobertos pelo sangue de Jesus escaparão da ira de Deus. 1. Deus é um Deus de juízo, e sua paciência eventualmente se esgota. 2. Deus vai contra o Faraó em juízo porque ele é justo. 3. A vingança é proibida para o crente, mas ela pertence ao Senhor (Deuteronômio 32.35). 4. O Deus guerreiro de Israel vai à batalha pelo seu povo e assegura sua própria justiça divina contra seus inimigos.

H. O evento do êxodo ocorre uma vez na história, assim como o evento da cruz ocorre uma vez na história. 1. Nenhum dos dois eventos é repetido, mas um ritual para cada um é frequentemente reencenado. 2. O propósito da instituição da Páscoa era que o povo de Deus lembrasse do seu livramento da escravidão egípcia. I. Jesus desejava profundamente celebrar a Páscoa com seus discípulos. 1. Jesus abruptamente muda o significado da Páscoa durante a última ceia com seus discípulos. 2. O cálice de vinho agora simboliza o seu sangue derramado para a remissão de pecados, e o pão ázimo simboliza o seu corpo partido. 3. A instituição da Ceia do Senhor era para ajudar os seguidores de Jesus a sempre lembrar do seu sacrifício pelos seus pecados. 4. A Páscoa prefigura o êxodo definitivo conquistado por Cristo.

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J. Deus exige que o pão da Páscoa seja sem fermento. 1. O fermento no Antigo Testamento é um símbolo de corrupção. 2. O pão sem fermento simboliza como Deus separou o seu próprio povo da corrupção. 3. Jesus alertou quanto ao “fermento dos fariseus”, ou o falso ensino.

K. Vinho e ervas amargas também foram incluídas na refeição da Páscoa. 1. Esses dois elementos eram símbolos da doçura e do juízo da redenção de Deus.

L. Os celebrantes da Páscoa deviam vestir um cinto enquanto comiam a refeição. 1. Cintos eram vestidos para levantar a túnica a fim de correr ou lutar. 2. Os celebrantes deviam vestir cinto e sandálias para lembra-los que eles deixaram o Egito apressadamente.

M. Todos os elementos da Páscoa simbolizam o que Deus estava prestes a fazer durante o maior evento da história redentiva do Antigo Testamento.

Estudo bíblico 1. De acordo com o Dr. Sproul, quais são os dois lados do juízo vistos na Escritura? Como esses dois lados são demonstrados em Gênesis 3.21-24? Como eles são vistos na Páscoa?

2. Baseado em Êxodo 11.4-5, Deus faz distinção de acordo com riqueza ou posição na distribuição da sua ira? Isto é, ele favorece o rico em detrimento do pobre ou vice-

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versa? Ele favorece os politicamente influentes em detrimento daquee que não tem poder ou vice-versa? Esses fatos o tornam um juiz parcial ou imparcial?

3. Do que e de quem os israelitas foram salvos no evento da Páscoa (Êxodo 12.29-32)? Baseado na resposta dessa pergunta e em 1 Tessalonicenses 1.9-10, preencha os seguintes campos: A salvação é conquistada por _________________ a fim de nos salvar de ___________________. (Dica: os campos devem ter a mesma resposta).

4. Como as ações que o povo de Israel foi ordenado a executar na noite da Páscoa (Êxodo 12.1-28) prefiguram a obra de Cristo?

5. A paciência de Deus para com pecadores vai durar para sempre? Qual é a única maneira pela qual um pecador escapará da ira de Deus no dia do juízo?

6. Quem tem a responsabilidade de assegurar justiça divina contra os inimigos de Deus (Deuteronômio 32.25; Romanos 12.19)?

7. Que ritual comemora o evento único do êxodo? Que ritual comemora o evento único da expiação e Cristo?

8. De acordo com o Dr. Sproul, o que o pão ázimo, o vinho e as ervas amargas da refeição da Páscoa simbolizam? O que o pão e o vinho da Ceia do Senhor representam para os crentes da nova aliança?

Questões Para Reflexão 50


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1. Como você acha que um entendimento apropriado da antiga aliança ajuda o crente a entender a nova aliança?

2. Você tende a enfatizar a justiça de Deus ou a misericórdia de Deus nos seus pensamentos e quando você conversa com outras pessoas? Como você pode promover uma melhor compreensão desses atributos do nosso Criador nos seus pensamentos e no seu testemunho?

3. Como podemos nos preparar para lembrar melhor da obra de Cristo por nós antes e durante a celebração da Ceia do Senhor?

4. Descreva como o êxodo e a expiação de Cristo são ambos atos de salvação. Como a cruz é uma exibição ainda maior da misericórdia e da justiça do que a libertação dos israelitas do Egito?

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A Entrega da Lei – Aula 08 Introdução da mensagem Existe uma tendência moderna de isolar os Dez Mandamentos de seu contexto histórico e teológico original. Os Dez Mandamentos não são uma lista abstrata de regras. Eles são o resumo da lei de Deus dados em um contexto de culto. Eles incluem absolutos morais e são seguidos por exemplos de aplicação para o povo. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute a entrega da lei de Deus no Monte Sinai.

Leitura bíblica Êxodo 13-24

Objetivos de aprendizado 1. Identificar o contexto histórico e teológico no qual Deus entregou a sua lei aos israelitas; 2. Definir a diferença entre lei apodítica e casuística; 3. Ressaltar a necessidade de reverência ao se aproximar de Deus.

Citações “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” — Mateus 5.20

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“Pergunta 95: De que utilidade é a lei moral a todos os homens? Resposta: A lei moral é de utilidade a todos os homens, para os instruir sobre a natureza e vontade de Deus e sobre os seus deveres para com ele, obrigandoos, a andar conforme a essa vontade; para os convencer de que são incapazes de a guardar e do estado poluto e pecaminoso da sua natureza, corações e vidas; para os humilhar, fazendo-os sentir o seu pecado e miséria, e assim ajudando-os a ver melhor como precisam de Cristo e da perfeição da sua obediência.” — Catecismo Maior de Westminster

Esboço da palestra A. A igreja e a cultura contemporânea precisam de outro Moisés que guie o povo de Deus pelo Mar Vermelho moderno do caos e da confusão. 1. A destruição do exército do Faraó no Mar Vermelho é um dos maiores eventos na história redentiva. 2. Estudiosos críticos têm atacado o relato bíblico do Mar Vermelho argumentando que ele aconteceu no Mar dos Juncos sem um livramento milagroso.

B. Deus guia o povo de Israel por três meses no deserto com uma nuvem durante e dia e um pilar de fogo durante a noite. 1. Deus reúne o seu povo na base do Monte Sinai para entregar a eles a sua lei pactual. 2. Deus fala através de Moisés e convida os israelitas a se tornarem o seu tesouro, reino de sacerdotes e nação santa. 3. O povo é ordenado a se consagrar, lavar as suas roupas e evitar tocar o monte. 53


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C. Existe uma tendência popular de isolar os Dez Mandamentos do seu contexto histórico e teológico original. 1. O Decálogo (os Dez Mandamentos) não é uma lista abstrata de regras. 2. O Decálogo é dado em um contexto de culto.

D. Um tema recorrente no Antigo Testamento é o encontro entre um Deus que é Santo e um povo que é pecaminoso. E. “Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu. E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente” (Êxodo 19.16-18).

F. Muito da religião moderna se tornou casual e improvisado. 1. Deus é frequentemente tratado como um igual, em vez do ser supremo no universo. 2. Até mesmo crentes cobertos da justiça de Cristo devem ter um senso de tremor e temor diante do Deus Todo-Poderoso.

G. Deus desce no Monte Sinai em uma teofania. 1. Uma teofania é uma manifestação externa do Deus invisível. 2. Deus frequentemente manifesta a si mesmo na Escritura com fogo. 3. O Monte Sinai é coberto de fumaça e fogo.

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4. Deus manda que Moisés advirta o povo para evitar tocar a montanha, para que Deus não fira ou traga juízo sobre os israelitas. 5. O povo é lembrado do Deus que os livrou do Egito e que são trazidos à adoração antes de receberem a lei.

H. O Decálogo é escrito pelo dedo de Deus em tábuas de pedra. 1. O início da lei se concentra no culto apropriado de Deus proibindo outros deuses, imagens de escultura, blasfêmia e a violação do sábado. 2. A segunda porção da lei se concentra no dever do homem um para com o outro, proibindo desonrar os pais, assassinato, adultério, roubo e cobiça. I. Os Dez Mandamentos são a lei fundamental do livro da aliança, ou o código de santidade de Israel.

J. O Decálogo é um exemplo da lei apodítica, que é a lei apresentada de maneira pessoal. 1. Absolutos morais escritos como “farás isso” e “não farás aquilo” são exemplos de lei apodítica.

K. As leis que seguem o Decálogo são conhecidas como lei casuística ou lei de caso. 1. Leis escritas em um formato “se/então” são exemplos de lei casuística. 2. A lei casuística inclui exemplos de aplicações específicas da lei universal do Decálogo.

L. A lei de Deus se aplica concretamente a toda situação humana. 1. A lei de Deus inclui absolutos morais e exemplos de aplicação para o povo.

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2. A lei registrada em Êxodo inclui provisões a respeito das cerimônias, legislação civil, diagnósticos médicos e regulações de culto.

Estudo bíblico 1. De acordo com Êxodo 14, qual era o propósito de Deus em ter os exércitos egípcios perseguindo o povo e se afogando no Mar Vermelho? Qual foi o efeito desse milagre no povo de Israel (vv. 30-31)?

2. Quais são as preparações que o povo deve executar quando se reúnem no pé do Monte Sinai (Êxodo 19.7-15)? O que você acha que a limpeza ritual deve simbolizar espiritualmente?

3. De acordo com o Dr. Sproul, os Dez Mandamentos são entregues em qual contexto? A tendência da religião moderna é de ver Deus como um igual ou como o Senhor Deus Todo-Poderoso? Os cristãos que foram justificados somente pela fé têm um senso de tremor e temor diante do Senhor (Hebreus 12.18-29)?

4. O que é uma teofania? O que o Dr. Sproul diz que é uma manifestação comum de Deus na Escritura? Como o Senhor se manifesta no Monte Sinai (Êxodo 19)?

5. Os Dez Mandamentos, ou o Decálogo (Êxodo 20.1-17), podem ser divididos em duas partes. Em que a primeira seção do Decálogo se concentra? E a segunda?

6. Como os Dez Mandamentos funcionam em relação ao livro da aliança ou o código de santidade de Israel? 56


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7. Na palestra, o Dr. Sproul se refere à lei apodítica e à lei casuística. Quais são as diferenças entre esses dois tipos de lei? Os Dez Mandamentos são um exemplo de lei apodítica ou casuística?

8. Verdadeiro ou falso: A Lei de Deus se aplica concretamente a toda situação humana? De acordo com o Dr. Sproul, quais são algumas das provisões que a lei mosaica inclui?

Questões Para Reflexão 1. Por que você acha que estudiosos críticos são tão mordazes em dispensar os milagres encontrados no livro do Êxodo e em outras porções da Escritura?

2. Deus entrega os Dez Mandamentos antes ou depois de salvar o seu povo do Egito? O que isso diz a respeito da habilidade da humanidade de guardar a lei?

3. Como você pode ajudar outros cristãos a recuperar um senso de temor e reverência diante do Santo Deus de tudo?

4. Existe uma diferença na maneira como a lei apodítica pode ser aplicada à nossa situação hoje do que a maneira que aplicaríamos a lei casuística?

5. Os israelitas antigos passavam muito tempo em seus terraços. Por que, então, Deus ordena que o seu povo construa parapeitos em seus terraços em Deuteronômio 22.8? Como podemos aplicar o princípio por trás dessa lei hoje? 57


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O TABERNÁCULO – Aula 09 Introdução da mensagem Não havia um santuário centralmente estabelecido para o povo de Deus antes do tabernáculo. Durante o período patriarcal, os adoradores do Deus verdadeiro construíam altares, sacrificavam animais ou consagravam lugares santos. A construção da Tenda do Encontro ofereceu ao povo de Deus uma oportunidade de testemunhar Deus em seu meio e apresentar sacrifícios a ele. Ainda assim, por mais importante que fosse o tabernáculo, ele apenas prefigurava a obra daquele que eventualmente “tabernacularia” entre nós. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute o conteúdo e o significado do tabernáculo.

Leitura bíblica Êxodo 25-40

Objetivos de aprendizado 1. Contrastar o culto do povo de Deus antes e depois da construção do tabernáculo; 2. Identificar e explicar a função das peças do tabernáculo; 3. Conectar os símbolos do tabernáculo com a obra de Cristo.

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Citações “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus.“ — Hebreus 9.24

“Assim, tudo no tabernáculo era magnífico, coerente com aquele estado infantil da igreja, quando tais coisas eram apropriadas para agradar crianças, para encher as mentes dos adoradores com uma reverência pela glória divina.“ — Matthew Henry

Esboço da palestra A. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus [...]. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.1-2, 14). 1. Esse versículo a respeito da encarnação também poderia ser traduzido da seguinte maneira: “e o Verbo se fez carne, e ‘armou a sua tenda’ entre nós”, ou ainda mais literalmente: “o Verbo se fez carne e ‘tabernaculou’ entre nós”.

B. As três partes mais importantes do livro do Êxodo são o êxodo e Páscoa, a entrega da Lei e a construção do tabernáculo.

C. Não existia santuário centralmente estabelecido para o povo de Deus antes do tabernáculo.

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1. Durante o período patriarcal, momentos de culto aconteciam sacrificando um animal ou construindo um altar. 2. Noé edificou um altar após o Dilúvio. Abraão construiu um quando recebeu a aliança, e Jacó ungiu a pedra que usava como travesseiro com óleo após a sua visão. 3. A consagração do tempo e do espaço ocorre durante o período patriarcal. 4. Altares são construídos, dias festivos designados e terra específica é considerada santa.

D. O domínio de Deus é toda a terra, pois ele é onipresente. 1. Emanuel é um dos nomes de Jesus, e significa “Deus conosco”. 2. Locais especiais onde Deus encontra com o seu povo são designados como particularmente sagrados.

E. O tabernáculo, ou a Tenda do Encontro, foi construído e era fácil de ser transportado até que os israelitas se instalassem na Terra Prometida.

F. O tabernáculo era montado no meio do arraial com as tribos de Israel ao redor da tenda. 1. O arraial era organizado a fim de simbolizar a presença de Deus no meio do seu povo. 2. “Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã” (Salmo 46.4-5).

G. O tabernáculo era transportado até ser montado virado para o oriente.

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1. Os coatitas eram uma subdivisão da tribo de Levi, e eram os responsáveis por transportar o tabernáculo.

H. O tabernáculo media cerca de 1100 metros quadrados. 1. A maior parte dessa área era o átrio externo. 2. O átrio interno era chamado de Santo Lugar. 3. O átrio mais interno era chamado de Santo dos Santos. 4. As dimensões combinadas dos dois átrios internos eram de 17 x 4,5 metros aproximadamente.

I. O perímetro do tabernáculo era protegido pelos levitas. Membros de outras tribos vinham ao tabernáculo, mas não entravam na tenda. 1. A pia e o altar do holocausto eram localizados no átrio externo. 2. A pia de bronze era para a purificação dos sacerdotes. 3. O altar do holocausto era para o sacrifício de animais. 4. Os chifres do altar eram para amarrar os animais e para indivíduos buscarem o santuário implorando por suas vidas.

J. Existe uma progressão na santidade e no valor dos materiais conforme se aproximam do átrio interno. 1. O castiçal de sete pontas, ou o menorá, ficava no Santo Lugar. 2. As velas queimavam continuamente para simbolizar a eterna presença de Deus. 3. O altar do incenso no Santo Lugar simbolizava a oração. 4. O incenso diminuía o odor de animais sacrificados.

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5. As orações de um povo obediente eram um aroma agradável nas narinas de Deus, mas as orações de um povo rebelde eram como fumaça em suas narinas. 6. A mesa dos pães da proposição com doze pães ficava no Santo Lugar.

K. Jesus cumpre todos os símbolos do tabernáculo como a luz do mundo, o doce aroma do seu sacrifício, o pão da vida, aquele que nos lava do pecado, e o Cordeiro morto desde a fundação do mundo.

L. A arca da aliança no Santo dos Santos era um baú feito de madeira de acácia e coberto com ouro puro. 1. Querubins esculpidos estendiam suas asas sobre o topo da arca. 2. A arca continha as tábuas de pedra dos Dez Mandamentos, um jarro do maná, e o cajado de Arão que floresceu. 3. A tampa da arca era o trono da misericórdia, ou propiciatório. 4. A arca era um símbolo do trono e da misericórdia de Deus. 5. Somente o Sumo Sacerdote podia entrar no Santo dos Santos no Dia da Expiação e aspergir sangue no propiciatório. 6. O sangue simboliza a expiação feita pelos nossos pecados e a proteção do juízo de Deus.

M. Toda a obra de redenção, misericórdia e juízo era encontrada nos símbolos vivos do tabernáculo.

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Estudo bíblico 1. De acordo com o Dr. Sproul, quais são as três partes mais importantes do livro do Êxodo?

2. O tabernáculo forneceu que tipo de santuário para o povo de Deus? Como os patriarcas cultuavam antes do tabernáculo ser construído? Descreva algumas dessas ocasiões (veja Gênesis 8.20-22; 12.1-9; 28.10-22).

3. A onipresença de Deus o impossibilita de aparecer em lugares especiais e de maneiras especiais para o seu povo? O que o Antigo Testamento diz a respeito desses lugares em que Deus encontra o seu povo de uma maneira especial?

4. À luz do contexto histórico dos israelitas, qual é o significado ligado ao ato de posicionar o tabernáculo no centro do arraial?

5. Quais são as três principais seções do tabernáculo conforme dito na palestra?

6. Qual tribo tinha a tarefa de guardar o perímetro do tabernáculo? Os membros das outras tribos tinham permissão para entrar no tabernáculo?

7. Qual era o propósito da pia de bronze? E do altar do holocausto? E dos chifres do altar?

8. O que o castiçal e o altar do incenso no Santo Lugar simbolizam? De acordo com o Dr. Sproul, como Jesus cumpre esses e outros elementos do tabernáculo?

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9. O que a arca da aliança no Santo dos Santos simboliza? O que continha dentro dela (Hebreus 9.4)? Quem podia entrar no Santo dos Santos para aspergir sangue no altar, e o que o sangue simbolizava?

Questões Para Reflexão 1. Você acha que há razão para lugares sagrados sob a nova aliança? Por quê ou por que não?

2. Quais você acha que são as vantagens de se ter um santuário centralizados no qual as pessoas possam se reunir para cultuar tanto na antiga aliança quanto hoje?

3. O que a arquitetura do santuário da sua igreja e os elementos usados nele (velas, púlpito, cruz, etc.) simbolizam sobre a obra de Cristo por nós?

4. Visto que Jesus “tabernaculou” entre nós (João 1.1-2; 14), algum dia haverá novamente a necessidade de um tabernáculo ou um templo em Jerusalém?

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ARÃO E O SACERDÓCIO – Aula 10 Introdução da mensagem Pessoas com a intenção de ler a Bíblia inteira frequentemente travam ou desistem quando se deparam com os livros de Levítico, Números e Deuteronômio, pois o conteúdo desses livros parece muito estranho e irrelevante. Contudo, esses livros contêm uma riqueza de informação para o nosso entendimento da obra de Cristo. De fato, cada cerimônia que Deus estabeleceu para os israelitas prefigura uma parte da obra de Cristo. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute os temas e propósitos primários dos livros de Levítico, Números e Deuteronômio.

Leitura bíblica Levítico, Números e Deuteronômio

Objetivos de aprendizado 1. Identificar os temas e propósitos primários dos livros de Levítico, Números e Deuteronômio; 2. Explicar a ênfase na pureza no livro de Levítico; 3. Fazer uma ligação entre o código de santidade de Israel com o chamado de Deus para Israel.

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Citações “Assim, em certo sentido, toda a lei cerimonial em Levítico é obsoleta para o cristão. Nós estamos interessados no sacrifício de Cristo, não em sacrifício de animais. Mas por outro lado, os rituais levíticos ainda têm imensa relevância. Foi nos termos desses sacrifícios que o próprio jesus e a igreja primitiva entendiam a sua morte expiatória. Levítico forneceu os modelos teológicos para o entendimento deles. Se desejamos andar nos passos do nosso Senhor e pensar da mesma maneira que ele, devemos tentar entender o sistema sacrificial de Levítico”. — Gordon Wenham

“Para o leitor cristão, Deuteronômio termina apontando para o futuro. O reino terreno de Deus, em cujo fundamento Moisés executou tamanha importante função, chegou a um fim como um Estado independente no início do século 6 AC. Os profetas que seguiram Moisés mais tarde começaram a apontar adiante para uma nova aliança. Foi na formação da nova aliança que, finalmente, um profeta como Moisés surgiu novamente, mas ele era mais do que um profeta, visto que Moisés era um servo na casa de Deus, e o profeta vindouro era um Filho, Jesus Cristo, que trouxe com ele a libertação de um novo êxodo e estabeleceu o relacionamento da nova aliança.” — Peter C. Craigie

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Esboço da palestra A. Pessoas com a intenção de ler a Bíblia inteira frequentemente travam ou desistem quando se deparam com os livros de Levítico, Números e Deuteronômio, pois o conteúdo desses livros parece muito estranho e irrelevante para elas. 1. Livros difíceis como Levítico, Números e Deuteronômio contém uma riqueza de informação crítica para o nosso entendimento do Novo Testamento.

B. Levítico recebe o seu nome por ser o livro das instruções para a tribo sacerdotal de Levi. 1. O sacerdócio foi estabelecido a partir da tribo de Levi. 2. Arão e seus filhos foram chamados para servir o culto de Israel. 3. Culto descreve a vida e a atividade de qualquer comunidade religiosa. 4. Levítico se concentra primariamente na lei ritual ou cerimonial. 5. Toda cerimônia que Deus estabeleceu para os israelitas prefigura uma parte da obra de Cristo.

C. O livro de Números recebe o seu nome por conter os resultados do censo feito em Israel.

D. O livro de Deuteronômio é uma recapitulação da Lei para a segunda geração dos israelitas no deserto. 1. Deutero significa “dois” e nomos “lei”.

E. Santidade é o tema primário do livro de Levítico. 1. Deus exige santidade nas cerimônias e no estilo de vida dos israelitas.

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2. “Portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo” (Levítico 11.45).

F. O propósito fundamental do sacerdócio era guardar e promover a santidade nas cerimônias e no estilo de vida dos israelitas. 1. “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR” (Levítico 10.1-2). 2. Nadabe e Abiú são julgados por terem mudado a cerimônia sacerdotal ordenada por Deus. 3. “E falou Moisés a Arão: ‘Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo’. Porém Arão se calou” (Levítico 10.3). 4. Moisés lembra Arão das rigorosas exigências de santidade de Deus. 5. A santidade de Deus e o santo culto que ele exige é o tema primário do livro de Levítico. 6. Os levitas deviam guardar o tabernáculo para que a sua santidade não fosse violada pelo povo, e para que fizessem cumprir as suas cerimônias.

G. Os rituais no livro de Levítico foram dados para manter o impuro e profano longe do sagrado. 1. Os israelitas deviam ser uma luz de pureza entre as impuras nações da terra.

H. As leis dietéticas e de agricultura eram para guardar a pureza do povo.

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1. As leis dietéticas tinham valor medicinal, mas eram primariamente um ritual para enfatizar o que era puro e impuro. 2. Os israelitas deviam comer somente animais domésticos e de suas próprias colheitas.

I. A diferença fundamental entre Deus e o seu povo é santidade e pureza. 1. Israel foi chamado para ser o seu povo e, assim, santo, para ser uma luz às nações. 2. A santidade de Deus e a impureza do homem são temas comuns em Levítico.

J. Os sacerdotes levíticos dirigiam os sacrifícios, a administração civil e também eram médicos. 1. Os levitas diagnosticavam pessoas com várias doenças. 2. Jesus mandou que pessoas se mostrassem aos sacerdotes após tê-las curado.

K. A santidade dos sacerdotes é revelada nos detalhes que Deus dá para as suas vestes. 1. “Faze também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento” (Êxodo 28.1-2). 2. As vestes dos sacerdotes deviam ser distinguidas por sua glória e ornamento, ou beleza. 3. A glória de Deus é demonstrada no ornamento de suas regulações. 4. Ornamento, ou beleza, revela a natureza e o caráter de Deus. 5. As cerimônias levíticas nos direcionam a adorar a Deus na beleza da sua santidade.

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Estudo bíblico 1. O que o Dr. Sproul dá como o foco primário do livro de Levítico? E de Números? E de Deuteronômio?

2. Qual tribo tinha a tarefa do sacerdócio e de servir o culto ou a vida religiosa do antigo Israel (Números 1.47-54; 18)?

3. De acordo com o Dr. Sproul, qual era o propósito fundamental do sacerdócio? Por que Nadabe e Abiú foram consumidos pelo fogo do Senhor se eles deveriam ser sacerdotes (Levítico 10.1-3)?

4. Segundo o Dr. Sproul, qual é o propósito das leis dietéticas e de agricultura na vida do antigo Israel?

5. Qual é a diferença fundamental entre Deus e seres humanos caídos (veja Isaías 6.17)?

6. Complete o espaço: Além dos sacrifícios e da administração civil, os levitas também serviam como __________________ (veja Levítico 13).

7. Qual é o propósito das vestes dos sacerdotes (Êxodo 28.1-2)?

8. De acordo com o Dr. Sproul, como a glória de Deus é demonstrada de acordo com a Lei? O que o ornamento, ou a beleza, revela? Para o que as cerimônias levíticas apontam quando se trata do culto ao Senhor?

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Questões Para Reflexão 1. Sob a antiga aliança, os líderes religiosos eram os sacerdotes (Números 1.47-54; 18). Os líderes religiosos da nova aliança são os pastores e presbíteros (1 Timóteo 3.1-7; Tito 1.5-9). De que maneiras esses dois grupos são semelhantes? De que maneiras eles são diferentes? (Veja também Levítico 16; Neemias 8.1-8; 1 Pedro 5.1-5)

2. Existe algum lugar para beleza visual de arquitetura, imagens etc. no nosso culto hoje? Por quê ou por que não?

3. Como a igreja incorpora beleza em seu culto? Considere música, obras de arte, design arquitetônico, vitrais, luzes e mais.

4. Por que você acha que as igrejas modernas não dão tanta atenção para a beleza visual em seus santuários como aquelas do período medieval?

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O SISTEMA SACRIFICIAL DO ANTIGO TESTAMENTO – Aula 11 Introdução da mensagem O sistema sacrificial do Antigo Testamento tem sido chamado de “primitivo e obsceno”. Essa é uma descrição apropriada, pois Deus deu esses símbolos para um povo primitivo afim de ensiná-lo a respeito da obscenidade de seres humanos se rebelando contra um santo Deus. De fato, o mais obsceno evento na história foi quando Jesus de Nazaré foi pendurado em uma cruz no Calvário, oferecendo-se como substituto, como uma obscenidade, pelas suas criaturas pecaminosas. Nesta palestra, o Dr. Sproul discute como os sacrifícios no sistema do Antigo Testamento prefiguravam o sacrifício do próprio Cristo.

Leitura bíblica Levítico

Objetivos de aprendizado 1. Demonstrar que Cristo fez expiação pelos nossos pecados ao cumprir as exigências do sistema sacrificial do Antigo Testamento; 2. Identificar os dois temas fundamentais inerentes no sistema sacrificial do Antigo Testamento.

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Citação “Além dessa lei, geralmente chamada lei moral, Deus se agradou em dar ao seu povo de Israel, considerado uma igreja sob a sua tutela, leis cerimoniais que contêm diversas ordenanças típicas. Essas leis, que em parte se referem ao culto e prefiguram Cristo, as suas graças, os seus atos, os seus sofrimentos e os seus benefícios, e em parte representam várias instruções de deveres morais, estão todas ab-rogadas sob o Novo Testamento.” — Confissão de Fé de Westminster 19.3

Esboço da palestra A. Cristo fez expiação pelos nossos pecados ao cumprir as exigências do sistema sacrificial do Antigo Testamento. 1. O Filho de Deus se tornou uma maldição por nós ao carregar os nossos pecados. 2. Todo o drama da cruz é “primitivo e obsceno”. 3. O sistema sacrificial do Antigo Testamento com sua abundante matança de animais e aspersão de sangue parece barbárica e primitiva. 4. Deus está preocupado em comunicar a sua mensagem para a pessoa mais simples neste mundo. 5. A redenção de Deus é dramatizada no Antigo Testamento de maneira primitiva para pessoas primitivas. 6. O drama da redenção humana lida com a obscenidade da rebelião humana contra Deus. 7. O evento mais obsceno na história foi quando Jesus de Nazaré foi pendurado na cruz do Calvário.

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8. O inocente e puro Filho de Deus levou os nossos pecados imundos sobre si mesmo e se tornou a obscenidade quintessencial. 9. O evangelho é a mensagem de que Deus condescendeu a nós para cobrir as nossas obscenidades. 10. Essa é a mensagem retratada no sistema sacrificial do Antigo Testamento.

B. Os dois temas fundamentais inerentes no sistema sacrificial do Antigo Testamento eram a expiação e a consagração (propiciação). 1. O culto do Antigo Testamento era caracterizado por uma oferta de louvor. 2. O sacrifício de Abel foi oferecido a Deus em uma postura de fé, louvor e ações de graças. 3. O sistema de sacrifícios evoluiu com significados mais profundos e, especialmente, a ideia da expiação.

C. Expiação se concentra na remoção de corrupção ou pecado. 1. No Dia da Expiação, os pecados do povo eram transferidos para um bode expiatório que era enviado para fora do arraial, para um lugar de corrupção (Levítico 16). 2. Quando João Batista viu Jesus se aproximando, ele cantou o Agnus Dei: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29). 3. Cristo é tanto o cordeiro quanto o bode expiatório que remove ou expia os pecados do mundo.

D. Propiciação se concentra em satisfazer as demandas da santidade e da justiça de Deus.

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E. Substituição também era um conceito fundamental no sistema sacrificial do Antigo Testamento.

F. Havia seis passos primários nas ofertas do Antigo Testamento. Os três primeiros eram executados pelo adorador, e os três últimos eram executados pelo sacerdote. 1. Um adorador traria um de seus próprios animais como oferta. 2. O adorador imporia as mãos sobre ele para simbolizar a transferência dos seus pecados para o animal. 3. O adorador, então, mataria o animal para o sacrifício. 4. O sacerdote levaria o sangue do animal para o tabernáculo e o aspergiria sobre o altar. 5. Uma porção da oferta seria queimada sobre o altar. 6. Outra porção seria deixada para que o sacerdote a comesse.

G. Um relacionamento simbólico existia entre o sangue e a vida na mente hebreia.

1. O conceito do derramamento de sangue é um símbolo de derramar a vida, pois a pena pelo pecado é a morte. 2. A morte do substituto é exigida para que a pena seja cumprida. 3. A importância não estava no sangue, mas em entregar a vida inteira do animal.

H. Os sacrifícios sob o sistema do Antigo Testamento prefiguravam o sacrifício do próprio Cristo. 1. “Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o

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sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus 9.13-14) 2. Os sacrifícios simbolizavam o Redentor prometido que em determinado momento daria a sua vida pela expiação de uma vez por todas.

I. O aroma que se elevava aos céus da queima dos sacrifícios era declarado como doce e agradável às narinas de Deus. 1. Quando sacrifícios eram oferecidos por um povo desobediente, o aroma se tornava uma fumaça nas narinas de Deus. 2. As ofertas dos santos são declaradas como um aroma doce e agradável a Deus.

J. O sangue era aspergido no altar, também chamado propiciatório, para simbolizar a ideia de cobertura. 1. A primeira consciência do homem e da mulher após a Queda foi a sua nudez e vergonha. 2. O primeiro ato da redenção de Deus foi se reclinar sobre a terra e vestir sua nudez e vergonha. 3. Os filhos de Noé, Sem e Jafé, são abençoados por Deus por cobrir a nudez de seu pai. 4. O simbolismo do sacrifício e do sangue deve funcionar como uma cobertura que esconde o nosso pecado e o nosso mal do santo olhar de Deus. 5. Cristo é chamado de nosso “manto de justiça”, visto que o seu sangue é derramado no último ato de consumação da cobertura do pecado de seu povo.

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Estudo bíblico 1. Muitos céticos descrevem a crucificação e a expiação pelo sangue pejorativamente como “primitiva e obscena”. De acordo com o Dr. Sproul, por que Deus comunica essa mensagem tão dramaticamente com a instituição de sacrifícios animais? Biblicamente falando, como a cruz reflete e lida com a obscenidade da rebelião humana (Isaías 53; Gálatas 3.13-14; 1 Pedro 2.21-25)?

2. Preencha os espaços: Os dois temas fundamentais inerentes no sistema sacrificial do Antigo Testamento eram _______________________ e _____________________.

3. O que a expiação cumpre no sistema sacrificial? Como ela era simbolizada com o bode expiatório sob a antiga aliança (Levítico 16)? Como ela é cumprida sob a nova aliança (João 1.29)?

4. O que a propiciação cumpre no sistema sacrificial?

5. Descreva o conceito de substituição.

6. Enumere e descreva os seis passos primários nas ofertas do Antigo Testamento que o Dr. Sproul dá na palestra. 7. Por que a morte é necessária para alcançar a redenção simbolizada nos sacrifícios da antiga aliança e cumprida por Cristo na cruz (Gênesis 2.15-17. Romanos 6.23)?

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8. O que fazia o aroma dos sacrifícios uma fumaça nas narinas de Deus sob a antiga aliança? O que fazia dele um doce e suave aroma?

9. Qual foi o primeiro ato da redenção de Deus após a queda de Adão e Eva (Gênesis 3.21)? Como a aspersão do sangue no altar se relacionava a esse ato? Que ato de cobertura foi simbolizado e predito pelo sacrifício animal durante o período da antiga aliança?

Questões Para Reflexão 1. Muçulmanos, ateístas e até mesmo alguns que professam ser cristãos, recuam à sugestão de que Deus aplacou a ira de Deus através da sua morte na cruz. Por que você pensa que algumas pessoas resistem à ideia de expiação substitutiva penal?

2. Alguns cristãos anseiam pela reconstrução do templo de Jerusalém e o reestabelecimento dos sacrifícios animais. Essa é uma visão apropriada, considerando que Jesus fez a expiação perfeita por todo o nosso pecado? Por quê ou por que não?

3. O que podemos fazer para nos certificar de que o incenso das nossas orações seja um aroma doce para o Senhor (por exemplo, veja Mateus 5.21-26)?

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