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Guia de estudos panorama do Novo Testamento - parte 2 - CFL

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Guia de Estudos Panorama do Novo Testamento – Parte 2


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Panorama do Novo Testamento – Parte 2 Guia de Estudos

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Ligonier Connect Guia de Estudos Traduzido do original em inglês Dust To Glory Copyright©ano by Robert Charles Sproul  Publicado por Nome da Editora Internacional Copyright©2017 Curso Fiel de Liderança 1ª Edição em Português 2017  Todos os direitos em língua portuguesa reservados por Curso Fiel de Liderança da Missão Evangélica Literária PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE CONTEÚDO POR QUAISQUER MEIOS, SEM A PERMISSÃO ESCRITA DOS EDITORES, SALVO EM BREVES CITAÇÕES, COM INDICAÇÃO DA FONTE. 

Caixa Postal 1601 CEP 12230-971 São José dos Campos – SP PABX: (12) 3919-9999 www.cursofieldelideranca.com.br

Diretoria Administrativa: Alexandre da Costa Oliveira Diretoria Acadêmica: Tiago José dos Santos Filho Diretoria Executiva: James Richard Denham III Coordenação Pedagógica: Laise Helena Oliveira Tradução: Alan Cristie Revisão: Yago Martins Diagramação: Laise Helena Oliveira Capa: Laise Helena Oliveira

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SUMÁRIO

O CURSO FIEL DE LIDERANÇA ............................................................................... 7 COMO USAR ESTE GUIA ....................................................................................... 8 PENTECOSTES – AULA 1 ........................................................................................ 9 A EXPANSÃO DA IGREJA – AULA 2 ...................................................................... 18 A CONVERSÃO DE PAULO – AULA 3 .................................................................... 26 ROMANOS – AULA 4 .......................................................................................... 33 1 E 2 CORÍNTIOS – AULA 5 .................................................................................. 40 EPÍSTOLAS DA PRISÃO – AULA 6 ......................................................................... 48 1 E 2 TIMÓTEO – AULA 7 .................................................................................... 56 HEBREUS – AULA 8 ............................................................................................. 64 EPÍSTOLAS GERAIS – AULA 9 ............................................................................... 71 INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE – AULA 10........................................................... 79 O CRISTO DO APOCALIPSE – AULA 11 ................................................................. 86 A GLÓRIA DE DEUS – AULA 12 ............................................................................ 93

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O CURSO FIEL DE LIDERANÇA O Curso Fiel de Liderança (CFL) é o ministério de educação teológica do Missão Evangélica Literária (Ministério Fiel). Este ministério, idealizado há mais de 20 anos pelo missionário Richard Denham Jr. Pr. Ricardo, fundador da “Fiel”, tem como alvo primário oferecer aos pastores, líderes, professores e estudantes de teologia uma oportunidade de refletir e aprofundar seus conhecimentos em temas bíblicos, baseados em uma cosmovisão reformada, que possam cooperar com o seu crescimento na fé e na sã doutrina, o que certamente será refletido em seu ministério de ensino e instrução do povo de Deus, na igreja local. No ano de 2011, o CFL ganhou corpo, com o planejamento do primeiro curso. As gravações das aulas deram início no ano de 2012 e, a partir deste momento, o número de cursos oferecidos pelo CFL têm crescido consideravelmente ano a ano. Atualmente, o CFL possui parceria com diversas instituições internacionais o que tem resultado em reconhecimento internacional. O corpo docente é composto por brasileiros e estrangeiros, mestres e doutores em teologia, que têm se dedicado ao ensino e influenciado positivamente o cenário teológico contemporâneo. O Curso Fiel de Liderança tem se preocupado em zelar pela qualidade teológica dos cursos oferecidos para que você, ao estudar, seja enriquecido na Palavra. Rogamos a nosso Deus que ele se agrade em fazer uso do conteúdo deste curso para edificar sua vida e aquecer o seu coração. Que o Senhor o abençoe em seus estudos!

Equipe CFL 7


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COMO USAR ESTE GUIA Este Guia de Estudos foi desenvolvido para ser utilizado juntamente com as aulas do curso “5 Solas”. Se você é um aluno matriculado no CFL, tem permissão para fazer o download desse material que se encontra na Biblioteca Virtual. Este recurso tem a finalidade de colaborar com os seus estudos pessoais, através de um melhor aproveitamento do conteúdo do curso. Neste guia, para cada aula, você encontrará uma breve introdução; indicações de leituras bíblicas, as quais consideramos extremamente importantes, pois auxiliarão na fixação da matéria ministrada; uma descrição dos objetivos do processo de aprendizagem; uma ou mais citações que corroboram com o conteúdo ministrado em aula; o esboço da aula; exercícios de fixação (a quantidade de exercício proposta no Guia excede o número proposto ao longo do curso); questões para estudos bíblicos, que procuram relacionar o conteúdo estudado com a Palavra de Deus; questões para reflexão das quais algumas foram propostas ao longo do curso; e, finalmente, uma aplicação, que procura relacionar o conteúdo ministrado com a prática cristã. Assim, nossa recomendação é para que, embora tenhamos parte do Guia de Estudos nas atividades do portal, você o imprima e o utilize durante o acompanhamento das videoaulas, sabendo que essa atitude será enriquecedora para seus estudos particulares. Oramos para que este Guia de Estudos seja de bom proveito aos alunos do curso “Do Pó à Glória - Pentateuco”.

Equipe CFL 8


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PENTECOSTES – AULA 1 Introdução da mensagem O Espírito Santo que Jesus prometeu para seus discípulos veio sobre os crentes primitivos no dia do Pentecostes. Dali em diante, a igreja foi capacitada para cumprir os propósitos de Deus na terra. O derramamento do Espírito em todos os crentes foi o cumprimento de uma profecia feita por Joel muitos séculos antes do dia do Pentecostes. Ainda assim, uma das primeiras distribuições do Espírito ocorreu no deserto, sob a liderança de Moisés, aos outros anciãos de Israel. O Espírito que veio sobre os crentes do Antigo Testamento em ocasiões limitadas para ministérios específicos foi finalmente dado a todo o povo de Deus no dia do Pentecostes. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre o dia do Pentecostes.

Leitura bíblica Atos 2-9

Objetivos de aprendizado 1. Discutir o contexto do Antigo Testamento para o Pentecostes. 2. Discutir o papel do Espírito Santo no Antigo Testamento. 3. Discutir o papel do Espírito Santo após o Pentecostes.

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Citações A igreja do Novo Testamento começa com os 120 que aguardam a vinda do Espírito Santo. Quando ele vem, ele abre as comportas, falando a judeus “de todas as nações debaixo do céu” (v. 5). Em todos os diferentes idiomas dessas nações, o Espírito Santo, através das bocas de seu povo, apresenta a mensagem das maravilhas que Deus havia feito. Desses milhares de Judeus que vieram de diversos lugares, Deus adiciona três mil à sua igreja. A verdade de Deus não está mais confinada à cidade de Jerusalém. No dia do Pentecostes, a igreja se torna mundial. —Simon Kistemaker

Esboço da palestra A. O dia do Pentecostes foi um evento importante na história da redenção, conectado estreitamente à ascensão. 1. “No tocante à sua natureza humana, Jesus não está mais entre nós. No tocante à sua natureza divina, ele nunca se ausentou de nós” (Credo cristão). 2. Jesus prometeu não deixar seus discípulos sem consolo. Ele prometeu enviar seu Espírito a eles, a fim de estar com eles até o fim dos tempos.

B. “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as 10


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nações debaixo do céu. Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: ‘Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?’ Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: ‘Que quer isto dizer?’ Outros, porém, zombando, diziam: ‘Estão embriagados!’” (At 2:1-13). 1. As pessoas estavam perplexas porque conseguiam entender idiomas estrangeiros como seu próprio idioma.

C. “Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: ‘Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne’” (At 2:14-17a). 1. Para entender o fenômeno sobrenatural que aconteceu no Pentecostes, é necessário examinar o Antigo Testamento.

D. “Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do SENHOR; ouvindo-o o SENHOR, acendeu-se-lhe a ira, e fogo do SENHOR ardeu entre eles e consumiu extremidades do

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arraial. Então, o povo clamou a Moisés, e, orando este ao SENHOR, o fogo se apagou” (Nm 11:1-2). 1. Os israelitas começam a reclamar sobre suas circunstâncias no deserto.

E. “E o populacho que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos. Agora, porém, secase a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este maná. Era o maná como semente de coentro, e a sua aparência, semelhante à de bdélio. Espalhava-se o povo, e o colhia, e em moinhos o moía ou num gral o pisava, e em panelas o cozia, e dele fazia bolos; o seu sabor era como o de bolos amassados com azeite. Quando, de noite, descia o orvalho sobre o arraial, sobre este também caía o maná” (Nm 11:4-9). 1. Deus proveu o enorme grupo de israelitas que veio do Egito com maná para que eles tivessem alimentação no deserto. 2. Os israelitas começam a se rebelar em seus corações ao sentir falta da comida que comiam no Egito, ainda que eles vivessem em escravidão lá.

F. “Então, Moisés ouviu chorar o povo por famílias, cada um à porta de sua tenda; e a ira do SENHOR grandemente se acendeu, e pareceu mal aos olhos de Moisés” (Nm 11:10). 1. Deus estava irado porque Israel havia esquecido que ele os havia tirado do Egito em amor com poderosa mão.

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G. “Disse Moisés ao SENHOR: ‘Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei favor aos teus olhos, visto que puseste sobre mim a carga de todo este povo? Concebi eu, porventura, todo este povo? Dei-o eu à luz, para que me digas: Leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que, sob juramento, prometeste a seus pais? Donde teria eu carne para dar a todo este povo? Pois chora diante de mim, dizendo: Dá-nos carne que possamos comer’” (Nm 11:11-13). 1. Às vezes a liderança de Israel ficava tão frustrada com o povo que pediam a Deus para morrer, para que se livrassem do povo.

H. “Eu sozinho não posso levar todo este povo, pois me é pesado demais. Se assim me tratas, mata-me de uma vez, eu te peço, se tenho achado favor aos teus olhos; e não me deixes ver a minha miséria” (Nm 11:14-15). 1. Moisés pede que Deus lhe tire a vida para que ele não tenha mais que liderar esse povo. I. “Disse o SENHOR a Moisés: ‘Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos e superintendentes do povo; e os trarás perante a tenda da congregação, para que assistam ali contigo. Então, descerei e ali falarei contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu somente. Dize ao povo: Santificai-vos para amanhã e comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do SENHOR, dizendo: Quem nos dará carne a comer?’” (Nm 11:16-18a). 1. Moisés era o mediador da Antiga Aliança e um líder carismático. 2. A liderança de Moisés era exercida sobre o povo pelo poder de Deus através de uma unção do Espírito Santo.

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3. Os crentes do Antigo Testamento desfrutaram de muitos dos benefícios do Espírito Santo. 4. Os líderes tinham uma unção especial do Espírito que os capacitava para o ministério. 5. Reis foram ungidos, profetas foram inspirados e sacerdotes foram consagrados, tudo isso para simbolizar o poder do Espírito. 6. Deus decide espalhar o Espírito que estava sobre Moisés entre os outros líderes de Israel. 7. No Pentecostes, o Espírito é espalhado ainda mais: para toda a comunidade de cristãos.

J. “Dize ao povo: ‘Santificai-vos para amanhã e comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do SENHOR, dizendo: Quem nos dará carne a comer? Íamos bem no Egito. Pelo que o SENHOR vos dará carne, e comereis. Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco, nem dez, nem ainda vinte; mas um mês inteiro, até vos sair pelos narizes, até que vos enfastieis dela, porquanto rejeitastes o SENHOR, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito?’” (Nm 11:18-20). 1. Deus punirá os israelitas com tal abundância de carne que eles rapidamente ficarão enjoados dela. K. “Respondeu Moisés: ‘Seiscentos mil homens de pé é este povo no meio do qual estou; e tu disseste: Dar-lhes-ei carne, e a comerão um mês inteiro. Matar-se-ão para eles rebanhos de ovelhas e de gado que lhes bastem? Ou se ajuntarão para eles todos os peixes do mar que lhes bastem?’ Porém o SENHOR respondeu a Moisés: ‘Ter-se-ia encurtado a mão do SENHOR? Agora mesmo, verás se se cumprirá ou não a minha palavra!’” (Nm 11:21-23).

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1. O Senhor lembra a Moisés que nada é difícil demais para ele.

L. “Saiu, pois, Moisés, e referiu ao povo as palavras do SENHOR, e ajuntou setenta homens dos anciãos do povo, e os pôs ao redor da tenda. Então, o SENHOR desceu na nuvem e lhe falou; e, tirando do Espírito que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais. Porém, no arraial, ficaram dois homens; um se chamava Eldade, e o outro, Medade. Repousou sobre eles o Espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda; e profetizavam no arraial. Então, correu um moço, e o anunciou a Moisés, e disse: ‘Eldade e Medade profetizam no arraial’. Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus escolhidos, respondeu e disse: ‘Moisés, meu senhor, proíbe-lho’” (Nm 11:24-28). 1. O povo percebeu que profetizar era uma manifestação externa da unção do Espírito.

M. “Porém Moisés lhe disse: ‘Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do SENHOR fosse profeta, que o SENHOR lhes desse o seu Espírito!’” (Nm 11:29). 1. Essa oração de Moisés mais tarde tornou-se uma profecia escrita pelo profeta Joel. 2. Os crentes do Antigo Testamento receberam o Espírito apenas como uma capacitação temporária para o ministério. 3. No Pentecostes, todos os crentes recebem o Espírito Santo para habitar neles para sempre. 4. Todo crente sob a Nova Aliança foi capacitado pelo Deus Espírito Santo. 5. Todos os crentes são capacitados pelo Espírito com dons, mas nem todos têm o mesmo dom.

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6. A igreja do Novo Testamento é uma igreja carismática por ser capacitada pelo Espírito com os dons que ela precisa para se espalhar por toda a terra.

Estudo bíblico 1. Qual é o contexto do Pentecostes do Antigo Testamento (veja Dt 16:9-12)? Como conhecer tal contexto torna esse dia apropriado para o nascimento da igreja cristã e a unção do Espírito?

2. Atos 2 deixa clara a ampla extensão do derramamento do Espírito Santo, assim como a extensão mundial do avanço do evangelho. Nos versículos 4:11 e 21, quais indicações são dadas para tal expansão da obra do Espírito Santo e do evangelho?

3. Como os eventos descritos durante o Pentecostes demonstram uma reversão da confusão das línguas que ocorreu na Torre de Babel (Gn 11)? Como as bênçãos de tais reversões continuam em nossos dias?

4. No sermão de Pedro, ele explicou os sinais que eles testemunharam em termos das profecias do Antigo Testamento sendo cumpridas na obra de Cristo. Qual cumprimento da profecia de Joel é descrita nos versículos 14-21? Qual cumprimento da profecia de Davi é descrita nos versículos 22-39?

5. Qual é a reação do Sinédrio à pregação de Pedro e João? Como Pedro e João respondem em Atos 4:19-20? Como isso informa nossa prática de obediência com relação àqueles que têm autoridade sobre nós?

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Discussão 1. À luz da Grande Comissão (At 1:8, Mt 28:18-20), como o evento do Pentecostes se aplica ao seu papel no ministério da igreja cristã em nossos dias?

2. Como Atos 2:23,36 demonstra a compatibilidade dos propósitos soberanos de Deus e a responsabilidade humana por suas ações? Embora Cristo tenha oferecido a si mesmo voluntariamente como sacrifício, de que forma nós somos pessoalmente responsáveis por sua crucificação?

3. Como os crentes primitivos deram um poderoso testemunho à ressurreição de Cristo de acordo com Atos 4:32-37? Quais ações a igreja pode tomar hoje para dar testemunho

da

ressurreição

de

nosso

Senhor?

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A EXPANSÃO DA IGREJA – AULA 2 Introdução da mensagem O livro de Atos dos Apóstolos poderia facilmente receber o título de Atos do Espírito Santo. O dom do poder do Espírito Santo no Pentecostes enviou ondas de choque por toda a igreja em Jerusalém e nas regiões adjacentes. O Espírito capacitou os apóstolos a pregar o evangelho na Judeia, Samaria e gradualmente aos confins da terra. Tal expansão veloz da igreja primitiva levou a perguntas importantes sobre o papel dos gentios e da lei mosaica. O relato de Lucas em Atos é a história do Espírito Santo liderando, guiando e protegendo a igreja de Cristo em seus primeiros anos. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre a expansão da igreja.

Leitura bíblica Atos 10-18

Objetivos de aprendizado 1. Enfatizar a primazia do Espírito Santo no livro de Atos. 2. Identificar e descrever os quatro grupos principais da igreja primitiva. 3. Identificar o padrão de crescimento da igreja primitiva.

Citações Estes doze viram e ouviram a Jesus, e agora contam a outros a respeito dele (compare Jo 1:1). Cheios do Espírito Santo, eles começam

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a proclamar as Boas Novas em Jerusalém (veja Lc 24:47). Depois, eles pregam o evangelho no interior da Judeia e da Samaria, e eventualmente o levam a Roma. Roma era a capital imperial da qual todas as estradas saíam, como os raios de uma roda, para os confins do mundo conhecido na época (cf. Is 5:26, “os confins da terra”). No terceiro evangelho, Lucas chama a atenção para Jerusalém, onde Jesus sofre, morre, ressuscita e ascende. Em Atos, ele se concentra em Roma como o destino do evangelho de Cristo. A partir de Roma, as Boas Novas alcançam o mundo inteiro. —Simon Kistemaker

Esboço da palestra A. O livro de Atos dos Apóstolos pode ser mais bem intitulado Atos do Espírito Santo. 1. O personagem principal do livro é o Espírito Santo, que lidera e guia a igreja primitiva conforme ela se expande.

B. O livro de Atos foi escrito por Lucas como o segundo volume na história de Cristo e da igreja primitiva.

C. O livro de Atos segue o esboço da expansão da igreja que Jesus detalhou pouco antes de sua ascensão. 1. “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1:8). 2. Jerusalém é localizada no centro da Palestina. 3. Jerusalém era localizada na província da Judeia. 19


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4. Samaria separava a Judeia, no sul, da Galileia, no norte. 5. O apóstolo Paulo estende o evangelho aos gentios através do mundo romano.

D. “Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria” (At 8:1b). 1. A perseguição inicialmente faz com que a igreja se disperse além de Jerusalém.

E. “Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (At. 8:4). 1. Membros comuns da igreja que foram dispersos viajaram às regiões próximas ensinando a Palavra de Deus.

F. Filipe pregou a Palavra em Samaria e encontrou um feiticeiro. 1. “Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: ‘Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder’. Aderiam a ele porque havia muito os iludira com mágicas. Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados. Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido

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batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo” (At 8:9-17). 2. O evangelho avança até Samaria, para a grande surpresa da igreja de Jerusalém. G. “Morava em Cesareia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte chamada Italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (At 10:1-2). 1. Em Atos, um gentio chamado Cornélio é identificado como temente a Deus.

H. A igreja primitiva tinha que encarar a questão de como vários grupos caberiam na igreja. 1. Os judeus, os samaritanos, os tementes a Deus e os gentios eram quatro grupos que faziam parte desse debate.

I. A igreja primitiva começou com os judeus no Pentecostes. 1. Os judeus cheios do Espírito no Pentecostes se tornaram o núcleo da igreja do primeiro século.

J. Os samaritanos começaram a crer no evangelho e serem batizados, embora os judeus não se dessem com os samaritanos. 1. Os apóstolos os aceitaram na igreja e impuseram as mãos sobre eles para que recebessem o Espírito Santo.

K. Os tementes a Deus eram gentios que haviam se convertido parcialmente ao judaísmo.

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1. Os judeus exigiam que os tementes a Deus adotassem as doutrinas judaicas, passassem por um banho de purificação e fossem circuncidados. 2. Os tementes a Deus não circuncidados eram tratados como membros de segunda classe da comunidade. 3. Cornélio era um membro dos tementes a Deus. L. “Então, falou Pedro, dizendo: ‘Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável. Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judeia, tendo começado desde a Galileia, depois do batismo que João pregou, como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder’” (At 10:34-38a). 1. Pedro começa a resumir a vida e o ministério de Jesus.

M. “Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus” (At 10:44-46a). 1. Uma versão menor do Pentecostes acontece para os gentios a fim de mostrar sua igual inclusão na igreja. 2. Os judeus ficaram chocados que os gentios incircuncisos estavam recebendo o dom do Espírito Santo.

N. “Então, perguntou Pedro: ‘Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?’ E ordenou

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que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias” (At 10:46b-48). 1. Pedro argumenta que, se Deus não negou seu Espírito aos gentios, a igreja também não deveria negar o batismo, que era o sinal da Nova Aliança.

O. O evangelho chega aos judeus, os samaritanos e os tementes a Deus nos capítulos iniciais de Atos e depois é levado aos gentios por Paulo em suas viagens missionárias. 1. Os crentes efésios também experimentam uma forma de Pentecostes (At 19) para revelar que Deus os incluiu na igreja. P. Lucas detalha a história do evangelho alcançando todos os quatro grupos de pessoas no livro de Atos.

Q. A mais feroz questão na igreja primitiva era a respeito da inclusão dos gentios na igreja. 1. Cristo se tornou a esperança de Israel e dos gentios.

R. O Espírito vai adiante dos apóstolos para abrir os olhos dos judeus, dos samaritanos, dos tementes a Deus e dos gentios. 1. O Pentecostes é uma explosão de poder divino e redentivo no mundo e na igreja. 2. O mistério oculto da igreja de Deus cheia de seu Espírito é revelado nesse dia.

Estudo bíblico 1. Por que o arrependimento de Cornélio era tão significativo (At 10), e por que Pedro se sente compelido a explicar suas ações (At 11)?

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2. Que grande calamidade natural a igreja primitiva enfrentou em Jerusalém (At 11:27-30)? Como a igreja primitiva encarou tal crise? Como suas ações informam as nossas próprias ações como a igreja no mundo hoje?

3. De que maneira Paulo identifica Jesus como a figura principal na história de Israel em seu sermão na Antioquia da Pisídia (At 13:16-41)? Qual é seu objetivo ao fazê-lo?

4. Qual disputa leva a convocar o Concílio de Jerusalém em Atos 15? Como a questão é resolvida? Por que o concílio cita a ilustração de Amós a respeito da restauração para justificar sua decisão (veja Am 9:11-12)? 5. Por que Paulo e Silas são acusados de “transtornar o mundo” em Atos 17:6? De quais maneiras específicas o evangelho transtorna o mundo hoje em dia?

6. Como Paulo em seu discurso para os atenienses identifica verdades na cultura deles? Como ele explica o fato de que toda a verdade é verdade de Deus? Como ele chama a atenção deles para a verdade no evangelho? Por que seus ouvintes acabam por escarnecer dele?

Discussão 1. O que é mais difícil para você: evangelizar sua família e amigos ou um estranho? Por quê?

2. Como cristãos gentios insistiram em limitar sua liberdade em Atos 15 por amor da paz e da unidade com os cristãos judeus? Dê um exemplo de quando é necessário um crente limitar sua liberdade por amor de outro crente. 24


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3. Note os sinais e maravilhas singulares que acompanharam a pregação apostólica do evangelho por todo o livro de Atos. Como isso dá credibilidade à mensagem dos apóstolos e à sua obra em estabelecer a igreja?

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A CONVERSÃO DE PAULO – AULA 3 Introdução da mensagem O ofício do apóstolo tinha grande autoridade na igreja primitiva. Os homens escolhidos para tal posição tinham que atender a exigências muito específicas, uma vez que o apóstolo do Novo Testamento era o agente de revelação de Deus que proclamava a Palavra de Deus. Paulo não atendia a algumas exigências que a igreja estabeleceu, mas ele recebeu um chamado direto e imediato de Cristo, o que deu a ele autoridade apostólica. O famoso chamado aconteceu no caminho para Damasco quando Deus converteu o grande perseguidor da igreja no Apóstolo para os gentios. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre a conversão de Paulo.

Leitura bíblica Atos 19-28

Objetivos de aprendizado 1. Identificar as exigências para ser um apóstolo na igreja primitiva. 2. Descrever a conversão de Saulo no caminho para Damasco. 3. Discutir a importância da conversão de Paulo em seu evangelismo.

Citações Nenhum evento, à parte do próprio evento-Cristo, se provou tão determinante para o curso da história cristã como a conversão e o

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comissionamento de Paulo. Para qualquer um que aceita a própria explicação de Paulo de sua experiência no caminho para Damasco, seria difícil discordar da observação de um escritor do século XVIII de que “a conversão e o apostolado de São Paulo, devidamente considerados, foram por si só uma demonstração suficiente para provar que o cristianismo se deu por revelação divina”. Sem

nenhuma

preparação

consciente,

Paulo

se

viu

instantaneamente compelido por aquilo que ele viu e ouviu a reconhecer que Jesus de Nazaré, o crucificado, estava vivo após sua paixão, vindicado e exaltado por Deus, e agora o estava recrutando para seu serviço. Não era possível resistir contra essa compulsão, nenhum recalcitrar contra esse aguilhão que o estava levando à direção oposta que ele deveria estar buscando. Ele se rendeu imediatamente às ordens de seu novo mestre; ele poderia ser um recruta, mas dali em diante ele também seria um voluntário vitalício. —F. F. Bruce

Esboço da palestra A. Lucas possivelmente escreveu o livro de Atos para dar à igreja uma defesa do apostolado de Paulo.

B. Matias foi escolhido pelos outros apóstolos para substituir a Judas, que havia cometido suicídio após trair Cristo.

C. Havia três exigências estabelecidas para o apostolado. 1. Em primeiro lugar, o indivíduo tinha que ser um discípulo.

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2. O indivíduo tinha que ter sido uma testemunha da ressurreição. 3. O indivíduo precisava ter um chamado direto de Cristo.

D. Os profetas do Antigo Testamento lutavam contra os falsos profetas para proclamar a verdade. 1. Um importante teste para um profeta no Antigo Testamento era sua habilidade de articular as circunstâncias de seu chamado por Deus para o ofício profético. 2. Isaías, Jeremias, Ezequiel e Amós são zelosos no registro dos eventos que cercam seu chamado ao ofício profético.

E. Os apóstolos do Novo Testamento ocupam um ofício que se compara ao ofício do profeta no Antigo Testamento. 1. O apóstolo do Novo Testamento é o agente de revelação de Deus que proclama a Palavra de Deus. 2. Paulo não era um discípulo ou uma testemunha da ressurreição da mesma maneira que os outros apóstolos.

F. Paulo recebeu um direto e imediato chamado de Cristo, o que lhe deu autoridade apostólica. 1. A autoridade apostólica foi confirmada pelos outros apóstolos conhecidos, embora tal autoridade tenha vindo do próprio Cristo.

G. “Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que,

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caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém” (At 9:1-2). 1. Paulo tinha a reputação de ser um flagelo na comunidade cristã. 2. Paulo tinha estudado aos pés de Gamaliel, que era o principal mestre de seu tempo, e era um fariseu de fariseus. 3. Lucas dá um relato detalhado da conversão de Saulo em Atos 9 para mostrar como Deus o transformou de um perseguidor da igreja para um apóstolo da igreja.

H. “Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’” (At 9:3-4). 1. Saulo foi cegado pela luz brilhante da glória de Deus. 2. O Senhor repete duas vezes o nome de Saulo como um sinal de intimidade. 3. Não é perguntado a Paulo porque ele persegue a igreja, mas porque ele persegue o próprio Cristo, porque a igreja é o corpo de Cristo. 4. Qualquer um que ataca a igreja, ataca ao próprio Cristo.

I. “Ele perguntou: ‘Quem és tu, Senhor?’ E a resposta foi: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues’” (At 9:5). 1. Aguilhões eram anexados a carroças para incitar o boi a ir adiante. 2. Paulo estava recalcitrando contra os aguilhoes ao atacar a igreja de Deus.

J. “‘Mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer’. Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém. Então, se levantou Saulo da terra e, abrindo os olhos, nada podia ver. E,

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guiando-o pela mão, levaram-no para Damasco. Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu. Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: ‘Ananias!’ Ao que respondeu: ‘Eis-me aqui, Senhor!’ Então, o Senhor lhe ordenou: ‘Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista’. Ananias, porém, respondeu: ‘Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; e para aqui trouxe autorização dos principais sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome’” (At 9:6-14). 1. Ananias reage com medo à ordem de Deus de ir encontrar-se com Saulo.

K. “Mas o Senhor lhe disse: ‘Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome’” (At 9:15-16). 1. Paulo frequentemente fazia referência à sua conversão e seu chamado para pregar o evangelho e sofrer pelo nome de Cristo. 2. Paulo usou a história de sua conversão em seu testemunho diante do rei Agripa em Atos 26. 3. Paulo foi obediente ao chamado colocado sobre sua vida até o dia que foi decapitado pelo imperador Nero em Roma.

Estudo bíblico 1. Saulo (mais tarde renomeado “Paulo”) foi cúmplice do apedrejamento de Estevão (At 7:58) e perseguiu os discípulos de Cristo com grande zelo. Como Atos 8:1,3 e 9:1-2 30


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nos dá a conhecer seu caráter pré-conversão? Como você acha que Saulo tomou essa iniciativa de perseguir cristãos?

2. Em Atos 9:3-5, quem apareceu a Saulo no caminho para Damasco? Nos versículos 58, como sua disposição e seus planos começaram a mudar? O que ele tinha entendido errado teologicamente até este ponto?

3. Quais propósitos de Deus para a conversão de Paulo são revelados nos versículos 15 e 16? Como tais predições são cumpridas mais tarde no ministério de Paulo (At 22:21; 25:13)? 4. Seguindo para o ministério de Paulo em Atos 19, como ele entra em guerra espiritual em Éfeso? Por que Paulo experimenta vitória sobre os poderes das trevas e os filhos de Ceva experimentam a derrota? Como ou por que isso serve para exaltar o nome do Senhor Jesus (v. 17)?

5. Qual milagre Paulo executa em Troas (At 20:7-12)? Qual é a mensagem comum em cada uma das histórias a seguir (1Re 17:17-24; Lc 8:40-56; At 9:36-43)? A qual propósito tais eventos miraculosos servem?

6. Quais foram as acusações pelas quais Paulo foi preso em Atos 21:27-29? Em que sentido as acusações eram verdadeiras e em que sentido elas eram falsas?

Discussão 1. Comparando Atos 9, versículos 1 e 4, nós vemos que perseguir aos discípulos de Jesus é o mesmo que perseguir a Jesus. O que isso diz sobre a maneira pela qual Jesus 31


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vê sua igreja? Como isso se aplica a qualquer perseguição que experimentamos como seus discípulos?

2. Atos 9:31,35 e 42 se referem à multiplicação contínua da igreja. Além dos milagres singulares executados por Cristo através dos apóstolos nos últimos dois versículos, quais são as quatro características identificadas no versículo 31 como acompanhando a multiplicação da igreja? Como você pode aplicar tais características em sua própria vida? E em sua igreja?

3. Quais são as circunstâncias de Paulo em Roma no final do livro de Atos? Como ele se esforça para tirar vantagem de suas circunstâncias por amor ao evangelho?

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ROMANOS – AULA 4 Introdução da mensagem O livro de Romanos é um dos livros mais apreciados e estudados da coleção de escritos paulinos. Deus usou essa grande epístola nas vidas de muitos de seus seguidores para trazer arrependimento e fé. Alguns daqueles que foram influenciados assim são homens como São Agostinho, Martinho Lutero e John Wesley. O apóstolo Paulo explora as profundezas da perversidade humana, a iniciativa graciosa de Deus e as consequências de seu infinito amor por seu povo nessa apresentação sistemática do evangelho. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre o livro de Romanos.

Leitura bíblica Romanos

Objetivos de aprendizado 1. Apreciar a importância do livro de Romanos na história da igreja. 2. Descrever a apresentação que Paulo faz do evangelho no livro de Romanos. 3. Discutir as implicações práticas do evangelho para a vida diária.

Citações Comumente se concorda que a “Epístola aos Romanos” é um dos mais importantes escritos cristãos. Seu poder foi demonstrado diversas

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vezes em pontos críticos da história da igreja cristã. Agostinho de Hipona, por exemplo, foi convertido ao ler uma passagem dessa carta, e assim começou um período de maior importância para a igreja. Não é exagero dizer que, mais tarde, a experiência espiritual de Martinho Lutero foi moldada por ter vindo a enfrentar o que Paulo diz nessa epístola. A Reforma pode ser considerada como o desencadear de uma nova vida espiritual como resultado de um entendimento renovado do ensino de Romanos. Novamente, a conversão de John Wesley foi despertada ao ouvir a leitura do Prefácio de Lutero a Romanos, um prefácio, é claro, inspirado pela epístola. Mais próximo de nossa própria época, Karl Barth enfrentava a mensagem do livro que terminou com uma era de liberalismo estéril e inaugurou um período mais frutífero de teologia bíblica. Mas Romanos não é apenas para grandes mentes. O crente humilde também encontra inspiração e direção naquelas páginas. Romanos não é um livro fácil. Mas sempre produziu ricos dividendos para qualquer um que tenha tomado o tempo de estuda-lo seriamente, e ainda produz. —Leon Morris

Esboço da palestra A. Grandes teólogos foram um dos grandes presentes de Deus para a igreja. 1. Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Martinho Lutero, João Calvino e Jonathan Edwards foram homens de grande entendimento, profunda fé e devoção apaixonada pela Palavra de Deus. 2. Todos esses grandes teólogos concordariam que o apóstolo Paulo foi o maior teólogo que já viveu.

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B. Paulo não era apenas um grande pensador, mas também um missionário, pastor e evangelista. 1. Ele tinha um grande entendimento, o coração de um pastor e o zelo apaixonado por ganhar pessoas para Cristo.

C. Muitos teólogos creem que o livro de Romanos é a maior obra de Paulo e sua tentativa de desenvolver sucintamente todo o conselho de Deus a respeito da salvação. 1. O livro de Romanos foi instrumental nas conversões de Santo Agostinho, Martinho Lutero e John Wesley. 2. Romanos era conhecido no século XVI como o livro da Reforma.

D. O tema central que Paulo discute em Romanos é a imputação da justiça de Deus pela fé.

E. Paulo estabelece a universalidade da culpa do homem nos primeiros capítulos da epístola. 1. Toda a humanidade permanece diante do justo tribunal de Deus e é declarada culpada. 2. A justificação pela fé é o único caminho de salvação para o injusto.

F. Paulo explica que Deus revelou a si mesmo para todos através da criação e, portanto, ninguém pode declarar ignorância do Todo-Poderoso. 1. A resposta universal da raça humana para a revelação geral de Deus é suprimir, abafar e corromper sua revelação em alguma forma de idolatria.

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2. Todos os seres humanos tendem a adorar a criatura ou a criação ao invés do próprio Criador. 3. A humanidade também ignorou a revelação interna de Deus ou da consciência humana com relação ao certo e o errado. 4. Os judeus desobedeceram a Lei de Deus, apesar de tê-las escritas para eles na Escritura. 5. Todos os homens, judeus e gentios, carecem da glória de Deus. 6. Ninguém será justificado pelas obras da lei, uma vez que ninguém obedece a lei completamente.

G. Mas, agora, uma diferente justiça é revelada do céu, que é a justiça de Deus dada àqueles que têm fé em Cristo. 1. Abraão é dado como exemplo de um que foi declarado justo pela fé, à parte de quaisquer obras. 2. Aqueles que são justificados têm paz com Deus e têm acesso à sua presença. 3. A jornada da santificação começa imediatamente para o justificado.

H. A vida do crente é uma batalha de mortificar as obras da carne e caminhar na nova vida do Espírito.

I. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28).

J. Paulo explica o tema da divina eleição nos capítulos 9-11.

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1. Paulo usa Jacó como um exemplo de quem foi escolhido para o reino de Deus com base na eleição de Deus, e não nas próprias obras. 2. É prerrogativa divina conceder ou reter misericórdia de acordo com o beneplácito do conselho de Deus. K. Paulo irrompe em louvor e doxologia conforme ele contempla as profundezas da misericórdia e do amor de Deus.

L. Paulo discute o papel da pregação do evangelho como meio de Deus para salvar o mundo no capítulo 10. 1. Os crentes são abençoados a serem participantes na expansão do reino de Deus.

M. Paulo discute o papel e a esperança de Israel, além da reação de seu povo ao evangelho no capítulo 11.

N. Os capítulos remanescentes de Romanos se concentram nas implicações práticas do evangelho para a vida diária.

O. Os crentes são encorajados a ter suas mentes transformadas, a orar sem cessar e a serem caridosos com os outros. 1. Os crentes devem se submeter às autoridades porque elas são estabelecidas por Deus.

P. Paulo encerra sua epístola aos Romanos com saudações pessoais a muitos dos que ele conhecia na igreja romana.

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Q. O livro de Romanos é simples o suficiente para o entendimento de uma criança, e ainda assim pode manter os maiores teólogos ocupados por uma vida inteira.

Estudo bíblico 1. O que todas as pessoas aprendem com a criação, de acordo com Romanos 1:19? Mas como pessoas decaídas reagem à revelação geral de Deus? Qual é a resposta de Deus para tais pessoas, de acordo com Romanos 1:24-32?

2. Os versículos chave do primeiro capítulo de Romanos são o 16 e o 17. Se o evangelho é o poder de Deus para com aqueles que creem, isso limita os efeitos para com o não cristão? Como o evangelho é o poder de Deus na vida do crente?

3. Como Paulo expõe o elitismo hipócrita dos judeus em Romanos 2? Como Paulo define o verdadeiro servo do reino de Deus no versículo 29?

4. Como Paulo busca desafiar seus leitores a pensar em tópicos como lei, retidão, justiça, fé e pecado em Romanos 3: 21-31?

5. Faça uma lista dos dons que nos foram dados se temos fé em Cristo de acordo com Romanos 5:1-11. De acordo com os versículos 12-21, o que nos foi imputado em Adão? O que nos foi imputado em Cristo?

6. Qual é a pedra de tropeço sobre as quais os judeus tropeçaram em sua busca por salvação? Como tanto judeus quanto gentios são salvos de acordo com Romanos 10?

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O que precisa acontecer para as pessoas invocarem ao Senhor de acordo com os versículos 14-15?

Discussão 1. Leia Romanos 7. Qual era o poder que a lei tinha em um indivíduo antes que tal pessoa recebesse a graça de Deus? De que maneira Paulo descreve o pecado como seu comportamento e não como sua identidade primária nos versículos 14-25? Essa é uma boa descrição de você hoje?

2. Qual é a analogia que Paulo dá em Romanos 11 para explicar como os gentios se tornaram parte do povo de Deus? Que aviso ele dá a eles a respeito da descrença?

3. Como Romanos 12 e 14 nos mostram as implicações práticas de nossa justificação com respeito ao nosso dia-a-dia de trabalhos, pensamentos, dons, relacionamentos e inimigos?

4. Como Paulo ordena que os crentes vivam em obediência às autoridades, em Romanos 13? Como o mandamento de amar resume nossas obrigações para com Deus e para com os outros de acordo com esse capítulo?

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1 E 2 CORÍNTIOS – AULA 5 Introdução da mensagem A cidade de Corinto era um dos maiores centros de comércio e entretenimento da península grega. A cidade também era conhecida no mundo antigo como um centro de prostituição e licenciosidade. Uma igreja em constante luta foi estabelecida ali pelo apóstolo Paulo em sua segunda viagem missionária. Ainda assim, não demorou muito até que o apóstolo ouvisse relatórios perturbadores sobre a congregação coríntia. A igreja havia se fragmentado em diversas facções e ficou dividida sobre questões como disciplina eclesiástica, comida sacrificada a ídolos, línguas e a ressurreição. O Apóstolo aos Gentios escreveu palavras para os coríntios para guiar e instruir que ainda são importantes para a igreja hoje. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre 1 e 2 Coríntios.

Leitura bíblica 1 e 2 Coríntios

Objetivos de aprendizado 1. Identificar a importância comercial e geográfica de Corinto na península grega. 2. Resumir as instruções de Paulo a respeito dos problemas na igreja de Corinto. 3. Discutir a defesa de Paulo de seu ministério em 2 Coríntios.

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Citações Corinto era a maior cidade que Paulo já havia encontrado, uma nova e vivaz metrópole comercial. Ela continha cerca de 250 mil pessoas em uma área comparativamente pequena, sendo uma grande quantidade de escravos engajados no infinito movimento de mercadorias. Escravos ou livres, os coríntios eram desenraizados, destituídos do contexto de seu país, vindos de raças e distritos de todo o império; um paralelo curiosamente próximo à população de uma periferia. Paulo tinha visto a igreja cristã crescer e florescer nas cidades de tamanho moderado que tinha encontrado na Macedônia. Se o amor de Cristo Jesus pudesse se enraizar em Corinto, a mais populosa, rica, gananciosa e promíscua cidade da Europa Oriental, ficaria provado que ele seria poderoso em qualquer lugar. —J. C. Pollock

Esboço da palestra A. Paulo era o Apóstolo aos Gentios, um extraordinário pastor e um profundo teólogo.

B. Paulo também era um teólogo prático, que podia aplicar as profundas verdades da teologia aos problemas singulares da igreja primitiva.

1. Paulo escreveu cartas para lidar com problemas reais que as igrejas enfrentavam. 2. Paulo escreveu sobre o retorno de Cristo para a igreja em Tessalônica e sobre a confusão dos judaizantes para os gálatas.

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C. As epístolas do Novo Testamento são geralmente organizadas de acordo com a extensão, da mais longa para a mais curta.

D. Paulo recebeu relatórios muito perturbadores sobre a igreja em Corinto durante sua terceira viagem missionária. 1. A igreja primitiva não era pura e piedosa como frequentemente pensamos. 2. A igreja bebê era frequentemente imatura e ignorante sobre as coisas de Deus. 3. As cartas de Cristo para sua igreja bebê no livro do Apocalipse geralmente não são elogiosas.

E. Uma das igrejas mais perturbadas desde o início era a igreja em Corinto. 1. A cidade de Corinto, construída pelos Romanos, era a capital do comércio, do entretenimento e da imoralidade na península grega. 2. A Corinto do tempo de Paulo tinha uma população total de 500 mil pessoas. 3. Corinto era conhecida internacionalmente como uma cidade licenciosa, cheia de prostituição e idolatria. 4. Paulo e Apolo eram líderes importantes da igreja em Corinto.

F. A igreja coríntia era marcada por corrupção e confusão. 1. A igreja estava divida por facções e grupos que juravam fidelidade a líderes individuais. 2. Um membro da igreja estava tendo um relacionamento incestuoso público com a esposa de seu pai e não estava sendo disciplinado pelos presbíteros da igreja. 3. Cristãos estavam levando outros cristãos para o tribunal a fim de processá-los. 4. A celebração da Ceia do Senhor estava sendo abusada na igreja de Corinto.

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G. Paulo dá uma brilhante exposição da identidade da igreja para abordar muitos dos problemas em Corinto.

H. Paulo discute o papel dos dons carismáticos na igreja, pois eles estavam sendo abusados pela igreja de Corinto. 1. O argumento primário de 1 Coríntios 13 é que os dons do Espírito deveriam apenas ser exercidos em amor para a mútua edificação de todo o corpo da igreja.

I. Os apóstolos receberam sua autoridade do próprio Cristo e estabeleceram igrejas nas quais nomearam presbíteros e diáconos. 1. Os apóstolos não nomeavam apóstolos adicionais.

J. Mestres e líderes dotados em Corinto estavam reivindicando autoridade apostólica à parte do governo da igreja originalmente estabelecido pelos apóstolos de Cristo. 1. Indivíduos reivindicavam autoridade e proeminência sobre os outros com base em alegada superioridade de seus dons espirituais. 2. Paulo escreveu pelo menos duas, provavelmente três, e possivelmente quatro ou cinco cartas para a igreja em Corinto para discutir a unidade no corpo de Cristo. 3. Muitos estudiosos tentaram sem sucesso localizar a “dura carta” que Paulo escreveu para Corinto e faz referência no resto de sua correspondência coríntia.

K. Muitas das questões que Paulo abordou em suas cartas para Corinto não foram resolvidas imediatamente e continuaram por décadas.

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1. Próximo do fim do primeiro século, Clemente, bispo de Roma, exortou a igreja coríntia a ler novamente as cartas que Paulo escreveu a ela muitos anos antes.

L. Um debate acerca da ressurreição de Cristo foi uma das mais sérias controvérsias na igreja coríntia. 1. Paulo faz uma vívida defesa da ressurreição de Cristo em 1 Coríntios 15. 2. A grande esperança para o cristão é sua participação na ressurreição de Cristo. 3. Paulo explora o que significaria se Cristo não tivesse ressurgido da sepultura e conclui que os crentes seriam os mais miseráveis de todos os homens caso Cristo não houvesse ressuscitado. 4. Paulo afirma a ressurreição dos mortos declarando que corpos corruptíveis e mortais serão transformados, em sua ressurreição, em corpos incorruptíveis e imortais.

M. Segunda Coríntios é a carta mais pessoal e autobiográfica de Paulo.

N. Paulo é levado por seus críticos a uma defesa de seu ministério. 1. “Quisera eu me suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois. Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. [...] Porque suponho em nada ter sido inferior a esses tais apóstolos. E, embora seja falto no falar, não o sou no conhecimento; mas, em tudo e por todos os modos, vos temos feito conhecer isto. Cometi eu, porventura, algum pecado pelo fato de viver humildemente,

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para que fôsseis vós exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus? [...]Outra vez digo: ninguém me considere insensato; todavia, se o pensais, recebei-me como insensato, para que também me glorie um pouco.” (2Co 11:1-3,57,16). 2. Paulo tomou um momento para se gloriar de suas credenciais como um apóstolo contra aqueles que reivindicavam ser superapóstolos em Corinto. 3. “São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu. São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas. Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame? Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto. Em Damasco, o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos damascenos, para me prender; mas, num grande cesto, me desceram por uma janela da muralha abaixo, e assim me livrei das suas mãos” (2Co 11:22-33).

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4. Paulo não está se vangloriando a respeito de suas conquistas, mas está dizendo que ele se derramou intelectualmente, espiritualmente, emocionalmente e fisicamente pelos coríntios. 5. Paulo estabelece uma defesa de seu ministério diante de seus críticos e diz que o julguem por seu trabalho.

Estudo bíblico 1. Qual era a base das divisões da igreja em Corinto? Como Paulo ataca a natureza dessas divisões discutindo a loucura da cruz?

2. Que imoralidade Paulo reprova na igreja de Corinto em 1 Coríntios 5? Como Paulo quer que os líderes da igreja coríntia lidem com tal pecado?

3. Como Paulo refuta a ideia na igreja coríntia de que nossos corpos físicos não importam, e, portanto, a imoralidade sexual também não importa (veja 1Co 6:9-20)? Como Paulo liga a adoração, a liberdade e a obediência nessa passagem?

4. Que aviso severo Paulo dá a respeito da Ceia do Senhor em 1 Coríntios 11:17-34? Como Paulo aconselha os coríntios a respeito de sua abordagem à Ceia do Senhor nesta passagem? Discussão 1. Como Paulo define o amor em 1 Coríntios 13? Como a cultura contemporânea define o amor? Como a ênfase de Paulo no amor fala às várias questões na igreja coríntia? E em sua igreja?

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2. Leia 1 Coríntios 15. Quais são as consequências para os cristãos se não há ressurreição do corpo? Quais são os detalhes que Paulo dá a respeito da ressurreição que o corpo de crentes receberá mediante o retorno de Cristo?

3. O que Paulo ensina sobre o coração daquele que oferta sob o Novo Testamento em 2 Coríntios 9:6-10? Como Deus responderá àquele que oferta fielmente?

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EPÍSTOLAS DA PRISÃO – AULA 6 Introdução da mensagem O apóstolo Paulo suportou uma vida inteira de perseguição e períodos de aprisionamento. Ainda assim, mesmo enquanto sofria por proclamar o evangelho, o apóstolo contribuiu para o crescimento da igreja escrevendo cartas para as congregações do primeiro século. Quatro dessas cartas escritas da prisão foram designadas coletivamente como as Epístolas da Prisão. As cartas do apóstolo aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses e a Filemon contém a teologia mais rica de Paulo e a melhor sabedoria para uma vida piedosa. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre as Epístolas da Prisão.

Leitura bíblica Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, Filemon

Objetivos de aprendizado 1. Discutir a importância do chamado de Paulo ao contínuo regozijo em sua epístola aos filipenses. 2. Identificar o papel do tema do Cristo cósmico na carta de Paulo aos colossenses. 3. Discutir a doutrina eclesiástica de Paulo na epístola aos efésios.

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Citações Não é difícil de avaliar o efeito do período de aprisionamento, mesmo que possa haver algumas questões, como se Paulo foi solto ou não. Apesar de seu confinamento em Cesareia e em Roma, o ministério de Paulo não havia terminado. Através de seus assistentes e amigos, que foram mencionados nas saudações de suas epístolas, ele manteve constante contato com contemplação, através do qual veio a impagável revelação das Epístolas da Prisão. Seu apelo a César trouxe o cristianismo diretamente à atenção do governo romano e obrigou as autoridades civis a julgar sua legalidade. Na década da missão gentia, de 46 a 56 d.C., e nos quatro anos do aprisionamento de Paulo, a igreja saiu debaixo da bandeira do judaísmo e formou sua própria hierarquia, como um movimento independente. Ela agora estava pronta para avanços ainda maiores na expansão missionária. —Merrill C. Tenney

Esboço da palestra A. O apóstolo Paulo suportou uma vida inteira de perseguição e períodos de aprisionamento.

B. Paulo escreveu quatro cartas durante um desses aprisionamentos que foram designadas coletivamente como as Epístolas da Prisão. 1. Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon são conhecidas como as “Epístolas da Prisão”.

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C. Filipenses é conhecida como a “Epístola da Alegria” por causa da ênfase de Paulo em alegrar-se apesar das circunstâncias. 1. Alegria é um dos frutos do Espírito que deveriam ser evidentes na vida de todo crente. 2. Crentes sofrem as tribulações deste mundo, mas ainda têm vidas caracterizadas pela alegria. 3. Paulo expressou uma alegria contagiosa independente de suas circunstâncias e chamou os filipenses a fazer o mesmo. 4. Os filipenses são chamados a alegrar-se porque Aquele que começou a obra redentiva em suas almas é fiel para completá-la.

D. “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne” (Fp 1:21-24). 1. Paulo ansiava por partir e estar com Cristo, mas também ansiava continuar ministrando às igrejas. 2. Paulo não rotulava esta vida como totalmente ruim, mas ele sabia que a vida vindoura seria ainda melhor.

E. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se

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obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2:5-11). 1. A igreja cristã é chamada a imitar a Cristo em sua humildade. 2. Cristo esvaziou-se de suas prerrogativas e de sua dignidade, tornando-se um servo por amor de nós. F. “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:7-14). 1. “O principal negócio do Cristão é avançar o reino de Deus.” — Jonathan Edwards 2. Paulo está concentrado em se mover do passado em direção à maturidade no reino de Deus.

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G. A Epístola aos Colossenses recebeu menos atenção na igreja, mas é uma das grandes obras primas de Paulo. 1. Os colossenses estavam em perigo de uma invasão herética e de serem vencidos por uma forma primitiva de gnosticismo. 2. Os gnósticos eram um grupo de místicos que acreditavam que tinham um conhecimento especial a respeito das coisas espirituais. 3. O gnosticismo era uma religião sincretista composta de elementos da filosofia oriental, da religião dualista, da filosofia grega e da crença cristã. 4. Os gnósticos criam que Jesus era mais como um anjo do que um filho de Deus e estavam envolvidos em cultos a anjos. 5. Para combater tal heresia, Paulo enfatiza a supremacia de Cristo sobre todos os outros seres. H. Colossenses é uma revelação do Cristo cósmico, que não é apenas o redentor dos homens ou o Messias judeu, mas a própria expressão de Deus e o Senhor do Universo. 1. “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1:15-16). 2. O universo foi criado por ele, para ele e é sustentado por meio dele. 3. A fé cristã não pode ser compartimentalizada e privatizada, mas deve sempre reconhecer a supremacia cósmica de Cristo. 4. Paulo sabia que proclamar a autoridade de Cristo resultaria em sofrimento, mas também sabia que participar dos sofrimentos de Cristo significaria participar na ressurreição de Cristo para a vida.

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I. Paulo provavelmente escreveu a Epístola aos Efésios como uma carta circular que seria lida em diversas congregações diferentes. 1. Efésios repassa por muitos dos temas encontrados em Romanos. 2. Paulo discute a natureza da igreja como o corpo de Cristo e como a companhia dos eleitos.

J. A doutrina da predestinação é discutida por Paulo em sua carta aos Efésios. 1. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (Ef 1:3-6). 2. Deus elege seu povo para a salvação de acordo com o beneplácito de sua vontade. 3. O plano de Deus a respeito da predestinação dos crentes foi estabelecido antes da fundação da terra e foi cumprido inteiramente pela graça de Deus. 4. “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema

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riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:1-10).

K. Nos últimos capítulos de Efésios, Paulo descreve a vida do cristão e o que significa ser imitador de Deus e andar no Espírito. 1. Paulo descreve as implicações práticas do evangelho para relacionamento entre o marido e a mulher, entre os pais e os filhos e entre o senhor e o escravo. 2. Paulo alerta os Efésios contra as armadilhas do Maligno. 3. Os crentes devem revestir-se de toda a armadura de Deus em seus esforços para permanecerem firmes contra os ataques do Diabo e serem imitadores de Deus.

Estudo bíblico 1. O que perdem aqueles que tentam ganhar sua salvação, de acordo com Paulo em Gálatas 3:1-5? Qual o propósito um tanto inesperado da lei que foi revelado aqui? 2. Como podemos viver nossas vidas de modo diferente por termos nos tornado filhos, ao invés de escravos (cf. Gl 3:24-4:7)? Como os gálatas perderam seu espírito de alegria, de acordo com Gálatas 4:15?

3. Como a alienação caracteriza aqueles que estão fora de Cristo (Ef 2:11-12)? Como a obra de Cristo traz unidade e paz (Ef 2:13-18)? Quais são as três metáforas que Paulo usa para descrever o povo de Deus em Efésios 2:19-22?

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4. Como ser um membro do reino de Deus muda o relacionamento entre os cônjuges (Ef 5:21-33), filhos e pais (Ef 6:1-4) e escravos e senhores (Ef 6:5-9)? Como nosso relacionamento com o Diabo e as forças do mal muda (Ef 2:2-3; 6:10-20)? Por que cada peça da armadura de Deus é necessária para nossa guerra?

5. Leia Filipenses 3. Como Paulo define a verdadeira alegria? Como Paulo avisa os filipenses sobre as ameaças à sua alegria? Como Paulo avisa contra o legalismo (vs. 26) e a licenciosidade (vs. 18-19) nesse capítulo?

Discussão 1. Por que Paulo é tão grato e alegre pelos filipenses no capítulo um? Que experiências eles têm em comum com ele? Com quem você tem um relacionamento semelhante em sua vida?

2. Quais são as razões pelas quais os cristãos devem rejeitar o legalismo, de acordo com Colossenses 2:6-23? Por que o legalismo é ineficaz para o crescimento e a santificação?

3. Qual pedido Paulo faz a Filemon com relação ao escravo Onésimo? Como o perdão e a redenção caracterizam essa história? De quais maneiras você imagina essa carta como

contracultural

no

tempo

de

Paulo?

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1 E 2 TIMÓTEO – AULA 7 Introdução da mensagem As cartas do apóstolo Paulo para Timóteo e Tito são conhecidas como as Epístolas Pastorais. Paulo escreveu tais cartas para dar a esses dois jovens pastores instruções a respeito da doutrina, da administração e dos falsos mestres. Tais cartas também revelam um lado muito pessoal do apóstolo. Paulo sabia que os dias de seu martírio estavam se aproximando, então ele aproveitou a oportunidade para pastorear os corações e as mentes da próxima geração de líderes da igreja. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre as Epístolas Pastorais.

Leitura bíblica 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito

Objetivos de aprendizado 1. Identificar o propósito das Epístolas Pastorais. 2. Discutir as qualificações que Paulo descreve para os líderes da igreja. 3. Identificar a importância da Tradição Apostólica.

Citações As Epístolas Pastorais proporcionam boas percepções para lidar com problemas contemporâneos de heresia, divisão e dificuldades de

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liderança. Elas não são uma coleção de regras rígidas para a organização da igreja, mas são diretrizes que fornecem direção para encarar problemas e necessidades da igreja. As Epístolas Pastorais são realistas. Elas apresentam as igrejas que Paulo fundou com todas as suas necessidades, fraquezas e falhas. Contudo, também apresentam o grande poder de Deus como uma prescrição para a falha humana e demonstram tal poder divino trabalhando nas vidas das pessoas. As Epístolas Pastorais fornecem encorajamento. Apesar da probabilidade de que Paulo estivesse para enfrentar sua execução quando escreveu 2 Timóteo, ele permaneceu firmemente otimista. Ele estava sozinho, mas vigilante, irrepreensivelmente pregador e confiante no Senhor. As Epístolas pastorais fornecem um retrato da igreja primitiva enquanto ela enfrentava erro, avareza e torpeza moral. Apesar de tais deficiências, há um claro sinal de vitória antecipada e promessa de restituição moral. As igrejas de hoje precisam de uma grande dose de tal realismo e encorajamento. —Thomas D. Lea e Hayne P. Griffin

Esboço da palestra A. As epístolas de 1 e 2 Timóteo e Tito são conhecidas como as Epístolas Pastorais. 1. Paulo dá instruções a respeito da ordenação e da administração da igreja local nessas cartas.

B. Paulo viajou por todo o Império Romano fundando igrejas e nomeando crentes à liderança.

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1. Timóteo foi provavelmente nomeado para a liderança sobre a igreja em Éfeso após a partida de Paulo. 2. Timóteo foi tutorado como aprendiz de Paulo. 3. Segunda Timóteo é uma carta muito pessoal para Timóteo, enquanto Paulo se aproxima do fim de sua vida. 4. Paulo enfatizou a importância da pura doutrina a Timóteo e insistiu que ele se guardasse contra os falsos mestres que infectavam sua congregação. 5. Paulo não via divisão artificial entre a pura doutrina e a prática.

C. “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo” (1Tm 3:1-7). 1. As qualificações que Paulo descreve para a liderança da igreja parecem impraticáveis. 2. Paulo está mais provavelmente usando aqui um dispositivo literário chamado de panegírico. 3. Um panegírico é uma oração pública celebrando a vida de uma pessoa famosa. 4. Ninguém na congregação demonstra tais qualidades sem falhar, mas estas são as qualidades que um presbítero ou diácono deve almejar.

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5. A igreja debateu por muito tempo sobre o significado da exigência de Paulo que um presbítero deva ser marido de uma mulher. 6. Alguns interpretaram a declaração como uma proibição contra aquele que é divorciado ou um viúvo que se recasa. 7. Provavelmente a melhor interpretação é que Paulo está incluindo a exigência de monogamia sobre os presbíteros e diáconos de uma igreja.

D. “Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato. Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo” (1Tm 3:8-11). 1. Aqueles que desejam ser líderes da igreja devem aspirar essas qualidades de caráter.

E. Paulo escreveu 2 Timóteo perto do fim de sua vida. 1. Timóteo era um jovem discípulo de Paulo que substituiu João Marcos. 2. Timóteo continuou com Paulo em suas viagens missionárias, e João Marcos escreveu o evangelho de Marcos. 3. Paulo escreveu 2 Timóteo como suas instruções finais para continuar seu trabalho após sua morte.

F. “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos

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pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2Tm 3:1-5). 1. Paulo prediz que a igreja se desviará para o falso ensino e a imoralidade. 2. A igreja terá uma aparência externa de religião, mas lhe faltará um núcleo de verdade e substância. G. “Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, — que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste” (2Tm 3:10-14). 1. Paulo encoraja a Timóteo a preservar a Tradição Apostólica que foi o corpo de conhecimento e prática passado pelos apóstolos para as gerações que os sucederiam. 2. O antigo Israel, semelhantemente, era ordenado a ensinar a cada nova geração a lei e as grandes coisas que Deus havia feito no passado da nação.

H. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3:16-17). 1. Esse é um importante texto para o autotestemunho da Bíblia.

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2. A Bíblia autentica a si mesma como a própria Palavra de Deus e não requer da validação de homem algum para ser verdadeira. 3. A origem de toda a Escritura é a mente de Deus e não o homem.

I. “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm 4:1-5). 1. A ordem apostólica de Paulo a Timóteo é que ele pregue a Palavra com fidelidade, coragem, perseverança e paciência, apesar dos sofrimentos que virão. 2. Os falsos profetas são aqueles que pregam aos ouvintes que têm coceiras nos ouvidos e proclamam apenas o que o povo quer ouvir.

J. “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2Tm 4:6-8). 1. Paulo provavelmente foi decapitado durante o reino do imperador Nero pouco tempo depois de escrever essas palavras. 2. Paulo derramou sua vida e fez de si mesmo um sacrifício vivo para o louvor de Cristo e o benefício dos outros.

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Estudo bíblico 1. Com o que você acha que os tessalonicenses estavam preocupados a respeito daqueles que tinham morrido em Cristo? Como Paulo os conforta e instrui em 1 Tessalonicenses 3:13 em diante?

2. Que encorajamento Paulo oferece aos tessalonicenses em meio à perseguição em 2 Tessalonicenses 1:3-12?

3. Como os falsos mestres estavam abusando da lei de Moisés na igreja de Timóteo? O que Paulo quer dizer quando diz que a lei não é para o justo ou o reto em 1 Timóteo 1:9? O que o justo tem se não a lei de acordo com o versículo 11?

4. Que instruções Paulo dá aos homens e mulheres a respeito do culto em 1 Timóteo 2:8-15? Como podemos aplicar suas instruções à igreja moderna? 5. As cartas a Timóteo e Tito são comumente designadas as “Epístolas Pastorais” porque são endereçadas a indivíduos com deveres pastorais. Tito era um desses indivíduos. Em Tito 1:6-9, Paulo descreve as qualificações para os presbíteros. Como deve ser a vida pessoal e familiar de um presbítero? Quais são os pecados e vícios dos quais um presbítero deve ser livre? Quais são as virtudes que ele deve possuir?

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Discussão 1. O que Paulo ensina a Timóteo a respeito do dinheiro em 1 Timóteo (veja o capítulo 6, por exemplo)? Quais você acha que eram as falsas ideias sobre o dinheiro que circulavam na igreja de Timóteo?

2. Quais são as preocupações de Paulo conforme ele se aproxima de sua execução, de acordo com 2 Timóteo 3-4? O que isso revela sobre o Apóstolo aos Gentios?

3. Leia Tito 1:16 e compare com Tito 1:1. Podemos considerar uma pessoa um crente se ela diz crer mas é continuamente desobediente aos mandamentos de Deus? Por que ou por que não? Como isso afeta a certeza de sua salvação quando você está em pecado (Sl 51)?

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HEBREUS – AULA 8 Introdução da mensagem Nenhum outro livro no Novo Testamento integra o evangelho com o Antigo Testamento melhor do que o livro de Hebreus. O autor desconhecido dessa epístola é implacável em seu esforço de revelar a Cristo como maior que os profetas, os anjos, Moisés e os sacerdotes levíticos. De fato, todas as cerimônias, sacrifícios e ofícios do Antigo Testamento prefiguram a pessoa e a obra de Jesus Cristo. À luz de tão grande salvação, os hebreus são encorajados a correr a carreira diante deles em fidelidade e perseverança. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre o livro de Hebreus.

Leitura bíblica Hebreus

Objetivos de aprendizado 1. Discutir a respeito do debate sobre a autoria de Hebreus. 2. Identificar a ordem de sacerdócio de Cristo. 3. Explicar o papel dos lapsi na história da igreja primitiva.

Citações Não há, de fato, nenhum livro das Sagradas Escrituras que fale tão claramente do sacerdócio de Cristo, exalte tanto a virtude e a dignidade daquele único sacrifício verdadeiro que ele ofereceu através

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de sua morte, trate tão abundantemente do uso de cerimônias e de sua revogação e, em uma palavra, tão plenamente explique que Cristo é o fim da Lei. —João Calvino

Esboço da palestra A. Hebreus integra o mundo do Antigo Testamento com o mundo do Novo Testamento. 1. A excelência e proeminência de Cristo são enfatizadas por todo o livro de Hebreus.

B. “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles” (Hb 1:1-4). 1. Muitos consideram Hebreus um extenso sermão ou uma homilia sobre a excelência superior de Cristo. 2. Hebreus demonstra uma das mais sublimes qualidades literárias no Novo Testamento.

C. A igreja primitiva debateu extensivamente se Hebreus pertencia ou não ao cânon da Escritura.

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1. Os líderes da igreja primitiva incluíram Hebreus no cânon da Escritura acreditando que ela havia sido escrita pelo apóstolo Paulo. 2. Estudiosos bíblicos modernos não creem que Paulo escreveu Hebreus por causa das diferenças literárias entre Hebreus e as epístolas paulinas. 3. A autoria de Hebreus é amplamente debatida e ainda não se chegou a uma resolução.

D. Também não se sabe para quem o livro foi escrito e sob quais circunstâncias.

E. Alguns argumentaram que o propósito de Hebreus era se opor aos judaizantes ou aos gnósticos. 1. Outros sugeriram que o propósito era inspirar a perseverança em meio à perseguição.

F. Hebreus pode ter sido escrita para abordar o problema dos lapsi do primeiro século. 1. Os lapsi eram os cristãos que, sob perseguição, renunciavam sua fé e não eram fiéis até a morte. 2. Hebreus pode ter sido escrita para esse grupo, a fim de encorajá-los a perseverar e permanecerem fiéis a Cristo mesmo diante da morte.

G. Hebreus descreve a Cristo como a maior revelação de Deus e o esplendor de sua glória. 1. A majestade do Deus invisível foi revelada no deserto pela nuvem da shekiná que pairou sobre o Tabernáculo. 2. O esplendor da glória de Deus brilha mais que o sol.

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3. O Filho de Deus é o esplendor da glória de Deus e a exata imagem de seu ser. 4. A maior manifestação do Deus invisível foi a encarnação de Jesus Cristo.

H. Cristo é descrito como maior que os anjos no intuito de se opor à heresia gnóstica que disse que Cristo não era nada mais do que um ser angelical. 1. Cristo é o Criador e Senhor dos anjos.

I. Cristo é comparado com a antiga aliança e seu mediador, Moisés. 1. Moisés foi um servo fiel na casa de Deus, mas Cristo é o Senhor da casa.

J. Hebreus discorre sobre a superioridade do sacerdócio de Cristo. 1. Os sacrifícios do Antigo Testamento precisavam ser repetidos continuamente. 2. Os sacrifícios e os rituais do Antigo Testamento eram sinais de melhores realidades vindouras. 3. O melhor e real sacrifício foi feito por Cristo uma única vez e não precisa ser repetido.

K. No Antigo Testamento, era exigido que os sacerdotes fossem levitas. 1. Jesus nasceu da linhagem de Judá. 2. O sacerdócio de Jesus é da ordem de Melquisedeque. 3. O sacerdócio de Melquisedeque é descrito como maior do que o sacerdócio dos levitas.

L. No livro de Hebreus, Jesus é demonstrado como sendo superior aos profetas, aos anjos, a Moisés e ao sacerdócio levítico.

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M. O autor de Hebreus insiste que seus leitores movam-se dos ensinos elementares da fé e cresçam à maturidade. 1. Os hebreus são encorajados a perseverar e permanecerem fiéis em meio à perseguição e ao falso ensino.

N. Os hebreus são lembrados da rebelião dos israelitas no deserto. 1. A descrença deles fez com que eles falhassem em entrar no descanso de Deus. 2. Ninguém pode escapar do julgamento de Deus se negligenciar “tão grande salvação” como a que temos em Cristo.

O. As religiões não são todas iguais e a salvação só pode ser encontrada na fé em Jesus Cristo.

P. Hebreus 11 celebra aqueles no Antigo Testamento que perseveraram e viveram pela fé.

Q. Os hebreus são encorajados a perseverar na fé até o fim.

Estudo bíblico 1. Qual é o maior meio de Deus falar com seus filhos nos últimos dias, de acordo com Hebreus 1:1-3? Quais honras Deus deu a Jesus que o tornam maior que os anjos, de acordo com Hebreus 1?

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2. Por que Jesus é qualificado para levantar crentes como seus irmãos e irmãs (Hb 2, 5)? Como ele se tornou como nós? Como nos tornamos como ele?

3. Qual era o descanso prometido para o povo de Deus no deserto (Hb 3-4)? Por que eles falharam em recebê-lo? Qual é o novo local de descanso prometido para o povo de Deus? Como é possível que falhemos em recebê-lo?

4. Como o sacerdócio de Melquisedeque é superior ao dos levitas (Hb 7)? Por que é importante que Jesus venha dessa linhagem de sacerdotes?

5. Como a nova aliança é superior à antiga aliança nas seguintes áreas: sacerdócio, sacrifício, intercessão, santuário, promessas e perdão?

6. Que privilégio foi concedido através do sangue de Jesus (Hb 10:19-22)? Como deveríamos viver em resposta a esse privilégio?

Discussão 1. Por que o crescimento espiritual dos hebreus está estagnado, de acordo com o capítulo 6? Qual é o desejo do autor para os hebreus preguiçosos espiritualmente? Como isso pode falar para as nossas vidas hoje?

2. Que papel tem o capítulo da fé de Hebreus 11 no argumento do autor? Após ler o livro de Hebreus, quem podemos concluir que são aqueles que receberão a aprovação de Deus?

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3. Como o autor de Hebreus contrasta duas montanhas em Hebreus 12:18-24? Qual a importância desse contraste para os crentes?

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EPÍSTOLAS GERAIS – AULA 9 Introdução da mensagem Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1-3 João e Judas são conhecidas como as Epístolas Gerais. Tais cartas foram mais provavelmente escritas para circular entre diversas congregações e não para uma igreja específica. É difícil determinar o público para quem algumas dessas cartas foram originalmente escritas, mas cada um desses livros é relevante para a igreja moderna. A celebração de Cristo feita pelo o autor de Hebreus, o chamado à fidelidade de Pedro e Judas e o chamado de João ao amor um pelo outro são mensagens que ainda precisam ser ouvidas pela igreja hoje. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre as Epístolas Gerais.

Leitura bíblica Tiago, 1-2 Pedro, 1-3 João, Judas

Objetivos de aprendizado 1. Discutir o livro de Tiago como um exemplo neotestamentário de literatura de sabedoria. 2. Explicar o papel do sofrimento nas epístolas de Pedro. 3. Identificar a heresia que João refuta em suas epístolas.

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Citações Tal evidência, como sobrevivente das últimas quatro décadas do primeiro século, revela que as igrejas eram “afligidas por heresias” e também “rachadas por divisões”. Desvios da verdade ocorreram em toda direção e era necessária constante vigilância se os cristãos queriam manter sua fé pura. Cinco curtas epístolas ― 2 Pedro, Judas, 1, 2 e 3 João ― foram escritas para lidar com tais tendências às falsas doutrinas dentro da igreja. A controvérsia não era seu único objetivo, nem seu assunto era devotado inteiramente a atacar heresias. Sua abordagem era positiva ao invés de negativa, como seu esboço demonstrará. Eram, contudo, todas coloridas pelos perigos dos tempos, nos quais a igreja estava ameaçada, tanto mais pela sutil infiltração do paganismo em seu pensamento quanto pelos ataques frontais da perseguição de fora. —Merrill C. Tenney

Esboço da palestra A. Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1-3 João e Judas são conhecidas como as Epístolas Gerais. 1. Tais cartas foram escritas mais provavelmente para circular entre diversas congregações, e não para uma igreja específica.

B. O livro de Tiago é considerado o único exemplo do Novo Testamento de literatura de sabedoria. 1. Tiago exala um estilo que remonta a literatura judaica de sabedoria. 2. O autor do livro de Tiago foi provavelmente também o irmão de Jesus. 72


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3. Tiago presidiu o Concílio de Jerusalém em Atos 15. 4. Aparentemente, ele não cria na missão messiânica de Jesus, no início, mas veio a ser tornar um líder na igreja de Jerusalém, sendo conhecido como Tiago, o Justo. C. O livro de Tiago cita aforismos que refletem o ensino de Jesus mais frequentemente do que qualquer epístola do Novo Testamento. 1. É possível que Tiago registre alguns dos ensinos de Jesus que não foram registrados nos evangelhos.

D. “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações. Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos” (Tg 1:1-8). 1. O propósito de nossas lutas é a santificação, e nossa postura para com nossas lutas é a sabedoria. 2. A sabedoria judaica enfatizava conselhos práticos sobre como viver uma vida piedosa.

E. Tiago enfatiza o papel das obras como a expressão natural de nossa fé.

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1. Os crentes desfrutam de uma liberdade régia em obedecer a Cristo como se não estivessem sob a lei. 2. A liberdade do cristão não é licença para o pecado, mas uma liberdade para andar no Espírito em obediência a Cristo.

F. Tiago avisa particularmente contra os perigos de uma língua desgovernada. 1. A língua é como o timão de um grande navio, que mesmo sendo um pequeno componente, pode conduzir toda a embarcação. 2. A língua também é comparada a uma faísca que incendeia uma floresta e a um animal que não pode ser domado.

G. Tiago encoraja seus leitores a se lembrarem de que as orações contínuas do justo não passam despercebidas pelo Senhor. 1. Ele encerra sua epístola relembrando seus leitores que os crentes devem ser pessoas de palavra.

H. Pedro encoraja seus leitores a permanecerem fiéis em meio à perseguição em suas duas epístolas. 1. O evangelho da saúde e prosperidade é uma traição às verdades da Escritura. 2. Crer em Jesus não garante imediatas prosperidade e saúde. 3. A questão para o crente não é se ele vai sofrer, mas quando ele vai sofrer por amor do reino.

I. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de

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Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1 Pe 1:3-5). 1. Deus nos deu um novo nascimento que vem com uma herança celestial incorruptível, sem mácula e garantida. 2. Os crentes se alegram em um tesouro, uma promessa e uma herança celestiais ao invés de uma recompensa terrena. 3. “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1 Pe 1:6-9). 4. O propósito de nossos sofrimentos não é nos destruir, mas refinar nossas almas. 5. Deus está usando nossa dor para nossa purificação e santificação.

J. “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (1 Pe 4:12-14). 1. Deus não está nos punindo quando suportamos aflições, mas promete sua presença no meio de nossas tribulações.

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K. Um tema primário nas epístolas de João é o amar uns aos outros dentro do corpo de Cristo.

L. João também está preocupado, como Pedro, com a invasão da heresia na igreja. 1. Ele adverte a igreja contra o espírito do anticristo que já está trabalhando no mundo.

M. João está escrevendo contra a heresia do docetismo, uma ramificação do gnosticismo que negava a natureza humana de Cristo. 1. Alguns dos gregos criam que a matéria e a natureza humana eram más e que Deus nunca viria em carne humana. 2. É importante que os cristãos afirmem a deidade e a humanidade de Cristo como salvador.

Estudo bíblico 1. Por que é importante para Tiago enfatizar as boas obras em 2:14-26? Como podemos reconciliar esses versículos com as palavras de Paulo em Gálatas 3:10-14 e Romanos 3:21-22?

2. Muitos têm identificado o livro de Tiago com o gênero de “literatura de sabedoria” encontrado em Provérbios e Eclesiastes, tornando-o muito proverbial em sua aplicação. Outros afirmaram que este livro é ensino doutrinário formal, como Efésios ou Romanos, tornando sua aplicação muito direta. Como essas duas visões afetam o significado de Tiago 3:1 e o resto do capítulo enquanto ele se concentra na língua e no coração que ela revela?

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3. Em 2 Pedro 1:3-4, Pedro nos diz algo a respeito de nossa esperança. Por que os crentes têm esperança? Que tipo de herança os crentes possuem? Nos versículos 5-9, ele aborda o problema de passar por provações. Por que os crentes são capazes de grande regozijo mesmo no meio de provas e sofrimento?

4. O que os falsos mestres estavam dizendo sobre a segunda vinda de Cristo de acordo com 2 Pedro 3? Por que Pedro discorre sobre o Dilúvio nessa passagem? O que Deus está guardando para antes do Último Juízo?

5. Leia 1 João 1:1-4. Por que você acha que era importante para João iniciar sua carta dessa maneira, discutindo o fato de a “Palavra da vida” não ser apenas ouvida, mas “tocada com as mãos”?

Discussão 1. Como Pedro descreve a identidade de Cristo e dos crentes usando a ilustração do templo em 1 Pedro 2:4-12? Quais responsabilidades vêm com a identidade que foi dada aos crentes? Semelhantemente, o que significa em 2 Pedro 1:4 compartilhar as promessas de Deus e sua natureza divina? Como lembrar nossa herança impacta nossa vida diária?

2. Em 1 João 1:9, o autor diz com efeito que se confessarmos nossos pecados a Deus, ele, sendo fiel e consistente, fará o que é certo (justo), ele “perdoará nossos pecados e nos purificará de nossa injustiça”. Por que você acha que é “justo” que Deus faça isso? Ao quê você acha que Deus está sendo fiel quando perdoa pecados? 77


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3. Por que os crentes podem se regozijar na destruição dos perversos descrita por Judas? Qual o papel dos perversos no plano de Deus da redenção?

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INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE – AULA 10 Introdução da mensagem A escatologia é o estudo das “últimas coisas” ou do fim dos tempos. É um dos mais empolgantes, mas também um dos mais difíceis campos de estudo teológico. O livro do Apocalipse é um dos mais importantes recursos que temos para entender a escatologia. Ainda que seus símbolos, personagens e eventos possam ser difíceis de entender, suas páginas contém o encorajamento de Deus para seu povo durante tempos de perseguição e prova. Nesta palestra, o Dr. Sproul apresenta o livro do Apocalipse.

Leitura bíblica Apocalipse 1-3

Objetivos de aprendizado 1. Mostrar a importância da escatologia e da literatura apocalíptica para o povo de Deus. 2. Identificar quatro abordagens comuns ao livro do Apocalipse. 3. Examinar a evidência disponível para a datação do livro do Apocalipse.

Citações De algumas maneiras, Apocalipse é o desenvolvimento do que Jesus disse a Pedro: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18). Se tais palavras de

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Mateus compõem a fotografia imóvel, o Livro do Apocalipse é o filme. Em um tempo em que o visual e a cinemática têm precedência sobre a palavra escrita, o gênero do Apocalipse parece particularmente adequado. Apocalipse é um livro de retratos projetado para apelar aos sentidos visuais. Enquanto passamos por suas páginas, devemos ser sobrecarregados por suas descrições do Salvador. Ao notar que a ordem que prevalece no livro não é “Ouvi!”, mas “Vede!”, estamos sendo apresentados à ideia de que Apocalipse se trata tanto de figuras quanto de palavras. —Derek Thomas

Esboço da palestra A. A escatologia é o estudo das “últimas coisas” ou do fim dos tempos. 1. A escatologia inclui o estudo da parousia ou a “aparição” de Cristo, o arrebatamento, a ressurreição, o anticristo, o céu e o inferno. 2. O eschaton é a última era destacada pela consumação do reino de Deus. 3. É difícil estabelecer um consenso acadêmico a respeito das profecias do fim dos tempos.

B. As profecias escatológicas são apresentadas na Escritura em muitas figuras e símbolos conhecidos como literatura apocalíptica. 1. O Apocalipse também é conhecido como o livro da revelação. 2. Apocalipse significa “revelar” ou “desvendar”. 3. Alguns estudiosos têm argumentado que a literatura apocalíptica foi escrita em código durante tempos de perseguição para se comunicar secretamente. 80


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C. O melhor método de interpretar os símbolos e sinais da literatura apocalíptica é interpretá-los à luz do resto da Escritura.

D. Há muitas escolas de pensamento para a interpretação do Apocalipse, incluindo o pré-milenismo, o pós-milenismo, o amilenismo, o pós-tribulacionismo, o mesotribulacionismo e o pré-tribulacionismo.

E. Há quatro abordagens primárias para o livro do Apocalipse. 1. A visão preterista argumenta que as profecias do livro se concentram primariamente em eventos do primeiro século e, particularmente, na destruição de Jerusalém em 70 d.C. 2. A visão futurista argumenta que as profecias do livro serão cumpridas perto da segunda vinda de Cristo e, portanto, ainda não ocorreram. 3. A visão historicista argumenta que as profecias do livro são cronologicamente cumpridas ao longo do curso da história da igreja, tendo seu clímax com o retorno de Cristo. 4. A visão idealista argumenta que as profecias são símbolos da luta contínua entre Deus e Satanás ao longo da história da igreja.

F. A abordagem interpretativa que se adota para ler o livro do Apocalipse afetará seu entendimento do livro.

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G. Acadêmicos evangélicos geralmente concordam que o livro do Apocalipse foi escrito pelo apóstolo João. 1. João era o último dos doze discípulos originais de Jesus e o único que morreu de morte natural.

H. Estabelecer a data da composição do livro do Apocalipse é uma questão muito importante que afetará a interpretação do livro.

I. A data tradicional do livro do Apocalipse era o fim dos anos 90 d.C. 1. Alguns acadêmicos modernos argumentaram que o livro foi escrito nos anos 60 d.C. 2. Datar o livro do Apocalipse antes ou após a queda de Jerusalém em 70 d.C. tem um impacto significativo sobre a interpretação do livro.

J. Há dois tipos de evidência que os acadêmicos examinam para datar uma peça escrita. 1. A evidência externa examina informações fora do documento para estabelecer uma data de composição. 2. A evidência interna examina a informação fornecida pelo próprio documento para estabelecer uma data de composição.

K. Há evidências externas significativas que ajudam os acadêmicos a datar o livro do Apocalipse. 1. Ireneu datou o livro durante o reino de Domiciano, que governou na última década do primeiro século.

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L. O livro do Apocalipse também fornece evidências internas que ajudam os acadêmicos a estabelecer uma data de composição para o livro. 1. Há muitas referências cronológicas no livro do Apocalipse.

M. “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João, o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu. Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap 1:1-3). 1. Duas referências de tempo são incluídas nessa passagem. 2. João está registrando eventos que estão próximos e em breve acontecerão. 3. Vários estudiosos interpretaram tais palavras de uma maneira muito severa ou muito vaga. 4. O relacionamento entre a destruição do templo e a composição de Apocalipse é difícil de decidir.

N. “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco. E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição” (Ap 17:9-11). 1. Alguns intérpretes acreditam que essa passagem prevê a ascensão e a queda do imperador Nero e sua perseguição contra a igreja.

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O. O livro do Apocalipse foi uma fonte de encorajamento para o povo de Deus durante períodos de perseguição ao longo das eras.

Estudo bíblico 1. Quem são os indivíduos envolvidos em transmitir o livro do Apocalipse, de acordo com Apocalipse 1:1-2? Para qual público esse escrito foi originalmente direcionado? 2. Qual é a promessa e o aviso que Apocalipse dá a respeito de si mesmo em Apocalipse 1:3 e 22:18-19? Como isso afeta nossa doutrina da Escritura (que parâmetro isso fornece)?

3. João descreve Jesus como o “Soberano dos reis da terra” em Apocalipse 1:5, e o Pai é descrito como o “Alfa e Ômega, aquele que é, que era e que há de vir” em 1:8. Como tais descrições foram interpretadas pelo público original que estava suportando perseguição política por sua fé? Como tais descrições de Deus devem influenciar sua percepção do sofrimento?

4. Como João descreve cada membro da Trindade em Apocalipse 1:4-8? Visto que sete, na cultura semítica, é comumente considerado um número simbólico que indica perfeição, por que João descreveu o Espírito Santo como “sete espíritos”?

5. Fazendo uma leitura por todas as sete cartas encontradas em Apocalipse, como Cristo Jesus elogia e repreende cada uma das igrejas mencionadas lá?

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Discussão 1. Como a autoidentificação de Jesus em Apocalipse 1:17 se compara à identificação do Pai em Apocalipse 1:8? Como elas são diferentes e semelhantes? Compare também à autodesignação de Jesus em Apocalipse 22:12-13. O que isso indica sobre a identidade do Pai e do Filho?

2. Quais são as promessas que Cristo dá àqueles que vencem em cada uma das igrejas? Como as promessas são simultaneamente uma realidade presente e uma esperança futura?

3. Em Apocalipse 5:10, que papéis cumprem aqueles que são comprados pelo sangue do Cordeiro? Como isso pode dar significado para sua identidade e serviço cristãos?

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O CRISTO DO APOCALIPSE – AULA 11 Introdução da mensagem O triunfo de Jesus Cristo e seu reino é a história de toda a Escritura. Em nenhum lugar essa mensagem é tão clara quanto no livro do Apocalipse. João descreve a Cristo como aquele que venceu a sepultura no capítulo um, como o ceifador vingador no capítulo catorze e como o conquistador divino no capítulo dezenove. Ainda assim, talvez a mais surpreendente imagem que João traz de Cristo ocorra no capítulo cinco, onde o Salvador é descrito como um cordeiro imolado. Apenas o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é digno de abrir o livro de julgamento de Deus contra os perversos. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre o Cristo do Apocalipse.

Leitura bíblica Apocalipse 4-11

Objetivos de aprendizado 1. Identificar o contexto do Antigo Testamento do livro do Apocalipse. 2. Explicar a visão de João do céu em Apocalipse 5. 3. Destacar o tema da vitória de Cristo em Apocalipse.

Citações O propósito do Apocalipse é encorajar e confortar crentes em sua luta contra Satanás e seu bando. O livro divulga que nesse conflito

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entre Cristo e Satanás, Cristo é o vencedor e Satanás o vencido. Ainda que Satanás e seu exército empreendam guerra contra os santos na terra, que suportam sofrimento, opressão, perseguição e morte, Cristo é vitorioso. É Cristo quem encoraja seu povo a resistir às investidas do maligno, pois seu povo também reinará com Cristo e sentará com ele em seu trono. Jesus oferece conforto a todos os crentes, pois Deus vê suas lágrimas e as seca. Deus ouve suas orações e, em resposta, ele influenciará o curso da história. Santos que morrem no Senhor são chamados de benditos, pois suas boas obras não são esquecidas. O sangue dos mártires será vingado; santos vestidos de branco estão presentes no casamento do Cordeiro; e eles reinarão com Cristo para sempre. —Simon Kistemaker

Esboço da palestra A. O livro do Apocalipse é cheio de alusões e referências ao Antigo Testamento.

B. Um entendimento apropriado incorpora ambos os testamentos e vê o Novo Testamento como um cumprimento do Antigo Testamento.

C. O triunfo de Cristo e seu reino é um tema central poderoso no livro do Apocalipse.

D. “Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: ‘Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas’. Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; e

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esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda. Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro. Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus. Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando. E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: ‘Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir’” (Ap 4:1-8). 1. João usa figuras muito comuns no Antigo Testamento. 2. A visão de João é muito similar à visão de Ezequiel da carruagem do trono de Deus em Ezequiel 1. 3. As palavras dos quatro seres viventes são muito similares às palavras que o serafim usa na visão de Isaías em Isaías 6.

E. “Quando esses seres viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o

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poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4:9-11).

F. João recebe uma visão da câmara interna do santuário celestial em Apocalipse 4 e 5.

G. “Vi, na mão direita daquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos” (Ap 5:1). 1. No mundo clássico, os textos eram escritos em um único lado na maioria dos pergaminhos. 2. Ezequiel recebeu a ordem de comer um pergaminho escrito em ambos os lados (Ez 2:8-10). 3. O pergaminho escrito dos dois lados que João vê em Apocalipse 5 também é provavelmente um pergaminho de julgamento escrito contra os perversos.

H. “Vi, também, um anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?” (Ap 5:2). 1. Alguns comentaristas têm argumentado que o livro do Apocalipse foi escrito como uma peça, com atos e cenas. 2. O drama de um que é digno de abrir os selos do pergaminho abre o resto do livro do Apocalipse.

I. “Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele; e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele” (Ap 5:3-4).

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1. O suspense dos eventos se constrói sem ninguém digno de abrir o livro.

J. “Todavia, um dos anciãos me disse: ‘Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos’” (Ap 5:5). 1. O ancião remete João ao Antigo Testamento, porque a promessa da realeza foi dada à tribo de Judá.

K. “Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra. Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico” (Ap 5:6-9a). 1. João está esperando ver um poderoso leão, mas ao invés disso ele vê um cordeiro que havia sido morto. 2. Um novo cântico de adoração é cantado para celebrar a nova obra de redenção. 3. O Cordeiro é adorado porque somente ele é digno de abrir o pergaminho.

L. “E entoavam novo cântico, dizendo: ‘Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra’. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: ‘Digno é o Cordeiro que foi morto

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de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor’. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: ‘Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos’. E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os anciãos prostraram-se e adoraram” (Ap 5:9-14). 1. Independentemente do método que se adote para interpretar o livro do Apocalipse, é claro que o Cordeiro teve a maior vitória. 2. Ao Cordeiro pertence o livro da vida que contém os nomes daqueles cujos futuros estão selados nele.

Estudo bíblico 1. Os capítulos 4 e 5 precedem os terríveis oráculos de julgamento que seguem no livro do Apocalipse. É como se Deus quisesse assegurar ao público de João que as coisas estão em ordem no céu, independente do aparente estado das coisas na terra. Como pode Apocalipse 4:2 auxiliar tais crentes que suportaram o julgamento dos governantes terrenos?

2. Note o hino de louvor em Apocalipse 4:11. Qual é a atividade de Deus que é exaltada nesses versículos? De acordo com João 1:3 e Colossenses 1:16-17, que pessoa da Deidade o Pai usou para executar tal obra?

3. Observe o contraste entre destino do justo e o destino daqueles que estão na terra em Apocalipse 6 e 7. Quais são os símbolos que João usa para comunicar tal contraste?

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4. Por que a imagem dos santos lavando suas vestes no sangue do Cordeiro é uma descrição apropriada da conversão (Ap 7:17)? Quais são as bênçãos que os santos desfrutam como resultado de tal lavagem (vv. 15-17)?

5. Como as duas testemunhas de Apocalipse 11 são um símbolo apropriado do testemunho da igreja ao longo dos séculos? Como João prevê a vitória final da igreja? 6. Como o tema de “já, ainda não” frequentemente é utilizado no Apocalipse a respeito do triunfo de Cristo, a vitória dos santos, a derrota de Satanás e o estabelecimento do reino de Deus?

Discussão 1. Imagine que você está observando a cena de Apocalipse 5:11-14. Como sua postura quanto à adoração pode mudar se você soubesse que essa assembleia está reunida com você cada vez que você eleva louvores ao Senhor? Embora seja difícil de acreditar, como Hebreus 12:22-24 indica que participamos quando adoramos? Como isso pode afetar a maneira como você participa em adoração privada e coletiva? 2. O que João quer dizer em Apocalipse 11:15 quando escreve que o reino do mundo se tornou o reino do Senhor? Como o triunfo do reino impactará (primeiramente antecipado na vida da igreja) a política, a economia, a arte, as famílias, a cultura e a tecnologia?

3. Os primeiros onze capítulos de Apocalipse detalham a perseguição do mundo contra a igreja. Os últimos onze capítulos de Apocalipse revelam o conflito final entre Cristo e Satanás. Por que você acha que o livro foi estruturado dessa maneira?

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A GLÓRIA DE DEUS – AULA 12 Introdução da mensagem A morte é o inimigo comum de toda a humanidade. O homem foi criado do pó e, se não pela intervenção divina, só pode esperar a morte e um retorno ao pó. A ressurreição de Jesus oferece aos crentes uma nova esperança. Ao invés de serem criados do pó e retornarem ao pó, os Cristãos podem alegremente ansiar por vencer a sepultura e ressuscitar em glória. Apenas aqueles que participam da morte e ressurreição de Jesus Cristo podem ansiar por uma cidadania eterna na gloriosa Nova Jerusalém. Nesta palestra, o Dr. Sproul discorre sobre a glória de Deus.

Leitura bíblica Apocalipse 12-22

Objetivos de aprendizado 1. Identificar a esperança da glória que os crentes em Cristo compartilham. 2. Examinar as promessas da glória detalhadas no livro do Apocalipse. 3. Definir o relacionamento entre Deus e seu povo na Nova Jerusalém.

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Citações Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves. —Cântico dos Cânticos 2:11-12

Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. [...] Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites? —Salmo 8:1, 3-4

Esboço da palestra A. “Do pó viestes e ao pó voltarás” é uma frase comum recitada em funerais. 1. A vida do redimido dura além do pó e se move do pó à glória. 2. A perspectiva do Novo Testamento é que os crentes entrem numa muito maior existência e glória sobre a terra, e não simplesmente retornem ao pó do qual foram criados. 3. Precisamos manter o destino e a esperança de nossa fé à nossa frente, para que não fiquemos apegados às coisas passageiras deste mundo.

B. “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Ap 21:1).

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1. O mar, na literatura hebraica, era tradicionalmente uma figura de conflito e caos. 2. Os hebreus não haviam desenvolvido o comércio costeiro por causa de uma costa rochosa e por serem eles golpeados por fortes ventos e saqueadores do mar. 3. Rios, córregos e mananciais são figuras de bênção na literatura hebraica. 4. A ausência do mar nos novos céus e nova terra simboliza a ausência de conflito tumultuoso.

C. “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: ‘Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram’” (Ap 21:2-4). 1. Essas são as bênçãos as quais o povo de Deus pode ansiar em ter com alegre expectativa. 2. A ameaça da morte está pendurada sobre a cabeça de cada ser humano. 3. Um dia, o último inimigo, a morte, será destruído.

D. O cristão pode se alegrar no conhecimento de que, através da vitória de Cristo sobre a sepultura, a morte está derrotada. 1. Jesus ressuscitou como uma demonstração da mesma promessa divina de ressurreição para o crente.

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E. A imagem de Deus secando nossas lágrimas permanentemente é uma das mais poderosas descrições escriturísticas de Deus nos confortando e removendo para sempre nossas tristezas. 1. Deus removerá nossa dor e desconforto, e então fará todas as coisas novas. 2. Deus não destruirá o que é antigo, mas redimirá, renovará, aperfeiçoará e glorificará o que é antigo. 3. Deus não destruirá a terra, mas a restaurará à perfeição.

F. João recebe a ordem de escrever as visões que ele tem porque as palavras confiáveis de Deus precisam ser preservadas para as gerações futuras.

G. “E aquele que está assentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas’. E acrescentou: ‘Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras’. Disse-me ainda: ‘Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida *...+’. Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: ‘Vem, mostrar-teei a noiva, a esposa do Cordeiro’; e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus” (Ap 21:5-6; 9-11a). 1. A antiga Jerusalém era uma cidade de pó, enquanto que a Nova Jerusalém será uma cidade adornada com a glória de Deus. 2. João dá uma descrição detalhada das glórias da Nova Jerusalém no capítulo 21.

H. A prevalência de símbolos na literatura apocalíptica serve paraapontar uma realidade maior do que ela mesma.

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1. A descrição de João da Nova Jerusalém é deslumbrante, e ainda assim não consegue alcançar a realidade que ele está tentando descrever.

I. “Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap 21:22). 1. O templo representava a presença de Deus no meio de seu povo, no pensamento judaico. 2. O templo é uma manifestação externa da realidade do próprio Deus. J. “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21:23). 1. O sol é uma fonte de luz e calor para a terra. 2. O brilho, o esplendor e o calor do Cordeiro são maiores do que o próprio sol.

K. O homem é assoberbado, na Escritura, quando a glória de Deus entra em sua vida. 1. O homem foi destinado para a glória quando foi formado do pó. 2. Aqueles que colocam sua fé em Cristo um dia participarão da glória de Deus.

L. A história da vida de um redimido não é do pó ao pó, mas do pó à glória.

Estudo bíblico 1. Como Apocalipse 12 apresenta a segunda metade do livro? Como o conflito nos céus é traduzido em um conflito na terra?

2. Compare o selo do justo em Apocalipse 7 com a marca dos incrédulos pela besta no capítulo 13. Qual é o significado de tais sinais? 97


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3. Por que o símbolo do banquete de casamento em Apocalipse 19:7 é uma figura apropriada para celebrar a vitória de Cristo com os santos sobre Satanás? Como a grande prostituta fornece um notável contraste com a noiva vestida de branco?

4. Apocalipse 20:10 descreve o futuro do Diabo, da Besta e do Falso Profeta. Como o conhecimento de que as forças anticristãs do mundo (tanto políticas quanto religiosas) assim como seu cabeça, o próprio Diabo, serão destruídos traz conforto àqueles que estavam suportando severa perseguição no primeiro século? Leia Apocalipse 6:9-11. Como a cena no capítulo 20 é uma resposta às orações daquela igreja? Como isso pode encorajar a igreja em qualquer época quando se encontra perseguida?

5. Como a Cidade Santa é descrita em 21:2? Como as preparações do casamento podem ajudá-lo a entender o que João está dizendo ao usar tal figura? Onde será localizada a Cidade Santa?

6. Compare Gênesis 17:7, Êxodo 6:7 e Levítico 26:11-12 com Apocalipse 21:3. As três passagens do Antigo Testamento afirmam as bênçãos definitivas da aliança. Como tal esperança pode confortá-lo em tempos de desespero e dar-lhe confiança para o futuro? Como Apocalipse 21:3, quando comparada às passagens do Antigo Testamento, demonstra a fidelidade de Deus?

Discussão 1. Note como Apocalipse 21:6-7 conecta o tomar gratuitamente da água da vida e o vencer. Como isso contrasta com a lista em 21:8? O que isso indica quanto à natureza 98


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dos verdadeiros crentes em Cristo? Observe a lista em 21:8 e considere a cultura em que você se encontra diariamente. O que lhe fará falta nela se tal passagem for cumprida?

2. Leia Apocalipse 21:9:24 e pense na mais requintada joia que você já viu. De acordo com 21:27, quem herdará essa cidade? Como isso deveria desafiar o público original a examinar sua própria fé? Qual é a conexão entre a escolha de Deus e nossa obediência?

3. Qual é a exortação do Espírito de Deus e da igreja, a noiva de Cristo, em 22:17? O que você está fazendo para “Vir!” aos banquetes espirituais de Deus para você? O que você faz para fugir deles? Como você pode usar o material nos capítulos finais de Apocalipse para desafiar aqueles à sua volta para vir Àquele que dá a água da vida gratuitamente?

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