MARIA HELENA WEBSTER (COORD.) AUBER BETTINELLI • CAMILA CARRASCOZA BOMFIM DAFNE SENSE MICHELLEPIS • STELLA RAMOS TIAGO LUZ DE OLIVEIRA
ARTE A coleção trabalha com unidades temáticas e com uma progressão curricular em espiral. Além disso, os conceitos são introduzidos de modo gradual, por meio do estudo em exemplos concretos.
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PONTOS FORTES
Atividades que vão além da simples memorização e promovem experimentações, apreciações e descobertas. Entrevistas com profissionais da arte ajudam os estudantes a reconhecer os seus talentos. Valorização do uso da tecnologia nas diferentes linguagens da Arte. Constante diálogo entre as linguagens artísticas. Apresentação de movimentos periféricos e populares, da arte contemporânea e de artistas fora do eixo convencional.
João Caldas
SEÇÕES DO LIVRO É logico, é logica!
Trocando histórias
Observe a imagem ao lado: O que chama mais a sua atenção? Por quê? Essa foto mostra uma cena do espetáculo Rainhas do Orinoco, uma comédia musical que conta a história de duas mulheres presas num barco em alto mar. Como você imagina que teatro e música podem contar histórias? Observando as expressões dos artistas e o instrumento nas mãos de um deles, quais sons você imagina que podem fazer parte dessa cena? Teatro e música são duas linguagens da arte que trazem caminhos que se entrelaçam de diversas maneiras e ambos podem nos permitir entender como nos relacionamos e praticamos a arte – seja ela teatro, seja música.
• Como foi acrescentar sua parte na história que o grupo estava contando?
1. Como você descreveria a cena dessa imagem?
• Qual ou quais histórias chamaram sua atenção? Por quê?
2. Observando os detalhes, você consegue imaginar que tipo de história está sendo contada nesse espetáculo?
• Como alguns colegas usaram a voz e o corpo para contar?
3. Como a música pode nos contar histórias?
• Você conseguiu imaginar e visualizar o percurso descrito por algum grupo?
As histórias fazem parte da nossa vida e são importantes elementos de identidade e pertencimento. Ao participar de uma roda de histórias, você fez parte de um grupo e de uma comunidade que está em um lugar: na sala de aula. As histórias compartilhadas passaram a fazer parte do grupo todo. É como se cada sala de aula fosse uma comunidade diferente, formada pelas histórias da turma. As histórias podem ser contadas de diferentes maneiras. Elas podem ser ditas, cantadas, encenadas, dançadas ou ter uma mistura dessas formas de expressão, assim como acontece nas manifestações populares espalhadas pelo Brasil.
Nesta unidade, você vai: • perceber como nos relacionamos com o teatro e com a música; • conhecer elementos básicos das linguagens de teatro e de música;
Espetáculo Rainhas do Orinoco. Direção: Gabriel Villela. Comédia do mexicano Emilio Carballido com tradução de Hugo de Villavicenzio. São Paulo (SP), 2016.
• experimentar as linguagens do teatro e da música no nosso cotidiano;
• Você já se vestiu de um jeito diferente para ser um personagem? • Como você agiu quando interpretou tal personagem?
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Lourdes de Deus. Quermesse na festa Junina, 2013. Óleo sobre tela, 50 cm x 60 cm.
• Você já participou de alguma festa popular na sua cidade?
Arte-educadora Mafuane Oliveira contando narrativas afro-ameríndias em projeto cultural. São Paulo (SP), 2019.
• criar e participar de ações artísticas individuais e coletivas.
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Galeria Jacques Ardies, São Paulo
Perceber, experimentar e participar!
A cultura popular: quem sou, onde estou e… como danço?
Mariana Ser
Como dissemos anteriormente, no teatro escutamos e imaginamos muitas histórias e também assistimos a elas. Que tal experimentar isso? Vamos fazer o seguinte: dividam a turma em três grupos. Cada grupo contará uma única história sobre o caminho de casa até a escola. Para isso, cada pessoa do grupo acrescentará algo que acontece nesse percurso. Pode ser alguma coisa que você costuma ver, ouvir ou fazer quando está indo para a escola ou algo que você queira inventar também. Cada uma dessas histórias deve ter começo, meio e fim. Uma pessoa pode começar dizendo algo do tipo: Hoje eu estava me preparando para vir à escola e, então, quando eu saí de casa… E acrescenta algo que aconteceu. As próximas pessoas continuam a mesma história, colocando algo novo que aconteceu até que a última pessoa possa contar alguma coisa e terminar a história dizendo, por exemplo: Depois disso tudo, eu consegui chegar à escola! Repare como cada pessoa se expressa de um jeito na hora de contar algo que aconteceu, como cada pessoa usa a voz, os gestos e as expressões do rosto para destacar algumas partes da história. Quando os grupos terminarem de inventar as histórias, organizem o espaço onde a aula costuma ocorrer de forma que toda a turma possa se sentar em círculo, ao redor de uma fogueira imaginária. Depois que todos estiverem nos seus lugares, uma pessoa do grupo, ou o grupo todo, se preferirem, começa a contar a história do caminho de casa até a escola que o grupo inventou. Quando um grupo terminar, outro pode trazer sua versão da história. Lembrem-se: o tema da história será o mesmo, mas é importante observar como cada pessoa conta sua versão, afinal, cada pessoa vem de um lugar diferente, passando por caminhos diferentes, vendo, ouvindo, sentindo coisas diferentes no trajeto. E mesmo que algumas pessoas passem pelas mesmas ruas, por exemplo, cada um vê a rua de um jeito. Quando todos tiverem terminado, vocês podem conversar sobre as questões a seguir.
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ABERTURA DE UNIDADE
CONEXÃO Mostra as relações entre as linguagens da Arte, ampliando o olhar em relação ao fazer artístico.
O primeiro elemento constituinte da dança como linguagem artística é o movimento. Em todas as manifestações dessa linguagem, o movimento é o elemento principal: ele expressa emoções, ideias e ideais por meio de ações no tempo e no espaço. Na dança, o movimento também pode expressar assuntos abstratos. Seja de forma literal ou abstrata, a dança é uma expressão que se dá por meio de uma materialidade específica: o corpo. No cotidiano, as pessoas realizam um conjunto de movimentos e gestos espontâneos: caminhar na rua, ficar parado esperando o ônibus, ficar em pé conversando, sentar em cadeiras e bancos de praça, atravessar a rua... Você já se deu conta de que um mesmo movimento pode ser realizado de muitas maneiras diferentes? Faça um exercício simples: reserve uns minutos do seu dia para observar como as pessoas se movimentam, imaginando ser um diretor, um coreógrafo ou cientista que irá ajudar nas pesquisas no ramo das artes. Escolha uma forma simples mas eficiente de registrar suas impressões, anotando em um papel ou registrando na memória.
Representações do corpo na dança O que a dança representa para você?
Ingrid Silva em uma postura de balé. Rio de Janeiro, 2019.
Angela Zaremba
Veja as duas imagens escolhidas para a abertura desta trilha.
Jovens dançando frevo. Recife (PE), 2018.
As trilhas exploram diversas abordagens relacionadas com o tema estudado.
Pollyana Ventura/Getty Images
ABERTURA DE TRILHA
• Como as pessoas distribuem o peso do corpo nas duas pernas quando estão paradas em uma fila, esperando um ônibus ou alguém? • Pessoas diferentes se movem de modos diferentes e pessoais. Seria possível agrupar alguns modos de caminhar observando como cada pessoa movimenta braços, pernas ou pescoço à medida que anda? O corpo que um dia participou de brincadeiras é o mesmo corpo que um dia pode se especializar na arte da dança. Ao brincar com os colegas de se esconder, de saltar um obstáculo, de se equilibrar, você pratica os mesmos princípios que são utilizados por dançarinos profissionais. O mesmo acontece ao interagir com brinquedos de parques, onde podemos sentir as leis da física atuarem no nosso corpo. É o peso que potencializa diversas ações vistas nas danças, ele está em constante movimento no corpo, nos objetos e no espaço. Boa parte do trabalho de um dançarino profissional consiste em lidar com esse tipo de observação para incorporar e transformar suas impressões em seu repertório de gestos e movimentos dançados.
wavebreakmedia/Shutterstock.com
Antecipa o assunto da unidade, utilizando imagens e perguntas.
• Em cada uma delas, como estão os braços e as pernas das pessoas? • O que parecem estar dançando? • Como você descreveria os movimentos apresentados por cada pessoa? • Você percebe diferenças entre os movimentos realizados nas imagens? Descreva quais são eles. 148
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Família se divertindo em um parque com brincadeiras que exploram os movimentos corporais. Irlanda, 2016. 149
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