Na primeira vez que li, vivi uma experiência de encantamento diante de sua beleza estética. O bebê, nosso maestro e professor, surge com toda sua força e nos ensina a reger a orquestra e o ritmo do desenvolvimento emocional e simbólico na relação com o cuidador e o ambiente. Martha reproduz na estrutura do trabalho o método de observação de bebê proposto por Bick: em um primeiro momento as observações e depois as conjecturas e as teorizações. Apresenta relatos detalhados das observações de Pedro e Laura e, em seguida, o ritmo se entrelaça com a narratividade em três eixos: corporal, vocal e lúdico. A partir do olhar e do encontro com a função do ritmo na relação pais-bebês, podemos enriquecer nossa escuta e tomá-la como uma valiosa contribuição para justificar a importância do corpo na clínica psicanalítica. Convido o leitor a desfrutar dessa narrativa viva sobre o bebê, seu corpo e seu ritmo!
Maria Cecília Pereira da Silva
Psicanalista, membro efetivo e analista didata da SBPSP PSICANÁLISE
Este livro parte de observações clínicas inspiradas no método de observação de bebês de Esther Bick e são orientadas por um grande conhecimento na área dos cuidados da primeira infância. A pergunta que orienta a autora é se o ritmo dos cuidados parentais é algo decisivo na constituição do sujeito psíquico. Martha nos coloca a par das teorias vigentes e das novas indagações que o assunto não cessa de suscitar.
Martha Pereira de Almeida Pinedo PSICANÁLISE
Originalmente uma tese de mestrado, defendida na PUC-SP, este livro apresenta um texto bem escrito e elaborado, autoral e original, é um prazer lê-lo.
A função do ritmo na relação pais-bebês
Psicanalista formada pelo Centro de Estudos Psicanalíticos. Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Membro filiado ao Instituto Durval Marcondes da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Membro do Rieppi – Rede internacional de estudos sobre a Psicanálise e a Psicopatologia do Infans.
Pinedo
Martha Pereira de Almeida Pinedo
A função do ritmo na relação pais-bebês Uma visão psicanalítica
Inspirando-se em autores como Winnicott, Lebovici, Stern, Haag, Roussillon e Victor Guerra a autora demonstra que o bebê precisa ser suficientemente carregado e abraçado por seus cuidadores para que constitua um corpo próprio e se instale na saúde física e mental. Elisa Maria de Ulhôa Cintra
Psicanalista e professora do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP