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O ano em que me tornei psicanalista

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Capa_Mussi_O ano em que me tornei psicanalista_P3.pdf 1 06/04/2023 20:32:15

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De um modo geral, Tiago Mussi nos mostra que a interpretação psicanalítica é necessariamente terapêutica. A verdade é o alimento da alma. O relato das relações trânsfero-contratransferenciais fazem objeto de uma descrição clara e detalhada, mostrando que sempre que possível deve-se fazer um esforço nesse sentido. A linguagem poética do autor e a leveza das suas expressões nos fazem mergulhar no universo dessa constatação da sua vivência psicanalítica. Somente a vida psíquica e o pensamento podem nos retirar da rotina do ódio. Acredito que tornar-se psicanalista foi para o autor um ato de fé. Admar Horn

PSICANÁLISE

Tiago Mussi PSICANÁLISE

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Antes de mais nada, é para nós mesmos que escrevemos, testemunhando as lutas que travamos para resolver as dificuldades do encontro analítico. Tornamo-nos psicanalistas, entre outras coisas, por causa da relação entre psicanálise e verdade.

O ano em que me tornei psicanalista

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É psiquiatra e membro provisório da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ). Tem Mestrado em Psicologia pela Université Paris 13. Escritor de livros de ficção, é autor de Onde os paranoicos fracassam e Por que os loucos escrevemos livros tão bons? Em 2016, recebeu o Prêmio Rio de Literatura pelo romance Tão fútil e de tão mínima importância.

Mussi

Tiago Mussi

O ano em que me tornei psicanalista

Desafiando as regras de neutralidade e apagamento, neste livro o psicanalista Tiago Mussi se desnuda. Não por escândalo, mas por entender que o único caminho para se chegar à verdade é desmascará-la. Onde estará Tiago? Deitado no divã de Fernando, no papel de analisando? No gabinete de Teresa, agora como jovem psicanalista? Ou em sua própria poltrona, diante de uma paciente desassossegada, disposta a lhe subtrair o papel de psicanalista? A resposta pode ser: Tiago não está em nenhum dos três papéis, está entre os três. Move-se nesses desvãos escorregadios em que a vida pulsa e a psicanálise se desenrola. Formar-se não é conformar-se a uma ortodoxia ou a um ritual. Formar-se é deformar-se para se chegar, enfim, a quem já se é.

José Castello


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O ano em que me tornei psicanalista by Editora Blucher - Issuu