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O brincar como sinalizador de sofrimento psíquico

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O bebê é capaz de brincar? Como seria a expressão do brincar precoce, que antecederia o brincar simbólico? Poderíamos supor que a qualidade das primeiras explorações do bebê nos contaria algo sobre seu processo de adaptação ao mundo? A partir da perspectiva psicanalítica, pretendemos abordar em que medida o brincar sensorial do bebê é tomado como matéria-prima para a construção de suas relações objetais e qual o impacto da sua ausência no processo subjetivo da criança, comprometendo seu engajamento na produção do jogo simbólico. Partindo da hipótese de que o brincar tem uma dupla função, pois é por meio dele que o bebê acessa a intersubjetividade e a criança equaciona seus impasses psíquicos, propomos neste livro pensar de que forma o brincar pode ser visto como um importante sinalizador de sofrimento psíquico.

■ Prefácio de Bernard Golse

PSICANÁLISE

O brincar como sinalizador de sofrimento psíquico

Psicóloga formada pela PUC-SP, doutora pela Universidade de Paris 7. Entre os anos de 2005-2011 trabalhou como pesquisadora no PILE (Programme International pour le Langage de l’Enfant) (Paris-França). Pós-doutora pelo Instituto de Psicologia da USP. É autora de diversos artigos no campo da clínica da infância, dedicando-se ao tema do brincar e suas implicações na constituição da subjetividade da criança, além dos estudos associados aos primórdios do psiquismo e as psicopatologias decorrentes dos traumas precoces. É idealizadora e fundadora do Instituto Entrelacer Psicanálise & Infância.

PSICANÁLISE

Saboia

Camila Saboia

Camila Saboia

O brincar como sinalizador de sofrimento psíquico Construção da relação objetal da criança autista e suas implicações no trabalho de intervenção precoce

Este livro é endereçado a todos os profissionais envolvidos na prática do cuidado: aos clínicos que trabalham com a primeira infância, implicados diretamente em suas práticas pela exploração sob a forma do brincar precoce proposta por Camila Saboia; aos profissionais da clínica adulta, confrontados aos efeitos psicopatológicos do jogo que não pode ser jogado/ vivenciado em seu tempo e cujos fantasmas assombram as alcovas da psique em busca de uma experiência para se atualizar e tomar forma integrativa. Pois se a psique é convocada à necessidade de integrar as experiências subjetivas, as quais o sujeito foi confrontado na sua história, é por uma forma de jogo e somente por uma forma de jogo que é possível operar as transformações e os prazeres necessários a essa integração. René Roussillon


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O brincar como sinalizador de sofrimento psíquico by Editora Blucher - Issuu