Capa_Messias_Todos os monstros da terra_P5.pdf 1 27/07/2022 08:47:55
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PSICANÁLISE & CINEMA
bestiários do cinema e da literatura
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Adriano Messias, pesquisador e escritor, foi premiado com o Prêmio Jabuti de Comunicação com esta obra, a qual também conta com uma versão em língua espanhola. O livro adentra o conceito e a delimitação do gênero fantástico, investigando uma ampla tradição em torno dos monstros. Desde a Antiguidade até nossos dias, o autor nos mostra que essas criaturas que nos assustam e nos encantam podem ser entendidas como sintomas da cultura – pelo viés semiótico e pelo psicanalítico. Dessa maneira, mais do que apenas produto da criatividade, o monstruoso tem a força de demarcar processos políticos e culturais. Os corpos dos monstros, suas formas e funções, revelam-nos um alto nível de significação, mostrando-nos o que a sociedade oculta e marginaliza.
PSICANÁLISE & CINEMA
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Todos os monstros da Terra recompila a fantástica e prolífica fauna que habita nossa imaginação como espectadores e leitores. Por séculos, os bestiários foram compêndios sobre seres tanto naturais quanto fantásticos. A ideia, porém, ainda permanece conosco na forma das monstruosidades que povoam as páginas dos livros e as telas da ficção.
Todos os monstros da Terra:
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É pesquisador e autor de mais de 130 livros, incluindo uma vasta obra dedicada a crianças e jovens, com ênfase em histórias de seres fantásticos. Tem pós-doutorado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, é doutor em Comunicação e Semiótica, mestre em Comunicação e Sociabilidade e graduado em Jornalismo e Letras. É ainda autor de vários artigos em diversos idiomas e atua como tradutor e adaptador. Entre os vários prêmios que já ganhou, está o Prêmio Jabuti com Todos os monstros da Terra: bestiários do cinema e da literatura.
Messias
Adriano Messias
Adriano Messias
Todos os monstros da Terra Bestiários do cinema e da literatura 2ª edição revista e ampliada
Nesta obra, Adriano Messias se vale da plasticidade do meio cinematográfico para pensar uma estética do monstruoso que assinale os sintomas da cultura e o mal-estar de nossa época. Muitas vezes, os monstros foram usados como pretextos para se elaborar sistemas alegórico-morais e paradoxos econômicos, sociais, políticos e religiosos. Para o pesquisador, entretanto, essas formas que tanto assustam representam expressões do diverso e são compostas por signos que marcam distintos momentos críticos de processos sociais e políticos. O que, no futuro, talvez venha a a ser considerado “belo” pode parecer, hoje, monstruoso e feio. Afinal, nos bastidores da humanidade, nada é tão conservador e assemelha-se tanto à mediocridade quanto a perfeição. Fica aqui o convite a todos os que, alguma vez, se assustaram ou ainda se assustam com os monstros do cinema e da literatura: que possamos exorcizar o olhar moral e intolerante para com o outro, transformando o medo em compaixão e em postura ética.