Capa_Leite_O mal estar_P4.pdf 1 10/08/2022 09:40:42
Y
CM
MY
CY
CMY
K
PSICANÁLISE
PSICANÁLISE
M
O mal-estar na civilização digital, de Pedro Leite, é um livro necessário à comunidade psicanalítica. Em primeiro lugar, por abordar um tema da contemporaneidade e colocá-lo em relação com a experiência singular da clínica. Agamben, filósofo retomado por nosso autor, definiu o contemporâneo como aquilo que não podemos compreender. Nos cinco capítulos que compõem o livro, Pedro aborda o impacto sobre o psiquismo das novas tecnologias do mundo digital, que transformaram o mundo que conhecíamos até há vinte e poucos anos atrás, penetrando silenciosamente em nossa cultura e alterando as incidências da linguagem nas formas de nos relacionarmos com nosso corpo, com nossos outros, com nossos desejos e ideais. Não são transformações de pouca monta as que estão ocorrendo sob a civilização digital, e isso dá ideia da coragem necessária para começarmos a enfrentar esse desafio do ponto de vista psicanalítico.
O mal-estar na civilização digital
C
Psicanalista, psiquiatra e millennial. Membro efetivo e docente pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Membro-coordenador e docente no Núcleo de Psicanálise do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP. Autor do livro Uma flor nasceu na rua! A Psicanálise que continua a brotar por aí.
Souza Leite
Pedro Colli Badino de Souza Leite
Pedro Colli Badino de Souza Leite
O mal-estar na civilização digital
Pedro aceita o desafio colocado por Lacan em seu Discurso de Roma. Entre o terreno da clínica, da filosofia e da literatura, sua escrita constrói uma malha interpretativa que atesta a criatividade do analista frente às modalidades de sofrimento que questionam a clínica contemporânea. “Acho que tenho uma depressão TikTok”. O analista aceita conduzir-se pelas vias de resistências inesperadas do agir, do horror vacui, que se interpõem à sua escuta. Investiga processos de socialização da pulsão na formação do sintoma, para além das estruturas disciplinares do pacto edípico. Mas se os imperativos de transparência e predição digital, que participam do surgimento do sujeito de hoje, são reconhecidos como modalidades de alienação, eles são também o lugar clínico de criação de respostas singulares às imposições inconscientes da era digital.
Sandra Lorenzon Schaffa Membro efetivo e analista didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP)