Histórias da Margem é o livro de uma verdadeira pesquisadora. E o que é uma verdadeira pesquisadora? Alguém que soma à curiosidade natural da espécie humana certo talento para fazer boas perguntas, persistência para procurar respostas para elas, um bocado de discernimento para percebê-las quando as encontra, e a disciplina necessária para manter o foco em meio às digressões inevitáveis por temas vizinhos aos que escolheu abordar. Flávia Ripoli certamente se encaixa neste perfil. Um dos centros do seu trabalho é o exame de todas as referências à homossexualidade e à lesbianidade nas mil e seiscentas páginas das Atas da Sociedade Psicanalítica de Viena, devidamente inseridas nos seus contextos histórico, político, científico, teórico e clínico. Epistemologicamente rigorosa, metodologicamente consistente, finamente cinzelada no aspecto literário, demonstrando sensibilidade nas discretas referências à sua clínica, a estreia dessa jovem colega na cena cultural brasileira e na arena dos debates psi não poderia ser mais auspiciosa. Seja bem-vinda! Renato Mezan PSICANÁLISE
Histórias da margem
Psicanalista, psicóloga e mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em formação no curso de Psicanálise do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. Atua em consultório particular, com áreas de pesquisa voltadas para a história e epistemologia da psicanálise, história do movimento LGBTQIAP+ e teorias de gênero.
PSICANÁLISE
Ripoli Martins
Flávia Ripoli Martins
Flávia Ripoli Martins
Histórias da margem Lésbicas, gays e os primeiros psicanalistas
Pense em temáticas fundamentais do nosso tempo: gênero, identidades, patriarcado, cisnormatividade, população LGBTQIAP+. Some a isso temas que interessam aos psicanalistas: Freud, os primeiros analistas, as Atas da Sociedade Psicanalítica de Viena, teorias e manejos clínicos das questões gays e lésbicas. Todos esses assuntos são abordados em Histórias da Margem, que nos leva aos primórdios da psicanálise para discutir questões pungentes e atuais. Com rigor teórico e investigativo, Flávia faz parte de uma nova geração de psicanalistas que revisita a historiografia da Psicanálise, buscando o que ficou de fora para evidenciar limites e tensões e fazer avançar nossos saberes e práticas, sem temer o encontro com outros campos, como a Filosofia e a História. Paula Peron
Professora doutora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), membro do Grupo Brasileiro de Pesquisas Sándor Ferenczi e do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.