Capa_Krakov_Minhas duas supervisoes_P1-1.pdf 1 02/05/2022 20:23:15
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Nos últimos vinte anos venho explorando esse problema que se circunscreve conceitualmente como a eficácia psicanalítica. Esse é o eixo conceitual do livro, em que proponho viajar “nos ombros de um gigante”. Tenho certeza de que Sigmund Freud, ao descobrir e postular a existência do inconsciente psíquico, adquiriu a dimensão de um Gigante e foi graças a minha localização que pude gerar conceitualmente uma contribuição que acredito poder enriquecer o campo psicanalítico.
Héctor Alberto Krakov PSICANÁLISE
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Depois de mais de cinquenta anos no exercício da profissão de psicanalista e não tenho dúvidas de que é muito difícil saber “o que é a psicanálise”. Claro, não estou me referindo ao que os autores ou escolas dizem sobre a psicanálise. O difícil é ter uma noção clara da psicanálise como ferramenta terapêutica. Para ir direto ao ponto: como a psicanálise cura?
Sob os ombros de um gigante
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Médico psicanalista. Membro titular com funções didáticas pela Associação Psicanalítica Argentina (APA). Doutor em Psicologia pela Universidade de Salvador. PhD. (USAL-APA. 2015). É autor dos livro Sobre os ombros de um gigante: da base rochosa subjacente à eficácia psicanalítica (Blucher, 2022), Minhas duas supervisões com André Green: a clínica psicoanalitica em debate (Blucher, 2022), Psicoterapia desde una perspectiva vincular: diseño de una guía clínica (Ricardo Vergara, 2020), De que se trata? Uma resposta possível (Blucher, 2021) e Temas de casal. ConflitosAchamentos-Propostas (2016).
Krakov
Héctor Alberto Krakov
Sobre os ombros de um gigante Da base rochosa subjacente à eficácia psicanalítica
PSICANÁLISE 978-65-5506-332-5
A tramitação psíquica em uma análise seria realizada em duas etapas. Inicialmente, por meio de atos transferenciais com o analista. E, apenas em um segundo momento, seria possível abranger o que é posto em ato por meio do pensamento reflexivo. As cenas que se repetem na transferência possuem argumentos e personagens, para os quais a précondição para a mudança psíquica ocorrerá quando os pacientes, encarnando o “outro” da repetição insistente, nos colocarem em “seu lugar” da cena original. A modificação psíquica será efeito da apropriação subjetiva que o paciente fizer de um certo “fazer” do analista, diferentemente da atitude que o paciente tinha no momento em que a cena repetitiva foi instalada no momento original. A apropriação desse “fazer diferente” do analista condicionará o paciente a se desidentificar do outro, que estava em vigor em sua vida psíquica. A desancoragem e a mudança que isso acarreta permitirão que a cena seja desarticulada e perca validade.