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Fronteiras do Des-amparo e as Vicissitudes da Pandemia

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Capa_Nunez_Fronteiras do des-amparo_P5.pdf 1 14/07/2022 18:11:05

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Podemos articular a experiência psicanalítica a um mergulho profundo – deep zoom – tal como o do Hubble para o espaço cósmico, na direção das dimensões infinitas e também espantosas da mente humana e do inconsciente. Uma viagem no desenvolvimento da elaboração ou pelo menos da capacidade de manter-se lúcido e funcional diante do nosso desamparo natural. Claudio Castelo Filho

PSICANÁLISE

Organizadora

Walkiria Nunez Paulo dos Santos PSICANÁLISE

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Este importante volume organizado por Walkiria Nunez Paulo dos Santos, e para o qual também contribuí com um capítulo, foi desenvolvido a partir de um grupo por ela constituído para estudar o tema que coloca em destaque: as vivências de desamparo comuns a todos os seres humanos e as diferentes maneiras de se lidar com elas, tanto as mais “felizes” quanto as mais “infelizes” em termos práticos para a lida da vida cotidiana. São trabalhos calcados na ampla experiência clínica de seus autores e é a partir dessa prática que a escrita se desenvolve.

Fronteiras do Des-amparo e as vicissitudes da pandemia

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É psicanalista pela IPA e membro associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. É especialista em Psicologia Clínica pela área de Tocoginecologia do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Santos e dedica-se à psicanálise desde 1979. Apresenta e coordena trabalhos em congressos da Febrapsi, Fepal e IPA. Autora de capítulo e organizadora do livro Des-amparo e a mente do analista (2018) pela editora Blucher. Autora do livro O prazer no Pensar – Prazer criativo (2019) pela mesma editora. É criadora e coordenadora do grupo de estudos Des-amparo e a mente do analista da SBPSP. Coordenadora da DAC setor de Cursos, Jornadas e Simpósios da SBPSP.

Nunez

Walkiria Nunez Paulo dos Santos

Fronteiras do Des-amparo e as vicissitudes da pandemia

Wilfred R. Bion (1978) coloca: “Um problema que – parece-me – é muito importante e, penso, tornar-se importante a cada dia é o de observar. [...] Não conheço nenhum trabalho científico que não se alicerce em observação; Caso uma pessoa descubra que não pode enxergar, vai sondar o ambiente, provavelmente utilizando-se de uma bengala para tocar o chão, confiando nessa bengala para obter informação. Quando consideramos algo, supostamente a mente humana: que tipo de bengala, ou instrumento, utilizaremos, para nos prover de fatos que podemos ser capazes de interpretar? Alega-se que a psicanálise é um destes tipos.” (pp. 61-62) Penso ser o livro um instrumento para que psicanalistas, profissionais de saúde e educação possam experienciar a realidade em uma dimensão profunda, ou se aproximarem do equivalente a um estado de “consciência consciente”.


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Fronteiras do Des-amparo e as Vicissitudes da Pandemia by Editora Blucher - Issuu