Ribeiro | Cintra
Elisa Maria de Ulhôa Cintra Psicanalista, professora do programa de pós-graduação em Psicologia Clínica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Coordenadora do Laboratório Interinstitucional de Estudos da Intersubjetividade e Psicanálise Contemporânea (LipSic).
Os três atos e treze capítulos que compõem este livro nos oferecem uma ideia aproximada da variedade de horizontes e ângulos filosóficos, teóricos e clínicos que o pensamento de Wilfred R. Bion nos descortina. Dizemos “ideia aproximada” porque talvez sejam inesgotáveis os aspectos que essa obra comporta e que são de interesse para o psicanalista. Há muitos modos de se aproximar de Bion e de se “apropriar” (se é que a palavra se aplica) de temas e ideias bionianas; todos esses modos e caminhos são fecundos, úteis, estimulantes e, frequentemente, nos conduzem a... mistérios. Às vezes, vale a pena o esforço de trazer alguma luz aos mistérios; outras vezes, o melhor é dar mais espaço a eles, expandir nossa capacidade psíquica de tolerá-los e fazê-los operar em nossa mente. Não por acaso, a última parte da coletânea associa o vir a ser do analista a um certo emaranhamento inconsciente.
PSICANÁLISE
Vastas emoções e pensamentos imperfeitos
Psicanalista, professora doutora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP). Orientadora de mestrado e doutorado no programa de pós-graduação em Psicologia Clínica do IPUSP. Coordenadora do Laboratório Interinstitucional de Estudos da Intersubjetividade e Psicanálise Contemporânea (LipSic). Site: www.marinarribeiro.com.
Este livro resulta de um evento online realizado em agosto de 2022 promovido pelo Laboratório Interinstitucional de Estudos da Intersubjetividade e Psicanálise Contemporânea (LipSic).
Organizadoras PSICANÁLISE
Marina F. R. Ribeiro
Marina F. R. Ribeiro Elisa Maria de Ulhôa Cintra
Vastas emoções e pensamentos imperfeitos Diálogos bionianos
A atividade reuniu aqueles com coragem e disposição psíquica para o diálogo e para a pesquisa clínica psicanalítica. Precisamos do encontro de várias mentes para que novos pensamentos sejam elaborados e para que a psicanálise continue a ser, como escreveu Bion, uma sonda que expande o próprio campo que investiga. Um psicanalista, em seu ofício, é sempre um pesquisador; a academia é uma maneira de realizar uma pesquisa estruturada que aprofunda e amplia o arcabouço teórico e o pensamento clínico.