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Oceano

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Perrini

Edival Perrini Nasceu em 23 de outubro de 1948, em Curitiba - PR. Autor de seis livros de poemas, entre eles Armazém de ecos e achados

Edival Perrini

OCEANO

Apesar de sua induração, o ferro,

poesia

renitente e inflexível, consente à umidade o gozo escarlate da ferrugem.

OCEANO

(2001), O olho das águas (2009), e de Fandango do Paraná: olhares, prosa sobre fotos de Carlos Zanello de Aguiar (2005). Médico pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), psiquiatra pela Associação Brasileira de Psiquiatria, psicanalista pela International Psychoanalytical Association (IPA), Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e membro fundador da Sociedade Brasileira de Psicanálise

No Oceano, mergulha-se a dois. Aqui, mergulhamos com Edival Perrini, que nos leva a águas lúdicas, ora lúcidas, outras lunáticas, profundas, azuis e claras, escuras e densas, repletas de seres do oceano – da dimensão poética, dos seres humanos. Molhadas por aquele brilho intenso e fugaz que o sol as vezes faz sobre a superfície do mar. Aqui, não se apresse. Ele, ali se demora... vira céu, nuvem, areia, pássaro e volta a ser oceano - o Edival. Não sei se escreve ou pinta palavras nas telas que encontra, no ar, no papel, na mente. No escafandro do sonhar, ele nos leva lá - já disse o homem ou foi o poeta? Foram juntos, o poeta salvou o homem: deu-lhe o assombro, a chuva, a ressaca, o dilúvio. O corpo, a noite, o desejo - o refúgio. A alga, o menino – e o avô, salvou-o do afogamento. Havia um pedaço de mar, e Edival inventou as ondas. Aqui ele está, à beira-mar de seu oceano. Almar.

de Curitiba. Participa do Encontrovérsia, grupo de estudos e compartilhamento de literatura e poesia, desde 1980. Com

Cláudia Antonelli Psicanalista e escritora (No calor

o Encontrovérsia publicou quatro

das coisas, Blucher, 2023).

antologias poéticas. www.taoeditora.com.br


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