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Sérgio Telles revela com este conjunto de textos um perfeito domínio do gênero. Alternando o ponto de partida de seus contos entre situações corriqueiras e inesperadas, ele consegue instaurar climas insólitos que fascinam e prendem o leitor – cumprindo, assim, o postulado básico da boa literatura. (...) Constituído basicamente por registros urbanos, Mergulhador de Acapulco impressiona pela variedade das situações que aborda, alternando climas introspectivos e outros explícitos. Todos marcados por uma construção elaborada, que configura, afinal, uma vigorosa visão do mundo contemporâneo.
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Marçal Aquino Observo em Sérgio Telles uma personalidade definida, nitidamente marcada em todos os seus contos, mesmo quando não há uma semelhança evidente entre eles. É a impressão digital, o polegar no papel, que a maioria não possui. Outra qualidade do autor: não segue figurinos, não é pingente de estilos e maneirismos consagrados, não vai de Joyce e nem de Kafka. Discípulos e repetidores cansam. Marcos Rey
Sérgio Telles
Mergulhador de Acapulco
2ª edição Mergulhador de Acapulco
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É psicanalista e escritor, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae (São Paulo) onde coordena o grupo “Psicanálise e Cultura” e faz parte do corpo editorial da revista Percurso. É autor de diversos livros de literatura e psicanálise, tem artigos publicados na grande imprensa e revistas especializadas. Foi cronista do jornal O Estado de São Paulo. Ganhador do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de Literatura na categoria Contos, em 2002, com o livro Peixe de Bicicleta.
Telles
Sérgio Telles
Seus contos têm um padrão de qualidade invejável e não dá para dizer de qual ou de quais gostei mais – todos são melhores. Sérgio Telles é um escritor malicioso (no bom sentido), começa sorrateiro, como quem está apenas ciscando, e quando o leitor percebe está enredado, envolvido e aceso. Essa é uma técnica que não se aprende. Quem a intui é escritor. J. J. Veiga
Sérgio Telles é um escritor inegavelmente talentoso e a maioria dos contos revela o domínio seguro da linguagem ficcional, a destreza para lidar com fragmentos, recortes da vida que se adaptam muitíssimo bem à forma escolhida. Lênia Márcia Mongelli