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A cientificidade da psicanálise

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É professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), onde ministra e coordena disciplinas de Psicologia e de Ética. Graduado em Psicologia e em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), é doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

série

PSICANÁLISE CONTEMPORÂNEA Coord. Flávio Ferraz PSICANÁLISE

Vitor Orquiza de Carvalho Marcelo Galletti Ferretti

A cientificidade da psicanálise Novos velhos horizontes

A cientificidade da psicanálise

Marcelo Galletti Ferretti

O livro que se tem em mãos foi organizado para quebrar os acordos silenciosos que se formaram no entorno deste elephant e para refletir sobre os novos velhos horizontes que circunscrevem a questão da cientificidade da psicanálise. O intuito desta obra é o de mostrar como, por mais que não seja possível encontrar uma solução para a cientificidade da psicanálise, os problemas que ela enfrenta ainda podem contribuir para a atualização do que a cerca, para a comunicação com outras áreas, para o próprio sentido de cientificidade e para as possibilidades de se fazer ciência no universo psicológico.

Organizadores

PSICANÁLISE

É professor de Psicologia e Ética da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP). Doutor em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e graduado em Psicologia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Carvalho | Ferretti

Vitor Orquiza de Carvalho

Freud continua sendo atacado e excessivamente adorado, como também a sua psicanálise continua sendo alvo de inúmeras críticas sobre a sua validade científica. Segue, assim, sendo alvo tanto de ataques contundentes quanto de uma admiração excessiva, e sua proposta ainda é amplamente debatida em relação à sua cientificidade. Esporadicamente, alguém elabora algo para, mais uma vez, “desmascarar” a psicanálise, seja acusando-a de faltar com as evidências empíricas, seja ressuscitando critérios ultrapassados de falsificacionismo. É intrigante como, quando uma crítica desse tipo ressurge, parece estar conectada a algo que sempre esteve presente, provocando um desconforto em relação a uma questão insolúvel. Isto é, essas críticas apontam para um problema óbvio que, ao mesmo tempo, é deliberadamente ignorado, embora não devesse ser – como no sentido da expressão em inglês we can’t keep ignoring the elephant in the room.


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A cientificidade da psicanálise by Editora Blucher - Issuu