Capa_Telles_Casas de Freud_P2.pdf 1 28/03/2023 23:53:59
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Betty Fuks
PSICANÁLISE
Sérgio Telles PSICANÁLISE
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Dono de invejável cultura, acuidade de raciocínio e sensibilidade crítica, Sérgio Telles revela uma capacidade inquietante de viajar, como um nômade, pela escritura da psicanálise e pela produção artística. Um errante: entra e sai do estranho país freudiano, trazendo sempre uma perspectiva de fora de criadores consagrados, como Van Gogh, Tchekhov, Maupassant, Machado de Assis, Spencer Tunick, Munch, Santa Teresa d’Ávila, Guimarães Rosa e Paul e Jane Bowles. Mas não para por aí: a consciência de que todo analista é também um crítico da cultura que testemunha faz com que Telles agregue à série de ensaios que compõem o livro alguns textos sobre o mal-estar na civilização.
Visita às casas de Freud e outras viagens
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É psicanalista e escritor, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo, onde coordena o grupo Psicanálise e Cultura e faz parte do corpo editorial da revista Percurso. Membro fundador da Associação Brasileira de Psicanálise de Casal e Família (ABPCF). Tem artigos publicados em revistas especializadas e escreve na grande imprensa. Autor de vários livros, entre eles O psicanalista vai ao cinema, em três volumes, cujas novas edições foram publicadas pela Blucher em 2022. Em 2002, foi vencedor do Prêmio APCA de Literatura na categoria Melhor Livro de Contos com a obra Peixe de bicicleta (Tao, 2ª edição, 2022).
Telles
Sérgio Telles
Visita às casas de Freud e outras viagens 2ª edição
Depois de descobrir o Inconsciente no trato com as histéricas, Freud – em rápida sucessão – constata sua presença em outras patologias e na própria “normalidade”: há um funcionamento psíquico cuja produção escapa totalmente à consciência e à lógica racional, produção essa que se manifesta na sintomatologia dos “loucos” e nos sonhos dos “normais” e que se expressa por meio de uma linguagem cifrada, até então incompreensível a ponto de ser-lhe negada qualquer significação. Freud organiza, então, um edifício teórico abrangente, e é capaz de nele incluir toda manifestação do psiquismo humano. As relações entre psicanálise e cultura constituem um tema de excepcional importância, tanto que em Um estudo autobiográfico Freud revela que, a partir de 1923, depois de ter se dedicado por muito tempo às ciências naturais, à medicina e à psicoterapia, seu interesse maior se voltara para os problemas culturais que o fascinavam desde a juventude, o que o levou a escrever livros como O futuro de uma ilusão e O mal-estar na cultura.