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Vida Psíquica do Bebê

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Capa_Guerra_Vida psiquica_P2.pdf 1 07/10/2022 19:46:49

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A sensibilidade e o entusiasmo de Victor Guerra em compartilhar suas ideias e descobertas estarão sempre presentes entre aqueles que com ele conviveram. E agora o leitor brasileiro terá a oportunidade de conhecer mais de perto o pensamento do autor. Devido à sua abrangência, a obra pode interessar aos profissionais da área da saúde, da educação e a todos que se interessam pelo diálogo interminável entre a arte e a psicanálise. Carla Braz Metzner PSICANÁLISE

PSICANÁLISE

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O autor, ao considerar a intersubjetividade e o processo de subjetivação para pensar os adoecimentos psíquicos, se diferencia da tendência classificatória atual, geralmente assertiva e centralizada em diagnósticos baseados em sintomas, o que leva ao fechamento de sentido. O autor traz à tona uma problemática importante e atual para pensarmos os sofrimentos psíquicos na infância em uma abordagem psicanalítica, com uma concepção de saúde mais abrangente e dinâmica que permite a ampliação do raciocínio clínico.

Vida psíquica do bebê

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Víctor Guerra (1958-2017), psicólogo e psicanalista uruguaio, foi integrante da Asociación Psicoanalítica del Uruguay (APU), e membro da Diretoria de crianças e adolescentes da Federação Psicanalítica da América Latina (FEPAL), de 2014 a 2016. Foi um dos principais idealizadores da Declaração de Cartagena, apresentada no Congresso Fepal de 2016, na qual psicanalistas das sociedades de Psicanálise da América Latina declararam-se a favor do trabalho analítico com crianças e adolescentes com transtornos do espectro autista. A partir da sua experiência e pesquisa clínica, desenvolveu e divulgou um filme ilustrativo com os indicadores de intersubjetividade, que mostra como o bebê constitui seu processo de subjetivação em coconstrução com os presença dos objetos primários durante o primeiro ano de vida, avançando desde o encontro de olhares até o prazer de brincar juntos.

Guerra

Víctor Guerra

Víctor Guerra

Vida psíquica do bebê

A parentalidade e os processos de subjetivação

Quando penso sobre a obra de Victor Guerra, não posso fazê-lo sem sentir a vida. Então, sinto e penso que Victor vivia adentrando livrarias brasileiras para garimpar arte, poesia. A sua vasta biblioteca, em Montevideo, continha mais arte do que psicanálise. Foi assim com Freud e tantos outros, cujas obras não alcançariam um sentido metapsicológico sem o alicerce da estética. O autor, que também alçou patamar elevado em sua metapsicologia, não o faria sem tal estofo. Especialista no poeta brasileiro Manoel de Barros, esse psicanalista e poeta uruguaio dispôs-se a pensar sobre o começo de nossas vidas, lá onde reina o ritmo dos encontros iniciais, decisivos. Nos ensinou tanto, que já não é possível determinar. E, mesmo sob a dor de sua ausência física, basta lê-lo para continuar pensando, sentindo, aprendendo.

Celso Gutfreind


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