Cassorla
Neste livro, renomados especialistas se valem da psicanálise para abordar as turbulências emocionais que fazem parte do processo adolescente. Conflitos relacionados à aquisição da identidade adulta potencializados por traumas ambientais e eventuais déficits nos processos de simbolização resultam em sofrimentos corporais, emocionais e sociais. Entre outros temas, se discutem, em forma estimulante, os lutos e a depressão, a desvitalização, os atos impulsivos, os transtornos alimentares, a automutilação, a simbiose, o suicídio e importantes aspectos técnicos do tratamento psicanalítico, com ênfase nas características do profissional. Silvia Flechner Associação Psicanalítica do Uruguai
A turbulência adolescente
É membro efetivo e didata das Sociedades Brasileiras de Psicanálise de São Paulo e Campinas. Professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde fez parte do Setor de Adolescentes. É autor e consultor do Dicionário Enciclopédico da IPA (Associação Psicanalítica Internacional) e foi membro do Conselho Editorial do International Journal of Psychoanalysis. É coordenador do Working Party “Microscopia da Sessão Analítica”. Autor, entre outros, dos livros O psicanalista, o teatro dos sonhos e a clínica do enactment (2016), Estudos sobre suicídio (2021), ambos da editora Blucher, e The Astonishing Adolescent Upheaval in Psychoanalysis, com Silvia Flechner, (2024). Recebeu o prêmio internacional Sigourney, em 2017, pelo conjunto de suas contribuições à psicanálise.
Organizador
PSICANÁLISE
R. M. S. Cassorla
R. M. S. Cassorla
A turbulência adolescente Estudos psicanalíticos
PSICANÁLISE
O adolescente se defronta com o trabalho de busca de uma identidade adulta. A turbulência emocional implica descobrir, confusamente, o que se está sendo e as transformações evolutivas e involutivas através das quais se busca o que se será. O que será é fator do que se foi (ou não se pôde ser, por más elaborações e traumas infantis), e daquilo que se poderá usar de si mesmo e dos objetos (outras pessoas com as quais se identificará) agora e no futuro. Mas, aquilo que se poderá usar, tanto de si como dos objetos, vai depender do que se poderá fazer, ainda – durante a adolescência –, com aquilo que está sendo revivido ou tentado reviver, somado às novas experiências que advirão da relação íntima com os demais e, em especial, com o analista.