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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura - 6ª edição

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Durante trinta anos atuando como projetista de instalações, o engenheiro Roberto de Carvalho Júnior constatou vários problemas de compatibilização entre os projetos arquitetônico, estrutural e de instalações hidráulicas e elétricas. Como professor da disciplina de instalações prediais em faculdades de Arquitetura e Urbanismo, o autor observou a carência e a importância de uma bibliografia que atendesse às necessidades de aprendizado e consulta sobre as interfaces físicas e funcionais do projeto arquitetônico com as instalações elétricas prediais.

Este livro foi desenvolvido com a finalidade de apresentar ao arquiteto, projetistas e alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo uma visão conceitual mais didática, prática e simplificada de instalações prediais elétricas e de telefonia, bem como mostrar a necessidade da integração dessas instalações com os demais subsistemas construtivos envolvidos na construção do edifício.

E O PROJETO DE ARQUITETURA

Na parte 1, do presente livro, são apresentados os principais conceitos das instalações elétricas prediais bem como das instalações de telefonia, com enfoque na arquitetura. Na parte 2 são abordadas as principais interfaces, novas tecnologias e conceitos dessas instalações com o projeto arquitetônico.

ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR É engenheiro civil, licenciado em Matemática, com habilitação em Física e Desenho Geométrico. Pós-graduado em Didática do Ensino Superior e mestre em Arquitetura e Urbanismo. Projetista de instalações prediais, desde 1982, já elaborou inúmeros projetos de edificações de médio e de grande porte, executados em várias cidades do Brasil.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Desde 1994, atua na área acadêmica, em faculdades de Arquitetura e Urbanismo, como professor universitário das disciplinas de instalações prediais e infraestrutura urbana. É palestrante e autor de artigos e publicações em diversos jornais e revistas do país voltadas à construção civil, falando especificamente sobre assuntos relacionados a sua área de atuação.

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6.ª edição revista e ampliada

ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR

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E O PROJETO DE ARQUITETURA

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

CARVALHO JÚNIOR

1 Instalações elétricas prediais 2 Fornecimento de energia elétrica 3 Padrão de entrada 4 Equipamentos de utilização de energia elétrica 5 Tensão e corrente elétrica 6 Potência elétrica 7 Potência elétrica total instalada 8 Quadro de distribuição de circuitos 9 Prumadas elétricas e caixas de passagem 10 Circuitos da instalação 11 Aterramento do sistema 12 Dispositivos de proteção para baixa tensão 13 Componentes utilizados nas instalações 14 Dispositivos de manobra 15 Tomadas de corrente 16 Aparelhos de iluminação 17 Instalações prediais de telefonia 18 Simbologia básica 19 O quadro de medição de energia no projeto arquitetônico 20 Os equipamentos e suas interfaces com a arquitetura 21 Previsão de pontos de elétrica em instalações residenciais 22 Instalações de antenas e suas interfaces com as redes elétricas 23 Instalações de para-raios e suas interfaces com a arquitetura 24 Adequação das instalações para portadores de necessidades especiais 25 Luminotécnica 26 O consumo de energia em residências 27 Sistemas de condicionamento de ar 28 Os refrigeradores e balcões frigoríficos 29 Previsão de cabinas de força no projeto arquitetônico 30 Casa de bombas no projeto arquitetônico 31 Previsão de shafts e áreas técnicas 32 Elevador elétrico 33 Novos conceitos e tecnologias em sistemas prediais 34 Avanços tecnológicos no suprimento de energia 35 Edifícios inteligentes (com alta tecnologia) 36 Instalações elétricas em alvenaria estrutural 37 Instalações elétricas em Sistema Drywall 38 Instalações elétricas em Sistema Steel Frame 39 Instalações elétricas em Sistema Wood Frame 40 Instalações elétricas em Sistema Construtivo Concreto + PVC 41 Referências bibliográficas

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ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E O PROJETO DE ARQUITETURA 6.ª edição revista e ampliada

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Instalações elétricas e o projeto de arquitetura © 2015 Roberto de Carvalho Júnior 6.ª ed. revista e ampliada Editora Edgard Blücher Ltda.

FICHA CATALOGRÁFICA Rua Pedroso Alvarenga, 1245, 4-º andar 04531-012 - São Paulo - SP - Brasil Tel.: 55 11 3078-5366 contato@blucher.com.br www.blucher.com.br

Segundo Novo Acordo Ortográfico, conforme 5. ed. do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, Academia Brasileira de Letras, março de 2009. É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem autorização escrita da editora.

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Todos os direitos reservados pela Editora Edgard Blücher Ltda.

Carvalho Júnior, Roberto de Instalações elétricas e o projeto de arquitetura/Roberto de Carvalho Júnior. - 6. ed. - São Paulo: Blucher, 2015.

Bibliografia ISBN 978-85-212-0883-9 1. Instalações elétricas - Projetos e plantas I. Título

14-0819

CDD 531

Índices para catálogo sistemático: 1. Instalações elétricas - Projetos e plantas

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Aos meus queridos e inesquecíveis avós Lucato e Lucrécia (in memoriam)

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AGRADECIMENTOS

Tive a sorte de contar com bons professores, colegas e colaboradores que, direta ou indiretamente, influenciaram este trabalho. Sou particularmente grato ao arquiteto Prof. Dr. Admir Basso, da Escola de Engenharia de São Carlos-USP, que despertou meu interesse pelo estudo das instalações prediais e suas interfaces com a arquitetura. Devo especiais agradecimentos ao arquiteto, professor e mestre Ésio Glacy de Oliveira, que contribuiu para o desenvolvimento das ideias que se tornaram base e enfoque deste livro; ao engenheiro eletricista Geraldo Pansiera Júnior, que colaborou na revisão técnica deste trabalho; à Diretoria de Comunicação Empresarial e Relações Institucionais-Marketing da CPFL, que autorizou a transcrição de trechos e desenhos das normas publicadas pela CPFL; à Prysmian Cabled & Sistems, que disponibilizou seu Manual de instalações elétricas residenciais para a transcrição de alguns parágrafos e desenhos para fi ns didáticos; às bibliotecárias, Marilda Colombo Liberato e Ana Paula Lopes Garcia Antunes, que colaboraram na pesquisa sobre novos conceitos e tecnologias em instalações elétricas prediais; ao arquiteto Virgilio Zanqueta, que gentilmente elaborou a capa deste livro; ao arquiteto Mário Sérgio Pini, Diretor de Relações Institucionais do Grupo Pini, que acreditou neste trabalho, tornando-se um grande aliado na luta para a realização do sonho de editá-lo; à Editora Edgard Blücher pelo apoio e profissionalismo nesta parceria com o autor.

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PREFÁCIO À 4.ª EDIÇÃO

Até o fi m do século XIX não existia iluminação elétrica nas edificações. Do ponto de vista prático, as instalações elétricas e de comunicações prediais são uma inovação do início do século XX. É compreensível, portanto, que as escolas de belas-artes não se preocupassem em dar qualquer treinamento específico aos seus arquitetos. Mesmo na FAU/USP, fundada em meados do século XX, as informações sobre instalações elétricas eram parte pequena do curso de construção civil e não constituíam disciplina autônoma, como não se constituem até hoje. O resultado desse atraso foi uma inadequação dos formandos para se entenderem com o projetista de instalações elétricas que deveria embutir essas instalações onde conseguisse, isto é, no forro, nas lajes e nas paredes, causando a menor perturbação possível à arquitetura. Ora, ocorre que ao longo do século inicia-se um processo, que continua até hoje, de colocar demandas cada vez maiores de energia. As edificações são invadidas por uma diversidade de aparelhos elétricos e eletrônicos com potências crescentes. Mais importante, talvez, foi a introdução dos condicionadores de ar, que chegaram a ser responsabilizados por graves incêndios ocorridos nas edificações. Ao par disso, as normas brasileiras e internacionais vão se tornando mais complexas e exigentes. A tudo isso se acrescente o desenvolvimento da luminotécnica e as exigências cada vez maiores dos usuários. Outro complicador nesse processo foi o desenvolvimento dos sistemas de comunicação. No começo do século XX, tudo que se queria era um ponto de telefone em cada residência. Hoje, os sistemas de comunicação interna, os porteiros eletrônicos e os sistemas de interfone vão se tornando cada vez mais ubíquos. Mais recentemente a televisão a cabo e os sistemas de cabos para redes internas de computadores vão também exigir seu espaço nos projetos.

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De outro lado, as normas de proteção contra incêndio e outros sistemas de segurança fazem-se presentes com sensores, alarmes, câmeras de televisão e supervisão. A presente obra aborda essa problemática de duas formas. Na Parte I, são expostos os conceitos, normas e exigências dos projetos de instalações, desde a simbologia básica até as diretrizes para as antenas de televisão, para-raios, telefonia etc. Na Parte II, a interfaces com o projeto arquitetônico são examinadas. O texto parte do exame dos conceitos básicos dos projetos luminotécnicos e prossegue até as implicações para os sistemas contrutivos mais modernos. Em particular, são abordadas as questões ligadas aos sistemas de ar condicionado e aos elevadores. Dessa forma, o livro se constitui em apoio fundamental ao cotidiano do arquiteto, mas não apenas dele, como também dos engenheiros e projetistas que com ele dialogam na sua atividade profissional. Trata-se, pois, de importante contribuição para a qualidade do projeto e, portanto, da própria arquitetura. Prof. Dr. Geraldo G. Serra Arquiteto, Mestre, Doutor e Livre-Docente em “Estrututas Ambientais Urbanas”. Ex-Professor Titular de Tecnologia da Arquitetura da FAU/ USP, foi Pró-Reitor de Pesquisas da USP, autor de centenas de projetos de arquitetura e urbanismo.

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PREFÁCIO À 3.ª EDIÇÃO

“Arquitetura não se ensina; se aprende.” Portanto, é preciso motivar o estudante, para que ele assuma e se integre num processo de trabalho permanente, a fi m de seguir interessando-se pelo seu campo de estudo e conhecimento, autonomamente, com independência dos programas da Escola. Essa livre reflexão, sobre a base da formação do arquiteto contemporâneo, nos remete ao cumprimento dos currículos das matérias ditas técnicas das FAUs, sempre penoso para alunos e professores. No meu tempo, tirar nota 5 em Geometria Descritiva, no primeiro ano, “valia” o diploma. O autor e professor Roberto Carvalho Jr., engenheiro civil, mestre em Arquitetura e Urbanismo, projetista de Instalações Prediais, convencionais e complexas, convenceu-se de que, para o apoio de suas atividades, junto a estudantes, futuros arquitetos, era necessário um formato mais adequado para a abordagem do conhecimento técnico de sua área de dedicação. Todo o sentido de seu trabalho foi “espacializar” a questão das instalações prediais, motivando o aluno não somente a tratar da questão, com foco em pré-projeto e pré-dimensionamento, mas também apreciá-la, sob um novo e pertinente ângulo: a óptica da Arquitetura. É com convicção que afi rmo tratar-se de um novo método de ensino, mais adequado e, por isso mesmo, mais efetivo, criado pelo professor Carvalho Jr. O sucesso dessa concepção, com a clara diretriz de apego à vontade de formar novos e competentes profissionais, pode ser medido pela inédita, prematura e proximamente esgotável nova edição do livro Instalações elétricas e o projeto de arquitetura, que ora se apresenta com este honroso – para mim – espaço de palavras inicias. Sobre o autor, referimo-nos à sua obra, cobrindo Instalações Prediais, adotada por número crescente de FAUs do Brasil, e por meio dessa produção, com fundamento sensível e criativo, temos a possibilidade de avaliar a grandeza pessoal e profi ssional de

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Carvalho Jr. Sobre a edição, temos mais um admirável trabalho da Editora Blucher, que participa de um esforço recorrente de elevar a competitividade do mercado editorial brasileiro de publicações técnicas ao plano da qualidade gráfica e editorial global. Os professores das disciplinas correlatas dispõem de um referencial de inestimável validade e efetividade para o ensino e o aprendizado. Os professores de outras disciplinas de conhecimento técnico dispõem de uma “fresta”, nas múltiplas frentes de trabalho, para ser decididamente explorada, na consolidação de suas experiências pedagógicas, com inovação. Mário Sérgio Pini Diretor de Relações Institucionais Grupo Pini maio 2011

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PALAVRAS INICIAIS

As instalações prediais constituem subsistemas que devem ser integrados ao sistema construtivo proposto pela arquitetura de forma harmônica, racional e tecnicamente correta. Quando não há coordenação e/ou entrosamento entre o arquiteto e os profissionais contratados para a elaboração dos projetos técnicos complementares, pode ocorrer uma incompatibilização entre os projetos, o que, certamente, implicará inúmeras improvisações, durante a execução da obra, para solucionar os confl itos surgidos. O projeto de instalações elétricas, harmoniosamente integrado aos demais projetos do edifício, com fiação e circuitos bem dimensionados, permitirá fácil execução e manutenção das instalações, sem riscos de acidentes, além de gerar economia na aquisição dos materiais para sua execução e no consumo de energia. Cabe ao arquiteto estudar, com os usuários da edificação, como será a iluminação, onde estarão os pontos futuros de tomadas, telefonia, lógica, antenas etc. A disposição dos móveis e, consequentemente, dos aparelhos eletrônicos e luminárias deve ser considerada como fundamento básico para a elaboração do projeto. Resolvidas essas questões, entra em cena o projetista de instalações elétricas para defi nir os circuitos, a bitola (seção nominal) dos fios e cabos e o dimensionamento e distribuição dos conduítes. Se, por um lado, um projeto arquitetônico elaborado com os equipamentos e mobiliário adequadamente localizados, tendo em vista suas características técnicas e funcionais, é condição básica para a compatibilização dos projetos de instalações e outros pertinentes; por outro, a área de instalações elétricas prediais é carente de uma bibliografia que atenda às necessidades do aprendizado acadêmico, e até mesmo dos profissionais, no que se refere às interfaces físicas e funcionais com a arquitetura. Foi no decorrer de nosso trabalho acadêmico, observando e resolvendo confl itos entre as referidas interfaces, que resolvemos elaborar uma espécie de

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manual de instrução, de modo a melhorar a qualidade do projeto e da obra. Este livro foi desenvolvido com o intuito de abordar as principais interferências das instalações elétricas prediais com o projeto arquitetônico. Para tanto, apresenta uma visão simplificada das instalações elétricas prediais dirigidas para o arquiteto, designer ou estudante de arquitetura, para que possam resolver essas interfaces e, consequentemente, desenvolver projetos compatíveis com as exigências das instalações e seu perfeito funcionamento. É importante ressaltar que o trabalho não tem por objetivo formar especialistas em instalações elétricas; por esse motivo, a parte relativa a cálculos e dimensionamentos foi basicamente substituída pela abordagem direta dos conceitos, tratando somente das instalações elétricas prediais em suas interfaces com a arquitetura. A elaboração deste livro fundamentou-se na bibliografia indicada e na experiência do autor, conquistada no decorrer dos anos, como projetista de instalações e professor em cursos de graduação, na área de Arquitetura e Urbanismo.

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CONTEÚDO

PARTE I – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS 1

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS .............................. Considerações gerais ..........................................................

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2

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA ...................... Limites para fornecimento ................................................. Ligação monofásica .................................................... Ligação bifásica .......................................................... Ligação trifásica ......................................................... Ligações de cargas especiais .....................................

23 25 25 26 26 27

3

PADRÃO DE ENTRADA ..................................................... Ramal de ligação ................................................................. Poste particular e pontalete ............................................... Quadro de medição ............................................................. Centro de Medição (medição agrupada) ...........................

28 32 40 42 42

4

EQUIPAMENTOS DE UTILIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA ............................................................................ Instalação de equipamentos............................................... Instalação de aparelhos especiais......................................

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TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA ..................................... As variações de tensões e os aparelhos bivolt ..................

49 49

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POTÊNCIA ELÉTRICA ........................................................ Fator de potência ................................................................

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POTÊNCIA ELÉTRICA TOTAL INSTALADA ...................... O cálculo do consumo .........................................................

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QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS............... Localização no projeto arquitetônico ................................

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CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚD OCONTEÚDOCONTEÚDOCO NTEÚDOCONTEÚDOCONTE ÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCON TEÚDOCONTEÚDOCONTEÚ DOCONTEÚDOCONTEÚDO

9

PRUMADAS ELÉTRICAS E CAIXAS DE PASSAGEM........

66

10 CIRCUITOS DA INSTALAÇÃO.......................................... Circuitos de distribuição .................................................... Circuitos terminais ............................................................. Divisão da instalação em circuitos terminais ................... Potência por circuito...........................................................

69 69 70 71 74

11 ATERRAMENTO DO SISTEMA ......................................... Aterramento da entrada consumidora .............................. Barramento equipotencial (BEQ) ............................. Aterramento do quadro de distribuição de energia ......... Aterramento dos aparelhos eletrodomésticos...................

75 76 76 79 80

12 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO PARA BAIXA TENSÃO

81

13 COMPONENTES UTILIZADOS NAS INSTALAÇÕES ..... Eletrodutos .......................................................................... Caixas .................................................................................. Condutores de eletricidade ................................................

85 86 91 96

14 DISPOSITIVOS DE MANOBRA ........................................ 102 Seccionador ......................................................................... 103 Interruptores ....................................................................... 103 Interruptor simples .................................................... 104 Interruptor paralelo.................................................... 104 Interruptor intermediário .......................................... 105 Interruptor controlador de luz ................................... 105 Minuterias ................................................................... 105 Interruptores temporizados ....................................... 105 Pulsadores................................................................... 106 Interruptores remotos ................................................ 106 Esquemas de ligação e fiação de interruptores ........ 106 Contactores e chaves magnéticas ...................................... 108 Chave-boia .......................................................................... 108 Campainha ou cigarra ........................................................ 108 Sensor de presença ............................................................. 108 15 TOMADAS DE CORRENTE ............................................... 109 Tomadas de uso geral ......................................................... 110 Tomadas de uso específico ................................................. 111 Quantidade mínima de tomadas ........................................ 112 Tomadas de uso geral ................................................. 112 Instalações residenciais ............................................. 112 Instalações comerciais ............................................... 113

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Potência mínima das tomadas de uso geral.............. Tomadas de uso específico ........................................ Exemplo de aplicação ................................................. Esquemas de ligação e fiação de tomadas ........................

113 114 115 118

16 APARELHOS DE ILUMINAÇÃO ........................................ 120 Tipos de luminárias segundo a forma de aplicação da luz 123 Tipos de lâmpadas .............................................................. 124 Cálculo de iluminação ........................................................ 132 Carga mínima de iluminação exigida pela NBR 5410 ...... 133 Condições para se estabelecer a quantidade mínima de pontos de luz ............................................ 133 Condições para se estabelecer a potência mínima de iluminação ............................................................. 133 Exemplo de aplicação ................................................. 135 17 INSTALAÇÕES PREDIAIS DE TELEFONIA........................ 137 Considerações gerais .......................................................... 137 Entrada telefônica............................................................... 138 Poste particular para entrada telefônica .................. 140 Caixa externa para entrada telefônica...................... 142 Aterramento................................................................ 143 Ramal de entrada telefônica .............................................. 143 Entrada aérea ............................................................. 144 Entrada subterrânea .................................................. 145 Prumada telefônica ............................................................. 145 Caixas de distribuição ........................................................ 149 Caixas de saída.................................................................... 152 Tomadas de telefonia .......................................................... 154 Critério para previsão de pontos telefônicos .................... 154 Critério para previsão de caixas de saída ......................... 155 Fio telefônico ....................................................................... 156 Canaletas de piso ................................................................ 157 Caixas de derivação ............................................................ 158 Simbologia utilizada............................................................ 159 18 SIMBOLOGIA BÁSICA ....................................................... 160

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CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚD OCONTEÚDOCONTEÚDOCO NTEÚDOCONTEÚDOCONTE ÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCON TEÚDOCONTEÚDOCONTEÚ DOCONTEÚDOCONTEÚDO

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CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚD OCONTEÚDOCONTEÚDOCO NTEÚDOCONTEÚDOCONTE ÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCON TEÚDOCONTEÚDOCONTEÚ DOCONTEÚDOCONTEÚDO

PARTE II – AS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E SUAS INTERFACES COM O PROJETO ARQUITETÔNICO 19 O QUADRO DE MEDIÇÃO DE ENERGIA NO PROJETO ARQUITETÔNICO ..................................... 169 20 OS EQUIPAMENTOS E SUAS INTERFACES COM A ARQUITETURA ............................................................... 173 21 PREVISÃO DE PONTOS EM INSTALAÇÕES RESIDENCIAIS .................................................................... 178 Sala .......................................................................... 179 Escritório .......................................................................... 180 Quarto .......................................................................... 180 Terraço .......................................................................... 180 Banheiros .......................................................................... 180 Cozinha .......................................................................... 184 Área de serviço ................................................................... 187 Pontos externos .................................................................. 187 22 INSTALAÇÕES DE ANTENAS E SUAS INTERFACES COM AS REDES ELÉTRICAS.............................................. 188 23 INSTALAÇÕES DE PARA-RAIOS E SUAS INTERFACES COM A ARQUITETURA ..................................................... 191 24 ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS............... 194 25 LUMINOTÉCNICA.............................................................. 196 Interfaces da iluminação com a superfície de trabalho ... 197 Interfaces da iluminação com o projeto arquitetônico ..... 200 Conceitos e grandezas luminotécnicas fundamentais ..... 201 Cálculo luminotécnico ........................................................ 207 Método dos lumens ............................................................. 207 Método ponto por ponto ..................................................... 213 Iluminação residencial........................................................ 214 Iluminação comercial e administrativa ............................. 216 Iluminação industrial ......................................................... 216 26 O CONSUMO DE ENERGIA EM RESIDÊNCIAS .............. 218 Os vilões do consumo ......................................................... 219 A iluminação e o consumo de energia ............................... 223 Aquecimento de água: como gastar menos ....................... 224

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27 SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AR ................. 226 28 OS REFRIGERADORES E BALCÕES FRIGORÍFICOS ...... 229 29 PREVISÃO DE CABINAS DE FORÇA NO PROJETO ARQUITETÔNICO.............................................................. 230 Localização das cabinas ..................................................... 231 Tipos de cabinas ................................................................. 231 30 CASA DE BOMBAS NO PROJETO ARQUITETÔNICO... 233 31 PREVISÃO DE SHAFTS E ÁREAS TÉCNICAS ................... 235 32 ELEVADOR ELÉTRICO ....................................................... 238 Novas tecnologias para o transporte vertical.................... 239 33 NOVOS CONCEITOS E TECNOLOGIAS EM SISTEMAS PREDIAIS ............................................................................. 241 Novos componentes e equipamentos ................................. 242 Cabeamento estruturado.................................................... 246 34 AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO SUPRIMENTO DE ENERGIA.............................................................................. 249 Sistemas de cogeração de energia ..................................... 250 Sistema direto de alimentação de energia ........................ 252 35 EDIFÍCIOS INTELIGENTES (COM ALTA TECNOLOGIA) ... 253 Sistema de automação predial ........................................... 255 36 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM ALVENARIA ESTRUTURAL ...................................................................... 261 37 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA DRYWALL ...... 265 38 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA STEEL FRAME ...................................................................... 267 39 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA WOOD FRAME ................................................................... 271 40 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA CONSTRUTIVO CONCRETO + PVC ............................... 274 41 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................... 276

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CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO CONTEÚDOCONTEÚDOCONT EÚDOCONTEÚDOCONTEÚDO

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura


Considerações Gerais

PARTE I

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS

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Considerações Gerais

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS CONSIDERAÇÕES GERAIS O projeto de instalações elétricas prediais é uma representação gráfica e escrita do que se pretende instalar na edificação, com todos os seus detalhes e a localização dos pontos de utilização (luz, tomadas, interruptores, comandos, passagem e trajeto dos condutores, dispositivos de manobras etc.). Quando bem elaborado e corretamente dimensionado, com materiais de qualidade comprovada e também integrado de uma forma racional, harmônica e tecnicamente correta com os projetos técnicos complementares, o projeto de instalações elétricas gera significativa economia na aquisição de materiais e na execução das instalações, além de evitar o superdimensionamento (ou sub) de circuitos, disjuntores desarmados, falta de segurança nas instalações (incêndios, perda de equipamentos, choques elétricos) e dificuldade para a execução das instalações desconformes com as normas vigentes. O tempo despendido na compatibilização do projeto arquitetônico com o de instalações elétricas será recuperado quando na execução de ambos, evitando desperdício de energia e o mau funcionamento dos aparelhos e equipamentos e permitindo fácil operação e manutenção de toda a instalação. Para facilitar a manutenção, o ideal é que o arquiteto proponha soluções a partir do projeto. Por esse motivo, é importante o acompanhamento dos projetistas de instalações já na fase de criação arquitetônica. Para a elaboração dos projetos deve ser consultada a concessionária de energia elétrica, que fi xa os requisitos mínimos indispensáveis para a ligação das unidades consumidoras. Além das normas da concessionária e das normas específicas aplicáveis, também devem ser consultadas as Normas Técnicas da ABNT, principalmente a NBR 5410 (Instalações Elétricas de

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Baixa Tensão – Procedimentos), que contém prescrições relativas ao projeto, à execução, à verificação final da obra e à manutenção das instalações elétricas.

Figura 1.1  Esquema de instalação elétrica.

Rede da concessionária em baixa tensão

os uit is rc ina i C rm te

Ramal de ligação Quadro de distribuição

Medidor

Circuito de alimentação principal Aterramento

Fonte: Prysmian

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Fornecimento de Energia Elétrica

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA A concessionária estabelece diretrizes para o cálculo de demanda, dimensionamento de equipamentos e requisitos mínimos para os projetos, além de fi xar as condições técnicas mínimas e uniformizar as condutas para o fornecimento de energia elétrica. Antes do início da obra, o construtor deve entrar em contato com a concessionária fornecedora de energia elétrica para tomar conhecimento dos detalhes e das normas aplicáveis ao seu caso, bem como das condições comerciais para sua ligação e do pedido desta. Recomenda-se que as instalações elétricas internas após a medição atendam à Norma NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão – Procedimentos, da ABNT. O fornecimento é feito pelo ponto de entrega, até o qual a concessionária se obriga a fornecer energia elétrica, com participação nos investimentos necessários e responsabilizando-se pela execução dos serviços, sua operação e manutenção. Para a rede de distribuição aérea, a localização física do ponto de entrega é o ponto de ancoragem do ramal de ligação aéreo na estrutura do cliente (poste particular, pontalete, fachada do prédio etc.). De acordo com a Norma Técnica “Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição” da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) publicada em 30/11/2009, o ponto de entrega deve estar situado no limite com a via pública ou recuado no máximo a 1 m do limite de propriedade do cliente com a via pública, estar livre de obstáculos, e não cruzar com terrenos de terceiros.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 2.1  Fornecimento de energia elétrica (detalhes das ligações do ramal de entrada do consumidor). Rede de Alta Tensão (13,8 kV)

Transformador

Fio para ligação de transformadores

Poste particular Rede de baixa tensão (220/127 V)

Ramal de ligação

Fio ou cabo para aterramento neutro de transformadores

Haste de aterramento Copperweld para aterramento de linhas de distribuição

Haste de aterramento Copperweld com pig-tail para aterramento de entrada de consumidores

Fonte: CPFL

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Fornecimento de Energia Elétrica

LIMITES PARA FORNECIMENTO As edificações são enquadradas em função da carga instalada e demanda calculada. As concessionárias atendem a seus consumidores residenciais, fornecendo energia elétrica na classe de tensão mono, bi ou trifásica, de acordo com suas necessidades, em função da carga total instalada na edificação. A carga total instalada é a soma das potências nominais, em watts, de todos os aparelhos, equipamentos e lâmpadas utilizados na edificação. A potência pode ser em watts ou kW; lembre-se que: 1.000 W são iguais a 1 kW. Com o cálculo da carga instalada, teremos o tipo de atendimento que a concessionária irá oferecer ao consumidor. A nova ligação poderá ser solicitada pelo sistema on-line, telefônico ou pessoalmente, a uma loja de atendimento ao cliente da concessionária de energia.

LIGAÇÃO MONOFÁSICA A ligação monofásica consiste de dois fios (fase e neutro). Deve ser realizada para carga total instalada até 12 kW, para tensão de fornecimento 127/220 V e, até 15 kW, para tensão de fornecimento 220/380 V. Não é permitida, nesse tipo de atendimento, a instalação de aparelhos de raios X ou máquinas de solda a transformador. Para redes de distribuição nas quais o neutro não está disponível, situa­ ção esta não padronizada, a carga instalada máxima é 25 kW, e o fornecimento será feito por sistema monofásico, dois fios, fase-fase. Figura 2.2  Ligação monofásica. Monofásico Neutro Fase

127 V

Até 12.000 W Fornecimento monofásico • feito a dois fios: uma fase e um neutro; • tensão de 127 V.

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LIGAÇÃO BIFÁSICA A ligação bifásica consiste de três fios (duas fases e um neutro). Deve ser realizada para carga total instalada acima de 12 kW até 25 kW, para tensão de fornecimento 127/220 V e, acima de 15 kW até 25 kW, para tensão de fornecimento 220/380 V. Não é permitida, nesse tipo de atendimento, a instalação de: máquina de solda e transformador classe 127 V com mais de 2 kVA ou da classe 220 V com mais de 10 kVA; aparelho de raios X da classe de 220 V, com potência superior a 1.500 W.

Figura 2.3  Ligação bifásica. Bifásico Neutro Fase

127 V 127 V

Fase

220 V

Acima de 12.000 W até 25.000 W Fornecimento bifásico • feito a três fios: duas fases e um neutro; • tensões de 127 V e 220 V.

LIGAÇÃO TRIFÁSICA A ligação trifásica consiste de quatro fios (três fases e um neutro). Deve ser realizada para carga total instalada acima de 25 até 75 kW, para tensão de fornecimento 127/220 V e, também acima de 25 até 75 kW, para tensão de fornecimento 220/380 V. Não é permitida, nesse tipo de atendimento, a instalação de: máquina de solda a transformador classe 127 V com mais de 2 kVA, e da classe 220 V com mais de 10 kVA ou máquina de solda trifásica com retificação em ponte com potência superior a 30 kVA; aparelhos de raios X da classe de 220 V com potência superior a 1.500 W, ou trifásicos com potência superior a 20 kVA.

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Caso existam aparelhos de potências superiores às citadas, devem ser efetuados estudos específicos para sua ligação.

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Fornecimento de Energia Elétrica

Quando o cliente se enquadrar no atendimento monofásico e desejar, por exemplo, atendimento bifásico ou trifásico, a CPFL poderá atendê-lo, mediante recolhimento de taxa adicional.

Figura 2.4  Ligação trifásica.

Trifásico Neutro Fase

127 V

Fase

220 V

Fase

220 V

127 V 220 V

127 V

Acima de 25.000 W até 75.000 W Fornecimento trifásico • feito a quatro fios; três fases e um neutro; • tensões de 127 V e 220 V .

LIGAÇÕES DE CARGAS ESPECIAIS A ligação de aparelhos com carga de flutuação brusca, como solda elétrica, motores com partidas frequentes, aparelhos de raios X, ou outros equipamentos que causam distúrbio de tensão ou corrente, é tratada como ligação de cargas especiais. O consumidor deverá contatar a concessionária antes da execução de suas instalações a fim de fornecer detalhes e dados técnicos para análise e orientações.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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PADRÃO DE ENTRADA

*

É a instalação que compreende os seguintes componentes: ramal de entrada, poste particular ou pontalete, caixas, quadro de medição, proteção, aterramento e ferragens, de responsabilidade do cliente, que deve ser feita atendendo às especificações da norma técnica da concessionária para o tipo de fornecimento. A norma técnica referente à instalação do padrão de entrada e outras informações a esse respeito deverão ser obtidas na agência local da concessionária fornecedora de energia elétrica. Para evitar problemas no fornecimento de energia elétrica, o padrão de entrada deve ser dimensionado pelo engenheiro eletricista e executado por eletricistas capacitados. Todo poste deve vir com um traço demarcatório que indica até que ponto o poste deve ser enterrado. Esse traço, que fica a 1,35 m da base do poste, precisa ficar ao nível do solo para garantir a estabilidade e as alturas corretas. Uma vez pronto o padrão de entrada, compete à concessionária fornecedora de energia fazer a sua inspeção. Estando tudo dentro dos parâmetros da norma, a concessionária instala e liga o medidor e o ramal de serviço. Dessa forma, a energia elétrica entregue pela concessionária estará disponível para ser utilizada na edificação. Pelo circuito de distribuição, essa energia é levada do medidor até o quadro de distribuição, também conhecido como quadro de luz. Devem ser utilizados, para proteção geral da entrada consumidora, disjuntores termomagnéticos unipolares, para atendimento monofásico; bipolares, para atendimento bifásico; e tripolares, para atendimento trifásico.

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_ *(Norma Técnica: “Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição”. CPFL, 30/11/2009.)

A proteção geral deve ser localizada depois da medição e executada pelo cliente de acordo com o que estabelece a norma da concessionária local. Toda unidade consumidora deve ser equipada com um dispositivo de proteção que permita interromper o fornecimento e assegure a adequada proteção. De acordo com a CPFL, além da proteção geral instalada depois da medição, o cliente tem de possuir em sua área privativa um ou mais quadros para instalação

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As caixas de medição e proteção poderão ser feitas em chapa de aço pintada eletrostaticamente ou zincada, aço inoxidável, alumínio, policarbonato, resina poliéster reforçada com fibra de vidro, ferro fundido ou outro material não corrosível. Em regiões litorâneas, caso as caixas sejam fabricadas em chapa de aço, elas deverão ser zincadas.

Padrão de Entrada

de proteção para circuitos parciais, conforme prescrição da NBR 5410. Devem ser previstos dispositivos de proteção contra quedas de tensão ou falta de fase em equipamentos que, pelas suas características, possam ser danificados por essas ocorrências.

O bom fornecimento de energia também depende muito da conservação do padrão de entrada; por isso, é muito importante uma manutenção periódica. Deve-se pintá-lo, para evitar ferrugens; vedá-lo, pois a água das chuvas pode danificar a chave geral e o medidor de energia, provocando um curto-circuito; manter os conduítes em bom estado, sem estarem partidos ou mal emendados; manter o vidro do visor em ordem, sem quebras; evitar que insetos se instalarem na caixa do medidor etc. Os esquemas a seguir caracterizam a entrada de energia elétrica dentro de uma unidade consumidora.

Figura 3.1 Entrada de energia elétrica.

TERRENO Q.D.

Caixa de medição

Al

ão

taç

n ime

al

cip

n pri

Ponto de entrega Calçada

Ponto de captação

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Rede elétrica

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 3.2 Componentes da entrada de serviço. Trecho AB – Ramal de ligação até 30 m BC – Ramal de entrada embutido CD – Circuito alimentador embutido DE – Circuito alimentador aéreo B – Ponto de entrega

A

Condutor do circuito alimentador aéreo isolado

Ponto de entrega B

Rede secundária de distribuição

E

Condutor do ramal de entrada

Condutor do ramal de ligação

Eletroduto do ramal de entrada

D

Medição e proteção

C

Poste particular

Cavidade para inspeção do aterramento

A — Com medição em poste particular

A

Trecho AB — Ramal de ligação até 30 m BC — Ramal de entrada embutido B — Ponto de entrega

Ponto de entrega Rede secundária de distribuição

Condutor do ramal de ligação

B

Condutor do ramal de entrada Eletroduto do ramal de entrada

Medição e proteção C

B — Com medição em muro

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Circuito alimentador embutido Cavidade para inspeção do aterramento

Fonte: CPFL

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15 cm

Padrão de Entrada

Figura 3.3 Padrão de entrada (instalação convencional).

15 a 50 cm

1,4 a 1,6 m

Poste

Cavidade para inspeção do aterramento Engastar o poste até a marca existente nele, a 1,35 m de sua base

A pingadeira poderá ser construída de concreto

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 3.4 Padrão de entrada com leitura voltada para a calçada.

15 cm

1,35 m

Engastar o poste até a marca existente nele mesmo

Fonte: CPFL

RAMAL DE LIGAÇÃO

32

Elétrica 03.indd 32

O ramal de ligação e os equipamentos de medição são fornecidos e instalados pela concessionária fornecedora de energia elétrica. Os demais materiais da entrada de serviço, como caixa de medição, eletrodutos, condutores do ramal de entrada, poste, disjuntor, armação secundária, isolador e outros, devem ser fornecidos e instalados pelo proprietário, conforme padronização e norma específica, estando sujeitos à aprovação da concessionária de energia elétrica local.

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Padrão de Entrada

O ramal deve entrar sempre pela frente do terreno, estar livre de qualquer obstáculo, ser perfeitamente visível, e não cruzar terrenos de terceiros. Em terrenos de esquina, com acesso a duas ruas, será permitida a entrada do ramal de ligação por qualquer um dos lados, dando-se preferência àquele em que estiver situada a entrada da edificação. De acordo com a CPFL, o vão livre não deve ser superior a 30 m. Não deve ser facilmente alcançável de áreas, balcões, terraços, janelas ou sacadas adjacentes, mantendo sempre um afastamento desses locais acessíveis. Os condutores devem ser instalados de forma a permitir as seguintes distâncias mínimas, medidas na vertical, entre o condutor inferior e o solo: •

5,5 m no cruzamento de ruas e avenidas e entradas de garagens de veículos pesados;

•

4,5 m nas entradas de garagens residenciais, estacionamentos ou outros locais não acessíveis a veículos pesados;

•

3,5 m nos locais exclusivos para pedestres.

É permitida, como alternativa, a alimentação de duas unidades consumidoras vizinhas por um único ramal de ligação, em um único poste particular na divisa das duas propriedades, sendo os ramais de entrada e medições distintos. Nesses casos, é importante consultar a concessionária, pois são estabelecidos alguns limites para a ligação. A conexão e a amarração do ramal de ligação na rede secundária e no ponto de entrega serão executadas pela concessionária. A ancoragem do ramal de ligação no ponto de entrega deve ser construída pelo cliente. A distância entre o ponto de ancoragem do ramal de ligação do lado do cliente e o nível da calçada, quando o poste da concessionária situar-se do outro lado da rua, deve ser, no mínimo, de 6 m. A distância entre o ponto de ancoragem do ramal de ligação do lado do cliente e o nível da calçada, quando o poste da concessionária situar-se do mesmo lado da rua, deve ser, no mínimo, igual a: •

6 m, quando o ramal de ligação cruzar garagens para entrada de veículos pesados;

•

5 m, quando o ramal de ligação cruzar garagens residenciais ou outros locais não acessíveis a veículos pesados;

•

4 m, quando o ramal de ligação não cruzar garagens.

33

Elétrica 03.indd 33

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Poste particular Pontalete

6 (mínimo)

Muro

Passeio

2,7 (mínimo)

Muro

5,5 (mínimo)

0,5

h (ver nota)

Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 3.5 Entrada aérea (alturas mínimas do ponto de entrega).

Passeio

Poste particular Pontalete

Passeio

Rua

6 (mínimo)

h (ver nota)

5,5 (mínimo)

0,5

Muro

Passeio

NOTA: A altura h mínima deve ser igual a: • 4 m, passagem de pedestres não cruzando garagens; • 5 m, cruzando garagens residenciais ou outro local não acessível a veículos pesados; • 6 m, cruzando garagem de veículos pesados.

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Fonte: CPFL

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Padrão de Entrada

Figura 3.6 Afastamentos mínimos para entrada de serviço.

0,5

1,2 1,2

1,2

0,5

Legenda Local onde não é permitida a fixação dos condutores do ramal de ligação na fachada. Fonte: CPFL Fonte: CPFL

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35

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Para o fornecimento a edifícios, cuja demanda elétrica calculada seja até 100 kVA, o ramal de entrada será subterrâneo e da seguinte forma:

Figura 3.7 Ramal de entrada subterrâneo atravessando a rua.

Ponto de entrega Rede secundária de distribuição Condutor do ramal de entrada (em baixa tensão)

A

Caixa de passagem do ramal de entrada

Edifício

Quadro de medição Duto do ramal de entrada A – Ponto de entrega

36

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Fonte: CPFL

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Padrão de Entrada

Figura 3.8 Ramal de entrada subterrâneo não atravessando a rua.

Ponto de entrega Rede secundária de distribuição Condutor do ramal de entrada (em baixa tensão)

Edifício

A Caixa de passagem do ramal de entrada

Quadro de medição Duto do ramal de entrada A – Ponto de entrega

Fonte: CPFL

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37

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

O fornecimento para edifícios, cuja demanda elétrica calculada esteja compreendida entre 200 kVA até 400 kVA, será feito por ramal de entrada subterrâneo e da seguinte forma:

Figura 3.9 Ramal de entrada subterrâneo atravessando a rua.

Transformador Edifício Condutor do ramal de serviço

A

Caixa de passagem do ramal de entrada

Quadro de medição Duto do ramal de entrada A – Ponto de entrega

38

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Fonte: CPFL

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Padrão de Entrada

Figura 3.10 Ramal de entrada subterrâneo não atravessando a rua.

Transformador

Edifício

Condutor do ramal de serviço

A Caixa de passagem do ramal de entrada

Quadro de medição Duto do ramal de entrada A – Ponto de entrega

Fonte: CPFL

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39

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

POSTE PARTICULAR E PONTALETE O poste particular deve ser instalado na propriedade do cliente com a finalidade de fixar e (ou) elevar o ramal de ligação. De acor­do com a CPFL, o poste deve ser de concreto armado seção duplo “T”, ou de seção circular, ou de aço de seção circular, ou de concreto com caixa de medição incorporada, ou compacto de concreto armado com eletroduto embutido. Os postes devem ser escolhidos em função da categoria de atendimento e dimensionados de acordo com tabelas específicas da concessionária. Os fabricantes de postes devem ter seus protótipos submetidos à aprovação da concessionária. O comprimento total mínimo do poste particular deve ser definido de forma a atender às alturas mínimas entre o condutor inferior do ramal de ligação e o solo, devendo estar de acordo com as seguintes situações: •

O comprimento total do poste particular é, no mínimo, de 7,5 m, correspondente a um engastamento de 1,35 m e altura livre de 6,15 m;

•

Para ponto de entrega em poste situado em plano diferente da rede de distribuição, pode ser utilizado outro comprimento, desde que adequado às alturas mínimas especificadas pela concessionária e engastado conforme a fórmula: e = 0,6 +

L (m) 10

onde: L = altura total do poste (m) e = engastamento (m) O pontalete é um suporte instalado na edificação para fixar ou elevar o ramal de ligação. A utilização de pontalete será permitida somente quando não existir possibilidade de instalação dos padrões normais estabelecidos pela concessionária fornecedora de energia. Quando há conflito da arquitetura com o poste de entrada, deve-se fazer uma entrada subterrânea, deixando a fachada da edificação limpa.

40

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Padrão de Entrada

Figura 3.11 Poste particular.

Pontalete

Tubulação do alimentador

Poste particular

Quadro de medição

Aterramento

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

QUADRO DE MEDIÇÃO A localização do compartimento que abriga o equipamento de medição vai depender do posicionamento do ramal de entrada de energia. De qualquer maneira, deve ser localizado no projeto arquitetônico, de modo a facilitar a leitura pela concessionária fornecedora de energia. Assim, vale ressaltar que o ideal é o quadro de medição ter o painel de leitura voltado para o lado do passeio público, para que possa ser lido mesmo que a propriedade esteja fechada ou sem morador. O quadro de medição possui padrões especiais que variam conforme a concessionária fornecedora de energia e o número de consumidores. O arquiteto e o engenheiro eletricista precisam estar perfeitamente inteirados desses padrões. O arquiteto deve prever no projeto arquitetônico todas as condições para que o engenheiro eletricista possa detalhar o quadro de medições. Falhas de projetos podem provocar o não fornecimento de energia elétrica por parte da concessionária. No caso de novas ligações, em se tratando de edificação com recuo frontal e que tenha muro ou gradil ou outro tipo de construção que impossibilite o acesso direto do leiturista à medição, a CPFL recomenda a utilização da caixa de medição com leitura voltada para a calçada. O quadro de medição não deve ficar afastado mais de 1 m do limite do terreno com a via pública. Para edificações em que houver dificuldade na observância dessa distância de 1 m, o arquiteto deverá apresentar um croqui para análise do órgão técnico competente da concessionária. De modo geral, não são aceitáveis locais com má iluminação e sem condições de segurança, como proximidades de máquinas, bombas, reservatórios, escadarias etc.

CENTRO DE MEDIÇÃO (MEDIÇÃO AGRUPADA) No caso de edifícios (residenciais ou comerciais) as Concessionárias exigem que todos os medidores de energia sejam “agrupados” em local apropriado. Portanto Centro de Medição ou Medição Agrupada nada mais é que vários medidores de luz concentrados em um local da edificação. As medições agrupadas são constituídas de três a 12 medidores, acima de 12 medidores passa a chamar-se Centro de Medição.

42

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Os medidores são fornecidos pelas Concessionárias e não são cobrados. Portanto o medidor não é do proprietário do imóvel, mas da Concessionária fornecedora de energia elétrica.

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Padrão de Entrada

Para “ter” uma Medição Agrupada ou Centro de Medição, um engenheiro eletricista deverá elaborar um projeto que deverá ser apresentado à Concessionária. Esse projeto será avaliado e, caso esteja dentro das Normas NBR-5410, NBR-14039 e demais “normas” da própria Concessionária, será aprovado e liberado para que o proprietário possa construir (instalar) o Centro de Medição (Medição Agrupada). Figura 3.12 Central de medição agrupada (para cinco medidores).

Altura mínima (ver ilustração)

100 m n.

1.000 a 1.200

Chave geral

Fonte: CPFL

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43

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 3.13 Esquema de ligação de central de medição agrupada.

CPFL

Chave de abertura brusca com carga (sem proteção)

Caixas de medição

kWh 3ø

kWh 1ø

kWh 1ø

kWh 1ø

kWh 1ø

CPFL

Proteção

Sistema de terra

Administ. 3ø

Escrit. 1ø

Escrit. 1ø

Escrit. 1ø

Escrit. 1ø

NOTA: Opcionalmente, para medição de até cinco consumidores, podem ser utilizadas as cargas padronizadas para medição agrupada, conforme NTU 01.

Fonte: CPFL

44

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Padrão de Entrada

Fig 3.14 Caixas de medição e proteção em policarbonato. 1,5 cm

Entradas de ar

Ver detalhe*

Máx. 20 cm

1,5 cm

Entradas de ar

Muro Caixa de medição

30º

Parafuso de lacre

10 cm

10 cm

10 cm Vista lateral

Fonte: Prysmian

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Vista frontal

45

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

4

EQUIPAMENTOS DE UTILIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Os equipamentos de utilização de energia elétrica, como ventilador, chuveiro elétrico, lâmpada etc., transformam a energia elétrica que os alimentam em uma outra forma de energia (mecânica, térmica, luminosa etc.). Os equipamentos de utilização podem ser classificados como equipamentos de iluminação, equipamentos industriais e equipamentos não industriais*. Os equipamentos de iluminação, por exemplo, estão presentes em todos os tipos de instalações (residencial, comercial e industrial). São constituídos pelas fontes de luz propriamente ditas (lâmpadas) e pelos acessórios respectivos (luminárias, reatores etc.). Os equipamentos industriais são utilizados nas áreas de produção das indústrias como os equipamentos de força motriz (compressores, bombas, ventiladores, guindastes, elevadores etc.). Os equipamentos não industriais são utilizados em instalações residenciais, comerciais etc. Podem ser classificados em: aparelhos eletrodomésticos e de escritórios; equipamentos de ventilação e de ar condicionado (aquecedores centrais e de ambiente, sistemas de ventilação e aparelhos de ar condicionado centrais etc.); equipamentos hidráulicos e sanitários (bombas-d’água, aquecedores de água por acumulação, bombas de esgoto etc.); equipamentos de transporte vertical (elevadores, monta-cargas e escadas rolantes); equipamentos de cozinhas industriais e comerciais; equipamentos especiais (usados em laboratórios, hospitais, centros de processamento de dados etc.).

46

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_ *(COTRIM, Ademaro A.M.B. Instalações Elétricas. 3. ed. São Paulo: Makrom Books, 1992.)

Todos os equipamentos de utilização são caracterizados por valores nominais, geralmente garantidos pelos fabricantes como potência nominal dada em watts (W), kilowatts (kW) ou CV, tensão nominal dada em volts (V) e corrente nominal dada em ampères (A).

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Energia elétrica

Equipamentos de utilização

Energia não elétrica

INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Todos os equipamentos que utilizam energia elétrica devem ser instalados de modo a serem utilizados com segurança dentro da edificação. Conhecer o diâmetro (bitola) dos fios elétricos que são utilizados numa edificação e as condições dessa fiação, quanto a emendas e isolação, é muito importante, para evitar defeitos e danos às instalações e aos aparelhos elétricos.

Equipamentos de Utilização de Energia Elétrica

Figura 4.1 Equipamentos de utilização de energia elétrica.

Particularmente, em reformas ou adaptações de ambientes, o arquiteto deve tomar alguns cuidados para evitar problemas com a instalação de novos aparelhos e equipamentos elétricos. Por exemplo, se, ao ser ligado, um aparelho eletrodoméstico provocar choque, o problema pode ser falta de aterramento (fio terra) ou a instalação estar com curto-circuito. Para evitar que isso aconteça às instalações elétricas, estas devem ser vistoriadas periodicamente. Dessa forma, serão detectadas falhas na instalação. Uma instalação é insuficiente ou inadequada quando os disjuntores desarmam constantemente; as tomadas e os condutores aquecem; há uma tomada que serve para vários aparelhos; a ligação de um aparelho obriga o desligamento de outro; a utilização da extensão é necessária; a ligação de um aparelho provoca queda de tensão etc. Nesses casos, o arquiteto também deve providenciar uma nova instalação elétrica, evitando maiores problemas para o futuro. Para prevenir acidentes comuns, e até mais sérios, causados por problemas com a eletricidade, são apresentadas, a seguir, algumas dicas simples com relação à utilização dos aparelhos, mas que, se observadas com atenção, com certeza, evitarão alguns aborrecimentos: •

Antes de ligar qualquer aparelho eletrodoméstico, leia com atenção as instruções sobre seu uso.

•

Nunca desligue um aparelho elétrico da tomada puxando o condutor (fio), pois, dessa maneira, poderá parti-lo e ocasionar um curto-circuito.

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47

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

•

Nunca utilize um aparelho eletrodoméstico, estando com as mãos ou os pés molhados.

•

Ao trocar uma lâmpada, segure-a pelo bulbo (vidro). Nunca toque nas partes metálicas.

•

Não mexa no interior de televisores, mesmo desligados. A carga elétrica pode estar acumulada e provocar choques perigosos;

•

Nunca mude a posição da chave do chuveiro elétrico (verão-inverno ou liga-desliga) em funcionamento. Feche, antes, a torneira.

•

Limpe os eletrodomésticos somente após desligá-los da tomada; jamais insira objetos metálicos (garfos, facas etc.) dentro desses aparelhos, principalmente se estiveram ligados.

•

Quando estiver utilizando algum aparelho elétrico, não encoste em canos metálicos, por exemplo, canos de água. Se ocorrer algum defeito no aparelho, poderá haver passagem de corrente elétrica, ocasionando choque.

•

O uso de “benjamim” ou “T” é uma solução caseira prática, mas muito perigosa. Muitos aparelhos ligados em uma mesma tomada superaquecem os fios e podem causar curto-circuito. Evite também o uso de extensões.

•

Utilize dispositivos apropriados para vedar tomadas que estiverem ao alcance de crianças.

INSTALAÇÃO DE APARELHOS ESPECIAIS Os aparelhos eletrônicos (computadores, aparelhos de fax, scanners, impressoras, televisão etc.) usam placas de circuitos impressos, que geram uma boa quantidade de energia estática. Essa energia fica acumulada no ar, em torno do aparelho. Como a proximidade entre os circuitos internos é mínima (medida em décimos de milímetros), é grande a chance de a energia que passa estabelecer uma ligação com a estática e, por sua vez, com outro circuito. Dessa forma, cria-se o temido curto-circuito, que danifica o equipamento. Portanto, para a instalação de equipamentos eletrônicos mais sensíveis, como microcomputadores, que precisam de proteção especial (estabilizadores de voltagem, protetores contra descargas elétricas etc.), sempre é importante consultar o manual do fabricante e as lojas especializadas.

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*

5

Tensão e Corrente Elétrica

TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA Nos fios de uma instalação elétrica, existem partículas invisíveis chamadas “elétrons livres” que estão em constante movimento, de forma desordenada. Para que esses elétrons passem a se movimentar de forma ordenada nos fios, é necessário haver uma força que os empurre. A essa força é dado o nome de “tensão elétrica”(U). Esse movimento ordenado dos elétrons livres nos fios, provocado pela ação da tensão, forma uma corrente de elétrons. Essa corrente de elétrons livres é chamada de “corrente elétrica”. Pode-se dizer então que “tensão” é a força que impulsiona os elétrons livres nos fios. Sua unidade de medida (que mede a tensão de uma ligação elétrica) é o volt (V). A maioria das cidades brasileiras usa a tensão fase-neutro, 127 V, e fase-fase, 220 V. Por outro lado, pode-se dizer que “corrente elétrica” é o movimento ordenado dos elétrons livres nos fios. Sua unidade de medida, que determina a quantidade de corrente elétrica que passa em um circuito, é o ampère (A). A voltagem (V) multiplicada pela amperagem (A) é igual à potência (W). É importante lembrar-se dessa fórmula na ligação dos aparelhos para não sobrecarregar as tomadas e não provocar um curto-circuito em uma instalação mal dimensionada.

AS VARIAÇÕES DE TENSÕES E OS APARELHOS BIVOLT As variações de tensão são comuns nas redes brasileiras. Para os aparelhos bivolt que trabalham com tensões de 90 a 240 volts, as variações de tensão não trazem prejuízo. Mas os que operam com apenas uma tensão podem sofrer avarias. É importante observar os aparelhos importados que não sejam bivolt. Os japoneses, por exemplo, operam com 100 V, o que os torna incompatíveis com o sistema brasileiro, que quase sempre adota 127 V. Não são raros os casos de aparelhos japoneses queimados à primeira conexão na tomada por causa da inobservância dessa particularidade.

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_ *(Instalações Elétricas Residenciais. Prysmian.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

6

POTÊNCIA ELÉTRICA

*

Como foi visto, a tensão elétrica faz movimentar os elétrons de forma ordenada, dando origem à corrente elétrica. A corrente elétrica, por exemplo, faz uma lâmpada acender e se aquecer com certa intensidade. Essa intensidade de luz e calor percebida nada mais é do que a potência elétrica que foi transformada em potência luminosa (luz) e potência térmica (calor). Então, pode-se defi nir potência elétrica como a capacidade dos aparelhos para solicitar uma quantidade de energia elétrica, em maior ou menor tempo e transformá-la em outro tipo de energia. Portanto, para haver potência elétrica (W), é necessário haver tensão e corrente elétrica. A tensão e a potência elétrica variam entre si de maneira direta. Para entender essa relação, basta observar uma lâmpada. Se a tensão elétrica diminuir (U), a lâmpada brilhará e esquentará menos. Se a tensão elétrica aumentar, a lâmpada brilhará e esquentará mais. Da mesma forma, a corrente e a potência elétrica variam entre si de maneira direta. Se a corrente elétrica diminuir, a lâmpada brilhará e esquentará menos. Se a corrente aumentar, a lâmpada brilhará e esquentará mais. Então, conclui-se que a potência é diretamente proporcional à tensão e à corrente elétrica. Sendo assim, pode-se dizer que potência elétrica (P) é o resultado do produto da ação da tensão (U) e da corrente (i): P=U×I A unidade de medida da potência elétrica é o volt-ampère (VA). A essa potência dá-se o nome potência aparente, que é composta por duas parcelas: potência ativa e potência reativa.

50

Elétrica 06.indd 50

_ *(Instalações Elétricas Residenciais. Prysmian.)

A potência ativa é a parcela efetivamente transformada em: potência luminosa (lâmpada), potência mecânica (ventilador, liquidificador etc.) e potência térmica (chuveiro, torradeira etc.). A unidade de medida da potência ativa é o watt (W). A potência

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Geralmente, todo aparelho eletrodoméstico traz o valor de sua potência impresso em watts (W) ou quilowatts (kW). Quanto maior a potência elétrica de um aparelho, maior será sua eficiência. Contudo, maior será o consumo de energia elétrica. Por exemplo, um secador de cabelos de 1.000 watts é mais eficiente que outro de 600 watts, quando ligados por um mesmo tempo. O primeiro, porém, consome mais energia elétrica do que o segundo para produzir mais calor e movimento do ar. Uma lâmpada de 100 watts ilumina mais do que outra de 60 watts, mas consome mais energia elétrica para produzir energia luminosa (luz).

Potência Elétrica

reativa é a parcela transformada em campo magnético, necessária ao funcionamento de: motores, transformadores e reatores. A unidade de medida da potência reativa é o volt-ampère reativo (Var).

FATOR DE POTÊNCIA Como visto no item anterior, a potência ativa é uma parcela da potência aparente. Então, pode-se dizer que ela representa apenas uma porcentagem da potência aparente que é transformada em potência luminosa, mecânica ou térmica. A essa porcentagem que efetivamente é transformada em outro tipo de energia dá-se o nome de fator de potência. Nos projetos de instalações elétricas prediais, os cálculos efetuados são baseados apenas na potência aparente e na potência ativa. Por essa razão, é importante conhecer a relação entre elas para que se entenda o que é fator de potência. Para saber o quanto da potência aparente foi transformado em potência ativa, aplicam-se os seguintes valores de fator de potência: • 1 – para iluminação; • 0,8 – para tomadas de uso geral.

Exemplos de aplicação: Potência de iluminação (aparente) = 600 VA; Fator de potência a ser aplicado = 1; Potência ativa de iluminação (W) = 1 3 600 VA = 600 W; Potência de tomadas de uso geral = 6.200 VA; Fator de potência a ser aplicado = 0,8; Potência ativa de tomadas de uso geral = 0,8 3 6.200 VA = 4.960 W. Quando o fator de potência é igual a 1, isso significa que toda potência aparente é transformada em potência ativa. Isso acontece nos equipamentos que só possuem resistência, como chuveiro elétrico, torneira elétrica, ferro elétrico, lâmpadas incandescentes, fogão elétrico etc.

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51

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

7

POTÊNCIA ELÉTRICA TOTAL INSTALADA Para calcular a potência elétrica total instalada, é necessário saber quantos equipamentos serão utilizados na edificação. É importante listar todos os aparelhos eletrodomésticos e lâmpadas, para estimar o consumo da edificação. O levantamento das potências é feito mediante uma previsão das potências de iluminação e tomadas a serem instaladas na edificação, possibilitando, dessa maneira, determinar a potência total prevista para a instalação elétrica predial. A previsão de carga deve obedecer às prescrições da NBR 5410:2004, item 9.5.2. A partir dessas informações, o projetista pode elaborar com maior precisão as diretrizes de trabalho. É importante que haja uma boa sobra de potência nas tomadas, bem como em todo o sistema predial. Dessa maneira, atende-se à nova demanda de eletrodomésticos. Os projetistas costumam trabalhar com alguns valores-padrão – por exemplo, em salas, escritórios e quartos, onde predominam as luminárias, os televisores e os DVDs (todos de potência relativamente baixa), as tomadas são projetadas para a média de 100 W cada uma. No banheiro e nas áreas de serviço, como lavanderia e cozinha, a potência média das tomadas é de 600 W cada uma, o suficiente para alimentar equipamentos como geladeira, liquidificador, batedeira elétrica etc. Mas, se na residência houver um forno de micro-ondas, a potência dessa tomada deverá ser de até 1.300 W. Vale lembrar que, de acordo com a tabela de potência média dos aparelhos eletrodomésticos, os aparelhos de aquecimento e esfriamento (aparelhos de ar condicionado, chuveiros, ferros elétricos, secadoras de roupas) geram um consumo mais elevado. Em geral, todos os aparelhos trazem sua potência impressa; quando isso não acontece, deve-se recorrer ao manual de instalação do aparelho para verificar sua fiação e proteção.

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A energia elétrica pode ser solicitada em diferentes intensidades pelos aparelhos ou máquinas elétricas, conforme a Tabela 7.1.

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Aparelhos elétricos

Potência média (watts)

Número de Tempo médio Consumo dias no mês de utilização médio mensal estimado (por dia) (kWh)

Abridor/afiador

135

10

5 min

0,11

Afiador de facas

20

5

30 min

0,05

Aparelho de som 3 em 1

80

20

3h

4,80

Aparelho de som pequeno

20

30

4h

2,40

Aquecedor de ambiente

1.550

15

8h

186,00

Aquecedor de mamadeira

100

30

15 min

0,75

Ar-condicionado 7.500 BTU

1.000

30

8h

120,00

Ar-condicionado 10.000 BTU

1.350

30

8h

162,00

Ar-condicionado 12.000 BTU

1.450

30

8h

174,00

Ar-condicionado 15.000 BTU

2.000

30

8h

240,00

Ar-condicionado 18.000 BTU

2.100

30

8h

252,00

Aspirador de pó

100

30

20 min

10,00

Barbeador/depilador/massageador

10

30

30 min

0,15

Batedeira

120

8

30 h

0,48

Boiler 50 e 60 L

1.500

30

6h

270,00

Boiler 100 L

2.030

30

6h

365,40

Boiler 200 a 500 L

3.000

30

6h

540,00

Bomba-d’água 1/4 CV

335

30

30 mim

5,02

Bomba-d’água 1/2 CV

613

30

30 min

9,20

Bomba-d’água 3/4 CV

849

30

30 min

12,74

Bomba-d’água 1 CV

1.051

30

30 min

15,77

Bomba aquário grande

10

30

24 h

7,20

Bomba aquário pequeno

5

30

24 h

3,60

Cafeteira elétrica

600

30

1h

18,00

Churrasqueira

3.800

5

4h

76,00

Chuveiro elétrico

3.500

30

40 min

70,00

Circulador de ar grande

200

30

8h

48,00

Circulador de ar pequeno/médio

90

30

8h

21,60

Computador/impressora/estabilizador

180

30

3h

16,20

Cortador de grama grande

1.140

2

2h

4,50 Continua…

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Potência Elétrica Total Instalada

Tabela 7.1 Potência elétrica dos aparelhos elétricos

53

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Tabela 7.1 Potência elétrica dos aparelhos elétricos (continuação) Aparelhos elétricos

Potência média (watts)

Cortador de grama pequeno

500

2

2h

2,0

Enceradeira

500

2

2h

2,00

Escova de dentes elétrica

50

30

10 min

0,20

Espremedor de frutas

65

20

10 min

0,22

Exaustor fogão

170

30

4h

20,40

Exaustor parede

110

30

4h

13,20

Faca elétrica

220

5

10 min

0,18

1.000

12

1h

12,00

60

30

5 min

0,15

Fogão elétrico 4 chapas

9.120

30

4h

1.094,40

Forno a resistência grande

1.500

30

1h

45,00

Forno a resistência pequeno

800

20

1h

16,00

1.200

30

20 min

12,00

Freezer vertical/horizontal

130

-

-

50,00

Frigobar

70

-

-

25,00

Fritadeira elétrica

1.000

15

30 mim

7,50

Furadeira elétrica

350

1

1h

0,35

Geladeira 1 porta

90

-

-

30,00

Geladeira 2 portas

130

-

-

55,00

Grill

900

10

30 min

4,50

Iogurteira

26

10

30 min

0,10

Lâmpada fluorescente compacta - 11 W

11

30

5h

1,65

Lâmpada fluorescente compacta - 15 W

15

30

5h

2,20

Lâmpada fluorescente compacta - 23 W

23

30

5h

3,50

Lâmpada incandescente - 40 W

40

30

5h

6,00

Lâmpada incandescente - 60 W

60

30

5h

9,00

Lâmpada incandescente - 100 W

100

30

5h

15,00

Lavadora de louças

1.500

30

40 min

30,00

Lavadora de roupas

500

12

1h

6,00

Liquidificador

300

15

15 min

1,10

Ferro elétrico automático Fogão comum

Forno micro-ondas

54

Elétrica 07.indd 54

Número de Tempo médio Consumo dias no mês de utilização médio mensal estimado (por dia) (kWh)

Continua…

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Aparelhos elétricos

Potência média (watts)

Número de Tempo médio Consumo dias no mês de utilização médio mensal estimado (por dia) (kWh)

Máquina de costura

100

10

3h

3,90

Microcomputador

120

30

3h

10,80

Moedor de carne

320

20

20 min

1,20

Multiprocessador

420

20

1h

8,40

Nebulizador

40

5

8h

1,6

Ozonizador

100

30

10 h

30,00

Panela elétrica

1.100

20

2h

44,0

Pipoqueira

1.100

10

15 min

2,75

Rádio elétrico grande

45

30

10 h

13,50

Rádio elétrico pequeno

10

30

10 h

3,00

Rádio-relógio

5

30

24 h

3,60

Sauna

5.000

5

1h

25,00

Secador de cabelo grande

1.400

30

10 min

7,00

Secador de cabelo pequeno

600

30

15 min

4,50

Secadora de roupas grande

3.500

12

1h

42,00

Secadora de roupas pequena

1.000

8

1h

8,00

Secretária eletrônica

20

30

24 h

14,40

Sorveteira

15

5

2h

0,10

3.500

30

30 min

52,50

Torradeira

800

30

10 min

4,00

TV em cores – 14”

60

30

5h

9,00

TV em cores – 18”

70

30

5h

10,50

TV em cores – 20”

90

30

5h

13,50

TV em cores – 29”

110

30

5h

16,50

TV em preto e branco

40

30

5h

6,00

TV portátil

40

30

5h

6,00

Ventilador de teto

120

30

8h

28,80

Ventilador pequeno

65

30

8h

15,60

Videocassete

10

8

2h

0,16

Videogame

15

15

4h

0,90

Torneira elétrica

Fonte: Eletrobrás

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Potência Elétrica Total Instalada

Tabela 7.1 Potência elétrica dos aparelhos elétricos (continuação)

55

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Exemplo de aplicação Calcular a potência elétrica total instalada numa residência, cujos equipamentos estão relacionados na Tabela 7.2.

Tabela 7.2 Relação de equipamentos e potência elétrica total instalada Equipamento

Potência média (W)

02 chuveiros 02 TV em cores – 20 pol.

7.000 180

01 aparelho de som pequeno

20

01 geladeira simples

90

08 lâmpadas de 60 W

480

08 lâmpadas de 100 W

800

01 forno de micro-ondas

1.200

02 torneiras elétricas

7.000

01 lavadora de roupa

500

01 microcomputador

120

03 aparelhos de ar condicionado (7.500 BTU)

3.000

Total

20.390

Com o cálculo da carga instalada (20.390 W) a edificação será atendida com uma ligação bifásica (ver, no Capítulo 2, “Limites para fornecimento”).

O CÁLCULO DO CONSUMO O quanto uma pessoa gasta de energia elétrica numa casa depende da potência dos equipamentos instalados e do tempo de uso de cada um deles. Como exemplo, apresenta-se o cálculo do consumo do chuveiro, que é um aparelho que consome muita energia dentro de casa. Considerando-se um chuveiro de 4.400 W, se ele ficar ligado por uma hora, a energia consumida será de 4.400 W 3 1 h, o que representa um consumo de 4.400 Wh, ou seja, 4,4 kWh, pois 1 kW é igual a 1.000 W. Se todos os dias do mês o chuveiro for utilizado pelo mesmo tempo, então, no fim do mês, o consumo com banho será de 4,4 kWh 3 30 dias, que é igual a 132 kWh. Para saber quanto, em valores monetários, gastará esse chuveiro durante o mês, basta multiplicar 132 kWh de energia consumida pelo valor do kWh que está na conta de luz.

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8

Quadro de Distribuição de Circuitos

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS É o local onde se concentra a distribuição de toda a instalação elétrica e onde se reúnem os dispositivos de controle e proteção dos circuitos, tais como: chaves com fusíveis disjuntores termomagnéticos (DTM) ou disjuntores diferenciais residuais (DR). O quadro de distribuição de circuitos recebe os condutores (fios) que vêm do medidor ou centro de medição, e dele partem após a proteção os circuitos terminais que vão alimentar diretamente os circuitos de iluminação, tomadas e aparelhos elétricos da instalação. São constituídos normalmente de quadros fi xados à parede, sobrepostos ou embutidos. O quadro de distribuição (QD) é também conhecido como quadro de luz (QL), e dele fazem parte os seguintes componentes: disjuntor geral; barramentos de interligação das fases; disjuntores dos circuitos terminais; barramento de neutro e barramento de proteção (terra). A estrutura do quadro é composta de caixa metálica, chapa de montagem dos componentes, isoladores, tampa (espelho) e sobretampa. O tamanho pode variar de acordo com suas necessidades, mas o material deve, obrigatoriamente, ser incombustível. Hoje em dia, o material mais utilizado é o metal. Nos quadros mais antigos, recomenda-se trocar as chaves de fusíveis por disjuntores, os quais oferecem maior segurança, além de não precisarem ser substituídos em caso de anormalidades, pois são automáticos, isto é, desligam-se quando há sobrecarga nas instalações elétricas. Após resolvido o problema, basta religá-los. De acordo com NBR 5410, o quadro de distribuição (QD) ou quadro de luz (QL) deve estar localizado em locais de fácil acesso, com grau de proteção adequado à classificação das influências externas, possuir identificação (nomenclatura) do lado externo e identificação dos componentes, obedecendo ainda aos seguintes parâmetros: •

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As placas dos equipamentos e dispositivos constituintes do conjunto não devem ser retiradas.

57

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

•

No interior do conjunto, a correspondência entre os componentes e o circuito respectivo deve ser feita de forma clara e precisa.

•

A designação dos componentes deve ser legível, executada de forma durável e posicionada de modo a evitar qualquer risco de confusão. Além disso, deve corresponder à notação adotada no projeto elétrico (diagrama e memoriais).

Também deverá ser prevista em cada quadro de distribuição uma capacidade de reserva (espaço) que permita ampliações futuras compatíveis com a quantidade e o tipo de circuitos efetivamente previstos inicialmente. Essa previsão de reserva deverá obedecer ao seguinte critério: •

Quadros com até seis circuitos, prever espaço reserva para, no mínimo, dois circuitos.

•

Quadros de sete a 12 circuitos, prever espaço reserva para, no mínimo, três circuitos

•

Quadros de 13 a 30 circuitos, prever espaço reserva para, no mínimo, quatro circuitos.

•

Quadros acima de 30 circuitos, prever espaço reserva para, no mínimo, 15% dos circuitos.

O dimensionamento e a especificação técnica dos quadros de distribuição deverão ser feitos de acordo com a NBR 6808 (ABNT). A manutenção preventiva dos quadros de distribuição e painéis é de extrema importância. De acordo com a NBR 5410, a estrutura do(s) quadro(s) e/ou painel(is), deve ser periodicamente verificada, observando-se seu estado geral quanto a fixação, danos na estrutura, pintura, corrosão, fechaduras e dobradiças. Também deve ser verificado o estado geral dos condutores e cordoalhas de aterramento, bem como o estado geral de conservação e funcionamento dos componentes com partes internas móveis como contatores, relés, chaves seccionadoras, disjuntores etc. No caso de componentes fixos como fusíveis, condutores, barramentos, calhas, canaletas, conectores, terminais, transformadores etc., deve ser inspecionado o estado geral, observando-se sinais de aquecimento, fixação, identificação, ressecamento e limpeza. Nos casos de sinalizadores, deve ser verificada a integridade do(s) soquete(s), fixação e a limpeza interna e externa.

58

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Quadro de Distribuição de Circuitos

Figura 8.1 Tipos de quadros de distribuição.

Central de distribuição

Quadro de distribuição de ferro, de embutir

Quadro de distribuição de ferro, de sobrepor

59

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 8.2 Quadro de distribuição de circuitos terminais.

60

Fonte: Pial Legrand

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Quadro de Distribuição de Circuitos

Figura 8.3 Desenho esquemático do quadro de distribuição.

N F F

Barra do neutro

Circ. 1

Circ. 3

Circ. 5

Circ. 7

Circ. 9

Circ. 11

DTM

T

Barra do terra

DTM

DTM

IDR

IDR

DTM

DTM

IDR

IDR

DTM

DTM

IDR

IDR

DTM

DTM

IDR

IDR

DTM

DTM

IDR

IDR

DTM

DTM

IDR

IDR

DTM = Disjuntor termomagnético IDR = Interruptor diferencial residual

Circ. 2

Circ. 4

Circ. 6

Circ. 8

Circ. 10

Circ. 12

F = Fase N = Neutro T = Terra

Fonte: Prysmian

61

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 8.4 Opção de utilização de interruptor DR na proteção geral. F FN T

DTM Barra do neutro

Barra do terra IDR

Circ. 1 Circ. 3 Circ. 5 Circ. 7 Circ. 9

DTM

DTM

DTM

DTM

DTM

DTM

DTM

DTM

DTM

DTM

DTM

DTM

Circ. 11

Circ. 2 Circ. 4 Circ. 6 Circ. 8 Circ. 10 Circ. 12

DTM = Disjuntor termomagnético

F = Fase N = Neutro T = Terra

Fonte: Prysmian

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Proteção (terra)

Fase

Neutro

Disjuntor diferencial residual geral

T

Barramento de proteção. Deve ser ligado eletricamente caixa do QD.

Disjuntores dos circuitos terminais bifásicos. Recebem a fase do disjuntor geral e distribuem para os circuitos terminais.

N

Barramento de interligação das fases

Quadro de Distribuição de Circuitos

Figura 8.5 Exemplo de quadro de distribuição para fornecimento bifásico.

Barramento de neutro. Faz ligação dos condutores neutros dos circuitos terminais com o neutro do circuito de distribuição, devendo ser isolado eletricamente da caixa do QD.

Fonte: Prysmian

63

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

LOCALIZAÇÃO NO PROJETO ARQUITETÔNICO O quadro de distribuição deve estar localizado em local de fácil acesso, preferencialmente, o mais próximo possível do medidor ou centro de medição. Sua localização deve ser tal que seu alimentador não precise fazer muita curva ou mudar de prumada. Essa recomendação é para se evitar gastos desnecessários com os fios do circuito de distribuição de energia, que são os que possuem diâmetros maiores de toda a instalação, sendo, portanto, mais caros. Deve ser colocado o mais próximo possível do centro de gravidade da carga que irá atender, de modo que fique equidistante dos pontos extremos. A distância máxima do quadro até a tomada mais distante não deve ultrapassar 35 metros. Quando essa condição não é satisfeita, é preferível subdividir o quadro em dois ou mais quadros de distribuição. Essa subdivisão de quadros de distribuição é comum quando a área construída for superior a 250 metros. Quando temos um edifício com vários pavimentos, os quadros se localizam em cada unidade. A fiação que interliga o centro de medição aos quadros é colocada individualmente dentro de um conduíte para cada quadro de distribuição. As posições mais recomendáveis para a localização do quadro de distribuição de circuitos terminais dentro de uma residência são: corredores, circulações, vestíbulos, cozinhas, áreas cobertas etc. O QD ou QL deve ser instalado na parede de modo que seu centro fique aproximadamente 1,5 m em relação ao piso acabado. Nos cômodos como cozinhas e áreas de serviço, o arquiteto deve tomar cuidado para que a instalação do QD ou QL não atrapalhe a colocação de armários. O quadro não deve ser localizado em ambientes reservados (quartos e salas específicas), privados (banheiros), ou que fiquem trancados.

64

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Área de serviço

Cozinha

Quadro de Distribuição de Circuitos

Figura 8.6 Localização do QD no projeto arquitetônico.

Dormitório 2

Hall

Copa

Banheiro QD

Dormitório 1

Sala

65

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

9

PRUMADAS ELÉTRICAS E CAIXAS DE PASSAGEM Entende-se como prumada elétrica o conjunto de eletrodutos que, para praticidade de execução, se localizam em um único local de subida às edificações verticais. Na fase de projeto, deve ser previsto um local para essa prumada e as caixas de passagem. As prumadas devem ser localizadas, preferencialmente, nos espaços com pouca ou nenhuma interferência, facilidade de acesso, e que estejam na área comum dos pavimentos. Na execução das prumadas é importante seguir algumas recomendações, tais como: manter o prumo; bloquear a ponta das prumadas, de modo a evitar a entrada de argamassa ou resíduos; inspecionar a qualidade dos materiais que chegam à obra; eliminar possíveis rebarbas nas emendas dos eletrodutos; garantir estanqueidade dos eletrodutos; passar as prumadas quando a edificação estiver protegida da chuva; garantir que as caixas embutidas na alvenaria irão facear seu revestimento. Espaços livres para a passagem de tubulações elétricas nos sentidos horizontal (forros ou dutos horizontais) e vertical (pontos e shafts) facilitam a execução da obra, a operação e a manutenção das instalações. Entretanto, é importante verificar a interferência com os outros projetos (estrutural, hidráulico, telefone etc.). As caixas de passagem, normalmente embutidas na parede, em diversos formatos e feitas de materiais variados, são usadas para organizar a distribuição dos cabos e dos fios nos trechos da parede e (ou) da prumada em que mudam de direção. Deve ser colocada pelo menos uma caixa a cada 15 metros percorridos linearmente. O tamanho dessas caixas varia de acordo com o número de eletrodutos que chega a elas.

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Prumadas Elétricas e Caixas de Passagem

Figura 9.1 Prumada elétrica. Quadros de distribuições

Caixa-d’água

Barrilete

Ch.-boia || || CX 4” x 4 (H = 0,30 m)

QF — Bomba de incêndio Ch.-boia || ||

E

ø1”

QLF— 34

ø1”

QLF— 32

QLF— 24

QLF— 22

QLF— 43

QLF— 41

QLF— 33

QLF— 31

QLF— 23

QLF— 21

QLF— 13

QLF— 11

QLF— 03

QLF— 01

ø1”

QLF— Bomba de incêndio ||| ø1”

A — Caixa de passagem: 400 mm x 400 mm x 150 mm. QLF— 14

Quadros de medidores

B —Caixa de passagem no piso: 600 mm x 600 mm x 800 mm com tampo de concreto, dreno em pedra brita n. 2 H = 0,20 m.

QLF— 12 Ch.-boia || ||

QF— B.recal

QLF— Adm.01

QLF— 02

6 5

#11/4”

#3/4”

A

ø1”

#3/4” (botoeiras) ø11/4”

A

ø11/4”

B Bombeiro ø1”

4 x ø11/4” 4 x ø11/4” Bombeiro ø1” Ch.-boia ø1” 10 x ø11/4”

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A Vazio

A 5xø11/4”

A

5xø11/4”

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TV — FM — CABO Antena coletiva TV — FM

ø1”

Caixa-d’água

ø1”

#3/4

TV

#3/4 TV TV

TV

Dormitório 02

Sala

ø3/4”

Sala

ø3/4”

Dormitório 01

(amplificador de sinal)

Dormitório 02

Barrilete

Central TV coletiva

Dormitório 01

TV C.P.

Sala

Dormitório 01

Sala

Dormitório 02

Caixa de passagem 200 x 200 x 120 mm (H = 1,30 m) Dormitório 02 Dormitório 01

Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 9.2 Prumada de TV.

TV TV TV

TV TV TV

ø3/4”

TV TV

#3/4

ø3/4”

TV

#3/4 TV TV

TV

TV TV TV

TV TV TV

ø3/4”

TV TV

ø3/4” TV

#3/4

TV TV TV

TV

#3/4 TV TV

TV TV TV

ø3/4”

TV TV

ø3/4” TV

TV

#3/4 TV TV

TV TV

Cx. TV 20 x 20 x x 12 cm

TV TV TV

ø3/4”

ø3/4” TV

TV a cabo ø1”

TV TV

TV TV TV

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10

Circuitos da Instalação

CIRCUITOS DA INSTALAÇÃO

Entendem-se como circuitos as linhas de transmissão de energia interna. Os circuitos da instalação desenvolvem-se a partir da origem da instalação e podem ser de dois tipos: os circuitos de distribuição e os circuitos terminais.

CIRCUITOS DE DISTRIBUIÇÃO Os circuitos de distribuição se originam no quadro de medição e alimentam os quadros terminais ou outros quadros de distribuição. Usa-se, então, a designação de circuito de distribuição principal (alimentador) e circuitos de distribuição divisionários (subalimentador). Figura 10.1 Circuito de distribuição (liga o quadro do medidor ao quadro de distribuição). Rede pública de baixa tensão

Ponto de derivação Ramal de derivação (2 F + N) Caixa de medição

Circuito alimentador principal (2 F + N + PE) Vai para o quadro de distribuição

Ramal de entrada

Ponto de entrada

Medidor

Terminal de aterramento principal

Dispositivo geral de proteção

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

CIRCUITOS TERMINAIS Os circuitos terminais partem dos quadros de distribuição, chamados de quadros terminais, que são montagens que reúnem chaves, fusíveis, barramentos, disjuntores e relés, que se destinam à concentração dos meios de proteção e seccionamento dos circuitos que deles partem para a alimentação dos pontos de iluminação e tomadas de uso geral (TUGs) e específico (TUEs). Os circuitos podem ser de: •

Iluminação: quando alimentam apenas aparelhos de iluminação;

•

Tomadas: quando alimentam apenas tomadas de uso geral e (ou) tomadas de uso específico;

•

Motores: quando alimentam equipamentos de utilização a motor (geralmente, são circuitos individuais, isto é, alimentam um único equipamento).

Figura 10.2 Circuitos terminais (partem do quadro de distribuição e alimentam lâmpadas e tomadas de uso geral e tomadas de uso específico).

(F + N)

(F + N + PE)

Quadro de distribuição Disjuntor geral

(2 F + PE)

(F + N + PE)

(F + N + PE)

Neutro Fases Proteção (PE)

(2 F + PE)

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A instalação elétrica de uma edificação deve ser dividida em circuitos terminais. Isso facilita a operação e a manutenção da instalação, e reduz a interferência quando da utilização de aparelhos e equipamentos elétricos. Além disso, a queda de tensão e a corrente nominal serão menores, proporcionando dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção de menor seção e capacidade nominal, o que facilita a passagem dos condutores nos eletrodutos e as ligações deles aos terminais dos aparelhos de utilização. Para cada circuito terminal, deverá ser previsto um dispositivo de proteção no quadro de distribuição.

Circuitos da Instalação

DIVISÃO DA INSTALAÇÃO EM CIRCUITOS TERMINAIS

Ao dividir a instalação em circuitos, e ao distribuir os circuitos entre as fases, deve-se ter sempre presente a necessidade de equilibrar ao máximo as diferentes fases, isto é, as potências instaladas em cada fase devem ser muito próximas umas das outras. A divisão da instalação elétrica em circuitos terminais segue critérios estabelecidos na NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão – Procedimentos), da ABNT. De acordo com a norma, devem ser previstos circuitos de iluminação separados dos circuitos de tomadas de uso geral. Os circuitos com pontos de luz e tomadas de uso geral devem ser racionalmente divididos pelos setores da unidade residencial (social, íntimo, serviço etc). Recomendam-se tomadas comuns, de 100 watts de potência, em média, para ambientes de estar, como salas e quartos. Um circuito dimensionado com um cabo de 2,5 mm² (a bitola mais comum em residências) a uma tensão de 127 volts pode conduzir algo em torno de 1.200 a 1.500 watts. Além disso, devem ser previstos circuitos exclusivos para tomadas de uso específico, como, por exemplo, de chuveiro, ar-condicionado, forno de micro-ondas etc. Os aparelhos eletrônicos, como os computadores, mesmo que não tenham potência tão elevada, devem ser alimentados por circuitos exclusivos e com aterramento. Também é preciso tomar cuidado para não sobrecarregar os circuitos. Se os circuitos ficarem muito carregados, os fios terão uma bitola (diâmetro) muito grande, o que dificultará sua instalação nos eletrodutos e as ligações terminais de interruptores e tomadas.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 10.3 Circuito de iluminação (FN).

Fase

N F F T

Neutro

N

T

Retorno

Barramento de neutro

Barramento de proteção

Disjuntor monopolar

Figura 10.4 Circuitos de pontos de tomadas de uso geral (FN).

Fase Proteção

N F F T

Neutro

N

T

Barramento de neutro

Barramento de proteção

72

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Circuitos da Instalação

Figura 10.5 Circuito de ponto de tomada de uso específico (FN).

Proteção

Neutro

Fase

Barramento de proteção

Botão de teste N F

Disjuntor DR

Figura 10.6 – Circuito de ponto de tomada de uso específico (FF).

Proteção

Fase

Fase Barramento de proteção T Botão de teste N F F

Disjuntor DR

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

POTÊNCIA POR CIRCUITO Ao estabelecer o número de circuitos e a potência dos circuitos, recomenda-se não exceder o limite de cada ramal, sob risco de superaquecimento dos cabos, variação na tensão e desarme constante dos disjuntores. Para que isso não aconteça, os circuitos terminais devem obedecer aos seguintes limites: •

Tensão de 127 V: limite de potência 1.200 W.

•

Tensão de 220 V: limite de potência 2.500 W.

Devem ser previstos circuitos individuais para equipamentos de potência igual ou superior a 1.200 W, na tensão 127 V, e 2.500 W, para tensão 220 V. Esses cálculos ajudarão na escolha correta da seção (diâmetro) dos fios que devem ser utilizados na instalação interna, evitando acidentes; na escolha correta dos disjuntores e fusíveis; no dimensionamento da caixa de distribuição, na qual a rede elétrica deve ser distribuída corretamente em vários circuitos. A ocorrência excessiva de queima de fusíveis, ou desarme de disjuntores, quando dois ou mais aparelhos elétricos estiverem ligados ao mesmo tempo, deve-se basicamente a: subdimensionamento da fiação, e, consequentemente, de seu dispositivo de proteção (disjuntor) que os desarma para a proteção das instalações elétricas.

Tabela 10.1 Bitola mínima do fio em função da carga do circuito Carga instalada por circuito (watts)

Bitola mínima do fio do circuito (mm2 )

Até 1.900

1,5

1.910 a 2.600

2,5

2.610 a 3.200

4,0

3.210 a 3.900

6,0

3.910 a 5.000

10,0

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Aterramento do Sistema

ATERRAMENTO DO SISTEMA

A terra é um grande depósito de energia, por essa razão pode fornecer ou receber elétrons, neutralizando uma carga positiva ou negativa. Nas instalações elétricas prediais, o aterramento é extremamente necessário, pois faz exatamente isso, ou seja, estabelece essa ligação com a terra, estabilizando a tensão em caso de sobrecarga de energia, evitando, dessa forma, um curto-circuito nos aparelhos da instalação. Em instalações elétricas prediais, a ausência ou falta de aterramento é responsável por muitos acidentes elétricos com vítimas. Também é importante ressaltar que, independentemente de sua fi nalidade (proteção ou funcional), o aterramento deve ser único em cada local da instalação. Existem basicamente dois tipos principais de aterramento: o aterramento por razões funcionais, que deve ser realizado para garantir o funcionamento correto dos equipamentos ou para permitir o funcionamento seguro e confiável da instalação; e o aterramento de proteção, que consiste na ligação à terra das massas metálicas, e cujo objetivo é a proteção contra choques elétricos por contato indireto. Durante atividades de manutenção em instalações elétricas prediais, eventualmente, também poderá ser feito um aterramento de trabalho provisório, que deve ser desfeito no fi nal dos trabalhos*. De acordo com a NBR 5410, a seleção e a instalação dos componentes dos aterramentos devem ser tais que: •

O valor da resistência de aterramento obtida não se modifique consideravelmente ao longo do tempo.

•

Eles resistam às solicitações térmicas, termomecânicas e eletromecânicas.

•

Sejam adequadamente robustos ou possuam proteção mecânica apropriada para fazer face às condições de influências externas como: temperatura ambiente, altitude, presença de água,

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

presença de corpos sólidos, presença de substâncias corrosivas ou poluentes, solicitações mecânicas, presença de flora e mofo, presença de fauna, influências eletromagnéticas, eletrostáticas ou ionizantes, radiações solares e raios. O aterramento da caixa do medidor, bem como do quadro de distribuição de energia e dos aparelhos eletrodomésticos que serão utilizados na edificação, é uma importante medida de segurança, caso ocorram alguns defeitos.

ATERRAMENTO DA ENTRADA CONSUMIDORA A entrada consumidora deve possuir um ponto de aterramento destinado ao condutor neutro do ramal de entrada e da caixa de medição, quando for metálica. O condutor de proteção destinado ao aterramento da instalação interna do cliente – PE (NBR 5410) não deve ser interligado com a haste de aterramento da entrada consumidora. O aterramento deve ser feito sob a caixa de medição à distância de 0,5 m dela. O condutor de aterramento deve ser de cobre nu, tão curto e retilíneo quanto possível, sem emenda, e não ter dispositivo que possa causar sua interrupção. Deve ser protegido mecanicamente por eletroduto.

BARRAMENTO EQUIPOTENCIAL (BEQ) Toda instalação elétrica deverá ter um barramento equipotencial em cobre no qual interligam-se todos os terras.

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Poste particular

Aterramento do Sistema

Figura 11.1 Aterramento do quadro de medição.

Haste de aterramento Copperweld com pig-tail para aterramento de entrada de consumidores

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 11.2 Caixa equipotencial. Caixa metálica para embutir com tampa 20 cm x 20 cm x 14 cm Terminal de pressão #16 mm2 Placa de cobre 15 cm x 15 cm x 0,2 cm

Isolador de baixa tensão

Aterramento interfone Aterramento quadro de medição Aterramento telefone Aterramento TV Aterramento do para-raios Aterramento geral

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Aterramento do Sistema

ATERRAMENTO DO QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA Para realizar o aterramento, a fiação do terra deverá vir do barramento equipotencial das instalações.

Figura 11.3 Aterramento do quadro de distribuição.

Fio terra

Fio terra Fase Neutro

Vem do barramento equipotencial Tomada

Haste de cobre aterrada

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

ATERRAMENTO DOS APARELHOS ELETRODOMÉSTICOS O aterramento dos aparelhos eletrodomésticos é uma medida de segurança em caso de defeitos, quando o fio fase, que está sempre energizado, toca acidentalmente esses equipamentos. O fio terra deve ser, no mínimo, da mesma seção (diâmetro) do fio fase até a bitola 16 mm 2 e metade da seção acima dessa bitola. Também é importante destacar que a tubulação de água não deve ser utilizada como terra.

Figura 11.4 Aterramento de chuveiro.

Fase

Neutro

Fio terra (interligado na barra do terra no quadro de distribuição)

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A sobrecarga nas redes elétricas pode ser originada tanto por um raio como pela própria concessionária de energia, em manobras técnicas e atividades de manutenção das redes, por exemplo. O nível da sobrecarga pode variar e é imprevisível, e demanda soluções de projeto para proteger as instalações elétricas nessas situações.

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Dispositivos de Proteção para Baixa Tensão

DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO PARA BAIXA TENSÃO

Porém é importante lembrar que não existe garantia total contra os possíveis danos. Os dispositivos de proteção disponíveis no mercado amenizam o risco, mas não o eliminam completamente. Assim, para mais eficiência no sistema de proteção, é necessário fazer um bom dimensionamento da rede, uma especificação correta dos dispositivos e, depois, uma manutenção periódica das instalações. Existem, no mercado, dispositivos de proteção para as instalações e de proteção para as pessoas da edificação. Normalmente, as pessoas costumam confundir os dois tipos de proteção. O para-raios, por exemplo, é específico para proteção de pessoas (ver o Capítulo 23, “Instalações de para-raios e suas interfaces com a arquitetura”), ele não protege equipamentos, que geralmente queimam. Já os dispositivos de proteção para baixa tensão servem para proteger a instalação em casos de curtos-circuitos, ou quando há excesso de corrente elétrica (sobrecarga). Os dispositivos de proteção mais comum são os disjuntores termomagnéticos. Cada circuito terminal da instalação elétrica predial deve ser ligado a um dispositivo de proteção, que pode ser um disjuntor termomagnético (DTM), um disjuntor diferencial residual (DR) ou interruptor diferencial residual (IDR). Os disjuntores termomagnéticos de baixa tensão são os dispositivos mais usados atualmente em quadros de distribuição. Esses disjuntores oferecem proteção aos fios do circuito, desligando-o automaticamente quando da ocorrência de uma sobrecorrente provocada por um curto-circuito ou sobrecarga; permitem manobra manual, como um interruptor, seccionam somente o circuito necessário, em uma eventual manutenção.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

O DR é um dispositivo de segurança de uso recomendado pela NBR 5410. Trata-se de um dispositivo supersensível às menores fugas de corrente, ocasionadas, por exemplo, por fios descascados, ou por uma criança que introduza o dedo ou qualquer objeto numa tomada. De atuação imediata, ele interrompe a corrente assim que identifica anomalias. É possível instalar um único DR na caixa de medição ou um para cada circuito da instalação, nesse caso, colocados no quadro geral de distribuição. O IDR deverá ser utilizado em conjunto com um disjuntor termomagnético, pois não possui proteção contra curto-circuito ou sobrecarga. A norma recomenda a utilização de proteção diferencial residual (disjuntor) de alta sensibilidade em circuitos terminais que sirvam a: •

Tomadas de corrente em cozinhas, lavanderias, locais com pisos e (ou) revestimentos não isolantes e áreas externas.

•

Tomadas de corrente que, embora instaladas em áreas internas, possam alimentar equipamentos de uso em áreas externas.

•

Aparelhos de iluminação instalados em áreas externas;

•

Circuitos de tomadas de corrente em banheiros.

Os circuitos que não se enquadram nas recomendações e exigências aqui apresentadas serão protegidos por disjuntores termomagnéticos. Na proteção com DR, deve-se tomar cuidado com o tipo de aparelho a ser instalado. Chuveiros, torneiras elétricas e aquecedores de passagem com carcaça metálica e resistência nua apresentam fugas de corrente muito elevadas, que não permitem que o DR fique ligado. Isso significa que esses aparelhos representam um risco à segurança das pessoas, devendo ser substituídos por outros com carcaça de material isolante e resistência blindada*. Na escolha do tipo de proteção, é importante considerar também o fator econômico, sempre observando e respeitando as recomendações e os parâmetros restritivos da NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão – Procedimento), da ABNT. Para dimensionar o dispositivo de proteção (disjuntor) de um circuito é necessário saber a potência a ser instalada em cada circuito e calcular sua corrente. Para dimensionar o disjuntor ou interruptor DR geral do quadro de distribuição, é preciso saber a potência elétrica total instalada na edificação e calcular a corrente do circuito de distribuição.

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_ *(Instalações Elétricas Residenciais. Prysmian.)

Para dimensionar o disjuntor aplicado no quadro de medição, é necessário saber a potência total instalada que determinou o tipo de fornecimento e o tipo de sistema de distribuição da companhia

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É muito importante utilizar disjuntores ou fusíveis adequados nas instalações elétricas. A capacidade desses equipamentos é dada em ampère (A), que indica a intensidade de carga elétrica que pode passar por eles. A utilização de disjuntores com capacidade acima do necessário poderá danificar as instalações e os aparelhos elétricos; por outro lado, se a amperagem desses dispositivos de proteção for abaixo do indicado, ocorrerá o desarme dos disjuntores ou a queima excessiva de fusíveis, às vezes, sem necessidade.

Figura 12.1 Disjuntor termomagnético para circuito de luz tipo Quicklag.

Dispositivos de Proteção para Baixa Tensão

de eletricidade local. De posse desses dados, consulta-se a norma de fornecimento da companhia fornecedora de eletricidade local para saber a corrente nominal do disjuntor a ser empregado.

Figura 12.2 Tipos de disjuntores termomagnéticos.

Fonte: Moeller

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 12.3 Tipos de disjuntores diferenciais residuais (DR).

Figura 12.4 Interruptor diferencial residual (IDR).

Fonte: Prysmian

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De acordo com a NBR 5410, a escolha de qualquer componente e sua instalação deve permitir que sejam obedecidas as medidas de proteção para garantir a segurança e um funcionamento adequado ao uso da instalação e as prescrições apropriadas às condições de influências externas previsíveis (temperatura, altitude, presença de água, presença de corpos sólidos, choques mecânicos, mofo, vibração, influências eletromagnéticas etc.).

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Componentes Utilizados nas Instalações

COMPONENTES UTILIZADOS NAS INSTALAÇÕES

Todos os componentes da instalação predial elétrica devem ser selecionados e instalados de forma a satisfazer as prescrições da referida norma técnica, bem como das normas brasileiras que lhe sejam aplicáveis e, na falta destas, as normas IEC e ISO. Na falta de normas brasileiras, IEC e ISO, os componentes devem ser selecionados por acordo especial entre o projetista e o instalador. De modo geral, os componentes devem ser escolhidos de forma adequada para obedecer a condições de serviço, como: •

Tensão nominal – valor eficaz em corrente alternada da instalação.

•

Corrente de projeto – valor eficaz em corrente alternada, que possa percorrê-los em serviço normal.

•

Frequência – se esta tiver influência sobre as características dos componentes, a frequência nominal do componente deverá corresponder à frequência da corrente no circuito pertinente.

•

Potência elétrica – os componentes escolhidos segundo suas características de potência devem ser adequados às condições normais de serviço, considerando os regimes de carga que possam ocorrer.

•

Compatibilidade – os componentes devem ser escolhidos de modo a não causar, em serviço normal, efeitos prejudiciais, quer aos demais componentes, quer à rede de alimentação, incluindo condições de manobra. Alguns cuidados específicos devem ser observados no caso do emprego de condutores de alumínio.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Segundo a NBR 5410, os componentes da instalação devem ser dispostos de modo a facilitar sua operação, sua manutenção e o acesso às suas conexões. A identificação dos componentes também é importante; as placas indicativas ou outros meios adequados de identificação devem permitir identificar a finalidade dos dispositivos de comando e proteção, a menos que não exista qualquer possibilidade de confusão.

ELETRODUTOS São condutos (aparentes ou embutidos) destinados exclusivamente a conter ou abrigar os condutores elétricos, fazendo as ligações entre todos os pontos de eletricidade e os quadros de luz. Correspondem também a uma tubulação que protege e permite a fácil substituição dos condutores. Eles têm a importante função de proteger os condutores contra ações mecânicas e contra corrosão; bem como proteger a edificação contra perigos de incêndio, resultantes do superaquecimento dos condutores. Os eletrodutos podem ser rígidos (de aço ou PVC); semirrígidos (de polietileno) e flexíveis metálicos. Só podem ser embutidos os eletrodutos rígidos e semirrígidos. Depois de determinado o número de circuitos elétricos em que a instalação elétrica foi dividida, e já definido o tipo de proteção de cada circuito, deve-se efetuar a sua ligação através de eletroduto. Essa ligação precisa ser planejada detalhadamente, de tal forma que nenhum ponto de ligação fique esquecido, pois é através dele que os fios dos circuitos passarão. Para o planejamento do caminho que o eletroduto irá percorrer, fazem-se necessárias algumas orientações básicas*:

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_ *(Instalações Elétricas Residenciais. Prysmian.)

•

Locar, primeiro, o quadro de distribuição em lugar de fácil acesso e que fique o mais próximo possível do medidor.

•

Partir com o eletroduto do quadro de distribuição, traçando seu caminho de forma a encurtar as distâncias entre os pontos de ligação.

•

Utilizar a simbologia gráfica para representar, na planta residencial, o caminhamento do eletroduto.

•

Fazer uma legenda da simbologia empregada.

•

Caminhar, sempre que possível, com o eletroduto, de um cômodo para o outro, interligando os pontos de luz.

•

Ligar os interruptores e tomadas ao ponto de luz de cada cômodo.

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Os eletrodutos são caracterizados por seu diâmetro externo (em mm), chamado tamanho nominal. O diâmetro nominal mínimo admitido nas instalações é de 16 mm. As dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir instalar e retirar facilmente os condutores ou cabos, após a instalação dos eletrodutos e acessórios. Para isso, é necessário que a taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal dos eletrodutos não seja superior a: • • •

Componentes Utilizados nas Instalações

Para calcular o diâmetro do eletroduto, deve-se saber a bitola e o número de fios que ele terá de abrigar. O tamanho nominal é o diâmetro externo do eletroduto expresso em mm, padronizado por norma. O dimensionamento é feito para cada trecho da instalação. Deve-se evitar a concentração excessiva de fios ou cabos dentro de um mesmo duto para que não haja aquecimento e riscos de curto-circuito.

53%, no caso de um condutor ou cabo; 31%, no caso de dois condutores ou cabos; 40%, no caso de três ou mais condutores ou cabos.

Tabela 13.1 Diâmetros dos eletrodutos Polegadas

1/2

3/4

1

1 1/4 1 1/2

2

2 1/2

3

4

Milímetros

15

20

27

35

53

62

76

100

41

Figura 13.1 Identificação de cabos passando dentro do eletroduto. Proteção

Fase

Neutro

Retorno

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 13.2 Tipos de conduítes.

Conduíte flexível

Conduíte metálico roscado com luva

Figura 13.3 Dimensionamento de eletroduto.

60% Diâmetro externo 40%

Figura 13.4 Dutos flexíveis.

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2

8

˜

3

3

3

a

a

a

S

2ø

5 e

S

1

1

6 7

˜

1 3

3

1a

100

3

1a

Componentes Utilizados nas Instalações

Figura 13.5 Eletrodutos representados no plano horizontal.

3 Sala A

3 2

8

Figura 13.6 Detalhe de instalação de eletroduto aparente.

Caixa 4 x 4

Braçadeira tipo “D”

Braçadeira tipo “D” Caixa 4x2

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 13.7 Instalação aparente com eletroduto rígido.

X

E Conduletes

LL

T

C

Quadro elétrico

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Componentes Utilizados nas Instalações

Figura 13.8 Curvas, luva, bucha e arruela de eletrodutos rígidos. Luva

Arruela

Bucha

CAIXAS São acessórios que têm várias funções nas instalações elétricas prediais. Suas principais funções são: • • •

Servir de base para fixação de luminárias e/ou dispositivos de comando; Enfiação, emendas e derivação de eletrodutos; Permitir acesso à fiação e manutenção das instalações.

As caixas retangulares e quadradas têm como finalidade principal a fixação de interruptores e tomadas, são utilizadas também como caixas de passagem quando o eletroduto tiver mais que 15 m de comprimento ou fizer mais que duas curvas. As caixas hexagonais são frequentemente usadas para a fixação de luminárias de parede. As caixas octogonais com fundo móvel são usadas em lajes, para a fixação de luminárias e derivação de eletrodutos. São usadas cinco entradas, pela dificuldade de fixação do conduíte à caixa. Essas caixas são de ferro, esmaltadas, e têm em suas laterais orifícios estampados, que são abertos conforme a necessidade de entrada de conduítes.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

As caixas de derivação ou de passagem podem ser de embutir ou aparentes. As caixas de embutir podem ser de PVC ou de chapa de aço (preferencialmente estampadas, que podem ser zincadas a fogo, esmaltadas ou galvanizadas). As caixas usadas para instalação no piso devem ser de alumínio com tampas de latão removível e regulável e podem ser simples, duplas ou triplas. As caixas para instalação aparente podem ser de alumínio injetado ou de PVC. Também denominadas conduletes, essas caixas são muito utilizadas em instalações industriais, comerciais, depósitos, oficinas etc. De acordo com a NBR 5410, as caixas devem ser colocadas em lugares facilmente acessíveis e serem providas de tampas. As caixas que contiverem interruptores, tomadas de corrente e congêneres devem ser fechadas pelos espelhos que completam a instalação desses dispositivos. As caixas de saída para a alimentação de equipamentos podem ser fechadas pelas placas destinadas à fixação de tais equipamentos. Por razões estéticas e, principalmente, por questões de segurança dos usuários, os espelhos, placas e tampas devem ser colocados somente e imediatamente depois de concluídos os trabalhos de acabamento da obra.

Tabela 13.2 Tipos de caixa, dimensões, finalidades e número máximo de condutores* Tipos de caixa

Dimensões (cm)

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N. máx. de condutores 1,5

2,5

4,0

6,0

Retangular 10 x 5 x 5

Interruptores, tomadas e pulsadores

9

6

4

—

Quadrada

10 x 10 x 5

Interruptores, tomadas e ligações

11

9

7

5

Quadrada

10 x 10 x 10

Passagem (ligações)

11

9

7

5

Quadrada

15 x 15 x 10

Passagem (ligações)

20

16

12

10

Ponto de luz no teto e ligações

11

11

9

5

Ponto de Octogonal 10 x 10 x 10 luz no teto e ligações

11

11

9

5

Arandelas e ligações

6

6

4

3

Octogonal 10 x 10 x 5 _ *(CAVALIN, Geraldo; CERVELIN, Severino. Instalações elétricas prediais 4. ed. São Paulo: Érica, 1998. Coleção Estude e Use. Série Eletricidade.)

Finalidades

Sextavada

7,5 x 7,5 x 5

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Quadrada 4” x 4”

Hexagonal

Retangular 4” x 2”

Octogonal 4” x 4”

Componentes Utilizados nas Instalações

Figura 13.9 Caixas de derivação de eletrodutos.

Octogonal 4”x 4”

Figura 13.10 Caixas plásticas. Caixa plástica 10 cm x 5 cm

Caixa plástica 10 cm x 10 cm

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 13.11 Caixas de passagem para instalação aparente (conduletes).

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Componentes Utilizados nas Instalações

Figura 13.12 Medidas dos eletrodutos que descem até as caixas.

Espessura da laje 0,15 m

Chuveiro

Pé-direito 2,80 m

0,70 m

2,20 m 1,10 m

1,50 m

0,30 m

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 13.13 Medidas dos eletrodutos que sobem até as caixas.

0,70 m 1,10 m

1,50 m

1,10 m 0,10 m

0,30 m

0,30 m

Espessura do contrapiso 0,1 m

CONDUTORES DE ELETRICIDADE Chama-se de condutor elétrico a um corpo de formato adequado, construído com material condutor e destinado a transportar corrente elétrica. Geralmente, o material condutor é o cobre e, em alguns casos, o alumínio. Esses metais possuem melhores características condutoras que os demais a um preço mais acessível.

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Os fios e os cabos são os exemplos mais comuns de condutores nas instalações elétricas. A diferença fundamental entre eles é a flexibilidade. Os fios são próprios para instalações que não exijam dobras ou curvas, pois são formados por um único fio de cobre de seção maior isolado com PVC, o que lhe confere maior rigidez. Já os cabos são ideais para instalações em que haja curvas, pois

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Componentes Utilizados nas Instalações

apresentam maior flexibilidade. São constituídos por inúmeros fios finos de cobre, que também recebem isolamento em PVC. A qualidade é um dos fatores determinantes na hora da escolha de fios e cabos. Os condutores de segunda categoria, mais baratos, que deverão ser evitados, em geral são confeccionados com a reutilização de fios e até mesmo do material isolante, o que pode causar rachaduras pelo aquecimento. Além de fuga de corrente, choques, curtos-circuitos e perigos de incêndio, esses fios e cabos mais baratos trazem em seu interior um cobre com altos índices de impurezas, que impedem a boa passagem de corrente elétrica e, consequentemente, aquecem, criando risco para as instalações elétricas, perda de energia e maiores gastos na conta de luz. Para assegurar a qualidade dos fios e cabos, existem as normas brasileiras da ABNT. No Brasil, diversas empresas produzem fios e cabos de alta qualidade, algumas, inclusive, até superando as exigências da ABNT. A corrente elétrica que passa pelos fios é medida em ampères ou A. Para o cálculo da corrente elétrica, é necessário relembrar que: potência elétrica é o resultado do produto da ação da corrente e da tensão; volt-ampère (VA) é a unidade de medida da potência (P); volt (V) é a unidade de medida da tensão (U); ampère (A) é a unidade de medida da corrente (I). Com a fórmula P = U 3 I, pode-se calcular o valor da potência (P), da tensão (U) e da corrente (I), desde que os valores de duas delas sejam conhecidos. A quantidade de corrente que pode passar por um fio depende da sua seção (diâmetro), e o valor do fusível e do disjuntor deve ser igual ao valor da corrente que o fio suporta. A bitola (diâmetro) dos fios é determinada pela quantidade e potência dos aparelhos que estão ou estarão ligados nesses fios. O dimensionamento dos condutores deve ser feito pelo engenheiro eletricista segundo a carga exigida por cada circuito. Trata-se de um procedimento para verificar qual a seção mais adequada a fim de permitir a passagem da corrente elétrica, sem aquecimento excessivo, e para que a queda de tensão seja mantida dentro dos valores limite normalizados. De modo geral, quanto mais grosso é o fio, maior é sua capacidade de conduzir a corrente elétrica. Além disso, os condutores devem satisfazer as seguintes condições*: •

Limite de temperatura, em função da capacidade de condução de corrente.

•

Limite de queda de tensão.

•

Capacidade dos dispositivos de proteção contra sobrecarga.

•

Capacidade de condução de corrente de curto-circuito por tempo limitado.

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_ *(CAVALIN, Geraldo; CERVELIN, Severino. Instalações elétricas prediais 4.ª ed. São Paulo: Érica, 1998. Coleção Estude e Use. Série Eletricidade.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Tabela 13.3 Capacidade de condução de corrente Seção (mm²)

Corrente máxima (A)

1

12

1,5

16,5

2,5

21

4

28

6

36

10

50

16

68

25

89

35

111

50

134

70

171

Tabela 13.4 Seções mínimas dos condutores de cobre (cabos isolados) Tipo de circuito

Seção mínima (mm²)

Circuitos de iluminação

1,5

Circuitos de força

2,5

Circuitos de sinalização e circuitos de controle

0,5

A NBR 5410 especifica a cor de isolação dos condutores somente para duas situações: o condutor neutro deve ser azul-claro e o condutor de proteção (terra) deve ser verde ou verde-amarelo. Para os demais fios e cabos (fases), não é prevista a utilização de nenhuma cor específica. Podem ser de qualquer cor, definidas pelo profissional eletricista para distinguir os circuitos. Os condutores verde ou verde-amarelo só podem ser utilizados como condutor de proteção. Com relação à utilização de condutores de alumínio, de acordo com a NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão – Procedimentos) da ABNT, ela só é admitida em instalações de estabelecimentos industriais e comerciais mediante algumas restrições.

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O uso em instalações de estabelecimentos industriais, devem obedecer simultaneamente às seguintes condições: que a seção nominal dos condutores seja igual ou superior a 16 mm²; que a instalação seja alimentada diretamente por subestação de transformação ou transformador, a partir de uma rede de média tensão

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Em instalações de estabelecimentos comerciais, o uso desses condutores deve obedecer simultaneamente às seguintes condições: que a seção nominal dos condutores seja igual ou superior a 50 mm²; feita em locais de baixa densidade de ocupação e condições de fuga, tais como áreas comuns e de circulação em edificações exclusivamente residenciais de até 15 pavimentos, e edificações de outros tipos até seis pavimentos; a instalação e a manutenção sejam realizadas por pessoas qualificadas, isto é, pessoas com conhecimentos técnicos ou experiência suficiente para lhes permitir evitar os perigos que a eletricidade pode apresentar (engenheiros e técnicos).

Componentes Utilizados nas Instalações

ou que possua fonte própria; e que a instalação e a manutenção sejam realizadas por pessoas qualificadas.

Em locais de alta densidade de ocupação e condições de fugas difíceis como, por exemplo, áreas comuns e de circulação em edificações de atendimento ao público de grande altura ou em hotéis e hospitais, o emprego de condutores de alumínio não é permitido em hipótese alguma.

Figura 13.14 Fios e cabos.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 13.15 Exemplos de fios e cabos.

Fio de cobre com isolamento termoplástico do tipo Pirastic, da Prysmian.

Fios de cobre de têmpera mole, com isolamento p/ 600 V e encapamento externo de PVC do tipo RCC da Prysmian, indicado para uso em locais úmidos.

Condutores de cobre com encapamento protetor para utilização exposta ao tempo tipo WPP. Não é indicado para uso em eletrodomésticos.

Cabo nu de cobre

Haste de copperweld utilizada para eletrodo de terra, vendo-se o conector fixando um fio nu à haste.

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Componentes Utilizados nas Instalações

Figura 13.16 Fios sólidos.

Figura 13.17 Cabos flexíveis.

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Instalações Elétricas e do Projeto de Arquitetura

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DISPOSITIVOS DE MANOBRA Os dispositivos de manobra, também chamados de dispositivos de comando, são aqueles que interrompem os circuitos, isto é, impedem a passagem de corrente. Apesar de parecer um detalhe sem importância, o arquiteto deve escolher bem os lugares onde os interruptores e as tomadas serão instalados. Os eletrodomésticos, por exemplo, não devem ser colocados onde existem interruptores. Na verdade, os interruptores é que devem ser instalados de acordo com a colocação dos eletrodomésticos no layout da arquitetura. Se o arquiteto não atentar a este detalhe, os interruptores podem comprometer a estética da decoração, além de se tornarem pouco úteis no cômodo. Para evitar que isso ocorra, uma boa dica é planejar onde os interruptores serão instalados e cogitar múltiplas alternativas com antecedência. Devem ser previstos no layout do projeto arquitetônico os eletrodomésticos mais importantes, além de outros que poderão ser adquiridos pelo futuro morador. Dessa maneira, será mais fácil decidir quantos interruptores e tomadas serão necessários e onde eles poderão ser instalados. Entretanto, o excesso de interruptores e tomadas espalhadas pela casa também pode prejudicar a decoração dos ambientes. A cor desses dispositivos também é importante. Deve-se priorizar a escolha de tomadas e interruptores neutros e claros, evitando dar destaque a esses detalhes da casa. Alguns projetos de decoração sugerem o uso de interruptores modernos, coloridos ou decorados. Na etapa de planejamento dos pontos, o arquiteto também deve priorizar a acessibilidade e a segurança, particularmente se entre os moradores houver algum idoso. Se na casa houver crianças, uma boa opção são os protetores de tomada com o intuito de aumentar a segurança e evitar choques elétricos. A seguir apresentam-se os principais dispositivos de manobra utilizados nas instalações elétricas prediais.

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É um dispositivo utilizado para interrupção de circuito. Pode ser utilizado também para sua interrupção e proteção simultâneas. O seccionador mais comum nas instalações elétricas prediais é o disjuntor termomagnético.

INTERRUPTORES

Dispositivos de Manobra

SECCIONADOR

São os dispositivos mais usados para comando de circuitos. A velocidade de abertura independe do operador. Podem ser de uma, duas ou três seções. São exemplos de interruptores as chaves blindadas e os interruptores de luz. Os interruptores devem ter capacidade suficiente, em ampères, para suportar por tempo indeterminado as correntes que transportam. Os interruptores das luminárias devem estar colocados de maneira que possam ser acionados próximos delas, de maneira lógica e simples. As dependências muito grandes, com muitas luminárias, podem ter o comando concentrado num quadro de distribuição. Já os compartimentos pequenos, por exemplo, de uma residência, devem ter os interruptores localizados junto às portas, à distância de 10 cm a 15 cm da guarnição. A altura de instalação de interruptor varia de 0,90 m a 1,10 m do piso. Fora desse intervalo, há necessidade de se especificar no desenho. Os interruptores utilizados para o comando de iluminação podem ser de três tipos: simples, paralelo e intermediário. Figura 14.1 Interruptores de embutir de teclas simples, dupla e tripla.

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Figura 14.2 Tipos de interruptores.

INTERRUPTOR SIMPLES Os interruptores simples (comuns) são os controladores de circuito mais usados nas instalações elétricas prediais. Esses interruptores permitem o comando de um ponto apenas e podem ser encontrados com uma, duas ou três seções, permitindo comandar de uma a três lâmpadas ou conjunto de lâmpadas. Para escolher o interruptor, deve-se saber qual sua capacidade para resistir à corrente do circuito. Por exemplo, um interruptor de cinco ampères deverá ser escolhido até a seguinte carga em 110 volts: P=U3I P = 110 3 5 = 550 watts Isso significa que um interruptor de cinco ampères pode interromper até cinco lâmpadas incandescentes de 100 watts ou nove lâmpadas de 60 watts.

INTERRUPTOR PARALELO

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O interruptor paralelo tem aspecto externo semelhante ao interruptor simples, mas as ligações que permite são diferentes. É utilizado quando for necessário o comando de locais distintos. São muito usados em escadas ou dependências cujas luzes, pela extensão

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INTERRUPTOR INTERMEDIÁRIO Quando houver necessidade de comandar o circuito em vários pontos diferentes, é utilizado um interruptor intermediário. Como inversor do sentido da corrente, é utilizado em combinação com dois paralelos e serve, por exemplo, para interromper o circuito em quatro ou mais pontos diferentes.

Dispositivos de Manobra

ou por comodidade, se desejam apagar ou acender de pontos diferentes (ao subir ou descer a escada de um prédio, por exemplo, a pessoa acende a luz e, quando atinge o outro pavimento, pode apagá-la).

INTERRUPTOR CONTROLADOR DE LUZ É um interruptor que controla o iluminamento das lâmpadas, desde a intensidade máxima até o seu desligamento. São utilizados somente para luz incandescente. Podem ser dos tipos potenciômetro ou dimmer, este baseado em circuito eletrônico.

MINUTERIAS São dispositivos que controlam o desligamento dos circuitos mediante certo intervalo de tempo. A minuteria comanda a iluminação de vários pavimentos e um simples toque no botão de acionamento faz acender todo o circuito. São de amplo emprego em edifícios onde, após um determinado horário (no período noturno), diminui o fluxo de pessoas no prédio; desse modo, pode-se economizar energia.

INTERRUPTORES TEMPORIZADOS São interruptores de luz que acendem a um leve toque e apagam depois de um determinado tempo. Esse tipo de dispositivo resulta também em uma considerável economia de energia elétrica. Assim como o interruptor comum, o interruptor temporizado comanda somente algumas lâmpadas (até 300 W em 127 V, e até 1.000 W em 200 V). A vantagem sobre a minuteria é que esses interruptores podem ser instalados nos locais da utilização da iluminação (normalmente, são instalados nos halls dos andares do edifício, próximo aos elevadores e outros locais de uso rápido). Podem ser instalados em caixas comuns (4” × 2”) e possuem um indicador luminoso para serem facilmente identificados no escuro.

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PULSADORES São interruptores utilizados quando se deseja somente um “pulso” de energia, como numa campainha, cigarras, sirenes de alarme etc. São especificadas para corrente de 2 A e tensão de 3.250 V.

INTERRUPTORES REMOTOS São interruptores que funcionam de forma similar ao controle remoto para TV, isto é, capazes de apagar e acender lâmpadas incandescentes e fluorescentes a distância. Esses interruptores, desenvolvidos por questões de comodidade, simplicidade e economia, também podem variar a intensidade das lâmpadas incendescentes, do mesmo modo que o dimmer.

ESQUEMAS DE LIGAÇÃO E FIAÇÃO DE INTERRUPTORES A seguir, apresentam-se alguns esquemas de ligação e fiação mais comuns de interruptores. Figura 14.3 Esquema de ligação e fiação de dois ou mais interruptores em uma mesma caixa comandando lâmpadas ou grupos de lâmpadas. Exemplo de quadro de distribuição para fornecimento bifásico. F

N

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– Condutor ligação fase; – Interruptor de duas ou três teclas; – Condutor retorno; – Lâmpadas ou conjunto de lâmpadas; – Condutor ligação neutro.

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F

N

Dispositivos de Manobra

Figura 14.4 Esquema de ligação e fiação de interruptor paralelo para o comando de apenas dois lugares.

F

N

– Condutor ligação fase – Interruptor paralelo – Condutor ligação entre interruptores – Condutor retorno – Lâmpada ou conjunto de lâmpadas – Condutor ligação neutro – Interruptor intermediário

Obs.: Usam-se dois paralelos e tantos intermediários quantos forem os comandos acima de dois lugares.

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CONTACTORES E CHAVES MAGNÉTICAS Os contactores ou chaves magnéticas são chaves que, além da capacidade de interromper circuitos (comandam o desligamento e a parada) com acionamento eletromagnético, servem como proteção contra sobrecargas e curtos-circuitos. São muito utilizados para comandar motores e iluminação pesada (estádios, ginásios, indústrias etc.).

CHAVE-BOIA É um dispositivo que serve para controlar o nível de água ou outro fluido. Quando utilizadas, no caso do abastecimento de água em edifícios, as chaves-boia dos reservatórios superior e inferior devem ser ligadas em série, de modo que o circuito da chave magnética somente se complete quando o reservatório superior estiver vazio e o inferior, cheio.

CAMPAINHA OU CIGARRA A campainha é um equipamento que, quando energizado, emite um sinal sonoro ou ruído. Ela tem a finalidade de atrair a atenção dos moradores, no caso das instalações residenciais, ou chamar pessoas. Geralmente, são instaladas em residências, anunciando um visitante; em colégios e indústrias, alertando sobre os horários. Para se acionar uma campainha ou cigarra, utiliza-se um interruptor especial, que por seu acionamento, restabelece a passagem de corrente elétrica no circuito. A campainha ou cigarra deve ser acionada apenas por um curto intervalo de tempo; por isso, os interruptores utilizados para o seu acionamento são providos de um mecanismo (mola) que força a abertura dos contatos imediatamente após o acionamento do interruptor.

SENSOR DE PRESENÇA

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Ao detectar a presença de pessoas ou animais (por meio de variação da temperatura), liga automaticamente a iluminação de áreas de passagem rápida. É utilizado em halls, corredores, garagens etc. Depois de acionado, o sensor desliga em aproximadamente 30 segundos, após não detectar mais nenhuma variação de temperatura. Dessa forma, economiza-se energia evitando que as lâmpadas fiquem acesas sem necessidade.

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Tomadas de Corrente

TOMADAS DE CORRENTE As tomadas são peças que permitem a captação de tensão alimentadora de um circuito. A maior parte dos equipamentos de utilização é alimentada por meio de tomadas de corrente, por exemplo, os aparelhos eletrodomésticos. As tomadas de corrente deverão atender às normas NBR 14136/02, sendo de 2 P + T, em toda instalação elétrica. Nas instalações prediais, podemos considerar dois tipos de tomadas: as tomadas de uso geral (TUG), com capacidade até 10A e a as tomadas de uso específico (TUE), com capacidade acima de 10A. Além de observar onde a tomada e os interruptores serão instalados (veja o Capítulo 14, “Dispositivos de manobra”), o arquiteto também deve prestar bastante atenção ao tipo de tomada que será adotada. Atualmente, de acordo com o Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas, os aparelhos eletrônicos novos só podem ser comercializados com tomadas de três pinos – entretanto, os mais antigos ainda possuem dois pinos. Diante disso, a fi m de evitar o uso de adaptadores, é necessário conferir os eletrodomésticos antes da instalação das tomadas e dos interruptores. É importante lembrar que locais como sala, cozinha e quarto, possuem certos aparelhos elétricos que contêm fios mais curtos. Isso significa que é preciso planejar a localização de cada tomada e interruptor, para que esses aparelhos fiquem próximos do ponto de acesso e não seja preciso usar extensão elétrica. Uma tomada instalada muito próxima ao piso também pode causar problemas: eventualmente, ela pode molhar e acabar colocando a segurança dos moradores em risco.

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TOMADAS DE USO GERAL São tomadas que não se destinam à ligação de equipamentos específicos; nelas são sempre ligados aparelhos portáteis, como enceradeiras, aspiradores de pó, abajures etc. A potência dessas tomadas é 100 W, indistintamente. A fiação mínima para tomadas de uso geral é de 2,5 mm 2. Em geral, as tomadas são representadas em desenho, com três tipos de altura: • • •

Tomada baixa: de 20 cm a 30 cm do piso acabado; Tomada média: de 100 cm a 130 cm do piso acabado; Tomada alta: de 180 cm a 220 cm do piso acabado.

Figura 15.1 Tomadas e conjunto (tomada e interruptor).

Figura 15.2 Equipamentos que requerem tomadas de uso geral.

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TOMADAS DE USO ESPECÍFICO

Tomadas de Corrente

Essas alturas são as mais comuns. Para alturas diferentes, há necessidade de indicação da altura junto da representação no desenho. É aconselhável um resumo das alturas de tomadas junto à legenda, na folha de desenho.

As tomadas de uso específico são aquelas destinadas à ligação de equipamentos fixos ou estacionários com corrente nominal acima de 10 A. São exemplos de equipamentos (aparelhos) específicos: chuveiro, torneira elétrica, forno de micro-ondas, lavadora de louças, ar-condicionado etc. A fiação mínima para as tomadas de uso específico é de 40 mm 2.

Figura 15.3 Equipamentos que requerem tomadas de uso específico.

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QUANTIDADE MÍNIMA DE TOMADAS É muito comum, na maioria das instalações, uma deficiência de tomadas. O arquiteto sempre deve estar atento aos novos aparelhos eletrodomésticos, que surgem anualmente no mercado, para poder prever uma quantidade de tomadas adequadas. A NBR 5410 estabelece algumas recomendações para o levantamento da carga de tomadas. Para calcular a quantidade de tomadas se faz necessário, inicialmente, o estudo do projeto arquitetônico. Com base no layout da arquitetura, o engenheiro elétrico pode calcular e locar no projeto de instalações elétricas prediais a quantidade de tomadas de uso geral (TUG) em número suficiente para atender às necessidades do local, bem como a quantidade de tomadas de uso específico (TUE) para os equipamentos fixos e estacionários mais comuns.

TOMADAS DE USO GERAL A quantidade de tomadas de uso geral é estabelecida a partir do cômodo em estudo, fazendo-se necessário ter: ou o valor da área; ou o valor do perímetro; ou o valor da área e do perímetro.

Instalações residenciais De acordo com a NBR 5410, nas unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e similares, o número de tomadas de uso geral deve ser fixado de acordo com o seguinte critério: • •

•

• •

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Cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m²: no mínimo, um ponto de tomada. Salas e dormitórios, independentemente da área, e cômodos ou dependências com área superior a 6 m²: no mínimo, um ponto de tomada para 5 m ou fração de perímetro, espaçadas tão uniformemente quanto possível. Cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos: no mínimo, um ponto de tomada para cada 3,5 m ou fração de perímetro, independentemente da área. Acima da bancada da pia devem ser previstas, no mínimo, duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos separados. Halls, corredores, subsolos, garagens, mezaninos e varandas: pelo menos, um ponto de tomada. Banheiros: no mínimo, um ponto de tomada junto ao lavatório com uma distância mínima de 60 cm do limite do boxe.

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Em diversas aplicações, é recomendável prever uma quantidade de pontos de tomadas maior do que o mínimo calculado, evitando-se, assim, o emprego de extensões e benjamins (tês), que, além de desperdiçarem energia, podem comprometer a segurança da instalação elétrica.

Tomadas de Corrente

Em halls de escadaria, salas de manutenção e salas de localização de equipamentos, como casas de máquinas, salas de bombas, barrilete e locais semelhantes deve-se prever, no mínimo, uma tomada.

Instalações comerciais Para calcular a quantidade mínima de tomadas de uso geral nas instalações comerciais, deve-se obedecer aos seguintes critérios: •

Escritórios com áreas iguais ou inferiores a 40 m²: uma tomada para cada 3 m, ou fração de perímetro, ou uma tomada para cada 4 m² ou fração de área (usa-se o critério que conduzir ao maior número de tomadas).

•

Escritórios com áreas superiores a 40 m²: dez tomadas para os primeiros 40 m²; uma tomada para cada 10 m², ou fração de área restante.

•

Lojas: uma tomada para cada 30 m², ou fração, não computadas as tomadas destinadas a lâmpadas, vitrines e demonstração de aparelhos.

Potência mínima das tomadas de uso geral A potência mínima de tomadas de uso geral nas instalações residenciais e comerciais deve obedecer às seguintes condições: •

Cozinha, copas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, banheiros e locais semelhantes: atribuir, no mínimo, 600 W por tomada, até três tomadas. Atribuir 100 W para as excedentes, considerando cada um desses ambientes separadamente.

•

Outros cômodos ou dependências (salas, escritórios, quartos etc.): atribuir, no mínimo, 100 W para as demais tomadas.

•

Instalações comerciais: atribuir 200 W por tomada.

Aos circuitos terminais que sirvam às tomadas de uso geral em salas de manutenção e salas de localização de equipamentos (casas de máquinas, salas de bombas, barrilete etc.), deve ser atribuída uma potência de, no mínimo, 1.000 W.

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TOMADAS DE USO ESPECÍFICO A quantidade de tomadas de uso específico, de acordo com a NBR 5410, é estabelecida de acordo com o número de aparelhos de utilização que vão estar fixos em uma determinada posição no ambiente da edificação. Para saber o posicionamento das tomadas de uso específico, é fundamental a observância do layout da arquitetura. As TUEs devem obedecer aos seguintes critérios: •

Às tomadas de uso específico deve ser atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado.

•

Quando não for conhecida a potência nominal do equipamento a ser alimentado, deve-se atribuir à tomada de corrente uma potência igual à potência nominal do equipamento mais potente com possibilidade de ser ligado, ou à potência determinada a partir da corrente nominal da tomada e da tensão do respectivo circuito.

•

As tomadas de uso específico devem ser instaladas, no máximo, a 1,5 m do local previsto para o equipamento a ser alimentado.

A seguir apresenta-se um exemplo de cálculo de tomadas de uso geral e específico de acordo com o critério estabelecido pela NBR 5410.

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Tomadas de Corrente

EXEMPLO DE APLICAÇÃO Prever a quantidade mínima de tomadas de uso geral e específico da planta residencial:

Figura 15.4 Planta residencial.

3,40

3,05

1,75

Área de serviço

Cozinha

3,75

3,40

Dormitório 2

3,15

3,05

2,30 Banheiro

Copa Hall

3,10

1,80

QD

3,40

3,05

Sala

3,25

3,25

Dormitório 1

QD - Quadro de distribuição.

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Tabela 15.1 Estabelecendo as cargas de pontos de tomadas de uso geral e específico Dimensões Dependência

Quantidade Mínima

Área (m2)

Perímetro (m)

PTUG

PTUE

Sala

9,91

3,25 x 2 + 3,05 x 2 = 12,6

3

-

Copa

9,45

3,10 x 2 + 3,05 x 2 = 12,3

4

-

Cozinha

11,43

3,75 x 2 + 3,05 x 2 = 13,6

4

1 torneira elétrica 1 geladeira

Dormitório 1

11,05

3,25 x 2 + 3,40 x 2 = 13,3

3

-

Dormitório 2

10,71

3,15 x 2 + 3,40 x 2 = 13,1

3

-

Banho

4,14

1,80 x 2 + 2,30 x 2 = 8,2

1

1 chuveiro elétrico

Área de serviço

5,95

1,75 x 2 + 3,40 x 2 = 10,3

3

1 máquina de lavar roupa

Hall

1,80

-

1

-

-

-

-

-

Área externa

Obs.: Em área inferior a 6 m2, não interessa o perímetro.

Tabela 15.2 Prevendo as cargas de pontos de tomadas de uso geral e específico Dimensões Dependência

Quantidade

Previsão de cargas

Área (m2)

Perímetro (m)

PTUG

PTUE

PTUG

PTUE

Sala

9,91

12,6

4*

-

4 x 100 VA

-

Copa

9,45

12,3

4

-

3 x 600 VA 1 x 100 VA

-

Cozinha

11,43

13,6

4

2

3 x 600 VA 1 x 100 VA

1 x 5.000 W (torneira) 1 x 500 W (geladeira)

Dormitório 1

11,05

13,3

4*

-

4 x 100 VA

-

Dormitório 2

10,71

13,1

4*

-

4 x 100 VA

-

Banho

4,14

8,2

1

1

1 x 600 VA

1 x 5.600 W (chuveiro)

Área de serviço

5,95

10,6

2

1

3 x 600 VA

1 x 1.000 W (máquina de lavar)

Hall

1,80

-

1

-

1 x 100 VA

-

-

-

-

-

-

-

Área externa

*Obs.: Nesses cômodos, optou-se por instalar uma quantidade de PTUGs maior do que a quantidade mínima anteriormente calculada.

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Tomadas de Corrente

Figura 15.5 Planta de elétrica (pontos de tomadas).

Área de serviço Cozinha

Dormitório 2 Copa

Hall

Banheiro

QD

Dormitório 1

- Tomada baixa (H = 300 mm do piso acabado);

Sala

QD - Quadro de distribuição.

- Tomada média (H = 1.300 mm do piso acabado); - Tomada alta (H = 2.000 mm do piso acabado);

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ESQUEMAS DE LIGAÇÃO E FIAÇÃO DE TOMADAS A seguir, apresentam-se alguns esquemas de ligação e fiação mais comuns de tomadas. Figura 15.6 Esquema de ligação (fiação) para uma tomada simples. F N

– Condutor ligação – Tomada – Condutor ligação neutro Obs.: É possível ter, em uma mesma caixa, um interruptor e uma tomada.

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Tomadas de Corrente

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APARELHOS DE ILUMINAÇÃO

São conjuntos destinados à instalação e alimentação das lâmpadas, de forma a produzirem um efeito luminoso desejado. Os aparelhos de iluminação (luminárias) visam basicamente a: permitir a produção de luz por lâmpadas que possam ser substituídas; fi ltrar ou modificar a luz emitida pelas lâmpadas; evitar ofuscamento; dirigir a luz para onde for desejado; e ainda servir como elemento de decoração. A iluminação emitida pelos aparelhos de iluminação pode ser classificada conforme a sua distribuição: para cima (iluminação indireta) ou para baixo (iluminação direta). As luminárias podem ser classificadas do seguinte modo: de sobrepor; de embutir; para lâmpadas incandescentes, fluorescentes, de vapor de mercúrio ou sódio; refletores; globos; plafonier; candelabros; luz semi-indireta etc. Para compor a iluminação embutida, pode-se recorrer a uma infi nidade de luminárias específicas, projetadas para receber quase todos os tipos de lâmpadas de uso residencial.

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_ *(CAVALCANTI, Mariza. Tire partido da iluminação embutida em todos os ambientes. Arquitetura & Construção, São Paulo: Abril, n. 9 p. 96-97, set. 1990.)

A maioria dos modelos de embutir, principalmente os de teto, são instalados pelo sistema de encaixe sob pressão, oferecendo luz direta ou indireta. As peças apresentam foco fi xo ou regulável, permitindo composições bastante variadas. Confeccionadas geralmente em metal (latão, alumínio e aço), essas luminárias têm diferentes desenhos e acabamentos para acompanhar qualquer tipo de decoração*. De acordo com as prescrições gerais da NBR 5410, os equipamentos de iluminação instalados em locais molhados ou úmidos devem ser especialmente projetados para esse uso, de forma que, quando instalados, não permitam que a água se acumule em condutor, porta-lâmpadas ou outras partes elétricas. Os equipamentos de iluminação devem ser firmemente fi xados, e a fi xação de equipamentos de iluminação pendentes deve ser tal que: rotações repetidas no mesmo sentido não possam causar danos aos meios de sustentação; a sustentação não seja efetuada

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A princípio, a quantidade de pontos de luz, suas potências e sua distribuição num edifício devem ser obtidos mediante um projeto específico de iluminação. A potência a ser instalada é calculada em função da área do compartimento, do tipo de luz, do modelo da luminária, do tipo de pintura nas paredes e do fator de manutenção.

Aparelhos de Iluminação

por intermédio dos condutores de alimentação; um vínculo isolante separe as partes metálicas de seu suporte.

Figura 16.1 Aparelhos de iluminação (pontos de luz).

Plafonier comum

Plafonier tipo luminária

Alguns tipos de globos suportados por plafonier

Tabela 16.1 Sistemas de iluminação. Iluminação direta

Evita que haja grandes perdas por absorção A totalidade do fluxo luminoso emitido é no teto e paredes. Produz grandes sombras e dirigido sobre a superfície a iluminar. encadeamento.

Iluminação semi-direta

A maior parte do fluxo é dirigido para a superfície a iluminar (60% a 90%), dirigindo-se o restante noutras direções.

Neste caso o contraste sombra-luz não é tão acentuado como no sistema de iluminação direta.

Iluminação difusa ou mista

O fluxo luminoso distribui-se em todas as direções.

Não há praticamente zonas de sombra nem encadeamento. Uma boa parte do fluxo luminoso chega à superfície a iluminar por reflexão no teto e paredes.

Iluminação semi-indireta

Evita praticamente o encadeamento. Tem Cerca de 60% a 90% do fluxo luminoso é a desvantagem de proporcionar um baixo dirigido para o teto. rendimento luminoso devido às elevadas perdas por absorção no teto e paredes.

Iluminação indireta

Neste tipo de iluminação 90% a 100% do fluxo luminoso é dirigido para o teto.

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Anula o encadeamento. Tem um rendimento luminoso muito baixo devido às elevadas perdas por absorção no teto e paredes.

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Figura 16.2 Classificação das luminárias conforme o tipo de distribuição luminosa.

DIRETA

DIRETA–INDIRETA

0%-10%

90%-100%

90%-100%

90%-100%

SEMIDIRETA

SEMI-INDIRETA

10%-40%

60%-90%

60%-90%

10%-40%

DIFUSA

INDIRETA

40%-60%

90%-100%

40%-60%

0%-10%

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LUMINÁRIA COMUM É a forma mais encontrada de aplicação da luz, que se dispersa por todo o ambiente. Dependendo da necessidade e da potência da lâmpada, pode ser usada isolada ou em série.

Aparelhos de Iluminação

TIPOS DE LUMINÁRIAS SEGUNDO A FORMA DE APLICAÇÃO DA LUZ

Esse tipo de luminária deve ser evitado quando o pé-direito do ambiente for muito baixo, pois, como não controla a direção da luz, pode causar ofuscamento.

LUMINÁRIA DIRECIONADORA DE LUZ É um tipo de aparelho muito utilizado, mas é principalmente aplicada quando há necessidade de direcionar o foco da luz. Muitas possuem refletores, o que melhora ainda mais a eficiência da luz focalizada. É preciso evitar que se direcione para a altura dos olhos das pessoas que transitam no ambiente.

LUMINÁRIA DE LUZ INDIRETA Seu efeito estético peculiar atrai muito os projetistas. É usada para valorizar formas arquitetônicas e objetos decorativos, e como a luz não incide diretamente nos olhos, causa um conforto visual muito agradável.

LUMINÁRIA DECORATIVA Não precisa ter necessariamente a função de iluminar, pois sua função é muito mais estética que funcional.

LUMINÁRIA COM REFLETORES E ALETAS PARABÓLICOS Esse tipo de luminária, apesar de ter um nome bastante estranho, é muito comum em locais de trabalho e estudo. Desenvolvidas para lâmpadas fluorescentes, distribuem bem a iluminação pelo ambiente, produzindo um excelente conforto visual, evitando reflexões diretas ou indiretas nos olhos ou aparelhos como telas de microcomputador e televisão.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

TIPOS DE LÂMPADAS * São vários os tipos e modelos para uso residencial, e a escolha vai depender exclusivamente do gosto de cada um e da linha adotada pelo projeto. Porém é importante ressaltar que a escolha da lâmpada e da iluminária bem como de sua posição são prerrogativas do arquiteto. Além da incandescente comum, existem as halógenas, dicroicas, multivapores e a nova geração de fluorescentes compactas, que substituem as incandescentes e economizam energia. Cada tipo serve para uma iluminação específica. As lâmpadas incandescentes podem ser classificadas pela forma do bulbo, acabamento do bulbo, pelo tipo de base etc. As incandescentes subdividem-se em standard, vela, bolinha e globo; têm vida útil média de 1.000 horas, aquecem os ambientes e oferecem boa reprodução de cores. São encontradas também na versão espelhada, com diferentes focos de convergência luminosa. No caso de se adotar esse tipo de iluminação, pode-se optar pelas lâmpadas comuns (ou standard, que pedem luminárias dotadas de refletor) ou espelhadas (com várias aberturas de facho). Em virtude de seu baixo custo, as lâmpadas incandescentes comuns normalmente são as mais vendidas e, portanto, as mais utilizadas nas instalações prediais. As lâmpadas incandescentes ainda são muito utilizadas para iluminação geral em residências, onde a luz fica pouco tempo ligada. Essas lâmpadas produzem luz a partir do aquecimento de um filamento de tungstênio. Os inconvenientes são o alto consumo de energia e a radiação de calor. Outro inconveniente é que, com o tempo, os filamentos liberam partículas que grudam no bulbo de vidro, deixando-o preto. Por isso, a lâmpada ilumina cada vez menos, além de ter vida útil não muito longa. Figura 16.3 Constituição da lâmpada incandescente.

Base Bulbo

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_ *(COSTA, Danilo; MEDEIROS, Edson G. Luz sob controle. Arquitetura & Construção, São Paulo, Abril, n. 11, p. 104-105, nov. 2004.)

Filamento

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Aparelhos de Iluminação

Figura 16.4 Tipos mais comuns de bases para lâmpadas incandescentes. Rosca

Baioneta

Pino

Figura 16.5 Tipos de bulbos de lâmpadas incandescentes (Philips). Superlux

Standard

Fantasie

Espelhada

As lâmpadas halógenas, disponíveis nos modelos palito, bipino, dicroica e sealed beam, são incandescentes que sofreram a adição de gases halógenos (os gases reagem com as partículas de tungstênio liberadas pelo filamento). São mais duradouras (entre 2.000 e 4.000 horas) que as lâmpadas incandescentes e possuem excelente padrão na reprodução de cores. Esse tipo de lâmpada é ideal para ambientes que precisam de muita luz e que possuem pé-direito alto. As dicroicas são dotadas de um refletor capaz de reduzir o calor excessivo produzido por esse tipo de lâmpada. Desse modo, evita-se que o calor afete a área iluminada. Por isso, são ideais, por exemplo, para iluminação de obras de arte. Na instalação dessas lâmpadas, é indispensável a presença de um transformador (quase sempre integrado à luminária) para diminuir a tensão de 110 ou 220 volts para apenas 12 volts, a potência exigida. As de multivapor metálico combinam sódio (amarelo, usado em ruas) e vapor metálico (branco, usado em estádios) para obter uma cor mais bonita. Têm o inconveniente de requerer muito tempo para acender.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

As lâmpadas fluorescentes podem ser classificadas de acordo com seu formato: as tradicionais lâmpadas fluorescentes tubulares e as compactas, que gastam bem menos energia (seu consumo é 80% menor que o da lâmpada incandescente). Por isso, uma lâmpada fluorescente de 9 W ilumina tanto quanto uma incandescente de 60 W. Elas são mais caras que as incandescentes, mas economizam mais energia e duram em média até dez vezes mais (de 6.000 a 15.000 horas). Atualmente, as mais modernas podem ser usadas para substituir as incandescentes convencionais, pois dispõem de soquetes compatíveis. Antigamente, existia certo preconceito em relação à utilização das lâmpadas fluorescentes em residências, pois, quando se falava em fluorescente, muitas pessoas imaginavam aquela luz azul que deixava as pessoas parecendo doentes. Hoje, isso faz parte do passado, pois existem várias cores. Antes de comprar, deve-se perguntar sobre a temperatura de cor. Ela vai de 2.700 K (Kelvin), que é a luz amarelada (que deixa o ambiente com características de mais quente) igual à incandescente, até mais de 6.000 K, bastante azulada (que deixa o ambiente com característica mais fria). Em locais comerciais e industriais, geralmente são usados aparelhos de iluminação a vapor (fluorescentes, vapor de mercúrio, de sódio etc.). Graças ao aumento da vida útil, as lampadas led (light emitting diode) se colocam como opção de alto desempenho para iluminação convencional. Apesar de ter cinco décadas de vida, somente agora em nosso país, esse tipo de iluminação está se consolidando como principal alternativa de iluminação de alta eficiência. Com o progressivo aumento de potência, maior vida útil, maior precisão de cor e padrão lumínico, essa tecnologia, aos poucos, ganha espaço também na iluminação convencional. Encontradas em três cores, no padrão RGB (vermelho, verde e azul), podem gerar até 16 milhões de cores, possibilitando diferente cenários e climas, em ambientes internos e externos. Por permitir a reprodução de mídias, esse tipo de iluminação sempre chamou a atenção dos arquitetos, decoradores e técnicos de iluminação nas fachadas, espetáculos e estádios. O desenvolvimento do led branco – que, na verdade, nada mais é do que a cápsula (chip) azul revestida com pó de fósforo – permitiu que essa tecnologia evoluísse para diversas formas geradoras de luz, chegando à forma de lâmpadas para uso corporativo e até doméstico.

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A aplicação do led tem evoluído tanto nos aspectos técnicos quanto no aspecto econômico. Os leds atingiram maior capacidade de geração de luz por unidade e potência elétrica, maior estabilidade de cor branca, maior eficiência luminosa e, principalmente, custo mais competitivo, fatores que podem ser facilmente demonstrados por um estudo de viabilidade técnico-econômica.

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Aparelhos de Iluminação

Porém é importante ressaltar que, apesar das informações fornecidas pelos fabricantes, ainda não há definições básicas dos atributos dessa fonte de luz e dos conjuntos que permitam comparar, verificar e controlar os diversos fornecedores no Brasil. Neste caso, só resta confiar na durabilidade e na eficiência apresentados pelo fornecedor.

Figura 16.6 Constituição de uma lâmpada fluorescente comum. Interior do tubo revestido com material fluorescente

Eletrodo

Pinos de base

Figura 16.7 Esquema de ligações de uma lâmpada fluorescente de até 30 W. Reator simples, para uso starter. Starter

Reator

Tabela 16.2 Equivalências entre lâmpadas incandescente comum e fluorescente compacta Incandescente comum

Fluorescente compacta

40 W

9W

60 W

11 W a 15 W

75 W

18 W a 20 W

100 W

23 W

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 16.8 Tipos de lâmpadas fluorescentes compactas.

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Fonte: Osram/Philips

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Fonte: Osram/Philips

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Aparelhos de Iluminação

Figura 16.9 Tipos de lâmpadas especiais (halógenas dicroicas).

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 16.10 Leds, suas aplicações em variadas necessidades de iluminação.

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Tipo de lâmpada

Potência (watts)

Vida média (h)

Vantagens

Desvantagens

Observações

Iluminação geral e localização de interiores. Tamanho reduzido e custo baixo.

Baixa eficiência luminosa e, por isso, custo de uso elevado; alta produção de calor; vida média curta.

Ligação imediata, sem necessidade de dispositivos auxiliares.

Não necessita de dispositivos auxiliares, e é ligada somente em 220 volts.

Incandescente comum

40 60 100 150 200

1.000

Incandescente especial

36 54 67 90

7

Mista

160 250 500

6.000

Substituem lâmpadas incandescentes normais de elevada potência. Pequeno volume. Boa vida média.

Custo elevado; demora cinco minutos para atingir 80% do fluxo luminoso.

Vapor de mercúrio

80 125 250 400

15.000

Boa eficiência luminosa, pequeno volume, longa vida média.

Custo elevado, que Necessita de dispode ser amortizado positivos auxiliares durante o uso; demo- (reator) e é ligada sora de quatro/cinco mente em 220 volts. minutos para chegar à emissão luminosa máxima.

Fluorescente comum

15 20 30 40

7.500 a 12.000

Fluorescente especial

16 32

7.500

Ótima eficiência luCusto elevado de ins- Necessita de disminosa e baixo custo talação (dependendo positivos auxiliares de funcionamento. do tipo de reator). (reator mais starter Boa reprodução ou somente reator de de cores. Boa vida partida rápida). média.

Fluorescente compacta

5 10 15 20 25 40

3.000 a 12.000

Ótima eficiência luCusto mais elevado minosa. Baixo custo. que as incandescenBoa vida média. Boa tes. reprodução de cores.

A vida mediana diminui muito em função da frequência de acendimentos e desligamentos.

Vapor de sódio alta pressão

50 70 100 150 250 400

18.000

Ótima eficiência luminosa, longa vida útil, baixo custo de funcionamento, dimensões reduzidas, nenhuma limitação para a posição de funcionamento, razoável rendimento cromático (apresenta uma luz e cor branco-dourada).

Necessita de dispositivos auxiliares específicos (reator + ignitor) e é ligada em 220 volts.

Custo elevado que é amortizado com o uso. Demora em torno de cinco minutos para atingir 90% do fluxo luminoso total.

Aparelhos de Iluminação

Tabela 16.3 Características das lâmpadas

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Tabela 16.3 Características das lâmpadas (continuação) Tipo de lâmpada

Potência (watts)

Vida média (h)

Vantagens

Desvantagens

Halógenas

20 35 50 75 100

2.000

Iluminação decorativa (utilizada em vários segmentos).

Custo e consumo mais elevado.

Dicróica

20 35 50

2.000

Baixo custo de Consumo de energia substituição devido mais elevado. Lumiao grande número nosidade quente. de horas de uso. Iluminação direcionada e decorativa (destaque).

Led

1,5 3,0, 4,0 5,0 6,0 7,0

45.000

Baixo consumo de energia, maior tempo de vida útil, robustez praticamente não há liberação de calor e várias opções de cor.

Observações Necessita de dispositivos auxiliares para sua ligação.

Pode ser ligada diretamente ou através de dispositivos auxiliares.

Fiabilidade (muiAs lâmpadas são tas disparidades ligadas através de disna qualidade dos positivos eletrônicos dispositivos), preço embutidos na própria mais elevado (uma lâmpada. boa lâmpada é necessariamente cara), razoável qualidade e projeção da luz.

CÁLCULO DE ILUMINAÇÃO A quantidade de aparelhos de iluminação, suas respectivas potências, bem como sua distribuição num dado local de uma edificação, devem, em princípio, ser obtidas por um projeto específico de iluminação, elaborado por um profissional capacitado. A NBR 5410 estabelece as condições mínimas que devem ser adotadas com relação à determinação das potências, bem como a quantidade e a localização dos pontos de iluminação e tomadas em unidades residenciais (casas e apartamentos) e acomodações de hotéis, motéis ou similares. São vários os métodos para o cálculo da iluminação (ver Capítulo 25, “Luminotécnica”). Os principais requisitos para o cálculo da iluminação são a quantidade e qualidade da iluminação de uma determinada área, quer seja de trabalho, quer seja lazer ou simples circulação. Nas instalações residenciais, não devem ser considerados pontos de luz com menos de 100 W no teto e 60 W na parede (arandela). Nos banheiros, é importante a previsão de uma arandela sobre a pia, além do ponto de luz no teto.

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Em locais comerciais e industriais, geralmente são usados aparelhos de iluminação a vapor (fluorescentes, vapor de mercúrio, de sódio etc.) e não se deve dispensar o projeto de iluminação.

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•

As cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação da NBR 5413 (Iluminação de Interiores);

•

Para os aparelhos fixos de iluminação, a descarga, a potência nominal a ser considerada deverá incluir a potência das lâmpadas, as perdas e o fator de potência dos equipamentos auxiliares (reatores e ignitores);

•

Em cada cômodo ou dependência de unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e similares, deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto, com potência mínima de 100 W, comandado por interruptor de parede.

Aparelhos de Iluminação

Com relação à previsão de carga de iluminação, a NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão – Procedimentos) faz as seguintes prescrições:

Nas acomodações de hotéis, motéis e similares, pode-se substituir o ponto de luz fixo no teto por tomada de corrente, com potência mínima de 100 W, comandada por interruptor de parede, para acender abajur.

CARGA MÍNIMA DE ILUMINAÇÃO EXIGIDA PELA NBR 5410 Para o levantamento da carga de iluminação em residências, a NBR 5410 faz algumas recomendações:

CONDIÇÕES PARA SE ESTABELECER A QUANTIDADE MÍNIMA DE PONTOS DE LUZ Deve-se prever, pelo menos, um ponto de luz no teto, comandado por interruptor de parede. As arandelas no banheiro devem estar distantes, no mínimo, 60 cm do limite do boxe.

CONDIÇÕES PARA SE ESTABELECER A POTÊNCIA MÍNIMA DE ILUMINAÇÃO De acordo com a NBR 5410, a carga de iluminação é feita em função da área do cômodo da residência.

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•

Para área igual ou inferior a 6 m², atribuir um mínimo de 100 W.

•

Para área superior a 6 m², atribuir um mínimo de 100 W para os primeiros 6 m², acrescido de 60 W para cada aumento de 4 m² inteiros.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Os valores apurados por esse método correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas. Também é importante ressaltar que a NBR 5410 não estabelece critérios para iluminação de áreas externas em residências. Portanto, a decisão fica por conta do projetista e do cliente.

Exemplo de aplicação Prever a carga de iluminação da planta residencial: Figura 16.11  Planta residencial. 3,40

3,05

1,75

Área de serviço

Cozinha

3,75

3,40

Dormitório 2

3,15

3,05

2,30 Banheiro

Copa Hall

3,10

1,80

QD

3,40

3,05

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Sala

3,25

3,25

Dormitório 1

QD - Quadro de distribuição.

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Dimensões área (m²)

Potência de iluminação (VA)

Sala

A = 3,25 x 3,05 = 09,91

100 VA

Copa

A = 3,10 x 3,05 = 09,45

100 VA

Cozinha

A = 3,75 x 3,05 = 11,43

160 VA

Dormitório 1

A = 3,25 x 3,40 = 11,05

160 VA

Dormitório 2

A = 3,15 x 3,40 = 10,71

160 VA

Banho

A = 1,80 x 2,30 = 04,14

100 VA

Área de serviço

A = 1,75 x 3,40 = 05,95

100 VA

Hall

A = 1,80 x 1,00 = 01,80

100 VA

Dependência

Área externa

—

Aparelhos de Iluminação

Tabela 16.4 Prevendo a carga de iluminação da planta residencial utilizada para o exemplo

100 VA

Fonte: Instalações Elétricas Residenciais, Prysmian.

Observação •

Os valores da tabela correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de dimensionamento dos circuitos.

•

A potência de iluminação de cada cômodo está representada na Figura 16.12.

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S1D

Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 16.12  Pontos de luz.

1D 100 W

1C 160 W

1E 160 W

S1C

S1E

1F 100 W

S1F

1B 100 W 1H 100 W

QD

S1H

S1G

S1B

1G 160 W

1A 100 W

S1A QD - Quadro de distribuição SA - Interruptor (A = número do circuito) A A - Número do circuito B - Potência da lâmpada B

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Instalações Prediais de Telefonia

INSTALAÇÕES PREDIAIS DE TELEFONIA CONSIDERAÇÕES GERAIS Este capítulo tem como objetivo estabelecer alguns parâmetros que devem ser observados na compatibilização do projeto arquitetônico com o projeto de telefonia. Com a proliferação dos ramais, das extensões, das ligações para computadores, internet e dos pontos de TV a cabo, a telefonia ganhou destaque nas obras, tornando-se um item indispensável em qualquer projeto. Todos os projetos de tubulações telefônicas, referentes a edificações com três ou mais pavimentos e (ou) seis ou mais pontos telefônicos, deverão ser submetidos à aprovação da concessionária. Em tais casos, nenhuma tubulação telefônica deverá ser executada sem que seu projeto tenha sido aprovado. É importante ressaltar, porém, que a entrada e as tubulações de telefonia devem ser exclusivas, ou seja, independentes de outras instalações. Além disso, os fios telefônicos devem ser sempre tubulados e embutidos. As tubulações telefônicas devem ser destinadas exclusivamente ao uso da concessionária que, a seu critério, nelas poderá instalar os serviços de telecomunicações conectados à rede pública, como telefonia, telex, centrais privadas de comutação telefônica de propriedade da concessionária, música ambiente, transmissão de dados ou outros serviços correlatos. Os materiais a serem utilizados na instalação devem ser rigorosamente adequados às fi nalidades a que se destinam e devem satisfazer as normas aplicáveis da ABNT. Devem ser adquiridos em lojas especializadas, e a execução dos serviços, feita, preferencialmente, por profi ssionais habilitados. Todas as modificações que o construtor precisar introduzir em um projeto de tubulação já aprovado necessitarão ser analisadas e aprovadas previamente pela concessionária.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Em função da escassa bibliografia sobre o assunto, valemo-nos do Manual de instalação telefônica Telesp (atual Vivo)* e da Norma de instalações telefônicas em edifícios, da CPFL. Também foi importante para a pesquisa a Norma Telebras 224-3115-01/02, que aborda as instruções relativas aos procedimentos que devem ser seguidos para a apresentação e aprovação de projetos de tubulações telefônicas em prédios, e material específico fornecido pela Telesp (atual Vivo), que discorre sobre os procedimentos para a instalação de tubulação telefônica em residências.

ENTRADA TELEFÔNICA Geralmente, a entrada telefônica segue praticamente o mesmo critério de entrada de energia elétrica. Deve ser preservada uma distância mínima de 20 cm entre os conduítes de telefonia, os da eletricidade e os destinados a outros usos, como os computadores, antena de TV, interfone e energia elétrica, para evitar interferências. Para a entrada telefônica de uma casa, é utilizado o mesmo poste particular previsto para a entrada de energia elétrica, seguindo praticamente o mesmo critério. Esse poste pode ser de concreto armado ou de ferro tubular, com 76 mm (3”) de diâmetro. No poste particular, a tubulação de entrada deve ser amarrada e possuir curva de 180º na ponta (tipo “bengala”). A tubulação telefônica de entrada deve ser compatível com o número de pontos necessários na obra, conforme tabela na Norma Telebras 224-311501/02, de PVC rígido, ferro esmaltado ou galvanizado, não sendo permitido o uso de tubo flexível (corrugado). A fixação do eletroduto no poste deve ser feita com fita de aço inox, braçadeira ou arame galvanizado. Não é permitido o uso de tubo flexível (corrugado). As tubulações telefônicas devem ser embutidas em paredes (preferencialmente) ou pisos, e as curvas utilizadas nas instalações devem ser de 90° do tipo longa.

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_ *(Manual de Redes Telefônicas Internas: Tubulação Telefônica em Prédios – Projeto. v. 1. Departamento de Controle Operacional. Telecomunicações de São Paulo S.A., 1985.

Por ocasião da construção ou reforma, deve-se deixar o conduíte embutido com arame-guia galvanizado de 16 mm para posteriormente puxar o fio telefônico. O conduíte na parede externa (sentido horizontal) deve ter sempre uma declividade em direção à caixa de passagem para que a água condensada dentro do duto escoe e não fique em contato com o fio telefônico. A entrada direta pela fachada só é permitida em edificações sem recuo. Para casas com recuo, é necessário o poste particular de acesso. Em qualquer situação, deve ser instalado, na fachada, um suporte com abrigo e bloco XT2P, roldana para fio FE e parafuso

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No caso de entrada telefônica pela fachada, com poste particular, devem ser instalados nele o suporte com abrigo e bloco XT2P, roldana e parafuso, para a fixação e conexão do fio telefônico. Figura 17.1 Entrada telefônica pelo piso.

Figura 17.2 Detalhe da entrada.

Instalações Prediais de Telefonia

de fixação para conexão do fio telefônico FE. O suporte deve ficar aproximadamente 20 cm distante da caixa de entrada, “bengala” ou tubo de proteção, conforme o caso.

Figura 17.3 Curva 90°.

XT2P Poste particular

Curva Fita de aço inoxidável Tubulação de entrada

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

POSTE PARTICULAR PARA ENTRADA TELEFÔNICA Como mencionado, para a entrada telefônica de uma residência, é utilizado o mesmo poste particular previsto para a entrada de energia elétrica, que pode ser de concreto armado ou de ferro tubular, com 76 mm (3”) de diâmetro.

Tabela 17.1 Alturas mínimas para a entrada de cabos aéreos Situações típicas de entradas aéreas

Altura mínima da ferragem com relação ao passeio (m)

Altura mínima do eletroduto de entrada com relação ao passeio (m)

Cabo aéreo do mesmo lado do edifício

3,5

3

Cabo aéreo do outro lado da rua

6

3

Edifício em nível inferior ao do passeio

Estudo conjunto com a concessionária

Os seguintes afastamentos mínimos devem ser observados entre o cabo telefônico de entrada e os cabos de energia elétrica, que alimentam o edifício: • •

Cabos de baixa tensão: 0,6 m; Cabos de alta tensão: 2 m.

O poste particular para a entrada telefônica deve ser usado sempre que houver recuo da edificação superior a cinco metros, ou quando não for possível assegurar as alturas mínimas do fio telefônico em relação ao piso acabado da rua. Em edificações sem recuo, é permitida a entrada telefônica direta pela fachada. Para imóveis com recuo, é necessário o poste particular de acesso. No caso de edificações já existentes, se o poste de entrada não permitir as alturas mínimas preestabelecidas pela empresa fornecedora de telefonia, será necessário que se substitua o existente ou que se instale outro poste auxiliar para que o telefone possa ser ligado dentro dos padrões exigidos. A distância mínima entre o fio de entrada de energia e o fio de entrada telefônica, no poste particular, deve ser de 60 cm, e o fio telefônico deve ficar sempre abaixo do fio de energia.

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Instalações Prediais de Telefonia

Figura 17.4 Poste particular para entrada telefônica.

Poste particular

XT2P

Fio telefônico FE

Tubo 19 mm (3/4”)

Amarração L Caixa externa para entrada

Eletroduto de aterramento Cavidade para inspeção

E

Haste de aterramento

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CAIXA EXTERNA PARA ENTRADA TELEFÔNICA A caixa externa utilizada para entrada telefônica deve ser de chapa de ferro estampada, de 25 cm 3 15 cm 3 10 cm, própria para embutir em paredes, provida de fundo de madeira de 15 mm de espessura e porta com ventilação, tipo veneziana, a ser instalada próxima à base do poste. Se a tubulação de entrada do edifício for subterrânea, deverá terminar em uma caixa subterrânea, que é dimensionada em função do número total de pontos do edifício, conforme tabela:

Tabela 17.2 Dimensionamento da caixa de entrada do edifício Dimensões internas

Número total de pontos do edifício

Tipo de caixa

Comprimento (cm)

Largura (cm)

Altura (cm)

Até 35

R1

650

35

50

De 36 a 140

R2

107

52

50

De 141 a 420

R3

120

120

130

Acima de 420

1

215

130

180

Figura 17.5 Caixa externa para entrada telefônica. 15 cm

25 cm

10 cm

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Objetivando aumentar a segurança do usuário e de seus equipamentos telefônicos contra possíveis descargas atmosféricas, as empresas concessionárias de telefonia exigem o aterramento do sistema telefônico. A haste de aterramento deve ser enterrada verticalmente e, afastada, no mínimo, 2.500 mm de qualquer haste de aterramento de energia elétrica e 500 mm de qualquer fundação. A haste de aterramento de telefonia deve ser do tipo cilíndrico, de aço revestido galvanicamente em cobre de 10 micra de espessura e dimensões 2,4 m 3 15 mm (5/8”) com conector apropriado para a conexão do condutor de aterramento nela.

Instalações Prediais de Telefonia

ATERRAMENTO

O condutor de aterramento deve ser de cobre, de seção mínima de 10 mm², isolado para 750 volts, cor verde/verde-amarelo, tão curto e retilíneo quanto possível, sem dobras e emendas, e não ter dispositivo que possa causar sua interrupção. O condutor de aterramento deve ser protegido mecanicamente por meio de eletrodutos de PVC enterrado, com diâmetro mínimo de 20 mm (1/2”). É importante salientar que o ponto de ligação do condutor de aterramento ao eletroduto de aterramento deve estar acessível por ocasião da vistoria das instalações telefônicas. Somente após a sua aprovação, a haste poderá ser coberta visando a reconstituir o piso.

RAMAL DE ENTRADA TELEFÔNICA A tubulação de entrada telefônica de um prédio pode ser aérea ou subterrânea. A tubulação será aérea quando: a rede telefônica externa da concessionária no local for aérea; o número de pontos telefônicos previsto para a edificação for igual ou inferior a 21; for determinado pela concessionária, na aprovação do projeto de tubulação telefônica do prédio. A tubulação de entrada deve ser subterrânea quando: a rede externa no local for subterrânea; o número de pontos telefônicos previsto para a edificação for superior a 21; o construtor optar pela entrada subterrânea por razões estéticas; houver determinação da concessionária na aprovação do projeto de tubulação telefônica da edificação.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

ENTRADA AÉREA Figura 17.6 Tubulação de entrada aérea. Rede telefônica externa aérea Cabo telefônico de entrada Tubulação de entrada

Alinhamento da edificação Caixa de distribuição geral ou sala de DG

Figura 17.7 Tubulação de entrada aérea com caixa de passagem.

Tubulação de entrada

Caixa de passagem

Caixa de distribuição geral do prédio

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Figura 17.8 Tubulação de entrada subterrânea.

Rede telefônica externa (aérea ou subterrânea)

Alinhamento da edificação Caixa de distribuição geral ou sala de DG

Instalações Prediais de Telefonia

ENTRADA SUBTERRÂNEA

Tubulação de entrada Cabo telefônico de entrada

PRUMADA TELEFÔNICA A prumada telefônica de um prédio corresponde a um conjunto de meios físicos dispostos verticalmente, destinado à instalação de blocos e cabos telefônicos para atendimento dos andares. Geralmente, é localizada em áreas comuns do prédio que apresentem a maior continuidade vertical, do último andar até o andar térreo, onde quase sempre está situada a caixa de distribuição geral. Um prédio pode possuir mais de uma prumada, em razão de: existência de obstáculos intransponíveis no trajeto da tubulação vertical gerando desvio(s) na prumada; arquitetura da edificação constituída por vários blocos separados sobre uma mesma base; edifícios que possuam várias entradas com áreas de circulação independentes. As prumadas telefônicas podem variar, de acordo com as características, finalidades do prédio e o número de pontos telefônicos acumulados.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 17.9 Prumada convencional. Prumada

Térreo Caixa de distribuição geral

Figura 17.10 Desvio de prumada.

Prumada

Desvio Prumada

Térreo

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Instalações Prediais de Telefonia

Figura 17.11 Blocos de edifícios com prumadas independentes.

Prumada 1

Térreo

Prumada 2

Bloco A

Prumada 3

Bloco B

Bloco C

Subsolo Bloco A

Bloco B

Bloco C

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 17.12 Esquema geral da tubulação telefônica de um edifício.

Prumada Caixa de distribuição 5.º andar

Tubulação secundária Caixa de saída

4.º andar

3.º andar

2.º andar

Caixa de saída

Caixa de distribuição

Tubulação primária

Tubulação secundária

Tubulação primária 1.º andar

Caixa de distribuição geral Térreo

Caixa de saída Tubulação secundária Tubulação de entrada

Passeio

Rua

Subsolo Caixa de passagem

Caixa de entrada do edifício

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As caixas de distribuição (geral ou de passagem) são caixas providas de uma ou duas portas com dobradiças, fechadura(s) padronizada(s) e fundo de madeira compensada à prova d’água, com espessura de 16 mm ou 19 mm. São próprias para instalações em paredes, sendo encontradas no comércio em dois modelos: de embutir e de sobrepor. Figura 17.13 Caixas de distribuição geral, distribuição e de passagem (de embutir).

Instalações Prediais de Telefonia

CAIXAS DE DISTRIBUIÇÃO

Moldura de acabamento Moldura de acabamento

Dobradiça

Fechadura padrão

Dobradiça Fechadura padrão Ventilação

Ventilação

Ventilação

Figura 17.14 Caixas de distribuição geral, distribuição e de passagem (de sobrepor).

Fechadura padrão

Dobradiça

Dobradiça Fechadura padrão Ventilação

Ventilação

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

As caixas de distribuição geral, de distribuição e de passagem devem ser instaladas a 130 cm do seu centro ao piso acabado e devidamente niveladas, podendo variar de 90 cm a 130 cm quando houver algum impedimento técnico, decorrente das características de construção do prédio. As caixas de distribuição devem ser localizadas em áreas comuns, obrigatoriamente em áreas internas e cobertas da edificação ou em halls de serviços, se houver. Não devem ser localizadas: em halls sociais, áreas que dificultam o acesso a elas, no interior de salão de festas, embutidas em paredes à prova de fogo e atrás de portas. As caixas de passagem, de distribuição e distribuição geral, instaladas dentro do edifício, são dimensionadas em função do número de pontos telefônicos acumulados em cada trecho da tubulação. Quando o porte do edifício for tal, que exigir uma caixa de distribuição geral de grandes dimensões, será necessário projetar uma sala especial para o distribuidor geral. As dimensões da sala do distribuidor geral devem ser determinadas em conjunto entre a concessionária e o construtor, e sua altura deve corresponder à altura do pavimento onde estiver localizada. A área necessária para a sala do distribuidor geral, pode ser determinada em função do número de pontos telefônicos. Esses critérios não são rígidos e servem apenas como orientação: • •

Edifícios com até 1.000 pontos: 6 m 2 ; Edifícios com mais de 1.000 pontos: 1 m 2 adicional para cada 500 pontos ou fração que ultrapassar os 1.000 pontos iniciais.

Figura 17.15 Detalhes de instalação de caixas de distribuição geral, de distribuição e de passagem.

Caixa Porta

Caixa 130 cm Porta

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Pontos acumulados na caixa

Caixa de distribuição geral

Caixa de distribuição

Caixa de passagem

Até 5

-

-

N. 1

De 6 a 21

N. 4

N. 3

N. 2

De 22 a 35

N. 5

N. 4

N. 3

De 36 a 70

N. 6

N. 5

N. 4

De 71 a 140

N. 7

N. 6

N. 5

De 141 a 280

N. 8

N. 7

N. 6

De 281 a 240

N. 8*

N. 7*

N. 6*

Acima de 420

Instalações Prediais de Telefonia

Tabela 17.3 Dimensionamento de caixas internas

Poço de elevação (ver item 5.9)

* A critério da concessionária, deverá ser utilizado poço de elevação.

Tabela 17.4 Dimensões padronizadas para as caixas internas Dimensões internas Caixas

Altura (cm)

Largura (cm)

Profundidade (cm)

N. 1

10

10

5

N. 2

20

20

12

N. 3

40

40

12

N. 4

60

60

12

N. 5

80

80

12

N. 6

20

120

12

N. 7

150

150

15

N. 8

200

200

20

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

CAIXAS DE SAÍDA As caixas de saída podem ser de dois tipos: de parede ou de piso. A caixa de saída de parede é de chapa metálica estampada, com furações para eletrodutos, própria para instalações embutidas em paredes. Essa caixa mede 10 cm 3 10 cm 3 5 cm. A caixa de saída de piso é metálica, e própria para instalações embutidas no piso, provida de tampa removível, medindo 10 cm 3 10 cm 3 6,5 cm. Ambas as caixas são utilizadas para passagem de fio(s) telefônico(s) ou instalação de tomada telefônica. As caixas de saída de parede devem ser instaladas a 30 cm do centro ao piso, ou 130 cm do centro do piso acabado, para telefones de parede. As caixas de saída de piso devem ser instaladas de modo que a tampa fique nivelada com o piso acabado.

Figura 17.16 Detalhes de instalação de caixas de saída de parede.

130 cm

130 cm

30 cm

Piso acabado

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Instalações Prediais de Telefonia

Figura 17.17 Caixas internas de passagem ou saída de parede.

Figura 17.18 Instalação de caixa de saída de piso.

Figura 17.19 Caixa de saída de piso. Tampa de latão removível e regulável

Tampão removível

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TOMADAS DE TELEFONIA Embora ainda se encontrem as antigas tomadas de quatro pinos chatos em um plugue quadrado, o mercado atual apresenta modelos mais recentes de tomadas de telefonia. Esses modelos obedecem ao padrão norte-americano, composto por um pequeno terminal de plástico transparente. Além de mais discreto, ele é o de uso mais comum para aparelhos importados.

Figura 17.20 Tomada telefônica padrão.

FE

CRITÉRIO PARA PREVISÃO DE PONTOS TELEFÔNICOS As tubulações telefônicas são dimensionadas em função do número de pontos telefônicos previstos para o edifício, acumulados em cada uma de suas partes. Cada ponto telefônico corresponde à demanda de um telefone principal ou qualquer outro serviço que utilize pares físicos e que deva ser conectado à rede pública, não estando incluídas nessa previsão as extensões dos telefones ou serviços principais. Os critérios para a previsão do número de pontos telefônicos são fixados em função do tipo de edificação e do uso a que se destinam, ou seja:

Residências ou apartamentos

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de até dois quartos: um ponto telefônico; de três quartos: dois pontos telefônicos; de quatro ou mais quartos: três pontos telefônicos.

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Um ponto telefônico para cada 50 m 2.

Escritórios Um ponto telefônico para cada 10 m 2.

Indústrias

Instalações Prediais de Telefonia

Lojas

área de escritórios: um ponto telefônico a cada 10 m 2 ; área de produção: estudos especiais, a critério do proprietário.

Cinemas, teatros, supermercados, depósitos, armazéns, hotéis e outros estudos especiais, em conjunto com a concessionária, respeitando os limites estabelecidos nos critérios anteriores.

CRITÉRIO PARA PREVISÃO DE CAIXAS DE SAÍDA O número de caixas de saída previsto para uma determinada parte de um edifício deve corresponder ao número de pontos telefônicos mais as extensões necessárias para aquela parte do prédio. O número de caixas de saída e sua localização devem ser determinados de acordo com os seguintes critérios, respeitando-se sempre os valores estabelecidos na previsão de pontos telefônicos:

Residências ou apartamentos Prever, no mínimo, uma caixa de saída na sala, na copa ou cozinha e nos quartos. As seguintes regras gerais devem ser observadas na localização dessas caixas de saída: •

Sala – a caixa de saída deve ficar, de preferência, no hall de entrada, se houver, e sempre que possível, próximo à cozinha. As caixas previstas devem ser localizadas na parede, a 30 cm do piso.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

•

Quartos – se for conhecida a provável posição das cabeceiras das camas, as caixas de saída devem ser localizadas ao lado dessa posição, na parede, a 30 cm do piso.

•

Cozinha – a caixa de saída deve ser localizada a 1,5 m do piso (caixa para telefone de parede) e não deverá ficar nos locais onde provavelmente serão instalados o fogão, a geladeira, a pia ou os armários.

Lojas As caixas de saída devem ser projetadas nos locais onde estiverem previstos os balcões, as caixas registradoras, as empacotadeiras e mesas de trabalho, evitando-se as paredes nas quais estiverem previstas prateleiras ou vitrines.

Escritórios •

Em áreas onde estiverem previstas até 10 caixas de saída, as mesmas devem ser distribuídas equidistantemente ao longo das paredes, a 30 cm do piso.

•

Em áreas onde estiverem previstas mais de 10 caixas de saí­ da, deverão ser projetadas caixas de saída no piso, de modo a distribuir uniformemente as caixas previstas dentro da área a ser atendida. Nesse caso, é necessário projetar uma malha de piso, com tubulação convencional ou canaletas.

FIO TELEFÔNICO O fio telefônico praticamente não apresenta problema nas instalações de telefonia, pelo fato de sua fabricação ser regida por normas rígidas da Telebras, que homologa as empresas fabricantes. Os fios para uso interno devem possuir condutores de cobre estanhado, torcidos, isolados com PVC. Eles têm capacidade para dois ou três condutores e sua seção deve ser de 0,6 mm, podendo ser usados dentro de dutos ou fixados em paredes e rodapés, com presilhas especiais. Portanto, as marcas existentes no mercado podem ser adquiridas sem susto, pois têm a garantia de qualidade da Telebras. Os eletrodutos que abrigam os fios, devem ser rígidos sem costuras ou rebarbas, de ferro galvanizado, metal esmaltado a quente, PVC ou similar.

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Instalações Prediais de Telefonia

Figura 17.21 Fio telefônico para instalações internas (cor cinza).

CANALETAS DE PISO São dutos de seção retangular de chapa de aço, latão ou PVC, próprios para instalações no piso. Podem ser de dois tipos, dependendo da sua utilização: duto retangular liso, utilizado para passagem de fios e/ou cabos telefônicos ou duto retangular modulado, canaleta provida de luvas para saída de fios e/ou cabos telefônicos. São utilizados dutos retangulares com seções transversais de 25 3 70 mm e 25 3 140 mm, em peças de 3 m de comprimento. As luvas de saída dos dutos retangulares modulados devem possuir 50 mm de diâmetro, e a distância entre elas deve ser de 150 cm.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 17.22 Canaletas de piso.

Duto retangular liso

25

70 Dimensões

140

25 Duto retangular modulado

Dimensões

Luva de saída (ø 50 mm)

d = 150 cm

Distância entre as luvas

CAIXAS DE DERIVAÇÃO As caixas de derivação são utilizadas para junção e derivações de canaletas. São normalmente utilizadas nos sistemas de distribuição telefônica de piso.

Figura 17.23 Caixas de derivação.

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Tabela 17.5 Simbologia básica utilizada nas instalações prediais de telefonia Descrição Caixa de saída ou de passagem para fios, na parede, a 30 cm do centro ao piso Caixa de saída ou de passagem para fios, na parede, a 130 cm do centro ao piso Caixa de distribuição ou passagem para cabos, na parede

Caixa de distribuição geral

Em planta

N. 1 ou 2 N. 1 ou 2 N. N. 1 1 ou ou 2 2

N.

N. 1 ou 2 N. 1 ou 2 N. N. 1 1 ou ou 2 2

N. 1, 2, 3…8 N.

N. D.2 N. 1 1 ou ou 2G. N. 1 ou D.2 N. 1 ou 2G.

D.2G. G. N. 1 1 ou ou D. N. 2 D.2 G. N. 1 1 ou ou D.2 G. N. D.2G. G. N. D. N. 1 1 ou ou 2 D.2G. G. N. 1 ou D.

Centro do distribuidor geral

Cubículo em poço de elevação

Caixa subterrânea para emenda ou passagem de cabos (pisos)

Em elevação

D. G. N. 1 ou D.2G. D.G. G. D. D.G. G. D. D.G. G. D. D. G. D. G.

N. N. 1, 2, 3…8 N.N.D. G. N. 1, 2, 3…8 N. 1, N. 2, 3…8 D. G. D. G. N. G. N.N. N. 1, 2,D. 3…8 D. G. N.N.D. G. N. 1, 2, 3…8 D. G. N. 1, 2,D. 3…8 G. N. D. G. N. D. G. D. G. N.N.D. G. D. G. N. 1, 2, 3…8 D. G.

N.a D. G. b

Caixa de saída ou de passagem, para fios no piso

D. G. a b a b a b

Tubulação desce

Tubulação sobe

a b a b a b

Tubulação

No piso _ No teto ––––––––

—

Sumário de contagem (a) pontos por andar; (b) pontos acumulados no andar

—

a b

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Instalações Prediais de Telefonia

SIMBOLOGIA UTILIZADA

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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SIMBOLOGIA BÁSICA

O arquiteto deve ter sempre em mente os símbolos mais usados, de modo que possa ler (interpretar) os projetos de instalação elétrica. Existe grande diversidade de representações. Sabendo as quantidades de pontos de luz, tomadas e o tipo de fornecimento, o projetista pode elaborar sua simbologia e dar início ao desenho do projeto elétrico na planta da edificação. De qualquer maneira, a legenda completa deve abranger todos os símbolos e abreviaturas utilizados no projeto e ser colocada em todas as pranchas para uma perfeita interpretação dos desenhos.

_ *NBR 5444 – símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.

Os símbolos gráficos para instalações elétricas, por se tratar de uma forma de linguagem, bem como todo o conjunto que completa um determinado projeto (esquemas, detalhes, desenhos etc.) devem ser compreensíveis. A simbologia deve ser clara e de fácil interpretação para os que a utilizarem. É importante ressaltar que toda simbologia está subordinada a regras, particularmente, a NBR 5444 – símbolos gráficos para instalações elétricas prediais. A seguir, são apresentadas algumas simbologias da referida norma*.

Tabela 18.1 Dutos e distribuição Símbolo ø 25

ø 25

Significado

Observações

Eletroduto embutido no teto ou parede Eletroduto embutido no piso Telefone no teto

Todas as dimensões em mm. Indicar a seção se não for de 15 mm

Telefone no piso

160

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Tubulação para campaínha, som, anunciador ou outro sistema

Indicar, na legenda, o sistema passante

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Significado

|

Condutor de fase no interior do eletroduto

Símbolo

Condutor neutro no interior do eletroduto

|

Condutor de retorno no interior do eletroduto



Condutor terra no interior do eletroduto

+

Condutor positivo no interior do eletroduto

–

Condutor negativo no interior do eletroduto

|

|





50.

  3 (2 × 2 5.) + 2 × 10.

Cordoalha de terra

Observações

Cada traço representa um condutor Indicar seção, número de condutores, número do circuito e a seção dos condutores, exceto se forem de 1,5 mm2

Indicar a seção utilizada; em 50. significa 50 mm2

Leito de cabos com um circuito passante composto por três fases, cada 25. significa 25 mm2 um por dois cabos de 25 mm2 mais dois 10. significa 10 mm2 cabos de neutro de seção de 10 mm2

P C aix a de p a ss agem ( 2 0 0 × 2 0 0 × 10 0 )

Caixa de passagem no piso

Dimensões em mm

P C aix a de p a ss agem ( 2 0 0 × 2 0 0 × 10 0 )

Caixa de passagem no teto

Dimensões em mm

Caixa de passagem na parede

Indicar a altura e, se necessário, detalhar (dimensões em mm)

P C aix a de p a ss agem ( 2 0 0 × 2 0 0 × 10 0 )

Simbologia Básica

Tabela 18.1 Dutos e distribuição (continuação)

Eletroduto que sobe

Eletroduto que desce

Eletroduto que passa descendo

Eletroduto que passa subindo

161

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Símbolo

Significado

I. II. III. IV.

Sistema de calha de piso Tomadas Caixa de passagem

|

Condutor seção 1,0 mm2 , fase para campaínha

Condutor seção 1,0 mm2 , neutro para campaínha

|

Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Tabela 18.1 Dutos e distribuição (continuação)

Condutor seção 1,0 mm2 , retorno para campaínha

Observações No desenho, aparecem quatro sistemas que são habitualmente: I - luz e força II - telefone (Telebrás) III - Telefone (P(A)BX, KS, ramais) IV - Especiais (Comunicações)

Se for de seção maior, indicá-la

Tabela 18.2 Quadros de distribuição Símbolo

Significado

Observações

Quadro parcial de luz e força aparente Quadro parcial de luz e força embutido Quadro geral de luz e força aparente Quadro geral de luz e força embutido

Indicar as cargas de luz em watts e de força em W ou kW

Caixa de telefones medidor

Caixa para medidor

Tabela 18.3 Luminárias, refletores, lâmpadas Símbolo

Significado

Observações

a

Ponto de luz incandescente no teto para indicar o número de lâmpadas e a potência em watts

A letra minúscula indica o ponto de comando, e o número entre dois traços, o circuito correspondente

Ponto de luz incandescente na parede (arandela)

Deve-se indicar a altura da arandela

-4-

2 × 100 W a

-4-

2 × 60 W a

162

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-4-

2 × 100 W

Ponto de luz incandescente no teto (embutido)

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Símbolo

Significado

Observações

Ponto de luz fluorescente no teto (indi- A letra minúscula indica o ponto de car o número de lâmpadas e na legen- comando e o número entre dois traços 4 × 20 W da o tipo de partida e reator o circuito correspondente

a -4-

Simbologia Básica

Tabela 18.3 Luminárias, refletores, lâmpadas (continuação)

a -4-

4 × 20 W a

-4-

4 × 20 W

-4-

-4-

Ponto de luz fluorescente na parede

Deve-se indicar a altura da luminária

Ponto de luz fluorescente no teto (embutido) Ponto de luz incandescente no teto em circuito vigia (emergência) Ponto de luz fluorescente no teto em circuito vigia (emergência) Sinalização de tráfego (rampas, entradas etc.) Lâmpada de sinalização

Refletor

Indicar potência, tensão e tipo de lâmpadas

Pote com duas luminárias para iluminação externa

Indicar potência, tensão e tipo de lâmpadas

Lâmpada obstáculo

Minuteria

Diâmetro igual ao do interruptor

Ponto de luz de emergência na parede com alimentação independente Exaustor Moto bomba para bombeamento da reserva técnica de água para combate a incêndio

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Tabela 18.4 Tomadas Símbolo 300 W -5300 W -5300 W -5-

Significado Tomada de luz na parede, baixa (300 mm do piso acabado) Tomada de luz a meia altura (1.300 mm do piso acabado Tomada de luz alta (2.000 mm do piso acabado)

Observações

A potência deverá ser indicada ao lado em W (exceto se for de 100 W) como também o número do circuito correspondente e a altura da tomada, se for diferente da normatizada; se a tomada for de força, indicar o número de W ou kW

Tomada de luz no piso Saída para telefone externo na parede (rede Telebrás) Saída para telefone externo na parede a uma altura "h"

Especificar "h"

Saída para telefone interno na parede Saída para telefone externo na parede Saída para telefone interno no piso Tomada para rádio e televisão Relógio elétrico no teto

Relógio elétrico na parede Saída de som, no teto Saída de som, na parede

Indicar a altura "h"

Cigarra Campaínha

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Quadro anunciador

Dentro do círculo, indicar o número de chamadas em algarismos romanos

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Símbolo

Significado

Observações

G

Gerador

Indicar as características nominais

Motor

Indicar as características nominais

Transformador de potência

Indicar a relação de tensões e valores nominais

M

Transformador de corrente (um núcleo) Tranformador de potencial Transformador de corrente (dois núcleos)

Simbologia Básica

Tabela 18.5 Motores e transformadores

Indicar a relação de espiros, classe de exatidão e nível de isolamento A barra de primário deve ter um traço mais grosso

Retificador

Tabela 18.6 Acumuladores Símbolo

Significado

Observações

Acumulador ou elemento de pilha

a) O traço longo representa o polo positivo e o traço curto, o polo negativo b) Este símbolo poderá ser usado para representar uma bateria se não houver risco de dúvida. Nesse caso, a tensão ou o número e o tipo dos elementos devem ser indicados

Bateria de acumuladores ou pilhas. Forma 1

Sem indicação do número de elementos

Bateria de acumuladores ou pilhas. Forma 2

Sem indicação do número de elementos

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura


AS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

O Quadro de Medição de Energia no Projeto Arquitetônico

PARTE II

E SUAS INTERFACES COM O PROJETO ARQUITETÔNICO

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura


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Antes de iniciar o projeto, o arquiteto deve efetuar um estudo do terreno e a posteação da rua para defi nir a melhor localização do conjunto: hidrômetro, medidor de energia elétrica, caixa de correspondência, campainha com interfone e câmera de TV. Os equipamentos de medição de água e energia elétrica serão instalados pelas concessionárias, em local previamente preparado, dentro da propriedade particular, preferencialmente no limite do terreno com a via pública, em parede externa da própria edificação, em muros divisórios, e servirão para medir o consumo de água e energia elétrica da edificação.

O Quadro de Medição de Energia no Projeto Arquitetônico

O QUADRO DE MEDIÇÃO DE ENERGIA NO PROJETO ARQUITETÔNICO

A caixa que abriga o equipamento de medição de energia elétrica possui uma padronização quanto a tamanho e cor, contudo, nada impede que seja enriquecida e principalmente bem localizada. A solução ideal é embuti-la numa parede, ao lado do poste. Com a caixa de medição embutida na alvenaria, deve-se pensar em uma porta para protegê-la das intempéries (sol, chuva etc.) e integrá-la, de forma harmoniosa, à arquitetura*. A entrada de energia e água deve sempre compor com a ideia usada para o poste, de modo que se consiga uma coerência de padrões. Assim, se o poste foi embutido numa estrutura de alvenaria, o mesmo deve acontecer com a caixa de medição, o que facilita a medição do hidrômetro e do relógio de medição. A caixa de medição de energia deve ser instalada de maneira que sua face superior fique a uma altura compreendida entre 1,4 m e 1,6 m em relação ao piso acabado. Para o padrão poste com caixa incorporada, essa altura deve ser de 1,7 m. Até para facilitar a medição do hidrômetro e do relógio de medição, as três peças (entrada de energia, água e poste) devem formar um só elemento no projeto arquitetônico.

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_ *(CAPOZZI, Simone. Tire partido de elementos úteis, mas pouco estéticos. Arquitetura & Construção, São Paulo, Abril, n. 7, p. 102103, jul. 1989.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 19.1 Localização da caixa de medição.

Quadro de medição Edificação Muro

Difícil acesso para leitura

Quadro de medição (visor virado para o passeio público)

Calçada

Edificação Muro

Fácil acesso para leitura

Calçada

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O Quadro de Medição de Energia no Projeto Arquitetônico

Figura 19.2a Localização preferencial da caixa de medição (dentro do terreno).

Leitura voltada para a calçada

Caixa de medição com o visor virado para o passeio público

Caixa de medição com o visor virado para o passeio público

Caixa de medição com o visor virado para o passeio público

Caixa de medição

Caixa de medição

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 19.2b Localização preferencial da caixa de medição (dentro do terreno).

Padrão normal

Caixa de medição Na divisa de duas propriedades (Lateral esquerda ou direita)

Na divisa com a via pública

Na divisa com a via pública

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Caixa de medição com o visor virado para o passeio público

Caixa de medição com o visor virado para o passeio público

(Limite de propriedade sem muro com a via pública

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Antes de ser introduzida essa atual variedade de aparelhos eletrodomésticos em nossas casas, a instalação elétrica se resumia a um simples passar de fios e conduítes. O surgimento de aparelhos cada vez mais sofisticados fez com que a importância de uma instalação crescesse na mesma proporção.

20

Os Equipamentos e suas Interfaces com a Arquitetura

OS EQUIPAMENTOS E SUAS INTERFACES COM A ARQUITETURA

Ao contrário das instalações dos aparelhos sanitários, porém, a instalação de equipamentos de utilização de energia elétrica não interfere tanto no projeto arquitetônico do ponto de vista estético ou funcional. Obviamente, um projeto elétrico mal concebido e mal dimensionado comprometerá a qualidade da edificação, além de possibilitar a ocorrência de sinistros. Como quase tudo em uma obra, a chance de evitar esses problemas se dá antes da construção, no momento em que os projetos arquitetônicos e estruturais estão sendo defi nidos. Tudo deve estar perfeitamente interligado. A disposição dos ambientes, a área construída, o pé-direito, todos esses elementos têm influência direta sobre o tipo de instalação a ser feita e do material a ser utilizado. Os principais aparelhos eletrodomésticos utilizados nas instalações residenciais são, por exemplo: geladeiras, chuveiros, aquecedores de água instantâneos, ferro elétrico, aspiradores de pó, máquinas de lavar pratos e roupas, circuladores de ar e aquecedores de ambiente (portáteis). Esses aparelhos facilitam muito nossas vidas e trazem muito conforto, mas alguns consomem bastante energia. A maioria deles possui resistência, que é um componente elétrico que produz calor, a partir de um considerável consumo de energia elétrica para o seu funcionamento. Como exemplos de aparelhos que consomem uma quantidade considerável de energia elétrica, podemos citar: aquecedor central elétrico de água, torneira elétrica, secadora de roupas, condicionador de ar e chuveiro elétrico.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

SELO PROCEL Na hora de comprar um aparelho é importante verificar se o equipamento tem o selo Inmetro-Procel. O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) é uma autarquia federal brasileira, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O selo Procel de Economia de Energia ou simplesmente selo Procel, tem por objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim economia na sua conta de energia elétrica. Também estimula a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a preservação do meio ambiente. Para saber o valor do consumo dos equipamentos dentro de uma casa, basta consultar a placa atrás de cada equipamento ou o manual do fabricante, multiplicando a potência pelas horas de uso durante o mês.

Figura 20.1  Selo Procel.

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Fonte: Inmetro

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Atualmente, o consumidor está mais atento às construções com melhor desempenho acústico, reclama por apartamentos mais silenciosos. Isso também está acontecendo com relação a compra de eletrodomésticos com menores níveis de ruído. Desde fevereiro de 2014, alguns eletrodomésticos estão sendo fabricados com um selo que visa classificar barulho emitido por eletrodomésticos, o Selo Ruído. A versão atual do Selo, além de informar o Nível de Potência Sonora do produto, apresenta um gráfico de cores e uma escala de 1 a 5, que representa do mais silencioso ao menos silencioso, mais ou menos como é a classificação no Selo Procel para consumo de energia elétrica nos eletrodomésticos. Sem dúvida é uma grande evolução para popularizar o selo e incentivar o consumo de produtos mais silenciosos.

Os Equipamentos e suas Interfaces com a Arquitetura

RUÍDOS EM ELETRODOMÉSTICOS

Figura 20.2  Selo Ruído.

Fonte: Inmetro

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Tabela 20.1 Relações e dimensões de equipamentos Equipamento

Marca

Minigeladeira

Consul

Observações

66,7

Prosdócimo

Para escritórios

62,8

54,3

90,5

62,8

54,3

96,4

63,0

54,5

89,5

Brastemp

Quality II

51,0

43,0

87,0

Brastemp

De Ville

56,0

61,0

85,0

Continental

2001 – Plaza

51,0

54,0

83,0

Continental

2001 – Grand Prix

56,0

61,0

86,0

Dako

Comodore

52,0

60,0

86,0

Esmaltec

Ipanema

52,6

60,0

83,8

61,0

68,2

1,40

Brastemp

61,0

65,2

1,67

Consul

Frost Free

62,0

65,0

1,46

Metalfrio

63,0

65,2

1,62

Consul

78,0

77,5

91,0

Metalfrio

62,6

1,33

93,7

Esmaltec

65,6

77,5

91,0

Consul

1,37

77,5

91,0

60,0

60,0

15,0

80,0

60,0

15,0

60,0

60,0

15,0

80,0

60,0

15,0

70,0

67,0

1,67

Sistema de exaustão com dutos Suggar Sistema de exaustão sem dutos

Freezer

61,8

51,6

Coifas

Geladeira

47,6

57,5

Brastemp

Freezer horizontal

Altura

51,3 Para hotéis

Brastemp

Freezer vertical

Dimensões Profund.

Consul Prosdócimo

Fogão de 4 bocas

Largura

Consul Brastemp

Twin Sistem

75,0

70,0

1,79

Brastemp

Frost Free

71,0

66,0

1,71

(Padrão)

75,0

71,0

1,79

Consul

61,0

65,0

1,45

Brastemp

62,0

62,0

1,44

(Padrão)

62,0

65,0

1,67

Fonte: TESCH, Nilson. Elementos e normas para desenhos e projetos de arquitetura. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979.

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Largura

Dimensões Profund.

Altura

Brastemp

76,0

62,0

87,0

Continental

76,0

60,0

87,0

(Padrão)

76,0

62,0

87,0

43,0

51,0

58,0

Continental

60,0

62,0

87,0

Brastemp

61,0

66,0

88,0

Equipamento

Marca

Fogão de seis bocas

Máq. de lavar roupa

Enxuta

Brastemp Fogão de seis bocas

Máq. de lavar roupa

Ar-condicionado 7

0

2 4

Para cima da banca

48,0

54,0

59,0

61,0

66,0

88,0

Sanyo

59,0

45,0

40,0

(Padrão)

60,0

49,0

40,0

Arno

51,0

49,0

94,0

61,0

52,0

91/1,26

(Padrão)

68,0

63,0

94/1,30

Brastemp

60,0

52,0

78,0

(Padrão)

60,0

52,0

83,0

Com tampa aberta

Consul

3/4 hp

47,0

56,5

31,5

Consul

1 hp

66,0

70,0

40,0

Consul

3 hp

69,0

84,0

55,3

1

6 5

Para cima da banca

(Padrão)

Brastemp

Máq. de secar roupa

Observações

Os Equipamentos e suas Interfaces com a Arquitetura

Tabela 20.1 Relações e dimensões de equipamentos (continuação)

3

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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PREVISÃO DE PONTOS EM INSTALAÇÕES RESIDENCIAIS Durante o planejamento da obra, particularmente na etapa de elaboração dos projetos, é preciso prever a instalação de diversos pontos de elétrica, de hidráulica e de gás em vários ambientes. Quem defi ne a quantidade, a tipologia e a distribuição desses pontos ao longo da área disponível são o arquiteto e/ou o projetista de instalações (elétrica ou hidráulica) que, para a realização desse dimensionamento, toma como base a metragem da área a ser trabalhada, as particularidades arquitetônicas do local e algumas diretrizes defi nidas por órgão municipais, concessionárias, Corpo de Bombeiros e normas técnicas brasileiras.* As principais condicionantes para a previsão desses pontos são a taxa de ocupação estimada e o uso da edificação. Os pontos de elétrica não podem ser escassos, muito menos excessivos (ver, Capítulo 15, “Quantidade mínima de tomadas”). A falta de pontos pode significar áreas desabastecidas, desconforto para o usuário fi nal etc. Já a quantidade exagerada de pontos nas áreas comuns propiciará ao empreendimento maior consumo de energia e pode configurar baixa eficiência energética. Por outro lado, é importante ressaltar que um dos grandes desafios impostos aos projetistas, nos dias atuais, é justamente equilibrar as necessidades dos empreendimentos e dos usuários, cada vez mais amplas, com questões de sustentabilidade. As normas da ABNT podem servir como uma orientação na hora de se defi nir a estratégia de distribuição dos pontos de consumo, ainda que essas normas nem sempre deem conta de atender a todas as situações e possibilidades que podem existir em projetos.

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_ *(NAKAMURA, Juliana. Água em áreas comuns. Téchne, São Paulo, Pini, n. 168, p. 54-56, mar. 2011.)

Quanto à iluminação, a NBR 54143 – Iluminância de interiores, determina a iluminância mínima necessária para cada área comum de diferentes tipos de edifícios. Em relação aos pontos de luz de emergência, eles precisam atender de forma eficiente e racional aos principais locais da edificação. É recomendável muita atenção às normas das concessionárias e do Corpo de Bombeiros local, que podem exigir a implementação de um sistema de alimentação ininterrupta (USP), com baterias ou no-breaks, para alimentar as luzes de emergência.

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A seguir, apresentam-se algumas sugestões para a instalação dos pontos de elétrica em projetos residenciais.

SALA As tomadas e interruptores só costumam ser foco de atenção no momento em que se constata sua ausência em determinado ponto da residência. Por essa razão, alguns arquitetos e decoradores que trabalham com designers de interiores orientam sobre a importância de se observar a quantidade e a posição desses terminais em cada ambiente, antes de decorar.

Previsão de Pontos em Instalações Residenciais

A compatibilização dos projetos e uma boa comunicação entre arquiteto, projetista de instalações elétricas e empreendedor são fundamentais para minimizar erros no dimensionamento e distribuição dos pontos de elétrica. A falta de coordenação e entendimento entre os profissionais envolvidos na elaboração dos projetos pode gerar erros na distribuição dos pontos, podendo causar a escassez em determinados lugares ou uma quantidade excessiva em outras áreas do edifício.

Para as salas, deve-se observar a localização dos pontos, de acordo com o layout do local, e também os interruptores three-ways, que devem ser instalados na entrada da sala de estar, e na porta que acesso à área íntima da casa. Deve-se observar também se os dispositivos (tomadas e interruptores) estão em altura adequada e, além da quantidade mínima necessária, é recomendável instalar tomadas a mais para uso esporádico, como carregar celular, ligar o aspirador de pó etc. Além da quantidade suficiente de tomadas e interruptores outra questão importante é a harmonia entre esses dispositivos e a decoração. Hoje, o aspecto estético, funcional e decorativo do segmento de interruptores e tomadas, em nosso país, é muito diversificada. As empresas que se sobressaem buscam design arrojado, novas cores e formas, tornando mais amplo esse item na decoração. A seguir, apresentam-se algumas sugestões de pontos para a instalação desses dispositivos em salas de estar e jantar: •

Interruptores em paralelo – em escadas e salas grandes, dois interruptores para mesma lâmpada, em cantos opostos.

•

Pontos de luz – as demais lâmpadas dependem de um projeto de iluminação, mas a mesa de jantar precisa estar sob um ponto.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

ESCRITÓRIO Em ambientes como escritórios, sugere-se: •

Ponto de telefone – além da linha de uso geral, uma exclusiva para a internet, mesmo que só haja uma linha, é recomendável deixar a tubulação pronta para a próxima.

•

Tomada com fio terra – instalada acima da bancada de trabalho para computador.

QUARTO É usual que em cada ambiente, especialmente nos quartos, exista somente um ponto de antena e telefone, e estes devem estar na mesma parede da cabeceira. Ainda nos quartos, o ideal é o uso de three-ways, ou seja, um interruptor junto à porta de entrada, e outro a um dos lados da cabeceira da cama. A seguir, apresentam-se algumas sugestões de pontos de elétrica para o quarto: •

Interruptor de luz na cabeceira – para maior comodidade;

•

Dimmer – colocado perto da cama, se possível, permite regular a intensidade da luz;

•

O ar-condicionado requer uma tomada de 220 V, colocada a mais de 1,5 m do chão;

•

Tomada no armário – para desumidificador (contra mofo);

•

Ponto de antena de TV.

TERRAÇO Em terraços usualmente é previsto um ponto de tomada de uso geral na varanda.

BANHEIROS Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.

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Forro Luminária

Tomada interna 230 cm

Previsão de Pontos em Instalações Residenciais

Figura 21.1 Luminária no forro, tomada e interruptor.

110 cm

Figura 21.2 Arandela na parede, tomada e interruptor.

Arandela

127/220V TOM/INT

190 cm

110 cm

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127/220 V

Chuveiro

227 cm

Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 21.3 Altura de chuveiro, tomada e interruptor para banheira.

Obs. Acionamento de banheiras com proteção específica. (ver manual do fabricante).

N

Banheira Obs.: N: consultar o catálogo do fabricante.

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Como a água é boa condutora de eletricidade, é preciso ter muito cuidado ao usar e (ou) colocar aparelhos elétricos em lugares molhados (por exemplo, quando estiver no chuveiro ou na banheira). Outra recomendação importante é, quando estiver utilizando algum aparelho elétrico, não encostar em canos metálicos de água. Como eles estão em contato com a terra, a corrente elétrica poderá passar através de seu corpo. As lâmpadas de baixa voltagem podem ser usadas com segurança, se os bulbos forem lacrados para a proteção contra vapor e condensação.

Previsão de Pontos em Instalações Residenciais

Como se sabe, água e eletricidade fazem uma combinação perigosa, portanto qualquer manejo na parte elétrica de sanitários deverá ser feito por um profissional, usando lâmpadas, aparelhos e bulbos especialmente projetados para lugares úmidos.

É importante que os circuitos que atendem aos sanitários estejam protegidos pelo disjuntor DR, conforme a NBR 5410 exige. Normalmente, o banheiro é um lugar para relaxar depois de uma dia de trabalho, então a luz deve ser tênue. Luz pendente pode ser excessiva e provocar muitas sombras, por isso o projetista deve optar por luzes de parede, colocando-as acima da altura dos olhos para promover uma iluminação mais agradável. O espelho do banheiro requer um cuidado especial, pois as pessoas irão utilizá-lo para fazer a barba, passar maquiagem etc. Uma boa dica é usar lâmpada com filamento de tungstênio em volta do espelho, como nos camarins, porque ela projeta uma luz mais quente na face, evitando o efeito depreciativo associado a banheiros de restaurantes e bares. A seguir, apresentam-se sugestões para pontos de iluminação e tomadas em banheiros: •

Ponto de luz – para uma lâmpada acima do espelho.

•

Tomada – perto da pia, para barbeador e secador de cabelos.

•

Ponto elétrico – para o chuveiro; mesmo se houver aquecimento central, ele pode falhar.

•

Ponto elétrico – de água e esgoto para banheira de hidromassagem.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

COZINHA Hoje, os eletrodomésticos estão mais funcionais, como, por exemplo, os fornos de micro-ondas, as geladeiras com programação digital e muitas outras inovações. Por essa razão, o projeto de instalação elétrica da cozinha deve ser muito bem planejado, antes da execução da obra, e estar harmonizado com o projeto arquitetônico e estrutural do edifício. Isso vale não apenas para a cozinha, mas também para todos os ambientes da residência. Portanto, a preocupação com a cozinha deve ser maior, pelo fato de ela concentrar um grande número de eletrodomésticos com grande potência, como torneira elétrica, freezers, geladeiras, máquina de lavar louças, forno micro-ondas etc. Para o bom funcionamento de uma cozinha, deve-se distribuir os seus elementos formando o que se chama de “triângulo de trabalho”, cujos três vértices são a pia, a geladeira e o fogão, como visto na Figura 21.4. Essa é a forma que permite que a pessoa trabalhe com o menor número de movimentos de um ponto a outro quando está preparando as refeições. Entretanto, na prática, nem sempre o ambiente permite essa distribuição, chamada “triângulo de trabalho”. Por isso, considera-se a forma do ambiente tentando distribuir os elementos (pia, geladeira e fogão) preservando essa ideia, da melhor maneira possível. A seguir, apresentam-se algumas sugestões para a instalação de pontos de iluminação e tomadas em cozinhas: •

Ponto de luz – uma bancada bem iluminada facilita o trabalho no fogão, especialmente à noite.

•

Tomada perto da bancada de trabalho – deve haver pelo menos um ponto (110 V ou 220 V) para ligar cafeteira, torradeira, liquidificador e outros equipamentos que fiquem sempre à mão.

•

Ponto elétrico para coifa – essencial para a renovação do ar, em geral, pede um ponto de 220 V, que deve ficar perto do teto.

•

Tomadas com fio terra – geladeira, freezer, máquina de lavar, micro-ondas e outros aparelhos que consomem muita energia devem ter circuitos independentes.

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Pia

Cada lado com máximo de 2 metros Área até 6 m2

Geladeira

Previsão de Pontos em Instalações Residenciais

Figura 21.4 Triângulo de trabalho.

Fogão

Figura 21.5a Exemplos de formatos de cozinha.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 21.5b Exemplos de formatos de cozinha.

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Previsão de Pontos em Instalações Residenciais

Figura 21.5c Exemplos de formatos de cozinha.

ÁREA DE SERVIÇO Como já visto, a NBR 5410 estabelece a quantidade de tomadas de uso geral a partir do cômodo em estudo, fazendo-se necessário ter: ou o valor da área; ou o valor do perímetro; ou o valor da área e do perímetro. Em cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos se estabelece, no mínimo, um ponto de tomada para cada 3,5 m ou fração de perímetro, independentemente da área. No caso da cozinha e da área de serviço, é preciso até mais tomadas além desse mínimo, pois a segurança é o primeiro item a ser observado em qualquer instalação elétrica. A seguir, apresenta-se uma sugestão para a instalação de tomadas em áreas de serviço: • • •

Tomada para máquina de lavar roupa. Tomada acima da bancada para ferro elétrico. Tomada para secadora de roupa.

PONTOS EXTERNOS •

Pontos de luz – para iluminação no jardim ou na piscina.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

INSTALAÇÕES DE ANTENAS E SUAS INTERFACES COM AS REDES ELÉTRICAS

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A instalação de antenas, aparentemente, é uma tarefa bastante simples, mas que exige alguns cuidados. Pode ser uma atividade de risco quando efetuada próxima a redes elétricas, já que os suportes dessas antenas, em geral, são metálicos e condutores de eletricidade. Dessa forma, a instalação de antenas deve ser feita por um profi ssional qualificado e obedecer aos seguintes requisitos: •

Ser bem fi xada para evitar a sua queda sobre as redes elétricas.

•

Não ser instalada próxima a para-raios e nem interligar o seu cabo aos condutores elétricos desses equipamentos de proteção.

•

Jamais arremessar o cabo utilizado para ligação de antenas sobre a rede elétrica, mesmo que ele seja encapado. A capacidade de isolamento do cabo não é suficiente para evitar a passagem da eletricidade existente nas redes elétricas.

•

Não utilizar marquises de edifícios para a instalação de antenas, pois, geralmente, ficam próximas das redes elétricas.

•

Se a antena cair sobre a rede elétrica, não tentar resgatá-la. Ligar imediatamente para a concessionária de energia local.

Existem no mercado muitos tipos de antenas que são utilizadas para várias fi nalidades, por exemplo, receber e transmitir sinais de televisão. As antenas parabólicas canalizam o sinal em forma de cone, sendo indicadas para aplicações de longa distância. A antena semiparabólica, uma variação da parabólica, emite o sinal de forma elíptica. Os modelos grid (grelha) são menos suscetíveis à ação dos ventos em razão de eles passarem através da estrutura em forma de gaiola; seu sinal pode chegar de 40 km a 50 km em condições eletricamente visuais.

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Instalações de Antenas e suas Interfaces com as Redes Elétricas

As antenas setoriais têm formato amplo e plano. Normalmente, são montadas em paredes, podendo ser internas ou externas. São mais recomendadas para links entre prédios com distâncias de até 8 km. Algumas podem operar até 3 km, dependendo do ganho específico no projeto. As antenas do tipo Yagi são rígidas e usadas externamente em ambientes de condições hostis. Foram projetadas para resistir a formação de gelo, chuva pesada, neve e ventos fortes. Os sinais podem chegar a 30 km, em condições eletricamente visuais. Nas edificações existem dois tipos de antenas para aplicações wireless: omnidirecional e direcional. Na escolha do modelo de antena mais adequado para a sua aplicação wireless, alguns cuidados devem ser considerados, pois o sucesso do projeto depende fundamentalmente do sistema irradiante (distância, largura da onda, ganho)*. Nas instalações prediais, existem basicamente três tipos de cabos para descida de antena de televisão. Os utilizados internamente, para a ligação do aparelho à antena externa, possuem condutor de cobre nu, flexível, de têmpera mole e isolação de polietileno. Já os utilizados para a ligação externa, que vai até a antena externa, têm capa protetora, também em polietileno, para resistir às intempéries**. Outro tipo de cabo para a ligação do aparelho com a antena é o coaxial. Ele é formado por um fio de cobre isolado com polietileno, com mais uma blindagem, em malhas de fios de cobre, e conta ainda com uma capa externa de PVC. Pelo seu isolamento, garante imagens mais nítidas, sem a formação de “fantasmas”.

_ *(Fonte: http://antenas. com.via6.com.) **(ROCHA NETO, Silvério. Fios e cabos residenciais. Arquitetura & Construção, São Paulo, Abril, n. 8, p. 116117, ago. 1989.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 22.1 Instalação de antena coletiva de rádio e televisão.

– Base para montagem das antenas de 1” de diâmetro, galvanizado – Antena de rádio – Antena de TV – Tubo galvanizado para entrada dos cabos (2” de diâmetro) – Quadro de madeira com disjuntor monofásico e duas tomadas – Caixa de 4” x 4” ou 5” x 5” – Armário de aço com os amplificadores ou caixa de madeira com porta e fechadura de 90 cm x 60 cm x 30 cm – Prumada (eletroduto de 3/4”) – Caixa de 4” x 2”ou 4” x 4” com 4 orelhas, com as tomadas de TV e rádio Obs.: Todos os para-raios ficarão, no mínimo, a 1,5 m acima dos mastros. Todas as partes metálicas deverão estar aterradas.

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Fonte: CPFL

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A instalação de para-raios, tecnicamente chamados de SPDA (Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas) tem por fi nalidade evitar a incidência direta dos raios (descargas elétricas de milhões de volts que nascem entre as nuvens e descem até o solo) sobre os prédios, ou melhor, oferecer condições técnicas adequadas para que os raios, se caírem sobre a edificação, sejam escoados para o solo sem causar quaisquer danos, nem à construção, nem aos moradores em seu interior. Por isso, é de suma importância que esses equipamentos estejam sempre em perfeitas condições de funcionamento.

Instalações de Para-raios e suas Interfaces com a Arquitetura

INSTALAÇÕES DE PARA-RAIOS E SUAS INTERFACES COM A ARQUITETURA

Não se encontrou ainda um sistema totalmente seguro contra raios, entretanto é possível minimizar seus efeitos devastadores. Não existe um sistema com 100% de eficiência na proteção contra descargas atmosféricas, pois se trata de um fenômeno que ainda não é conhecido perfeitamente pelos pesquisadores. O nível de proteção desejável para uma edificação é defi nido pela NBR 5419 (Proteção de Estruturas contra Descargas Elétricas Atmosféricas), que traz tabelas que classificam a edificação de acordo com o tipo de ocupação, de construção, seu conteúdo, sua localização e a topografia da região. Conforme a classificação da estrutura, a norma indicará a necessidade de haver ou não SPDA, além do nível de proteção e respectiva eficiência.* Os principais componentes de um SPDA são: elementos da captação (responsável pela recepção das descargas atmosféricas); elementos de descida (responsáveis por conduzir as correntes da descarga até o aterramento; para edificações com mais de 20 m de altura, também atuam como elementos de captação lateral); elementos de aterramento (responsáveis por dissipar as correntes no solo); equipotencialização (reduz os riscos de centelhamentos perigosos, preservando equipamentos, instalações e pessoas. Pode ser feita de forma direta ou indireta, via DPS – Dispositivos de Proteção contra Surtos. Existem três métodos para cálculo de SPDAs. O sistema de proteção mais adotado, por ser mais simples de conceber, é o do

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_ *(LOTURCO, Bruno. Descargas sob controle. Téchne. São Paulo, Pini, p. 54-58, maio 2008. ALVES, Borges Virgilio Normando. Sistema externo de proteção contra descargas atmosféricas. Téchne. São Paulo, Pini, p. 61-64, fev. 2009.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

tipo Franklin, que recebe esse nome em homenagem a Benjamin Franklin. O cálculo considera que cada mastro vertical, que recebe as descargas, protege o volume de um cone com vértice na ponta do captor. A angulação depende do nível de proteção desejado e da altura do mastro. Conforme aumenta a altura, diminui o ângulo e a superfície de proteção. Outro método é a “gaiola de Faraday”, em referência ao físico inglês Michael Faraday. Nesse método, a função de recepção de descargas é exercida por malhas condutoras instaladas na cobertura. São colocadas pequenas hastes coletoras, espalhadas pelas extremidades da edificação, interligadas por cabos de cobre ou fita de alumínio. Quando um raio atinge a edificação, esse sistema se encarrega de distribuir a carga pelos diferentes ramais, que vão até o solo e mantêm a construção eletricamente neutra. O método mais moderno de concepção e cálculo é o eletrogeométrico, ou método da esfera rolante. Esse método foi desenvolvido para proteção de linhas de transmissão e considera que, como a eletricidade vem aos saltos da nuvem para o solo, a proteção tem de ser feita com base no comprimento desse salto. Como o salto pode ser em qualquer direção, a área passível de descarga direta é esférica e definida a partir da proteção exigida, em norma, de acordo com o tipo de edificação. A diferença entre os métodos apresentados, em relação à eficiência, é desprezível. Deve-se procurar sempre uma empresa especializada para dimensionar adequadamente a sua proteção e indicar a melhor solução técnica e econômica. Quando se instala um SPDA externo, como no caso das edificações prontas, o projetista deve ficar atento aos detalhes arquitetônicos para escolher os melhores locais a fim de posicionar os condutores de descida e anéis de cintamento horizontal. A questão estética também é importante e deve ser considerada. O arquiteto pode tomar decisões de menor impacto sobre as fachadas do edifício.

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É importante ressaltar que os para-raios protegem apenas a edificação. Eles não preservam eletrodomésticos nem computadores. Portanto, se a sobrecarga vier pela rede elétrica, pelo fio do telefone ou até mesmo pelo cabo da TV por assinatura, é possível ocorrer uma danificação nesses aparelhos. Para proteger os equipamentos foi criado o “supressor de surto de tensão”. Esse dispositivo desvia as sobrecargas, funcionando como uma espécie de para-raio interno. Não ocupa espaço e pode ser instalado no disjuntor, terminando em uma pequena caixa colocada junto ao equipamento. Mesmo que seja instalado um para cada aparelho, é importante ter um supressor de surto de tensão mais potente instalado no quadro de entrada da edificação e outro na entrada do telefone.

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Instalações de Para-raios e suas Interfaces com a Arquitetura

Figura 23.1 Instalação genérica de SPDA externo em prédio.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS A sociedade em geral, hoje, está mais concientizada sobre a necessidade de proporcionar uma vida digna, confortável e independente aos portadores de necessidades especiais. Assim, o arquiteto não pode ignorar essa realidade e deve prever, em seu projeto, as providências a serem tomadas para garantir o conforto e a segurança a essas pessoas. A NBR 9050 fi xa as condições exigíveis, bem como os padrões e as medidas que visam a propiciar, às pessoas portadoras de necessidades especiais, melhores e mais adequadas condições de acesso aos edifícios de uso público e às vias urbanas. Para a elaboração de qualquer projeto com compartimentos adaptados ao uso do portador de necessidades especiais, em virtude da complexidade e do detalhamento do assunto, é recomendável a observação global das leis e normas existentes. Esse assunto é de fundamental importância, não apenas no aspecto arquitetônico da edificação, mas também nos projetos hidráulico e elétrico, pois exige adaptações significativas, principalmente no caso de reformas. Os interruptores e tomadas devem situar-se a uma altura do piso que permita sua utilização pelas pessoas deficientes, conforme mostra a Figura 24.1. Os aparelhos telefônicos devem ter sua parte superior a 1,20 m do piso. Para maior segurança e comodidade, deve-se instalar sensor de presença para acionamento da iluminação (ver Fig. 24.1).

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Sensor de presença

Cordas de comando

Termostato

Interruptor

Máximo 1,2 m

Controle da janela

0,30 m

Tomada

Adequação das Instalações para Portadores de Necessidades Especiais

Figura 24.1 Alturas ideais para interruptores, tomadas e comandos em sanitários adaptados às condições de acessibilidade.

Figura 24.2 Sensor de presença.

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_ *(A pesquisa sobre novos conceitos de iluminação e suas interfaces com o projeto arquitetônico foi realizada, particular e principalmente, nas revistas Arquitetura & Construção, da Editora Abril e Téchne (Revista Tecnológica da Construção), editada pela Editora Pini, com colaboração técnica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e catálogos técnicos de diversos fabricantes. Portanto, algumas citações, desenhos, fragmentos de parágrafos importantes, colecionados durante a pesquisa bibliográfica nessas revistas, bem como navegações pela internet nos sites dos fabricantes, foram selecionados e parcialmente transcritos.)

LUMINOTÉCNICA

*

A luminotécnica trata da disposição, quantidade e integração dos pontos de luz interno e externo em uma edificação. Para aumentar a eficiência energética e a qualidade dos ambientes em uma edificação, deve-se pensar na complementaridade entre a luz natural e a artificial. O arquiteto ou projetista precisa considerar a integração entre os dois tipos de fonte de luz e, para isso, é fundamental o conhecimento básico tanto da luz natural quanto dos tipos de equipamentos de iluminação a serem utilizados na arquitetura. No projeto de iluminação, uma de suas principais decisões é a defi nição dos sistemas artificial e natural. Cada componente desses sistemas (lâmpadas, luminárias, reatores, sistemas de controle, janela etc.) tem desempenho e qualidade diferentes, que dependem do tipo de tecnologia empregada em sua fabricação. Um projeto de iluminação deverá ser feito levando-se em conta as dimensões do ambiente, bem como sua função, a atividade operacional e a quantidade de horas que as pessoas ficarão expostas à iluminação artificial. Cabe ao arquiteto estudar, com o proprietário (morador), como será a iluminação e a disposição dos aparelhos, onde estarão os pontos de telefonia e antenas, que espaço será destinado aos computadores etc. Com esse objetivo, ele deve elaborar uma planta humanizada da edificação, mostrando a disposição dos móveis, aparelhos eletrônicos e luminárias. A distribuição uniforme dos aparelhos e das luminárias dentro da edificação é um fator importante. Escolher com critério os aparelhos de iluminação e os tipos de lâmpadas que serão utilizadas é de extrema importância em um projeto de iluminação, para que o ambiente não tenha suas cores deformadas e a decoração, prejudicada. A iluminação é parte de um projeto global. Ela defi ne, em muitos casos, as características do ambiente: se ele é alegre ou triste, frio ou quente, comercial ou íntimo. A iluminação de cada ambiente deve ser, principalmente, projetada de acordo com sua função, valorizando sempre o conforto visual.

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Luminotécnica

Depois de resolvidos pelo arquiteto a disposição, o tipo e a forma da iluminação, o projetista de instalações elétricas definirá os circuitos, a bitola dos fios e cabos, a proteção, e a colocação correta dos eletrodutos. Uma boa iluminação, racionalmente distribuída nos ambientes, apresenta vários benefícios: proteção à vista, elevação do rendimento do trabalho, diminuição de erros e acidentes, além de contribuir para maior conforto, bem-estar e segurança.

INTERFACES DA ILUMINAÇÃO COM A SUPERFÍCIE DE TRABALHO * Para uma boa visibilidade sobre a superfície de trabalho, é de extrema importância o estudo da intensidade de iluminação (expressa em lux). Além disso, o contraste entre a figura e o fundo também é importante. A luminância (ou brilho) é a quantidade de luz que é refletida para os olhos, medida em candela por m² (cd/m²). Para determinar a quantidade de luz, é necessário fazer distinções entre a luz ambiental, a iluminação no local de trabalho e a iluminação especial. Uma luz ambiental de 10 lux a 200 lux é suficiente para lugares onde não há tarefas exigentes. É o caso de corredores, depósitos e outros lugares onde não há tarefa de leitura. O mínimo necessário para visualizar obstáculos é de 10 lux. Para ler avisos, bem como evitar grandes contrastes (figura/fundo), é necessária uma intensidade maior. Para tarefas normais, como leitura de livros, montagens de peças e operações com máquinas, aplicam-se as seguintes recomendações: •

Uma intensidade de 200 lux é suficiente para tarefas com contrastes, como na leitura de letras pretas sobre um fundo branco, sem necessidade de percepção de muitos detalhes.

•

É necessário aumentar a intensidade luminosa à medida que o contraste diminui e se exige a percepção de pequenos detalhes.

•

Uma intensidade maior pode ser necessária para reduzir as diferenças de brilhos no campo visual, por exemplo, quando há presença de uma lâmpada ou uma janela no campo visual.

•

As pessoas idosas e aquelas com deficiência visual requerem mais luz.

Quando há grandes exigências visuais, o nível de iluminação deve ser aumentado, colocando-se um foco de luz diretamente

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_ * (CAVALCANTI, Mariza. Tire partido da iluminação embutida em todos os ambientes. Arquitetura & Construção, São Paulo, Abril, n. 9, p. 96-97, set. 1990.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

sobre a tarefa. Isso ocorre, por exemplo, em tarefas de inspeção de qualidade ou montagens de pequenas peças, em que detalhes minúsculos devem ser observados, ou quando o contraste figura/ fundo é muito pequeno. Para tarefas especiais, recomenda-se uma intensidade de 800 lux a 3.000 lux. Níveis de iluminação muito elevados, porém, podem provocar fadiga visual. As diferenças de brilho também podem influenciar o campo visual, resultando em reflexos, focos de luz e sombras. Isso também ocorre com a TV ligada em ambientes escuros. Essas diferenças são expressas pela razão entre os brilhos da figura e do fundo. O campo visual pode ser dividido em três zonas: área da tarefa, área circunvizinha e ambiente geral. A diferença de brilho entre a área da tarefa e a circunvizinha e o ambiente geral não pode ultrapassar dez vezes, pois produz incômodos e fadiga visual. As diferenças muito pequenas também devem ser evitadas, porque a uniformidade produz monotonia e dificulta a concentração.

Tabela 25.1 Razões de brilho entre a figura e o fundo Razão de brilho (figura/fundo)

Percepção da figura

1

Imperceptível

2

Moderada

10

Alta

30

Bem alta

100

Exagerada, desagradável

300

Desagradável ao extremo

Obs.: Valores acima de 10 são considerados elevados.

É importante ressaltar que a iluminação pode ser melhorada providenciando-se intensidade luminosa suficiente sobre objetos e evitando-se as diferenças excessivas de brilho no campo visual, causadas por focos de luz, janelas, reflexos e sombras. Quando a informação for pouco legível, recomenda-se melhorar a sua legibilidade em vez de aumentar o nível de iluminação, pois, os aumentos da intensidade luminosa acima de 200 lux não aumentam significativamente a eficiência visual, além de serem antieconômicos.

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A iluminação localizada, sobre a tarefa, deve ser ligeiramente superior à luz ambiental. A relação entre elas depende das diferenças de brilho entre a tarefa e o ambiente, e também das preferências pessoais. De qualquer maneira, sempre será conveniente que a intensidade da luz seja regulável.

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Luminotécnica

A luz natural também pode ser usada para compor a iluminação ambiental. Diferenças excessivas de brilho, porém, podem ocorrer nos postos de trabalho próximos de janelas. As grandes variações da luz natural, durante o dia, podem ser reguladas com o uso de cortinas ou persianas. As incidências diretas da luz nos olhos sempre devem ser evitadas, colocando-se anteparos entre a fonte de luz e os olhos. Contudo, algumas superfícies podem ficar mal iluminadas. Quando isso ocorre, a luz natural pode ser complementada ou substituída pela luz artificial, convenientemente posicionada. Como regra geral, a fonte dessa luz não deve ficar dentro do campo visual, podendo ficar acima da cabeça ou ao lado, atrás dos ombros. Devem ser evitados reflexos e sombras. A luz deve ser posicionada, em relação à superfície de trabalho, de modo a evitar os reflexos e as sombras conforme mostra a Figura 25.1. Nos trabalhos com monitores, toma-se cuidado para evitar os reflexos sobre a tela. Os reflexos e sombras podem ser diminuídos com o uso de luz difusa no teto. Isso é feito também substituindo-se as superfícies lisas e polidas das mesas, paredes e objetos por superfícies foscas e difusoras, que dispersam a luz. A proporção entre a luz incidente e a parte refletida em uma superfície chama-se refletância, que varia de zero, para os corpos negros (totalmente absorventes), até 1, para corpos brancos (totalmente refletores). O valor ótimo dessa refletância depende do objetivo da superfície. A tabela a seguir apresenta alguns valores recomendados de refletância para diversos tipos de superfícies.

Tabela 25.2 Valores recomendados da refletância para vários tipos de superfícies Superfície

Refletância

Teto

0,8 a 0,9 (claro)

Parede

0,4 a 0,6

Tampo de mesa

0,25 a 0,45

Piso

0,2 a 0,4 (escuro)

Também é importante evitar oscilações da luz fluorescente, pois isso pode produzir efeito estroboscópio. Desse modo, uma figura em movimento, como um rotor ou hélice de um ventilador, pode produzir uma imagem “parada”. Essa falsa imagem parada provoca acidentes. O problema é reduzido usando-se lâmpadas alimentadas por duas fases diferentes.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 25.1 As fontes de luz devem estar localizadas de modo a evitar reflexos e sombras na superfície de trabalho.

Errado

Certo

INTERFACES DA ILUMINAÇÃO COM O PROJETO ARQUITETÔNICO Alguns erros referentes à iluminação são facilmente evitados com a elaboração de um projeto específico antes de começar a obra. Ao elaborar um projeto de iluminação, é necessário desenhar um layout do mobiliário, bem como estudar corretamente a funcionalidade da edificação. O arquiteto deve indicar os pontos de iluminação, de comandos, de tomadas, de som, de comunicação e de telefonia. O engenheiro eletricista vai apenas dimensionar as fiações e os eletrodutos e proteções no projeto de instalações elétricas. O projetista deve começar um projeto de iluminação pensando primeiro na iluminação geral, e completar depois com a localizada (quadros, obras de arte etc.). Ele também deve testar as luminárias antes da fixação. Além da posição correta, a definição da altura também é importante.

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_ *(CAVALCANTI, Mariza. Tire partido da iluminação embutida em todos os ambientes. Arquitetura & Construção, São Paulo, Abril, n. 9, p. 96-97, set. 1990.)

O arquiteto pode tirar partido da iluminação em todos os ambientes*. As luminárias, por exemplo, podem ser embutidas diretamente na laje, em forros falsos rebaixados de vários materiais e também em sancas (geralmente, executadas em gesso e madeira) para destacar um ambiente, ou apenas parte dele. Também podem ser instaladas em paredes de corredores e escadas, onde atuam como

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As sancas, muito utilizadas por arquitetos e decoradores, podem receber lâmpadas de qualquer tipo. De acordo com a necessidade do projeto, oferecem iluminação: direta, indireta ou mista. Além disso, camuflam a fiação e emolduram o encontro do teto com a parede.

Luminotécnica

balizadores durante a noite, evitando quedas e acidentes. Quando instaladas em lajes e rebaixos, requerem a instalação de alojamentos das luminárias (a própria abertura, tubos de PVC, caixas pré-moldadas etc.).

Também é importante ressaltar que o arquiteto sempre deve prever no mínimo um ponto de luz no teto, comandado por interruptor de parede, que proporciona uma iluminação mais uniforme e adequada. Esses pontos de luz no teto jamais devem ser substituídos por arandelas (pontos de luz de parede), pois estas não apresentam a mesma qualidade de iluminação. As arandelas podem complementar a iluminação do ambiente, pois servem para uma iluminação localizada, dirigida ou decorativa. Um projeto moderno de iluminação deve ser também uma proposta econômica, tanto do ponto de vista de investimento inicial como do custo operacional, não só do usuário como para toda a sociedade. Um projeto integrado de iluminação natural e artificial, por exemplo, permite a redução do consumo de energia elétrica de uma casa em mais de 30%.

CONCEITOS E GRANDEZAS LUMINOTÉCNICAS FUNDAMENTAIS Antes de escolher a iluminação mais adequada a um determinado ambiente, é necessário conhecer algumas grandezas e respectivos conceitos que a ela estão relacionados, utilizando as considerações estabelecidas na norma.

LUZ É a forma de energia radiante que impressiona nossos olhos e nos permite ver. A percepção do olho humano às ondas de luz visível se encontra na faixa de 380 a 780 nanômetros (nm). 1 nm = 10 –9 m = 10 Å (angströns) Isto equivale ao limite inferior dos raios ultravioletas e ao limite superior dos raios infravermelhos.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

FLUXO LUMINOSO (Ø) É a potência de radiação total emitida por uma fonte de luz e capaz de estimular a retina ocular à percepção da luminosidade. Símbolo: ø Unidade: lúmen (lm)

Exemplos de fluxo luminoso: •

Lâmpada incandescente de 100 W: 1.470 lm

•

Lâmpada fluorescente TLTRS 40 W: 3.150 lm (conforme a cor da lâmpada)

•

Lâmpada fluorescente compacta de 23 W: 1.500 lm

EFICIÊNCIA LUMINOSA (El) É a medida da relação entre a quantidade de luz produzida e a energia consumida. Unidade: lúmen por watt (lm/W)

Exemplos de eficiência luminosa: •

Lâmpada incandescente de 100 W que produz um fluxo luminoso de 1.470 lm: EI =

•

lúmen 1.470 = = 14,7 m/W watt 100

Lâmpada fluorescente compacta de 23 W que produz um fluxo luminoso de 1.470 lm/w: EI =

lúmen 1.500 = = 65,2 m/W watt 40

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Lâmpadas 0 10 20 400 W SÓDIO

Lúmen/Watt 30

40

50

60

70

80

90

100

110 120

Luminotécnica

Figura 25.2 Eficiência luminosa das lâmpadas.

250 W 70 W 110 W FLUORESCENTE TRIFÓSFORO 58 W 32 W 28 W(T5) 16 W 14 W(T5) 400 W METÁLICO 70 W 150 W 80 W 36 W FLUORESCENTE COMPACTA 26 W 18 W 9W 110 W FLUORESCENTE COMUM 58 W 32 W 16 W 400 W MERCÚRIO 250 W 80 W 500 W MISTA 250 W 160 W 50 W HALÓGENA DICROICA 35 W 20 W 500 W HALÓGENA PALITO 300 W 150 W 100 W INCANDESCENTE 60 W 40 W

203

Elétrica 25.indd 203

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

INTENSIDADE LUMINOSA (I) É a potência de radiação visível disponível em uma determinada direção. Símbolo: I Unidade: candela (cd) A intensidade luminosa é mostrada na forma de um diagrama polar (CDL), em termos de candelas por 1.000 lúmens do fluxo da lâmpada. O que ocorre, na maioria das vezes, é que o fluxo luminoso da lâmpada possui valores diferentes desse valor. Quando isso ocorrer, deve-se multiplicar o valor obtido no diagrama polar ou na curva de distribuição luminosa (CDL) por fator correspondente

Exemplo de aplicação: Se o fluxo luminoso da lâmpada for 3.200 lúmens, o fator de multiplicação será: 3.250 : 1.000 = 3,25 Essas curvas têm por finalidade determinar a característica luminotécnica de luminárias.

Figura 25.3 Curvas de distribuição de intensidades luminosas de uma luminária*

90°

90°

60°

60° 750

1.250

30°

Longitudinal

204

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Transversal

Diagonal

1.750

30°

Longitudinal Diagonal Transversal

_ *Fonte: IWASHITA, Juliana. Luminotécnica aplicada. O Setor Elétrico. São Paulo, p. 34-36, fev. 2008.

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Luminotécnica

ILUMINAMENTO OU ILUMINÂNCIA (E) É a relação entre o fluxo luminosos incidente em uma superfície pela áres dessa superfície: Símbolo: E Unidade: lux (lx) φ E= S Onde: E = iluminamento ou iluminância, em lux (lx).

f = fluxo luminoso, em lúmen (lm) S = área da superfície, em metro quadrado (m 2)

Observação: Na prática, o iluminamento (E) corresponde ao valor médio, porque o fluxo luminoso não se distribui uniformemente sobre a superfície.

Figura 25.4 Iluminamento médio perpendicular a uma superfície.

Figura 25.5 Iluminamento a partir da fonte de intensidade luminosa

θ

I d cosθ

1 lúmen I

A

h

d

B

1 lux 1 m2

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

O iluminamento em um ponto A da superfície, afastada de uma distância de uma luminária, é calculada por:

E=

I d2

No caso de a incidência da luz ser oblíqua, o iluminamento no ponto B, é calculado por: E=

I I x cosφ = 2 x cos3φ 2 d h

LUMINÂNCIA (L) A luminância de uma fonte de luz, em uma dada direção, em um ponto na superfície, em um ponto a caminho do facho, provoca no olho do observador uma sensação de maior ou menor claridade. Símbolo: L Unidade: cd.m 2 ou nit I L= S Onde: L = luminância, em cd/m 2 I = intensidade luminosa, em cadelas (cd) S = área de superfície, em metros quadrados (m 2)

Figura 25.6 Intensidade luminosa, fluxo luminoso, iluminamento e luminância. Intensidade (I) Luminância (L)

Fluxo (φ)

Iluminamento (E)

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Em alguns casos específicos não se dispensa um projeto de iluminação. Como foi visto, para o cálculo luminotécnico, é necessário analisar quatro critérios principais: a quantidade de luz; o equilíbrio da iluminação; o ofuscamento e a reprodução de cor.

Luminotécnica

CÁLCULO LUMINOTÉCNICO

Todos esses critérios são importantes. Por essa razão, deve ser dada a maior atenção, pois estão diretamente relacionados com as necessidades visuais, conforto visual e o bem-estar do ser humano. Existem vários métodos para o cálculo da iluminação, os principais são os seguintes: •

Pela carga mínima exigida pela norma NBR 5410 (ver Capítulo 16, “Aparelhos de iluminação”).

•

Pelo método dos Lumens ou método do Fluxo Luminoso.

•

Pelo métodos das cavidades zonais.

•

Pelo método ponto por ponto.

•

Pelo métodos dos fabricantes.

A seguir, apresentam-se os dois principais métodos utilizados no cálculo luminotécnico.

MÉTODO DOS LUMENS É o método mais utilizado para sistemas de iluminação em edificações. Esse método também é conhecido como método do Fluxo Luminoso (lumens) necessário para determinado ambiente baseado no tipo de atividade desenvolvida, cores das paredes e teto e do tipo de lâmpada-luminária escolhidos. A sequência de cálculo é a seguinte: •

determinação do nível da iluminância;

•

escolha da luminária e lâmpadas;

•

determinação do índice do local;

•

determinação do coeficiente de utilização da luminária;

•

determinação do coeficiente de manutenção;

•

cálculo do fluxo luminoso total (lumens);

•

cálculo do número de luminárias;

•

ajuste final do número e espaçamento das luminárias.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Determinação do nível de iluminância O nível de iluminância deve ser escolhido de acordo com as recomendações da NBR-5413. A Tabela 25.3 (resumida) traz um exemplo de níveis de iluminância para diferentes atividades. Para mais informações é imprescindível consultar a norma.

Tabela 25.3 Iluminância para cada grupo de atividades visuais (resumida) Faixa A Iluminação geral para áreas usadas interruptamente ou com tarefas visuais simples

Iluminância (Lux) 20 – baixa 30 – média 50 – baixa 75 – média

B

200 – baixa

150 – média 200 – alta 300 – média 500 – alta 500 – baixa 750 – média 1.000 – alta 1.000 – baixa 1.500 – média 2.000 – alta

Iluminação geral para tarefas visuais difíceis

Orientação simples para permanência curta

100 – alta 100 – baixa

C

Áreas públicas com arredores escuros

50 – alta

A (tarefas visuais simples)

Iluminação geral para áreas de traballho

Tipo de atividade

2.000 – baixa 3.000 – média 5.000 – alta 5.000 – baixa 7.500 – média 10.000 – alta

Recintos não usados para trabalho contínuo, depósitos Tarefa com requisitos visuais limitados, trabalho bruto de maquinaria, auditórios Tarefas com requisitos visuais normais, trabalho médio de maquinaria, escritórios Tarefas com requisitos especiais, gravação manual, inspeção, indústria de roupas Tarefas visuais exatas prolongadas, eletrônica de tamanho pequeno Tarefas visuais muito exatas, montagem de microeletrônica

10.000 – baixa

Tarefas visuais muito 15.000 – média especiais, cirurgias 20.000 – alta

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A luminária pode ser escolhida em função de diversos fatores: • • • • •

distribuição adequada de luz; rendimento máximo; estética e aparência geral; facilidade de manutenção, incluindo a limpeza; fatores econômicos.

Luminotécnica

Escolha da luminária

Essa escolha depende basicamente do projetista e do usuário. A tendência atual é buscar luminárias que proporcionem melhor eficiência de luminosidade, reduzindo as necessidades de consumo de energia.

Determinação do índice do local (K) Esse índice é calculado relacionando-se as dimensões do local que será iluminado. Pode ser calculado pela seguinte expressão: K=

C× L h × ( C + L)

sendo: C = comprimento do recinto; L = largura do recinto; h = distância da luminária ao plano de trabalho.

Determinação do coeficiente de utilização (u) da luminária Parte do fluxo emitido pelas lâmpadas é perdido nas próprias luminárias. Assim sendo, apenas uma parte do fluxo atinge o plano de trabalho. O coeficiente de utilização (u) de uma luminária é, pois, a relação entre o fluxo luminoso útil recebido pelo plano de trabalho e o fluxo emitido pela luminária: u=

útil total

Esse índice pode ser obtido por meio do uso de tabelas desenvolvidas pelo fabricantes para cada tipo de luminária a partir do índice do local (K) e dos coeficientes de reflexão do teto e paredes. As Tabelas 25.4 e 25.5 mostram exemplos desses dados para luminárias de lâmpadas incandescente e fluorescente. A Tabela 25.6 apresenta os valores de reflexão normalmente adotados para as cores de paredes e tetos.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Nas Tabelas 25.4 e 25.5 as primeiras colunas apresentam valores do índice do local (K). Na primeira linha dessas tabelas, tem-se o índice de reflexão do teto (em porcentagem). Na segunda e terceiras linhas têm-se o índice de reflexão (em porcentagem) da parede e do plano de trabalho respectivamente. A interseção desses índices proporciona a obtenção do índice de utilização (u).

Tabela 25.4 Fator de utilização (u) – luminárias de lâmpadas incandescentes Teto Parede

70 50

Plano de trabalho

K

30

50 10

50

10

30

30 10

30

10

10 10

0,60

0,31

0,26

0,23

0,30

0,26

0,22

0,26

0,22

0,80

0,36

0,31

0,27

0,35

0,30

0,27

0,30

0,27

1,00

0,43

0,38

0,34

0,42

0,37

0,34

0,37

0,34

1,25

0,48

0,43

0,40

0,47

0,43

0,39

0,42

0,39

1,50

0,52

0,47

0,44

0,50

0,47

0,44

0,46

0,44

2,00

0,57

0,53

0,50

0,56

0,53

0,50

0,53

0,50

2,50

0,61

0,58

0,55

0,60

0,57

0,55

0,57

0,55

3,00

0,63

0,61

0,58

0,63

0,60

0,58

0,60

0,58

4,00

0,67

0,65

0,63

0,66

0,64

0,63

0,64

0,63

5,00

0,69

0,68

0,66

0,69

0,67

0,66

0,67

0,66

Tabela 25.5 Fator de utilização (u) – luminárias de lâmpadas fluorescentes Teto Parede

70 50

Plano de trabalho

K

30

50 10

50

10

30

30 10

30

10

10 10

0,60

0,39

0,33

0,28

0,38

0,32

0,28

0,32

0,28

0,80

0,48

0,42

0,37

0,47

0,41

0,37

0,41

0,37

1,00

0,55

0,48

0,44

0,53

0,48

0,43

0,47

0,43

1,25

0,61

0,55

0,50

0,59

0,54

0,50

0,53

0,50

1,50

0,65

0,60

0,55

0,64

0,59

0,55

0,58

0,55

2,00

0,71

0,67

0,63

0,70

0,66

0,62

0,64

0,61

2,50

0,75

0,71

0,68

0,74

0,70

0,67

0,69

0,66

3,00

0,78

0,75

0,71

0,76

0,73

0,70

0,72

0,70

4,00

0,82

0,79

0,76

0,80

0,77

0,75

0,76

0,74

5,00

0,84

0,81

0,79

0,82

0,80

0,78

0,78

0,77

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Teto

Parede

Branco

0,7 (70%)

Claro

0,5 (50%)

Médio

0,3 (30%)

Clara

0,5 (50%)

Média

0,3 (30%)

Escura

0,1 (10%)

Luminotécnica

Tabela 25.6 Índices de reflexão

Coeficiente de manutenção (d) Com o passar do tempo, as luminárias acumulam poeira, resultando em diminuição do fluxo emitido. Isto pode ser parcialmente reduzido por meio de uma manutenção eficiente, porém mesmo assim o rendimento da instalação diminuirá. Assim, é necessário considerar essa perda na determinação do número das luminárias. Isso é efetuado por meio da determinação do coeficiente de manutenção (d). Esse coeficiente deve ser calculado para cada ambiente e leva em consideração, além do período de manutenção das luminárias, as condições gerais de limpeza do local em estudo. Para determinação do índice (d) lança-se mão de curvas, como a mostrada na Figura 25.7.

Figura 25.7 Curvas para determinação do coeficiente de manutenção.

100

% Ambientes limpos

% do fluxo inicial

80

Ambientes médios 60

Ambientes sujos 40

20

0

2

6

10

14

18

Meses sem realização de limpeza

22

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Cálculo do fluxo luminoso total A partir da determinação dos diversos índices, pode-se calcular o fluxo luminoso total a ser produzido pelas lâmpadas, por meio da seguinte relação: total =

E× S u×d

onde: jTotal = fluxo luminoso total produzido pelas lâmpadas; E = iluminância determinada pela norma; S = área do ambiente (m 2); u = coeficiente de utilização; d = coeficiente de manutenção.

Cálculo do número de luminárias Conhecendo-se o fluxo luminoso total, calcula-se o número (n) de luminárias necessárias para o local em estudo, por meio da seguinte relação: n=

total luminária

onde: n = número de luminárias; jTotal = fluxo luminoso total produzido pelas lâmpadas; jLuminária = fluxo luminoso emitido por uma luminária. O fluxo luminoso emitido por uma luminária dependerá do tipo e do número de lâmpadas instaladas por luminária. O número de luminárias encontrado dificilmente será inteiro, devendo-se, portanto, adotar o número inteiro mais próximo. Esse número também dificilmente proporcionará uma distribuição estética e simétrica das luminárias no ambiente. Assim, o arquiteto ou designer de interiores deve ajustar o número de luminárias de maneira conveniente para o ambiente (área) em estudo.

Espaçamento das luminárias Deve-se buscar um espaçamento adequado entre as luminárias. Normalmente o fabricante fornece fatores que determinam os espaçamentos máximos que devem ser adotados entre as luminárias.

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É o método básico para o dimensionamento de iluminação. O método Ponto por Ponto também chamado de método das intensidades luminosas baseia-se nos conceitos e lei básicas da luminotécnica e é utilizado quando as dimensões da fonte luminosa são muito pequenas em relação ao plano que deve ser iluminado. Consiste em determinar a luminância (lux) em qualquer ponto da superfície, individualmente, para cada projetor cujo facho atinja o ponto considerado. O iluminamento total será a soma dos iluminamentos proporcionados pelas unidade individuais.

Luminotécnica

MÉTODO PONTO POR PONTO

É um método mais empregado para a iluminação de exteriores ou para ajustes após o emprego de outros métodos. Considere uma fonte luminosa puntiforme iluminando um ambiente qualquer. Esta fonte irradia seu fluxo luminoso para várias direções. Como visto, pode-se determinar a intensidade luminosa dessa fonte em uma única direção. A Figura 25.8 retrata uma fonte puntiforme instalada em um ambiente no qual se encontra um objeto iluminado no ponto P.

Figura 25.8 Método ponto por ponto. Fonte luminosa

θ I(θ) D

h

θ

P - objeto iluminado

d

A iluminação no ponto P obtida a partir da fonte luminosa mostrada na Figura 25.8 pode ser calculada por: Ep =

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I(θ ) × cos θ D2

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

onde: Ep =

iluminância no ponto P derivada do fluxo luminoso da fonte luminosa (Lux); I(q) = intensidade luminosa da fonte na direção do ângulo q ; D2 = distância entre a fonte luminosa e o ponto P em consideração (m).

Pode-se obter as iluminâncias horizontal (Eh) e vertical (Ev) nesse ponto, utilizando-se as relações fundamentais da luminotécnica e empregando a trigonometria em um triângulo retângulo. Assim obtém-se: E( p) =

I(θ ) × cos θ D2

Das relações trigonométricas: h = D × cosq d = D × senq Iluminância horizontal: Eh =

I(θ ) × cos3 θ h2

Iluminância vertical: Ev =

I(θ ) × sen 3θ d2

ILUMINAÇÃO RESIDENCIAL De modo geral, em residências e apartamentos de pequeno e médio porte, a carga de iluminação normalmente é determinada em função da área do cômodo da edificação (ver “Exemplo de aplicação” na página 133). Também é importante ressaltar que cada ambiente da residência possui uma função específica, por isso deve ser analisado o melhor tipo de iluminação artificial para cada cômodo separadamente.

HALL DE ENTRADA

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A intensidade de luz dentro dos elevadores e corredores dos edifícios normalmente é baixa, portanto deve-se evitar muita iluminação no hall de entrada. Uma luz geral de baixa intensidade e um ou dois focos de lâmpada dicroica voltados para elementos de decoração é mais que suficiente, criando um clima agradável e acolhedor.

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O projetista não deve exagerar na utilização de lâmpadas halógenas e dicroicas, que devem ser usadas para destaque. A melhor opção é trabalhar com circuitos diferentes para acender a iluminação em várias etapas ou utilizar dimmers (interruptores que regulam a intensidade da luz). O ideal para uma sala de estar são lâmpadas difusas em abajures ou pedestais, podendo-se também utilizar luminárias de coluna com lâmpadas halógenas dirigidas para o teto. No caso do living com teto rebaixado, utilizar luminárias direcionáveis dirigidas para os quadros ou objetos de decoração.

Luminotécnica

SALA DE ESTAR

SALA DE JANTAR O ideal é que mesas e bares se beneficiem de uma luz superior em sua direção. Deve-se manter uma distância de 60 a 80 cm entre a luminária e a mesa, pois, se ela estiver muito baixa, a luz fica excessiva, e, acima dessa distância, ofusca as pessoas que ali estão. Não se deve utilizar lâmpadas halógenas ou incandescentes, que projetam luz marcante e irradiam muito calor.

COZINHA A cozinha deve ser entendida como um ambiente de trabalho, portanto uma iluminação adequada é essencial para evitar acidentes. Lâmpadas embutidas no vão abaixo dos móveis da cozinha, como as halógenas, refletores e tubos fluorescentes, criarão luz clara, brilhante e sem sombra. Lâmpadas de baixa reprodução de cores podem confundir e mascarar alimentos impróprios para o consumo. Fluorescentes são, muitas vezes, erroneamente consideradas como fora de moda, mas são ideais para o trabalho.

DORMITÓRIO A luz dos quartos deve ser de conforto, pois é um local de descanso. O ponto de luz no centro do quarto vai, invariavelmente, ofuscar quem se deitar, além de projetar sombra de seu próprio corpo contra o guarda-roupa e espelhos. Teremos de usar luminárias com difusor antiofuscante ou com iluminação indireta. O ideal é distribuir iluminação por todo o cômodo, de acordo com a utilização dos hábitos pessoais do morador. É interessante um dimmer para regular a luz na intensidade mais conveniente segundo a atividade a ser exercida. Também é importante uma luminária de

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

cabeceira com luz suave para leitura ou para não ofuscar a pessoa ao levantar no meio da noite. No closet, é melhor empregar luzes de todos os lados em vez de sobre a cabeça, para evitar as sombras. Também é interessante colocar luzes dentro do guarda-roupa para ajudar na escolha do que se vai vestir.

BANHEIRO Além de sua importância funcional, o banheiro é um lugar para relaxar, por isso a luz deve ser tênue. O espelho do banheiro requer um cuidado especial, pois é mirando-se nele que as pessoas irão fazer a barba, aplicar maquiagem etc. Uma boa dica é usar lâmpadas com filamento de tungstênio em volta do espelho como nos camarins, porque ela projeta uma luz mais quente na face, evitando o efeito depreciativo.

ILUMINAÇÃO COMERCIAL E ADMINISTRATIVA Em locais como escritórios, lojas e bancos, supermercados e escolas, em que as instalações funcionam várias horas por dia, é recomendável a utilização de lâmpadas fluorescentes. Além de serem mais econômicas, são fontes de baixa iluminação, por isso permitem mais fácil controle do deslumbramento. Em locais onde se instalará ar-condicionado, não devem ser utilizadas lâmpadas incandescentes, por causa da sua grande produção de calor. As luminárias deverão ser simples, funcionais e de alto rendimento, fácil limpeza e manutenção. Na iluminação geral de lojas, em que o nível de iluminação e a reprodução correta das cores são muito importantes, dá-se preferência às cores branca fria e branca morna de luxo. Em vitrines, poderão ser usadas lâmpadas incandescentes refletoras brancas ou coloridas, de alto efeito decorativo para realçar determinado produto.

ILUMINAÇÃO INDUSTRIAL

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Em locais industriais, geralmente não se dispensa um projeto específico de iluminação. Nas indústrias cujos galpões sejam de altura pequena (3 m a 5 m), as lâmpadas fluorescentes são as mais indicadas. Naquelas em que o pé-direito é maior (iluminação acima de 6 m do campo de trabalho), as lâmpadas de vapor de mercúrio

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Na iluminação industrial, se houver vapores corrosivos e poeira excessiva nos ambientes, empregam-se luminárias herméticas.

Luminotécnica

são as mais indicadas. Em casos especiais, de grandes alturas de montagem, e quando não for importante o fator “reprodução das cores”, poderá ser estudada a utilização de lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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O CONSUMO DE ENERGIA EM RESIDÊNCIAS Cabe ao arquiteto usar a criatividade na busca por alternativas econômicas para se obter uma significativa redução no consumo de energia dentro de uma edificação*. Os equipamentos que mais consomem energia elétrica em uma residência são aqueles aparelhos como ar-condicionado, ferro de passar, secadora, chuveiro, torneira elétrica etc., que lidam diretamente com a variação térmica, produzindo refrigeração e (ou) aquecimento. Além desses aparelhos, uma iluminação mal concebida também acaba gerando grande desperdício de energia elétrica. Alguns estudos demonstram que é possível reduzir, praticamente pela metade o consumo de energia elétrica, realizando-se uma previsão ainda na defi nição do projeto. A refrigeração artificial, por exemplo, representa uma parcela significativa no consumo de energia elétrica. A necessidade de seu uso, porém, não está ligada somente a razões climáticas consequentes da alta densidade de ocupação dos espaços (aglomeração de pessoas), mas das soluções arquitetônicas adotadas. Dessa maneira, ao criar a proposta, o arquiteto deve estar consciente de que cada decisão implicará maior ou menor gasto de energia quando a obra estiver terminada.

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_ *(ROSSO, Silvana; ALVES, Vladimir; CAPOZZI, Simone. Economize energia a partir do projeto. Arquitetura & Construção. São Paulo, Abril, n. 3, p. 9698, mar. 1994.)

É importante destacar que racionalizar não significa privar-se do conforto e dos benefícios que a eletricidade proporciona. Portanto, para evitar desperdícios, o arquiteto deve estar atento, ainda na fase da elaboração do projeto, à coerência entre seus desejos estéticos e econômicos. O dimensionamento correto das instalações, a escolha dos aparelhos e o uso de uma energia coadjuvante – por exemplo, a energia solar – são fundamentais para se economizar energia elétrica em uma edificação. A utilização racional de energia elétrica em uma edificação proporciona várias vantagens, como a redução das despesas com

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Figura 26.1  Consumo de energia elétrica em residências. Outros 6% Ferro elétrico 6% Televisor 6%

Refrigeração 32%

Aquecimento de água 26%

O Consumo de Energia em Residências

a eletricidade, e o melhor aproveitamento de sua instalação e equipamentos elétricos. Além disso, também proporciona importantes vantagens para a sociedade de modo geral, como redução dos investimentos para a construção de usinas e redes elétricas e consequente redução dos custos da energia elétrica; além de maior garantia de fornecimento de energia elétrica e de atendimento a novos consumidores no futuro.

Iluminação 24%

Fonte: CPFL

OS VILÕES DO CONSUMO A seguir apresentam-se os principais aparelhos elétricos que contribuem com uma parcela significativa do valor da conta de luz de uma edificação, bem como alguns cuidados que o usuário pode ter para combater o desperdício de energia.

Chuveiro elétrico O chuveiro elétrico é um equipamento que aquece a água com uma resistência. É o aparelho que mais consome energia em uma casa. É responsável por cerca de 25% a 35% do consumo, e sua potência nominal varia de 4.400 watts a 7.500 watts. Para evitar desperdícios de energia, no verão deve-se ajustar o seletor do chuveiro elétrico com a chave na posição “verão”. O consumo na posição “inverno” é 30% a 40% maior. A mudança de chave representa uma diminuição de até 30% no preço da água aquecida. O tempo ao chuveiro também deve ser limitado ao mínimo indispensável. Além disso, os orifícios de saída de água do chuveiro devem ser limpos periodicamente. A sujeira nos orifícios diminui a vazão do chuveiro, obrigando o usuário a mantê-lo ligado por mais tempo.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Geladeira A geladeira é considerada um dos eletrodomésticos responsáveis pelo maior consumo dentro de uma residência, cerca de 30%. Dependendo dos modelos, as potências variam entre 150 W e 400 W. Quanto maior a capacidade em litros, maior será o consumo em kWh. Na hora de comprar uma geladeira nova, é importante verificar o consumo declarado pelo fabricante e também se a geladeira tem o selo de economia de energia Inmetro-Procel. Para economizar energia na utilização da geladeira, apresentam-se a seguir algumas recomendações: instalar a geladeira em lugar bem ventilado, desencostada de paredes ou móveis, longe do alcance de raios solares e fontes de calor; nunca utilizar a parte traseira da geladeira para secar panos e roupas; ajustar o termostato de acordo com o manual de instruções do fabricante; degelar e deixá-la em bom estado de conservação; adquirir o hábito de retirar e colocar os alimentos e as bebidas de uma só vez; nos dias frios, a regulagem da temperatura interna da geladeira não precisa ser a mesma de outros dias quentes; regular a temperatura de acordo com a estação; não colocar alimentos quentes nem líquidos em recipientes sem tampa; não impedir a circulação interna do ar frio, forrando as prateleiras com tábuas, plásticos ou outros materiais; escolher um modelo de geladeira que atenda exatamente às necessidades da família. Além disso, o teste de vedação é muito importante. Para certificar-se de que não está havendo vazamento de ar frio da geladeira para o exterior, provocando aumento do consumo, verificar se as borrachas de vedação da porta estão em bom estado: abrir a porta da geladeira e colocar uma folha de papel entre ela e o gabinete da geladeira; fechar a porta, fazendo com que a folha fique presa; tentar retirá-la. Se a folha sair com facilidade, é sinal de que as borrachas não estão garantindo a vedação. Imediatamente, deve ser providenciada a sua substituição.

Ferro elétrico O ferro elétrico é um equipamento que funciona pelo aquecimento de uma resistência. Conforme o modelo, sua potência varia de 500 a 1.500 watts. Ele é o responsável pelo consumo mensal entre 10 kWh e 15 kWh, cerca de 5% a 7% do consumo total de energia de uma residência.

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Para economizar energia na utilização do ferro elétrico, deve-se evitar ligá-lo várias vezes seguidas, pois o que mais consome energia elétrica é o aquecimento do aparelho. Por isso, deve-se acumular a maior quantidade possível de roupa para passá-la toda de uma só vez.

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Para evitar acidentes na utilização desses aparelhos quando for necessário interromper o serviço, não se deve esquecer de desligar o ferro, pois além de poupar energia, ainda se evitará o risco de algum acidente. Também é preciso tomar muito cuidado para não encostar o ferro elétrico no fio da tomada quando ele estiver sendo utilizado. Terminado o uso do ferro, o fio não deve ser enrolado ao redor do aparelho ainda quente. O fio do ferro elétrico jamais deve ser emendado. Caso ele arrebente, deve ser trocado por um novo.

O Consumo de Energia em Residências

Com os ferros automáticos, usa-se a temperatura indicada para cada tipo de tecido. É preferível passar primeiro as roupas que requeiram temperaturas mais baixas.

Torneira elétrica A torneira elétrica tem uma potência média de 3.500 watts. É um conforto que consome muita energia. Por esse motivo, deve ser usada somente em caso de necessidade. Deve-se evitar o seu uso no verão, bem como em regiões de clima quente.

Máquina de lavar roupa A máquina de lavar roupa é um equipamento que possui um ciclo de funcionamento com operações de lavagem, enxágue e centrifugação. Tem uma potência variável entre 500 watts e 1.000 watts e consome de 5 kWh a 10 kWh por mês, de 2% a 5% do total de energia consumido em uma residência. Para economizar energia e água, o usuário deve procurar lavar, de uma só vez, a quantidade máxima de roupa indicada pelo fabricante. O filtro da máquina deve ser limpo com frequência. Deve ser utilizada somente a dosagem correta de sabão especificada pelo fabricante para que não haja necessidade de repetir a operação “enxaguar”. Também é importante ler com atenção o manual do fabricante para saber tirar o máximo proveito da máquina de lavar.

Secadora de roupa Para se economizar energia elétrica, o tempo de funcionamento da secadora deve ser regulado de acordo com a temperatura necessária à secagem dos diversos tipos de tecidos. Para tanto, consulta-se o manual do fabricante antes de sua utilização. A máquina deve ser usada somente depois de juntar a quantidade de roupa correspondente à sua capacidade máxima.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Máquina de lavar louça Para economia de energia, a máquina de lavar louça será utilizada sempre em sua capacidade máxima. Deve-se evitar ligá-la com pouca louça, e manter os filtros limpos.

Televisor O televisor é um eletrodoméstico muito utilizado, em média de 4 a 5 horas por dia, em cada residência. Tem uma potência de 70 watts a 200 watts, atingindo até mais, nos modelos mais antigos. Consome mensalmente entre 10 kWh e 30 kWh, sendo responsável por cerca de 5% e 15% do consumo total de uma residência. Entretanto, é comum o televisor ficar ligado horas seguidas, mesmo quando não está sendo utilizado, e isso acarreta um aumento desnecessário de consumo – o mesmo vale para computadores e impressoras. Para economizar energia na utilização desses aparelhos, existem apenas duas maneiras: não deixar o televisor ligado sem necessidade e evitar dormir com o televisor ligado, usar o timer para que desligue automaticamente. Para evitar acidentes, nunca se deve mexer no interior dos televisores, mesmo desligados. A carga elétrica pode estar acumulada e provocar choques perigosos.

Aquecedores de água São aparelhos que consomem muita energia. Por isso, deve-se tomar cuidado para não deixá-los sempre ligados. O seu uso tem de ser planejado, e ele deve ser ligado apenas durante o tempo necessário para que o usuário tenha a sua água aquecida. Se possível, deve-se instalar um temporizador (timer) para controle automático do funcionamento.

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No verão, o termostato do aquecedor deve ser regulado para uma temperatura menor. Dessa maneira, o seu tempo de funcionamento será menor. Por serem os termostatos dos aquecedores elétricos normalmente regulados de modo a se obter temperaturas excessivamente altas, muitos dos sistemas de aquecimento instalados, senão a quase totalidade, sustentam níveis de consumo de energia muito acima do efetivamente necessário. Nos pontos finais de uso, a água, exageradamente aquecida, acaba sendo misturada à água fria para ser usada. É essencial que se procure descobrir as temperaturas mínimas exigíveis nos diferentes usos finais e que se meça a temperatura efetiva com que a água está chegando a esses terminais de uso. O termostato deverá ser regulado para se obterem as temperaturas mínimas desejadas. Para o banho,

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Em alguns casos, é possível que se mostre rentável descentralizar o aquecimento da água, mantendo vários aquecedores localizados, estrategicamente, o mais próximo possível dos pontos de consumo, ou modificar o layout dos pontos finais de uso da água aquecida, de modo a agrupá-los mais perto dos aquecedores existentes.

Condicionadores de ar

O Consumo de Energia em Residências

por exemplo, a literatura técnica específica e as observações práticas recomendam uma mistura de 70% de água fria e 30% de água quente, e apesar de a água ter de ser aquecida a uma temperatura mais alta, o volume final de água quente consumida é sensivelmente menor.

O consumo de energia elétrica pelo condicionador é variável (representa em média cerca de 2% a 5% do valor da conta de luz de uma residência). O consumo pode variar em função da temperatura ambiente, da temperatura desejada, da umidade do ar e de outros parâmetros, como a circulação do ar e o isolamento térmico do local, o que possibilita uma série de medidas eficazes para a redução nos gastos de energia. Qualquer que seja o sistema utilizado para o condicionamento artificial do ambiente (central ou pequenas unidades), algumas regras devem ser seguidas, de modo que se consiga obter o máximo de rendimento com um mínimo de energia.

A ILUMINAÇÃO E O CONSUMO DE ENERGIA De acordo com alguns estudos, a iluminação é responsável por cerca de 20% do consumo total de energia elétrica de uma residência. Por esse motivo, sempre que possível o arquiteto deve dar preferência à luz natural. Para economizar energia elétrica na iluminação de uma edificação, é importante escolher corretamente o tipo de lâmpada que será utilizada. Para tanto, é preciso conhecer algumas características das lâmpadas. Por exemplo, a vida média de uma lâmpada incandescente é de 1.000 horas. Para que isso ocorra, a lâmpada tem de ser usada na voltagem certa. Na CPFL, as voltagens da rede elétrica são 127 V ou 220 V. Lâmpadas de voltagem menor do que a da rede duram menos e queimam com mais facilidade. Por outro lado, as lâmpadas fluorescentes têm uma vida média dez vezes maior (de

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

aproximadamente 10.000 horas). Elas custam mais, porém duram e iluminam mais que as incandescentes. Por isso, não precisam ser trocadas constantemente, o que acaba diminuindo os gastos com a iluminação. Portanto, uma boa dica para se economizar energia elétrica nas residências é estudar a viabilidade de substituição das lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas. Na ausência de um projeto específico de iluminação, podem ser tomadas algumas medidas, visando à redução do consumo de energia elétrica em uma edificação, por exemplo, a utilização de lâmpadas adequadas para cada tipo de ambiente; a redução da iluminação ornamental de vitrines e luminosos, no caso de estabelecimentos comerciais; desligar sempre as lâmpadas de dependências desocupadas, salvo aquelas que contribuem para a segurança; reduzir a carga de iluminação nas áreas de circulação, garagem, depósitos etc., observando sempre as medidas de segurança. A cor das paredes também influencia na iluminação e, consequentemente, no consumo de energia elétrica. Para gastar menos com iluminação, devem ser evitadas cores escuras nos tetos e paredes, pois exigem lâmpadas mais fortes que consomem mais energia. Outro ponto importante é a limpeza periódica de paredes, janelas, forros e pisos, pois uma superfície limpa reflete melhor a luz, de modo que menos iluminação artificial se torne necessária. A escolha das luminárias também interfere no consumo de energia. Por exemplo, luminárias abertas podem melhorar o nível de iluminamento. Além disso, sempre devem ser limpos os locais onde estão instaladas as lâmpadas, como: globos, lustres, arandelas etc., pois a sujeira diminui a iluminação. Também deve ser verificada a possibilidade da instalação de timer para controle da iluminação externa, letreiros, vitrines e luminosos. Alguns hábitos também influenciam no consumo de energia, como: acender lâmpada durante o dia em vez de abrir bem as janelas, cortinas e persianas, deixando que a luz do dia ilumine a casa, ou deixar acesas as lâmpadas dos ambientes que não estão sendo ocupados.

AQUECIMENTO DE ÁGUA: COMO GASTAR MENOS

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Como se sabe, o aquecimento de água é responsável por grande parcela do consumo de energia elétrica em uma edificação. As residências que dispõem de aquecimento central, por exemplo, consomem, em quilowatts, cerca de quatro vezes mais do que o gasto médio de residências que não fazem uso de aquecimento central. Para se ter uma ideia, o aquecimento central sozinho,

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Embora consuma grande parte do total de quilowatts disponíveis mensalmente, o equipamento central responde, em contrapartida, à demanda de vários serviços diferentes, do aquecimento de água para banhos e torneira até a calefação de ambientes. Algumas medidas poderão ser tomadas para gerar uma sensível economia no uso desses equipamentos: equipar o aquecedor central com temporizador (timer), que, programado segundo as rotinas domésticas, oferece conforto e economia ao mesmo tempo. A substituição do chuveiro e da torneira elétrica também deve ser considerada na hora da elaboração do projeto. Uma opção é o aquecimento solar, que pode significar uma redução em torno de 70% na conta de luz. Segundo alguns estudos, essa economia propicia a amortização do investimento inicial num período de dois anos, de acordo com o número de pessoas na casa e com a utilização do sistema.

O Consumo de Energia em Residências

numa residência padrão de cinco moradores, gasta 340 quilowatts em média, equivalendo a 42,5% do consumo total.

Em tempos de eletricidade cada vez mais escassa e cara, o arquiteto e o engenheiro elétrico devem considerar o aproveitamento da energia solar como um eficiente coadjuvante no projeto de instalação elétrica. Ao contrário do que muita gente pensa, a energia solar não substitui a energia convencional, pois esse sistema se aplica somente ao abastecimento de água quente, o que pode representar uma economia considerável na conta de luz. Outra alternativa a ser considerada é o aquecedor a gás, vendido a preços acessíveis, que consome o equivalente a um terço de energia em relação à energia elétrica. Também podem ser utilizados os aquecedores de passagem (compostos por uma resistência um pouco mais potente que a do chuveiro elétrico). Esses equipamentos são acionados automaticamente quando é aberta a torneira de lavatórios, bidês, banheiras, chuveiros e pias.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AR Sabe-se que os sistemas de condicionamento de ar consomem muita energia elétrica. Portanto, um dos primeiros passos para se obter economia a partir do projeto é saber dimensionar corretamente o equipamento e conhecer sua capacidade. A unidade adotada é o BTU (British Thermal Unit). Na etapa do projeto, o arquiteto deve verificar a real necessidade de refrigeração do ambiente, pois o superdimensionamento acarretará um gasto maior de energia do que o requerido; já o subdimensionamento dispenderá um trabalho além da capacidade, resultando também em desperdício de energia. Outra coisa importante é conciliar a direção do vento com a entrada de luz. Como isso às vezes não é fácil, primeiro o arquiteto deve projetar a entrada de luz do Sol e depois dispor as barreiras de vento, direcionando-as. É importante ressaltar que a estrutura da edificação também exerce grande influência na necessidade ou não do equipamento. Se a edificação tiver paredes grossas, terá maior inércia térmica eliminando ou diminuindo o uso de condicionadores de ar. Por outro lado, se tiver muitas áreas envidraçadas, o ar-condicionado pode ser essencial para o conforto do ambiente.

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O cálculo da carga térmica necessária para refrigeração do ambiente leva em conta o tamanho do pé-direito, a quantidade de janelas e portas, a orientação solar, o fluxo de pessoas e a presença de equipamentos que irradiam calor. Os condicionadores de ar são dimensionados pela quantidade de calor que retiram do ambiente em um determinado tempo. Assim, a escolha do equipamento adequado depende de algumas variáveis, das quais uma das mais importantes é a área a ser climatizada. Um condicionador de ar com capacidade inferior à necessária pode, por exemplo, estar constantemente ligado, sem que o conforto desejado seja atingido. A eficiência térmica dos condicionadores de ar é defi nida como a razão entre a quantidade de calor retirada do ambiente e a energia elétrica gasta para isso. Na compra de novos equipamentos, deve-se sempre dar preferência aos de eficiência térmica mais elevada.

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Sistemas de Condicionamento de Ar

O mercado oferece duas categorias de produtos (ar-condicionado): os tradicionais aparelhos de janela, compostos de um único compartimento responsável por retirar o calor do ambiente e transferi-lo para a atmosfera, e os splits*. O aparelho de janela deve ser posicionado em uma parede com pouca insolação e sem obstáculos. A face externa deve ter distância de, pelo menos, 92 cm de um anteparo frontal e 50 cm de um lateral. O cano de drenagem é uma mangueira plástica de 3/8”. O mesmo serve para o split. Os splits são constituídos de uma unidade interna, a evaporadora, encarregada da climatização do espaço, e uma externa, a condensadora, que expulsa o calor. A evaporadora deve ficar em um local com pouca insolação e sem barreiras, respeitando a distância mínima lateral de 50 cm. Já a condensadora (externa) deve ficar em um ponto ventilado. A distância entre ambas varia de 3 m a 15 m, conforme a capacidade do produto. A vantagem do split em relação ao aparelho de janela é a redução do nível de ruído, pois o compressor (que é a parte mais barulhenta) fica do lado de fora. Outra vantagem é que os aparelhos de janela podem ser instalados de uma única forma, enquanto os splits atendem a diferentes pontos do cômodo. Independentemente da escolha, nos dois casos, a instalação deve ser feita por um técnico credenciado, que determinará a carga térmica necessária (medida em BTU/h) para refrescar o ambiente. Também é importante ressaltar que a qualidade do ar e a eficiência do aparelho dependem da limpeza periódica do filtro. Os fabricantes, normalmente, recomendam a higienização do filtro a cada duas ou quatro semanas, dependendo do nível de poluição local.

_ *(MELLO, de Campos Raphaela. Ar-condicionado sem entrar numa fria. Arquitetura & Construção, São Paulo, Abril, p. 112-114, dez. 2008.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 27.1  Modelos de splits.

Split teto quatro cantos Posicionado no centro do cômodo, com saídas de ar em quatro direções.

Split cassete Fica embutido no forro, indicado para quem quer deixar as paredes livres.

Split corner Fixado no canto dos ambientes.

20 cm 15 cm

Aparelho de janela Exige um recorte retangular na parede.

Split Assim como os demais membros dessa família, exige um orfício de 10 cm de diâmetro na parede por onde passam tubos de cobre e condutores elétricos. Split vertical Possui leiaute vertical, ideal para paredes estreitas.

Split piso/teto Instalado no teto e/ou apoiado no piso, otimiza a distribuição do ar.

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Um aspecto importante a se considerar, com relação à refrigeração em um projeto arquitetônico, diz respeito ao calor cedido pelo compressor ao meio ambiente.

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Os Refrigeradores e Balcões Frigoríficos

OS REFRIGERADORES E BALCÕES FRIGORÍFICOS

Todo calor retirado da câmara frigorífica é cedido ao meio ambiente por meio do trocador de calor existente junto ao compressor. Quase sempre, o compressor se situa no mesmo ambiente em que está colocado o refrigerador, que, por sua vez, necessita operar com as portas abertas. Dessa forma, ocorre alguma transmissão de calor do compressor para sua respectiva câmara frigorífica, o que prejudica sensivelmente a eficiência da refrigeração. Se houver condicionamento de ar no ambiente, a sua carga térmica também será aumentada por essa fonte de calor. Para evitar esse inconveniente, recomenda-se que os compressores sejam colocados fora do ambiente, em local de boa ventilação e protegidos contra intempéries. Ao comprar um refrigerador, deve-se optar por um que atenda às necessidades de uso. Quanto maior o refrigerador, maior o consumo de energia. O equipamento deve ser instalado em lugar arejado, com boa ventilação e distante de qualquer fonte de calor, como os raios solares ou fogões. O aparelho não deve ser encostado nas paredes ou móveis. Com o motor bem ventilado, melhora a eficiência do equipamento. Na instalação de refrigeradores e balcões frigoríficos, é importante consultar o manual do fabricante para saber a regulagem correta desses equipamentos. No inverno, recomenda-se regular o dial em posição mais baixa, mantendo-se a temperatura nos mesmos padrões do verão. Na manutenção periódica, verificam-se o isolamento térmico das tubulações de líquido e gás; a limpeza dos evaporadores e condensadores; as pressões de sucção e de descarga dos compressores; a existência de vazamentos de fluido frigorígeno.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

PREVISÃO DE CABINAS DE FORÇA NO PROJETO ARQUITETÔNICO

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O arquiteto deve prever no projeto arquitetônico um compartimento com todas as condições para que o engenheiro eletricista possa projetar a cabina de força de acordo com as exigências da concessionária local. Essas cabinas servem para abrigo de transformadores e equipamentos auxiliares (fusíveis, disjuntores, chaves seccionadoras etc.) e variam de dimensões conforme a potência de carga instalada. Na falta de espaço para a execução de cabinas convencionais, normalmente executadas em alvenaria, adota-se uma cabina feita em chapa de aço, denominada cabina blindada, cujas dimensões também variam conforme a potência de carga instalada e exigências da concessionária fornecedora de energia elétrica. De acordo com a Norma Técnica – Fornecimento de Energia Elétrica a Edifícios de Uso Coletivo, da CPFL (publicada em 18/06/2004), é obrigatória a construção, pelo cliente, em local de fácil acesso, com condições adequadas de iluminação, ventilação e segurança, de cabina interna, cubículo compacto ou base de concreto no recuo ou imediatamente após o recuo da edificação, destinados à instalação de equipamentos de transformação, proteção e outros, pertencentes à concessionária fornecedora de energia elétrica e (ou) ao cliente, desde que obedecidas a uma ou ambas das seguintes condições:

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•

Quando a demanda calculada do edifício for superior a 100 kVA (referente somente às unidades consumidoras com carga instalada abaixo de 75 kW), calculada de acordo com as tabelas e regras contidas na referida norma.

•

Quando houver uma ou mais unidades consumidoras com carga instalada superior a 75 kW.

Também é importante ressaltar que, se uma ou mais unidades de consumo tiverem cargas instaladas superiores a 75 kW, essas unidades devem possuir transformadores e instalações particulares que podem ou não ser localizados dentro do mesmo

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Os edifícios coletivos com capacidade de transformação acima de 500 kVA, ou em cabinas de uso misto com os transformadores da CPFL, devem possuir pelo menos um compartimento individual de 2 m 3 2,6 m além do necessário, para futuros aumentos de carga dos transformadores da concessionária fornecedora de energia elétrica. Segundo a Norma Técnica da CPFL, no caso de unidades consumidoras com transformação própria, essa previsão ficará a critério do particular.

LOCALIZAÇÃO DAS CABINAS Segundo a Norma Técnica da CPFL (Fornecimento de Energia Elétrica a Edifícios de Uso Coletivo), quando a cabina for isolada do edifício principal, sua localização deve ser no máximo a 6 m da via pública, com acesso fácil a partir desta e podendo ser enterrada, semienterrada ou de construção normal sob o solo.

Previsão de Cabinas de Força no Projeto Arquitetônico

posto de transformação, ao lado dos equipamentos e eventuais transformadores da CPFL, que alimentam as demais unidades consumidoras. Nesse caso, os equipamentos são instalados em boxes individuais.

Se a cabina for parte integrante do edifício principal, deve se localizar no limite do edifício, o mais próximo possível da via pública, locada no subsolo ou andar térreo. Em qualquer caso, é obrigatória a facilidade de acesso para o pessoal da concessionária fornecedora de energia elétrica e para eventual troca de transformador com potência prevista de até 500 kVA. Para instalação da cabina ou base de concreto com caixa de passagem no recuo da edificação, ou imediatamente após, o arquiteto deve providenciar a aprovação do projeto pela prefeitura municipal antes do início da execução dos serviços.

TIPOS DE CABINAS •

Cubículo compacto: instalação externa (no recuo da edificação), classe 15 kV, ventilação natural, para acondicionamento de transformador de uso exclusivo da CPFL.

•

Cabina exclusiva para transformadores da CPFL, com potência nominal até 500 kV, inclusive: dimensões mínimas de 3,5 m 3 5 m e pé-direito recomendado de 3 m e no mínimo de 2,7 m, e com as demais características da Norma Técnica da CPFL (Fornecimento de Energia Elétrica a Edifícios de Uso Coletivo).

•

Cabina exclusiva para transformadores da CPFL, com potência nominal de 501 kVA a 1.000 kVA, inclusive: dimensões míni-

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

mas de 4,6 m 3 9 m e pé-direito mínimo de 3 m, com divisões internas e com compartimento de barramento. •

Cabina exclusiva para transformadores da CPFL, com potência nominal acima de 1.000 kVA: deve ter as mesmas características do item anterior, para cada 500 kVA adicionais, porém, acrescentar mais um cubículo mínimo de 2 m 3 2,6 m.

•

Cabina mista (particular e CPFL) até 1.000 kVA, alimentada por cabo 15 kVA único.

•

Cabina mista (particular e CPFL) acima de 1.000 kVA, alimentada por cabos 15 kVA distintos.

•

Cabina exclusiva do particular deve ser construída conforme NT 113 – Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária. Figura 29.1 Cabina de força. X

Obs.: Pé-direito H 2,70 m Y

Figura 29.2 Cabina blindada. X

Y H Planta

Corte

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As bombas são equipamentos mecânicos. Dessa maneira, estão sujeitas a problemas operacionais que vão de uma simples redução de vazão até o não funcionamento generalizado ou colapso completo. Mesmo que o equipamento tenha sido bem dimensionado pelo projetista, instalado e operado corretamente pelo instalador, estará sujeito a desgastes físicos e mecânicos com o tempo.

Casa de Bombas no Projeto Arquitetônico

CASA DE BOMBAS NO PROJETO ARQUITETÔNICO

No projeto arquitetônico, as bombas deverão ser alojadas num compartimento denominado de casa de bombas. Esse compartimento deverá ter dimensões tais que tenham espaços suficientes para permitirem, com certa comodidade, montagens e desmontagens dos equipamentos e circulação de pessoal de operação e manutenção, de acordo com as normas técnicas em vigor e com as recomendações dos fabricantes. Estudos sobre a disposição dos equipamentos e drenagem dos pisos são essenciais. Na elaboração de projeto arquitetônico, é importante o estudo da iluminação, ventilação e acústica. O emprego de degraus deve ser restrito, mas, sempre que for necessário, não poderão ser economizados corrimãos. A casa de máquinas para piscinas, por exemplo, deve situar-se o mais próximo possível do tanque e em nível inferior ao da água da piscina*. Esse posicionamento evita o emprego de tubulações extensas, proporcionando menor custo na construção e escorvamento automático das bombas. Recomenda-se que a área da casa de máquinas seja, no mínimo, duas vezes e meia maior que aquela ocupada pelos equipamentos e que o pé-direito seja no mínimo de 2,3 m. O local deve ser bem iluminado e ter boa ventilação, com piso lavável dotado de sistema de drenagem e parede revestida de material não absorvente de umidade. A área de ventilação deve ser, pelo menos, igual a 1/4 da área do piso e a iluminação, no mínimo, de 250 lux. As portas devem abrir para fora e ter largura mínima de 0,80 m.

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_ *(CAPOZZI, Simone. Tire partido de elementos úteis, mas pouco estéticos. Arquitetura & Construção, São Paulo, Abril, n. 4, p. 102103, jul. 1989.)

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Figura 30.1 Esquema típico de instalação de bomba centrífuga (para alturas de sucção inferiores a oito metros). Reservatório superior

Quadro ou chave de partida com proteção Registro de gaveta Válvula de retenção Redução concêntrica

Altura de recalque

Comprimento linear da tubulação de recalque

Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

A instalação elétrica das bombas deverá seguir as instruções da NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão - Procedimentos) e ser executada por um profissional habilitado, conforme recomendação da NR 10 (Instalações e Serviços em Eletricidade). Para uma ligação elétrica correta é importante observar na placa de identificação do motor, o esquema compatível à tensão da rede elétrica local. No circuito elétrico que alimenta a bomba, de acordo com a NBR 5410, é obrigatória a instalação de um interruptor diferencial residual (DR). Esses dispositivos possuem elevada sensibilidade, que garantem proteção contra choques elétricos.

União Curva

Comprimento linear da tubulação de sucção

Altura de sucção

Nível estático

Motorbomba centrífuga Schneider

Nível dinâmico

Redução excêntrica

Válvula de pé com crivo Distância mínima do fundo da captação: 30 cm

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Reservatório inferior (captação)

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Previsão de Shafts e Áreas Técnicas

PREVISÃO DE SHAFTS E ÁREAS TÉCNICAS Entendem-se por shafts, ou dutos verticais, os espaços livres para passagem de tubulações. Essas aberturas, convenientemente estudadas e previstas na fase de projeto, eliminam algumas interferências na obra, como a quebra da alvenaria para passagem das instalações; facilitam as futuras operações de manutenção e operação do sistema, além de diminuir custos, melhorar a produtividade e incrementar a qualidade. Há muito tempo adotado no exterior, somente há alguns anos o shaft visitável começou a ser adotado em prédios residenciais brasileiros, particularmente em obras bem planejadas. O sistema de shaft visitável requer uma tampa de fechamento, em geral feita de prolipropileno e revestida por fi lme acrílico, para esconder as tubulações. Essas tampas são, geralmente, aparafusadas, com a facilidade serem de removidas para inspeção da instalação. Na fase de elaboração do projeto arquitetônico, os shafts e demais áreas técnicas devem ser bem defi nidos, em conjunto com todos os projetos complementares de instalações: elétrica, telecomunicações, hidráulica, ar-condicionado e outros sistemas especiais. Os pisos técnicos, ou pavimentos mecânicos, são opções eficientes, principalmente em grandes áreas comerciais ou hospitais. Apesar de permitirem grande facilidade na hora de realizar serviços de manutenção ou melhoria, trata-se de soluções arquitetonicamente caras. Para o caso de edifícios comerciais, o mais comum é optar por pisos elevados, principalmente em CPD (centro de processamento de dados). Junto com os forros removíveis, esse sistema permite maior flexibilidade de layout e facilita a manutenção dos itens elétricos. Já para os hospitais, os pavimentos mecânicos são de fundamental importância em áreas de centros cirúrgicos, onde equipamentos de elétrica ou de ar condicionado de médio e grande porte não podem conviver no mesmo espaço em que circulam as pessoas envolvidas nas cirurgias. A manutenção, quando necessária, é feita sem interrupção das atividades daquele pavimento*.

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_ *(CICHINELLI, Gisele. Padrão internacional. Téchne, São Paulo, Pini, n. 92, p. 50-56, nov. 2004.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 31.1 Previsão de shafts para prumadas (incêndio, gás, telefone, eletricidade etc.).

Elevador

Elevador Telefone

TV a cabo

Hall Relógio de gás

Energia

Hidrante

Shaft

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Previsão de Shafts e Áreas Técnicas

Figura 31.2 Pavimentos técnicos de manutenção.

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1,5

3

Interpavimentos técnicos Obs.: muito caro. Justificável em alguns locais específicos.

1,5

3

1,5

3

1,5

5

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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ELEVADOR ELÉTRICO

É um elevador que, por meio de máquinas e motores elétricos, é tracionado para subir e descer. Fazem parte desse conjunto (elevador elétrico), basicamente, a cabina com os comandos internos, uma fiação que interliga a cabina e o quadro de comando na casa de máquinas, guias, cabos de tração e contrapeso. Na casa de máquinas, encontra-se o quadro de comando e a máquina de tração (num acoplamento de motor elétrico mais redutor mecânico). Os elevadores elétricos estendem-se desde controlados por lógica de relés até os mais modernos, com sistemas eletrônicos de alta tecnologia. Antes da execução da obra civil, o arquiteto deve escolher o tipo de elevador que será utilizado e quais as necessidades específicas para seu uso. É importante pesquisar o que há no mercado, por meio das empresas fabricantes e fornecedoras. Os aspectos visuais de revestimento da cabina, embora haja muitas opções, normalmente é a parte mais simples. Mas, os itens que envolvem estudo de fluxo de usuários, desempenho, velocidade, consumo de energia, segurança, acessibilidade e necessidade do que e quanto transportar, além do contrato de manutenção pós-venda, muitas vezes, fica de lado nas decisões, o que pode acarretar futuros problemas de uso e manutenção. Com relação à infraestrutura necessária para a instalação de elevador, o arquiteto deve prever, no projeto arquitetônico, o posicionamento e dimensionamento correto da casa de máquinas, da caixa e do poço. A casa de máquinas é destinada à colocação das máquinas, painéis de comandos e seletor, limitador de velocidade e outros componentes da instalação. O arquiteto deve posicioná-la, preferencialmente, na parte superior do edifício, sobre a caixa do elevador. Quando a casa de máquinas estiver situada em outro local do prédio (por exemplo: na parte inferior do edifício, ao lado do poço), obrigatoriamente deverá ser construída uma caixa de polias sobre a caixa.

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A caixa é o recinto formado por paredes verticais, fundo do poço e teto, onde se movimentam o carro e o contrapeso.

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Elevador Elétrico

O poço é o recinto situado abaixo do piso da pareda extrema inferior, na projeção da caixa. O poço deve ser impermeável, fechado e aterrado, e nele não deverá existir qualquer obstáculo que dificulte a instalação dos parelhos do elevador (como sapatas ou vigas que invadam o poço, por exemplo). Para tanto, é imprescindível uma boa compatibilização entre os projetos arquitetônico, estrutural e de instalações do edifício. A NBR 7192 – Elevadores elétricos – elevadores de passageiros, elevadores de carga, monta-cargas e elevadores de maca – Projeto, Fabricação e Instalação, da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT fixa as principais exigências para a casa de máquinas, caixa e poço de elevadores no projeto arquitetônico. É importante lembrar que, ao contrário do que parece, o elevador é considerado o meio de transporte mais seguro dentro de uma edificação, desde que haja uso adequado, manutenção eficiente e realizada com responsabilidade técnica.

NOVAS TECNOLOGIAS PARA O TRANSPORTE VERTICAL Atualmente, os equipamentos para o transporte vertical de passageiros evoluíram muito. Entre as novidades destacam-se os elevadores sem casa de máquinas, os acionamentos com sistemas de regeneração de energia elétrica e os antecipadores de chamada* A velocidade dos elevadores que muito tempo ficou estagnada na faixa de 5 m/s, praticamente dobrou com o desenvolvimento de controle microprocessado VVVF (variação de velocidade pela variação de voltagem e frequência), aplicados a motores de corrente alternada. De acordo com os fabricantes, o VVVF agregou aos elevadores aproximadamente 35% de economia de energia por permitir ao equipamento partir com uma corrente menor. Além disso, eliminou os desagradáveis trancos e reduziu bastante o nível de ruídos na casa de máquinas. A nova tecnologia para o controle de acesso foi outra inovação incorporada aos sistemas de transporte vertical. Esses dispositivos permitem que o elevador seja acionado apenas por pessoas previamente reconhecidas por um inteligente sistema de biometria, por exemplo. Além da operação mais racional e da adição de acessórios de segurança, em algumas situações a garantia de espaço para a casa de máquinas deixou de ser uma obrigação nos projetos arquitetônicos. Após o desenvolvimento de máquinas de tração compactadas, além do emprego de suspensão por cintas de poliuretanos com apenas 3 mm de espessura, que dispensam lubrificação, todo o maquinário antes situado na casa de máquinas pôde ser instalado no interior da caixa de corrida. Para o empreendedor, essa tecnologia trouxe muitas vantagens, a começar pelo ganho de área útil e pela eliminação dos custos de construção da casa de máquinas.

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_ *(NAKAMURA, Juliana. Sobe e desce inteligente. Téchne, São Paulo, Pini, n. 159; p. 42-45, jun. 2010.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 32.1 Posicionamento esquemático dos diversos componentes do elevador. Aparelho seletor

Máquina de tração Quadro de comando

Limitador de velocidade

Motogerador

Chapa para fixação dos cabos de tração

Contrapeso

Fita seletora

Operador de portas

Longarina da armação do carro

Cabina Soleira

Viga para fixação das guias Guia do contrapeso

Para-choque de mola

Guia da cabina

Fonte: Manual de transporte vertical em edifícios, Indústrias Villares S.A., Departamento técnico, 17ª. ed. São Paulo: Pini, 1994.

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A qualidade de um sistema predial deve ser entendida como a satisfação do usuário, o que implica a otimização de três variáveis multifuncionais: desempenho técnico do sistema, custos envolvidos e prazos adequados. Com esse objetivo, os avanços conceituais e tecnológicos que vêm ocorrendo na área dos sistemas prediais (hidráulica, elétrica, telefonia, gás etc.) têm-se concentrado no desenvolvimento de modelos e metodologias que visam sobretudo à qualidade total nas várias etapas que envolvem a implantação desses sistemas.

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Novos Conceitos e Tecnologias em Sistemas Prediais

NOVOS CONCEITOS E TECNOLOGIAS EM SISTEMAS PREDIAIS

Diminuir custos, melhorar a produtividade e incrementar a qualidade são metas que algumas construtoras começam a adotar em suas obras, substituindo os sistemas convencionais por sistemas alternativos, utilizando novos conceitos e tecnologias. Dessa maneira, a adequação dos avanços observada nesse segmento está diretamente relacionada ao nível de atendimento das reais necessidades dos usuários. Cabe ao arquiteto planejar e prever essas necessidades. A instalação e a operacionalização desses novos equipamentos, bem como a implementação desses novos conceitos, exigem do arquiteto a adoção de sistemas construtivos e a previsão de espaços adequados na concepção do projeto de arquitetura. As revistas Téchne (Editora Pini) e Arquitetura & Construção (Editora Abril) são boas fontes para a pesquisa sobre novos conceitos e tecnologias em sistemas de instalação elétrica predial (ver “Referências bibliográficas”).

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

NOVOS COMPONENTES E EQUIPAMENTOS * A NBR 5410 elevou bastante o padrão de qualidade e segurança das instalações elétricas. Na escolha dos componentes e equipamentos das instalações elétricas prediais, é importante a certificação desses itens, hoje obrigatória pelo Inmetro. Atualmente, o mercado brasileiro busca se igualar ao que é oferecido aos consumidores estrangeiros. Com relação aos dispositivos de comando, por exemplo, a GE apresenta os disjuntores Record Plus e Record, disponíveis com três ou quatro polos termomagnéticos ou somente magnéticos, ambos ajustáveis, fixos ou extraíveis. Esses recursos possuem uma vasta gama de acessórios: contatos auxiliares/alarme, bobinas de disparo e de mínima, comando elétrico motorizado, manopla para montagem direta no disjuntor e com eixo de extensão para montagem em painel. A Siemens apresenta dispositivos residuais e contra surtos. Os dispositivos DR 5SM1 são capazes de detectar as fugas de corrente que possam existir em circuitos elétricos, desligando imediatamente a alimentação. A instalação do dispositivo é simples, similar à de um disjuntor. Basta um só DR após a chave geral para proteger toda a residência. Outro produto é o Air-lig, composto por um disjuntor para proteção de sobrecarga e curto-circuito e uma tomada, indicado para suportar grandes cargas de corrente elétrica em equipamentos especiais; deve possuir circuito exclusivo. Para atender à recomendação da NBR 5410, a ABB comercializa os dispositivos residuais para proteção às correntes de fuga à terra. O equipamento é capacitado para desligar o circuito quando houver fugas superiores ou iguais a correntes de 30 mA. A empresa também apresenta minidisjuntores fabricados com bobina para proteção magnética e um bimetal, para proteção de sobrecarga. As peças também são comercializadas para a aplicação residencial e comercial com trava e engate no trilho DIN em metal.

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_ * (CICHINELLI, Gisele. Padrão Internacional. Téchne, São Paulo, Pini, n. 92; p. 50-56, nov. 2004.)

As tomadas foram adequadas para oferecer ao consumidor toda a segurança possível por meio da nova norma NBR 14136 – Plugues e Tomadas para Uso Doméstico e Análogo até 20 A, 250 V. Baseada na norma internacional IEC 60906 e elaborada pela Comissão de Estudo de Interruptores, Tomadas, Pinos e Placas de Uso Geral pertencente ao CB-03 (Comitê Brasileiro de Eletricidade), da ABNT, a nova norma faz parte de uma série de ações, no âmbito da normalização, com respeito à segurança do usuário. O mercado está buscando eliminar problemas de choque elétrico

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As empresas investiram muito em novos designs de interruptores e tomadas, atendendo às normas da ABNT e à certificação do Inmetro/Cepel. A Alumbra garante uma múltipla e versátil instalação, com várias opções de cores, com sua nova linha modular: Linha Ravelo Instale e Decore. A linha Talari, da Siemens, apresenta design modular, composto por módulos combináveis e placas ABS com alto brilho, nos tamanhos 4” 3 2” e 4” 3 4”, disponível nas cores brancas, marfim e pérola, além de outras cores. Por ser de concepção modular, possibilita uma infinidade de combinações, adequando-se às necessidades de funcionalidade.

Novos Conceitos e Tecnologias em Sistemas Prediais

no manuseio do plugue, de adaptação das tomadas às potências dos equipamentos, a redução dos maus contatos na conexão dos condutores (nos plugues ou nas tomadas) e a eliminação do fio verde pendurado nos equipamentos, para atender à norma de instalação elétrica NBR 5410.

O Sistema X, da Pial Legrand, é ideal para instalações aparentes e apresenta variedade de funções elétricas, mecanismos menores, mais compactos e menos salientes na parede. Com formas arredondadas e sem parafusos aparentes, a caixa e o mecanismo já vêm juntos, em uma só peça, e a instalação pode ser feita com ou sem acoplador. A Bticino apresenta uma linha de interruptores, tomadas, pulsadores, tomadas e conectores para TV e sensores de presença Living & Light, oferecendo aos consumidores a possibilidade de ativar funções dentro de sua residência por meio de controle ou comando diferenciado, com uma programação do horário de funcionamento dos eletrodomésticos. Para assegurar o perfeito funcionamento de todo o projeto da rede elétrica de uma edificação, é de fundamental importância saber escolher os fios e os cabos adequados a cada caso. As empresas também investiram muito em novos conceitos e modelos de condutores de energia elétrica. A Pirelli (Prysmian) colocou no mercado os fios Pirastic Super, do tipo BWF (antichama), com tensão de isolamento de 750 volts. Eles apresentam uma camada externa de composto de PVC mais liso, com menor atrito, e outra interna, do mesmo material. Utilizam fio sólido de cobre nu eletrolítico e oferecem resistência a temperaturas de até 70 °C ou 100 °C em sobrecarga e até 160 °C em casos de curto-circuito. São encontrados em seções que vão de 0,5 mm 2 a 16 mm2, em rolos de 100 m, ou em carretéis econômicos nas seções de 1,5 mm 2, 2,5 mm 2 e 4 mm 2. Outro exemplo são os cabos FP lançados pela Pirelli (Prysmian), que foram desenvolvidos para resistirem a situações de

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

incêndios. A linha FP 100 é composta de cabos unipolares, com seções de 1,5 mm 2 a 240 mm 2, para serem instalados em circuitos de alimentação de equipamentos que requerem alta potência, como bombas de incêndio e exaustores. Já a linha FP 200, composta por cabos multipolares, com seções de 1,5 mm 2 a 4 mm 2, deve ser utilizada em circuitos de sistema de detecção de fumaça, alarmes de incêndio, luzes de emergência ou outros sistemas que possam garantir condições de fuga.

Figura 33.1 Disjuntor bipolar termomagnético.

Figura 33.2 Dispositivos residuais e contra surtos (DR).

Fonte: GE

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Fonte: Prymian Figura 33.4 Novas tomadas padrão NBR 14136.

Novos Conceitos e Tecnologias em Sistemas Prediais

Figura 33.3 Fios e cabos.

Fonte: Bticino Figura 33.5 Interruptores e tomadas. Caixa de Luz

Suporte em ABS

Módulo de tomada em náilon 6.6, autoextinguível, não propaga chama. Placa em termoplástico reistente a impactos, altobrilho e antiaderente

Fonte: Bticino

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

CABEAMENTO ESTRUTURADO O cabeamento estruturado ou cables systems é utilizado para interligação de sinais elétricos de baixa intensidade, tais como transmissão de voz (telefonia), imagens (videoconferência), dados (comunicação entre microcomputadores) e gestão técnica dos empreendimentos (automação de sistemas de segurança patrimonial, incêndio etc.). Trata-se de uma estrutura composta por um conjunto de conectores e cabos dispostos, interligados e testados segundo normas técnicas de um projeto de engenharia. As fiações, prumadas e redes de distribuição são reunidas em um único sistema, construído de forma modular, com a utilização de componentes universais, permitindo a reconfiguração de qualquer um deles, sem a instalação de um fio sequer, apenas com a reconexão de alguns cabos. Basicamente, são três os atributos do sistema do cabeamento estruturado*: •

Universalidade: capacidade de atender a qualquer sistema ou equipamento.

•

Perenidade: possibilidade de atender às necessidades atuais e futuras com garantias de até quinze anos de equipamento e cinco para evolução do sistema.

•

Flexibilidade: atendimento a qualquer layout proposto.

Embora apresente um custo mais caro, a implantação do cabeamento estruturado apresenta algumas vantagens em relação ao sistema convencional, tais como: flexibilidade e modularidade, evitando-se assim os inconvenientes de uma reforma no ambiente de trabalho. Ao contrário do método convencional de distribuição de cabos que adota sistemas rígidos e fixos, o cabeamento por sistemas flexíveis permite tornar o layout variável conforme a necessidade dos usuários, como, por exemplo, realizar a mudança de um posto de trabalho (com microcomputador, telefone e até sinal de vídeo) de forma rápida, segura e limpa.

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Apesar dessas vantagens, o arquiteto deve tomar alguns cuidados na elaboração do projeto arquitetônico. Por exemplo, os meios de condução (shafts, dutos etc.) devem ser 50% maiores, em seção, em relação aos sistemas convencionais de instalações. O projetista deve criar também uma sala técnica para instalação principal do cabeamento estruturado (distribuidor geral) e área disponível nos andares para a distribuição nos pavimentos (distribuidor interno). É importante ressaltar que o cabeamento estruturado exigirá até o dobro dos quadros normais para sistemas telefônicos e um sistema de aterramento independente do sistema de distribuição de energia elétrica.

_ * FRANÇA, Eudes Cristiano; BORGES, Luciano. A espinha dorsal dos edifícios inteligentes. Téchne, São Paulo, Pini, n. 141, p. 44-47 jan./fev. 1998.

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Ar-condicionado Antena

Tomada

Elevador

Cabeamento estruturado IDF

Ar-cond.

Segurança

D.I.

Patch panel

PABX

Novos Conceitos e Tecnologias em Sistemas Prediais

Figura 33.6 Cabeamento estruturado.

Lan Wan IDF

CPU

Tomada

D.G. Rede secundária e terciária

Fonte: Krone

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 33.7 Reconexão de cabos.

Fonte: Cegetec Figura 33.8 Sala técnica onde se localizam os principais quadros de distribuição interligados por cabos (ou fibra ótica), via prumada. Sistema de controle e gerenciamento de um edifício CCVAC*

Luzes

Alarme de incêndio

Subsistema administração Subsistema da prumada (Backbone)

Sensor de segurança

Subsistema de campo (Backbone) PBX Voz

Dados

Subsistema área de trabalho *Controle de calefação, ventilação e ar condicionado

Sala de telecomunicações

Serviços prediais

Subsistema sala de equipamentos

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Fonte: AT&T

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Edificações que utilizam a energia com o máximo de eficiência ainda são novidade no mundo inteiro. Mas existem inúmeras opções que já podem ser incorporadas para otimizar o suprimento de energia elétrica.

Avanços Tecnológicos no Suprimento de Energia

AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO SUPRIMENTO DE ENERGIA

Em razão da escassez de recursos naturais que atendem aos centros urbanos, o que causa crescente preocupação com o uso racional dos insumos prediais, em particular com a conservação de água e energia nos edifícios, e também pelo alto custo da energia, foram desenvolvidos novos conceitos e tecnologias visando à racionalização de energia. A seguir, são descritos alguns avanços que estão acontecendo nos sistemas prediais. Esses avanços conceituais tecnológicos referem-se às propostas de novas metodologias e modelos de projeto e ao desenvolvimento de novos sistemas, componentes e materiais*: •

Modelos matemáticos para a determinação de demandas de energia elétrica e gás combustível (balanço energético). Esses modelos podem ser entendidos como equações (fórmulas) com dados e informações retirados de tabelas.

•

Sistemas de cogeração de energia elétrica, a partir do gás natural. Nesses sistemas, parte da energia é gerada por meio do gás natural, sendo essa energia responsável pelo suprimento de uma parte da demanda existente.

•

Equipamentos e componentes com dispositivos eletrônicos incorporados com a fi nalidade de racionalizar o uso de energia elétrica. Um exemplo desses dispositivos, programadores de funções, são os timers, que ligam e desligam automaticamente o equipamento nos horários programados pelo usuário.

•

Equipamentos a gás combustível com maior eficiência e segurança, com dispositivos eletrônicos incorporados. Esses dispositivos otimizam o sistema, evitam e detectam vazamentos de gás, desarmando o sistema e proporcionando maior segurança aos usuários.

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_ * (GONÇALVES, Orestes M. Avanços conceituais e tecnológios. Téchne, São Paulo, Pini, n. 12, p. 30-34, set./out. 1994.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

•

Racionalização dos processos executivos, com componentes e elementos pré-montados, painéis, pré-cablagem (cabeamento estruturado), chicote de fios, eletrodutos/calhas etc.

O arquiteto também pode adotar outras estratégias para deixar o edifício energeticamente eficiente*: • • • •

• • • • •

Uso de brises para promover a proteção solar nas horas mais críticas. Peitoris opacos, com tratamento térmico. Uso de vidros com baixo fator solar. Integração entre luz natural e artificial, por meio de sensores e controles que promovam o desligamento do sistema artifical quando a luz natural for suficiente. Sistemas de ar condicionado com alta eficiência e adequadamente dimensionado. Ciclos economizadores integrado aos sistemas de ar condicionado, quando o clima for propício. Sistemas de distribuição de ar e controle mais individualizados. Ventilação natural, quando o uso da edificação permitir. Simulação computacional do desempenho térmico e energético da edificação para definir as estratégias mais adequadas ao clima e dimensionar adequadamente os sistemas de ar condicionado.

SISTEMAS DE COGERAÇÃO DE ENERGIA

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_ *(HORTA, Mauricio. Sustentabilidade high tech. Téchne, São Paulo, Pini, n. 141, p. 30-38, dez. 2008.) **(SAYEGH, Simone. Força domada: quilowatts de economia. Téchne, São Paulo, Pini, n. 53, p. 56-65, ago. 2003.)

Um forte candidato ao uso alternativo de energia no setor de serviços, como shoppings e hotéis, é o sistema de cogeração, que permite a produção combinada de energia e calor. O sistema alimenta-se de gás natural, combustível adequado para cogeração, constituído por turbinas associadas a um gerador elétrico. O processo permite a produção de vapor, água gelada, água quente, ar quente e gás carbônico. O sistema de ar condicionado movido a gás natural também é utilizado como alternativa para redução do consumo. O equipamento, formado por uma central de água gelada, utiliza chillers adicionados pela combustão de gás natural**. As principais vantagens na utilização dos sistemas de cogeração são: •

Desempenho energético: com o sistema convencional, a eficiên­ cia total energética é de aproximadamente 35% (energia elé-

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•

Equalização da demanda de energia elétrica de pico – melhoria do desempenho econômico: as demandas no período de pico do sistema elétrico dos edifícios podem ser atendidas pelo sistema de cogeração, reduzindo-se os custos de energia contratada pelo nivelamento energético do edifício.

•

Segurança do sistema predial: com a interrupção do fornecimento convencional de energia elétrica, o sistema de cogeração pode atender às cargas essenciais.

Avanços Tecnológicos no Suprimento de Energia

trica); enquanto, no sistema de cogeração, a eficiência pode variar entre 70% e 80%.

A grande desvantagem na utilização dos sistemas de cogeração ainda é o alto custo de implantação, exigindo uma avaliação de custo total envolvendo o empreendedor e as companhias concessionárias de eletricidade e gás, considerando-se que os benefícios econômicos são de médio e longo prazo. Figura 34.1 Sistema de cogeração de energia.

Calor Caldeira de recuperação

Calor

Vapor Consumo

Absorção duplo efeito

Motogerador a gás

Água quente Caldeiras reservas

Gás natural

Absorção simples efeito

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

SISTEMA DIRETO DE ALIMENTAÇÃO * DE ENERGIA Esse sistema, conhecido como busway, consiste na passagem de um barramento blindado, no shaft da área comum do prédio, recebendo a energia diretamente da concessionária livre de medição de consumo. Cada apartamento é conectado ao busway, e a leitura de consumo de energia pode ser feita de duas formas. Em uma delas, a comunicação acontece por meio de dados. Nesse caso, há um medidor instalado em cada unidade que se comunica a um concentrador disposto no térreo com os dados de consumo. A concessionária faz a leitura, conectando ao concentrador de dados um equipamento que absorverá as informações. No outro sistema de leitura, utiliza-se o cashpower, um aparelho que permite abastecer a unidade consumidora da mesma forma como que se abastece o carro com combustível. O aparelho registra quanta energia o apartamento tem disponível. De acordo com a necessidade, o consumidor entra em contato com a concessionária fornecedora de energia e compra determinado valor. O morador pode ligar para a concessionária todos os dias e comprar, por exemplo, R$ 5,00 de energia. Nesse caso, para evitar fraudes, toda a transação é feita por meio de códigos numéricos.

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_ *(CAPOZZI, Simone. Trabalho em conjunto. Téchne, São Paulo, Pini, n. 34, p. 32-34, mai./jun. 1998.)

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*

35

Hoje, os usuários já dispõem de sistemas integrados em suas casas que podem controlar cortinas e persianas, áudio, vídeo, som ambiente, TV por assinatura, segurança (alarmes, monitoramento, CFTV), iluminação, ar-condicionado e aquecimento e telefonia entre outras utilidades.

Edifícios Inteligentes (com Alta Tecnologia)

EDIFÍCIOS INTELIGENTES (COM ALTA TECNOLOGIA)

Nesse contexto, novas tecnologias estão sendo exigidas nas moradias e no ambiente de trabalho. Mudanças conceituais na arquitetura, no projeto das instalações e na própria utilização das edificações estão transformando esses ambientes. Atribui-se o nome de “edifícios inteligentes” às edificações que incorporam esses novos conceitos tecnológicos, ou seja, agregam recursos de alta tecnologia na gestão predial. Segundo o Intelligent Buildings Institute, uma das principais entidades internacionais que hoje disseminam essa conceituação, o edifício inteligente é aquele que oferece um ambiente produtivo e econômico pela otimização de quatro elementos básicos: estrutura, sistemas, serviços e gerenciamento, bem como pelas inter-relações entre esses elementos. Portanto, certos edifícios são considerados inteligentes, contanto que viabilizem a transferência de dados em sistemas totalmente integrados entre si e que estejam aptos e preparados para mudanças, sem necessidade de alteração da infraestrutura física de conectividade. Normalmente, os edifícios possuem instalações com multiplicidade de redes e cabos; redes não compatíveis entre fabricantes; falta de uniformidade dos materiais etc. Esses edifícios também não possuem perspectiva de evolução para rede digital de serviços integrados – RDSI. Isso tudo acaba gerando manutenção cara e complicada; dificuldade para integrar novos serviços; dependência de um único fornecedor, problemas de reposições e obsolescência a curto prazo. O que se pretende alcançar num edifício automatizado é: integração de serviços (telemática) com redes mais simplificadas

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_ *(MARTE, Cláudio Luiz. Automação Predial: a inteligência distribuída nas edificações. São Paulo: Carthago & Forte, 1995.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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e manutenção melhor e mais barata; mecanização dos serviços (melhoria do controle e gestão do edifício); além da existência de normas (encaminhamento à RDSI) e, como consequência, rede universal para quaisquer tipos de terminais.

Figura 35.1 Edifícios inteligentes (com alta tecnologia).

Fonte: Racional Engenharia.

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Rede gerencial Estações de gerenciamento da manutenção

Estações de operação, sala de controle

Central de CFTV

Rede de controle Central de detecção e alarme de incêndio

Câmeras de CFTV

Rede de campo

Sonofletores

Terminais de recepção

Central de sonorização

Edifícios Inteligentes (com Alta Tecnologia)

Figura 35.2 Arquitetura de um sistema predial*.

Amplificadores

Controle do condomínio

Controle das unidades

Controladoras de acesso

SISTEMA DE AUTOMAÇÃO PREDIAL Consiste no gerenciamento completo e integrado de todos os sistemas de um edifício (iluminação, persianas motorizadas, ar-condicionado, ventilação, aquecimento, interruptores, sensores variados etc.), com segurança, conforto e flexibilidade, além de instalações “leves e limpas”. O sistema de automação predial é altamente funcional e versátil, pois possibilita a reprogramação de funções de dispositivos periféricos via software, viabilizando mudanças de leiaute na utilização de ambientes, sem alterações físicas da instalação. Além disso, gera economia de energia pela racionalização de consumo, harmonia e compatibilidade com a arquitetura e decoração do ambiente. As principais vantagens dessa tecnologia de última geração são apresentadas pela Siemens S.A. (Sistema Instabus EIB):

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•

Instalações leves, limpas e seguras

•

Economia no preço e tempo da instalação, consumo de energia e manutenção.

•

Facilidade de adaptação a mudanças de layout com grande compatibilidade entre diferentes sistemas.

•

Conforto e flexibilidade, garantidos pela interação dos dispositivos entre si e com o meio (luz, temperatura etc.).

•

Controle predeterminado do consumo das cargas do sistema, incluindo função horária e calendário.

•

Segurança contra invasores, incêndios e mau uso dos equipamentos ou eletrodomésticos.

As principais desvantagens na adoção do sistema de automação predial são: •

A desinformação de alguns projetistas com relação aos novos conceitos e avanços tecnológicos.

•

O alto custo dos equipamentos utilizados.

•

Mão de obra difícil e pouco qualificada para a implantação do sistema.

A simples aplicação de computadores para o controle dos processos em uma automação predial não garante alcançar parte dos objetivos a que se propõe um edifício automatizado. Para que isso aconteça, é necessário fazer um gerenciamento de complexidades, que envolve conhecimento adequado do processo e a influência da automação no desempenho global, assim como a melhor escolha entre as inúmeras técnicas digitais de controle e otimização disponíveis.

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Edifícios Inteligentes (com Alta Tecnologia)

Figura 35.3 Sistema de automação predial.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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Na Figura 35.4 apresenta-se uma caracterização dos principais processos e variáveis envolvidos por áreas. Com a automação predial, é possível integrar: elevadores, ar condicionado, transmissão de dados e telefonia, segurança e iluminação*. Figura 35.4 Caracterização dos processos em automação predial.

_ *(LEAL, Ubiratan, Conexões Inteligentes. Téchne, São Paulo: Pini, n. 60, p. 36-42, mar. 2002.)

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A automação melhora o atendimento dos usuários e aumenta a eficiência energética do equipamento. Na verdade, os dois objetivos estão ligados, isto é, a diminuição de deslocamentos dos carros diminui o consumo de energia. Isso pode ser feito com elevadores que atendem a determinados pavimentos, que evitam ir a andares se há outro equipamento mais próximo, por exemplo. Na parte de segurança, podem ser instalados circuitos fechados de televisão – CFTV.

Ar-condicionado Foram desenvolvidos diversos sistemas que buscam, principalmente, conforto do usuário e menor gasto de energia. No primeiro aspecto, há equipamentos que mantêm a temperatura constante ou outros que não a deixam passar de um limite determinado pelo usuário. Há ainda sistemas de termoacumulação, mas são menos utilizados, pelo custo. Nesse caso, as tecnologias visam a, sobretudo, concentrar a refrigeração fora dos horários de pico de demanda e minimizar os gastos de energia.

Edifícios Inteligentes (com Alta Tecnologia)

Elevadores

Transmissão de dados e telefonia É outra área de interesse crescente, por causa da popularização da internet e da telefonia. Como os computadores gerenciam boa parte da automação, os sistemas de transmissão de dados não só dão acesso a redes, como fazem o controle dos demais sistemas que envolvem informática. Para aproveitar melhor as instalações necessárias, deve haver uma central de cabeamento estruturada, independentemente dos equipamentos eletrônicos.

Segurança Com o aumento da violência urbana no Brasil, é o setor que mais tem crescido nos últimos anos. Vale lembrar que o Brasil, os Estados Unidos e a Colômbia são os países que mais investem em segurança privada. Entre os sistemas automatizados, o mais comum, quase que obrigatório em condomínios de padrão médio para cima, é o CFTV. Mas mesmo esse se sofisticou. Agora, o registro de imagens pode ser feita em local remoto, com gravação digital ininterrupta, e colaborar no controle de acesso de pessoas. Além disso, os sistemas de segurança já se integram a outros, como elevadores, prevenção de incêndio e iluminação, dificultando a circulação de pessoas não autorizadas.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Iluminação Há sistemas que controlam a intensidade de iluminação de acordo com o ambiente. Em locais mais claros, a luz apenas complementa os raios solares, evitando desperdício de energia. Particularmente com relação às instalações elétricas, na automação predial destacam-se algumas preocupações: controle de demanda, controle do fator de potência, automatismo de partida de geradores e transferência de cargas, controle de iluminação, otimização do consumo (por exemplo: programação horária) etc. Todas as preocupações citadas levaram os sistemas de automação predial ou sistemas específicos de controle de grandezas elétricas – por exemplo, de softwares a se interligarem para supervisionar e controlar: •

Transformadores.

•

Disjuntores de alta e baixa tensão.

•

Quadros de alimentação de equipamentos.

•

Centrais de medição de grandezas elétricas.

•

Controladores de demanda: registradores digitais de tarifação diferenciada – RDTD, registradores digitais de média tensão – RDMT, registradores digitais eletrônicos – REP, que possuem canal serial de comunicação.

•

Controladores de fator de potência. Pela portaria DNAEE 085 de 26 de março de 1992, o fator de potência de referência indutivo e capacitivo das instalações elétricas consumidoras tem como limite mínimo o valor de 0,92.

•

No-break’s: alguns possuem microprocessadores em seu controle e comunicação serial.

•

Grupos geradores: geradores de energia autônomos, geralmente a óleo ou gás, que fornecem energia quando há queda no fornecimento. Podem ser utilizados também para “abastecer” de energia durante os períodos de pico de consumo, de modo a permitir um contrato de demanda junto aos fornecedores de eletricidade.

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*

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A alvenaria estrutural é um sistema construtivo racionalizado, no qual os elementos que desempenham a função estrutural são de alvenaria, ou seja, os próprios blocos de concreto.

Instalações Elétricas em Alvenaria Estrutural

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM ALVENARIA ESTRUTURAL

No sistema construtivo convencional, as paredes apenas fecham os vãos entre pilares e vigas, encarregados de receber o peso da obra. No sistema de alvenaria estrutural, pilares e vigas são desnecessários, pois as paredes – chamadas portantes – distribuem a carga uniformemente ao longo da fundação. As instalações prediais do edifício de alvenaria estrutural (hidráulica, elétrica, telefonia, intercomunicação, TV etc.) devem ser propostas de forma que possam ser executadas de maneira totalmente independente das alvenarias. As instalações deverão permitir fácil acesso para eventual execução de reparos e não deverá interferir nas condições de estabilidade da construção. As alternativas para o encaminhamento das tubulações (hidráulicas e elétricas) em alvenaria estrutural são as seguintes: •

Horizontal: pelas paredes hidráulicas (vedação); encaminhamento pelo forro, ou junto ao teto ou parede, encobertas por sanca de gesso;

•

Vertical: furos verticais dos blocos das paredes hidráulicas (vedação); tubulações externas protegidas por carenagens; tubulações em shafts;

As prumadas de alimentação dos circuitos partem da central de medição (quadro de medidores) para alimentar os quadros de distribuição de circuitos das unidades do edifício. As prumadas devem ser posicionadas dentro de um shaft e os trechos de eletrodutos podem ter uma emenda a cada pé-direito. Sendo os eletrodutos embutidos nos orifícios (vazados) dos blocos, devem ser utilizados em comprimentos iguais a meio pé-direito, pois a alvenaria será executada com o eletroduto já posicionado no

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_ *(VIOLANI, M. A. F. As instalações prediais no processo construtivo de alvenaria estrutural Semina Ci. Exatas/Tecnol., Londrina, v. 13, n. 4, p. 242255, dez. 1992.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

trecho. As tubulações devem transpor as lajes e para isso deve ser utilizado o bloco “chaminé” (ver Figura 36.3). Os quadros de distribuição e caixas de passagem de telefonia, devem ser modulares de modo a se alojarem nas dimensões dos blocos. As caixas (pontos de luz) na laje serão alimentadas por circuitos que partem do quadro de distribuição e chegam até a laje através do bloco “J” ou o “compensador” que serão perfurados com ferramentas específicas permitindo a passagem do eletroduto (ver Figura 36.5). Os eletrodutos que chegam até os interruptores passam também através de um bloco perfurado e atingem a altura da caixa do interruptor. As tomadas são alimentadas pelo piso, ou seja, na fase de montagem da laje, o instalador deixa um trecho de eletroduto de aproximadamente 30 cm subindo da laje para a parede. Após a concretagem da laje e, a desforma do madeiramento o instalador procede aos rasgos e chumbamento das tomadas e interruptores cujos eletrodutos já estavam posicionados dentro da parede. O mesmo procedimento é aplicado às instalações de TV, interfone e outros.

Figura 36.1 Sistema construtivo de alvenaria estrutural. FORMA CONVENCIONAL

SISTEMA CONSTRUTIVO DE ALVENARIA ESTRUTURAL

Pontos de Graute

Vigas

Pilares

Etapas do sistema convencional: 1. Fabricação das colunas e vigas; 2. Confecção de formas de madeira; 3. Barras de ferro de diversas formas e espessuras; 4. Concreto para preencher as formas de madeira; 5. Retirada das formas e escoramentos após o mínimo de 20 dias; 6. Construção das paredes com tijolos ou blocos; 7. Aplicação de chapisco, massa grossa e massa fina para a execução do revestimento.

Etapas da alvenaria estrutural: 1. Construção das paredes em blocos cerâmicos estruturais, substituindo colunas e vigas de concreto armado; 2. Aplicação dos revestimentos com espessuras mínimas; 3. Nas paredes externas, pode-se aplicar massa tradicional ou optar por outros revestimentos disponíveis no mercado; 4. Nas paredes internas, onde não haja azulejos, pode-se aplicar gesso diretamente sobre os blocos e obter um acabamento liso de pintura.

Fonte: Selecta Solução em Blocos. Grupo Estrutural.

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55 295

Fonte: Semina, Ci. Exatas/Tecnol., v. 13, nº. 4, p. 242-255, dez. 1992.

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Instalações Elétricas em Alvenaria Estrutural

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145

99 23

50

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Figura 36.2 Bloco “hidráulico” para passagem de tubulações (em perspectiva isométrica e em planta).

Figura 36.3 Detalhe do bloco chaminé usado para a transposição da laje pelas prumadas (em perspectiva). Condutor

Bloco hidráulico

Laje

Anel pré-moldado com saída lateral

Fonte: Semina, Ci. Exatas/Tecnol., v. 13, nº. 4, p. 242-255, dez. 1992.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 36.4 Detalhe do bloco chaminé usado para a transposição da laje pelas prumadas (em planta). Chaminé

Prumadas (14,5/29,5/44,5)

Prumadas

Fonte: Semina, Ci. Exatas/Tecnol., v. 13, nº. 4, p. 242-255, dez. 1992.

Figura 36.5 Detalhe do bloco perfurado para dar passagem ao eletroduto.

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14,5

5

ø 3 cm

29,

Fonte: Semina, Ci. Exatas/Tecnol., v. 13, nº. 4, p. 242-255, dez. 1992.

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Encontram-se à disposição, no mercado brasileiro, sistemas construtivos de placas de gesso acartonado, fi xadas sobre estrutura metálica, para construção de paredes, forros e divisórias.

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Instalações Elétricas em Sistema Drywall

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA DRYWALL

Esses sistemas são leves, de fácil instalação, resistentes ao fogo e com características de isolamento térmico e acústico. Além de sua utilização como forro, também substituem a alvenaria na separação de ambientes. Essa nova tecnologia, denominada “sistema drywall”, apresenta algumas vantagens em relação às paredes convencionais de alvenaria: baixo peso; ganho de área útil, em virtude de menor espessura; montagem rápida e sem entulho; superfície de parede mais lisa e precisa. Além disso, permite a montagem de instalações elétricas e hidráulicas em seu interior durante a montagem. Nesse caso, evitam-se os cortes de parede para passagem de tubulações, com remoção de entulhos, e o enfraquecimento das paredes gerado pelos embutidos. Além dessas vantagens, adaptam-se a qualquer estrutura, como aço, concreto e madeira. O sistema drywall torna a manutenção das instalações muito simples e prática. Em geral, prevê a utilização de shafts. A execução dos componentes da instalação elétrica no sistema drywall é relativamente simples. As passagens de eletrodutos são feitas com facilidade, pois os montantes (perfi lados verticais) já possuem aberturas, permitindo que a instalação seja feita antes do fechamento de uma das faces da parede. Um detalhe importante, entretanto, é o alinhamento dos furos dos montantes durante a montagem da estrutura da parede. Caso fiquem desalinhados, o problema é facilmente corrigido com a inversão ou substituição da peça. Também existem no mercado as caixas de 4” 3 2” e 4” 3 4”, fabricadas com características próprias para utilização em drywall, de fácil instalação e sem necessidade de qualquer tipo de adapta-

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

ção. O profissional para instalações elétricas em paredes de gesso acartonado é o próprio eletricista. O montador pode, se for o caso e já estiver previsto em projeto, providenciar reforços e, no caso de forro, providenciar as aberturas para instalações de luminárias.

Figura 37.1 Caixas de 4” 3 2” e 4” 3 4” para utilização em drywall.

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O aço é um material de versátil aplicação, alto desempenho técnico e adaptável às mais severas condições de serviços.

Instalações Elétricas em Sistema Steel Frame

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA STEEL FRAME

Em razão de suas características técnicas e acompanhando a evolução tecnológica, tem substituído outros materiais em vários setores industriais. O steel frame é uma proposta de construção que alia rapidez, qualidade construtiva e habitacional, além de apresentar características mercadológicas e de negócios diferenciadas das construções tradicionais. Embora o sistema seja mais utilizado em construções de alto padrão, com a consolidação da tecnologia no mercado, já estão sendo desenvolvidos alguns modelos de casas para o ramo popular. As instalações elétricas para edificações com sistemas construtivos steel frame são as mesmas utilizadas em edifícios convencionais e apresentam o mesmo desempenho, não variando em razão do sistema construtivo. Pode-se admitir que, do ponto de vista das instalações no sistema steel frame, de certa forma todas as paredes funcionam como shafts visíveis, facilitando a execução e a manutenção desses subsistemas (ver Figura 38.5). Para a passagem das instalações pelos montantes e vigas de piso, esses devem ser furados, de acordo com normalização existente. A NBR 15253 normaliza os furos para passagem de instalações, prevendo que aberturas sem reforços podem ser executadas nos perfi s de steel frame, desde que devidamente consideradas no dimensionamento estrutural. É recomendado que a execução das instalações ocorra após a fi nalização completa da montagem das estruturas das paredes, lajes e coberturas em steel frame. O fato de as paredes e lajes funcionarem como shafts visitáveis permite que as interferências entre os sistemas elétrico e hidráulico sejam fáceis de serem visualizadas durante a execução das instalações, o que facilita o trabalho e diminui a chance de acidentes

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_ *(TERNI, Antonio Wanderley; SANTIAGO, Alexandre Kokke; PIANHERI, José. Casa de steel frame – instalações. Téchne, São Paulo, Pini, n. 141, p. 61-64, dez. 2008.)

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

como, por exemplo, danificar algum cano ao furar quando executa a instalação elétrica. O sistema steel frame permite que se instale uma tubulação de um ponto a outro da parede minimizando os transtornos, com rapidez e mantendo o local limpo, o que já não ocorre com a colocação pelo método tradicional em paredes de alvenaria. Apesar da facilidade de uso dos materiais convencionais no sistema, há disponibilidade no mercado de materiais elétricos projetados especialmente para drywall e steel frame, como as caixas elétricas que se fixam diretamente nas placas de gesso acartonado. Dessa forma, os materiais de instalações elétricas convencionais, como caixas de luz plásticas e conduítes corrugados ou lisos, podem ser usados sem problemas. No caso das caixas de luz comuns, elas podem ser fixadas também em peças auxiliares ou nos montantes da estrutura. Com sua concepção racionalizada, o sistema permite a execução das instalações com o mínimo de transtorno, pouco desperdício e grande facilidade de controle e inspeção dos serviços concluídos. Sendo um sistema racionalizado, a discriminação do material empregado é feito no projeto e, portanto, a perda ou desperdício é praticamente nulo. Figura 38.1 Sistema steel frame.

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Fonte: www.steelframehousing.org

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Instalações Elétricas em Sistema Steel Frame

Figura 38.2 Passagem de conduítes pelas vigas de laje.

Figura 38.3 Passagem de instalação por tesoura de cobertura.

Figura 38.4 Caixa de luz em montante.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 38.5 Parede em steel frame funcionando como shaft.

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O wood frame é um sistema construtivo constituído de estrutura de perfis leves de madeira, contraventados com chapas estruturais de madeira transformada tipo OSB (Oriented Strand Board). A madeira mais utilizada nesse tipo de construção é a de pinus, espécie de rápido crescimento e proveniente de florestas renováveis.

Instalações Elétricas em Sistema Wood Frame

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA WOOD FRAME

As placas de OSB junto aos sistemas framing – sejam os perfis de madeira (wood), sejam os de aço (steel) – mantêm a edificação leve e com a resistência das de alvenaria. A implementação das placas permite a sua utilização tanto dentro quanto fora do sistema framing, revestindo paredes, forros, telhados e lajes. As instalações elétricas e hidráulicas podem ser idênticas às que são utilizadas na construção convencional. A vantagem é que no Sistema Wood Frame as paredes funcionam como shafts visíveis, facilitando a execução e manutenção das instalações. O mercado também dispõe de materiais elétricos desenvolvidos especialmente para drywall e framing como caixas elétricas que são fi xadas diretamente nas chapas de fechamento. As tubulações e eletrodutos são instaladas no interior das paredes, preparando-se previamente todas as furações necessárias. As instalações são executadas entre os montantes das paredes e o forro e barrotes do entrepiso. É importante evitar que os perfis verticais sejam perfurados, de modo que toda a ligação horizontal é feita internamente no forro. Quando é necessário furar um montante, o furo deve respeitar a especificação de diâmetro máximo igual a 1/3 da espessura do montante, todavia, isso já deve ser previsto no projeto estrutural. Em geral, as tubulações e eletrodutos são colocados verticalmente nas paredes, entre montantes estruturais. Assim como em obras convencionais, o uso de shafts pode gerar economia de material. Após a conclusão do projeto elétrico, este deve passar por um processo de compatibilização com o projeto estrutural.

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_ *(SILVA, Fernando Benigno da. “Sistemas construtivos”. In: Revista Téchne, n. 161 São Paulo: Pini, ago. 2010. p. 78-83. Tecverde <www. tecverde.com.br>).

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

Figura 39.1 Projeto arquitetônico (sistema wood frame).

Fonte: Tecverde (www.tecverde.com.br)

Figura 39.2 Detalhe da fixação entre os painéis de parede.

Guia dos painéis

Paredes

Fixação dos elementos

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Instalações Elétricas em Sistema Wood Frame

Figura 39.3 Instalações elétrica e hidráulica em Sistema Wood Frame.

Fonte: Tecverde (www.tecverde.com.br)

Figura 39.4 Fiação no interior da parede.

Fonte: MOLINA, J. C.; CALIL JUNIOR, C. Semina: Ciências Exatas e Tecnológicas, Londrina, v. 31, n. 2, p. 143-156, jul./dez. 2010.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM SISTEMA CONSTRUTIVO CONCRETO + PVC *

É um sistema racional, versátil e “moderno”. O sistema construtivo Concreto+PVC foi desenvolvido no Canadá, e agora já está disponível no Brasil. A Braskem é a empresa que fornece as resinas de PVC, matéria-prima básica para a fabricação desses perfis, para as duas empresas detentoras da tecnologia do sistema no país, a Plásticos Vipal e a Royal Technologies. O sistema construtivo Concreto+PVC é composto por perfis leves e modulares que são preenchidos com concreto e aço. Após a montagem dos perfis de parede vazados, são inseridos os reforços de aço e as instalações elétricas e hidráulicas. A instalação pode ser distribuída pela base da parede e por cômodos, entrando sempre por um ponto no topo da parede. Por fi m, executa-se a concretagem dos perfis-formas. Esse sistema apresenta algumas vantagens como: facilidade de montagem, elevada resistência e produtividade, durabilidade, baixa manutenção, facilidade de transporte, construção rápida e limpa, baixo índice de geração de resíduos na obra, e imunidade a fungos e bactérias (adequado para a área de saúde). Embora exista a possibilidade de reciclar esses perfis no futuro, quando se tornarem entulhos da construção civil, a desvantagem é que as resinas termoplásticas são produtos petroquímicos, provenientes do petróleo, matéria-prima não renovável. Por essa razão, algumas empresas preferem investir em técnicas e sistemas construtivos que não utilizem matérias-primas não renováveis.

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_ *(FARIA, Renato. Industrialização econômica. Téchne. São Paulo: Pini, n. 136, p. 42-45, jul. 2008.)

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Instalações Elétricas em Sistema Construtivo Concreto + PVC

Figura 40.1 Sistema Concreto+PVC.

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura

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CATÁLOGOS Pirelli (Prysmian)

Lorenzetti

Siemens Peterco Philips Pial Legrand/Bticino General Eletric

ABB

Alumbra Moeller Osram Tecverde

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Instalações Elétricas e o Projeto de Arquitetura


Durante trinta anos atuando como projetista de instalações, o engenheiro Roberto de Carvalho Júnior constatou vários problemas de compatibilização entre os projetos arquitetônico, estrutural e de instalações hidráulicas e elétricas. Como professor da disciplina de instalações prediais em faculdades de Arquitetura e Urbanismo, o autor observou a carência e a importância de uma bibliografia que atendesse às necessidades de aprendizado e consulta sobre as interfaces físicas e funcionais do projeto arquitetônico com as instalações elétricas prediais.

Este livro foi desenvolvido com a finalidade de apresentar ao arquiteto, projetistas e alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo uma visão conceitual mais didática, prática e simplificada de instalações prediais elétricas e de telefonia, bem como mostrar a necessidade da integração dessas instalações com os demais subsistemas construtivos envolvidos na construção do edifício.

E O PROJETO DE ARQUITETURA

Na parte 1, do presente livro, são apresentados os principais conceitos das instalações elétricas prediais bem como das instalações de telefonia, com enfoque na arquitetura. Na parte 2 são abordadas as principais interfaces, novas tecnologias e conceitos dessas instalações com o projeto arquitetônico.

ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR É engenheiro civil, licenciado em Matemática, com habilitação em Física e Desenho Geométrico. Pós-graduado em Didática do Ensino Superior e mestre em Arquitetura e Urbanismo. Projetista de instalações prediais, desde 1982, já elaborou inúmeros projetos de edificações de médio e de grande porte, executados em várias cidades do Brasil.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Desde 1994, atua na área acadêmica, em faculdades de Arquitetura e Urbanismo, como professor universitário das disciplinas de instalações prediais e infraestrutura urbana. É palestrante e autor de artigos e publicações em diversos jornais e revistas do país voltadas à construção civil, falando especificamente sobre assuntos relacionados a sua área de atuação.

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E O PROJETO DE ARQUITETURA

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

CARVALHO JÚNIOR

1 Instalações elétricas prediais 2 Fornecimento de energia elétrica 3 Padrão de entrada 4 Equipamentos de utilização de energia elétrica 5 Tensão e corrente elétrica 6 Potência elétrica 7 Potência elétrica total instalada 8 Quadro de distribuição de circuitos 9 Prumadas elétricas e caixas de passagem 10 Circuitos da instalação 11 Aterramento do sistema 12 Dispositivos de proteção para baixa tensão 13 Componentes utilizados nas instalações 14 Dispositivos de manobra 15 Tomadas de corrente 16 Aparelhos de iluminação 17 Instalações prediais de telefonia 18 Simbologia básica 19 O quadro de medição de energia no projeto arquitetônico 20 Os equipamentos e suas interfaces com a arquitetura 21 Previsão de pontos de elétrica em instalações residenciais 22 Instalações de antenas e suas interfaces com as redes elétricas 23 Instalações de para-raios e suas interfaces com a arquitetura 24 Adequação das instalações para portadores de necessidades especiais 25 Luminotécnica 26 O consumo de energia em residências 27 Sistemas de condicionamento de ar 28 Os refrigeradores e balcões frigoríficos 29 Previsão de cabinas de força no projeto arquitetônico 30 Casa de bombas no projeto arquitetônico 31 Previsão de shafts e áreas técnicas 32 Elevador elétrico 33 Novos conceitos e tecnologias em sistemas prediais 34 Avanços tecnológicos no suprimento de energia 35 Edifícios inteligentes (com alta tecnologia) 36 Instalações elétricas em alvenaria estrutural 37 Instalações elétricas em Sistema Drywall 38 Instalações elétricas em Sistema Steel Frame 39 Instalações elétricas em Sistema Wood Frame 40 Instalações elétricas em Sistema Construtivo Concreto + PVC 41 Referências bibliográficas

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