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Toques do Griô – Memórias Sobre Contadores de Histórias Africanos

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Pois não circula no Brasil a ideia de griô ser um tipo de contador de histórias em África? Toques do Griô amplia, em muito, essa percepção. Como a kora africana de vinte e uma cordas, os capítulos dão a conhecer essas figuras históricas em variados tempos. Destacadas na epopeia que louva Sundiata Keita e seu Império no século XIII, também sobrevivem nos jovens aprendizes de griô que crescem entre o Mali e Paris, em pleno século XXI. Já o relato sobre pirogas malinqués tomando a direção da América, antes do século XVI, e a explicação da palavra griô, como de origem portuguesa, são conteúdos para aproximar o leitor brasileiro das sonoridades que as histórias africanas têm a oferecer.

ilustrações de Kaneaki Tada

Heloisa Pires Lima Leila Leite Hernandez

Toques do Griô

Heloisa Pires Lima é doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo. Desde 1995, é autora de livros infantojuvenis. Consultora da série Livros Animados (2009-2011), do projeto A Cor da Cultura (TV Futura/Fundação Roberto Marinho), também assina o núcleo Áfricas do projeto Brasil Plural (Editora Melhoramentos).

Memórias sobre contadores de histórias africanos

Toques do Griô

Enkan Kaneaki Tada é paulista de Santa Cruz do Rio Pardo. Desde cedo se dedicou às artes, como seu pai, o pintor Koichi Tada. Experimentou diversas técnicas, como óleo, acrílico, aquarela, litogravura e gravuras em metais, e aperfeiçoou seus estudos ao lado de artistas plásticos como o uruguaio Pedro Alzaga, Ermelindo Nardim e Sérgio Fingermann. Foi ilustrador e diretor de arte por mais de vinte anos em agências de publicidade. Alternando artes gráficas com trabalhos de desenho e pintura, participou de salões de arte contemporânea na fundação Mokiti Okada e no Bunkyo. Mas foi por meio das práticas zen-budistas que recebeu valorosos ensinamentos para seu crescimento espiritual e artístico.

Heloisa Pires Lima e Leila Leite Hernandez

Toques do Griô

Leila Leite Hernandez é paulistana. Estudou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e na Universidade de São Paulo (USP). Viajou à África pela primeira vez em 1982, e de lá para cá não parou mais de estudar temas relacionados ao continente e seus habitantes. Começou a dar aulas de História da África em 1997, o que faz até hoje na USP, com muito interesse e paixão. Seus trabalhos de pesquisa deram origem a dois livros: Os Filhos da Terra do Sol: Formação do Estado-Nação em Cabo Verde e A África na Sala de Aula: Visita à história contemporânea.


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