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ISTOÉ GENTE 661

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ao S S em sá p ba re d o s!

istoegente.com.br

Um GUIA DE PRESENTES PARA mÃES DE TODOS OS ESTILOS

vEra FisChEr supera depressão, faz plástica e prepara volta à tevê Juntos há 11 anos, EmErson FittipaLdi e rossana FanuCChi vão se casar

ESPECIAL MÃES

DANIELLE

WINITS EM SUA CASA, ENTRE

DOIS AMORES

Ela fala de felicidade em família, da paixão pelo jogador Amaury e de como poupou os filhos do trauma do acidente no teatro

EntrEvistamos aLEX ataLa agora dono do 4º melhor restaurante do mundo FErnanda abrEu separa-se do designer Luiz stEin, que assume namoro com a atriz CamiLa morgado

”Noah, que viu a queda, me perguntava: ‘Mamãe, você não vai mais voar, né?’” dani em sua sala de estar, entre os filhos guy, 1 ano, e noah, 4

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“Protejo meus filhos Aos 38 anos e com dois filhos, DAnielle Winits fala de maternidade, da relação que mantém com os ex-maridos, do atual namorado, da carreira e conta que acredita em amor eterno. “Podem me chamar de piegas”, diz POR AnA CorA LimA fOtOS orestes LoCAteL/Ag. istoé

acima

de tudo


Danielle com os filhos, Noah e Guy, o mais novo, na casa da atriz, no Rio

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• Com um avião de brinquedo na mão, Noah, de 4 anos, corre pela sala espaçosa. Na cola do irmão, vai um elétrico Guy, que completou 1 ano no sábado 28 de abril. O pequeno engatinha numa velocidade impressionante, entre gritos e gostosas gargalhadas. A mamãe coruja, Danielle Winits, ri da cena e corre para beijar os dois filhos. “Eu adoro ser mãe!! Ser mãe é o meu melhor papel, sem a menor dúvida”, diz ela. “Sempre fui realizada no trabalho. Com a maternidade, me realizei como mulher. Isso me trouxe maturidade, mas também aquela sensação de força, de sabedoria para encarar tudo na vida.” O belo fim de tarde de outono emoldura o clima descontraído e agradável da entrevista exclusiva que a atriz de 38 anos concedeu à Gente, em sua mansão no Itanhangá, no Rio de Janeiro. Sentada num confortável sofá roxo, Danielle vai abrindo o coração ao mesmo tempo que escuta os cochichos ao pé de ouvido de Noah. Entre uma resposta e outra, ela levanta para acalmar o choro de Guy, por causa dos dentinhos que estão nascendo. Sempre com um sorriso no rosto, conta que anda mais caseira do que nunca. “Tenho ficado muito em casa, com os meninos. Curto muito brincar, pular, almoçar e ver desenhos com eles. Somos um belo trio”, diz ela. “Não sei se sou uma mãe nota 10, mas procuro ser. É muito difícil conciliar trabalho, viagem, casa e filhos.” Na vida profissional, a atriz passou recentemente por um episódio triste e complicado. No início do ano, durante uma apresentação do musical Xanadu, ela e o ator Thiago Fragoso sofreram um acidente, quando um cabo se partiu durante uma cena de voo. “Eu não lembro de nada. Parece que apaguei tudo”, conta Danielle. Daquele dia, ela só se recorda do início do espetáculo e de já estar dentro da ambulância, a caminho do hospital, ao lado do amigo e diretor da peça Miguel Falabella. “Só machuquei a boca e tive hematomas. O Thiago se machucou muito mais e precisou até passar por uma cirurgia. Graças a Deus, ele já está bem.” A atriz conta que só se deu conta do que realmente havia acontecido ao ver o filho mais velho ao seu lado. “Quando vi o Noah, comecei a tomar consciência do acidente. Ele estava perto de mim, assustado, quietinho”, lembra Danielle (leia o depoimento completo na pág. 56). O garoto estava no teatro e viu a mãe cair de uma altura de quatro metros. O susto foi grande.

Para acalmar o filho, logo depois do acidente a atriz falava para Noah que não tinha sido nada grave. “Protejo meus filhos acima de tudo.” Além do amor incondicional pelos herdeiros, Danielle anda suspirando pelo seu novo e assumido namorado, o jogador de futebol Amaury Nunes, atacante do San Antonio Scorpions, time do Texas, nos Estados Unidos. “O Amaury é lindo, uma pessoa incrível. Tirei a sorte grande”, declara ela, que conheceu o namorado há dez anos. A irmã do atleta, uma das melhores amigas da atriz, foi o cupido da história. “A primeira vez que o vi, ele tinha uns 19 anos. Como ele foi fazer faculdade fora, jogar no Exterior, a gente nunca mais se viu. Só nos reaproximamos agora, por causa da irmã dele. A vida se encarregou de nos unir”, explica Danielle. Ela e Amaury trocam torpedos o dia todo e se falam pelo Skype. Sempre que tem uma brecha na agenda, a atriz viaja para ver o namorado. “Está tudo ótimo. Acho que estava escrito nas estrelas. Depois de dois casamentos, resolvi dar um tempo e focar no trabalho e nos filhos.”

E assim, quando ela menos esperava, “aconteceu”. A atriz já conheceu a família de Amaury, mas ainda não o apresentou aos filhos. Ela diz que prefere ir com calma nesse sentido. Deixar o tempo se encarregar de escolher o momento certo para um passo que considera tão importante. Mesmo sem gostar muito de pensar no futuro, Danielle já vislumbra os caminhos de Noah e Guy, investindo na confiança e no diálogo. Para ela, liberdade de escolha é fundamental. Foi assim que a atriz aprendeu com a mãe (Nadja), com quem sempre conversou sobre tudo, inclusive assuntos como sexo e drogas. Com a mãe, Danielle diz ter aprendido, também, a acreditar nos próprios sonhos e na capacidade de realizá-los. “Coloquei os meus filhos no mundo. Mas não posso protegê-los de tudo e de todos. Vou estar sempre por perto. Mas eles vão ter de saber se proteger”, destaca. E quando os meninos estiverem em idade de namorar? “Vou aceitar as escolhas deles. Acho horrível uma mãe tiranizar a vida do filho quando ele passa a amar outra mulher”, diz a atriz.


“Sempre fui realizada no trabalho. Com a maternidade, me realizei como mulher. Adoro ser mãe”


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‘‘Tenho ficado muito em casa, com os meninos. Adoro brincar e pular com eles. Somos um belo trio”


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Danielle gosta de dizer que é a favor das relações saudáveis. Com Cássio Reis, pai de Noah, e Jonatas Faro, pai de Guy, o entendimento é total. Durante esta entrevista, por exemplo, tanto Cássio quanto Jonatas telefonaram para saber como os garotos estavam e se poderiam passar no dia seguinte para uma visita. É assim que Danielle gosta. Para ela – e para os pais das crianças –, o bem-estar dos filhos está em primeiro lugar.

• Família unida

• A preocupação de Cássio e Jonatas em visitar os garotos no dia seguinte tinha uma motivação a mais. Naquele dia (quinta-feira, 26), Danielle e os filhos iriam viajar para o Recife, onde ela se apresentaria com o espetáculo Xanadu. O show foi no sábado 28, justamente o dia do aniversário de um 1 ano de Guy. E a mãezona queria todos juntos. “Eles se adoram. Nem cogitei a possibilidade de passar essa data separados. Fiz um bolinho e foi uma farra.” A vida de Danielle é assim: sempre na correria. E a agenda vai ficar ainda mais apertada. No fim de maio, ela começa a gravar o longa Sem Limites, que deve estrear no próximo ano e que conta a vida de presidiários. A atriz será a protagonista, uma detenta perigosa, papel bem diferente de tudo o que ela já fez até hoje. Antes disso, porém – em julho deste ano –, Danielle estará ao lado do ator Leandro Hassum nas telonas, com a comédia Até que a Sorte nos Separe. “Sinto falta de novela. Há quatro anos não faço. Vou fazer um seriado, mas ainda não sei os detalhes”, diz. Nesse momento da entrevista, um pedido de Noah interrompe a conversa. Ele quer um lanche. E lá vai Danielle atender ao pedido do filho. No caminho para a cozinha, ela aproveita para esconder o skate do mais velho, que o caçula cismou em subir para engatinhar. “O Guy é muito moleque. O Noah também é uma criança ativa. Mas meu bebezão é fogo”, conta, aos risos. Ela diz que, diferentemente da maioria das mulheres, sempre sonhou em ter meninos e que nunca se imaginou arrumando laços e presilhas em filhas mulheres. Mas a possibilidade de uma menina entrar na família existe. Danielle afirma que ainda pode ter mais filhos. “Deixo a vida me levar. Ser mãe é uma benção. Se Deus estiver guardando um outro filho para mim, vai ser bem-vindo”, declara. Para ela, sempre existe uma pessoa para somar. “Acredito em amor para a vida toda. Podem me chamar de piegas, mas eu acredito que tenha alguém para caminhar comigo pelo resto da vida”, finaliza a mãezona, com o coração sempre cheio de amor. •

“O Amaury é lindo (sobre o namorado). Tirei a sorte grande” “O SOl sempre vai brilhar nO dia Seguinte” Confira o depoimento emocionado de danielle Winits sobre o acidente que ela sofreu no palco e sua recuperação ao lado dos filhos “O acidente foi um grande susto. Mas, como não me lembro de nada e fui protegida na queda, meu trauma foi mais pós-acidente. Só comecei a ganhar consciência do que tinha acontecido quando vi meu filho, Noah, ao meu lado, assustado, meio quietinho no canto, com a babá. Ele estava presente no espetáculo e viu a queda. A minha ficha caiu quando percebi que meu filho podia ter presenciado uma coisa muito mais grave do que o que realmente tinha acontecido. No início, logo depois do acidente, ele chegou a me perguntar algumas vezes: ‘Mamãe, você não vai mais voar, né?’. E eu respondia: ‘Não foi nada demais filho. Foi só um tombinho. A mamãe está bem’. Busquei, desde o início, não dramatizar, para protegê-lo de medos e inseguranças. Não sei se ele se deu conta da gravidade do acidente. Eu e o Thiago Fragoso caímos no escuro. A nossa babá, a Janaína, protegeu o Noah, não deixou que ele visse a queda até o fim. Na hora, ela teve a presença de espírito de tirá-lo rapidamente do local e levá-lo ao camarim, para ele ver que eu estava bem. A Janaína, que chamamos de Nana, é um anjo em minha vida. Depois do acidente, ela fez uma tatuagem com o meu nome, o do Noah e o do Guy. O Guy, que ainda é muito pequeno, não percebeu as coisas. Mesmo assim, tive cuidado para ele não ver o meu rosto machucado. Eu nunca tinha sofrido um acidente. Até para mim, era uma situação nova. Tive a proteção do meu próprio corpo e do cérebro, que não me deixa lembrar de nada do trauma. Procurei não alimentar esse drama.

Sou assim na vida. Sempre tentei olhar de uma forma mais branda. Acho que é um jeito mais inteligente emocionalmente de enxergar os percalços da vida. Procuro deixar os meus filhos isentos desse tipo de coisa. Eles têm uma vida muito alegre. A gente, que já caminhou e enfrentou certos percalços, vai criando instrumentos para ultrapassar os obstáculos, sem dramatizar. Tudo tem seu lado positivo. Acredito que o Sol sempre vai brilhar no dia seguinte. Eu estou sempre pronta para deixar o Sol entrar. Houve uma experiência positiva nesse acidente. Acho que foi bom eu ter tido esse tipo de visão, ter a boa sensação de voltar ao trabalho depois, de ter terminado esse projeto sem deixá-lo morrer por causa do acidente, saber que o Thiago está bem. E também ter conseguido passar por isso, protegendo meus filhos, ajudandoos a criar confiança, independentemente dos problemas que a gente vive. Não dramatizar foi importante. A gente vai aprendendo a lidar com os fatos, independentemente do tamanho do rombo. Para as coisas tomarem um lugar certo na sua vida, elas precisam ser vividas. Atitudes precisam ser tomadas. Poupar as crianças foi uma delas. Hoje, depois disso tudo, estou muito feliz. Estou vivendo meu primeiro relacionamento depois de um ano difícil. É algo muito especial o que estou vivendo agora. O Amaury (o namorado dela) mora no Texas, joga no time de lá, mas a gente se fala direto. E a maturidade serve para me dar tranquilidade numa relação a distância. A gente tem a serenidade na maturidade e isso é muito bom. É meio óbvia a frase de Nelson Rodrigues, mas é muito verdadeira: “Jovens, envelheçam!”.


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Perfil

“O maiOr inimigO da cozinha brasileira pode ser eu” Na semana em que o D.O.M. é eleito o quarto melhor restaurante do mundo, Alex AtAlA diz que a boa comida não é apenas mérito dele, mas dos ingredientes brasileiros, fala da relação com os filhos e diz que ainda lava o chão da cozinha POR BRUNA NARCIZO fOtOS RAfAel hUpsel / Ag. IstOÉ


• Você é o primeiro chef das Américas a ficar entre os cinco primeiros na lista. Ser o primeiro a fazer qualquer coisa não é tarefa fácil. Qual a maior dificuldade que enfrentou nesses anos? • Alex. Sou um cara obstinado e teimoso. E não paro de bater na mesma tecla: temos de fazer gastronomia brasileira. Fui apresentado no prêmio assim: “Este é o cara que tem a missão de falar sobre o Brasil”. É triste ouvir isso. Por um lado, é uma alegria, mas não sou eu quem tinha de divulgar o Brasil. Precisava ter mais de um brasileiro na lista. Nós somos o País com o maior potencial no mundo para fazer isso. A mídia gastronômica do mundo está esperando isso. E, até agora, não fizemos quase nada. O maior inimigo da cozinha brasileira pode ser eu. Vão dizer: “O Alex é que era bom, o produto não é tão sensacional.” Na verdade, o Alex não é bom. O produto é que é sensacional. As pessoas precisam entender isso. E não estou me diminuindo. • Ruivo, com barba e tatuagens, vestido de doma – a roupa usada pelos chefs – e um tênis verde, Alex Atala chamava mais atenção do que a feira-livre que fecha a rua Barão de Capanema, endereço dos seus dois restaurantes, em São Paulo. Entre gritos de promoção de frutas e verduras na hora da xepa, o chef recebia, na quinta-feira 3, os cumprimentos. Seu restaurante, o D.O.M., chegou à quarta posição entre os 50 melhores restaurantes do mundo, na lista da revista britânica Restaurant, divulgada na segunda-feira 30. Atala diz que pensar que o mérito é todo dele é prejudicial à gastronomia brasileira. “O Alex não é bom. O produto é que é sensacional”, afirma o ex-punk que tinha deixado de fazer tatuagens por causa do trabalho, mas voltou há poucos anos. A última, uma espinha de peixe próxima ao punho direito, foi feita com o filho mais velho, Pedro, de 18 anos. Pai também dos gêmeos Thomas e Joana, de 10 anos, Alex Atala, aos 43, é o maior nome da gastronomia nacional. Mas se recusa a vestir o uniforme de estrela, apesar de gostar da fama. Diz que cozinha não é lugar para quem quer ser famoso e assume os erros com o Dalva e Dito, seu segundo restaurante que, quando aberto em 2009, exatamente dez anos após o D.O.M., foi duramente criticado. E defende uma gastronomia nacional: “Precisava ter mais de um brasileiro na lista”.

• Vivemos um momento, nos últimos seis anos, de glamorização da profissão. • É melhor do que antigamente, quando era considerada subemprego. Quando eu comecei a cozinhar, escutei de várias pessoas que era coisa de veado ou analfabeto. • Essa glamorização não gera uma falsa expectativa para futuros profissionais? • Quem optou por essa profissão para ficar famoso se ferrou. E merece se ferrar. A maioria chega e, depois de um ou dois dias na cozinha, quando percebe que não vai ficar do lado do chef, desiste. Já reclamaram comigo: “Pô, você foi mal-educado com o meu filho.” O moleque joga o rodo no chão e quer que eu seja educado? Ele precisa aprender que, se não souber limpar e manter a higiene da cozinha onde trabalha, da qual ele vai ser chef, também não vai saber mantê-la limpa. • Já lavou muito chão de cozinha? • Lavo até hoje. E faço amarradão, feliz da vida. Faz parte da minha profissão. • Costumamos ter uma relação afetiva com algumas comidas, como uma boa lembrança da cozinha da avó. Considera a comida da sua avó melhor do que a sua? • A gente tem de tentar separar o que é afetividade do que é degustação. Eu tenho uma 9/5/2012

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Perfil

“Quando eu comecei a cozinhar, escutei de várias pessoas que era coisa de veado ou analfabeto” “Até hoje, lavo chão de cozinha. E faço amarradão”


memória de infância de um bolo de fubá que uma tia minha fazia. Lembro quanta emoção eu tinha ao comer aquele bolo. Um tempo atrás, fazia anos que eu não comia o bolo, pedi para ela fazer. Ela fez. Vi que nem é tão gostoso assim. O bolo de fubá não ficou pior. O meu paladar evoluiu. Mas até hoje, quando como algo que me emociona, eu falo: “É tão bom quanto o bolo de fubá da minha tia.” Não quer dizer que seja melhor ou pior, mas tem a ver com a emoção que despertou. • Como você se divide entre dois restaurantes, viagens pelo mundo, um casamento e ainda os três filhos? • Tenho a síndrome do pai ausente, porque eu tenho um filho de 18 anos, que nem vi crescer, e dois filhos de 10, que reclamam minha falta. Quantas vezes, no meio da tarde, sei que eles estão em casa, ou a minha filha me pede para buscá-la na escola, e eu tenho de dizer: “Papai não pode.” Dói. Lógico que dói. • Que comida seus filhos mais gostam que você faça? • Cada filho tem um gosto. O Pedro, que é o mais velho, gosta de um ovo mexido, que eu vou batendo devagarzinho e fica cremoso. Desde criancinha, ele me pede para fazer o ovinho dele. A Joana gosta de churrasco. O Thomas é o mais atrevido dos três. Ele gosta de cabeça de peixe. Ele fala: “Pai, faz um peixe na grelha que eu quero a cabeça”. • O Dalva e Dito quase faliu depois de receber muitas críticas da imprensa. • Eu quase fali. O Dalva e Dito já estava falido. Quem quase faliu fui eu. • Acha que as pessoas criaram muita expectativa? • Não acho. Nós erramos muito. Vou reputar todas as bobagens do Dalva e Dito à minha pessoa e vou reputar todo o sucesso a mim e à minha equipe. No dia em que eles tiveram um bom comando, fizeram as coisas direito. Quando eu deixei a cozinha na mão de um cara ruim, foi ruim. Agora, a escolha da pessoa ruim foi culpa minha. • As pessoas vão ao D.O.M. e querem ver você na cozinha. Como lida com isso? • Quando eu vou a um restaurante de outro chef e ele não está, eu também fico frustrado. Eu entendo isso. • 9/5/2012

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gisele Vitória/ag. istoÉ

Evento

Hebe e Daniella Mercury, inseparáveis e cheias de astral: piadas e gargalhadas no primeiro jantar do feriadão (no detalhe)

sob o sol da baHIa

De Hebe Camargo a Daniella merCury, do vicepresidente miCHel Temer a geralDo alCkmin e mais cinco governadores, o Fórum de Camandatuba agita terras baianas e ainda celebra o amor de emerson FiTTipalDi e rossana, que, após 11 anos juntos e dois filhos, decidem casar este ano, com festa na ilha de Comandatuba POR GISELE VITÓRIA

• O zum-zum-zum em uma certa mesa redonda de 12 lugares talvez fosse o mais intenso do salão decorado com esmero por Cris Ayrosa para 600 convidados vestidos de branco. Hebe Camargo gargalhava com as histórias de Daniella Mercury. Perto delas, Bruna Lombardi e Carlos Alberto Ricelli faziam coro, como os demais companheiros do jantar em homenagem a Jorge Amado, que completaria 100 anos se estivesse vivo. Era noite fresca do sábado 28 na Ilha de Comandatuba, na Bahia, e o primeiro jantar do Fórum empresarial comandado por João Doria Jr. começava. Na mesa, Daniella não perdia o fôlego: “Tenho uma amiga que comentou com outra: ‘Não sei se compro uma tevê de plasma ou de LSD.’ A que ouvia respondeu: ‘Menina, LSD é uma droga!’. E a potencial compradora foi em frente: ‘Também acho, vou comprar a de plasma’.” Hebe só ria, cheia de humor e de joias, em sua primeira viagem após a cirurgia de emergência para retirada de um tumor.


Fotos Thiago arcanjo/Divulgação

Lá vem os noivos Juntos há 11 anos e pais de Emerson, 5 anos, e Vitória, 1 ano e meio, Emerson Fittipaldi e Rossana Fanucchi decidiram se casar oficialmente este ano. Aos 64 anos, o bicampeão de Fórmula 1 adorou o cenário da Ilha de Comandatuba para celebrar o casamento. A data ainda não foi fechada, o casal está decidindo. “Tenho nove filhos, tivemos a ideia agora e temos que ver ainda todos os detalhes, mas aqui é um lugar lindo para casar”, disse Emerson. Rossana, 33 anos, corpo impecável um ano e meio depois do parto de Vitória, brinca com Emerson: “Vamos casar primeiro e depois a gente fala para ela?” 9/5/2012

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gisele Vitória/ag. istoÉ

Evento

“Foi uma emoção chegar aqui e ser tão aplaudida. Tanta gente disse que rezou por mim...”. A reluzente bolsa Chanel pratapurpurina da dama da tevê caiu no chão. “É sua, Hebe?”, alguém perguntou. “Quem mais viria a Comandatuba com uma bolsa assim?”, brincou Helena Caio, anjo da guarda da apresentadora, sócia do restaurante Bela Sintra e mulher do empresário Claudio Pessutti, sobrinho de Hebe. Beijada por todos, reverenciada, ela gritava da mesa e aplaudia cada homenagem. Levantou-se para abraçar a filha de Jorge Amado, Paloma, que representou o escritor baiano. Ao ver Hebe, a primeira-dama baiana Fátima Mendonça, mulher do governador Jaques Wagner, pôs dois dedos na boca e emendou um estridente assovio de fazer inveja a moleques que soltam pipa. “Quero esse assovio para mim!”, devolveu Hebe, que subiu ao palco para ser homenageada em uma das noites. “A vida te ama, Hebe. Não sou o Roberto Carlos, mas adoro você”, disse Sidney Magal ao microfone, quando iniciava seu show. Na chegada, no sábado 28, a apresentadora da Rede TV! desembarcou na hora do almoço na ilha baiana, depois de uma via-crúcis para

Thiago arcanjo/Divulgação

No fim do jogo, Aloizio Mercadante, João Doria Jr., Geraldo Alckmin, Luis Álvaro e Walter Zagari, da Record

A fArrA do SAntoS Junto com uma torcida ilustre, o presidente do Santos, Luis Álvaro Oliveira, assistiu à vitória de 3 a 1 do Santos sobre o São Paulo. Todos à vontade, o governador Geraldo Alckmin, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, João Doria Jr. e o ex-árbitro e comentarista Arnaldo Cesar Coelho saudaram Luis Álvaro quando chegou no início do segundo tempo. “Sou supersticioso. Durante o primeiro tempo, rezei e fiquei recolhido no quarto. Garantidos os dois primeiros gols, desci para assistir com todos”, disse o cartola, exultante com a classificação para a final do campeonato paulista. Mercadante trocou de camisa e vestiu o uniforme do Santos em pleno jogo. Alckmin saboreava um mega picolé no intervalo. Hebe Camargo foi abraçar Paloma Amado. A filha de Jorge Amado e Zélia Gattai recebeu as homenagens ao pai, que este ano completaria 100 anos se estivesse vivo


gisele Vitória/ag. istoÉ

pousar. O avião particular do empresário Wagner Martins, da Embrase, que levou Hebe, não pôde aterrissar em Comandatuba por ordem da segurança da vice-Presidência da República, que preparava naquela tarde a chegada de Michel Temer, também convidado a se hospedar no hotel Transamérica. Hebe então desceu em Ilhéus e, de helicóptero, também não teve autorização para pousar no hotel. Desceu no aeroporto e seguiu de carro até o resort. “Mas estou ótima, não me cansei com a viagem”, sorria ela logo após sua chegada. Almoçou ao lado de Walter Zagari, diretor comercial da Record, e da atriz Angelina Muniz, sua mulher. “Meu sonho é levar a Hebe para a Record. Quem sabe?”, dizia Zagari. Hebe riu, mas desconversou: “Não tem nenhuma conversa, gente”. O encontro lotou Comandatuba de políticos. O governador Geraldo Alckmin era um dos mais assíduos nos eventos do Fórum, que reuniu autoridades no seminário “Que Brasil Queremos”. Nas horas de lazer, Alckmin assistiu ao karaokê comandado por Daniella Mercury, por volta de uma hora da manhã do domingo 29, e bateu ponto no jogo do Santos,

Thiago arcanjo/Divulgação

Marina Mantega no resort

João Doria ganha de Viviane Senna capacete do tricampeão Ayrton Senna. O vice-presidente, Michel Temer, (acima) e o presidente da Câmara, Marco Maia (à esq.)

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Evento

Lu e Geraldo Alckmin (acima) e Carlos Alberto Ricelli e Bruna Lombardi

na tarde do mesmo domingo. Em passagemrelâmpago pela Bahia, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, bem que tentou seguir a recomendação do traje branco no jantar da primeira noite. Foi a duas lojinhas do hotel tentar achar uma camisa branca. Experimentou a da vitrine, mas não fechou. “Estou gordinho”, brincou com a vendedora. Seguiu para o evento com a mesma camisa listrada com que saiu da loja. O anfitrião, o governador da Bahia, Jaques Wagner, dançou com a primeira-dama, Fátima Mendonça, no show de Sidney Magal. Fátima teve seu par de brincos elogiados pelo vice-presidente Michel Temer no primeiro jantar do Fórum. A história de Temer com os brincos de Fátima é antiga. Amigos de longa data, do tempo em que o vice-presidente e Wagner eram deputados, a primeira-dama conta que ele sempre lhe pedia: “Quando for comprar brincos para você, compre pares iguais para minhas filhas”. O show do Chiclete com Banana encerrou com axé o feriado em Comandatuba. No gargarejo, acompanhando Bel Coelho, Marina Mantega não perdia um refrão. Às vésperas de abrir a loja da grife francesa Balmain em São Paulo, a filha do ministro da Fazenda, Guido Mantega, conciliava os últimos detalhes da abertura da loja e entrevistas com empresários para a TV Lide. Viviane Senna também soltou a voz no show, enquanto Daniella Mercury dava palhinha no palco. A festa foi longe porque no dia seguinte, de manhã, era hora de partir. •

Fotos Thiago arcanjo/Divulgação

Homenagem a Hebe Camargo: no palco, Antonio Anastasia, Jaques Wagner, Fátima Mendonça, Geraldo e Lu Alckmin, Hebe, Bia e João Doria, Mario Anseloni, Solange Medina, Edson de Godoy Bueno e Sérgio De Nadai

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Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

MÚSICA •

Zeca Baleiro O músico lança CD de inéditas em que ironiza o poder dos formadores de opinião e diz que acha irritante o papel de juiz dado a Caetano Veloso Mauro Ferreira

“O títulO, O disco do ano, é uma prOvOcaçãO amigável”, diz BaleirO

QuEm fAz SuCESSO hOjE nãO é O ArTiSTA. é O assessor de imprensa”

• Artista polivalente, Zeca Baleiro escreve crônicas na revista IstoÉ, planeja ter um programa de tevê e publica livros. Em sintonia com seu caráter multimídia, o cantor e compositor maranhense, revelado em escala nacional há 15 anos, cogitou lançar seu atual trabalho, O Disco do Ano, na forma de pen drive. Mas acabou convencido pela diretoria da Som Livre a lançar o álbum de maneira mais tradicional. O Disco do Ano ironiza já no título o poder dos formadores de opinião de eleger e cultuar determinados CDs. Na letra de “Mamãe no Face”, a ironia vem em versos como “Mamãe, eu fiz o disco do ano / E até mesmo o Caetano parece que aprovou / Mamãe, eu sigo na minha rota / Veja só o Nelson Motta disse que o disco é show”. Nesta entrevista a Gente, Baleiro explica o conceito do disco e discorre sobre popularidade. • Por que você decidiu batizar o novo trabalho de O Disco do Ano? • O título é uma provocação amigável, amistosa. O que eu critico e ironizo é o poder de eleição que um formador de opinião tem de sentenciar qual o disco do ano. Os seres humanos adoram listas. É divertido mesmo. Agora, quando se trata de uma lista cultural do tipo “esse é o disco do ano”, pode soar como algo irresponsável, porque uma sentença dessas dada num jornal do Rio ou São Paulo repercute no Brasil como verdade absoluta. Vejo muita “comadragem” entre tur-


mas. Ninguém fundamenta suas escolhas. Quem faz sucesso hoje não é o artista. É a assessoria de imprensa do artista. Vejo discos que já chegam às lojas embalados no hype. E, às vezes, são cravadas mentiras históricas nessas sentenças. O disco do (rapper paulista) Emicida é tão bom quanto o disco do Criolo (outro rapper paulista, eleito a sensação da música brasileira em 2011), mas ficou eclipsado pelo hype em torno do Criolo. • Entende que esse questionamento pode ser interpretado como uma mágoa de quem se sente excluído do universo hype? • Eu sei o que me espera (risos). Naturalmente vão dizer que eu estou é com ciúme, que eu me sinto excluído. Eu não me sinto excluído de nada porque, até por uma questão de temperamento, nunca quis fazer parte da turma que tem um assessor de imprensa que faz lobby na mídia. Se a gente critica isso no Congresso Nacional, no Senado, vai aceitar isso na vida cotidiana? Parece uma incoerência. É claro que eu gosto que o meu disco tenha uma crítica elogiosa. Mas não vou fazer lobby para que isso aconteça. Não é do meu temperamento. Eu me sinto ainda no jogo. Um cara com 15 anos de carreira como eu já é considerado semimorto (risos), mas tenho uma produção que alimenta. Só que eu nunca entrei nem vou entrar em nenhum clubinho.

Fotos Gal Oppido/Divulgação

‘‘Se a gente critica isso (o lobby) no Congresso Nacional, no Senado, vai aceitar isso na vida cotidiana? Parece uma incoerência”

• Seus últimos discos saíram por seu selo, Saravá Discos, de forma independente. Este sai pela Som Livre, gravadora associada à TV Globo. Como foi a transição? • Eu estava muito acomodado no meu confortozinho de fazer discos pelo meu selo e pela MZA. Mas já planejava um disco de teor mais pop, mais competitivo. E ia fazê-lo mesmo pelo meu selo. A ideia original era até lançar as músicas num pen drive intitulado O Disco do Ano para fazer um escandalozinho midiático. Aí o Marcello (Toller, gerente artístico da Som Livre) me chamou para uma reunião. Há um tempo ele tinha me chamado para fazer um disco em que eu regravasse meus sucessos. Eu argumentei que ainda não me achava velho o suficiente para fazer um disco revisionista. Mas depois eles me fizeram uma proposta bacana de coprodução para lançar esse CD de inéditas. Achei que era o momento oportuno e assinei o contrato. • Alimenta a expectativa de vender muito? • Não tenho expectativa de grandes vendas. Meus dois últimos discos independentes, Trilhas e Concerto, venderam juntos 24 mil cópias pela Microservice. Não sei quanto pode vender O Disco do Ano. Mas sei que ele estava indo bem no iTunes. Quando fiquei à frente da Adele (cantora inglesa, campeã mundial de vendas com seu álbum 21), minha filha falou:

“Pai, você tá podendo!”. Mas aí, depois, o meu filho, mais sacana, falou: “Pai, você já está atrás da Paula Fernandes” (risos). • na letra de “mamãe no face”, você alude ao fato de o aval de Caetano Veloso, a quem chamou de “comadre linguaruda”, ser necessário para que um disco seja cultuado. Por que paira essa impressão de que Caetano é o juiz da mPB? • Porque ele se coloca sempre no papel de juiz, coisa que o Chico (Buarque), o (Gilberto) Gil e o Milton (Nascimento) nunca fizeram. Talvez por sua própria natureza polemista e controversa, Caetano sempre se coloca publicamente nas questões e, em certa medida, ele tem autoridade para fazer isso. Não questiono a obra do Caetano. Nenhum de nós vai poder igualar a obra dele. O que é questionável é o poder de que ele se imbuiu. Até que ponto ele tem o direito de ungir e abençoar este ou aquele artista? Ele já me incensou, já me esculhambou. Às vezes, acho meio irritante o poder de que ele se investiu. O Nelson (Motta) também. Ele é meio chatinho com essa coisa de “fulano é ótimo”. Caetano é midiático. Mas, em muitos momentos críticos, ele teve a coragem de se manifestar. • Algum projeto para 2013? • Quero ter um programa de TV, nem que seja no YouTube. • 9/5/2012

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Ensaio

Fiorella, uma

aquarela Ela é belíssima e tem carinha de anjo. Mas a atriz FiorElla MatthEis é o tipo de mulher firme e segura. E que fala sobre tudo: “Entre quatro paredes, faça o que você quiser no sexo” POR Samia mazzucco fOtOS e beleza alê de Souza ediçãO de MOda RodRigo gRunfeld e ale dupRat

• Numa folha qualquer se desenha um sol amarelo. E com cinco ou seis curvas é facil enxergar Fiorella. Diante do mar e do horizonte azul numa tarde no Rio de Janeiro, o colorido da atriz-musa cria uma aquarela particular. Sem precisar de mais rimas ou do violão de Toquinho, Fiorella Mattheis é, em si, um acontecimento. Os traços delicados e juvenis de seu rosto podem até camuflar seu gênio determinado. Mas bastam poucos minutos de conversa com a atriz para perceber que por trás dessa moça de 24 anos há uma mulher de muita atitude. Suas respostas seguras para qualquer questão não deixam dúvidas: definitivamente, Fiorella é objetiva. “Meus pais dizem que sou assim desde pequenininha”, diz ela, ao lado da mãe, empresária e fiel escudeira, Sandra, que prontamente sacode a cabeça concordando com a filha. A marca registrada que a acompanha desde a infância está presente em todos os aspectos da sua vida. E inclui, claro, o amor. Tanto que ela não teve dúvidas: com apenas uma semana de relacionamento, foi morar com o ex-judoca e medalhista olímpico Flávio Canto, 13 anos mais velho. A relação já dura um ano e cinco meses. O casal se conheceu no melhor estilo conto de fadas: atravessando a rua a caminho da praia! “Se me dissessem que eu iria encontrar o homem da

minha vida atravessando a rua, eu não levaria a sério”, diz, com um sorriso típico dos apaixonados. “Eu estava chegando, e ele saindo. Foi coisa de filme.” O namoro só começou após ele convidá-la para jantar. De lá para cá, o casal divide o mesmo apartamento na Gávea, no Rio de Janeiro, onde a atriz faz questão de supervisionar os mínimos cuidados com o lar. “Amo casa cheirosa, ventilada, cama arrumada, comprar flores. Odeio bagunça. Sou muito organizada”, conta. Mas se o assunto é cozinha... Fiorella prefere não se arriscar. Encara, apenas, preparar algumas saladas e pratos com peixes, para agradar ao marido. Sim. Marido. Afinal, eles se consideram casados. Mas sonham em oficializar a união, com festança e tudo o mais. Só falta definir a data. E, para coroar a vida a dois, o casal pretende ter filhos. “Tenho vontade de ter quatro. Também acho que seria legal ter gêmeos. Na família do meu pai há gêmeos”, diz ela. “Eu e o Flávio amamos criança. Ele vai ser um paizão.”


Blusa A.Teen, BiquĂ­ni Blue Man


Ensaio


sobre como conheceu o marido, Flávio Canto

Vestido Lilly Sarti, Biquíni Blue Man

‘‘Se me dissessem que eu iria encontrar o homem da minha vida atravessando a rua, eu não acreditaria. Mas foi assim’’


Ensaio

“A sensualidade do casal está nessa troca que é o sexo. É muito mais uma questão de energia, pele, contato” O ex-atleta, que agora trabalha como apresentador de tevê, retribui: “Essa hora vai chegar, não tenho dúvida. E ela vai ser uma mãe maravilhosa”. Enquanto os herdeiros não chegam, Fiorella tem dividido seu tempo entre o amor e a carreira de atriz e apresentadora. Está gravando o piloto de um novo programa que prefere não dar detalhes. E ainda tem a faculdade. Ela se forma no fim deste ano, em jornalismo. Nos intervalos de tantos afazeres, a atriz se dedica aos cuidados com o corpo, mantido à base de uma alimentação rica em verduras e legumes e com pouca carne, além de correr diariamente e jogar tênis duas vezes por semana. O resultado arranca elogios por onde Fiorella passa. Mas ela diz não se achar isso tudo. “Não me acho nada mulherão”, diz, com firmeza na voz. Mas a mãe da atriz interrompe. “Só ela que não acha isso!”, responde, aos risos, ganhando o apoio de Flávio Canto. Não é porque rejeita o rótulo, contudo, que a atriz e apresentadora não se sente poderosa em certas horas. Principalmente, na intimidade. “Entre quatro paredes, faça o que você quiser no sexo. Acho que a sensualidade do casal está muito mais nessa troca que é o sexo. É muito mais uma questão de energia, pele, contato”, filosofa Fiorella. Com a segurança que lhe é tão peculiar. O sol se põe na tarde de cliques deste ensaio fotográfico. E, de novo “roubando” a canção de Toquinho, Fiorella se despede daquela aquarela que, se depender destas páginas, nenhum dia, enfim, descolorirá.•


Camiseta Lilly Sarti, Shorts Iódice Denim

PROduçãO de MOda • Marco Frige e renato telles tRataMentO digital • octavio Duarte agRadeciMentO • Hotel sHeraton leblon

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Estilo Casa • Por Silviane Neno


As alquimias de JOSÉ MARTON

José Marton na sala de seu apartamento, em São Paulo. Acima, o escritório do designer: arte e lembranças. Abaixo, na parede, obra Casal, em bronze, de Monica Piloni

No coração dos Jardins, em São Paulo, o designer e cenógrafo mantém em casa uma das maiores coleções de arte brasileira do País. O acervo é o ponto de partida do décor cheio de personalidade e flertes com o surrealismo REPORTAGEM Júlia Leão FOTOS Marcelo Navarro/Ag.IstoÉ

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Estilo Casa

Sala de estar e jantar, ambientes onde estรก a maior parte das obras da casa


No banheiro, flores e revistas de decoração. O escritório (à dir.) guarda a coleção de Playmobil (no destaque), os quadros de Marilá Dardot e a estante de acrílico

• José Marton é designer, colecionador, empresário e cenógrafo de fôlego (já chegou a produzir 13 desfiles e quatro lounges numa das edições da São Paulo Fashion Week). Nasceu em Cajobi, interior de São Paulo, e saiu pela primeira vez de sua cidade natal aos 17 anos para desbravar a capital. De lá para cá, em menos de três décadas, é considerado o maior colecionador de arte contemporânea brasileira e um dos únicos designers do País a ter um sistema patenteado em seu nome, o Acrílico Listrado – um tipo de material usado para construir peças de design (a inovação rendeu a Marton, em 2006, o iF Design Award, um dos prêmios mais importantes no segmento). Assim como São Paulo conquistou o espírito de Marton, o bairro dos Jardins fez seu coração bater mais forte. “Tenho uma ligação grande com esse quadrilátero. É um lugar onde encontro muita gente que gosta de arquitetura e design, o que deixa as ruas com um ar especial”, diz.

• Colecionador fetichista

• Mais do que uma casa com curadoria, o apartamento onde vive desde 2001 é uma galeria de arte moderna. Colecionador fetichista – “Há obras que eu compro pelo puro prazer de dizer que tenho e outro colecionador não tem” –, Marton possui no ambiente doméstico 40% do seu acervo, que hoje chega a mais de 500 peças. “O problema é que olho uma obra e logo penso que ela fica bem em certo lugar da minha casa. Não resisto e com-

POST-IT ido Canto preferico ambiente da casa o ún O escritório é afetivos te com objetos ar onde misturo

écor Achado de dineira Marilá Dardot Os quadros da

m

Na wish list carioca Cildo Meireles. do A obra Fontes, inha casa. car no hall da m lo co ia er qu u E r realizado Um sonho a se

pro”, diz. “O Roberto Teixeira (curador do Masp – Museu de Arte de São Paulo) disse que minha casa precisa ser exposta por inteiro, desde os móveis até as menores pinturas e instalações”, conta. Do hall de entrada ao quarto do designer, quem visita o apartamento é arrebatado por um impacto estético. Arte em profusão. Nas paredes, nos cantos, no teto. Há também suas assemblages que tratam de alçar objetos do cotidiano ao status de peças de exposição. É o caso do vestido emoldurado arrematado em um leilão. No teto do living, um casco de barco dá as boas-vindas, ao lado de uma escultura de Marcius Galan que remete a uma lápide. “Eva é uma escultura diferente, que as pessoas demoram a assimilar. No começo, pensam que é um aparador e jogam as bolsas em cima. Então explico que ela é uma obra e todo mundo se assusta”, brinca Marton.

“Esse é o risco de um colecionador colocar parte de seu acervo dentro de casa.” Também por ali, uma coleção de 80 peças de animais desenhados em vidro e joias do mobiliário, como as cadeiras de Bauhaus e do designer alemão Mies Van der Rohe. Os armários da cozinha e do banheiro (únicos ambientes reformados) foram desenhados por ele mesmo e construídos com madeira da antiga marcenaria do pai. Na sala de tevê, a tela serve para expor a coleção de videoarte do designer. No escritório, onde Marton passa a maior parte do tempo, 300 bonecos de Playmobil e as relíquias arrematadas ao longo dos anos são os únicos elementos que flertam com outro conceito. No corredor, está exposto o maior xodó do dono da casa: uma imagem da fotógrafa americana Nan Goldin, O Abraço. Um pouco do que ele quer dizer aos que chegam ali. • 9/5/2012

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Ela fala de felicidade em família, da paixão pelo jogador Amaury e de como poupou os filhos do trauma do acidente no teatro

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”Noah, que viu a queda, me perguntava: ‘Mamãe, você não vai mais voar, né?’” dani em sua sala de estar, entre os filhos guy, 1 ano, e noah, 4

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