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Liberdade: Uma breve imersão

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uma breve imersão

LIBERDADE

joan vergés gifra


uma breve imersão A coleção Uma breve imersão é dirigida a todas as pessoas que desejam começar a entender ou se aprofundar em temas atuais sobre ciência, filosofia, humanidades e ciências políticas e sociais. São livros que combinam rigor científico com linguagem acessível a diversos tipos de público.


uma breve imersão

LIBERDADE


SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO Administração Regional no Estado de São Paulo Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Diretor Regional Luiz Deoclecio Massaro Galina Conselho Editorial Carla Bertucci Barbieri Jackson Andrade de Matos Marta Raquel Colabone Ricardo Gentil Rosana Paulo da Cunha Edições Sesc São Paulo Gerente Iã Paulo Ribeiro Gerente Adjunto Francis Manzoni Editorial Clívia Ramiro Assistente: Thiago Lins Produção Gráfica Fabio Pinotti Assistente: Thais Franco


uma breve imersão

LIBERDADE

joan vergés gifra

tradução ellen maria vasconcellos


Título original: Libertad: Una Inmersión Rápida Publicado mediante acordo com a Tibidabo Publishing, Inc. © Tibidabo Publishing, Inc., 2021 © Edições Sesc São Paulo, 2025 Todos os direitos reservados Preparação Flora Manzione Revisão Regina de Sá, Silvana Cobucci Projeto gráfico e capa Estúdio Daó (Giovani Castelucci e Guilherme Vieira) Diagramação Camila Catto

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) G458b Gifra, Joan Vergés. Liberdade / Joan Vergés Gifra ; tradução de Ellen Maria Vasconcellos - São Paulo: Edições Sesc, 2025. 168 p. (Coleção Uma breve imersão) Título original: Libertad. Una immersión rápida ISBN 978-85-9493-370-6 1.Filosofia 2. Liberdade I Gifra, Joan Vergés II. Vasconcellos, Ellen Maria

Ana Cláudia Martins – Bibliotecária CRB-8/8246

Edições Sesc São Paulo Rua Serra da Bocaina, 570 – 11º andar 03174-000 – São Paulo SP Brasil Tel.: 55 11 2607-9400 edicoes@sescsp.org.br sescsp.org.br/edicoes /edicoessescsp

CDD 123.5


nota à edição brasileira A coleção Uma breve imersão é dirigida a todas as pessoas que desejam começar a entender ou se aprofundar em temas atuais sobre ciência, filosofia, humanidades e ciências políticas e sociais. São livros de pequeno porte, que combinam rigor científico com linguagem acessível a diversos tipos de público. Da Grécia Antiga às democracias contemporâneas, a trajetória histórica revela que a liberdade sempre foi tanto um fato quanto um ideal. Debates atuais, como a oposição entre a liberdade ideal e a real, limites da liberdade de expressão e do humor, revelam que ser livre é poder agir e ser reconhecido na própria humanidade, mas envolve o respeito à liberdade do outro. Nesta obra, o autor propõe uma reflexão sobre a liberdade como fato e como ideal, abrangendo conceitos, debates, limites e implicações filosóficas, sociais e políticas que estruturaram a ideia de ser livre. Sobre fato e valor, a discussão abarca questões como o livre-arbítrio e a relação entre liberdade e responsabilidade. No que diz respeito à liberdade como ideal, o livro explora sua dimensão social e política, tecendo uma relação que a conecta com a democracia e as tensões entre o desejo e a lei, o eu e o coletivo. Assim, as Edições Sesc, em atenção a um tema tão caro ao indivíduo e à sociedade, reforçam a concepção de que o lugar da liberdade se situa entre o que criamos a partir de seu ideal e de nossas escolhas. Como reforça o autor, é um desafio permeado de valores fundamentais, como igualdade, solidariedade, justiça e bem-estar. O Sesc acredita na importância do tema e propõe leituras abertas ao livre pensar.


O nomen dulce libertatis! Ó, liberdade, doce palavra! Cícero


sumário 10

introdução

58

A liberdade como fato A liberdade como ideal

158 162 166

epílogo leituras recomendadas sobre o autor

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A liberdade como ideal


A DIMENSÃO SOCIAL DA LIBERDADE Em A revolução dos bichos, de George Orwell, quando chega o momento em que os animais expulsam os fazendeiros, os porcos, que tomam o controle da situação e se atribuem privilégios, ordenam pendurar em um lugar bem visível uma placa que diz: “Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que outros”. A mera enunciação do princípio constitui uma crítica hilária das derivações autoritárias do tipo de comunismo que Orwell quis denunciar em sua fábula política, pois não faz nenhum sentido afirmar que uma pessoa é mais igual que outra – a observação mordaz de Orwell consistia em ressaltar que o autoritarismo é capaz de superar qualquer lógica do senso comum, incluindo a lógica gramatical. Realmente, o conceito de igualdade entre dois elementos precisa pelo menos de dois elementos. Com exceção do princípio da identidade (A=A), não podemos predicar de A a propriedade de “ser igual a outro” sem predicá-la também a “outro”, um B, por exemplo. O ideal ou princípio da igualdade, por conseguinte, pareceria ser “social” em um sentido básico desde o início. Em vez disso, aparentemente não acontece o mesmo com o princípio da liberdade. Se os porcos, em vez de pendurar uma placa com a ideia de igualdade, tivessem colocado uma que dissesse “Todos os animais são livres, mas uns são mais que outros”, a frase teria sido perfeitamente compreensível e gramaticalmente correta. Isso significa que o conceito de liberdade é menos “social” do que o de igualdade? Significa que o conceito de liberdade, em um sentido valorativo, pode ser atribuído a um indivíduo, independentemente da liberdade da qual gozam outros?

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Sobre o autor


Joan Vergés Gifra é professor de Filosofia Moral e Diretor da Cátedra Ferrater Mora de Pensamiento Contemporáneo da Universidade de Girona. Seus interesses de pesquisa giram em torno da filosofia política contemporânea (com ênfase especial em John Rawls), pluralismo, diversidade religiosa e teoria do nacionalismo. Além de diversas traduções de ensaios e numerosos artigos em periódicos acadêmicos e capítulos de livros, publicou as monografias Les esquerdes del liberalisme polític, La nació necessària, Rawls: la justicia es la virtud más importante de una democracia e é editor e coautor de Cons i neocons e The Catalan Process: Self-determination, Secession and Democracy in the 21st Century.

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Fontes

Lineal da Velvetyne e Elza e Silva da BlackLetra

Papéis

Capa em Supremo Alta Alvura 250 g/m² Miolo em Pólen Natural 80 g/m²

Impressão Maistype Data

Dezembro de 2025


Em um breve ensaio intitulado “Fluctuation sur la liberté”, o poeta e filósofo francês Paul Valéry escreveu: “Liberdade: essa é uma daquelas palavras que possuem mais valor do que significado; que cantam mais do que falam; que perguntam mais do que respondem.” De fato, as discussões sobre como devemos conceber a liberdade são quase sempre apaixonadas, complexas e intermináveis. Esta breve imersão destaca a existência de duas abordagens distintas, porém interconectadas, para o conceito de liberdade: como fato (a humanidade é verdadeiramente livre?) e como ideal moral ou político (o que constitui uma vida de liberdade?). Em relação à segunda abordagem, o livro enfatiza particularmente a estreita conexão em geral estabelecida entre o ideal de liberdade e o ideal democrático. Uma conexão que, infelizmente, o atual cenário político coloca em xeque com muita frequência.

ISBN 978-85-9493-370-6


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