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Jazz: uma breve imersão

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uma breve imersão

JAZZ

joel dinerstein


uma breve imersão A coleção Uma breve imersão é dirigida a todas as pessoas que desejam começar a entender ou se aprofundar em temas atuais sobre ciência, filosofia, humanidades e ciências políticas e sociais. São livros que combinam rigor científico com linguagem acessível a diversos tipos de público.


uma breve imersão

JAZZ


SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO Administração Regional no Estado de São Paulo Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Diretor Regional Luiz Deoclecio Massaro Galina Conselho Editorial Carla Bertucci Barbieri Jackson Andrade de Matos Marta Raquel Colabone Ricardo Gentil Rosana Paulo da Cunha Edições Sesc São Paulo Gerente Iã Paulo Ribeiro Gerente Adjunto Francis Manzoni Editorial Clívia Ramiro Assistente: Thiago Lins Produção Gráfica Fabio Pinotti Assistente: Thais Franco


uma breve imersão

JAZZ

joel dinerstein tradução silvana cobucci


Título original: Jazz: Una Inmersión Rápida Publicado mediante acordo com a Tibidabo Publishing, Inc. © Tibidabo Publishing, Inc., 2021 © Joel Dinerstein, 2021 © Edições Sesc São Paulo, 2025 Todos os direitos reservados Preparação Lucas N. Pinto, Vanessa Paulino da Silva Revisão Edgar Costa Silva, Regina de Sá, Thiago Lins Projeto gráfico e capa Estúdio Daó (Giovani Castelucci e Guilherme Vieira) Diagramação Camila Catto

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) D583j Dinerstein, Joel. Jazz / Joel Dinerstein ; tradução de Silvana Cobucci – São Paulo: Edições Sesc, 2025. 232p. (Coleção Uma Breve Imersão) Título original: Jazz: una inmersión rápida ISBN 978-85-9493-359-1 1 Jazz - história. 2 Estados Unidos da América. 3 New Orleans. 4 Chicago. 5 Kansas City. 6 Nova York. 7 Los Angeles. I Cobucci, Silvana. CDD 781.6509 Ana Cláudia Martins – Bibliotecária CRB-8/8246

Edições Sesc São Paulo Rua Serra da Bocaina, 570 – 11º andar 03174-000 – São Paulo SP Brasil Tel.: 55 11 2607-9400 edicoes@sescsp.org.br sescsp.org.br/edicoes /edicoessescsp


nota à edição brasileira A coleção Uma breve imersão é dirigida a todas as pessoas que desejam começar a entender ou se aprofundar em temas atuais sobre ciência, filosofia, humanidades e ciências políticas e sociais. São livros de pequeno porte, que combinam rigor científico com linguagem acessível a diversos tipos de público. O jazz absorveu o espírito e os sons de cada região dos Estados Unidos: nasceu e se desenvolveu em Nova Orleans, refinou-se e organizou-se em Chicago, passou pelo jamming e pelo swing em Kansas City, transformou-se com os inovadores do bebop em Nova York e mais tarde se descontraiu, com o funk em Los Angeles. As cinco principais seções da primeira parte deste volume dão conta dos acontecimentos mais relevantes do jazz nessas cidades específicas. Há uma playlist para cada umas delas e uma análise dos elementos inovadores do jazz em cada época histórica. Já a segunda parte, dedicada aos sons, inclui playlists que ilustram como essa forma de arte funciona. Cada uma delas se concentra num elemento-chave da apresentação de jazz: o groove, o conjunto, o blues, o som e o solo, a beleza do jazz. O jazz é uma história de arte, cultura, raça, liberdade, estética, política, luta e autoexpressão. Ao editar este Jazz, no contexto da coleção Uma breve imersão, o Sesc reafirma suas diretrizes no que tange à educação não formal e ao fomento e a valorização da arte e da cultura.


sumário 8

introdução O jazz está em todos os lugares

CIDADES 24 46 72 100 144

Nova Orleans Chicago Kansas City Nova York Los Angeles

SONS 5 PLAYLISTS 174 182 188 194 202

212 218 226 230

QIJ: a beleza do jazz O groove O conjunto O blues Som e solo epílogo O jazz no mundo, o mundo no jazz glossário leituras recomendadas sobre o autor


JAZZ E LIBERDADE O jazz representa o nascimento de uma forma de arte a partir de um turbilhão de opressão, e essa é uma de suas características mais marcantes. Os músicos de jazz afro-americanos rejeitavam o passado colonial para liderar um projeto de reivindicação de sua cultura e patrimônio. Toni Morrison sempre afirmou que estava “perseguindo os músicos”, e seu romance, Jazz, é um tributo a eles. “Os músicos sempre alimentaram minha imaginação, da mesma forma que qualquer aspecto da literatura”, comentou o autor Ernest Gaines, citando “a sutileza de Lester Young e os sons de choro, evocativos e sempre inquisitivos, de John Coltrane”.

Houve dois anos-chave (1960-1961) no início do movimento pelos direitos civis. Em 1960, o baterista Max Roach e o vocalista de jazz Abbey Lincoln lançaram We Insist!, o primeiro álbum de todos os gêneros musicais a abordar a escravidão. Músicas como “Driva’ Man” e “Freedom Day” evocam a experiência traumática e a emancipação; em seguida, em “All Africa”, Lincoln entoou nomes tribais ancestrais do patrimônio cultural: Bantu, Congo, Dahomey, Yoruba, Zulu. Um ano mais tarde, o John Coltrane Quartet gravou Africa/Brass, um álbum que constrói pontes musicais através da Passagem

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do Meio1. “Africa” é uma imersão de dezesseis minutos em polirritmos, gritos vocalizados e combinações de metais; “Greensleeves”, a canção folclórica inglesa, foi africanizada com o saxofone e a bateria; “Blues Minor” representa a base fundamental da experiência afro-americana; “Song of the Underground Railroad” é uma celebração vigorosa daqueles que conseguiram fugir. No ano seguinte, Oliver Nelson lançou Blues and the Abstract Truth, em que deu máxima liberdade aos seus músicos nos solos, enquanto o título revela a profundidade filosófica das formas musicais afro-americanas. O jazz começou como uma forma artística afro-americana, mas foi adaptado e moldado por músicos de todo o mundo. “Sempre pensei que a música tem origem negra”, disse o guitarrista (branco) Jim Hall, “mas agora é tão minha quanto de qualquer outra pessoa. Não roubei a música de ninguém, apenas contribuo com algo diferente”. O trompetista Rex Stewart afirmou sobre o saxofonista barítono (e branco) Gerry Mulligan: “Ele tem soul, e toca e fala como um homem que gosta da vida e das pessoas. Senti familiaridade com ele desde o início. Quem não sente o que ele transmite deve estar morto”.

1 Etapa do comércio transatlântico de escravizados entre os séculos 16 e 19. Os navios partiam da Europa rumo aos mercados africanos com mercadorias manufaturadas (primeiro lado do triângulo), trocando-as por escravizados com líderes africanos e outros comerciantes na África. Esses escravizados eram transportados através do Atlântico (segundo lado do triângulo) com destino às Américas. Os lucros obtidos com a venda dos escravizados eram utilizados para adquirir produtos como peles, tabaco, açúcar, rum e matérias-primas, que eram enviados de volta para a Europa (terceiro lado do triângulo), completando o ciclo. [N.T.]

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Sobre o autor


Joel Dinerstein é historiador cultural e professor de inglês na Universidade Tulane, em Nova Orleans. É autor de The Origins of Cool in Postwar America, American Cool, Swinging the Machine e Coach: A Story of NY Cool. Foi curador da aclamada exposição American Cool na National Portrait Gallery e já discursou no TED Talks com a palestra Why Cool Matters. Foi consultor de jazz e música popular para a NEH, HBO, para a série Boardwalk Empire, e para a Putumayo Records.

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Fontes

Lineal da Velvetyne e Elza e Silva da BlackLetra

Papéis

Capa em Supremo Alta Alvura 250 g/m² Miolo em Pólen Natural 80 g/m²

Impressão Maistype Data

Dezembro de 2025


O jazz é a base de toda a música norte-americana. Começando como uma revolução rítmica em Nova Orleans, ele se transformou em swing de big band, bebop e rhythm and blues, enquanto suas ideias de groove e improvisação se tornaram parte do soul e do rock e, mais tarde, do funk e do hip-hop. Este livro se concentra no desenvolvimento do estilo nas comunidades afro-americanas de cinco cidades — Nova Orleans, Chicago, Kansas City, Nova York e Los Angeles — por meio de uma combinação de estudos urbanos, contexto histórico e perfis de figuras importantes. É também um guia auditivo: playlists selecionadas iluminam a interação dinâmica entre solo e som, blues e grooves, improvisação e swing de conjunto. Os mestres do jazz ensinaram os músicos do mundo a encontrar suas próprias vozes, bem como a assumir riscos, em conversas dinâmicas com os outros. O jazz é uma história de arte, cultura, raça, liberdade, estética, política, luta e autoexpressão.

ISBN 978-85-9493-359-1


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