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Perfil | Agenda Cultural P Á G 2
Aventura no Papamóvel
Matéria de Capa
Café das Brasileiras
Saloon - Porta de Vai e Vem
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Iniciamos o ano com o projeto de dar vida ao jornal Café & Farofa. A partir do mês de fevereiro de 2023 o teremos na forma impressa Desejamos conectar a comunidade brasileira na África do Sul, que não é grande, mas maior do que muitos imaginam, divulgar a cultura brasileira em suas diversas formas de expressão e divulgar atividades culturais e comerciais dos membros da comunidade
A ideia nasceu por meio do Café das Brasileiras que, há uma década, acontece entre as cidades de Joanesburgo e Pretória. Um pequeno grupo de mulheres, residente em Joanesburgo, promoveu o primeiro encontro para trocar figurinhas, angústias e gargalhadas, ao se sentir em uma cultura estranha,

em um país distinto e diante de uma solidão demolidora. Acreditamos que chegou a hora de registrar os eventos que agitam a comunidade brasileira em Gauteng
Nessa primeira edição, apresentamos o perfil do bailarino Bruno Miranda que estreia, no mês de março, como coreógrafo do ballet clássico Barba Azul Na coluna Saloon –Porta de Vai e Vem, Priscilla Genio faz o caminho de volta para o Brasil A matéria de capa é com a microempresária, e chef de cozinha, Conceição Silva. Para rir e refletir tem o texto 'Aventura no Papamóvel', e para fechar a primeira edição não poderia faltar a galeria de fotos do Café Combo: Copa do Mundo e Natal de 2022 Boa leitura!
O Barba Azul é o personagem principal de um conto infantil sobre um nobre de barba azul, rico e violento Ele se casou várias vezes e suas esposas desapareceram misteriosamente
A procura de uma nova esposa, escolheu a jovem Isaura, que ficou muito triste com os arranjos do seu casamento, porque amava o jovem Arthur e por temer o Barba Azul Arthur conseguiu salvar a mocinha das garras do Barba Azul e seus irmãos permitiram o casamento dos dois
O conto foi escrito pelo francês Charles Perrault e publicado pela primeira vez em 1697. Do espetáculo de balé Barba Azul temos conhecimento somente da montagem The Marius Petipa Society de 1896, em
Saint Petersburg, na Rússia.
O bailarino Bruno Miranda, por falar com paixão sobre o único vídeo disponível nas plataformas digitais, foi convidado pelo diretor da Companhia onde trabalha, a coreografar a parte feliz do conto: o casamento de Isaura e Arthur
A produção conta com a participação de vários brasileiros que trabalham no Joburg Ballet. A primeira bailarina da Companhia, Monike Cristina, será Isaura e o Arthur será vivido por três solistas, Ruan Galdino, Armando Barros e Ivan Domiciano. O espetáculo será apresentado ao público de 17 a 26 de março, abrindo a temporada de 2023, no Joburg Theatre, em Joanesburgo




É bailarino do Joburg Ballet. Tem 31 anos, nasceu em Joinville, cidade brasileira onde o balé russo, Bolshoi, tem escola Ingressou na escola do Bolshoi com nove anos de idade Ao se formar, passou a fazer parte da Companhia profissional Em busca de novos voos, foi morar no Rio de Janeiro e trabalhar na companhia da renomada coreógrafa Deborah Colker, com quem teve oportunidade de viajar pelo Brasil e fazer suas primeiras viagens internacionais
O que? Datas e Horários:
Espetáculo de Ballet e Dança Contemporânea, 'Dialogues' apresentado pelo Joburg Ballet
Sexta-feira, 17 de março, às 18h30
Sábado, 18 de março às 15h00
Domingo, 19 de março às 15h00
Quarta-feira, 22 de março, às 11h00
Sexta-feira 24 de março às 18h30
Sábado 25 de março às 15h00
Sábado 26 de março às 18h30
Domingo 26 de março às 15h00
Preços padrão dos ingressos:
R475, R410, R375, R275, R200 (aplicável a todas as apresentações, exceto quarta-feira, 22 de março, para a qual todos os ingressos custam R100)
Descontos: Onde?
Friends if the Ballet 35%; Pensionistas 15%; Grupos de 10+ 10%; Crianças de 4 a 7 anos 50%
Joburg Theatre, Braamfontein (GPS -26 191316, 28 038519)
Pontos de compra:
Na bilheteria do Joburg Theatre ou no telefone 0861 670 670, ou online pelo site Webtickets As reservas também podem ser realizadas por meio do aplicativo Nedbank ou nas lojas Pick n Pay.
Viu nova chance na Companhia Sesc de Dança de Belo Horizonte, onde conheceu e trabalhou com coreógrafos nacionais e internacionais Se aprimorou em diferentes técnicas clássicas, contemporâneas e também se descobriu coreógrafo Desde 2017, faz parte do corpo de baile do Joburg Ballet, onde interpreta papéis principais e solos em espetáculos clássicos e contemporâneos da Companhia Além de dançarino, é professor, produtor e coreógrafo

Sabe aquele dia em que você está se sentindo o cocô do cavalo do bandido? O dia em que um mundo de problemas pesa sobre sua cabeça e você não enxerga veredas que levem a uma solução? O dia em que, parece, os astros se alinharam contra você? Pois me encontrava exatamente assim, dormindo e acordando pensando como desatar todos os nós do mundo Das guerras entre povos às guerras entre familiares; das desavenças entre amigos às desavenças entre irmãos; das birras entre crianças ao bullying entre adolescentes. Foi num dia em que estava completamente atordoada, desorientada, desordenada, confusa e com todas as linhas da cabeça cruzadas que, ao ser vencida pela exaustão da frustração e do estresse, finalmente tirei um cochilo, tive um sonho curioso, inusitado, inesperado e extremamente exótico
Sonhei que estava em um encontro impensável, improvável e impagável com o Papa Francisco, em seu Papamóvel. O carro de Sua Santidade, fugindo do modelo que normalmente aparece na televisão, se apresentava no estilo de trio elétrico nordestino Ah, esse meu eterno gosto por alegria e celebração! A conferência era no pódio e nas alturas desse Papa Elétrico Não descobri se era no carnaval de Salvador, no Carnatal de Natal, na Micareta de João Pessoa ou em alguma outra cidade brasileira que utiliza o sonoro transporte, em ocasiões especiais Não deu pra ver porque não me concentrei no trajeto do carro e seu cortejo. O cenário do passeio não tinha a menor importância, pois tinha olhos somente para a figura imponente, distinta e ereta de Fantico. Intimamente ousava chamá-lo assim
Encontrava-me sentada no chão do topo do trio elétrico, entre músicos, instrumentos, familiares e Sua Santidade Francisco se encontrava a meio metro de distância, separado dos presentes por um estreito de água, que tinha a função de evitar que algum membro da caravana, pra lá de VIP, se jogasse nos braços do velhinho e amassasse sua impecável batina branca ou mesmo que algum beijoqueiro maluco avançasse o sinal e pegasse o seu gorro, igualmente branco, para selar um beijo estalado no cocuruto papal
Via-me sentada no apertado espaço, de frente para o santo homem, com as longas pernas esticadas em sua direção, cobertas até onde a saia podia cobrir
Estava tão próxima que escutava os intervalos de sua respiração. Tentando me acomodar, espremida pelos músicos e pelo desconforto do modelito, ouvi a mana mãe ralhando: - Cobre essas pernas, menina! Querendo me comunicar com o Papa e me sentindo fora dos padrões castos, olhei pra ele pedindo socorro e vi um rosto doce de olhar sorridente, fixo nas minhas desconfortáveis pernas, como quem dizia: - Que lindas! Meu Deus, eu não tinha mãos suficientes para tapar meus extensos membros inferiores. Ele continuava a olhar, como quem admirava um objeto bonito Pensei na minha idade e lembrei-me do grupo musical As Frenéticas cantando Fonte da Juventude “ as pernas que um dia abalaram Paris, hoje são dois abacaxis...” Andava em crise com as minhas, mas resolvi considerar o que via e divaguei: - Levando em consideração a idade de Francisco, pra ele, sou uma gata e as pernas que um dia abalaram a Praia dos Artistas, em Natal, o Sol de Ipanema, no Rio, e o Vondelpark, em Amsterdã, a essa altura do campeonato, estão chamando a atenção de Roma! Esses pensamentos navegavam no trânsito do meu cérebro, quando a Sua Santidade, me olhou nos olhos e disse:Diga aí, Xará! Vixe! Tomei um susto danado, olhei até pra trás, para ver a quem ele se dirigia. Saquei que a Xará, era eu mesma Caraca! Como ele sabe meu nome? Claro, o grupo era seleto, tinha passado pela máquina de raios X e todos tinham crachás de identificação Achei muito simpático ele se dar ao trabalho de ler os nomes dos participantes e certamente me escolheu por ser seu feminino E admirei a sua capacidade de falar, mesmo que frases simples, a língua das terras visitadas Ele não só tinha se referido a mim em português, mas em nordestinês! Ele se mostrava simples, afável e acessível Comecei a imaginar que teria chances de falar.
- O que lhe aflige, Chiquinha? Dirigiu-se mais uma vez a mim, carinhosamente Desejava falar do que me apertava o peito, mas não sabia exatamente por onde começar, e ao mesmo tempo pensava no turbilhão de problemas do mundo, muito maiores do que os meus, que de repente encolheram, ficaram pequenos e insignificantes. Como iria ocupar o Santo homem com picuinhas caseiras, com desentendimentos periféricos, com desavenças fáceis de consertar?

Olhei para ele aceitando seu sorriso, me despindo dos rancores, jogando fora as mágoas, queimando as invejas e me desfazendo dos ciúmes. Me senti tão leve que esqueci as aflições Não tinha nada pra confessar, reclamar ou pedir Queria somente estar. Viver o encontro, que nunca fora planejado Sorver todos os sorrisos, olhares, gestos e palavras de Sua Santidade.
Vendo-me muda e sabendo do pouco tempo que tínhamos, tomou a iniciativa, novamente: - Conhece a Oração de São Francisco? Oxê, se conheço! Falei achando que além da imponência de sua figura e do peso do seu cargo, ele ainda sabia ler pensamentos Tinha um adivinhão em algum dos bolsos de sua veste religiosa, porque fazia dias que eu ouvia a dita oração, na versão cantada por Maria Betânia. E como uma criança inflando o peito, tomei coragem e atravessei a pequena distância que nos separava. Acho que andei sobre água, pois não lembro de ter nadado ou molhado as sandálias Peguei meu Ipod, tirei os fones de ouvidos, coloquei um no ouvido dele e outro no meu e liguei o botão Como dois adolescentes curtindo um som maneiro, ficamos ouvindo a interpretação magistral da cantora baiana Ele não conhecia a poesia musicada e gostou demais. Adorou! Acreditem, me pediu uma cópia! Respondi que seria um imenso prazer, que iria levar o presente no Vaticano. Ao mesmo tempo pensava: - Primeiro vou falar com a Beta Essa gravação é antiga e não existe mais no mercado. Não posso fazer uma cópia pirata para o Papa! Cruz, credo! Acho que me animei demais, aumentei o volume da música e acordei soltando a voz em alto brado “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz!” Passado o sobressalto, tento decifrar o sonho Vivemos armados como se estivéssemos diariamente lutando em campos de batalhas Hoje me desarmo e de peito aberto quero consolar, compreender e amar os meus semelhantes, mais do que ser amada, consolada e compreendida Por que, como diz a oração, é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado Essa foi a minha aventura no Papamóvel, ou melhor, no Papa Elétrico.
Maria da Conceição Lima da Silva tem 51 anos, há 13 anos trocou Natal por Joanesburgo Deixou no Brasil seis filhos, 13 netos, a mãe, amigos e outros parentes para ser missionária evangélica na Cidade do Ouro
O trabalho de missionária foi cheio de revés, mas, em compensação, criou uma microempresa de comida, tem uma vida digna e ajuda sua família no Brasil
A Sabores Gastronomy é uma microempresa dirigida pela exmissionária evangélica e Chef Conceição da Silva A empresa presta serviços de catering para todas as ocasiões, é especializada em comida brasileira, mas também se aventura no cardápio internacional
Criada em 2013, a Sabores realiza eventos de pequeno e médio portes, tem entre

Conceição sempre foi parte da comunidade da igreja evangélica, do seu bairro na Zona Norte de Natal, conhecida somente como Igreja Local Ela organizava os eventos da igreja, preparava a comida e evangelizava Assim, soube das atividades da igrejamissões - em outros países, e começou a pensar em sair do Brasil, em busca de uma vida melhor
Em 2008, saiu de Natal, pela primeira vez, para participar de uma conferência, em São Paulo E soube que a congregação estava precisando de um (a) chef de cozinha em Joanesburgo.
Procurou os organizadores e foi para a entrevista Diante da pergunta: “Você fala inglês?” Respondeu: “Falo mal português!” O entrevistador falou que tinha outro candidato a chef que falava inglês Iria avaliar e daria a resposta no último dia da conferência Ela não sabe exatamente o que aconteceu, mas foi a escolhida e pegou a oportunidade com mãos firmes
O trabalho era tomar conta do Centro de Aperfeiçoamento para Pregação do Evangelho, CEAPE, em Joanesburgo Sem falar inglês, se tornou uma espécie de faz tudo: faxineira, cozinheira e governanta do centro.
seus clientes as embaixadas do Brasil, do México, da Argentina e da Holanda, em Pretória, faz uma média de seis eventos por mês, além do serviço de pronta entrega
A empresa está em processo de aprimoramento e expansão, mas a sua diretora brinca: “Imagina, de empregada doméstica no Brasil, passei a ter a minha pequena equipe!”
IMAGINA, DE EMPREGADA DOMÉSTICA NO BRASIL, PASSEI A TER A MINHA PEQUENA EQUIPE!


Estudou pouco, trabalhou muito, teve filhos muito jovem e quase nenhuma ajuda dos companheiros O emprego mais constante foi o de empregada doméstica Para completar o salário, fazia catering, sua paixão
Como na maioria dos países, é complicado conseguir visto de trabalho na África do Sul. Conceição viveu o seu primeiro ano em Joanesburgo com visto de turista, que renovava a cada três meses. Dessa forma, acabou visitando Botsuana, Moçambique e Suazilândia. Depois de alguns anos, conseguiu permissão para trabalhar, mas tem que renovar a cada três anos
Após um ano em Joanesburgo, foi à Natal, em missão. Três meses depois, voltou para o CEAPE, em Joanesburgo, mas as condições continuavam precárias E em 2010, a igreja mandoua de volta para o Brasil Sem opção, foi, no entanto, ficou somente seis meses entre os seus Já não conseguia viver em Natal, trabalhando como faxineira Na terceira tentativa em Joanesburgo, não procurou mais a Igreja, até porque, esta havia implodido com desavenças entre os irmãos do Brasil e da África do Sul “Vim somente com a coragem e a certeza de que tinha alguma chance no país Por isso insisti Eu sentia que podia mudar a minha vida e a da minha família
O primeiro trabalho na África do Sul foi em uma fábrica de salgados de propriedade de um português “Fui fazer e ensinar o que temos de melhor com relação aos nossos salgados” Em seguida, uma colega, portuguesa, propôs abrir um negócio de comida, Conceição topou Mas, percebeu que fazia tudo e ganhava uma miséria “Foi daí, que comecei a trabalhar para mim Aos pouquinhos Consegui fazer um trabalho para a Embaixada do Brasil,

em Pretória, e comecei a frequentar o grupo das brasileiras na África do Sul. Assim, as pessoas foram me chamando e foi aí que surgiu o “Lar das Delícias” que hoje é “Sabores Gastronomy.”
Conceição é crítica ao trabalho missionário, porque, na grande maioria, os candidatos não sabem exatamente o que os espera E no país estrangeiro, se deparam com problemas básicos “As pessoas hoje ganham dinheiro através da palavra de Deus Acho isso o cúmulo do absurdo! Fazer outras pessoas passarem por dificuldades desnecessárias e depois as abandonar!? Não concordo com isso. Mas, a minha fé continua maior do que antes, porque se não fosse Deus, eu não estaria na África do Sul e nem teria o que tenho. Tenho orgulho de não trabalhar mais nas casas dos outros. Hoje tenho a minha pequena empresa e pessoas que trabalham pra mim ”

APESAR DAS DIFICULDADES, DA SOLIDÃO E DA SAUDADE DA FAMÍLIA, VALE A PENA MORAR AQUI E LUTAR PELA MINHA PEQUENA EMPRESA. CONSEGUI UM ESPAÇO, SOU RESPEITADA PELO MEU TRABALHO E PELA QUALIDADE DE VIDA QUE TENHO AQUI, E QUE NÃO TERIA NO MEU PAÍS.
A anfitriã do último Café do ano de 2022 foi a escritora e jornalista Kinha Costa O tema foi o Combo: Copa do Mundo e Natal. Sobre a Copa do Mundo no Catar, no dia do nosso encontro o Brasil já tinha sido mandado embora pela Croácia, mas como a gente gosta de festa e a Copa ainda não tinha acabado, continuamos festejando o esporte mais popular do planeta E o Natal sempre iremos celebrar, porque quando o final do ano se aproxima, bate um clima geral de reflexão
O evento foi bem concorrido, apesar de muita gente já ter saído em férias e de o dia ter sido frio e chuvoso Muitas comidinhas e bebidas. A nossa Chef Conceição Silva trouxe seus quitutes, as convidadas completaram com saladas, frutas e doces. A Ângela Macedo se encarregou da música e fez uma lista bem ao gosto da anfitriã Kika Ermel, como sempre na organização e sendo a

Teve amigo secreto hilário e arrecadação de alimentos, não perecíveis, para cestas básicas para senhoras carentes que trabalham com idosos E contamos com o convidado pra lá de especial Gabriel Fernandes, bailarino do Joburg Ballet
Kinha Costa é jornalista e escritora, vive fora do Brasil desde 1989. Morou 10 anos na Holanda, um ano nas Filipinas e desde 1999, mora na África do Sul – entre Durban e Joanesburgo. É casada com Bill Langenbach, um holandês que gosta de música, em especial, brasileira. Tem duas filhas, três netos e cinco filhotes - livros publicados Gosta de carnaval, samba, frevo, maracatu e muito mais. Aprecia um bom vinho, acredita que “a alegria é revolucionária” e tem como mote para a vida: life’s too short to drink bad wine


Há uma década, um pequeno grupo de mulheres residentes nas cidades de Joanesburgo e Pretória promoveu um primeiro Café para trocar ideias, informação e experiências da vida de expatriada. Muita coisa mudou nesses 10 anos Muitas famílias se foram e muitas outras chegaram A comunidade brasileira cresceu, continua bastante móvel e os encontros mensais têm acontecido religiosamente e cada vez mais organizados.









BELINHA, PRISCILLA, NEILA E MADALENA

CONCEIÇÃO E ANGELA
REFEIÇÕES
Sabores Gastronomy
Desde 2008 produzindo delícias brasileiras sob encomenda para festas e eventos



LUCIANA, DÉBORA E KIKA CAROL E ANGELA


MADALENA E PRISCILLA BRUNA E CAROL
CONTATO
@saboresgastronomy
Chef Conceição Silva - 079 600 8019

EVENTOS | EMPRESAS | PRODUTOS | SERVIÇOS
Divulgue sua marca, produto ou serviço em diferentes formatos e alta visibilidade na comunidade brasileira na África do Sul
A equipe do Café & Farofa está pronta para realizar um atendimento consultivo e personalizado para cada projeto de divulgação e experiência entre marca e consumidor
CONSULTE VALORES ARMANDO BARROS | +27 079 600 8019
P O R K I N H A C O S T A
A comunidade brasileira na África do Sul é bastante movimentada Sempre tem famílias chegando e outras indo embora. Inaugurando a coluna SALOON - Porta de Vai e VemPriscilla Genio, uma paulistana que viveu um pouco mais de dois anos como expatriada, em Joanesburgo, fala da sua experiência.
PRISCILLA GENIO
É engenheira de alimentos, fez também gastronomia e mais de vinte cursos: de bijuteria a corte e costura, de croché a tricô, de personal organize a marcenaria Nunca entendeu a sua necessidade de estar sempre aprendendo alguma coisa. Quando chegou à África do Sul, para uma temporada de quatro anos, entendeu tudo. “Entendi que estava doula de despertar e que o meu trabalho era servir, apoiar, encorajar e dar suporte às pessoas que me procuravam”
AGÊNCIA DE TURISMO
Paulistana, se mudou ainda adolescente para Atibaia, onde conheceu o santista seu marido, casaram-se e viveram no conforto da proximidade da parentada, até que surgiu uma oportunidade de mudar para a cidade de Sorocaba, em São Paulo Foi quando percebeu o que é “sair da zona de conforto” Foi na necessidade de encontrar escolas para as crianças, achar o supermercado, encontrar médico, restaurante, enfim descobrir a nova cidade, que descobriu uma sensação gostosa de perceber as suas pernas cada dia mais longas. Ao mesmo tempo que, muitas vezes, sentia muita insegurança
Somente quando se viu na Cidade do Ouro, percebeu o quanto foi bom ter vivido a experiência de mudar de cidade no Brasil. Chegou à cidade de Joanesburgo com consciência de que quem mais iria sentir a mudança seria ela própria. O marido iria entrar na rotina de trabalho e as crianças também Quem teria de procurar amigos, descobrir afetos, criar trabalhos para substituir a impossibilidade de trabalhar, seria ela No condomínio onde morava, descobriu mais de 100 famílias de diferentes nacionalidades Pessoas diversas na maneira de se vestir, nos tipos físicos, na relação com os filhos, com os mais velhos, na maneira de comer “Essas diferenças me encantaram Abriram a minha mente para entender melhor o próximo”

CONTATO
Kika Ermel - 072 390 2232 kika@escapades.co.za
João Freitas - 083 229 1182 escapades@worldonline co za
“Sempre levo um pouquinho de cada pessoa que passa pela minha vida. Cada pessoa tem impacto diferente Quando somos verdadeiros, não temos receios de impactar a vida dos outros. Muitas vezes não é sobre o que fazemos, mas como as pessoas recebem o que fazemos. É isso que temos que trabalhar É sobre isso que estou escrevendo meu próximo livro, sobre comunicação assertiva: eu controlo o meio onde estou e não é o meio que me controla, precisamos estar e nos sentirmos bem, não importa onde ou com quem”

Somos uma operadora local e agência de viagens internacionais, especializada em formatar viagens sob medida em todo o sul da África, baseada em Joanesburgo Com 25 anos de experiência, buscamos oferecer aos nossos clientes a segurança e tranquilidade de estarem viajando com a curadoria de verdadeiros anfitriões locais Gostamos de vender o roteiro de maneira global, incluindo a acomodação em conjunto com os nossos serviços - transfers e tours - sempre realizados de forma privativa O fato de sermos guias sulafricanos, que falamos português e espanhol, com experiência no mercado latino, acaba por ampliar a nossa visão sobre a imensa diversidade cultura desse continente Nosso objetivo é oferecer um embarque numa jornada autêntica, relaxante e com propósito!
VIVI EXPERIÊNCIAS INCRÍVEIS (NA ÁFRICA DO SUL) QUE FARÃO PARTE DA MINHA VIDA E CONHECI PESSOAS QUE ESTARÃO SEMPRE COMIGO HOJE NÃO EXISTE DISTÂNCIA PARA AMIZADES VERDADEIRAS

FÁTIMA SARAIVA Revisora armandobarrosprojetos@gmailcom kinhacosta@hotmailcom