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Oi, pessoal!
Atravessamos o inverno, que foi frio pra caramba! Mas, a primavera com suas cores e cheiros, chegou trazendo boas alvíssaras e ventos novos É hora de curtir as flores, cactos, suculentas e plantas em geral Se despir dos casacos, sapatos fechados, andar descalço e, para os mais corajosos, até pular na piscina
Neste número, na matéria de capa, apresentamos o microempresário, artista e humanista, Marcos Vinícius de Oliveira Ele é criador da empresa de entretenimento Happy Times e atende a clientes privados e a pequenas empresas, em Joanesburgo e arredores
Em Perfil, trazemos o advogado e piloto sulafricano, Emile Myburgh, que celebrará 25 anos de trabalho em parceria com o Brasil. O advogado tem escritório em Joanesburgo e em São Paulo e trata do direito familiar, vistos e residência, inventário e herança, direito de sociedade comercial, direito de aviação etc.
Na coluna Papo de Negócios, a conversa é sobre testamento, como fazer e o que diz o Código Civil brasileiro.
Tem ainda uma entrevista com a Master Coach Angela Paraíso.
Na coluna Impressões, a autora reflete sobre vantagens e desvantagens de viver na Holanda ou na África do Sul
O jornal deseja a todos os leitores e apoiadores uma primavera gostosa e uma excelente leitura!


Os Advogados associados Emile Myburgh e Veronica di Monaco falam sobre como fazer um testamento
O correspondente Vinícius Assis entrevista o advogado, piloto e colaborador desta revista Emile Myburgh
Happy Times, microempresa dirigida pelo brasileiro Marcos Vinícius de Oliveira
Reflexão sobre viver em Joanesburgo ou em Amsterdã
Fotos do evento brasileiro em Gauteng 10


COLABORADORES
Ana Terra Skosana Carlos Duba
Débora Duarte
Emile Myburgh
Veronica di Monaco Vinícius Assis
em@emilemyburgh com - Joanesburgo


vdm@emilemyburgh com - São Paulo
O número de testamentos cresceu 35,5% entre o período de 2012 e 2022 Essa tendência, inicialmente impulsionada pela pandemia e pela consequente mudança na forma como os brasileiros encararam a morte, tem se mostrado duradoura
Apesar desse aumento, se compararmos o número de novos testamentos registrados por ano com o número de óbitos, veremos que esse instituto jurídico ainda é pouco utilizado no Brasil Por exemplo, em 2022, mais de 36 mil novos testamentos foram registrados para cerca de 1,5 milhões de óbitos. Esse artigo tem como objetivo contribuir através do compartilhamento de informações sobre o que é e como funciona o testamento segundo a lei brasileira
1) O que é o testamento e quem pode fazer?
O testamento é um registro que manifesta a última vontade do testador (a pessoa que faz o testamento) Usualmente ele é utilizado para determinar a distribuição do patrimônio do testador após a sua morte, mas também pode servir para outros fins, como para a determinação de tutor legal para a guarda dos filhos menores, se necessário
O testamento pode ser feito por qualquer pessoa capaz, desde que tenha o necessário discernimento no momento da sua realização Importante também destacar que o art 1 863 do Código Civil veda a realização de testamentos conjuntivos, que são os realizados por duas ou mais pessoas em conjunto, ou seja, na mesma escritura, ou no mesmo ato
2) Com o testamento posso distribuir todos os meus bens como quiser?
O Código Civil brasileiro prevê que pelo menos 50% dos bens do falecido devem ser distribuídos aos “herdeiros necessários” que são os descendentes (filhos e netos), ascendentes (pais e avós) e o cônjuge Sobre o restante, ou em caso de inexistência de herdeiros, o testador poderá escolher livremente para quem ficará o seu patrimônio
A redação do anteprojeto de reforma do Código Civil, entregue para análise do Senado em abril deste ano, no entanto, prevê a exclusão do cônjuge como herdeiro necessário Se aprovado sem alterações, isso significará que em caso de falecimento de um dos cônjuges, o sobrevivente terá direito a apenas a sua meação (patrimônio que teria direito com base no regime de bens adotado no casamento) Assim, o cônjuge não será mais herdeiro caso o falecido tenha deixado ascendentes ou descendentes vivos, salvo se assim determinado por testamento
Vejamos um exemplo prático dessa mudança: Paulo casou-se com Mariana em regime de separação total de bens Mariana antes de se casar já era mãe de Gabriela, fruto de um relacionamento anterior, e era dona de um imóvel comercial deixado pelos seus pais falecidos Um ano depois, Mariana sofre um acidente de trânsito e vem a óbito
Nesse exemplo, de acordo com o atual Código Civil, independente do regime de bens adotado, Gabriela terá direito a 50% do imóvel de sua mãe, e Paulo ficará com os demais 50% Já com a nova redação, a filha Gabriela herdaria o imóvel comercial na sua totalidade
3) Quais são as principais modalidades?
As principais modalidades testamentárias são: o público, o cerrado (ou fechado) e o particular Cada uma possui uma formalidade específica que precisa ser observada para garantir a sua validade
O testamento público é feito e registrado perante o cartório de notas na presença do tabelião e duas testemunhas O testamento fechado, segue o mesmo rito do público, porém nem o tabelião nem as testemunhas ficam cientes do conteúdo do documento, que só é revelado depois da morte Momento em que envelope que foi costurado e lacrado com cera e o carimbo do cartório é aberto pelo juiz na presença dos herdeiros Por fim, o testamento particular é feito pelo próprio testador na presença de três testemunhas
As testemunhas não podem estar entre os herdeiros ou pessoas que se beneficiarão recebendo uma parcela dos bens do testador Uma curiosidade é que, ao contrário do que o nome possa sugerir, o cartório tem o dever de manter o conteúdo do testamento público em sigilo O sigilo é determinado por lei e visa evitar conflitos e garantir o exercício do direito do testador de mudar de ideia e alterar o documento.
Geralmente, o recomendado é o testamento público, em virtude da segurança, pois o cartório é responsável pela guarda do documento Para brasileiros no exterior há consulados que realizam testamentos públicos
4) Preciso fazer inventário quando há testamento?
O inventário é o processo de levantamento de bens e dívidas deixados pelo falecido e a posterior efetivação da sua partilha entre os herdeiros Dessa forma o testamento não afasta a necessidade do inventário judicial
Por fim, embora não seja uma determinação legal, sempre é aconselhado que os testamentos sejam feitos sob orientação jurídica P



POR VINÍCIUS ASSIS

Arquicopessoal-Advogado
O Amapá foi o décimo oitavo estado brasileiro explorado pelo sul-africano Emile Myburgh, em janeiro, em uma das inúmeras viagens que fez ao Brasil nos últimos 25 anos A relação dele com o país de Heitor Villa-Lobos começou quando o advogado, apaixonado por música clássica, então com 28 anos, decidiu cruzar o Atlântico e se aventurar trabalhando em um escritório em São Paulo Ele sequer falava português, mas o idioma hoje é usado no dia a dia da família, em Joanesburgo Emile é casado com a brasileira Dalva Azevedo e o casal tem uma filha, Verônica
Depois de dois anos vivendo em São Paulo, Emile voltou para a África do Sul e se surpreendeu com a receptividade do meio jurídico no país dele. “Eu me deparei com um país que não valorizou a experiência que eu tive no Brasil. Fui humilhado por escritórios de advocacia sul-africanos onde fui fazer entrevistas.”
Eles não entendiam os motivos que me levaram ao Brasil em vez de ter ido para a Europa, lembra Emile. Sem arrependimento algum da escolha que fez, se viu forçado a trabalhar sozinho e acabou abrindo o próprio
escritório, o primeiro no país focado na relação dos dois países. Além da embaixada e do consulado-geral do Brasil na África do Sul, Emile já atendeu praticamente todas grandes empresas brasileiras que focam no mercado sul-africano, assim como muitos brasileiros que precisaram de alguém que defendesse seus interesses diante da Justiça na África do Sul
Além do Brasil, a aviação e a música clássica também são paixões do sulafricano, que é piloto e não raras vezes sobrevoa cidades do país dele, mas sonha em observar a costa brasileira do alto, pilotando “Acho que o Brasil, em muitos aspectos, é muito melhor para estrangeiros do que a África do Sul,” ressaltou, enfatizando que tem muita coisa boa no país onde a esposa dele nasceu Ele repete isso com a propriedade de quem há 25 anos transita entre os dois países e sabe das dificuldades, grandes oportunidades de negócios e pequenas riquezas do dia a dia
“Em qualquer bairro de São Paulo, seja um bairro nobre como Jardins, seja na Zona Leste, você pode ter uma vida que você não tem aqui na África do Sul Você pode sair e caminhar para a padaria para tomar um café ou comprar pão

Arquivopessoal-Piloto
Isso não tem aqui A liberdade, a espontaneidade que existe no Brasil eu nunca vi igual em nenhum país europeu, por exemplo Sei que tem muitos desafios lá, mas se pode ter uma qualidade de vida que só o Brasil oferece,” avaliou o sul-africano que, definitivamente, se tornou brasileiro de coração.
A liberdade, a espontaneidade que existe no Brasil eu nunca vi igual em nenhum país europeu

Ciente dos desafios existentes nos dois países, é no Brasil que ele espera viver com a família quando se aposentar, alcançando um novo capítulo da vida, onde a experiência se encontrará com a liberdade, provavelmente no Amapá “Quero morar perto da floresta amazônica,”concluiu
P O R K I N H A C O S T A
MARCOS VINÍCIOS DE OLIVEIRA é gaúcho, tem 39 anos, nasceu em uma família de missionários Sua infância e adolescência foi acompanhando os pais em missões pelo Brasil, participando de trabalhos voluntários, missionários e de ajuda humanitária Viajou pelo Brasil, beirando a costa, do Rio Grande do Sul ao Maranhão. Sempre levando alegria e fé para crianças e jovens em comunidades periféricas.
O projeto de vida da família Oliveira é o trabalho social de ajuda humanitária. A vontade de trabalhar na África do Sul nasceu bem antes da Copa do Mundo de 2010.
O projeto era estudar inglês, visitar familiares - Marcos era casado com uma suíça que tinha parentes na África do Sul - fazer trabalhos sociais e participar da Copa do Mundo
A escolha do país africano também se deu pelo fato de a África do Sul ter grande necessidade de trabalho humanitário, causado pela enorme diferença entre as classes sociais Outro fator definitivo foi a África do Sul ser um país, relativamente, barato para brasileiros aprenderem inglês.
O grupo tinha outras opções para sair do Brasil em missão, como México, Filipinas e Índia, mas o fato de ter familiares na terra do Mandela, facilitou a escolha Na África do Sul, o casamento do Marcos se desfez, ele seguiu como pai solo e ficou com a guarda dos dois filhos
Vivendo em Joanesburgo com dois filhos para criar e tendo como fonte de renda somente o trabalho voluntário, como ele mesmo diz: “vivendo de fé”, percebeu que não ganhava o suficiente para sustentar a vida que desejava para os filhos E nesse momento, aconteceu a virada de chave Percebeu que podia expandir seu trabalho para outro tipo de público: criou a microempresa de entretenimento Happy Times e começou a apresentar seu pocket show de teatro de bonecos para amigos e afins.

COMOPRESIDENTELULA-BRICS2023 FORMAÇÃO
No início tinha somente o básico: o show com bonecos de fantoche Se apresentava em festas de aniversário e eventos familiares, sempre com foco nas crianças.
A recepção ao seu trabalho foi muito boa, fato que o impulsionou a pensar grande e investir em equipamentos de recreação, criar diferentes espetáculos e usar seus conhecimentos de mágica, pirofagia, andar em pernas de pau e muito mais
Hoje, a microempresa Happy Times atende a brasileiros, sul-africanos e gente de diversas nacionalidades, além de alugar equipamentos para eventos e oferecer um leque de opções de show Como o trabalho na indústria de entretenimento acontece, quase sempre, nos fins de semana, durante a semana, Marcos se dedica ao trabalho humanitário. A equipe criou a ONG Love for Africa, organização que ele dirige e realiza projetos sociais dirigidos por diferentes pessoas e com diferentes objetivos Marcos comanda o trabalho às quartas-feiras: Feed the kids (alimentar crianças), onde cozinham e alimentam mais de 200 crianças, na comunidade Msawawa, em Fourways, Joanesburgo

A escolaridade foi ao longo da jornada Brasil afora A família ficava em média um ano em cada cidade A cada início de ano, uma nova escola, novos amigos e novos desafios Ao longo da viagem, teve ano que estudar foi difícil, em outros a opção foi “Escola em Casa, que não deu muito certo”, segundo ele. Em determinado momento, a família escolheu João Pessoa, capital da Paraíba, como a cidade para viver alguns anos Durante os 10 anos em JP, Marcos concluiu o Ensino Secundário e fez muitos cursos.
O curso de teatro, com foco em atuação, foi fundamental na formação do jovem Marcos se apresentava em escolas, dramatizando temas como DROGAS, com o objetivo de chamar a atenção, principalmente, dos jovens para o assunto Em João Pessoa conheceu dois grandes mestres do teatro, um argentino e um paraibano, com os quais aprendeu alguns segredos das artes dramáticas. Com o argentino aprendeu a elaborar textos, desenvolver histórias e construir personagens Com o paraibano aprendeu muito sobre a cultura brasileira, especialmente, a nordestina.
O trabalho com fogo, aprendeu quando trabalhou em um circo, já na África do Sul. Teve aulas com os mestres do circo, que ensinaram como trabalhar em público com segurança, o que fazer e o que não fazer Na área de mágica, alguns mestres lhe mostraram muitos caminhos Aprendeu o suficiente para trabalhar com crianças, porém continua se aprofundando no assunto, indo mais em direção ao hipnotismo, centrado no trabalho para adultos Ele ainda não se sente pronto e não sabe quando se sentirá, entretanto, continua estudando
Marcos nasceu em uma família do ramo do entretenimento, para ele desenvolver um projeto ou se apresentar em público é muito natural. No entanto, tem os seus conselheiros, pessoas com as quais discute ideias e desenvolve projetos Como diz:
“sozinho ninguém vai a lugar algum!” Hoje é professor dos filhos, familiares e amigos próximos, transmitindo para novas gerações conhecimentos que adquiriu com seus mestres

NARRADOR E COMENTARISTA ESPORTIVO
Marcos chegou à África do Sul em 2009, falando um inglês básico Morou em Bloemfontein, Durban e se estabeleceu em Joanesburgo Ao longo de 15 anos, aprendeu a língua local, faz traduções, presta serviços freelancer como comentarista para programas esportivos de televisão. É faixa branca em Jiu Jitsu e o esporte vem crescendo bastante no país, esse foi o gancho que o levou para a TV.
E ainda faz narração de lutas MMA para a rádio DSTV, no departamento português, que é distribuída para países lusófonos
Marcos trabalha também como facilitador linguístico, sediado em Joanesburgo, entre equipes e profissionais liberais brasileiros. Uma das suas experiências, há alguns anos, foi com o técnico da seleção sulafricana, Bafana Bafana, Joel Santana, que tinha problemas com a língua inglesa Em 2023, na Conferência do BRICS, que aconteceu em Joanesburgo, ele fez parte da equipe de apoio ao Presidente do Brasil e da expresidenta Dilma Rousseff Ficou à disposição da delegação presidencial durante nove dias e trabalhou, muitas vezes, 16h diárias

Hoje, Marcos é casado com uma sulafricana, pai de mais três filhos Sua família é formada pela esposa e seus cinco filhos. O filho mais novo tem sete anos, os mais velhos já estão prontos para ingressarem na universidade. O soldo familiar vem da microempresa Happy Times. Marcos se sente acolhido, feliz, gosta da cultura e do jeito sul-africano de ser

Marcos Vinícios de Oliveira é um artista de muitas facetas: escritor, ator, diretor, compositor, cenógrafo, comentarista, locutor e empresário. Elabora suas apresentações do início ao fim, como uma máquina que produz cultura e divertimento.

Marcos,aesposaJuwayriaheseusfilhos
Teatrodebonecos

Fotoarquivopessoal

Angela Paraíso é graduada em Secretariado Executivo Trilíngue e trabalhou 17 anos na área Em um momento de sua vida, resolveu mudar de profissão Passados alguns anos, fez formação em Coaching e se aprofundou em conteúdos de Comportamento Humano e Organizacional Fez um MBA em Coaching e especialização em Neurociência do Comportamento É mãe de três jovens adultos, avó de três netos e está prestes a celebrar Bodas de Prata com o seu companheiro, Cláudio Macedo Carioca, viveu em Brasília e Manaus Joanesburgo é a sua primeira experiência como expatriada, apesar de achar que viver nove anos em Manaus foi a sua primeira aventura fora do Brasil Para ela, “Manaus é outro país!”
SECRETÁRIA EXECUTIVA
“Como secretária executiva, percebi que tinha uma certa expertise na questão dos negócios, meu trabalho ia muito além do trivial Eu ajudava a montar estratégia de produção. E me via muito envolvida com os negócios das empresas onde trabalhava Trabalhei na General Electric, foi maravilhoso! Foi a empresa que despertou meu potencial Trabalhei nas estatais Eletrobrás e Furnas Trabalhar na Academia Brasileira de Ciências foi bem legal Um privilégio conviver com nossos gênios Fui uma profissional muito feliz Mas, chegou uma hora que não queria mais só organizar reuniões Queria participar delas Então, busquei uma qualificação que pudesse trabalhar de uma forma mais efetiva na área dos negócios ”
COACH
“Vi no coach a possibilidade de me aperfeiçoar para trabalhar nos negócios O curso de Business Coach era o caminho, mas era necessário primeiro fazer o curso Live Coach Na época, trabalhava na Eletrobrás, meus chefes foram bem motivadores Eles reconheciam em mim o talento e a vontade de realizar E logo passei a dar treinamento para líderes Com anos de experiência de trabalhar diretamente com diretores, CEOs e supervisores, identificava muitos comportamentos de gestores ”
NOVA DIREÇÃO
“Minha transição de carreira aconteceu por eu descobrir habilidades natas no trato com lideranças de alto escalão e expertise em planos de negócios E existia uma intenção, um plano de mudar de cidade ou país, se alguma oportunidade aparecesse e, nesse sentido, ter um trabalho mais livre me daria mais possibilidade de me movimentar onde estivesse ”
WORKSHOP OXIGÊNIO
“É meu projeto pessoal mais antigo e empolgante Abordo temas como inteligência emocional, autoconhecimento e técnicas de relaxamento, proporcionando um espaço seguro para que os participantes possam recarregar energias e desenvolver competências Estou trabalhando com um grupo de brasileiros, em Joanesburgo. O resultado tem contribuído para o crescimento pessoal e profissional dos participantes ”

COACHING EMPREENDEDORES E LÍDERES
“O objetivo é ajudar empreendedores a prosperarem em um ambiente competitivo, desde o planejamento estratégico até a gestão do tempo e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional Tenho ajudado líderes a desenvolverem suas habilidades de liderança e a construírem equipes mais coesas e eficazes ”
PALESTRANTE E FACILITADORA
“Além do coaching individual, também atuo como palestrante e facilitadora de treinamentos corporativos Minha experiência abrange uma variedade de setores e os programas são sempre adaptados para um ambiente de trabalho mais colaborativo e eficiente ”
PAIXÃO
“Sou uma profissional que acredita no potencial do ser humano e apaixonada por proporcionar a chave que abre a porta do autoconhecimento É sobre viver uma vida satisfatória Menos dor, mais sorte ”
e-mail: angela aparaiso@gmail com https://www instagram com/angela paraiso



POR KINHA COSTA

Moro há mais de duas décadas na África do Sul e sempre que visito a Holanda, volto para casa reflexiva, avaliando as vantagens e desvantagens de viver entre esses dois países
Acabei de voltar de uma visita de 10 dias a esse país, ao qual estou ligada pelo vínculo da procriação e do amor: meu companheiro é holandês e temos duas filhas Portanto, essa é uma relação eterna
A África do Sul da primeira década dos anos 2000 era bem diferente da presente Mudou muito. No ano de 1999, quando aqui cheguei, Nelson Mandela tinha acabado de passar a presidência para seu vice, Thabo Mbeki. O país vivia a euforia do fim da Era do Apartheid, investidores chegavam de diversas partes de mundo e o povo acreditava em mudanças na educação, saúde, habitação, em geral, sociais.
O país chega a 2024 fragmentado. O ANC, partido político do Mandela, afoga-se em casos de corrupção Do presidente aos prefeitos, passando por diversos ministros de Estado Em três décadas de governo do ANC, a paciência da população acabou, e tem manifestado essa insatisfação, votando em outros partidos políticos O partido do governo há três eleições vem perdendo eleitores Isso quer dizer há 15 anos, já que as eleições gerais acontecem a cada cinco anos
O povo originário da África do Sul ainda não está preparado para votar em um partido comandado por um sul-africano com ascendência europeia Mas o ANC, partido que liderou a luta contra o governo de supremacia branca, perdeu a maioria no Parlamento e, neste momento, teve que fazer aliança com o DA, partido que vem do PN, (Partido Nacional), que oficializou o regime segregacionista
A Holanda de 2024 tem um governo de extrema-direita Na Holanda a pauta dos extremistas está mais ligada à questão de imigração, um tema bastante relevante na Europa, mas o país continua funcionando muito bem: as obras seguem, os direitos sociais estão garantidos, os salários acompanham a inflação, o aborto é legal, assim como a Cannabis Sativa e seus produtos são descriminalizados e a eutanásia é um direito ao paciente terminal.
Quando cheguei à África do Sul, fui contaminada por esse ar de mudança, de novidade e de esperança de um povo que sofreu durante décadas a barbárie do regime separatista Pensava na qualidade de vida: casas espaçosas, piscina no jardim e um clima delicioso, com um céu quase sempre azul. O tempo vai passando, e a população de rua aumentando a olhos vistos Nos estacionamentos, os guardadores de carros inventam tudo
para ganhar uma moeda Os vendedores de rua arriscam a vida entre carros, conheço alguns há mais de 10 anos Já não converso mais com os vendedores Mudo até de rota, para evitar constrangimentos mútuos Porque parece que não tem jeito Perdi a esperança de ver uma mudança para melhor E a violência urbana que assusta e obriga, quem tem condições, a viver cercado por muros altos, sistema de alarme, redes eletrificadas e uma constante paranoia Medo mesmo
Nesse ponto, a tranquilidade da vida na Holanda, os transportes públicos funcionando no horário, as bicicletas sendo prioridade no trânsito, casas separadas por jardins, piquenique no parque. Ah, a farofa chique!
Ando sem esperança de ver melhoras no país onde vivo, por isso estou assim, pensativa. Terei paciência até quando? Mas, claro, reconheço que sou privilegiada. Que tenho opções. O Brasil, que em beleza natural e degradação social, se assemelha à África do Sul, é sempre uma opção, por ser a minha terra e a Holanda, que tem seus encantos e um clima danado de frio, sempre será uma carta na manga Tenho mais alguns, poucos, anos para decidir Enquanto isso, sigo enrolando meus cachos cantando: debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Festa Junina, uma iniciativa das empresas Sabores Brazilian Gastronomy, Happy Times e 1 On North, aconteceu em uma ensolarada tarde, proporcionando um grande encontro familiar da comunidade brasileira, que reside na região de Gauteng, na África do Sul, e sul-africanos interessados na cultura brasileira
O evento foi uma tarde alegre com crianças correndo e se divertindo nos brinquedos da empresa Happy Times, no espaço 1 On North, a céu aberto, apesar do frio, e comidas típicas de várias partes do Brasil, sem faltar as especialidades do Nordeste: quentão, canjica e bolo de milho, aos cuidados da Chef Conceição Silva. O ponto alto foi a quadrilha improvisada, com direito ao casal de noivos, que animou o público a cair na brincadeira e dançar os ritmos das festas juninas.










Maria Raquel, dia 21/06 - Filha de Ketlyn e Victor
Lisa Macedo Galdino, dia 10/07Filha de Luma e Ruan.

MUDARAM DE IDADE
Os irmãos Davi e Antônio Amões, nos dias 24/05 e 24/06 - filhos de Caroline Nunes e Nelay Amões

Quer seus pimpolhos no jornal? Mande
iluminação) dos aniversariantes e novos












