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ABRIL | MAIO | JUNHO 2025
E chegamos a metade do ano. Caramba! O tempo não para, já falava o poeta Cazuza É hora de abrir os armários para pegar aquele edredom quentinho e fofo para aquecer as noites do inverno, que promete ser bastante frio Mas, como todas as estações do ano têm suas especificidades, desconfortos e delícias, chegou a hora de degustar um bom vinho vermelho ao pé da lareira e as delícias brasileiras juninas: canjica, pamonha, curau, mungunzá e um bom quentão, que ninguém é de ferro! Para quem não curte muito a estação, é bom lembrar que serão somente três meses, sem chuvas e sobre as cabeças um céu quase sem nuvens, tornando tudo azul.
Nesse número que acaba de sair quentinho do forno, a matéria de capa é sobre a Mission Love For Africa, uma Organização Não Governamental que atende crianças e jovens imigrantes que vivem ilegal na África do Sul.
No Perfil, apresentamos o bailarino Leusson Muniz
Um goiano que foi parte da companhia de dança Joburg Ballet, em Joanesburgo, e agora é o bailarino
Principal da companhia Cape Town City, na Cidade do Cabo
No Papo de Negócio, o advogado Emile Myburgh escreve sobre a Cúpula do G20, em Joanesburgo, e as possibilidades de negócios entre Brasil e África do Sul
No Toques e Dicas, a especialista em comportamento, Angela Paraíso fala sobre o poder de cuidar e pertencer
EVENTOS BRASILEIROS
Esse primeiro semestre foi bastante animado Além do encontro mensal Café das Brasileiras, a turma organizou feiras e bazares Confiram as fotos
Ao fechar essa edição nos chegou a notícia de que a cultura brasileira fez mais um golaço, desta vez no Festival de Cinema de Cannes O filme O Agente Secreto do pernambucano Kleber Mendonça Filho ganhou o prêmio de Melhor Direção e o baiano Wagner Moura ganhou o prêmio de Melhor Ator Esse é o Brasil que enche sua gente de orgulho Parabéns Wagner! Parabéns Kleber e toda a equipe Viva a arte e os artistas brasileiros! Viva o Nordeste! Viva o Brasil!!
Kinha Costa

COSTA
Fundadora e Editora Chefe
kinhacosta@hotmail com



COLABORADORES
Ana Terra Skosana
Carlos Duba
Débora Duarte
Emile Myburgh
Angela Paraíso Gi Felix





POR KINHA COSTA

Arquivopessoal-LeussonMuniz
Leusson nasceu na cidade de Goiânia, no Planalto Central do Brasil Tem 30 anos e sempre sonhou ser bailarino Estudou na Escola de Dança Basileu França de sua cidade e quando atingiu um nível técnico avançado, começou a fazer audição em diversas companhias de diferentes países Em 2017, foi contratado pelo Joburg Ballet, companhia de dança da cidade de Joanesburgo, África do Sul Depois de quase três anos de rica experiência e conquistas, foi contratado pela companhia Cape Town City Ballet da Cidade do Cabo, onde vive há cinco anos
Com oito anos de idade, começou a estudar balé As primeiras aulas foram em uma turma que tinha sete meninos Na época existia muito mais preconceito em relação a meninos dançando balé E ele próprio não acreditava que homem pudesse fazer carreira como bailarino clássico Desde criança, sua professora viu muito potencial no jovem
Leusson Cedo descobriu que tinha talento para saltar “Sempre saltei alto!” No entanto, sempre soube que talento ajuda, mas não é o que transforma alguém em um artista de sucesso Disciplina, dedicação e amadurecimento emocional para lidar com a pressão, as cobranças, limitações físicas e possíveis contusões são a base de sustentação de um profissional de dança.
Leusson tentou trabalhar fora do Brasil por alguns anos. Ganhou uma bolsa de estudos para uma temporada no Ballet West, nos Estados Unidos, mas não conseguiu ir por falta de condições financeiras. Já tinha se preparado para ficar em sua cidade. Por isso, quando recebeu o contrato do Joburg Ballet não criou grandes expectativas. Até falou para um colega: “Isso é uma pegadinha. Só acredito que é real quando colocar a mão na barra e fizer a minha primeira aula com a companhia”.
Pelo porte elegante, alto e capacidade técnica, Leusson sempre foi escalado para fazer papéis principais nas produções das quais participa: desde o início. E foi assim na Joburg Ballet Company e está sendo assim na City Ballet
A língua foi uma barreira inicial, que nem se lembra mais Morar sozinho foi uma conquista porque gosta das coisas em ordem Arrumadas, limpas e em seus devidos lugares, mas, se a relação de amor é bacana, vale a pena compartilhar cozinha e banheiro
No Joburg Ballet, chegou como Senhor Solista, porém, depois de três meses, foi promovido a Principal, quer dizer: chegou ao topo da carreira de bailarino “Isso foi inesperado ” Acredita ter sido muito rápido Nas temporadas, dançava com mais de uma partner e isso significava trabalho dobrado. Acabou se machucando pelo excesso de trabalho. Se machucar é difícil para qualquer pessoa, mas para quem trabalha com o corpo, lesão é um ponto muito sensível. É fácil ficar depressivo. E com Leusson não foi diferente. Ficou bem fragilizado, inseguro e triste. Continuou trabalhando e se cuidando, mas, depois de quase três anos na companhia, resolveu tentar a Cidade do Cabo.

O ar da Mother City fez muito bem a Leusson A cidade o recebeu de braços abertos Tudo e todos na cidade sempre foram amigáveis e receptivos A lesão sumiu de vez, pois teve mais tempo de tratá-la A saúde mental está 100% e se sente protegido por ensaiadores e fisioterapeutas Aprecia o fato de ter sofrido uma lesão séria: “Creio que a experiência de ter me lesionado seriamente me tornou um bailarino melhor” “O italiano Roberto Bolle é meu ídolo Ele é lindo e alto como eu Nosso físico é parecido, mas eu nunca o vi pessoalmente Conheci o Vadim Muntagirov Ele é um bailarino incrível e me inspira muito também É alto, mas é um típico russo Não tenho o físico dele e nunca terei”

PRÓXIMO ESPETÁCULO: O LAGO DOS CISNES De 04 a 13-07, em Joanesburgo, e de 01 a 03-08, na Cidade do Cabo.
A Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos 20 (G20) acontecerá em novembro de 2025, em Joanesburgo, na África do Sul
A Cúpula de Líderes é o resultado do processo do trabalho realizado ao longo do ano, através de Reuniões Ministeriais, Grupos de Trabalho e Grupos de Engajamento No final do processo, que culmina com a Cúpula, o Grupo dos 20 países adota uma “Declaração de Líderes” que os países membros se comprometem a cumprir as prioridades discutidas e acordadas durante as Reuniões Ministeriais e dos Grupos de Trabalho, durante o ano
A África do Sul é o único país africano a fazer parte do grupo e ocupa a Presidência do G20 desde 1º de dezembro de 2024 e passará aos Estados Unidos, no dia 30 de novembro de 2025 A África do Sul concentra sua presidência no tema "Solidariedade, Igualdade, Sustentabilidade", com ênfase na construção de parcerias entre todos os setores da sociedade para concretizar o processo transformador da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
A Cúpula acontecerá em Joanesburgo, nos dias 22 e 23 de novembro. Pela primeira vez, essa importante reunião será realizada no continente africano. A África do Sul pretende usar o encontro em seu solo, para chamar a atenção do mundo e conseguir investimentos para desenvolver a economia na África e nos países do Sul Global.



Os preparativos do Governo sul-africano estão bastante adiantados, estima-se que o país investirá quase R700 milhões (rands) no big evento
O G20 é composto por 19 países e pela União Europeia Os 19 países são: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Alemanha, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Federação Russa, Arábia Saudita, África do Sul, República da Coreia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos A Cúpula de novembro ganhará mais um novo grupo: a União Africana foi convidada para participar do encontro. Para o analista político Gustavo de Carvalho, a cidade de Joanesburgo ficará intransitável nos dias que antecedem e nos dias do evento, se o presidente dos Estados Unidos vier – ainda não se sabe – ficará impossibilitada para os seus moradores.
Pela primeira vez, em quase 30 anos, duas companhias de balé sul-africanas se juntam e criam um espetáculo clássico do balé mundial O aclamado internacionalmente O LAGO DOS CISNES, de Tchaikovsky será um espetáculo que reúne a força e o talento das companhias: Joburg Ballet e o Cape Town City Ballet, que se apresentarão nas cidades de Durban, Bloemfontein e, claro, Joanesburgo e Cidade do Cabo. Em Joanesburgo, O Lago dos Cisnes fará temporada de 04 a 07 de julho, no Teatro Nelson Mandela A orquestra Sinfônica da Cidade será mais um motivo para o público prestigiar o espetáculo O Lago dos Cisnes tem quase 150 anos e continua atual e atraindo a atenção das novas gerações. No elenco estão os bailarinos brasileiros solistas Bruno Mirando e Gabriel Fernandes e os principais Ivan Domiciano e Monike Cristina Vão perder?
O bailarino brasileiro Ruan Galdino está indicado ao prêmio de Melhor Performance em Dança (Best Performance in a Dance, Physical Theatre and Ballet Production). Ruan Galdino foi o primeiro bailarino brasileiro contratado pela companhia de balé da cidade de Joanesburgo, Joburg Ballet Ele abriu as portas para outros bailarinos brasileiros O Joburg Ballet chegou a ter 10 bailarinos brasileiros em uma mesma temporada Ruan trabalhou 10 anos na companhia, chegou ao posto de Principal, ponto mais alto da carreira. E recebeu um convite tentador da companhia Wgruv Dance e aceitou. Está iniciando o seu primeiro ano na nova companhia, também sediada em Joanesburgo

FOTOSDOARQUIVOPESSOAL

em@emilemyburgh com - Joanesburgo
ÁFRICA DO SUL
1. INCLUSÃO FINANCEIRA

Tenho, atualmente, um caso em que estamos rastreando o fluxo de dinheiro furtado para vários países que são membros do G20 Quando comecei a minha carreira em 1997, seria impossível aceitar essa tarefa herculana, porque o segredo em volta desse tipo de entidades e pessoas envolvidas em países diversos, seria impossível saber para onde foi o dinheiro. Mas graças a, entre outros, mecanismos criados pelo G20, eu posso oferecer uma solução (demorada, mas possível) para o meu cliente Por isso achei interessante analisar o fenômeno do G20 para essa edição
Mas as vantagens vão muito além de jurídicas A próxima Cúpula do G20, marcada para os dias 22 e 23 de novembro de 2025, em Joanesburgo (a primeira vez que o encontro ocorrerá em solo africano), com o tema “Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade”, tem foco especial na promoção das pequenas e médias empresas (PMEs)
Destaco alguns exemplos na África do Sul e no Brasil das vantagens que o G20 trouxe para as PMEs.
Após o lançamento em 2010 do G20 SME (Smal and Medium Enterprises) Finance Challenge, a África do Sul ampliou o acesso ao crédito por meio de fintechs e credores alternativos, beneficiando pequenas empresas em áreas menos atendidas
2. TRANSFORMAÇÃO DIGITAL
Participações nos programas de economia digital do G20 resultaram na criação de hubs digitais da Agência para o Desenvolvimento de Pequenos Negócios, SEDA, que promovem alfabetização digital e capacitação em e-commerce para empreendedores de bairros periféricos e zonas rurais
3 RESPOSTA À COVID-19
Inspirado nas diretrizes do G20, o governo sul-africano implementou medidas de liquidez para PMEs, como garantias de crédito e subsídios emergenciais, beneficiando mais de 10 000 empresas durante a pandemia
BRASIL
1 FINANCIAMENTO PARA PMES
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) reformulou suas linhas de crédito para pequenas empresas, seguindo recomendações do G20, oferecendo empréstimos subsidiados para setores como agronegócio, energia renovável e pequenas indústrias
2. ECONOMIA
As diretrizes do G20 influenciaram programas internos como o “Brasil Mais Digital” Parcerias entre o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e empresas como Google e Facebook possibilitaram capacitações em comércio eletrônico e ferramentas digitais para PMEs
3 FACILITAÇÃO DE COMÉRCIO
O Brasil simplificou processos de importação e exportação ao implementar o Portal Único de Comércio Exterior, reduzindo a burocracia para pequenos exportadores, em linha com as diretrizes de facilitação do comércio do G20
Em ambos os países, essas iniciativas ajudaram a dar uma fonte de renda para milhões de pessoas, inclusive mulheres e pessoas que moram longe de grandes centros de comércio, inclusive conectando elas com o comércio nacional a internacional
PERSPECTIVAS PARA A CÚPULA DO G20 EM 2025
Com os preparativos avançando, a África do Sul aposta em várias iniciativas para garantir que as PMEs sejam protagonistas na cúpula.
O objetivo é que esses encontros e fóruns deem pauta aos interesses de pequenas empresas como as nossas que apoiam Café & Farofa, por exemplo Entre esses são:
1. ENCONTRO MINISTERIAL GLOBAL DE PEQUENOS NEGÓCIOS
Marcado para julho de 2025, este evento reunirá formuladores de políticas e líderes do setor privado para buscar soluções concretas para inovação e transformação digital das PMEs. Será a primeira reunião ministerial global dedicada exclusivamente às pequenas empresas
2 G20 ÁFRICA DO SUL 2025
O fórum empresarial oficial do G20 destacará o crescimento inclusivo e a integração das PMEs aos mercados globais, com grupos de trabalho voltados a crédito acessível, comércio digital e redução de barreiras regulatórias
3 TURISMO E DINAMIZAÇÃO ECONÔMICA
Com o forte crescimento do turismo entre a África do Sul e o Brasil (visto em tempo real na mídia social de influenciadores brasileiros que promovem turismo entre os dois países), essa pauta é uma das mais importantes A realização da cúpula deve impulsionar fortemente o setor de turismo sul-africano, gerando demandas em hotelaria, transporte e serviços empresariais Isso criará oportunidades para pequenas empresas locais e estimulará a geração de empregos, inclusive para brasileiros residentes na África do Sul
4 INFRAESTRUTURA E ECONOMIA DIGITAL
A cúpula também colocará em evidência investimentos em infraestrutura e conectividade digital, fatores essenciais para integrar as PMEs às cadeias de valor globais e fomentar a inovação
CONCLUSÃO
Como advogado, acho que o fortalecimento do G20 em conformidade com o legislativo, proporciona o combate à lavagem de dinheiro e a cooperação entre os fiscos Troca de informações financeiras facilitam a minha vida e os serviços que posso oferecer para os meus clientes Nunca foi tão difícil para criminosos financeiros esconder os frutos dos seus crimes, graças aos esforços do G20
Mas o G20 não traz benefícios apenas para advogados A Cúpula de 2025, em Joanesburgo, é uma oportunidade histórica para o Brasil, a África do Sul e todos os membros do G20 ampliarem as medidas para deixar os negócios mais fáceis para PMEs, combater crime financeiro e melhorar a vida de todos nós
Emile Myburgh é um advogado sul-africano e consultor de direito estrangeiro da OAB - São Paulo – Brasil

A ONG Mission Love For Africa, criada oficialmente há três anos, atua na África do Sul há 14 anos e tem como objetivo levar esperança e amor aos necessitados. Educação, especialmente alfabetização, e alimentação de jovens e crianças estrangeiras e refugiados é o foco principal da Organização Não Governamental
FAMÍLIA FARQUHARSON
Marta Farquharson é a espinha dorsal da ONG Mission Love For Africa Falante e ágil, a pequena Marta nasceu em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul Ela tem 58 anos, cinco filhos, oito netos e é casada com o canadense Ivan Farquharson Estudou Naturologia Clínica, um ramo da saúde que utiliza terapias naturais para promover, manter e recuperar a saúde, focando no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas. Marta desde os 18 anos de idade se dedica ao trabalho missionário. Morou em vários estados do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e na Paraíba construiu uma casa. Trabalhou com moradores de rua, jovens, dependentes químicos, crianças e famílias carentes
OBJETIVO DE VIDA
Compaixão pelas pessoas menos privilegiadas é parte da sua personalidade E muito jovem, decidiu que iria dedicar a sua vida a servir aos menos favorecidos Através do Cristianismo, transmite esperança e fé a crianças, jovens e familiares Mas o foco são as crianças e os adolescentes Acredita que a religião cristã é didática e tudo que ensina é para o progresso e a evolução da humanidade social e pessoalmente.


ÁFRICA DO SUL
O filho Marcos Vinícius de Oliveira chegou primeiro com um grupo de missionários brasileiros e suíços. Ao visitá-lo, a Marta conheceu o trabalho voluntário que ele realizava em uma comunidade carente, alimentando crianças. O contato com esse trabalho foi muito impactante e despertou o desejo em Marta de juntar-se ao grupo Sempre pensando que poderia fazer uma grande diferença na vida dessas crianças Assim, renunciando ao conforto no Brasil e as oportunidades de vida no Canadá, com o marido, resolveu expandir o trabalho missionário na África do Sul, juntando-se ao grupo e abraçou o trabalho na Mission Love For Africa
MISSION LOVE FOR AFRICA
O trabalho missionário e voluntário teve início em 2010, na comunidade de Msawawa, perto de Fourways, subúrbio de Joanesburgo. A ONG foi oficialmente criada em 2023, para poder ter acesso a doações sulafricanas e ser reconhecida pelos órgãos governamentais do país. Marcos Vinícius de Oliveira é o diretor fundador da ONG A função da Marta Farquharson na ONG é de captação de recursos e divulgação dos projetos Ivan Farquharson atua como professor e ministro da Palavra A ONG conta com a ajuda de vários voluntários que compartilham seus saberes
OBJETIVOS DA ONG
Combater a fome, criar oportunidades para estudar e ajudar nas necessidades básicas de crianças e jovens de famílias imigrantes e refugiados na África do Sul. Alfabetizar é uma necessidade urgente. “Tem jovens de 15 anos que não sabem ler nem escrever”. Mas, tirar das ruas, desenvolver as capacidades cognitivas, motoras e intelectuais dessas crianças e adolescentes também fazem parte do projeto da ONG Mission Love For Africa E através do ensino cristão, ensinar a ter fé e criar autoestima “Acredito que uma criança ou um adulto que creem que são amados por Deus e que não estão sós, têm mais força para suportar as adversidades da vida”
Vivem na África do Sul muitos imigrantes ilegais, oriundos da África Austral e de países em conflito armado Mas, também tem gente da Africa Central, de países como Burundi, Ruanda e Congo São homens, mulheres, crianças e adolescentes que vivem à margem da sociedade Sem direitos Não são bemvindos São rejeitados Renegados Excluídos Não podem frequentar as escolas públicas, não têm direito à saúde básica, alimentação ou moradia Vivem pelas beiras São os famosos beiradeiros
No momento, a Mission Love For Africa tem 15 alunos fixos, entre 8 e 15 anos, e uma fila enorme de espera para serem alfabetizados.
São crianças que não sabem ler e escrever e algumas falam somente seus idiomas maternos. Além disso, a ONG também cozinha e distribui refeições semanalmente para um grupo de crianças, que varia entre 150 a 200 pessoas

PARCERIA


Distribuiçãodequentinhas
A Mission Love For Africa iniciou recentemente uma parceria com a escola Kya Sand Community School, e matriculou cinco crianças alfabetizadas nesta escola particular. Conseguiu patrocínio para essas crianças seguirem estudando e se desenvolvendo. Outro grande parceiro, a ONG Ethembeni, ajuda muito no combate à fome e desnutrição, disponibilizando uma mistura especial com proteínas e fibras para fortalecer as refeições semanais
RECURSOS
A Mission Love For Africa depende de doações Muitas doações vêm do Brasil, mas a comunidade brasileira na África do Sul também está abraçando o projeto e tem sido bem generosa, participando das campanhas lançadas ao longo do ano, como: cobertores, material escolar e alimentação Uma outra forma de gerar recursos é a venda de materiais bíblicos e didáticos para escolas e igrejas.
GERENCIAR OS RECURSOS
A vida de uma Organização Não Governamental é dia após dia. De acordo com as doações recebidas, a equipe vai vendo o que as pessoas estão necessitando mais no momento Nos eventos de Natal e da Páscoa, as doações são mais abundantes e é possível atender mais famílias e crianças

O ESPAÇO FÍSICO
A ONG Mission Love For Africa usa temporariamente o espaço de uma escola comunitária próximo das crianças, que atendem as aulas de alfabetização
NOVO ESPAÇO
A comunidade de Msawawa ofereceu um espaço para a Mission Love For Africa ter um local permanente para atender às crianças necessitadas, e a equipe está organizando a mudança e arregaçando as mangas para a nova temporada. O inverno se aproxima, e com suas mudanças novos problemas se aproximam. Certamente será um novo desafio, um recomeçar. Porém, não será nada que assuste essa turma que trabalha e vive na África do Sul há mais de 15 anos e tem um jogo de cintura bem ao estilo bambolê Elástico!
VIDA NO BRASIL
Marta e o Ivan Farquharson moraram em vários estados do Brasil, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, distribuindo material didático cristão nas igrejas e escolas, e realizando projetos em prol da juventude Acabaram fundando um projeto no Nordeste onde trabalharam com famílias e crianças necessitadas. Uma jornada épica e simbólica. Do extremo sul ao extremo - Norte Leste - Nordeste do país. Passeando por diversidade, culturas e sotaques diferentes. Em João Pessoa, na Paraíba, construíram uma casa e ali viveram uma temporada longa, para esses nômades da fé: 10 anos O canadense Ivan ministra aulas de inglês, é tradutor e intérprete Os filhos, artistas e professores vão se formando e formando os filhos que se agregam ao núcleo central familiar, formando uma grande família Uma grande equipe E vão espalhando esperança, criando futuro e semeando fé por onde passam


POR ANGELA PARAÍSO - ESPECIALISTA COMPORTAMENTAL

Fotoarquivopessoal

Viver fora do Brasil é uma experiência transformadora. É como reaprender a caminhar em um novo ritmo, com outros sons, sabores e valores A expatriação nos presenteia com descobertas e crescimento, mas também nos desafia a lidar com a solidão, a distância da família e o reencontro com a nossa própria identidade
É nesse contexto que o altruísmo o ato genuíno de cuidar do outro se revela como uma força poderosa E a ciência hoje comprova o que o coração sempre soube: ajudar o outro também nos ajuda.
Estudos da neurociência mostram que, ao praticar atos altruístas, nosso cérebro ativa áreas relacionadas à recompensa, ao prazer e à empatia A liberação de substâncias como dopamina, serotonina e ocitocina nos faz sentir bem, reduz o estresse, fortalece os vínculos sociais e contribui para a saúde mental. Fazer o bem é literalmente bom para o cérebro
Como escreveu o monge budista e pesquisador Matthieu Ricard: “Altruísmo não é uma ideia utópica É uma força real, que tem o poder de transformar a nós mesmos e à sociedade ”
Para nós, brasileiras vivendo na África do Sul, essa prática ganha ainda mais valor Num ambiente onde tudo é novo e muitas vezes incerto, a solidariedade se torna ponte entre o pertencimento e a integração Um simples gesto de acolhimento uma escuta atenta, uma mensagem de apoio ou um convite para um café pode mudar o dia de alguém. E muda também quem oferece.
Falo com propriedade porque vivo isso na pele Em muitos momentos da minha jornada como expatriada, o cuidado de outras brasileiras às vezes uma palavra amiga, uma ajuda inesperada ou um abraço no momento certo que me faz sentir acolhida, viva e parte de algo maior. Esses gestos, aparentemente pequenos, têm um impacto profundo na minha adaptação E por meio deles que descobri meu próprio desejo de retribuir, de estar disponível, de criar conexões significativas. O retorno? Um sentimento real de propósito, conexão e alegria

A neurociência tem um nome para esse tipo de experiência: “circuito da recompensa social” É a resposta do nosso cérebro a situações em que o vínculo humano é fortalecido Ajudar, acolher, colaborar tudo isso reforça nossa identidade e nos faz lembrar que, mesmo longe de casa, podemos ser fonte de luz e calor na vida de alguém
Ser altruísta em terra estrangeira é um ato de coragem, de empatia e de amor É reconhecer que, apesar das fronteiras geográficas, continuamos conectadas por aquilo que nos torna essencialmente humanas: a capacidade de sentir, cuidar e servir
Não se trata de grandes gestos, nem de perfeição. O altruísmo começa nas escolhas simples do dia a dia: compartilhar um conhecimento, escutar sem julgar, oferecer ajuda, sorrir com generosidade. Cada pequena ação é um passo em direção a um ambiente mais humano e acolhedor para quem chega, para quem já está e, principalmente, para quem se permite doar
Que tal fazermos disso uma prática intencional? Não apenas como uma forma de ajudar o outro, mas também como um presente a nós mesmos para que nossa jornada fora do Brasil seja mais leve, rica e cheia de sentido














viv po E, de boa, acho mesmo que a gente tem de ir nos leva. Por ser uma festeira e em complet festa de baco, na época de carnaval, fico mela perturbada mesmo. Sou do partido da alegr verdade que a alegria é revolucionária. Portanto, em uma sexta-feira gorda de carnaval, me sentindo jururu, liguei para as manas no Brasil, somente para desejar um bom carnaval. Fui breve com todas, normalmente meus telefonemas pirangueiros – via whatsapp – são longos. Ainda bem que ficaram baratos. Na Holanda, na década de 90, eram caros pra caramba.


A última mana a ser perturbada se encontrava no supermercado, fazendo a justa feira para o justo retiro, na praia paradisíaca do litoral sul do Rio Grade do Norte –Barreta Coitada! Ela estava sentindo na carne o preço da carne – da picanha, especificamente Fazendo as contas de cabeça, dividindo e subtraindo para ver se podia comprar 1K ou, quiçá, dois, da dita, que seria servida no churrasco como aperitivo, nada de prato principal, porque o preço ainda está longe de ser razoável Foi no exato momento que a caixola da mana tinha ligado a sua calculadora, tarefa nem um pouco prazerosa, que ela atendeu e falou: - Chica, tô no supermercado!







do inferno, será: - Você vai ROXA para o inferno! Pensem comigo: se continuarmos xingando as pessoas dessa forma, o inferno vai ficar lotadaço de irmãos de cor e, de desgraça, sem diversidade. Agora, se chegar um roxito, ah, a farra vai ser grande. Vai ter diabo saindo dos quintos somente para dar uma beliscada no bumbum diferente.
Sério: a gente repete frases usadas em outros tempos e segue repetindo-as sem nos dar conta da sua gravidade, do seu peso São expressões ditas nos templos, nas igrejas, sinagogas e mesquitas Repetidas nas ruas, nas escolas, nas casas Não existe padre, pastor, babalorixá, pajé ou monge que tenha o direito de falar tamanha barbaridade para seus amigos, familiares ou seguidores, reforçando preconceitos, incutindo medo, espalhando ódio e abusando da fé alheia Portanto, se lhe mandarem ir pretinho pro inferno, diga de volta que poderá até ir, mas que irá escolher a cor do figurino completo Se der na telha, irá vestido de arco-íris, pra chegar fechando o tempo Arrepiando! Escandalizando! Abalando as estruturas do hell!


A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma organização intergovernamental e tem parceira oficial da UNESCO desde 2000 A CPLP agrupa os países que falam português como primeira língua, para que juntos possam celebrar a língua comum e a diversidade cultural de países irmãos Em 2019, a UNESCO escolheu o dia 5 de maio como o Dia Mundial da Língua Portuguesa
A língua portuguesa é uma das línguas mais difundidas no mundo, falada por mais 250 milhões de pessoas, espalhadas por todos os continentes É, ainda, a língua mais falada no hemisfério sul O multilinguismo é uma área de importância estratégica para a UNESCO, e é um fator essencial para uma comunicação harmoniosa entre os povos, promovendo a unidade na diversidade, a compreensão internacional e a tolerância Por isso esse esforço para criar o Dia da Lusofania ou o Dia Mundial da Língua Portuguesa
O português é a língua oficial de nove países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Os portugueses, em suas viagens mares afora, deixaram, ainda, uma sementinha em Macau, na China. A sua Região Administrativa é lusófona.
A criação da data é parte da estratégia de internacionalização da língua dos países membros da CPLP, que deseja fazer crescer o interesse pela língua também em áreas não-lusófonas.
Pela primeira vez, quatro embaixadas de países lusófonos, na África do Sul, (Brasil, Moçambique, Angola e Portugal) se juntaram para comemorar o dia 5 de maio. E cada um apresentou um pouco de sua rica e diversa cultura e delícias culinárias típicas de seus países.
Portugal apresentou um espetáculo teatral baseado na vida e obra do escritor Camilo Castelo Branco, celebrando seus 200 anos; Angola se fez presente através da banda musical Angolan Roots; Moçambique brindou o público com a presença do escritor, premiadíssimo, Aldino Muianga. Ele falou sobre seus romances e sobre a relação entre o processo de descolonização na África e a herança linguística europeia; e o Brasil mandou o grupo musical Primeira Capital, nome muito apropriado, pois a Bahia foi a primeira capital do Brasil: esse grupo baiano é eclético e mistura rap, hip hop, referências à cultura africana e ritmos locais O evento foi um entrelaço da música, da poesia e da gastronomia em um apertado abraço
O púbico, formado basicamente de estudantes universitários, curtiu o evento e se deliciou com os quitutes dos países anfitriões O evento contou com a presença do embaixador do Brasil, na África do Sul, do embaixador de Angola, do embaixador de Portugal, e do representante do Alto-Comissariado de Moçambique
A celebração aconteceu no Chris Seabrook Music Hall, do Departamento de Artes da Universidade Witwatersrand, em Joanesburgo

DA ESQUERDA PARA A DIREITA: Embaixador da República Portuguesa na África do Sul, Carlos Costa Neves
Embaixador da República de Angola na África do Sul, Rui Orlando Xavier
Embaixador da República Federativa do Brasil, Benedicto Fonseca Filho
Esposa do Embaixador de Angola, Embaixatriz Fátima Xavier
Ministro Conselheiro da República de Moçambique na África do Sul, Sérgio Macamo

A F É D E C A R N A V A L
O ano de 2025 demorou um pouco a pegar, o primeiro encontro mensal das brasileiras foi no início de março, comemorando o carnaval Em seguida, a turma se animou e aconteceu o Café de Páscoa e o Café do Dia das Mães Todos muito animados, com sorteios e atividades interativas Café de Carnaval, anfitriã: Kinha Costa. Café de Páscoa: Angela Paraíso. Café das Mães: Conceição Silva

C A F É D E P Á S C O A





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A residência da Chef Conceição Silva está se tornando um ponto de encontro, em Joanesburgo Com um belo apelido de Tempero da Conceição, ela tem aberto seu espaço para eventos Assim, aconteceu o Market de Março, uma feira, onde muitas mulheres do grupo puderam apresentar seus trabalhos e talentos O sucesso foi tanto que se repetiu em maio, o Market das Mães E para rechear as feiras, a turma de Pretória organizou o Bazar das Meninas de Pretória Tudo isso no Tempero da Conceição
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