ESTÓRIAS DA NOSSA TERRA DA ESCASSEZ À TRADIÇÃO: O SABOR DA FARRAFUZA CONTADO POR QUEM A PROTEGE
08. RETROSPETIVA ATIVIDADE MUNICIPAL
12. CULTURAS CARNAVAL, FESTIVAL DA JUVENTUDE E XXIV ROMARIA A CAVALO MOITA-VIANA DO ALENTEJO
18. PATRIMÓNIO O VARINO O BOA VIAGEM
20. ESTÓRIAS DA NOSSA TERRA DA ESCASSEZ À TRADIÇÃO: O SABOR DA FARRAFUZA CONTADO POR QUEM A PROTEGE
22. VAMOS FALAR DE... DESCARTE DE MEDICAMENTOS!
24. MELHOR AMBIENTE ATIVIDADE MUNICIPAL
26. EM PERSPETIVA SAIBA O QUE VAI ACONTECER
27. ARQUIVO MARINHAS DE ALHOS VEDROS
MAIOR MOBILIDADE E MELHOR AMBIENTE
O desenvolvimento do concelho tem avançado a um ritmo assinalável, resultante de uma estratégia focada na modernização do território e na melhoria da qualidade de vida da população. Vários projetos estruturantes já foram concluídos e muitos outros encontram-se em fase de execução, como é o caso da intervenção no nó viário da antiga Nacional 11, em Alhos Vedros. A instalação da nova rotunda representa uma resposta às necessidades de mobilidade, permitindo melhorar as condições de circulação para veículos e peões.
A mobilidade assume hoje um papel central nas políticas públicas locais, sendo um fator determinante para o desenvolvimento económico, social e ambiental das
regiões. A Câmara Municipal tem vindo a apostar em investimentos que promovam maior segurança rodoviária, melhor fluidez no trânsito, acessibilidades mais inclusivas e soluções urbanas mais sustentáveis. Reflexo disso é o alargamento, já em curso, da via entre a rotunda do Juncal e a rotunda do Matão para quatro faixas. Uma obra que vai impactar a vida de todos os que por ali passam diariamente. No que diz respeito ao ambiente e à limpeza urbana, a Câmara Municipal mantém um compromisso firme e contínuo com a valorização do espaço público e a sustentabilidade ambiental. A autarquia investiu mais de um milhão de euros na modernização dos serviços de resíduos e limpeza urbana, através da aquisição de novos equipamentos estratégicos. Estes investimentos demonstram uma visão estratégica e responsável assente na construção de um concelho mais moderno, funcional e preparado para responder aos desafios do futuro. A melhoria das infraestruturas, o reforço da mobilidade, a valorização ambiental e a aposta contínua na qualidade dos serviços públicos refletem um compromisso claro com o bem-estar da população e com o desenvolvimento sustentável do território. Com obras concretas e investimentos estruturantes, o município continua a afirmar-se como um concelho em crescimento, mais competitivo, mais inclusivo e com melhores condições para viver, trabalhar e investir.
Carlos Albino Presidente da Câmara Municipal da Moita
GRANDES INVESTIMENTOS NO CONCELHO
Prioridade na Mobilidade, Património e Ambiente
A Câmara Municipal da Moita está a avançar com um investimento total de cerca de 5 milhões de euros em quatro grandes intervenções no concelho. Em destaque estão a renovação de pavimentos, a requalificação urbana, a conservação do património e a modernização da frota de higiene pública.
MODERNIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE HIGIENE
URBANA
A área dos resíduos e da limpeza urbana vai receber um reforço superior a um milhão de euros para a aquisição de cinco novos equipamentos: duas varredoras mecânicas, duas viaturas de recolha de resíduos e uma viatura
de lavagem de contentores. Estes veículos vão substituir uma frota antiga e aumentar a capacidade de intervenção dos serviços municipais.
Este investimento junta-se a outras medidas já no terreno, como a reestruturação dos circuitos de recolha, a recolha seletiva de biorresíduos, a recolha porta a porta de resíduos de jardinagem e o alargamento dos pontos de recolha para fluxos específicos, como óleos alimentares, cápsulas de café, pilhas e pequenos resíduos perigosos domésticos.
PLANO DE RENOVAÇÃO DE PAVIMENTOS
Com o objetivo de melhorar as condições de circulação viária e a segurança rodoviária, a autarquia identificou vários arruamentos com pavimentos muito deteriorados que criavam constrangimentos ao tráfego.
O plano Repavimentações no Concelho 2026, um investimento de 1,6 milhões de euros, previsto em orçamento, vai reabilitar as faixas de rodagem mais degradadas através da renovação da camada de desgaste.
DESTAQUE
MODERNIZAÇÃO RODOVIÁRIA E PEDONAL EM ALHOS VEDROS
A requalificação do eixo urbano entre a Travessa do Mercado e a estação ferroviária de Alhos Vedros vai resolver diversos problemas de circulação rodoviária e pedonal existentes há vários anos. Esta empreitada, orçamentada em 955 462,54 €, foca-se na melhoria das condições de circulação através de soluções materiais inertes e naturais economicamente viáveis e sustentáveis, com atenção à manutenção futura e à mitigação das ondas de calor. Os trabalhos preveem a construção de uma rotunda
e o reperfilamento da Rua dos Ferroviários, permitindo dois sentidos de circulação nos troços a norte da EN11 e a sul, paralelo ao caminho de ferro.
A intervenção vai também transformar a área do terreiro num espaço integrado com zona de eventos e estacionamento, e reabilitar a zona do Poço Mourisco, valorizando este elemento arquitetónico e o exemplar arbóreo existente. O aumento do passeio da Rua dos Ferroviários reforçará a segurança e a mobilidade dos peões.
VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO LOCAL
A segunda fase das obras de conservação e restauro do Palacete dos Condes de Sampayo representa um investimento planeado, cujo valor se encontra atualmente em revisão e está estimado em cerca de 1,5 milhões de euros. Esta intervenção foca-se na preservação e recuperação histórica deste edificado emblemático do concelho. Esta segunda fase de obras mantém, claro, o desejo por parte da autarquia de manter programa funcional de espaço museológico.
Projeto 3D
MUNICÍPIO DA MOITA
TRIUNFOU NA BTL
O Município da Moita marcou presença na BTL - Better Tourism Lisbon Travel Market, que decorreu entre os dias 25 de fevereiro e 1 de março na FIL, em Lisboa. O stand da Câmara Municipal da Moita teve centenas de visitantes com destaque para o Solar da Freira, Ostras do Tejo, Noite Branca, Romaria a Cavalo Moita-Viana do Alentejo e Carnaval da S.F.R.U.A. TURISMO
CÂMARA MUNICIPAL DA MOITA DEFENDE SAÚDE DAS FAMÍLIAS
No dia 2 de março, os presidentes dos nove municípios deslocaram-se ao Ministério da Saúde, em Lisboa, na tentativa de reunir com a Ministra da tutela, Dra. Ana Paula Martins, no entanto, a mesma não demonstrou disponibilidade para os receber e foi, então, entregue um documento com a posição de todos.
CÂMARA MUNICIPAL REÚNE COM ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE LISBOA
O Presidente Carlos Albino esteve reunido, em 26 de janeiro, com o Presidente do Conselho de Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e Lisboa, Vítor Caldeirinha, para discutir um protocolo para cedência da gestão das áreas sem interesse portuário para o domínio do Município.
ACÇÃO SOCIAL 04
MUNICÍPIO DA MOITA
CELEBRA ‘COMUNIDADES EM AÇÃO’
No dia 23 de janeiro realizou-se a cerimónia de encerramento da iniciativa “Comunidades em Ação - Operações Integradas Metropolitanas”, na Biblioteca Municipal da Moita. As zonas que beneficiaram destas intervenções foram, sobretudo, Alhos Vedros (Fonte da Prata), Vale da Amoreira e Baixa da Banheira.
ACÇÃO SOCIAL 05
MOITA EM MISSÃO DE SOLIDARIEDADE EM LEIRIA
Um contingente de cerca de 50 operacionais da Câmara Municipal da Moita partiu, no dia 3 de fevereiro, para ajudar as famílias que viram as suas vidas arrasadas pela recente tempestade em Leiria.
Com eles, levaram uma tonelada de alimentação para animais, lonas, material de abrigo e ainda alimentos e roupas.
GALA DO DESPORTO NOITE DE ESTRELAS ILUMINA MUNICÍPIO DA MOITA
Realizou-se no dia 31 de janeiro a Gala do Desporto, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, numa cerimónia repleta de emoções fortes que celebrou os feitos desportivos da época 2024/2025.
RETROSPETIVA
MUNICÍPIO 07
MUNICÍPIO ADQUIRE
NOVO TERRENO
No passado dia 18 de fevereiro, o Município da Moita adquiriu um prédio rústico composto por terreno de cultura arvense, horta, árvores de fruto e dependência agrícola, com a área total de 38.320m2, na freguesia do Vale da Amoreira, concelho da Moita, pelo montante global 128 mil euros.
EDUCAÇÃO 08
CÂMARA DA MOITA EXIGE
CELERIDADE NAS OBRAS DA ESCOLA SECUNDÁRIA E REFORÇA PRESSÃO
INSTITUCIONAL
No dia 6 de março, a Autarquia promoveu reunião de acompanhamento no Salão Nobre para avaliar intervenções após a tempestade Kristin. O Município tem liderado as diligências e a exigência de soluções junto das entidades responsáveis, de forma a garantir que não existam novos atrasos no funcionamento da escola.
AMBIENTE
MUNICÍPIO DA MOITA VOTA
CONTRA CONTAS DA SIMARSUL E REIVINDICA SOLUÇÃO PARA DESCARGAS NO TEJO
O Presidente da Câmara Municipal da Moita, Carlos Albino, votou contra o Relatório de Gestão e Contas do Exercício de 2025 da SIMARSUL, face à persistência de graves problemas ambientais que afetam o concelho. Durante a sessão, o Município da Moita alertou para a gravidade das descargas de águas residuais sem tratamento, com consequências negativas para o ambiente e para a saúde pública, com destaque para a Estação Elevatória de Alhos Vedros.
DESPORTO 10
MUNICÍPIO DA MOITA SAÚDA
OS ATLETAS MEDALHADOS
VASCO PESO E INÊS REIS
O dia 12 de abril de 2026 é um marco histórico na vida dos atletas Vasco Peso (Campeão Europeu de Tumbling masculino sénior) e Inês Reis (conquistou o 3.º lugar no Campeonato Europeu de Ginástica de Trampolins, em Duplo Mini-Trampolim).
Ambos foram recebidos no Salão Nobre dos Paços do Concelho pelo Presidente Carlos Albino e pelo Vereador António Carlos Pereira.
EDUCAÇÃO 11
FEIRA DE FORMAÇÃO
E EMPREGO ATRAI MILHARES DE PESSOAS
A V edição de Feira de Formação e Emprego Barreiro-Moita realizou-se no Pavilhão Municipal de Exposições da Moita e acolheu milhares de pessoas, nos dias 29 e 30 de abril.
Numa organização conjunta entre os Município da Moita, do Barreiro e Cooperativa de Solidariedade Rumo, o objetivo desta feira é concentrar parceiros estratégicos para todos aqueles que pretendam construir o seu futuro.
CULTURA 12
MUNICÍPIO DA MOITA
CELEBRA A LIBERDADE
O Município da Moita assinalou o 52.º aniversário da Revolução dos Cravos, bem como os 50 anos da Constituição da República e das primeiras eleições livres para as autarquias locais.
Na noite de 24 de abril, os Amália Hoje atuaram perante centenas de pessoas no Largo da Caldeira da Moita.
No dia 25 de abril, aconteceu a Sessão Solene da Assembleia Municipal da Moita, na Praça da República, na Moita.
“Queremos um município que não seja ponto de passagem, mas onde os melhores se fixam”
Em entrevista, o Presidente Carlos Albino, destaca o investimento na habitação, na higiene urbana e no desbloqueio de obras estruturantes para fixar os seus munícipes.
ENTREVISTA
Senhor Presidente, primeira entrevista na nossa revista municipal pós reeleição. Olhando para o mandato que terminou em outubro, qual é o sentimento predominante ao fechar esse capítulo e iniciar este novo ciclo?
Enorme orgulho nas nossas equipas e profissionais da Câmara Municipal bem como dos elementos do executivo que me acompanharam ao longo de quatro anos, provando que bastava ter coragem para mudar a forma de trabalhar, para entregar mais aos munícipes sem aumentar qualquer taxa, apesar dos fortes custos de contexto que se fizeram sentir. É com enorme vontade de continuar a fazer acontecer toda essa transformação que iniciamos o mandato pois os munícipes esperam de nós cada vez mais e melhor.
A vitória eleitoral é, em última análise, uma validação do trabalho feito. Quais considera terem sido os projetos cruciais do último mandato que mais pesaram na decisão dos munícipes em renovar a confiança na sua equipa?
A vitória eleitoral apenas se traduz num reforço da confiança no caminho de desenvolvimento que temos vindo a fazer e que agora com projetos dos já concluídos, finalmente o concelho da Moita pode acelerar a convergência face ao desenvolvimento e qualidade de vida que todos nós desejamos.
No mandato anterior, houve projetos que, por razões externas ou burocráticas, não avançaram ao ritmo desejado. Como é que a experiência desses últimos quatro anos vai ajudar a desbloquear essas situações agora?
Efetivamente houve dois projetos que ficaram por executar, no mandato anterior, mas dos quais não desistimos.
A incapacidade dos técnicos contratualizados nos darem em tempo útil o projeto da Escola Secundária da Baixa da Banheira, colocou em causa o nosso planeamento das obras que tínhamos pela frente, e o aumento dos custos de construção e a falta de projeto de execução não permitiram a entrada, também, do projeto da Barra Cheia no financiamento do PRR. Mas ambos não estão esquecidos, e ambos já estão a fazer o seu caminho para serem executados neste mandato.
Com este novo mandato já em curso, quais são as prioridades absolutas para os primeiros seis meses desta governação?
As prioridades são cumprir aquilo com que nos apresentámos em eleições. Medida por medida, é esse o nosso objetivo e já estamos a avançar em toda a linha, seja nos projetos dos pavilhões das escolas, seja nas repavimentações, e tantas outras intervenções programadas. O Concelho está a mudar e cada vez mais se destacará na Península de Setúbal.
A Moita tem enfrentado desafios ao nível da coesão territorial. Como pretende equilibrar o investimento entre as diferentes freguesias para que todos os munícipes sintam o desenvolvimento de forma igual?
É com enorme humildade que devemos reconhecer as especificidades de cada uma das localidades mesmo dentro das freguesias e ouvindo as pessoas procurar dar resposta às suas preocupações, algumas delas com mais de 30 anos. Vamos fazer tudo por procurar corresponder às suas expectativas, conscientes que não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, e temos limites orçamentais e depois a “malvada” da burocracia.
A sustentabilidade e a higiene urbana são temas recorrentes na agenda local. Que medidas concretas e novas tecnologias pretende implementar para tornar o concelho mais limpo e amigo do ambiente?
Estamos a fazer uma enorme aposta na higiene urbana e foi nesse sentido que logo no início do mandato demos início ao procedimento de aquisição de duas novas varredoras e dois novos camiões do lixo para substituir uma frota que já tem veículos com 25 anos e estão a apresentar avarias constantes. Além de que iremos continuar a contratar pessoas e ajustar os serviços para que possam cada vez mais fazer um bom trabalho. Mas contamos com todos e os munícipes, uma parte fundamental nesse processo, pois todos temos de cuidar, manter e contribuir para a higiene do espaço público. Continuaram, portanto, a existir campanhas de sensibilização para as boas práticas.
A habitação é uma preocupação nacional com impacto local. Que estratégia tem a autarquia para garantir o acesso à habitação digna, especialmente para as famílias com menos recursos e para a classe média?
Temos recebido muitos investidores, existem muitos projetos com maturidade muito elevada, pelo que esperamos que se iniciem como já foi publicitado pelos promotores um crescimento sustentado de novas habitações. O processo de loteamento da Fonte da Prata está a andar e só aí, e como já foi dito são 2200 novos fogos potenciais.
A gestão municipal é feita de proximidade. De que forma pretende reforçar o diálogo direto com os cidadãos e com as associações locais nestes próximos anos?
Andar na rua, ouvir as pessoas, reunir com as instituições. Este é o caminho, é isto que tentamos fazer sempre. Bem sei que ainda falta muito, mas em jeito de desejo, no final deste mandato, como gostaria que a Moita fosse reconhecida a nível regional e nacional? Qual é a sua visão de longo prazo para esta “Janela Para o Tejo”?
Queremos um município que é ponto não de passagem, mas onde os melhores se fixam.
CARNAVAL 2026 Diversão de noite e de dia!
Os foliões voltaram a sair à rua em fevereiro para assinalar o Carnaval.
Foram centenas de foliões que saíram à rua no concelho da Moita que voltou a marcar pela irreverência dos seus corsos de Carnaval. Além do Carnaval Noturno, da Moita que juntou vários apaixonados por esta altura do ano, as escolas da ESUCA e da SFRUA, de Alhos Vedros voltaram a apostar tudo e mostraram aquilo que melhor sabem fazer: divertir-se como ninguém. As imagens… não mentem.
FESTIVAL DA JUVENTUDE: Arte, dança, música e desporto de mãos dadas
A edição do Festival da Juventude de 2026 fica marcada por novidades, com as Noites da Juventude a acontecerem, pela primeira vez, na Praça da República. Os DJ alegraram duas noites seguidas os jovens do concelho que embelezaram o largo, em frente aos Paços do Concelho com uma energia contagiante. Os jogos interescolares da Moita (JIM) voltaram a puxar pelo desportivismo dos alunos da Moita, assim como a Arte Jovem, e os espetáculos de dança levaram muitos ao Fórum Cultural José Manuel Figueiredo. O Skatepark da Baixa da Banheira foi, também palco de uma tarde em que o BMX e as manobras arriscadas com a bicicleta deixaram muitos impressionados.
ROMARIA A CAVALO MOITA-VIANA DO ALENTEJO: uma jornada de fé!
A Romaria a Cavalo Moita-Viana do Alentejo voltou a ter uma edição deste evento equestre e religioso com muita adesão.
CULTURAS
Foram centenas os romeiros que partiram da Moita e milhares aqueles que chegaram a Viana do Alentejo e que se foram juntando ao grupo inicial. No dia 25 de abril o Santuário de Nossa Senhora d’Aires, foi palco de uma enorme onda de fé trazida por homens e mulheres que cumprem as suas promessas nesta tão tradicional romaria.
O padrinho deste ano foi o apresentador José Figueiras e o balanço feito pelos autarcas dos Municípios que se juntam nesta iniciativa é positivo. De recordar que esta foi a XXIV edição. Em 2027, pretende-se que este evento volte e com um número muito especial a 25ª edição. O grupo de Romeiros da Tradição Moitense assim como o grupo de Romeiros da Associação Equestre de Viana do Alentejo prometem trabalhar com afinco nesta que será uma edição muito especial do evento.
O PEDRO BARGADO
“VOU MUDAR O MUNDO À MINHA
MANEIRA”
Da Marginal da Moita aos grandes musicais do país, o ator e cantor regressa a casa para revirar as memórias de infância, recordar os que partiram e reafirmar que a arte é a sua única forma de salvar o mundo.
ponto de encontro não foi escolhido ao acaso. A Marginal da Moita, hoje desenhada com contornos de uma modernidade que abraça o Tejo, serve de cenário e de metáfora para a vida de Pedro Bargado.
O rapaz que ali corria em miúdo olha em redor e elogia as novas linhas da frente ribeirinha.
“Está muito diferente daquilo que eu conhecia quando era miúdo. A coisa era mais simples, agora está muito mais bem desenhado, preparado para uma vila-cidade. E está a ficar maravilhosa”, confessa o artista. Foi ali, entre o salpico do rio e o sotaque da sua gente, que o somatório de quem ele é começou a desenhar-se.
Desde 1997 que o seu nome se escreve em linhas douradas do panorama musical e teatral português, mas a viagem começou muito antes, embalada por uma urgência de expressão que nem o próprio sabia onde arrumar.
Com apenas cinco ou seis anos, o “puto” Pedro sentia-se perdido entre o canto e a dança. O sonho artístico ficou temporariamente guardado na gaveta e deu lugar ao desporto na Escola Secundária da Moita.
Contudo, os professores da escola pública encarregaram-se de não o deixar esquecer a sua essência. Nomes como a professora Antónia, que o desafiava a dar aulas de dança aos colegas, ou Adina José e Laura Camarão, funcionaram como faróis protetores contra os preconceitos da época. “Antigamente o ser artista ou ser cantor era, o que é isso, afinal de contas? São almas soltas. Normalmente quando tens a alma solta e estás de bem contigo e com o mundo, às vezes isso causa impressão às outras pessoas e acaba por ser um travão. Os professores, nesse momento, salvaram-me montes de vezes sem sequer saberem. Empurraram-me porque acreditavam em mim”, recorda com gratidão. A par da escola, houve outro palco improvável na vila que lhe abriu as portas da representação: a catequese. Foi numa encenação da carochinha e do João Ratão que descobriu o prazer puro de “ser outra pessoa”. Longe de ambições técnicas, o teatro nasceu como um espaço de diversão e liberdade.
GENTE DE CÁ
O RIGOR DOS MESTRES E O ABRAÇO DE SARA TAVARES
Rotulado como o “pacote inteiro” por cantar, dançar, representar, compor e dar voz a personagens icónicas como o Mufasa, de “O Rei Leão”, Pedro Bargado recusa pedestais. Mal o espetáculo termina, prefere a pacatez e regressar a casa. “Não me vejo na posição de ‘ai, sou cantor’. Continuo a ser o mesmo parvalhão. Se ficam a falar de mim, se eu tivesse um buraco, desaparecia. Isto é estúpido, mas ouço e sinto-me desconfortável”, assume.
A entrega ao trabalho valeu-lhe parceria com grandes figuras. Uma delas foi Sara Tavares, que Pedro conheceu na Moita após a sua participação no “Chuva de Estrelas”, em 1997. O impacto de a ouvir cantar foi tal que o destino acabou por juntá-los num concerto na Praça da República. A ligação resultou numa digressão por África e levou-o às aulas com a prestigiada Cristina de Castro. Sem dinheiro para transportes Pedro saía da Moita e fazia quilómetros a pé para não faltar. “Nós somos sempre o somatório de vários alguéns, de várias situações. Sou o que sou porque tenho estas pessoas que me deram essa energia”, diz, estendendo o elogio a Filipe La Féria, com quem aprendeu o rigor cego do teatro musical: “É preciso ser um bocadinho o dono do chicote para as coisas acontecerem”,afirma. Se em “O Meu Pé de Laranja Lima” sentiu a alma exposta, foi como Judas, em “Jesus Cristo Superstar”, que viveu o maior desgaste. Curiosamente, a mecânica corporal do vilão bíblico nasceu ao observar um gato de rua no Porto.
O papel coincidiu com a trágica morte do irmão. “O Judas consumiu-me, mas ensinou-me a crescer. Senti que nestes últimos anos cresci, mas foi preciso o meu pai morrer e o meu irmão morrer para eu crescer. Sempre fui muito sonhador, daquele tipo que nunca vê mal em ninguém, e depois desiludo-me pelo caminho”, assume.
O PORTO DE ABRIGO NA URBANIZAÇÃO SÃO SEBASTIÃO
O grande sonho de Pedro não é egoísta. “Se ganhasse o Euromilhões dava tudo sabendo que aquele dinheiro ia ajudar bué gente”. garante. Enquanto esse dia não chega, a sua terapia é visitar a Urbanização São Sebastião, o “seu bairro”. Ali as memórias ganham a textura de um filme antigo, das laranjas que “gamava” nos quintais, às quedas numa serração. “Voltar ao bairro é voltar ao espaço onde me sinto bem. Se eu estiver mal é aqui que recupero forças. Falo com a minha mãe e saio outra pessoa. Saio com uma paz que não tem preço. E só consegues sacar isso quando a tua infância foi bem vivida”, garante.
Hoje, confrontado com a dor da ausência e com a loucura de um planeta em guerra, Pedro Bargado agarra-se ao seu lado “Peter Pan” como um escudo protetor. Resguardado das redes sociais, faz da arte a sua trincheira.
“É o meu grito ao mundo. Porque senão, seria uma pessoa que estaria toda a hora nas redes sociais a tentar mudar o mundo, sabendo que não ia mudar nada. Vou mudar o mundo à minha maneira: com a minha música, com o meu acting, com a minha outra forma de lutar”, assegura.
VARINO O BOA VIAGEM A alma viva do Tejo nos olhos de quem passa
Com vinte metros de comprimento e um colorido inconfundível, O Boa Viagem é o guardião da memória ribeirinha da Moita. Classificada como bem cultural, esta embarcação tradicional, salva pela autarquia e restaurada por técnicas ancestrais, continua a içar as velas para que a ligação histórica da comunidade ao Tejo nunca se perca no tempo.
PATRIMÓNIO
ORio Tejo não é apenas uma moldura feita de água que desenha os contornos do concelho da Moita. Na verdade, é parte do sangue que corre nas veias da sua história. Durante séculos, as duas margens do estuário uniram-se através de um vaivém constante de velas e de gentes, numa cumplicidade antiga onde a atividade naval moldou a identidade da região.
Foi neste jogo de marés que nasceram embarcações únicas, desenhadas pelo engenho humano para responder aos desafios do rio. Botes, faluas, fragatas e varinos cruzavam as águas, carregando mercadorias, sonhos e o sustento de famílias. Hoje, as memórias desses tempos antigos não se guardam apenas nos livros de história. Elas navegam de forma imponente e colorida, sob o nome de O Boa Viagem.
Este varino, orgulho da Câmara Municipal da Moita e de todos os munícipes, é muito mais do que um barco antigo. Ele é um monumento vivo, um testemunho flutuante da resiliência de homens antigos. Com cerca de vinte metros de comprimento e cinco de largura, o varino foi outrora um gigante de carga capaz de transportar até duzentas toneladas. A sua fisionomia conta a história da sua adaptação ao meio. O fundo chato, desenhado com mestria, permitia-lhe deslizar com segurança pelos esteiros e pelas águas de pouca profundidade. Ao olhar para ele, a vista detém-se na proa redonda, coroada pelo caneco ou capelo que se curva docemente para dentro, desafiando o vento.
Mas o que verdadeiramente emociona quem vê O Boa Viagem a rasgar as águas é o seu colorido inconfundível. As pinturas decorativas que ostenta no painel da proa, na antepara e nos barbados são autênticas obras de arte, explosões de cor que refletem a alegria e a alma dos antigos marítimos.
Manter viva uma joia destas exige paixão e respeito pelas raízes. Entre 1980 e 1981, numa altura em que o património ribeirinho corria o risco de cair no esquecimento, o Município da Moita assumiu um papel importante. No estaleiro naval do Mestre José Lopes, atualmente pertencente ao filho deste, o Mestre Jaime Lopes, a autarquia promoveu a recuperação total da embarcação. Três décadas mais tarde, entre 2010 e 2011, o peso dos anos exigiu um novo ato de amor. Nos estaleiros navais de Sarilhos Pequenos, O Boa Viagem entregou-se novamente às mãos dos poucos que ainda guardam os segredos do rio. Ali, através de técnicas ancestrais de carpintaria naval, calafeto meticuloso e tratamento rigoroso das madeiras, o varino renasceu.
O reconhecimento oficial desta dedicação chegou a 28 de setembro de 2011, data em que foi classificado como bem cultural de interesse municipal.
Hoje, quando as velas d’ O Boa Viagem se içam e o barco desliza pelo Tejo, o tempo parece parar. Ele transporta o passado para o presente, garantindo que as novas gerações saibam de onde vêm. Ver este varino navegar é ver a própria história da Moita a flutuar com dignidade, beleza e uma promessa eterna de que a identidade ribeirinha nunca irá naufragar.
NESTA EMBARCAÇÃO TÍPICA
O atual executivo continua a apostar nesta embarcação e todos os anos faz vários melhoramentos. Estes podem ser vistos, aliás, por si se viajar nesta embarcação.
Contacte o Posto de Turismo da Moita e saiba que rotas existem. Pode viajar e sentir por si a imponência desta embarcação. A época fluvial d’O Boa Viagem iniciou-se no dia 15 de maio.
VIAJE
DA ESCASSEZ À TRADIÇÃO: O SABOR DA FARRAFUZA CONTADO POR
QUEM A
PROTEGE
Por Marco Semião
Como é que um prato nascido da necessidade dos homens do mar se tornou o maior símbolo gastronómico do concelho Moita?
Marco Semião guia-nos numa viagem no tempo através das memórias, do pão, do tomate e do ovo que alimentaram gerações.
ESTÓRIAS DA NOSSA TERRA
As águas do Tejo que banham o concelho da Moita guardam histórias de esforço, resiliência e de uma identidade profundamente ligada ao rio. Mas a história local também se escreve e se apura à mesa.
Entre as receitas tradicionais, há uma que se destaca não pela exuberância, mas pela genialidade da sobrevivência: a Farrafuza. Para compreender o peso histórico deste prato, conversámos com Marco Semião, profundo conhecedor e defensor deste património gastronómico do concelho da Moita que nos transportou para a época em que o rio era o sustento, mas o peixe um luxo proibido para quem o pescava.
“Falar da Farrafuza é falar de uma parte da própria alma das freguesias do concelho da Moita e dos nossos homens do mar”, começa por explicar Marco Semião. “Hoje olhamos para a gastronomia com um sentido de celebração, mas a Farrafuza nasceu de uma necessidade severa. Os nossos pescadores e marítimos saíam para o rio para garantir o sustento. O peixe que vinha nas redes era o ganha-pão, a moeda de troca para pagar as contas e manter a casa.
Não podia ser consumido pela família; tinha de ser vendido”, recorda este homem, que é mestre do varino municipal “O Boa Viagem”.
Perante este cenário, e com famílias numerosas para alimentar, a criatividade aguçou-se a bordo das embarcações típicas e nas cozinhas modestas da beira-rio. Se o peixe estava fora de questão, o engenho humano tratou de recriar o conforto de uma caldeirada com os ingredientes mais humildes e acessíveis que a terra e o bolso permitiam.
tem ganho uma nova vida graças ao esforço de preservação cultural e a iniciativas que voltam a colocar a identidade da Moita no prato dos munícipes e visitantes.
Para Marco Semião, salvaguardar esta receita é manter vivo o respeito pelos antepassados que moldaram o concelho.
“Não podemos deixar que a Farrafuza se perca, porque ela transporta o ADN da nossa comunidade. Quando comemos este prato hoje, não estamos apenas a saborear uma excelente combinação de tomate, pão e ovo; estamos a homenagear a resiliência daqueles homens e mulheres do mar. É a prova viva de que a nossa cultura soube transformar a escassez em orgulho e tradição”, conclui-nos Marco, que já fez este prato em várias situações para representar a Moita, incluindo, algumas vezes n’O Boa Viagem.
“A Farrafuza é, no fundo, uma caldeirada sem peixe”, aponta Marco. “Os homens faziam um refogado rico, uma base com muito tomate, cebola e o que houvesse à mão. A magia acontecia quando se juntava o pão duro, que absorvia todo aquele molho apurado, e se escalfavam os ovos lá dentro. Era um prato robusto, quente, feito para aconchegar o estômago depois de horas de trabalho duro no rio, e que conseguia esticar-se para alimentar aquelas famílias enormes da época”, revela-nos. O prato, que durante décadas correu o risco de ficar esquecido no baú das memórias antigas,
… DESCARTE
Eliminar medicamentos de forma incorreta deixa marcas negativas no ambiente e na saúde. Saiba como os eliminar de forma correta, poupar o ambiente e proteger a sua saúde e a dos demais.
As dicas são do Dr.º Luís Figueiredo, Diretor-Geral da VALORMED.
VAMOS FALAR
O DE MEDICAMENTOS!
O descarte de medicamentos é, ainda hoje, um tema frequentemente desvalorizado no quotidiano dos cidadãos, mas com um impacto significativo na proteção do ambiente e na salvaguarda da saúde pública.
Tal como acontece com outros fluxos de resíduos, a forma como gerimos os medicamentos fora de uso revela o grau de maturidade de uma sociedade face aos desafios da sustentabilidade.
Em Portugal e na fileira dos resíduos de medicamentos, vimos assistindo a uma evolução positiva na consciência ambiental, refletida no aumento da sua devolução fora de prazo ou já não utilizados. Em 2025, foram recolhidas quase 1 400 toneladas destes resíduos, um indicador encorajador, ainda que aquém do desejável, face ao volume que permanece nas habitações ou é eliminado no lixo, ecopontos ou através dos esgotos.
Ao contrário de outros resíduos, os medicamentos exigem um tratamento específico e rigoroso. A sua composição química pode representar riscos ambientais relevantes, nomeadamente através da contaminação de solos e recursos hídricos, com impactos diretos nos ecossistemas e, em última análise, na própria saúde humana. Por essa razão, não podem, nem devem, ser tratados como resíduos comuns.
É neste contexto que o papel de sistemas integrados como o SIGREM assume particular relevância. Em Portugal, a VALORMED tem vindo a assegurar, há mais de 25 anos, um modelo estruturado e eficiente de recolha e tratamento de resíduos de medicamentos e respetivas embalagens. Através de uma rede nacional de pontos de retoma, representados pelas farmácias e parafarmácias, é possível garantir que estes resíduos são devidamente encaminhados para triagem e tratamento adequado, seja por via da reciclagem de materiais ou da valorização energética dos componentes não recicláveis.
Este sistema assenta numa lógica de responsabilidade partilhada, cujo papel principal cabe aos cidadãos. É esta articulação que permite assegurar elevados padrões de segurança, eficiência logística e controlo
ambiental, evitando riscos como a reutilização indevida, a falsificação ou o desvio de medicamentos. Neste sentido, a VALORMED tem vindo, também, a reforçar o seu papel na sensibilização da população através de campanhas nacionais, como a que está em curso em 2026, sob o mote “Há escolhas que deixam marcas no futuro do planeta”. Esta iniciativa procura tornar mais evidente o impacto das decisões do dia a dia, mostrando que eliminar medicamentos de forma incorreta deixa marcas negativas no ambiente e na saúde, enquanto a sua devolução nos pontos de recolha contribui para reduzir a Pegada EcoMED e proteger o futuro coletivo. Mais do que informar, esta campanha pretende mobilizar os cidadãos para a adoção de comportamentos responsáveis, transformando um gesto simples numa rotina essencial.
Importa reforçar, no entanto, que a existência de infraestruturas eficazes não dispensa o papel ativo de cada cidadão. O gesto de devolver medicamentos fora de uso é simples, acessível e sem custos, mas tem um impacto coletivo significativo. Cada embalagem entregue representa menos poluição, maior segurança e um contributo direto para um sistema mais sustentável.
Num momento em que a economia circular se afirma como um eixo central das políticas ambientais, o setor farmacêutico tem vindo a dar passos relevantes, nomeadamente através do ecodesenho de embalagens e da otimização dos processos logísticos. Ainda assim, subsistem desafios importantes, desde logo ao nível da reciclabilidade de alguns materiais e da necessidade de aumentar as taxas de recolha. Falar de descarte de medicamentos é, acima de tudo, falar de responsabilidade: responsabilidade individual, nas escolhas e comportamentos do dia a dia e responsabilidade coletiva, na forma como estruturamos sistemas, definimos políticas e promovemos uma cultura de sustentabilidade. Mais do que uma obrigação, trata-se de uma oportunidade para proteger o ambiente, preservar recursos e garantir que a saúde pública continua a ser salvaguardada de forma eficaz e sustentável. Porque, no final, são os pequenos gestos que constroem as grandes mudanças.
ALUNOS DO 4º ANO RECEBERAM GUIA DO PEQUENO EXPLORADOR DA NATUREZA
No início da Primavera, todos os alunos do 4º ano das escolas básicas da Moita receberam o Guia do Pequeno Explorador da Natureza.
O Presidente da Câmara, Carlos Albino, e o Vereador da Educação, António Pereira, iniciaram a distribuição na véspera do Dia da Árvore, visitando seis escolas para sensibilizar crianças e professores sobre o património natural e o Ambiente.
Esta edição é dedicada ao Parque Municipal da Moita e ao Parque José Afonso (Baixa da Banheira), complementando o primeiro guia sobre a zona ribeirinha entre o Sítio das Marinhas e a Praia do Rosário.
As publicações servem de recurso educativo para o estudo do meio e visam consciencializar a comunidade para a biodiversidade local. Propor a exploração da fauna e flora dos parques municipais através de jogos e identificação de espécies é o objetivo deste Guia, que diverte e ensina.
OFICINA DE RESTAURO DE MÓVEIS FOI UM
SUCESSO
A Câmara Municipal promoveu, entre fevereiro e março, a primeira “Oficina de Restauro de Móveis” no Espaço FAVO, em Alhos Vedros. Ao longo de quatro sessões, os participantes aprenderam técnicas para recuperar pequenas peças de mobiliário, estimulando a reutilização criativa e a redução de resíduos.
Com inscrições limitadas a 10 residentes do Concelho da Moita para garantir um acompanhamento personalizado, os resultados superaram as expetativas. No final, os participantes elogiaram a iniciativa, garantindo que vão continuar a recuperar madeiras descartadas que, de outra forma, iriam para o lixo.
Anteriormente, o Município já tinha realizado três workshops com a mesma temática. A elevada procura demonstra o grande interesse dos munícipes pela economia circular e por práticas sustentáveis.
A autarquia continuará a promover estas atividades regularmente. Para informações, consulte www.cm-moita.pt ou ligue para a Linha Verde dos Resíduos (800 210 633).
HORTAS ESCOLARES – MAIS UM ANO
A DAR FRUTOS … E LEGUMES
No ano letivo 2025/26, o projeto Agricultura Biológica e Compostagem na Escola, do Município da Moita, abrangeu cerca de 1450 crianças de 17 escolas do 1º ciclo, três jardins de infância e duas Unidades Multideficiência.
Apesar do mau tempo no inverno, a maioria das escolas conseguiu colher favas, alfaces e couves, criando ainda oásis para polinizadores com flores e um medronheiro oferecido pela autarquia. Alunos e professores prepararam cartazes com materiais recicláveis, que estiveram expostos na 20ª Biofesta – Mostra de Projetos e Produtos Sustentáveis, a 17 de maio, na Moita.
O Município agradece a colaboração dos docentes e auxiliares neste projeto que incentiva o contacto com a terra, a Natureza e a produção sustentável de alimentos.
CÂMARA PROMOVE
CAMPANHA
SOBRE LITERACIA
AMBIENTAL DIRIGIDA
ÀS ESCOLAS BÁSICAS 2/3 E SECUNDÁRIAS
Nos meses de abril e maio, a Câmara Municipal, através da Divisão de Resíduos e Ambiente Urbano, lançou o desafio “Vê Onde Pões os Pés” às escolas de 2º, 3º ciclo e secundárias. O objetivo foi combater a “cegueira vegetal”, aumentar a literacia ambiental dos jovens, valorizar o património natural da Moita e contrariar a ideia de que as ervas espontâneas são lixo.
Cada escola recebeu uma pequena exposição e recursos educativos sobre a utilidade e beleza das plantas locais. Paralelamente, realizaram-se sessões de sensibilização que abrangeram 14 turmas e mais de 300 alunos.
A adesão superou as expetativas, com destaque para as Unidades de Multideficiência, de Ensino Estruturado e o Projeto Eco-Escolas da Secundária da Baixa da Banheira.
Após caminhadas de pesquisa na escola, estes alunos criaram uma exposição fotográfica e de desenho sobre flores silvestres.
Hoje, as plantas e flores silvestres são redescobertas pela sua beleza e pelo papel crucial na conservação dos ecossistemas, agricultura e produção sustentável.
BIOFESTA CELEBRA
20 ANOS COM RECORDE DE ENERGIA
E SUSTENTABILIDADE
O Largo Conde Ferreira, na Moita, acolheu a 20ª edição da Biofesta – Mostra de Produtos Biológicos, Ambiente e Sustentabilidade.
O certame celebrou o percurso do Município na promoção ecológica com um programa recheado de projetos ambientais, artesanato e comércio biológico. Um dos grandes destaques da manhã foi a degustação criativa dinamizada pela Escola Técnica Profissional da Moita (ETPM). Alunos e professores surpreenderam os visitantes ao confecionar produtos endógenos e locais, como a couve lombarda da Fazenda Concórdio, macroalgas da AlgaPlus e figo-da-índia da P.Cactus. O público pôde ainda desfrutar de café biológico (patrocínio Delta Cafés) numa chávena comemorativa oferecida pela autarquia.
A alimentação saudável e a economia de proximidade dominaram as conversas e o ciclo de palestras, que contou com
S. ENERGIA (energias renováveis), Confraria do Figo-da-Índia e Ana Marques (Fazenda Concórdio), que destacou os 17 anos do projeto de circuitos curtos PROVE no concelho.
A animação esteve ao rubro com as atuações da Big Mouse Band, Banda Filarmónica da Moita e Universidade Sénior, além das pinturas ribeirinhas ao vivo por Eduardo Rodrigues. Os mais novos contaram com ateliers de reciclagem dinamizados pela Centrifuga. Expositores Presentes: Pão do Pilão, Queijaria Portinho, Courela dos Pegos, Sabor Bio, Arrábida Mel, Cordas e Trapos, Quinta da Salema, Morangos da Fonte, Horta do Legado, Aromas da Dinha, S. Energia, Confraria do Figo-da-índia/P-Cactus, Fazenda Concórdio, Helena Loução, Paisagindo Bio, Eduardo Rodrigues, Scobis, Sabores Apurados,
FESTAS POPULARES DO CONCELHO
Esta é uma altura muito especial. O verão traz o calor, a boa disposição e sobretudo o convívio com os amigos e família, sobretudo para aqueles que são emigrantes e regressam ao nosso país para estar com os seus e voltar às raízes. E por falar em raízes, as festas populares são sempre um momento de celebração.
MARCHAS POPULARES
DA BAIXA DA BANHEIRA
O evento organizado pela União Desportiva e Cultural Banheirense tem crescido e são cada vez mais os grupos de marchantes. É isso que vai acontecer a 20 de junho, a partir das 21:00 horas na Rua S. Francisco de Assis, na Baixa da Banheira. Este ano marcham: a Marcha do União Banheirense, a Marcha Popular “As Ginginhas”, da Salvada, a Marcha de São Vicente, de Cuba, a Marcha dos Loureiros, de Palmela, a Marcha do Castelo e a Marcha da Penha de França.
No concelho da Moita não é diferente e de maio a setembro são muitas as festas populares comemoradas em cada uma das freguesias.
O destaque vai para elas mesmas, as festas populares que muitas vezes juntam diversão e fé, ou não fosse cada uma destas festas em homenagem a uma figura religiosa vista como protetora.
CULTURFEST
Este evento vai juntar, mais uma vez, num só local, n’A Quinta Fonte da Prata, diferentes culturas, costumes, gastronomia, artesanato, música, dança, entre tantas outras atividades vai acontecer entre os dias 19 e 21 de junho.
De recordar que este evento anual é organizado pela Associação Unidos pelo Bairro Quinta Fonte da Prata, com apoio do Município da Moita.
Aponte já na sua agenda as datas e divirta-se um pouco por todo o concelho.
Festas Multiculturais do Vale da Amoreira em Honra de São João Batista
De 24 a 28 de junho
Festas da Baixa da Banheira em Honra de São José Operário
De 8 a 12 de julho
Festas do Gaio em Honra de São Telmo
De 9 a 12 de julho
Festa de Alhos Vedros em Honra de Nossa Senhora dos Anjos
De 30 de julho a 2 de agosto
Festas do Rosário em Honra de Nossa Senhora do Rosário
De 13 a 17 de agosto
Festas de Sarilhos Pequenos em Honra de Nossa Senhora da Graça De 21 a 25 de agosto
Festa dos Fazendeiros da Barra Cheia De 21 a 23 de agosto
Festa Caramela dos Brejos da Moita
De 30 de julho a 2 de agosto
BAIÃO D’OXIGÉNIO
O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira vai receber o espetáculo Baião d’Oxigénio.
Para que todos possam assistir a esta peça, a mesma vai subir a palco em três sessões. No dia 10 de julho às 21:00 horas e no dia 11 de julho às 15:30 e às 21:00 horas. Os bilhetes podem ser comprados através do site da Ticketline ou na Bilheteira do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo de terça-feira a sábado, das 14:30 às 19:30 horas.