Skip to main content

Revista Direcional Condominios Ed. 325 - agosto/2026

Page 1


DIRECIO CONDOMÍNIO

@direcionalcondominios

LEIA AINDA: DIFERENÇA ENTRE ÉTICA E COMPLIANCE – APPS NA MANUTENÇÃO INTELIGENTE –POMBOS E MARITACAS NO PRÉDIO, E AGORA? – RETROFIT DE FACHADA –KIT DE IMPLANTAÇÃO – AVCB: MAIS SEGURANÇA SÍNDICO, CONTE SUA HISTÓRIA! COM LUIZ BARRETO, O RATINHO

DIRECIO CONDOMÍNIO

Caro(a) Síndico(a)!

Pela primeira vez na história, temos sete gerações contemporâneas, sendo a mais jovem a Beta. O avanço da expectativa de vida e a redução do intervalo entre gerações (causado, entre outros fatores, pela evolução digital) proporcionam esse momento inédito. Em condomínios, pessoas de diferentes gerações ocupam o mesmo espaço, cada uma com sua forma de se relacionar com o mundo, demandando da gestão cuidado especial com a comunicação e a inserção no coletivo. É sobre isso a nossa capa.

O respeito é a base das relações humanas, mas sabemos que, na relação síndico- condomínio, nem sempre é assim. Mas o síndico não pode ser um ‘saco de pancadas’, como observa a advogada Alice Biancalana em Tira-teima. Trazemos, ainda, um segundo Tirateima, desta vez com o advogado Thiago Natalio, que responde à seguinte pergunta: em caso de roubo ou assalto, o condomínio pode ser responsabilizado? Aliás, uma forma de reforçar a segurança é investir em soluções eletrônicas, conforme reportagem desta edição.

Em CondoCausos, síndicos relatam situações absurdas que consomem do gestor um tempo precioso, o qual poderia ser empregado em questões estratégicas para o próprio condomínio. Já em Síndico, conte sua História!, apresentamos Eduardo Boscolo, apaixonado pela sindicatura e por áreas verdes que convidam ao bem-estar. O que, aliás, vai ao encontro do conceito biofílico abordado em Dica Paisagismo.

Em Dica Elevadores, trazemos uma entrevista com o advogado Rodrigo Karpat sobre as consequências jurídicas da discriminação no uso do equipamento, os cuidados com crianças e muito mais. Ainda em elevadores, você encontra uma matéria sobre modernização. Para encerrar, em Dica Serralheria, um projeto de acessibilidade em condomínio deixa claro o potencial transformador do metal. Confira. Forte abraço, Isabel Ribeiro

Seção Tira-teima Respeito se pede ou se impõe?

Síndico, conte sua História!

Eduardo Boscolo

Administração

Segurança eletrônica: evolução

Dica Paisagismo biofílico traz bem-estar

Dica Serralheria: potencial transformador

DIRETORES

Dica Elevador: regras e modernização 04 17 26 06 16 18 12 10 14

Capa Diversidade geracional em condomínios

Sr.(a) Síndico(a),

CondoCausos Desatinos que roubam tempo do gestor

Tira-teima Furtos: quem paga a conta?

Quando for comprar produtos ou serviços para seu condomínio, dê preferência para os anunciantes da revista. E diga: "Vi seu anúncio na Direcional Condomínios". São os anunciantes que nos possibilitam te entregar a revista gratuitamente todos os meses. Contamos com seu apoio.

Sônia Inakake e Almir C. Almeida

JORNALISTA RESPONSÁVEL

Isabel Ribeiro

MTB 24.479/SP isabel@grupodirecional.com.br

DIRIGIDA A

Condomínios residenciais, comerciais e administradoras

PERIODICIDADE MENSAL

Exceto novembro/dezembro, cuja periodicidade é bimestral

TIRAGEM

20.000 exemplares (60.000 leitores em média)

PÚBLICO LEITOR DIRIGIDO

Síndicos, zeladores e administradores

CIRCULAÇÃO

São Paulo e Grande São Paulo CAPA Foto Canva

ASSINATURAS

Emilly Tabuço faleconosco@grupodirecional.com.br

DEPARTAMENTO COMERCIAL

Kaori Chida

Mariana Reis

Priscila Souza

Sonia Inakake

ATENDIMENTO AO CLIENTE

João Marconi

Juliana Jordão Grillo

Rua Vergueiro, 2087, 9º andar – conj. 902 CEP. 04101-000 – São Paulo – SP - Tel.: (11) 5573-8110 - www.direcionalcondominios.com.br

GERENTE COMERCIAL Almir C. Almeida

DIAGRAMAÇÃO Coronado

IMPRESSÃO Gráfica Melting Color

EQUIPE DISTRIBUIÇÃO

Caique Souza Fernandes José Ricardo da Silva Roberio Santos

ASSINATURA ANUAL R$ 192,00

PARTICIPE DO GRUPO DE WHATSAPP E RECEBA A VERSÃO ONLINE

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.

Tiragem de 20.000 exemplares auditada pela Fundação Vanzolini, cujo atestado de tiragem está à disposição dos interessados.

Tiragem auditada por

Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais.

Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias, sujeitando os infratores às penalidades legais.

As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Condomínios.

As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião da revista Direcional Condomínios.

Para anunciar, ligue: (11) 5573-8110 ou 98714-3110

A revista Direcional Condomínios não se responsabiliza pelos serviços e produtos oferecidos pelos anunciantes.

A revista Direcional Condomínios não se responsabiliza pelos serviços e produtos oferecidos pelos anunciantes.

Tiragem auditada por

Para anunciar, ligue: (11)

VOCÊ ACORDA e a primeira notificação é uma cobrança ríspida. No elevador, um bom dia ignorado. No grupo de WhatsApp, ironias e acusações sem provas. Na assembleia, gritos, interrupções agressivas e linguagem corporal que causam desconforto. Até quando você vai achar que isso é ‘parte do trabalho’ de síndico?

Muitos gestores, profissionais ou moradores, confundem servir à comunidade com aceitar a servidão emocional.

Sobrecarga e estresse crônico não são bônus do cargo; riscos psicossociais hoje são tema sério de segurança do trabalho (NR-1) e devem ser combatidos.

Divergência de opinião é democracia; ataque pessoal é crime. Quando a cobrança vira ameaça, intimidação ou linchamen-

54

to digital em grupos de WhatsApp, a linha da legalidade já foi cruzada. O Código Penal protege sua honra contra calúnia, difamação e injúria. O crime de perseguição (stalking) é real e punível. Além disso, o Código Civil permite multar o condômino antissocial que torna a convivência insuportável.

Nesse cenário, a administradora é uma aliada vital. Ela pode blindar o gestor, centralizando demandas em canais oficiais, oferecendo suporte jurídico robusto e intermediando conflitos antes que escalem para a agressão.

O síndico não deve ser um saco de pancadas sem voz. É o representante legal eleito. Continuar aceitando agressões não é diplomacia, é cumplicidade com o próprio abuso. Imponha limites rígidos: determine canais e horários oficiais para atendimento, silencie o WhatsApp pessoal e acione o jurídico ao menor sinal de hostilidade. O respeito não se pede, se impõe. Se você não traçar essa linha agora, ninguém fará isso por você.

PROFª ALICE BIANCALANA

Advogada e educadora condominial no Mackenzie. Sócia do @Condo_college_br

Foto Divulgação

CONDOMÍNIO INTERGERACIONAL

Pela primeira vez, o mundo reúne sete gerações simultaneamente. No microcosmo condominial, Millennials e Baby Boomers são apenas parte dessa diversidade etária. As singularidades não devem ser rotuladas. Um olhar cuidadoso da gestão pode atender às diferentes necessidades e promover a integração da coletividade

IMAGINE a seguinte cena: as portas do elevador se abrem no térreo de um residencial. Saem uma mãe com o bebê e um avô acompanhado dos netos vestidos com uniforme escolar. À espera do elevador, estão um jovem em home office, com o delivery do almoço em mãos, uma idosa com seu andador e um garoto com fones de ouvido. Por um breve instante, todos se cruzam, refletindo uma realidade que, embora não seja etariamente incomum, marca um momento inédito na história: a sociedade conta com sete gerações contemporâneas. Essa diversidade representa um rico potencial humano, mas impõe desafios à gestão e à convivência nos condomínios.

Desde o ano passado, o mundo reúne as sete gerações vivas simultaneamente, segundo a consultoria australiana McCrindle Research. São elas: Geração Silenciosa, Baby Boomers, Geração X, Y ( Millennials ), Z, Alpha e Beta. A classificação tem sido amplamente utilizada em estudos sobre comportamento, consumo, mercado de trabalho e relações intergeracionais.

A Geração Silenciosa abrange pessoas nascidas entre 1928 e 1945, hoje com 81 a 98 anos, enquanto, na outra ponta, a Beta engloba os nascidos a partir de 2025, que ainda estão na primeira infância.

Doutora e mestre em Psicologia Social, com expertise no nicho condominial, Tânia Fator esclarece que houve uma aproximação entre as condições que separam as gerações: “Essas condições são diferentes por fatores ambientais, sociais, econômicos, tecnológicos, etc. A mudança tecnológica, por exemplo, foi sendo constituída pelas gerações com intervalos cada vez menores. Isso produz mudanças nos costumes, nos hábitos, nas crenças, nos valores”, diz. “Sou da geração Baby Boomer; nossa tecnologia de comunicação era representada pela máquina de escrever mecânica. Então, é uma geração com a mentalidade da execução mais artesanal e uniforme, que exige um determinado tempo para produzir algo. O jovem da geração Alpha cresce junto com a IA generativa; a noção de tempo dele é instantânea e fluida”.

No contexto presente, há como driblar o choque geracional? Tânia salienta que o conflito deve ser percebido como algo inerente à condição humana, e não como problema, mas como oportunidade de crescimento nas questões que envolvem relacionamentos intergeracionais. “Precisamos construir um vínculo de confiança para chegar a um ponto de equilíbrio. O jovem atual pode ensinar como é a noção de tempo dele, que é para

Coronado chatgpt

ontem, enquanto adultos da minha geração podem ensinar como é planejar as coisas para daqui a um ano, e a gente se encontrar no meio do caminho. Todos podemos aprender”. Em condomínios, ela ressalta que, se o síndico consegue gerenciar a aproximação entre diferentes faixas etárias, valorizando o que cada uma tem a oferecer, ele será um grande líder comunitário.

A psicóloga cita casos de interação intergeracional bem-sucedidas em dois condomínios na cidade de São Paulo. Em um deles, uma moradora propôs a criação de um clube de leitura, ideia encampada pela gestão, que disponibilizou um local na área comum para os encontros regulares dos interessados. No segundo, uma professora de corte e costura, com muitos retalhos em casa, notou o interesse das vizinhas em aprender a costurar e, mediante aprovação do condomínio, montou uma oficina, cujas peças produzidas são doadas a comunidades carentes. Tânia sugere, ainda, que jovens criem, por exemplo, oficinas para ensinar os mais velhos a usar smartphones. “Conforme o perfil e o tamanho do condomínio, é possível desenvolver a convivência de vizinhança", acredita.

Betina Soldatelli, síndica profissional com formação em psicologia, faz parte da Geração Y e admira as gerações mais velhas. “Tenho alguns condomínios com público sênior. Eu gosto da conversa e do tempo do idoso. São pessoas que viveram a época das cartas, tão diferente do tempo de resposta do WhatsApp. Mas entendo que temos de nos manter atualizados para atender a todos os públicos.” Ela enfatiza que, em condomínio intergeracional, é imprescindível investir em uma comunicação multicanal. “Uma vez, uma moradora me procurou confusa com tantas opções: app, e-mail etc. Eu disse que ela poderia escolher apenas uma, mas que eu precisava utilizar várias delas porque cada pessoa prefere receber o comunicado de um jeito. Mas é desafiador administrar tantos canais”, constata.

Pós-graduada em Psicologia Positiva, Betina recorre ao conceito de forças de caráter (traços positivos que o indivíduo traz consigo) para destacar alguns aspectos geracionais. “Não se trata de estereótipos, nem é uma regra. Porém, é mais comum que os mais velhos tenham o senso de prudência e de justiça mais aguçados. E os mais novos se destaquem pela criatividade, senso de sustentabilidade e maior afinidade com a tecnologia”, diz. Em sua opinião, a coletividade lucraria com a interação geracional. “Mas existe falta de interesse.” Por sua vez, ela está aberta ao novo e teve uma grata surpresa. “Implantamos uma sala de entrega autônoma em um condomínio com público jovem, que se mostrou muito responsável com as encomendas. Deu supercerto.”

Assim como Betina, o síndico profissional Gustavo Moretti, pertencente à Geração X, também procura extrair o melhor do potencial dos moradores. “O síndico precisa ouvir as pessoas, seja qual for a geração. Elas podem trazer boas contribuições”, diz o gestor, retratando uma situação recente: “Administro um condomínio em Barueri em que implantamos interfone digital. Um dia, um morador da Geração Z, que trabalha com TI, me abordou para contar que havia conseguido invadir o software do aplicativo. A intenção dele era me mostrar que havia uma falha no sistema.”

Se, de um lado, Gustavo lida com nativos digitais, do outro, existem as gerações mais vividas. “Teve um senhor que me procurou em um condomínio, e eu não pude atendê-lo naquela hora. Então, ele escreveu uma carta relatando o assunto e pediu que me entregassem. E funcionou bem dessa maneira”, observa. Ele pontua que os mais velhos preferem conversar pessoalmente. “Esse público requisita mais a presença física, necessita ser acolhido por nós.” Já os jovens querem praticidade. “Embora esse público seja imediatista e impaciente no WhatsApp, prefere não interagir diretamente. Se você criar um mecanismo eficiente para atendê-los de forma autônoma, ficarão satisfeitos.”

AGRADECIMENTO

AOS ENTREVISTADOS

Tânia Fator, Betina Soldatelli (centro) e Gustavo Moretti

VOCÊ AO

PORTARIA 24H

Profissionais treinados para o controle de acesso, recebimento de visitantes e suporte ao dia a dia.

VIGILÂNCIA E RONDA

Patrulhamento constante, ronda motorizada e presença ativa em todas as áreas do condomínio.

VIGILÂNCIA DESARMADA E ARMADA

Equipes capacitadas para agir com prevenção, rapidez e eficiência em qualquer situação.

FACILITIES E SERVIÇOS OPERACIONAIS

Soluções completas em manutenção, limpeza, jardinagem e apoio operacional.

EQUIPE PRÓPRIA E QUALIFICADA

Profissionais selecionados, treinados e supervisionados para garantir excelência e confiança.

SEGURANÇA PARA O PATRIMÔNIO

TRANQUILIDADE PARA VOCÊ

EQUIPE TREINADA PARA SUA TRANQUILIDADE E SEGURANÇA

CGTECH CONDO MAX

Com o Condo Max, moradores e síndicos têm mais praticidade, organização e controle na palma da mão

O APLICATIVO QUE FACILITA A GESTÃO E FORTALECE A SEGURANÇA DO SEU CONDOMÍNIO!

Liberação de visitantes e prestadores de ser viço com mais segurança

Controle de encomendas e notificações em tempo real

Reser va de áreas comuns e comunicação direta

Ocorrências e solicitações com acompanhamento

Segurança com presença e confiança

Informações e documentos do condomínio sempre acessíveis

Mais controle, mais agilidade, mais segurança para todos.

Treinamento contínuo e padrão CGTECH

Atendimento rá pido e humanizado

"EU NÃO FIQUEI RICO, MAS ESTOU FELIZ NA SINDICATURA"

Síndico profissional, Eduardo Boscolo tem prazer em transformar áreas comuns em espaços mais verdejantes e acolhedores

“QUANDO PENSO em coisas positivas do mercado condominial, elejo os congressos. Amo; aprendo demais. Sou síndico morador desde 2011, mas nunca dispunha de tempo para participar. Só em 2022, depois de abraçar a sindicatura profissional, pude vivenciar esses momentos. Agora, sabe o que é engraçado? Eu tinha uma empresa de eventos. Por mais de 20 anos, trabalhei com estrutura multimídia para grandes congressos pelo país. Então, de organizador, virei frequentador. Passei para o outro lado. No início, eu ficava na plateia murmurando dicas técnicas de sonorização.

Como se alguém, além do síndico ao lado, conseguisse me ouvir (risos)! Outro dia, a caminho de um congresso condominial na Avenida Paulista, ouvi do motorista de aplicativo: ‘Se não der certo isso aqui, vou virar síndico profissional. Está dando a maior grana.’ Expliquei que, primeiro, teria de estudar muito. Eu mesmo fiz curso de sindicatura profissional no Secovi oito anos atrás e não parei mais de estudar. Quanto à renda, é consequência, não o fator preponderante. Quando fiz a transição de carreira, desci de patamar financeiro, mas sabia que seria temporariamente, pois, se trabalhasse bem, poderia multiplicar os ganhos obtidos nos primeiros condomínios pelos outros que viriam. Minha esposa, que é bióloga e pesquisadora clínica em uma multinacional, me tranquilizou, propondo-se a arcar com as despesas do lar enquanto fosse necessário.

Eu quis ser síndico pela qualidade do tempo – sim, eu consigo essa proeza (risos)! O meu segredo é atender endereços próximos de onde moro, na região da Saúde. Na época dos eventos, viajava muito, mal curtia a infância dos meus filhos. Uma vez, a minha filha, então com dois anos,

Foto
Almir
Almeida

não me reconheceu quando cheguei de viagem. Doeu. Outra coisa que passou a me incomodar foi a dinâmica do trabalho. Você faz tudo para que palestrantes e plateia tenham a melhor experiência. Ao final, vão embora contentes. E quem desmonta toda a parafernália naquele espaço vazio? Isso foi me dando uma tristeza. Já em condomínio, você trabalha muito, mas o resultado está lá. É a fachada pintada, o caixa recobrando fôlego... Não pensava que um dia me conectaria tanto ao universo condominial. Nasci e cresci na Saúde, quando havia poucos prédios. Fui criado em uma casa que meu pai pagou com esforço. Ele era protético, trabalhava no laboratório de dia e atendia em casa à noite. Cansei de ver gente sem dente, de boca aberta na sala. Eu era pequeno e achava aquilo muito engraçado. Comecei a trabalhar aos 14 anos como office boy; adivinhe onde? Em uma administradora de condomínios na região da República. Os office boys entregavam boletos nos prédios e também levavam o pagamento e o vale-transporte dos funcionários. O conteúdo ia dentro das mochilas top da época, para passar a impressão de que éramos estudantes e despistar ladrões. Eu era recebido com alegria nos prédios. Creio que, de alguma forma, isso contribuiu para o zelo que tenho com as minhas equipes nos condomínios.

Aos 18 anos, fui para o Exército. Eu havia feito um curso de fotografia, pois, se fosse convocado para o serviço militar, poderia ficar em um departamento melhor no batalhão. Acabei aceito como fotógrafo pericial. Fotografava intercorrências e acidentes com militares. Nunca esqueço da primeira vez em que entrei no IML. A costura feita depois da autópsia é uma imagem que marca muito. Eu criei uma técnica para não travar. Fingia que a pessoa ainda estava viva. Antes de começar, eu conversava com ela. ‘Ô, tenente, tudo bem? Dá licença. Desculpa incomodar, mas preciso tirar algumas fotos.’ Levantava o lençol, localizava o ferimento, colocava a seta de identificação e fazia as fotografias. Era minha maneira de manter o respeito e também de controlar o medo.

Após a fase militar, trabalhei na corretora de seguros Vila Velha. Depois, entrei em uma empresa pequena que montava e vendia computadores, pertinho de casa, ganhando pouco. Mas essa empresa viria a se projetar no aluguel de computadores, caixas de som, televisores de plasma etc. para o mercado de eventos. Evoluí junto com ela e me tornei sócio no braço multimídia. Nesse período, com minha esposa à espera do nosso caçula, adquirimos nosso segundo apartamento, mais espaçoso, em um condomínio em implantação. Logo entrei para o conselho, depois virei subsíndico. Acompanhei o síndico profissional por um ano, sem ver evolução. Assim que ele quis sair, me candidatei ao posto. Na prática, quem já vinha cuidando do condomínio éramos apenas eu e o zelador. O mandato é anual, e estou no décimo quarto, com ampla aprovação.

Minha primeira providência foi acionar a construtora judicialmente por graves falhas construtivas. Em seguida, canalizei esforços não para economizar dinheiro, mas para empregá-lo bem. Temos, por exemplo, um custo alto com jardinagem e limpeza, mas, em contrapartida, temos jardins aprazíveis e até mesmo as áreas técnicas são limpíssimas. O maior ganho da minha gestão foi transformar o ambiente. Implantamos uma área de

A minha atuação nesse edifício serviu de referência para os condomínios que assumi como síndico profissional. O primeiro foi indicado pela administradora. Os outros também partiram de indicações e vieram com intervalos de seis meses a um ano. O síndico precisa desse tempo para conhecer um condomínio, não podendo assumir outro prédio na sequência. Prefiro preservar os condomínios que tenho a dar passos largos por ganância. Esse método tem funcionado. As pessoas não querem que eu vá embora desses condomínios, um sinal de reconhecimento. Eu não fiquei rico, mas estou feliz na sindicatura. Brinco que, se eu ganhar na Mega-Sena, fico quieto e continuo a vida normal, porque gosto da vida que tenho. Gosto de conversar com moradores. Gosto até mesmo da adrenalina da resolução daqueles problemas técnicos inesperados. Se eu tivesse de abrir mão de tudo isso, sentiria falta.”

Eduardo Boscolo em depoimento concedido a Isabel Ribeiro

Por convivência com caramanchão de orquídeas e outras espécies, onde temos bancos e um lago de peixes. Fez tanto sucesso que repliquei a ideia em outro condomínio. Criamos horta, pet place e trouxemos minimercado. O serviço do síndico é bonificar e valorizar o imóvel. Mas, antes de trazer novidades, ele deve se perguntar se elas irão agregar algo à coletividade. Hoje, o condomínio é mais acolhedor. As áreas comuns são agradáveis. As pessoas convivem bem. Claro que já tivemos problemas. Houve moradores que, sinceramente, era melhor terem ido embora. E foram!

ENERGIA DESPERDIÇADA

Como a falta de bom senso rouba o tempo de síndicos. Veja as histórias

“NÃO NOTIFICO MORADORES, APLICO MULTAS OU ACIONO A JUSTIÇA POR IMPULSO. REFLITO

MUITO ANTES DE AGIR E, QUANDO ME DECIDO, NÃO VOLTO ATRÁS.

Eduardo Araújo Bim, síndico profissional e advogado

Foto Dilvulgação

Certa vez, por conta de uma situação inusitada envolvendo seis adolescentes, precisei multar cinco unidades de uma só vez – dois dos infratores eram irmãos. E isso sob o olhar consternado das mães. Tudo porque resolveram ‘brincar’ de acertar as janelas das demais torres de um condomínio de classe média-alta. O episódio ocorreu em uma tarde de domingo. O topo de uma das torres estava em reforma, e o grupo burlou uma barreira de segurança para acessar o local, onde havia pedras e areia. Em seguida, passaram a arremessar pedras nas janelas, estilhaçando vidros e danificando objetos.

Os danados tinham boa pontaria! Acertaram a porta de inox da geladeira de uma cozinha e atingiram o box do banheiro de uma moradora que acabara de sair do banho. Houve reclamações de diversos moradores, e foram necessárias três reuniões entre os pais dos adolescentes, todos menores de idade, e os representantes das unidades atingidas. Os prejuízos foram ressarcidos pelas famílias, que também arcaram com as multas aplicadas pelo condomínio.

Em outro empreendimento, todo sábado surgia uma poça de urina na escada de incêndio, na parte do subsolo das garagens. Esse condomínio tem mais de 600 vagas de veículos, e não havia câmeras nas escadas de incêndio. Como identificar o autor da façanha? Em conversa com os funcionários, um deles sugeriu que poderia ser um pai que buscava o filho, de cerca de 12 anos, no futebol, pois, em uma das ocasiões, a urina foi encontrada logo após a dupla passar pelo hall da garagem. Montamos, então, uma investigação que durou dois sábados e confirmou a suspeita.

Em ambas as vezes, a câmera do hall registrou a chegada de pai e filho. O garoto chamava o elevador, enquanto o pai acessava a porta corta-fogo da escada. Logo depois, voltava sorridente, e os dois subiam para a unidade. Os funcionários

Ilustrações Canva

monitoraram a escada antes e depois da chegada desse morador. Não havia erro. Eu o chamei à administração, disse que tinha provas, e ele admitiu o ato, alegando problemas na próstata. Depois, sem apresentar qualquer documento médico que comprovasse a condição, procurou isentar-se da multa. Ponderei que o conselho não havia acatado a justificativa, mas que ele poderia recorrer à assembleia. Óbvio que não quis. Chamou-nos de intolerantes, mas pagou a multa e parou com a prática anti-higiênica.

Tornei a lidar com urina na escada no mesmo condomínio, mas, dessa vez, tratava-se realmente de um problema de saúde. O caso envolvia um morador de 98 anos e foi conduzido com humanidade. Era doença, não descaramento.”

Ilustrações Canva

“SEMPRE FAÇO UMA PRÉ-ASSEMBLEIA PARA OTIMIZAR O ANDAMENTO DOS ENCONTROS OFICIAIS. EM UMA DESSAS OCASIÕES, PERCEBI A DIVERGÊNCIA ENTRE DISCURSO E AÇÃO DE UM MORADOR.

Fernanda Ramos, síndica profissional Foto Dilvulgação

Durante esse encontro, com cerca de 12 pessoas, um senhor propôs, sem mais nem menos, mudarmos a fonte das atas para Times New Roman, pois, segundo ele, isso daria maior confiabilidade ao documento. Nosso foco, porém, era a pintura da fachada, como a escolha do tom de cinza mais próximo do grafite original. Mesmo ciente de que o padrão não seria alterado, ele passou a discorrer sobre a psicologia das cores, insistindo que o tom escuro despertava emoções tristes, enquanto o amarelo e o azul transmitiriam energia positiva. Parecia interessado no bem-estar coletivo. Ao fim da reunião, ao sairmos da sala, nos deparamos com um morador carregando uma caixa, cujo fundo se rompeu, espalhando o conteúdo pelo chão e pelos degraus da escada. Imediatamente, começamos a ajudá-lo, exceto uma pessoa: a mesma que estava ‘tão preocupada’ com as emoções que as cores poderiam despertar nos outros.

A falta de bom senso transborda em condomínios. Lembro-me de uma mãe que decidiu ocupar parte de sua vaga de veículo com o brinquedo do filho. Era uma pista enorme para carrinhos Hot Wheels, tão incrível que até eu fiquei com vontade de brincar, assim como o cachorro de outra moradora, que correu para conferir a novidade. O brinquedo permaneceu na vaga por alguns dias, até que tomei ciência do fato. Conversei com a moradora e pedi que o retirasse. E qual foi a resposta? "Minha sala é pequena, não tenho onde deixá-lo." Só depois de muito explicar que as vagas se destinam exclusivamente a veículos, que outros carros poderiam, sem querer, 'atropelar' a pista de carrinhos e que crianças poderiam se sentir atraídas a brincar na garagem — o que representava um risco — é que a moradora concordou com a remoção.

Atuar como síndica é muito prazeroso. O que lamento é que alguns moradores não percebam que nosso tempo poderia ser melhor empregado em questões como vazamento na caixa de esgoto ou AVCB vencido, e não em situações descabidas.” Depoimentos concedidos a Isabel Ribeiro

TECNOLOGIA REDEFINE A SEGURANÇA CONDOMINIAL

A rápida evolução da segurança eletrônica coloca à disposição dos condomínios soluções mais inteligentes, capazes de reforçar o controle de acesso e a prevenção de ocorrências

WILIAN AGUIAR é síndico de dois condomínios: um no Sacomã, com 374 unidades, com pouco mais de quatro anos, e outro recém-entregue no Ipiranga, com 112 unidades. Os dois têm realidades distintas quanto aos equipamentos de segurança existentes. O primeiro já conta com um sistema completo, com 215 câmeras instaladas; o segundo, por ser muito novo, ainda terá, em breve, seu projeto de segurança votado em assembleia, a um custo de aproximadamente 120 mil reais.

Mesmo com realidades distintas, Wilian decidiu instalar em ambos os condomínios um sistema inteligente de reconhecimento facial de última geração. Conectado aos bancos de dados Muralha Paulista, do governo do Estado, ao Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, e a um banco de dados da própria empresa que desenvolveu o produto, o equipamento permite identificar pessoas procuradas. Segundo o fabricante, o sistema consegue identificar rostos em movimento, mesmo fora do ângulo convencional, operando em total conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Ao detectar qualquer anomalia, alertas são enviados à empresa de segurança e à Polícia.

O síndico explica que, desde sua instalação, o equipamento já realizou 12 identificações de pessoas procuradas. Wilian completa que não cabe ao porteiro fazer qualquer intervenção, como proibir o acesso do visitante: “O sistema respeita a integridade dos nossos colaboradores, que não têm força de polícia. O que fazemos é identificar o visitante e registrar para qual unidade ele foi. E munidos das informações aguardamos contato seja da empresa de segurança ou das Polícias Civil, Militar ou da Guarda Civil Metropolitana, para prestarmos as informações solicitadas.”

Wilian acredita que, diferente de portões ou cercas elétricas, esse tipo de sistema funciona como uma camada invisível de proteção. E ele já nota resultados, como entregadores que evitam o condomínio ou outros que se negam a tirar o capacete: “Isso porque eles sabem que serão identificados.”

Em breve ele planeja complementar o sistema instalando na entrada social um poste dotado de Inteligência Artificial embarcada, que lê placas de carros e outras movimentações suspeitas no entorno da portaria. “Acredito muito em unir a tecnologia e a Inteligência Artificial em prol da segurança. Hoje é possível adquirir equipamentos com muita facilidade e a baixo custo, como câmeras. O que muda para cada empreendimento e

Coronado

cada necessidade é o software, uma solução sob medida, como a costura de um alfaiate feita para você”, pontua o síndico.

Sérgio Meira, diretor de condomínios do Secovi-SP, onde também dirige o SindExpert, programa para síndicos, concorda que o custo dos equipamentos caiu muito nos últimos anos. Mas especialmente o valor da instalação de um sistema de segurança costuma pesar no bolso dos condomínios. Assim, muitas vezes o síndico fica sem caixa para atualizar a segurança eletrônica na mesma velocidade que o mercado dispõe de novidades. Ele menciona, por exemplo, a popularização dos controladores de acesso facial, instalados até mesmo em áreas de uso restrito, como salas de ginástica, espaços de coworking ou lavanderias coletivas. “Facilita muito o uso desses locais no dia a dia condominial”, diz Meira, lembrando que há até pouco tempo o reconhecimento facial chegava a custar cerca de sete vezes mais do que a biometria. “Hoje o facial está mais barato que a biometria, que ninguém mais quer. O preço despencou.”

Já na portaria, um sistema que ajuda na liberação dos visitantes é o controle de acesso por QR Code (lido em catracas ou portões com leitores dedicados). É útil para criar acessos temporários, como para convidados de uma festa, agilizando a entrada. Sérgio Meira lembra ainda a evolução da qualidade das imagens das câmeras e a facilidade para instalá-las até em locais de difícil acesso, a melhoria dos alarmes, permitindo identificar em que local exato houve uma tentativa de invasão, por exemplo, e a possibilidade de uma central de monitoramento, quando acionada, enxergar a câmera dentro da guarita ao vivo e a cores.

Para Leandro Santos, consultor de segurança em condomínios, tecnologia e Inteligência Artificial são importantes, mas não se pode esquecer do ser humano que está por trás dos equipamentos. Ele cita o exemplo de condomínios onde, pela própria arquitetura do empreendimento, motos sobem a calçada para deixar encomendas. Se a IA for treinada para entender isso como um movimento suspeito, o porteiro deverá identificar que não é. “O entregador pegar do bolso a máquina de cartão para o cliente pode ser interpretada pela IA como uma arma de fogo? Novamente temos um exemplo de como é difícil treinar a IA para uma ação assertiva. Por isso o comportamento do colaborador é essencial para validar ou não determinada situação que gerou um alarme”, sustenta Leandro, que ressalta a importância do treinamento da equipe do condomínio com base no que ele denomina de tripé SHP - Sistema Homem Procedimento. “Dessa correlação depende o melhor resultado da segurança. Mesmo com toda a tecnologia disponível, existem homens por trás das operações”, diz. Leandro pondera que os equipamentos tecnológicos são importantes para tornar impessoal, principalmente, o processo de acesso aos condomínios – por exemplo, com o uso de catracas, portões com intertravamento e módulos faciais. “Quanto mais impessoal o processo, melhor. Ninguém discute com um equipamento. O porteiro não pode interferir, ele sustenta

ao visitante ou morador que é o procedimento do prédio”, explica.

Sérgio Meira, do Secovi-SP, complementa que a reciclagem de colaboradores e a orientação a condôminos sobre os procedimentos de segurança devem ser frequentes. “Uma máxima que costumo sempre usar nas minhas aulas é: na dúvida, diga não. O porteiro está em dúvida se aquela senhora é mesmo moradora? Não abra o portão. Vemos as quadrilhas de jovens que se passam por parentes de moradores insistindo várias vezes para entrar no condomínio. Quando percebem que o porteiro é bem orientado, eles desistem e procuram outro prédio”, finaliza.

AGRADECIMENTO

AOS

ENTREVISTADOS

Wilian Aguiar, Sérgio Meira (centro) e Leandro Santos

SEÇÃO TIRA-TEIMA

CONDOMÍNIO RESPONDE POR FURTOS E ROUBOS?

A OCORRÊNCIA de furtos e roubos nas dependências de condomínios residenciais ou comerciais frequentemente gera debates jurídicos complexos sobre de quem é a culpa pelo prejuízo. Afinal, o condomínio pode ser responsabilizado civilmente por esses crimes? A resposta não é automática e depende diretamente das regras internas e das circunstâncias de cada caso.

A regra geral, consolidada pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determina que o condomínio não tem o dever de indenizar os moradores por subtrações ocorridas em áreas comuns ou privativas. O entendimento é de que o condomínio não é uma empresa de segurança privada, mas sim uma comunhão de interesses onde as despesas são rateadas. Exigir essa compensação sem

previsão legal sobrecarregaria financeiramente todos os condôminos.

Contudo, existem duas exceções cruciais a essa regra. A primeira ocorre quando há uma cláusula expressa de responsabilidade na Convenção ou no Regimento Interno do condomínio, onde os moradores deliberam e aceitam assumir esse risco coletivamente.

A segunda exceção configura-se pela negligência grosseira da administração ou dos prepostos. Se o condomínio investe em uma estrutura de vigilância (portaria 24h, câmeras, controle de acesso) e o crime ocorre por falha direta humana ou técnica negligenciada, como um porteiro que dorme em serviço ou permite a entrada de estranhos sem identificação, caracteriza-se a falha na prestação do serviço.

Portanto, a responsabilização não nasce do crime em si, mas da omissão no cumprimento dos deveres de vigilância assumidos. Para haver dever de indenizar, o morador lesado precisa comprovar o nexo de causalidade entre a falha do condomínio e o dano sofrido.

THIAGO NATALIO DE SOUZA

Advogado especialista em Direito Condominial, professor de pós-graduação da Fundação Santo André, Faculdade Legale e CESUSC. Autor do livro “Direito Condominial Contemporâneo”.

Foto Divulgação

CONDOMÍNIO BIOFÍLICO

CADA VEZ mais presente nos projetos paisagísticos de condomínios, a biofilia promove a criação de áreas comuns mais agradáveis, humanas e favoráveis à qualidade de vida. A biofilia baseia-se no entendimento de que as pessoas mantêm uma ligação inata com a natureza. Ao ser incorporada ao paisagismo, ela faz com que os espaços ultrapassem sua função meramente utilitária (como alguns locais de passagem), proporcionando bem-estar e experiências mais agradáveis aos moradores.

O paisagismo biofílico difere daquele comumente encontrado nos jardins frontais das edificações. Enquanto este tem caráter predominantemente contemplativo, o primeiro vai além da estética, pois convida o indivíduo a interagir com a natureza em uma área verde com bancos, seixos (caminhos de pedras arredondadas e lisas) e gramado onde se possa pisar, proporcionando estímulos visuais e sensoriais. Em condomínios, o paisagismo biofílico incentiva a convivência entre os moradores, fortalece o senso de comunidade e torna o morar mais acolhedor. Além disso, a vegetação contribui para o conforto térmico, ajudando a reduzir a temperatura e a manter os ambientes mais frescos. As plantas também favorecem o conforto acústico, absorvendo ruídos e criando uma atmosfera mais tranquila.

Em suma, a integração da natureza ao cotidiano condominial promove benefícios que não se restringem ao aspecto visual. Ambientes verdes ajudam a reduzir a ansiedade, equilibram os estímulos de luz e som e proporcionam uma sensação de calma e pertencimento.

Divulgação

Foto

DEISE MAYER

Engenheira agrônoma e paisagista.

Mais informações: @deisemayer. paisagismo

MANUTENÇÃO SILENCIOSA PARA CONDOMÍNIOS

TECNOLOGIA A BATERIA QUE TRAZ MAIS CONFORTO PARA OS MORADORES.

MENOR EMISSÃO SONORA SEM CHEIRO DE COMBUSTÍVEL SEM FUMAÇA

Divulgação

Foto

PRÓXIMA

"A manutenção das áreas verdes deve ser encarada como parte da gestão do condomínio. Quando realizada de forma planejada, preserva o patrimônio, reduz custos com intervenções futuras e proporciona um ambiente mais seguro e agradável para os moradores." (Leonardo de Lima Carneiro, diretor, Campo & Obra)

SEGURANÇA:

EQUIPAMENTOS PROFISSIONAIS

STIHL A BATERIA

MUITO MAIS SILÊNCIO, DESEMPENHO E EFICIÊNCIA

ATENDEMOS

CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS CONDOMÍNIOS COMERCIAIS EMPRESAS ESCOLAS

POR QUE CONTRATAR A CAMPO & OBRA?

EQUIPE TREINADA E UNIFORMIZADA PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS

CUMPRIMENTO DE PRAZOS E HORÁRIOS COMBINADOS

EQUIPAMENTOS MODERNOS E SUSTENTÁVEIS

ATENDIMENTO PERSONALIZADO

ROÇADAS

DE ÁREAS EXTERNAS

MANUTENÇÃO

PREVENTIVA E CORRETIVA

A Manutenção Corretiva bem feita garante os equipamentos seguros e em bom funcionamento. Cada inspeção, ajuste e verificação faz toda a diferença!

Priorizamos o atendimento rápido e a solução segura para cada situação, a fim de que o elevador volte a operar com total confiança aos usuários.

Na PFX cada detalhe importa, tecnologia, confiança e compromisso com cada cliente!

(11) 2896-0171

(11) 94082-2728

www.pfxelevadores.com.br

SEGURANÇA

E

CONVIVÊNCIA SEM DISCRIMINAÇÃO

Coronado chatgpt

CONTRÁRIO às práticas discriminatórias no uso de elevadores, o advogado Rodrigo Karpat, especialista em condomínios, avalia o Projeto de Lei nº 4.710/2024 – em tramitação na Câmara dos Deputados –, que propõe o fim da distinção entre elevador social e de serviço em edifícios públicos e privados do país. A partir desse advento, analisa questões como a autonomia dos condomínios para disciplinar o uso dos equipamentos, o papel do síndico na promoção de uma convivência respeitosa e os cuidados com a conservação dos elevadores.

Direcional Condomínios – Qual sua avaliação do Projeto de Lei nº 4.710/2024?

Rodrigo Karpat – O objetivo é combater práticas discriminatórias, com o que concordo integralmente. Sou contrário, porém, a uma redação legislativa que possa retirar dos condomínios a autonomia para organizar o uso das áreas comuns. O caminho mais adequado é proibir expressamente a discriminação entre pessoas, preservando a possibilidade de regulamentação objetiva e impessoal do uso dos elevadores por meio da convenção condominial e do regimento interno. A legislação paulista, por exemplo, protege a dignidade da pessoa humana sem impedir que os condomínios estabeleçam regras objetivas para a utilização dos equipamentos.

DC – Quando a distinção entre elevador social e de serviço é legítima?

Rodrigo – Quando possui finalidade funcional, técnica e organizacional. O condomínio pode disciplinar o uso dos elevadores para transporte de mudanças, cargas, materiais de construção, equipamentos, bicicletas, carrinhos de supermercado, animais de estimação e outras situações que possam comprometer

“Quando um elevador para, o prejuízo vai muito além do equipamento. Moradores aguardam, entregas atrasam, mudanças são interrompidas e a rotina do condomínio é afetada. Por isso, a manutenção preventiva é um investimento. Identificar desgastes antes que provoquem uma parada evita transtornos e gastos inesperados.”

(Patrícia Manesco Domingos, gerente financeiro, PFX Elevadores)

a segurança, a higiene, a conservação do patrimônio ou a boa convivência entre os moradores. O critério deve ser aplicável a qualquer pessoa que se encontre na mesma situação. Discriminar pessoas em razão de sua profissão, condição social, raça, origem ou qualquer outro fator pessoal é ilícito. A diferença entre uma situação e outra é o critério utilizado: funcionalidade é permitida; discriminação, jamais.

DC – Em que momento essa distinção passa a ser discriminatória?

Rodrigo – A distinção torna-se discriminatória quando passa a restringir o acesso em razão da pessoa e não da situação. Impedir que empregados domésticos, diaristas, prestadores de serviço, visitantes ou qualquer outra pessoa utilizem o elevador social apenas por sua condição profissional, econômica ou social configura tratamento discriminatório incompatível com a Constituição Federal.

DC – Como esse tema é tratado na cidade de São Paulo?

Rodrigo – A Lei Municipal nº 11.995/1996 proíbe qualquer prática discriminatória no uso dos elevadores das edificações. Paralelamente, aplica-se também a Lei Estadual nº 10.313/1999, que estende essa proteção aos edifícios localizados em todo o estado de São Paulo. Essas normas demonstram que o combate à discriminação já está incorporado ao ordenamento jurídico paulista.

DC – O condomínio pode estabelecer regras para utilização dos elevadores?

Rodrigo – Sim, desde que respeite a legislação, a razoabilidade e os direitos fundamentais. Essa competência decorre dos arts. 1.333, 1.334 e 1.348 do Código Civil, que atribuem à coletividade condominial e ao síndico o dever de organizar a convivência e preservar o patrimônio comum. É legítimo que existam regras para utilização dos elevadores durante situações que possam comprometer a segurança, a higiene ou causar danos ao equipamento.

“Segurar a porta do elevador pode parecer inofensivo, mas força o sistema de abertura e fechamento, acelera o desgaste dos componentes e aumenta os custos de manutenção. Os sensores garantem segurança, não devem ser acionados sem necessidade. Pequenas atitudes prolongam a vida útil do equipamento.”

(Flavio Domingos, diretor, PFX Elevadores)

FABRICAÇÃO DE NOVOS ELEVADORES

FABRICAMOS ELEVADORES EM ATÉ 20 PARADAS

COM OU SEM CASA DE MÁQUINAS MONTAGEM PRÓPRIA

ALTA TECNOLOGIA COM COMANDOS VVVF

CONFORTO DE VELOCIDADE CONTROLADA

NIVELAMENTO PERFEITO 100% DAS VIAGENS

…É AQUELE

QUE NUNCA PRECISA ACONTECER.

Porque a manutenção preventiva identifica falhas antes que elas se transformem em emergências

PREVENÇÃO

Detectamos falhas antes que elas interrompam o funcionamento

CONFIABILIDADE

Ajustes e Inspeções que mantém o elevador operando com segurança

ECONOMIA

Evitar uma grande falha custa muito menos do que corrigi-la.

TRANQUILIDADE

Mais disponibilidade para moradores síndicos e administradoras

MANUTENÇÃO PREVENTIVA. MENOS CUSTA, MENOS PARAR.

Soluções em transporte vertical

DC – Hoje, com a família multiespécie, como fica o direito de transitar com o pet no elevador social?

Rodrigo – O reconhecimento da família multiespécie fez com que muitos condomínios flexibilizassem suas regras, passando a admitir o transporte de pets também pelo elevador social. Ainda existem condomínios cuja convenção ou regimento interno determina que a circulação com animais ocorra pelo elevador de serviço. Em princípio, essa regra é válida, mas a restrição deve recair sobre o transporte do animal e não sobre a pessoa que o conduz.

DC – Quais as consequências jurídicas da discriminação?

Rodrigo – A discriminação no uso dos elevadores pode gerar responsabilidade civil do condomínio, com a obrigação de reparar os danos materiais e morais sofridos pela vítima. Conforme as circunstâncias, também poderá haver responsabilização administrativa e, em situações específicas, até repercussões na esfera penal. O síndico poderá responder pessoalmente quando agir com dolo ou culpa, criando, mantendo ou determinando o cumprimento de regras manifestamente discriminatórias.

DC – Até que idade a criança deve usar o elevador acompanhada?

Rodrigo – Em São Paulo, a Lei Municipal nº 10.348/1987 estabelece que menores de 10 anos utilizem os elevadores acompanhados por um responsável. A medida visa à proteção das crianças, pois elas podem não ter o discernimento necessário para compreender os riscos envolvidos. Nos municípios sem legislação específica, esse mesmo parâmetro pode ser adotado pelos condomínios por meio da convenção ou do regimento interno.

DC – Quais cuidados técnicos o síndico deve adotar com os elevadores?

Rodrigo – Cabe ao síndico garantir a conservação dos elevadores,

A manutenção preventiva não evita apenas falhas; ela preserva vidas, reduz custos com reparos emergenciais e aumenta a disponibilidade dos elevadores, garantindo mais segurança para todos os usuários.

(Rafael Marques Mota, engenheiro responsável, Viks Elevadores)

protegendo a integridade dos usuários e dos profissionais responsáveis pela manutenção. Na cidade de São Paulo, a Lei Municipal nº 10.348/1987 exige que os elevadores sejam conservados por empresa cadastrada no Município, sob responsabilidade de profissional tecnicamente habilitado e mediante contrato permanente de manutenção. A administração também deve observar as normas técnicas da ABNT, especialmente a ABNT NBR 16858 e a ABNT NBR 16042. Embora não tenham força de lei, essas normas servem como importante parâmetro para avaliar a diligência do síndico e da conservadora, inclusive em ações de responsabilidade civil.

DC – O síndico pode ser responsabilizado por acidentes em ele vadores?

Rodrigo – Sim, mas somente quando ficar demonstrado que ele agiu com negligência, imprudência, imperícia ou omissão, como ao deixar de contratar empresa especializada, negligenciar a manutenção preventiva ou permitir o uso de equipamento defeituoso. O condomínio, como responsável pela conservação das áreas comuns, poderá responder pelos danos causados aos usuários. Já o síndico responderá pessoalmente quando ficar compro vado o descumprimento de seus deveres previstos no art. 1.348 do Código Civil, na convenção condominial, no regimento interno ou nas deliberações assembleares.

AGRADECIMENTO AO ENTREVISTADO

Rodrigo Karpat, presidente da Comissão de Direito Condominial da OAB/SP

Elevadores transportam pessoas todos os dias. Por isso, a segurança deve ser tratada como prioridade, com manutenção preventiva, acompanhamento técnico e atenção constante às normas vigentes.

(Rafael Marques Mota, engenheiro responsável, Viks Elevadores)

OBRAS QUE TRANSFORMAM

ASSIM COMO outras estruturas do condomínio, os elevadores também envelhecem e precisam acompanhar a evolução tecnológica e os anseios dos moradores. A modernização pode ocorrer em duas frentes: a técnica, que aprimora o desempenho, a segurança e a confiabilidade do sistema, e a estética, voltada ao embelezamento das cabinas e à renovação dos acabamentos. Quando minuciosamente planejadas e bem contratadas, ambas as intervenções agregam valor ao empreendimento e prolongam a vida útil dos elevadores. Com base nessa percepção, o condomínio Solar Oliveira do Conde, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, optou por uma modernização completa, concluída recentemente.

André Mendes, contador e administrador, é síndico do residencial entregue há 40 anos e relata que essa foi a primeira atualização dos elevadores. "Sou bastante criterioso com a questão financeira. Inicialmente, pensei em realizar apenas a modernização técnica e deixar a parte estética para um segundo momento. Porém, durante a assembleia, ficou evidente que a maioria dos moradores desejava incluir também o embelezamento. Conseguimos atender a essa expectativa porque a empresa parcelou o pagamento em aproximadamente 40 meses, o que permitiu diluir o custo no fluxo de recebíveis do condomínio", detalha.

O síndico conta que um laudo técnico elaborado por empresa especializada, em 2024, detectou a necessidade de corrigir falhas e desgastes do sistema. Essa análise foi o ponto de partida para as modificações. "Primeiro, substituímos a empresa de manutenção dos elevadores por outra, pois estávamos insatisfeitos com o preço e o atendimento. Depois, começamos a avaliar propostas para a modernização, que ficou a cargo dessa empresa, pois, na concorrência, apresentou o melhor custo-benefício", conta André. Entre os problemas que incomodavam os moradores estavam as paradas em desnível e o comprometimento da estética, sobretudo no elevador de serviço, bastante desgastado pelo transporte de mudanças.

A modernização dos elevadores não registrou intercorrências significativas, em

Mesmo que um elevador pareça em bom estado, o ideal é modernizá-lo após 15 ou 20 anos de uso. Depois disso, a tecnologia torna-se obsoleta, dificultando a busca por peças de reposição e mão de obra qualificada. Uma empresa parceira especializada ajudará a reverter essa situação.

(Rogerio Meneguello, diretor, Primac Elevadores)

Foto Divulgação

parte porque o síndico cuidou para que o calendário de execução dos trabalhos não coincidisse com o da reforma de dois apartamentos. "Ajustamos o cronograma antes de iniciar a obra em cada um dos equipamentos, além de organizarmos uma escala para o uso consciente do elevador enquanto apenas um deles estivesse em operação", esclarece André.

PRÉDIOS EM EVOLUÇÃO

Lúcio Feitosa é síndico profissional há 18 anos, período em que já acompanhou diversos trabalhos em elevadores. Há poucos meses, ele assumiu a gestão do condomínio Araruama, construção do início da década de 1980 localizada em Santa Cecília, região central de São Paulo. Assim que o gestor chegou ao condomínio, oficializou uma operação que estava em andamento: o distrato com a antiga empresa de conservação e manutenção dos elevadores e a contratação da empresa substituta, previamente escolhida pelo conselho.

Condição atual de dois dos elevadores do residencial Araruama, na Santa Cecília; a obra, em andamento, contempla a modernização dos três equipamentos do condomínio.

A empresa anterior havia sido incumbida de modernizar os três elevadores do condomínio, de 64 unidades e 16 andares, mas tinha executado o serviço em apenas um deles. À empresa que assumiu em seu lugar coube, inclusive, refazer esse trabalho. Segundo esta, muitos problemas foram detectados, entre eles: componentes antigos não removidos do sistema após a instalação dos novos, podendo vir a causar complicações futuras, como ruídos ou paralisação do equipamento; o quadro de comando foi instalado sobre a mesma base do anterior, reaproveitando parte da fiação; e o obsoleto trinco (dispositivo que trava a porta do pavimento quando o elevador não se encontra no andar) não havia sido trocado no processo de modernização por uma versão mais moderna e segura.

Uma boa empresa você reconhece nas primeiras manutenções e assistência técnica, tanto no serviço prestado quanto em parceria e agilidade. Quem trabalha bem não precisa prender o cliente a um contrato com cláusulas que dificultam o cancelamento. Fique atento a esse detalhe.

(Rogerio Meneguello, diretor, Primac Elevadores)

Foto
Divulgação
Fotos
Divulgação

O síndico Lúcio observa que os elevadores do Araruama são muito antigos. “Creio que utilizem um dos primeiros mecanismos de elevação com relés. Trabalhar com esse tipo de sistema exige profissionais extremamente habilidosos e experientes. São poucos os que dominam essa tecnologia e, por isso, o condomínio optou por substituir todo o sistema”, relata Lúcio. A modernização inclui desde o quadro de comando (o cérebro do elevador) até a troca do piso das cabinas, passando pela substituição dos interfones por botões de comunicação com a portaria. A previsão é de que a obra, orçada em cerca de meio milhão de reais, seja concluída em dois anos.

Instalação de plataforma (no detalhe) em condomínio de Higienópolis para vencer o desnível entre a garagem e o pavimento com elevador. O acesso por escada já não atendia a pessoas idosas ou em cadeira de rodas.

Já no Condomínio Oswaldo Aranha, em Higienópolis, também na região central, Lúcio se deparou com uma necessidade diferente. A edificação, com 60 anos, dispõe de vagas fixas, algumas descobertas e outras no pavimento inferior, que não é atendido pelo elevador, já que ele para no térreo. O restante do trajeto é feito por escada. “Durante anos funcionou bem assim, mas as pessoas foram envelhecendo, adoecendo, e a situação se complicou. Há duas moradoras que, hoje, se locomovem em cadeira de rodas e precisam acessar a garagem do subsolo para irem ao hospital. Até propusemos algumas trocas temporárias de vagas entre vizinhos. A estratégia funcionou algumas vezes, mas não foi adiante”, contextualiza o gestor.

Lúcio contratou especialistas para verificar se era possível realizar uma obra que

Temos em São Paulo muitos condomínios acima de 20 anos, que precisam modernizar seus elevadores para adequá-los às novas normas de segurança, o que resolve ainda a questão da obsolescência de componentes elétricos, eletrônicos ou mecânicos. O síndico deve apresentar essa realidade aos condôminos.”

(Leandro Ferreira, diretor comercial, Grupo OrionLift Elevadores)

Foto
Divulgação
Fotos
Divulgação

permitisse ao elevador chegar ao subsolo, mas constatou-se uma limitação estrutural. A solução foi implantar uma plataforma elevatória em um antigo quartinho, que cedeu espaço ao equipamento, criando uma alternativa à escada. A empresa responsável projetou o modelo, fabricou o equipamento e realizou a instalação. Entre infraestrutura e plataforma, foi investido cerca de 52 mil reais. A manutenção mensal ficou a cargo da conservadora que já atende o edifício. “Os moradores ficaram extremamente satisfeitos. Trata-se de promover acessibilidade. Ficou melhor para quem tem mobilidade reduzida, para quem chega com sacolas pesadas, para todos. Acho até que carimbei a minha permanência por mais mandatos”, brinca o síndico.

QUANDO MODERNIZAR

Alguns sinais indicam que o elevador precisa de modernização:

• Trancos, paradas bruscas ou desnivelamento da cabina;

• Ruídos durante o funcionamento;

• Aumento das manutenções e dos custos de reparo;

• Falhas em botões, displays, alarmes e interfones;

• Dificuldade para encontrar peças ou tecnologia ultrapassada;

• Necessidade de melhorar segurança, conforto e eficiência energética. Antes da obra: é preciso fazer uma avaliação técnica e comparar propostas com o mesmo escopo, considerando não só o preço, mas também a experiência da empresa.

“O Brasil tem fornecedores nacionais com o mesmo nível de expertise em qualidade e segurança dos existentes no mercado internacional. Isso não deve ser uma preocupação. O que realmente deve ser considerado em troca de contrato é a idoneidade, a responsabilidade e a qualificação da conservadora.” (Leandro Ferreira, diretor comercial, Grupo OrionLift Elevadores) Foto Divulgação

PRÓXIMA EDIÇÃO: ELEVADOR: MANUTENÇÃO E

linha exclusiva para condomínio

• Garantia de qualidade e bom preço;

• portões 100% galvanizados;

• excelência e qualidade;

• assistência técnica permanente;

• melhor opção em portões eletrônicos

SOLUÇÕES EM METAL

Perspectiva da obra de acessibilidade em condomínio da Vila Madalena, com plataforma elevatória. A cobertura de vidro sustentada por estrutura de alumínio na cor preta será inserida na etapa final do trabalho.

69 anos

Qualidade tem nome e o nome é BRAGAMETAL há 69 anos fabricando o que há de melhor em portões automáticos. E agora uma linha totalmente exclusiva de portões desenvolvidos para seu condomínio. 11 4421-8227 11 4421-1013

A SERRALHERIA tem papel importante na revitalização dos condomínios, permitindo adaptar edificações às necessidades atuais. Que o diga Gisele Roitburd, especialista em arquitetura condominial. Em uma obra de acessibilidade realizada em um residencial da Vila Madalena, ela recorreu a soluções metálicas distintas. “O condomínio foi erguido acima do nível da rua e, dentro do terreno, há uma imponente escada para acessar o térreo. Mas os degraus já estavam se tornando um obstáculo para os moradores mais idosos. Como não havia espaço para construirmos uma rampa, decidimos instalar uma plataforma elevatória onde ficava a antiga casinha do lixo, de alvenaria. Demolimos esse abrigo, que dava acesso à rua, e fechamos o local com um portão de ferro.”

A execução do portão foi desafiadora, pois ele precisava harmonizar com todo o fechamento perimetral do condomínio, formado por um gradil de desenho clássico, com hastes de ferro ornamentadas por tuchos dourados. “A empresa

“Em condomínios de alto fluxo, portões automatizados devem aliar acessibilidade, segurança e desempenho, garantindo circulação ágil e segura de moradores, visitantes e prestadores de serviços, em conformidade com as normas técnicas.”

(Marcio Braga, sócio-diretor Bragametal)

Imagem em 3D: Guilherme Borchartt

responsável pela fabricação do novo portão não produzia esses ornamentos e comprá-los prontos, em lojas do ramo, estava fora de cogitação, porque o modelo original era antigo e tinha medidas específicas. Entretanto, encontramos outro profissional de serralheria que confeccionou oito tuchos sob medida." A pintura de toda a estrutura metálica garantiu a uniformidade visual do gradil.

O terceiro serviço, a cargo de uma serralheria que trabalha com alumínio, foi contratado para executar a estrutura que sustentará a cobertura de vidro da plataforma elevatória. O alumínio na cor preta acompanha o acabamento do equipamento de acessibilidade.

A antiga casinha do lixo (no detalhe) deu lugar à plataforma elevatória, que receberá cobertura de vidro. O novo portão integra-se ao gradil clássico, com reprodução, em serralheria, dos tuchos dourados nas hastes de ferro.

• Garantia de qualidade e bom preço;

• portões 100% galvanizados;

• excelência e qualidade;

• assistência técnica permanente;

• melhor opção em portões eletrônicos

AGRADECIMENTO À ENTREVISTADA

Gisele Roitburd, arquiteta. Mais informações: gisele@sopaarquitetura.com.br

“Segurança condominial depende da integração entre estruturas resistentes para alto fluxo, tecnologia e manutenção preventiva.”

(Marcio Braga, sócio-diretor Bragametal)

69 anos

PRÓXIMA EDIÇÃO: PLAYGROUND: BRINQUEDOS, PISOS E BRINQUEDOTECA

Qualidade tem nome e o nome é BRAGAMETAL há 69 anos fabricando o que há de melhor em portões automáticos. E agora uma linha totalmente exclusiva de portões desenvolvidos para seu condomínio.

www.bragametal.com.br bragametal@terra com br

Fotos
Divulgação
Fotos
Divulgação

vendas@liderdoscapachos.com.br www.liderdoscapachos.com.br

PARE DE CORRER RISCOS

Multas, inadimplência, conflitos e processos fazem parte da rotina de todo condomínio. Mas, decisões erradas podem gerar mais prejuízos. Com a assessoria jurídica, você conta com:

Orientação em tempo real Apoio na tomada de decisões Mapeamento de riscos e plano de ação

Atuação estratégica em processos Suporte jurídico completo

+200

condomínios e prestadores de serviços sob nossa assessoria

(11) 3266-7064 | (11) 95705-1809 contato@brazefigueiredo.com www.brazefigueiredo.com

Entrega

Atendimento

Bombas de incÊndio
bombas de esgoto
bombas de recalque

ELÉTRICA

PROJETOS ELÉTRICOS E MANUTENÇÃO PREDIAL

CENTRO DE MEDIÇÃO

ENTRADA DE ENERGIA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS MANUTENÇÃO PREDIAL: PREVENTIVA E PREDIATIVA QUADRO DE AUTOMAÇÃO DE BOMBAS ALERME DE INCÊNDIO

(11) 9.4132-7766 / 9.7582-7766 reinaldo@abreueletrica.com.br atendimento@abreueletrica.com.br

Não corra o risco de deixar que seu edifício fique sem energia elétrica!

A manutenção preventiva evita falhas, prejuízos e riscos, garantindo o funcionamento contínuo com mais segurança e economia.

O barramento blindado, que distribui a energia pelo prédio, é instalado no shaft — espaço técnico vertical das instalações — e também exige manutenção, pois falhas podem comprometer todo o fornecimento.

Retrofit em painéis elétricos de baixa e média tensão; Estudos de energia incidente; Comissionamento e startup de painéis em obra; Parametrização e comissionamento de relés de proteção; Manutenção de cabines primárias, painéis de baixa tensão e barramentos blindados. Conheça alguns dos nossos serviços!

BARRAMENTOS BLINDADOS SEU EDIFÍCIO

(11) 4752-9900 vendas@gimi.com.br gimiservice.com.br

Projetos

Centro de Medição

Prumadas Elétricas

Acréscimo de Carga

Estudo de Carga

Adequação Elétrica

Para-Raios

AVCB | CLCB

SHAFT

ELEVADOR

FEITA MENSALMENTE

PREVENIR AS FALHAS

LIMPEZA LUBRIFICAÇÃO

AUMENTO DA VIDA ÚTIL DO EQUIPAMENTO

PLANO DE AVALIAÇÃO

Fazendo a d ferença na manutenção de elevadores

SOMOS UMA EMPRESA ESPECIALIZADA EM ATENDIMENTO, PRODUTOS E SERVIÇOS E ACADEMIAS COMERCIAIS.

Vendas - Locação - Manutenção Preventiva - Técnicos Altamente Treinados

308-9022 (11

• Equipamentos de alta performance e qualidade

• Suporte técnico especializado

• Consultoria completa para montagem da sua academia desde o planejamento à entrega e instalação

• OPÇÕES DE LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

Locação de Equipamentos de Ginastica para sua academia Manutenção Preventiva e Corretiva

Vendas de Equipamentos e Acessórios de Alta Qualidade

Loja Movement e Assistência Técnica Autorizada *Assistência Técnica Multi Marcas

• Única empresa Autorizada

• Manutenção em Válvulas

Redutoras de Pressão Instalação de Válvulas

Redutoras de Pressão, Registros e Filtros Regulagem Dimensionamento

• Serviços Executados com Emissão de ART e RTC

QUEM AINDA VÊ

GERADOR DE ENERGIA COMO PLANO B

ESTÁ ATRASADO

Autonomia energética protege moradores, fortalece a gestão e eleva o padrão do condomínio Escaneie e conheça os geradores da Essencial Energia

Da inspeção à entrega da obra, a Liderativa acompanha cada etapa com método e presença técnica.

Inspeção Predial e Plano Diretor (NBR 16 747) Gerenciamento de Concorrência

Gerenciamento e Fiscalização de Obra Assessoria Técnica Mensal

Equalização de Propostas

Gestão de Projetos de Engenharia

Análise de Reformas Privativas (NBR 16 280)

Fachada Elevadores Elétrica Hidráulica Gás Impermeabilização Recuperação Estrutural · PPCI Climatização · SPDA · Carregador Veicular e muito mais.

- Impermeabilização

- Injeção Química

- Bloqueio de Infiltrações

- Manutenção e Reparo

- Recuperação Estrutural

- Serviços Personalizados

- Soluções para Umidade

- Consultoria em Impermeabilização

- Equipe Especializada

www.ansolucoes.com.br contato.ansolucoes@gmail.com

Juntas de

Muros de arrimo Reservatórios (11) 94725-0186

a

PROJETOS / CONSTRUÇÃO /REFORMAS Valorize Seu Imóvel

Soluções em prevenção a incêndios

Phase Soluções em

- Projeto do Corpo de Bombeiros

- AVCB/ CLCB

- Instalação e Manutenção das medidas de segurança e combate a incêndio

- Recarga de Extintores

- Brigada de Incêndio

- ART- Anotação de Responsabilidade Técnica

(11) 97670-3093 I www.brecalt.com.br contatobrecalt@gmail.com

ENGENHARIA E ARQUITETURA ESPECIALIZADA

- Coberturas - Calhas - AlvenariaImpermeabilização -RevestimentosPintura - Elétrica - Hidráulica

Acabamentos em Geral e Manutenções

Predial 24Hs

Telhados

Mão de Obra Especializada 3x S/Juros no Cartão e com Garantia Orçamento sem Compromisso

desde 1980.

3831-3074 / 3537-0178 / 94033-3284 junior.pereira.ca@gmail.com

RESTAURAÇÃO E PINTURA DE FACHADAS

e Blindagens

Grupo empresarial especializado em condomínios

ligue agora e solicite seu orçamento:

Gestão e Execução de Obras Civis (11) 2021-8814 (11) 97349-2350

www.edificareconstrucoes.com.br contato@edificareconstrucoes com br Rua Mariz e Barros, 95 - Vila Mariana - São Paulo -

Teste de percussão; Limpeza técnica de edifícios; Tratamento e restauração de trincas e fissuras; Impermeabilização de superfícies; Pintura interna e externa de edifícios e áreas comuns; Tratamento de tijolos e concreto aparente; Aplicação de textura e grafiato; Projeto e instalação de pontos de ancoragem; Revitalização de estacionamentos

Inspeção e acompanhament o da obra com Drone

A SUA CONFIANÇA EM NOSSO TRABALHO, É O NOSSO MAIOR PATRIMÔNIO!

Há 47 anos atendendo condomínios com segurança, responsabilidade e qualidade de alto padrão em cada projeto

Acompanhamento regular com técnico e engenheiro responsável

souzablanchi com br contato@souzablanchi.com.br

G A INSTALAÇÕES

ELÉTRICAS E HIDRÁULICAS

MANUTENÇÃO PREDIAL

Lavagem, Restauração e Pintura de Fachadas

Demarcação de Estacionamento e Garag

Hidráulica, Elétrica e Sistemas de Incêndio Impermeabilização de Caixa D'água e Manta Asfáltic

Manutenção Lavagem de Fachadas Impermeabilização de Lajes com Manta Asfáltica

Restauração Impermeabilização Pintura em Geral Laudo Técnico Predial Recuperação de Concreto Aparente Recuperação de Tijolo Aparente

gainstalacoes
Desde

Pintura Externa e Interna

Lavagem, reposição de pastilhas e rejunte

Lavagem de fachada

Restauração de fachadas

Restauração de tijolo parente

Teste de percussão

Impermeabilização

Textura projetada

Tratamento de concreto aparente

Hidrojateamento Mapeamento / Teste de Percussão

Tratamento de Trincas e Fissuras

Pintura Externa e Interna

Limpeza de Fachada

Pintura e Demarcações de Estacionamentos

Calafetação e Vedações Diversas

Restauração de Tijolo Aparente

Pinturas Internas e Externas

Restauração de Fachadas

Hidrojateamento

Recuperação de Pastilhas

Calafetação de juntas de dilatação / chaminés / esquadrias

Documentações Técnicas (ART, PPRA, PCMSO)

Equipe Técnica de Supervisão e Engenharia

Atestados NR18 e NR35

A Basso Pinturas recicla suas latas.

Parceria inédita com a Pro Lata Reciclagem em SP.

Padrão de qualidade internacional Pinturas e restauração com excelência

Soluções

Experiência comprovada em condomínios e edifícios

RETROFIT

LIMPEZA DE FACHADA EM VIDRO

VISTORIA POR DRONE

RESTAURAÇÃO DE FACHADAS

HIDROJATEAMENTO

PINTURA EXTERNA E INTERNA IMPERMEABILIZAÇÃO

LAVAGEM E TRATAMENTO DE PASTILHAS, TIJOLO E CONCRETO APARENTE

• Pagamento facilitado

• Seguro de responsabilidade civil

• Laudos Técnicos

• Ensaio de percussão e mapeamento

Cond. Edif. Spazio Helbor
Cond. Edif. Spazio Helbor

Restauração e Pintura de Fachadas

Retrofit de fachadas

Reforma em pastilhas, cerâmicas, e litocetrâmica

Limpeza Técnica em fachadas de vidros e pastilhas

Pinturas comerciais.

Impermeabilização com Manta

Asfáltica, Manta Líquida etc

Tratamento em Tijolinho à vista

Tratamento em Concreto aparente

Pintura interna de Halls, Garagens, etc

vendas@merlini.com.br www.merlini.com.br

(11) 98762-3804 (11) 4288 0765

Balanço Delta Balanço Delta
Big Mundi Big Mundi
Mansão Carinhosa Mansão Carinhosa
Pisos de Proteção

SERRALHERIA, SINALIZAÇÃO, SISTEMAS DE SEGURANÇA,

CORRIMÃOS NAS NORMAS

A RE Security desenvolve soluções em segurança eletrônica sob medida, projetadas para o seu patrimônio

POR QUE ESCOLHER A RE SECURITY?

“Experimente a tranquilidade de ter a RE Security cuidando do seu patrimônio ” Monitoramento 24h por dia Equipe técnica especializada Suporte rápido e eficiente

Corrimãos articulados e contínuo Guarda-corpos

Portas e janelas

Vidro, alumínio e inox

TUDO EM VIDRO, ALUMÍNIO E INOX

APROVAÇÃO GARANTIDA NO AVCB (BOMB

DE

Soluções inteligentes para controle de veículos e pedestres que aumentam a segurança e evitam acidentes.

Trocamos suas janelas e portas de ferro ou madeira por alumínio sem quebra de parede, azulejo ou danos na pintura.

Seguimos o padrão mantendo o modelo e a cor da fachada Pioneiros no sistema de troca há mais de 52 anos, somos certificados pelo ISO 9001 e temos um departamento especializado em JANELAS ACÚSTICAS E MANUTENÇÕES Atendemos condomínios, comércio, indústrias e hospitais em todo o estado de São Paulo Facilitamos o pagamento

Rua Teresina, 625 / Mooca / São Paulo www armel com br armel@armel com br armel esquadrias aluminio Solicite um Representante sem compromisso Central de atendimento: (11) 2084-4060 (11) 96355-0054

Manutenção de fachadas

Hidrojateamento

Ensaio de percussão e mapeamentos

Reparo de emboço

Tratamentos de trincas e fissuras

Pintura Interna e Externa

Reposição e rejuntamento de pastilhas

Retrofit de fachadas

Calafetação de juntas de dilatação/chamines/ esquadrias

GRANDES RESULTADOS.

+50

CONDOMÍNIOS ATENDIDOS

ESPECIALISTAS EM RETROFIT E FACHADAS

PINTURA • IMPERMEABILIZAÇÃO • RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL

GARANTIA DE ATÉ 5 ANOS

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook