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SOBRE CRÔNICAS
(ESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS):
Você já deve ter lido muitas crônicas durante a sua vida, em jornais, revistas e livros. Mas será que você realmente sabe o que elas são? Crônica é um tipo de texto narrativo que se trata de acontecimentos do cotidiano. Os leitores acabam se envolvendo muito com a crônica, pois ela apresenta uma linguagem formal e fatos, que muitas vezes, fazem o leitor se identificar com a mesma.
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HUMOR NA LITERATURA: Dizem por aí que a história do humor começou no Brasil com a carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal. Ela dizia mais ou menos assim: as índias não tinham vergonha de expor as suas vergonhas. Nós, portugueses, não tivemos vergonha de olhar as vergonhas delas. Parece que o Brasil já começou bem-humorado. Como éramos colonos, só nos restava mesmo ironizar. Em 1564, Frei Vicente já mostrava, em seu texto, os mandos e desmandos do império Português em terras brasileiras. Em 1837, foi documentada a primeira caricatura brasileira. Depois, surgiram várias outras publicações humorísticas. As marchinhas, famosas por serem a alegria do carnaval,
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fazem a sátira do nosso dia a dia. Como diz a Doutoranda em Psicologia Clínica e Cultura pela UnB, Jamille Mamed Bomfim Cocentino: “As marchinhas de carnaval são profundamente marcadas pela presença do humor, permitindo que temas árduos e conflitantes na sociedade sejam retratados com maior leveza e estética. As suas letras são, muitas vezes, permeadas de situações consideradas politicamente incorretas, porém marcadas pela molecagem e descontração carnavalesca. O carnaval permite que, até a quarta-feira de cinzas, a lógica do cotidiano seja interrompida e que os foliões possam se fantasiar e brincar de ser o que quiserem ao som das marchinhas.”
No circo, os palhaços. Nos desenhos, as caricaturas. Isso sem falar nos programas de humor da TV. Na literatura não foi diferente. Um dos mestres do humor na literatura é Luis Fernando Veríssimo. Numa entrevista para a TV Escola, ele disse que o humor pode ser usado como quiser, até para assuntos sérios através da sátira, do pensamento cômico. Ele citou grandes nomes do humor nacionais e internacionais. Começou com Bernard Shaw e sua frase clássica: “quanto mais eu conheço o ser humano mais eu amo o meu cachorro”. Mas, qual o segredo para escrever com humor? Para Luis Fernando Veríssimo, ler muito. Saber ironizar de forma que as pessoas entendam. O tempo tem que ser certo. Escrever humor, para ele, é difícil porque nem todo mundo entende
o que é ironia. Há casos em que há até protesto do público, caso a ironia não seja entendida. No humor, o timing é importante. O ritmo tem que ser na hora certa Para Fernando Veríssimo, o humor pode ser usado como quiser, até para assuntos sérios através da sátira e do pensamento cômico que não deixa de ser profundo. Já no romance é mais difícil, fazer romance humorístico não é simples. Na crônica é mais fácil. Não foi à toa que o cronista Luis Fernando Veríssimo alcançou o status de fenômeno literário. Veríssimo lida com uma matéria-prima comum a todos nós, mas que nem todos dão a devida atenção: o cotidiano, um universo onde desfilam os dramas e conflitos humanos, sejam eles cômicos ou não.
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AUTOR: O autor do livro Luis Fernando Veríssimo nasceu em 1936 Porto Alegre, quando era jovem foi para os Estados Unidos por causa do emprego de seu pai que era professor de uma universidade, como consequência disso Luis estudou o primário e terminou o secundário fora de sua terra natal. Em 1956 ele volta para Porto Alegre e começa a trabalhar no departamento de artes da Globo, entre 1962 e 1966 o autor viveu no Rio de Janeiro, trabalhou como tradutor e redator publicitário, não podemos deixar de comentar que foi em nossa cidade que ele conheceu sua amada que era carioca Lúcia Helena Massa, alguns dizem que ela seria sua alma gêmea pois está até hoje com ele, com Lúcia ele teve 3 filhos (Pedro 1970, Mariana 1967 e Fernanda 1964) Quando sua estadia no Rio acaba Luis
volta para sua cidade natal e começa a trabalhar no jornal “Zero Hora” como revisor de textos. Em 1969 ele cobre Sérgio Jockymann quando o mesmo tira férias, assim ele teve sua oportunidade de mostrar sua qualidade de texto e logo ganhou sua própria coluna diária no jornal, as primeiras colunas de Luis foram sobre futebol. Naquele momento ele teve outra oportunidade e acabou aproveitando para se tornar um redator da agência de publicidade MPM Propaganda. Só em 1973 que ele publicou o primeiro livro “O Popular” então começou a publicar uma média de livros de dois em dois anos ou um e um ano, mas em 1975 voltou a trabalhar no Zero Hora e também começou a trabalhar no Jornal do Brasil, por causa disso só veio a publicar outro livro em 1979
SOBRE O LIVRO: Se houvesse uma seleção brasileira de literatura, Luís Fernando Veríssimo certamente faria parte dela. Neste livro, ele coloca mais uma vez a inteligência para tabelar com o humor. Outro golaço de um dos maiores cronistas da atualidade.
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O TÉCNICO ANÁLISE DA CRÔNICA
Nessa crônica o autor constantemente fica filosofando sobre todos os brasileiros serem técnicos frustrados de futebol assim como Deus também ser um técnico de futebol assim todos nós seríamos apenas fachadas do grande técnico que seria Deus. Ele retrata nessa crônica que Deus superaria qualquer técnico de qualquer seleção pelo fato de ser onipresente, assim ele poderia falar com seu auxiliar e ao mesmo tempo ter total foco no jogo.
CHOQUE CULTURAL
ANÁLISE DA CRÔNICA
Esta crônica se trata de uma dificuldade de relacionamento causada pelo desconhecimento de Bete, a namorada, sobre o futebol. Muitos diziam que haveria um choque cultural, já que a garota não conseguia acompanhar a paixão do namorado, Márcio. Porém, mesmo assim, ela quis ir a um jogo. Como já previsto, nada ocorreu bem. Bete não parava de fazer perguntas sem sentido, o que acabou chateando seu namorado e o levando a terminar com ela algumas semanas depois. Essa leitura nos faz refletir sobre os diferentes gostos e conhecimentos de um ser humano sobre determinado assunto.
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INFANTILIDADES ANÁLISE DA CRÔNICA
Nesse texto, Veríssimo fala sobre os sentimentos que o futebol provoca nas pessoas independente da idade. “Só o futebol permite que você sinta os 60 anos exatamente o que senti aos 6.” representa bem a ideia desta crônica. O autor faz questão de nos lembrar que tudo “É só camuflagem. Dentro do mais teórico e distante analista e do mais engravatado cartola aproveitador existe um guri pulando na arquibancada.” Essa crônica apresenta um papel de destaque tendo um grande trecho seu transcrito na contracapa do livro.
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MEUS DOIS
PEDIDOS
ANÁLISE DA CRÔNICA
Nesse texto, Veríssimo fala sobre os sentimentos que o futebol provoca nas pessoas independente da idade. “Só o futebol permite que você sinta os 60 anos exatamente o que senti aos 6.” representa bem a ideia desta crônica. O autor faz questão de nos lembrar que tudo “É só camuflagem. Dentro do mais teórico e distante analista e do mais engravatado cartola aproveitador existe um guri pulando na arquibancada.” Essa crônica apresenta um papel de destaque tendo um grande trecho seu transcrito na contracapa do livro.
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