02 ENFOQUE PASTORAL
A MISSÃO REVIGORA A FÉ A Igreja é missionária por sua essência e tem sua origem na missão do Filho e do Espírito Santo, segundo o desígnio do Pai (AG 2). Em outubro celebramos o mês dedicado as missões e em nossas liturgias e COMIPAs (Conselho Missionário Paroquial) estaremos refletindo a natureza missionária da Igreja e seus membros: os batizados. O Batismo nos faz “membros do Corpo de Cristo” e participantes de sua missão no mundo: “Ser sacramento de salvação” (LG). A partir da cruz de Jesus, aprendemos a lógica divina da oferta de nós mesmos (1Cor 1,17-25) como anuniciadores do Evangelho para a vida do mundo (Jo 3,16). “Ser inflamados pelo amor de Cristo consome quem arde e faz crescer, ilumina e aquece a quem se ama.” (mensagem de sua santidade o Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões de 2018). O Mês das Missões deve lembrar a cada um de nós que é missão de todo batizado ser evangelizador. Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. “A Missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá a ela novo entusiasmo e novas motivações. É doando a fé, que se fortalece! A nova evangelização dos cristãos também encontrará inspiração e apoio no empenho pela Missão universal” (São João Paulo II). Neste ano em que as Pontifícias Obras Missionárias (POM) cele-
bram 40 anos de missão, queremos lembrar a vida de tantos missionários que construíram uma história missionária no nosso Brasil. Recordamos em especial os padres que vieram em missão para nossa diocese de Guarulhos e ajudaram a construir nossa Igreja local. Com a história que celebramos queremos também agradecer e interceder junto ao Cristo, Missionário do Pai, pedindo a Força do Espírito Santo aos missionários que saíram de nossa diocese e estão hoje vivendo o Evangelho por entre povos e terras distantes, entres eles uma leiga, Helena de Lima e o Pe. Salvador Maria, que estão na Cidade de Pemba, no Moçambique, Sul do continente africano, como também rendemos graças a Deus pelos tantos irmãos e irmãs que dão seu sim a Deus no anuncio e construção de seu Reino no serviço da Igreja em prol da humanidade. Neste Mês da Padroeira do Brasil, todas as nossas paróquias celebram a Imaculada Conceição Aparecida em 12 de outubro e inspiram-se em Maria no seu SIM fecundo e missionário. Roguemos a Deus, por sua maternal intercessão, as bênçãos de Deus sobre o povo brasileiro, sobre os nosos governantes e sobre a nossa jornada missionária que durará até a vinda definitiva do Senhor. Amém. Coragem!
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS - outuBRO 2018
Pe. Marcelo Dias Soares Coordenador Diocesano de Pastoral
EDITORIAL EVANGELIZAR A PARTIR DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO No período em que vivemos de intensa utilização dos meios de comunicação, de modo particular as mídias digitais, acredito ser fundamental esclarecer a verdadeira missão destes meios a partir do diretório de comunicação da Igreja no Brasil, elaborado pelos bispos brasileiros no ano 2014 que afirmam: “Comunicação diz respeito aos processos de construção simbólica que possibilitam a interação pessoal e a organização social. Não se trata de mera transmissão de mensagens, mas de ressignificação constante do mundo. Comunicando-se, as pessoas interagem com a realidade e, a partir dela, dialogam com o mundo que as cerca, por meio de todas as linguagens e tecnologias que se aperfeiçoam a cada dia, buscando dar sentido ao mundo e à sua existência. As ações comunicativas permeiam todo o tecido social em suas interações na família, no trabalho, no lazer, na comunidade, na escola, na Igreja, permitindo ao ser humano sua afirmação como pessoa ativa em uma sociedade em mudanças. A comunicação tem por objetivo primordial criar comunhão, estabelecer vínculos de relações, promover o bem comum, o serviço e o diálogo na comunidade. Não se comunicam apenas ideias e informações, mas, “em última instância, a pessoa comunica-se a si mesma”. Do ponto de vista cristão, a comunicação é autêntica quando é encarnada na realidade humana e constrói proximidade com o outro. Assim, “as maiores oportunidades de comunicação traduzir-se-ão em novas oportunidades de encontro e solidariedade entre todos”. Do encontro,
nasce o anúncio. ( Doc. 99.n.1214 ) Com base no que afirmam os bispos, os meios de comunicação da diocese: site, folha diocesana, facebook, aplicativos são fontes de anúncio das ações evangelizadoras que não são de interesse das mídias de grande audiência nem de canal aberto nem de canal fechado. O público alvo é sempre os que acreditam na força da comunicação como promoção da comunhão, como você que está lendo este artigo e aproveitará de todas as informações transmitida nesta edição do mês missionário. É preciso propagar o uso dos meios disponibilizados pela Igreja. Infelizmente ainda é grande o número de fiéis que frequentam as nossas comunidades e que não se interessam em ler os diversos jornais paroquiais e diocesano; inúmeras pessoas que nunca acessaram o site ou redes sociais promovidos pelas equipes de comunicação católica; os murais e cartazes tão bem pensados nem se quer são consultados ou compartilhados. Portanto, a missão de conscientizar as pessoas e contar com as mesmas para continuar comunicando as boas notícias é um desafio enorme nos dias de hoje e tem consequências pastorais importantes, por isso é necessário “conhecer e estudar os meios e processos de comunicação mediante cursos, encontros, leituras, para um crescimento pessoal, social e eclesial”. Que tal você aceitar o desafio de ser um propagador dos meios de comunicação da nossa diocese? Leia, acesse, compartilhe, comente as boas notícias da sua comunidade.
Jornalista Resp.: Pe. Marcos V. Clementino MTB 82732 Orientação Pastoral: Pe. Macerlo Dias Editoração Eletrônica: Luiz Marcelo Gonçalves Impressão: Gráfica Marmar - Fone: 11 99961-4414 Cúria Diocesana de Guarulhos End: Av. Gilberto Dini, 519 - Bom Clima - Guarulhos - SP Cep: 07122-210 - Contato: 11 2408-0403 Site: www.diocesedeguarulhos.org.br Email: folhadiocesana@diocesedeguarulhos.org.br Tiragem: 30.000 exemplares
AGENDA DO BISPO - OUTUbro 05 06
VOZ DO PASTOR 03
09:30h – Atendimento cúria 19:30h – Missa comunidade São Benedito – Area Pastoral NS Aparecida – Inocoop 16:00h – Iniciação cristã de Adultos – Par São José 19:30h – Missa paróquia NS Aparecida – Jd. América 07:00h – Missa Capelania Stella Maris
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10:00h – Missa paróquia NS do Rosário 18:00h – Missa comunidade NS Aparecida – paróquia NS das Graças e Sto. Alberto 09:00h – Reunião Regional sul 1 da CNBB 09:30h – Economato e 14:30h – Atendimento cúria 19:30h – Missa Setor NS Aparecida – paróquia Santo Antonio – Pimentas 09:30h – Atendimento Curia 14:30h – Reunião formadores do Seminário – residência episcopal 09:30h – Conselho de presbíteros 15:00h – Visita Creche Chico Mendes 07:30h – Missa paróquia NS Aparecida – Cocaia
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10:30h – Missa comunidade NS Aparecida – Vila Real – paróquia Sagrado Coração de Jesus – Normandia 18:00h – Missa pa NS Aparecida – Jd. Vila Galvão
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17:00h – Missa comunidade Divino Esposo – paróquia Santa Rita – Jd. Cumbica 20:00h – Missa comunidade Santa Tereza – paróquia NS Graças e Sto. Alberto 08:30h – Missa encontro Células – CDP
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11:00h – Crisma Catedral 16:00h – Crisma paróquia sagrado Coração de Jesus – Santos Dumont 19:00h – Missa paróquia São Geraldo
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11:00h – Reunião formadores PUC 19:30h – Missa comunidade Santa Edwiges – paróquia NS Aparecida – Cocaia 09:30h – 16h – Reunião do clero – Lavras 20:00h – Missa de entrega ECC 3ª. etapa – paróquia NS Fátima – Tranquilidade 07:00h – Missa e reunião Seminário propedêutico
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09:30h - CDAE e 14:30h – Atendimento cúria 20:00h – CFP forania Fátima – paróquia NS Loreto
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Assembleia das Igrejas particulares do Estado de São Paulo – Itaici Peregrinação a Israel e Fátima
TESTEMUNHAR O EVANGELHO DA PAZ Em nosso ambiente urbano e metropolitano uma das coisas que mais nos preocupa, sem dúvida, é a segurança. Não é retórico dizer que todos os dias convivemos com discussões e violência no trânsito, chacinas, tráfico, assaltos, homicídios, violência contra as pessoas com a cor da pele preta, violência doméstica, violência contra a mulher etc. Durante a campanha eleitoral muitos candidatos e candidatas propuseram e prometeram criar estruturas e estratégias para superar a violência. Alguns até mesmo sugerindo atitudes violentas para superar a violência. Algumas pessoas pensam realmente que uma espécie de “estado de sítio” na sociedade seria capaz de mudar a face da nossa sociedade que todos os dias sofre com a violência. Verdadeiramente precisamos repensar estruturas, estratégias e leis que favoreçam a criação de uma sociedade avessa á violência. No entanto, não bastam estruturas e leis se o coração não está convertido para a construção da paz e da fraternidade. Somos, como discípulos de Cristo, “enviados para testemunhar o evangelho da paz”. Este é o grande apelo do mês missionário. Para nós, cristãos, construir a paz, não é simplesmente objeto de leis e estruturas, mas missão. Missão que implica no testemunho. Este testemunho não deve partir de grandes projetos, mas da vivência diáriado evangelho e do combate na fé pelos valores do Reino de Deus.
Quando estamos imbuídos do espírito do evangelho da paz, longe de nós “dente por dente e olho por olho”. Mesmo sofrendo uma violência saberemos responder com uma atitude positiva de gentileza e serviço, sem fraudar a justiça, convictos de que a misericórdia vai além da justiça e que a vingança não satisfaz a justiça de Deus. Imbuídos do espírito fraterno do evangelho, saberemos superar o individualismo que fecha o coração às necessidades e sofrimento dos outros. O individualismo – pensar somente em vantagem própria – é fonte de muitas violências, principalmente na família e nos ambientes de trabalho. A vida fraterna na comunidade cristã é fonte para o testemunho do evangelho da paz na sociedade. Na comunidade cristã, alimentados pela Palavra e os Sacramentos, atualizamos e experimentamos em nós a graça redentora do Cristo. Na comunidade aprendemose vivenciamos a dimensão do serviço e do “ser para o outro”. A partir da comunidade cristã somos enviados a testemunhar a construção da paz, para além de leis e estruturas.
“Como quereis que os outros vos façam, fazei também a eles... Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso.” (Lc 6,31.36) +Edmilson Amador Caetano, O.Cist. Bispo diocesano
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ano do laicato
04 vida presbiteral
ESPÍRITO MISSIONÁRIO NA DIMENSÃO SOCIAL
A missão de representar os Presbíteros Esse ano completo meu segundo mandato como representante do nosso Clero, e juntamente com os padres Cássio e Cleber Leandro. Terminamos nosso mandato com a satisfação de ter procurado ajudar nossos irmãos presbíteros nos retiros, atualizações, formações, visitas e reuniões junto ao conselho de presbíteros. Podemos vivenciar o trabalho me conjunto as 8 dioceses que compõe nosso Sub Regional. Reuniões, Encontros, Paulistão, ENP (Encontro Nacional dos Presbíteros) e tantos outros momentos de aprendizado, discussões, formações e lutas em pró dos sacerdotes. Pude participar de três ENPS, vivenciando vários temas voltados a Espiritualidade, mística e mistagogia em torno da vida, vocação e doação dos presbíteros no anúncio do Reino. Os encontros acontecem no Santuário Nacional de Aparecida, aos pés da querida Mãe refletimos vários temas. Este ano refletimos sobre o Presbítero: Discípulo do Senhor, Pastor do Rebanho e com o lema: “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho, o Espírito Santo vos constitui como guardiões”. Os mais de 500 sacerdotes de todo Brasil, discutiram juntos sobre o tema e lema. Com a intenção de resgatar de alguns aspectos cruciais da te-
ologia, espiritualidade missão do Presbítero, tendo como referencia as Sagradas Escrituras, os ensinamentos do Magistério, a vida e testemunho do Papa Francisco. A Vivência da vocação Sacerdotal no contexto sócio-cultural-religioso que vivemos. Em nossos retiros no Santuário da Mãe Rainha, vivenciamos juntos vários momentos de reflexão, oração, mística, espiritualidade e descanso. Junto aos pregadores ajudamos o Clero de Guarulhos a fortalecer a graça do Ministério a fim de enfrentar os desafios encontrados em nossas paróquias. Nos Encontros de atualização do Clero, além de refletir, tivemos momentos maiores de convivência, “koiononia” e conhecimento mútuo. Creio que nestes quatro anos, esforçamos para ajudar nossos irmãos Presbíteros da Diocese a se preocupar uns como os outros e consigo mesmo. Crescemos não só em número de padres, mas em conhecimento e Espiritualidade. Agradecemos ao nosso Bispo Dom Edmilson e a todo Clero a confiança e partilha, e peço que Deus nos abençoe e abençoe todo Clero de nossa Diocese. Pe Paulo Leandro, Pe Cleber Leandro e Pe Cássio Pastoral Presbiteral
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O Documento 105 da CNBB, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade” ao explicar os objetivos do Ano Nacional do Laicato, traz uma excelente motivação: “Despertar os leigos e leigas para sua consciência quanto à sua identidade, vocação, espiritualidade e missão, incentivando-os a assumir seu compromisso batismal no dia a dia como testemunhas do Evangelho nas realidades do mundo”. No entanto, Dom Severino bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato salientou que a vivência Ano do Laicato não pode ficar somente na dimensão interna da Igreja, mas “é preciso também criar um espírito missionário na dimensão social, onde os cristãos vivem e convivem no dia a dia”, para que se possa perceber que “o mundo pode ser melhor quando os leigos vivem a sua cidadania, responsabilidade e participação”, nas decisões da sociedade. A dimensão social da fé na luta pela transformação social é a Doutrina Social da Igreja (DSI) à luz do evangelho, cujos ensinamentos iluminam a prática, e isto é evangelização. Cada pessoa pode ser um agente transformador da nossa sociedade, e como cristão sentimos esse desejo ainda mais forte quando respondemos ao chamado de Jesus: “Vem e segue-me”. Este apelo é também de Jesus Cristo que nos chama para assumir a missão de fazer deste mundo um lugar melhor para todos os homens, mulheres, crianças, jovens e idosos. É preciso fortalecer a nossa missão e o nosso compromisso de transformação desta para uma sociedade mais justa e mais fraterna. O amor à pessoa humana concretiza-se na promoção da justiça. É nossa missão ajudar os povos excluídos
ou marginalizados a fazer parte dos direitos a vida e a dignidade humana. É nesse quadro que se situa o ensinamento ou Doutrina Social da Igreja. A Doutrina Social da Igreja procura atualizar a dimensão social do Evangelho para os distintos contextos da vida cotidiana, levando sempre em conta que “o gênero humano se encontra em nova fase de sua história, na qual mudanças profundas e rápidas estendem-se progressivamente ao universo inteiro”. Ela, também cumpre uma função de ANÚNCIO e comporta ainda um dever de DENÚNCIA.Promove a justiça, estimula a ação, anuncia e denuncia as injustiças, ensinamentos para todos os cristãos. Para que isso aconteça é preciso comprometimento. É preciso deixar a alegria do Evangelho invadir nossa vida e nossa ação a favor dos pobres. Em poucas palavras, a Doutrina Social da Igreja, é o Evangelho tornado vivo e atual nos diferentes desafios da realidade social, política, econômica e cultural. Inspirado pelo Espírito Santo, o magistério da Igreja procura interpretar a mensagem evangélica diante das situações mais diversas. O testemunho da Igreja é na defesa da vida, é ser presença solidária e ao mesmo tempo questionadora no mundo, é ser Igreja Sinal, isso é Evangelização. Ser Igreja Missionária é ter consciência solidária junto aos irmãos excluídos, é ser questionadora junto ao poder público na defesa da vida. Cada cristão leigo e leiga há de discernir qual o caminho que o Senhor lhe pede. Vamos pedir que o Senhor nos conceda a graça de assumir este caminho de ação missionária. Equipe Diocesana para o Ano do Laicato
Pastoral dos idosos 05
Falando da vida
Valorização integral das pessoas idosas
humanizando conexões Cena comum no cotidiano da classe média: Uma família composta por um casal e dois adolescentes aguarda no restaurante a chegada do garçom. Detalhe: cada um olhando a tela do seu celular envolvido com alguma coisa que parece ser mais interessante do que o contato entre eles mesmos. Já faz algum tempo que esse invasor chamado de smartphone ocupa indevidamente o lugar que seria o da interação entre pessoas. O dono de um restaurante em Los Angeles, nos Estados Unidos, preocupado com esta questão resolveu oferecer desconto de 5% na conta a quem concordasse em deixar o celular na portaria. Pelo menos metade dos clientes aceitou a oferta talvez sensibilizada mais pelo desconto do que pela nobreza da causa. Seria bom se outros estabelecimentos seguissem esse exemplo contribuindo assim para uma melhor conexão entre seres humanos. Se de acordo com as regras de etiqueta deixar um celular à mesa durante a refeição já é em si um fato extremamente deselegante, o que diríamos de tirar foto do prato antes de comer e postá-la nas redes sociais? Vale destacar que no Brasil o número pessoas com acesso à Internet é de 139.1 milhões (66% da população). Uma pesquisa revelou que os brasileiros gastam, em média, 9 horas por dia navegando na web. O país também é o que
mais acessa as redes sociais, são aproximadamente 3 horas diárias. A consequência direta desse fenômeno é o empobrecimento das relações de afetividade o que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, chamou de amor líquido no qual os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos como se fossem água. No mundo líquido, tudo é descartável inclusive os vínculos de amizade e companheirismo. A característica principal da comunicação virtual está sendo estendida para os vínculos afetivos. Se para deletar um contato da nossa agenda basta um clic, com a mesma rapidez e simplicidade também deletamos uma pessoa da nossa vida numa atitude fria e calculista. Está na hora de nos desconectarmos das redes sociais que rouba o nosso tempo e corrompe nossas mentes. Precisamos investir na única conexão que pode nos salvar desse processo de desumanização que estamos vivendo: A conexão face a face de olhar, ouvir e sentir o outro. Aquela em que defeitos e qualidades se somam e se integram formando vínculos duradouros que o tempo não apaga e a distância não separa. Essa conexão se chama amor.
Romildo R.Almeida Psicólogo clínico
Durante a I Assembléia Nacional da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), na qual aconteceu a fundação desta Pastoral no dia 05 de novembro de 2004, um dos objetivos foi a aprovação do Estatuto da PPI. Em seu artigo 2º estão expressos seus objetivos e finalidades como segue: A Pastoral da Pessoa Idosa tem por objetivo assegurar a dignidade e a valorização integral das pessoas idosas, através da promoção humana e espiritual, respeitando seus direitos, num processo educativo de formação continuada destas, de suas famílias e de suas comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político, para que as famílias e as comunidades possam conviver respeitosamente com as pessoas idosas, protagonistas de sua auto-realização, por meio das seguintes atividades: I – Promover o desenvolvimento físico, mental, social, espiritual, cognitivo e cultural dos idosos; II – Promover o respeito à dignidade e à cidadania das pessoas idosas, colaborando para a divulgação e implementação do Estatuto do Idoso - Lei nº.10.741, de 1º de outubro de 2003; III – Promover o convívio das pessoas idosas com as demais gerações, estimulando uma velhice ativa e buscando uma longevidade digna; IV – Estimular e respeitar a espiritualidade das pessoas idosas; V – Valorizar a história de vida, as experiências, o ser biográfico, a sabedoria adquirida ao longo da vida
de cada pessoa idosa, respeitando-a como guardiã da memória coletiva; VI – Capacitar agentes de pastoral para o acompanhamento das pessoas idosas nas visitas domiciliares e nas outras atividades complementares afins; VII – Organizar redes de solidariedade humana nas comunidades e nos diferentes níveis para promover o bem-estar dos idosos; VIII – Incentivar a criação e participação nos conselhos de direitos do idoso em todos os níveis; IX – Realizar parcerias, somando esforços com outras pastorais, comunidade científica, associações de geriatria e gerontologia, organizações de defesa dos direitos dos idosos, de assistência social e outras entidades afins; X – Manter um sistema de informação sobre a situação das pessoas acompanhadas; XI – Democratizar notícias e informações sobre os idosos nos meios de comunicação social; XII – Promover esclarecimentos sobre os preconceitos contra as pessoas idosas, a fim de que sejam superados; XIII – Somar esforços com iniciativas de educação continuada para cuidadores de idosos; XIV – Valorizar a vida até sua fase final, apoiando os programas de cuidados paliativos, que assegurem o caráter espiritual da existência humana. Fonte: www.pastoraldapessoaidosa.org.br
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aconteceu
06 IV caminhada Inter-religiosa pela paz
No dia 01 de Setembro, aconteceu a IV Caminhada Inter-religiosa pela Paz, realizada no território da Paróquia Santa Cruz e Nossa Aparecida. Os participantes se reuniram em frente à Capela São Pedro, no Jardim Maria Dirce e em seguida saíram em caminhada até a Praça Orobó. Estiveram presentes, além nosso Bispo Dom Edmilson, Pe. Cristiano (Pároco Local) e seminaristas (ambos da Igreja Católica Apostólica Romana), os representantes de inúmeras denominações religiosas: – Pai Kleber e Pai Nelson, do Candoblé Ketu Angola;
– Sr.ª Cecília Serrato, do Kadercismo Iakap; – Mãe Ditinha, Pai Miguel, Pai Maurício e Ogan Juvenal, da Umbanda; – Pastor Fernando, da Igreja Presbiteriana; – Sr. Marcos Goulart, da União da Sociedade Espirita (USE) Também se fez presente a Associação Axé, de Mogi das Cruzes e a Sr.ª Milene Negreiros, coordenadora diocesana da Campanha da Fraternidade, bem como inúmeros professores da rede estadual de ensino de São Paulo.
Pastoral da Comunicação realiza o 7º MUTICOM No dia 01/09, a Pastoral da Comunicação de nossa Diocese organizou o seu encontro diocesano, intitulado MUTICOM. O evento foi realizado no Centro Diocesano de Pastoral (CDP) e contou com a presença de inúmeros agentes das 30 equipes paroquiais da PASCOM. O tema do encontro deste ano (o sétimo da diocese), foi “Fake news e jornalismo de paz” e contou com a conferência do Prof. Roberto Padilha Moia, mestre em Educação, Comunicação e Adminstração e professor coordenador da graduação em Marketing, da Fatec Sebrae. Além da fala do professor, foi
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também realizada uma breve apresentação do Pe. Marcos Vinicius Clementino, Coordenador da PASCOM no Regional Sul 1 da CNBB, mostrando aos presentes um trabalho da equipe do programa Profissão Repórter, da TV Globo, sobre a temática. Também foram expostas as camisas das PASCOM’s da diocese, os logos que as identificam e as fotos dos trabalhos realizados pelas equipes. Nosso Bispo, Dom Edmilson se fez presente e destacou a importância do trabalho da comunicação para divulgação das atividades, do que é certo e do que promove a paz.
ACONTECEU
07 viva a vida - 2018
No dia 2 de setembro ocorreu o 13º Viva a Vida. O evento organizado pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV/PV) da Diocese de Guarulhos reuniu jovens de diversas comunidades para rezar, refletir e conhecer melhor sobre as vocações presentes na Igreja. Concentrando congregações, institutos e comunidades religiosas, o Viva a Vida proporcionou aos jovens um contato mais próximo com uma caminhada vocacional, permitindo uma aproximação mais profunda da juventude com os religiosos, seminaristas, sacerdotes, famílias e integrantes de novas comunidades. O Viva a Vida teve a presença
de Dom Edmilson, nosso Bispo Diocesano, que presidiu a Santa Missa, além de pregação com o Padre Fábio Lima (Paróquia Santa Teresinha e Nossa Senhora das Angústias), e apresentação da Comunidade Shalom, da banda Fabinho & Regiane e da SoulShalom.
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ACONTECEU
08 24º Grito dos ExcluídOS
Em sua homilia, Dom Edmilson disse: “A maneira do cristão gritar tem que ter uma mística, a mística não pode faltar. Tem muita gente gritando, nas praças, na televisão, nas propagandas eleitorais, mas para nós o que nos identifica hoje neste grito dos excluídos, é a maneira como nós gritamos, é a nossa identidade, é aquilo que nós buscamos, buscamos sim, ser uma comunidade que serve, ser uma comunidade que está a serviço. É nesta mística que somos chamados a viver, a caminhar, a rezar e a “lutar” pela nossa Pátria.”
No feriado de 7 de Setembro, aconteceu na Praça Getúlio Vargas, no centro de Guarulhos, a 24ª edição do Grito dos Excluídos, que trouxe como tema “Vida em primeiro lugar”, e como lema “Desigualdade gera violência: basta de privilégios”. A concentração e Santa Missa foram organizadas pelas Pastorais Sociais de nossa Diocese e contaram com a participação de movimentos e pastorais da igreja: Cáritas, Vicentinos, Pastoral do Povo de Rua, entre outros. A Santa Missa foi presidida por Dom Edmilson e concelebrada por Pe. Tarcisio (Vigário Episcopal para as Pastorais Sociais), Pe. Valdocir (Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cocaia), Pe. Luiz Brito (Paróquia São João Batista), Pe. Frizzo, Pe. Paulão e Diácono Jonas Barbosa (ambos da Paróquia São José – Jardim Paulista).
maria no ministério sacerdotal Nacional de Diretores Espirituais da Legião de Maria, contanto com representantes de vários Estados de nosso país. Este encontro teve como tema: “Maria no Ministério Sacerdotal” e foi refletido pelo Bispo referencial para a Legião de Maria no Brasil, Dom Edson (bispo de Iguatu – CE), Dom Estevam (bispo auxiliar de Salvador) e Irmão Rogério. Fomos acolhidos com imensa alegria e carinho pelo Arcebispo primaz Dom Murilo Krieger que demonstrou na celebração eucarística a sua admiração pela Legião de Maria em seu trabalho de oração e de caridade. Apesar da atuação tímida dos legionários, os frutos são grandiosos e, para que continue a dar frutos, faço minhas as palavras de Dom Edson: “Eu amo a Legião de Maria e gostaria que todos os diretores espirituais em suas respectivas paróquias a amem também, pois no amor do sacerdote pela Legião, testemunhamos aos legionários que vale a pena doar-se a Jesus por Maria, talvez até sem muito entender, mas abertos a acolher e permitir o Espírito de Deus soprar onde quer”. Nos dia 17, 18 e 19 de setembro realizou-se no Centro de Treinamento de Líderes, na Arquidiocese de Salvador – BA, o Encontro
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Pe. Thiago R. dos Santos Assessor Diocesano da Legião de Maria
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Milhares de fiéis participaram da 5ª Romaria Diocesana A 5ª Romaria Diocesana de Guarulhos ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, aconteceu no dia 15 de setembro de 2018. Organizados em 250 ônibus e transportes particulares, milhares de fiéis participaram da santa missa às 10h30,presidida por Dom Edmilson Amador Caetano, bispo diocesano e concelebrada pelo clero da diocese. Na homilia, o bispo ressaltou a alegria de estarmos reunidos na casa da Mãe Aparecida, rainha e padroeira do Brasil e antes da benção final, agradeceu aos organizadores e rezou a tradicional consagração a Nossa Senhora Aparecida.
“Ó Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil”.
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Instalação da Área Pastoral São Paulo Apóstolo – Jd São Paulo O dia 22 de setembro de 2018, ficará marcado no coração dos fiéis da Comunidade São Paulo Apóstolo, que após anos de trabalho, viveram mais um momento histórico. Localizada no Jardim São Paulo, a Comunidade foi escolhida como sede da área pastoral e futura paróquia São Paulo Apóstolo e contempla a Comunidade São Francisco de Assis e a Comunidade Santa Cecília. A nova área pastoral foi desmembrada da Paróquia São João Batista, Jardim Adriana que que permanecerá com as Comunidades: Nossa Senhora das Graças, São Mateus e São Camilo de Lellis. A santa missa de instalação foi presidida por Dom Edmilson Amador Caetano, Bispo diocesano e concelebrada pelo Padre Luiz Carlos Brito (Pároco da Paróquia São João Batista - Jardim Adriana) e com a presença dos Diáconos Jonas Barbosa (Paróquia São José), Tiago Ferraz (Paróquia Sagrada Família - Jardim Paraíso) e Marcos Alves, além dos seminaristas e muitos fiéis. A nova área pastoral São Paulo Apóstolo e futura Paróquia São Paulo Apóstolo será acompanhada pastoralmente e administrativamente pelo Diácono Marcos Alves da Silva, que será ordenado sacerdote no dia 15 de dezembro de 2018. Após a santa missa e os devidos agradecimentos, os presentes participaram de uma deliciosa confraternização.
Instalação da Área Pastoral Nossa Senhora Aparecida – Inocoop O dia 23 de setembro de 2018, ficará marcado na história da Comunidade Nossa Senhora Aparecida e de seus fiéis. Localizada no bairro do Inocoop, a comunidade foi escolhida para ser a sede da área pastoral e futura paróquia Nossa Senhora Aparecida e contempla as seguintes Comunidades: São Benedito, Bom Jesus e Nossa Senhora Auxiliadora. A nova área foi desmembrada da Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora Aparecida (Presidente Dutra), que permanecerá com as seguintes Comunidades: Santíssima Trindade, São Luiz Gonzaga, Santa Maria Goretti e São Pedro. A santa missa de instalação foi presidida por Dom Edmilson Amador Caetano, Bispo diocesano e concelebrada pelos Padres Cristiano Aparecido (Pároco da Paróquia Santa Cruz - Presidente Dutra), Thiago Ramos (Pároco da Paróquia Santa Mena) e Johnny William Bernardo, escolhido para acompanhar pastoral e administrativamente a nova área pastoral. Participaram também da santa missa de instalação os Diáconos Celso Oliveira, Alex Aparecido, os seminaristas e inúmeros fiéis, que lotaram a comunidade para prestigiar este momento histórico.
Veja todas as fotos de nosso eventos diocesanos em nossa página no Flickr.
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Informações sobre eventos e subsídios diocesanos acesse nosso site. diocesedeguarulhos.org.br
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11 9º seminário administrativo do clero Bombeiros (AVCB); Planos de Saúde; Medicina ocupacional; Câmara eclesiástica; Tecnologia da Informática; Análise do comportamento econômico das paróquias em 2017; Contabilidade; Termo de uso do Centro Diocesano de Pastoral e Encaminhamentos da Chancelaria ( Processos Matrimonias, Emissão de certidões, Livros de registros da 1ª Eucaristia e Crisma).
A equipe de administração diocesana, presidida por Dom Edmilson Amador Caetano e coordenada pelo Padre Pedro Paulo de Jesus, realizou nos dias 29 e 30 de agosto de 2018 no seminário diocesano Imaculada Conceição, Lavras, o 9º Seminário Administrativo para os sacerdotes e diáconos, de modo especial para atualizar os que exercem o ofício de pároco, pois assim determina o Código de Direito Canônico: o pároco é o pastor próprio da paróquia a ele confiada; exerce o cuidado pastoral da comunidade que lhe foi entregue, sob a autoridade do Bispo diocesano, em cujo ministério de Cristo é chamado a participar, a fim de exercer em favor dessa comunidade o múnus de ensinar, santificar e governar, com a colaboração também de outros presbíteros, diáconos e leigos (CIC 519). Os principais temas abordados pelos diversos profissionais foram os seguintes: Cenário da economia brasileira; Prestação de contas 2017; Coletas 2017/2018 e sua destinação; Reforma Trabalhista; Atualização do mapa sobre Auto de Vistoria do Corpo de
Semana Biblica na forania imaculada A Forania Imaculada realizou, entre os dias 17 e 21 de Setembro, uma semana de formação sobre a bíblia. A formação, realizada no Santuário São Judas Tadeu (Torres Tibagi) e com a presença média de 310 pessoas por dia, buscou fazer os participantes entenderem melhor o Livro da Sabedoria. As conferências se iniciaram no dia 17, com a presença do Vigário Geral e Cura da Catedral Imaculada Conceição, Padre Antônio Bosco. Nos dias 18 e 19, os estudos foram conduzidos por Pe. Antônio Carlos Frizzo, Doutor em Teologia pela PUC-RJ e Vigário da Paróquia São José. Nos dias 20 e 21, a teóloga leiga Célia Soares e o Padre Leonardo Henrique deram continuidade à formação.
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS - outuBRO 2018
12
aconteceu
liturgia
3º congresso missionário diocesano
atualização do mistério da salvação Em uma de nossas paróquias, um salmista não comparecia há tempos, devido a um tratamento de saúde. Na sua recuperação, foi escalado para o salmo num domingo. E ao cantar: “provai e vede quão suave é o Senhor... o anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva...” era sensível na voz dele o agradecimento a Deus pela vida. E na comunidade, que esteve unida a ele em oração, foi visível: o sacramento se manifestou como salvação. Devia ser natural constatar que na liturgia acontece a obra da nossa redenção, o carinho de Deus que passa e renova a vida. A Liturgia “contribui sumamente para que os fiéis exprimam em suas vidas e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a genuína natureza da verdadeira igreja”. (Sacrosanctum Concilium, 2). As celebrações que vivemos em nossas comunidades não são uma vaga lembrança de fatos do passado relacionados a Jesus. Porque na assembleia, pelos ritos e palavras dos sacramentos, o Senhor Ressuscitado atua na comunidade. Para que o Mistério da Salvação se atualize, é necessário prestar atenção à Palavra, ao Rito, à Assembleia. 1 - A Palavra, na celebração, é memória do que Deus fez (textos bíblicos) ou pedido para que Ele faça (nas orações). Por isso têm força para realizar o que significa. Por exemplo, na benção da água no Batismo, se recorda a ação salvadora de Deus pelos sinais da água,
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e se pede que a água se torne salvação para os que serão batizados; 2 - O Rito (a reunião, o canto, o batismo, a unção, etc) realiza o que a Palavra anunciou, é a ação concreta preparada pela Palavra; 3 - A Assembleia, que celebra como Povo de Deus, é Corpo Eclesial de Cristo, não são indivíduos isolados. “Na celebração da missa, em que se perpetua o sacrifício da cruz, Cristo está realmente presente tanto na assembleia reunida em seu nome, como na pessoa do ministro, na sua Palavra, e também, de modo substancial e permanente, sob as espécies eucarísticas” (Instrução Geral do Missal Romano, 27). Para quem participa e atua na liturgia, estar ligado à vida das pessoas é fundamental, para que a vida do Cristo perpasse por todo o Corpo da Igreja. “Cristo, enviado pelo Pai, envia os apóstolos, cheios do Espírito santo, para que levassem a efeito, por meio do sacrifício e dos sacramentos, sobre os quais gira toda a vida da liturgia, a obra da salvação que anunciavam” (Cf. Sacrosanctum Concilium, 6). O caminho da liturgia é construção da comunhão efetiva, é construção da comunidade-Igreja. E cada servidor, cada ministro, cada membro do Povo de Deus é corresponsável desta construção. PE. JAIR COSTA
comunidades eclesiais
promoção humana 13
RENOVAÇÃO MISSIONÁRIA DAS COMUNIDADES Renovar para fazer o novo acontecer, de novo. É urgente que aconteça uma renovação missionária nas comunidades eclesiais. O Documento de Aparecida assim se expressa: “Nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (Dap 365). O Documento de Aparecida nos convoca para a conversão pastoral. Ela não se reduz a mudança de estruturas e planos, mas principalmente de mentalidade. Renovar não significa criar novas técnicas; não é modernizar. É fazer acontecer o novo, de novo. E o sempre novo são os começos das comunidades, como está relatado nos livros do Novo Testamento, sobretudo os Atos dos Apóstolos. As comunidades foram surgindo para poder vivenciar o seguimento de Jesus, para dar testemunho da sua ressurreição. Daí a conseqüência importante: não há autentico seguimento de Jesus sem pertencer a uma comunidade eclesial. O discípulo e a discípula de Jesus são pessoas “eclesiais”, sujeitos eclesiais, e não objeto. A finalidade da comunidade eclesial é ajudar seus membros a seguir Jesus Cristo. O próprio Jesus definiu a missão da comunidade eclesial quando deu esta ordem aos seus Apóstolos: “Vão e façam com que todos se tornem meus discípulos” (cf Mt 28,19). Diante dos desafios da modernidade que tende submeter a sociedade ao ter e ao poder, que incentiva um comportamento que leva ao egoísmo, e ao individualismo, que acentua o isolamento das pessoas, levando-a perder muitos valores; nosso esforço na ação evangelizadora será criar condições para que os valores cristãos, éticos, morais, humanos e religiosos sejam recuperados e vividos por todos. É preciso criar condições
uma igreja em saída para que as pessoas possam viver relações de solidariedade e de fraternidade que permitam sua maior realização, no contexto atual, superando a fragmentação da vida e das relações humanas. As atuais Diretrizes da Ação Evangelizadora falam das atitudes de alteridade e de gratuidade que devem marcar a vida do discípulo missionário de todos os tempos. Gratuidade e alteridade, como expressões do Amor, são fontes de paz, reconciliação e fraternidade. São, portanto, modos de compreender o que há de mais decisivo em Jesus Cristo: a saída de si, rumo à humanidade marcada pelo pecado, fonte de dor morte. Temos que nos perguntar sempre se nossa ação evangelizadora através das pastorais, movimentos e comunidades eclesiais, valoriza a pessoa, a família, com as suas diversas exigências e inquietações. A comunidade eclesial deve desenvolver um trabalho que crie um relacionamento mais humano e mais humanizador entre as pessoas. A renovação de nossas comunidades passa pela criação da cultura missionária. Assim como nas grandes cidades, o maior desafio é a mobilidade humana, na Igreja, o maior desafio é a mobilidade missionária, a sua passagem para a missão. Todos os membros das comunidades eclesiais devem com gestos, e atitudes missionárias dizerem: nossa vida é missão. Quando isso acontecer de verdade, acontecerá de fato a renovação das comunidades eclesiais. Que possamos avançar na renovação missionária das comunidades, superando uma pastoral de manutenção, ou de conservação. As comunidades devem estar mais próximas das pessoas, sendo âmbitos de viva comunhão, participação e presença. Pe. Tarcísio Anatólio de Almeida
Éramos alguns grupos que saíamos distribuindo marmitas pelas ruas de Guarulhos, um dia nosso bispo disse “quando vocês vão parar de dar só comida e começar a evangelizar e dar esperança as pessoas em situação de rua?”. Nascia nesse dia a Pastoral do Povo de rua, hoje estamos todos os dias a noite levando alem de marmitas, roupas, água, também orações, abraços, esperança. Estamos em 8 paróquias, antes éramos grupos independentes, hoje fazemos parte de uma Pastoral que não atua só nas ruas. Pois a pastoral é composta por agentes de várias pastorais e movimentos, temos também vários irmãos que ajudam de forma direta, sem estar na pastoral ou sair pelas ruas, assumiram um compromisso de fidelidade e amor. Realizamos a cada dois meses uma Ação Social na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos homens pretos, levando aos nossos irmãos durante um tempo maior, dignidade, oração e amor. Iniciamos o dia com corte de cabelo e unha, banho, entrega de roupas, kit higiene, celebramos a Santa missa e em seguida servimos um delicioso almoço, com música e muito bate-papo. Durante o ano temos dois momentos fortes, onde
levamos a experiência vivenciada em nossas Paróquias também aos nossos irmãos de rua. Na Semana Santa após celebramos as 15h em nossas paróquias a Sexta-feira Santa nos encontramos nos locais aonde moram nos irmãos de rua e fazemos juntos a via sacra e o beijo da cruz. Três coisas nos marcaram nas falas dos nossos irmãos: “ vocês aqui na minha casa (calçada, praça, marquise, ponte, esquinas)?” , “será que sou digno de tocar na cruz de Cristo?” e “ eu que devia estar nesta cruz”. E no final do ano nos reunimos com toda pastoral e adaptamos a Novena de natal, feita para nossas paróquias, para a realidade do povo de rua. Saímos durante os 9 dias e fazemos a novena no local que o irmão mora(calçada, praça, marquise, ponte, esquinas). É lindo ver os irmãos rezando junto com os membros de toda Pastoral de rua. Esse é um pouco do que faz a nossa Pastoral do Povo de rua, agradecemos a confiança do nosso Bispo, as muitas pessoas que nos ajudam, o chamado de Deus a essa missão, e as Bênçãos de São Francisco e Santa Madre Teresa de Calcutá. Pe. Paulo Leando
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14 DIA
PROGRAME-SE HORÁRIOS
EQUIPE
outubro - 2018
EVENTO
LOCAL
DIA
HORÁRIOS
EQUIPE
EVENTO
LOCAL
6
15h
PASCOM
Reunião Diocesana
CDP - Sala Pe. Lino
20
17h - 23h
Pastoral Universitária
Reunião
CDP - Centro Diocesano - Salão
6
14h30
Catequese
Equipe de Catequese
Santa Mena
20
14h
SAV - PV
Reunião Mensal
Residência Oficial Leigas Consagradas
6
14h30
Comissão Defesa da Vida
Encontro Sem. da Vida
CDP - Centro Diocesano - Salão
20
09h
6
09h
Seminário Diocesano
Missa Amigos Seminário Lavras do Seminário
Sociedade de São Vicente Paulo
Reunião Rua Birigui, 261 Cons. Central Cumbica de Guarulhos
20
08h
Capacitação
Sta Luzia - Alvorada
7
14h
Seminário Diocesano
Enc Vocacio- Seminário Lavras nal Masculino
Pastoral da Pessoa Idosa
07h - 21h
15h
Seminário Diocesano
Enc da Esco- Seminário Lavras la Diaconal
RCC - Ministério Jovem
9º Incendeia Juventude
Virgo Potens
7
20 e 21 21
08h
Capacitação
Sta Luzia - Alvorada
7
ELEIÇÕES - PRIMEIRO TURNO
Pastoral da Pessoa Idosa
7
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
21
14h30
8
20h
Pastoral da Saúde
Encontro CDP - Centro Diocesano de Diocesano - Salão Agentes
21
14h
SAV - PV
Coroinhas Bonsucesso e Fátima
São Judas - Jd. Alice
Pastoral Litúrgica
Semana de Liturgia Aparecida
CDP - Centro Diocesano - Salão
Pastorais Sociais
Reunião Centro Social Coordenação Elizabeth Bruyère Past. Sociais
9
09h30
Economato
Conselho Ad- Cúria Diocesana ministrativo
10
14h30
Equipe Formação Seminário
Reunião Eq. Formadores
Residência Episcopal
11
09h30
CP
Conselho de Presbíteros
Cúria Diocesana
12
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA
12
18h
Terço dos Homens
Terço Homens Virtual
Paróquias
13
15h
Pastoral da Sobriedade
Reunião Diocesana
CDP - Sala Pe. Tito
13
14h - 16h
Pastoral Carcerária
Reunião Mensal
Catedral N. Sra da Conceição
13
14h30
COMIDI / IAM
Assessores da IAM
Catedral N. Sra da Conceição
13
dia todo
Pastoral Familiar - São João Batista
Jantar - Past. CDP - Centro Familiar São Diocesano - Salão João Batista
RCC
Formação
14
08h - 17h
16
SÃO GERALDO MAGELA
17
09h30
CP
Reunião Geral do Clero
Seminário Diocesano - Lavras
17
09h
Pastoral da Pessoa Idosa
Reunião
Sede da PPI
18
7h30
Seminário Propedêutico
Missa Bispo às 8h15
Seminário Santo Antonio - Gopoúva
18
09h30
CDAE
Econômicos
Cúria Diocesana
18
20h
Forania Fátima
CFP
N. Sra do Loreto
Assembleia das Igrejas
Itaici - SP
19 21 19 -21
CRB Núcleo Guarulhos
Missão
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22 a 26 23
20h
Forania Rosário
CFP - Conse- Sta Rita de Cássia lho Forâneo Jd. Palmira de Pastoral
24
20h
Forania Bonsucesso
CFP - Conse- Santuário N. Sra lho Forâneo Bonsucesso de Pastoral
24
SANTO ANTONIO MARIA CLARET
25
20h
Forania Imaculada
CFP
São Charbel
26
14h
Cáritas Diocesana
10º Encontro 3ª Idade
Sede da Cáritas
26
15h
Seminário Diocesano
Pres. do Bispo - Missa 17h
Seminário Diocesano - Lavras
27
14h30
Pastorais Sociais
FÓRUM das Past. Sociais
CDP - Centro Diocesano - Salão
27
08h30 12h
Catequese
Encontro Diocesano
CDP - Centro Diocesano - Salão
27
Legião de Maria Passeio Legionário
Mãe Rainha - Atibaia
28
SÃO JUDAS - TADEU E ELEIÇÕES - SEGUNDO TURNO
28
07h - 13h
29
30
20h
RCC - Ministé- Modulo rio de Formação Básico
CDP - Centro Diocesano - Salão
COMID / IAM
Encerramento mês Missionário
Forania Aparecida
CFP - Conse- Santa Cruz - Taboão lho Forâneo de Pastoral
vai acontecer
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padres Aniversariantes de outubro
Nascimento 01 (1951) Pe. Valdocir Aparecido Raphael 06 (1988) Pe. Marcos José Pinto Correia 08 (1974) Pe. Francisco Gomes dos Santos 12 (1968) Pe. Jair Oliveira Costa 12 (1084) Pe. Cristiano Aparecido de Sousa 26 (1977) Pe. Marcelo Dias Soares Ordenação 07 (1973) Pe. René Lima 19 (1986) Pe. Aparecido Gonçalves 19 (1986) Pe. Valdocir Aparecido Raphael 25 (2013) Pe. Pedro Nacélio S. dos Santos 25 (2013) Pe. Cássio Fernando Araujo Farias
Mais informações acesse: diocesedeguarulhos.org.br
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igreja em missão ESPÍRITO MISSIONÁRIO NA DIMENSÃO SOCIAL
Todo o caminhar da evangelização, tende-se a conduzir os irmãos sempre mais ao encontro da experiência com o Amor Misericordioso de Deus Salvador e libertador, o Deus salvíficoqueno percurso da história mostra a sua benevolência pela a ação do Espírito Santo, permitindo que em todos os tempos, experimentemossempre de novo, o sabor que têm as coisas de Deus, quando feitas no amor e na gratuidade do apostolado. Estimados Cristãos da Diocese de Guarulhos, O Evangelho de São Marcos segundo alguns biblistas, nos é apresentado como: o Evangelho do Caminho; um convite sempre atual para nossas comunidades de “fé”, porque muitos seguem Jesus, mas ainda, o mais grave não o conhecem! Muitas são as ideologiasque nos impedemde ver a mensagem de Jesus Cristo, mesmo vivendo numa comunidade de fé. Deus nãos se faz longe das pessoas; assim a nossa pastoral, o nosso ser missionário e o nosso agir enquanto comunidades de fé, não pode de maneira alguma, testemunhar sua adesão ao Evangelho, isoladamente do mundo em que vivem as pessoas, nossos irmãos!É necessário recomeçar a caminhada tendo a fé em Jesus como Guia (Mc 16,9020). Os sinais a acompanhar aqueles ou aquelas comunidades que crerem, somente será possível, se a fé estiver presente no olhar da Comunidade. Jesus é companheiro
CORREIOS IMPRESSO ESPECIAL 7220993744 - DR/SPM MITRA DIOCESANA
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desta caminhada, mas exige antes, a fé Nele. Está fé, é a chave para poder caminhar com Jesus. Sem um sentimento de reconhecimento de gratuidade na própria história de vida, não se é possível ser missionário, doar a vida na comunidade em favor dos irmãos e, para o Reino de Deus. Todos aqueles que tiveram fé, se tornaram bons discípulos! Seria aconselhável, recomendar os mais jovens aperceberem o testemunho, a caminhada de fé dos mais velhos nas comunidades e respectivamente, em suas famílias; Nós próprio temos visto muita gente de perto e de longe, que caminharam nafé, muitas passaram pelas as nossas vidas ou, pelas nossas comunidades e sem mesmo conhece-las pessoalmente, passamosa conhecê-las pelo testemunho de fé, que nos deixaram na comunidade. Seguir o caminho de Jesus Cristo é antes de tudo aprender a escutar o senhor e ao mesmo tempo, encontrado neste Amor de Deus revelado em sua própria história pessoal,se deixar“transformar” emdiscípulos -missionários fascinados pelo Evangelho e pelo Reino de Deus! O Cristão aonde quer que o Senhor os enviou, seja em uma comunidade de fé, numa pastoral ou movimento, somos todos chamados a oferecer o nosso testemunho ali, com muita entrega de nós próprios! Nosso discipulado se amadurece e se santifica nesta dimensão contínua de sermos “buscadores incansáveis de Deus em nossas vidas”, para com maior autenticidadeapresentar ao mundo, o Cristo Verdadeiro de Deus! É necessário pedirpela via da oração ao Senhor, esta graçade nãoperdermosesta fé porque através
dela, é que buscamos a face do Senhor.Nossa missão como Igreja é antes de tudo, está junto, caminhar junto com o povo de Deus: com as crianças, com os jovens, os velhos e os adultos. Eis a mais nobre forma de ser presença Redentora nesses últimos tempos, em que podemos oferecer a nossa fé. A terceira Exortação do Santo Padre, o Papa Francisco sobre o Chamado á santidade no mundo atual, publicada no dia 19 de Março do ano corrente, é um convite possível de que todos nós sem exceção alguma somos e podemos ser santos! O Papa fala sobre a alegria e a chamada à santidade, doenças que impedem a santidade (ns. 35\ 57). Os caminhos de santidade(n. 8889). A grande regra da vida (n. 100). Gastar-se na Misericórdia (n. 159). O combate contra o Maligno (n.174). E a chamada de atenção. Todos nós, somos aspirantes ou quem ainda não é, seja de uma vida santa. Eis o desafio, que nos lança o santo Padre, O Papa.A vida de santidade está assim intimamente ligada à vida de misericórdia, á chave para o céu. Uma santidade que não nos pede que “abandonemosas pessoas”, mas que estejamos junto com elas para sermos o bom Odor de Cristo que as consola, leva esperança, ergue os que estão á beira das estradas e dos caminhos existenciais, como ás crianças que são muitas vezes órfãos, e desprovidas de tudo, e de todos.Ser Santo, é permanecer com, está junto, sofrer com etc.. A santidade consiste também, em não queremos caminhar sozinhos, embora achemos que andaremos com maior velocidade; a paciência é que faz com que realmente, sejamos identificados como pastores do rebanho, que acompanha o rebanho mesmo com passos vagarosos.Deus abençoe a cada um, e unidos em oração, peço a SantíssimaVirgem Maria, que nos conceda a capacidade de imitá-la e ao seu exemplo de fénos permiti ser guiados unicamente pela fé em Jesus Cristo e aIgreja nossa Mãe e Mestra. Vosso servo e irmão.
Pe. Salvador Maria Rodrigues de Brito
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