Enfoque Pastoral “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo.” Lc. 1,28
Editorial Testemunhar e Anunciar a Esperança
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ueridos leitores, neste mês dedicado a Nossa Senhora, nós da Folha Diocesana, estamos enfatizando de modo especial, os 100 anos de aparição de fé e devoção a Nossa Senhora de Fátima. “A 13 de maio de 1917, na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém , atualmente Diocese de Leiria-Fátima, Portugal, a crianças pastoreavam um pequeno rebanho quando, por volta do meio-dia, após rezarem o terço como de costume, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas no local onde hoje se encontra a basílica. Eis que, subitamente, avistaram uma luz cintilante; supondo ser um relâmpago, resolveram retirar-se, mas, logo abaixo, outro lampejo iluminou o espaço e viram, em cima de uma pequena azinheira (onde está a Capelinha das aparições), uma “Senhora mais brilhante que o Sol”, de cujas mãos pendiam um terço branco. Iniciavam-se assim as aparições da Virgem Maria (Revista Ave-Maria). O testemunho das crianças foi tão importante para o mundo como sinal de esperança, que o Papa Francisco aprovou a canonização de Francisco e Jacinta. Ainda na linha da esperança, o Papa Francisco escreve sua mensagem para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, comemorado no dia 31 de maio. Com o tema “Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”, o papa pro-
põe um estilo “aberto e criativo” para comunicar esperança. Ele encoraja todos que trabalham na área para comunicar de modo construtivo, ou seja, rejeitando preconceitos e promovendo uma cultura do encontro. Algumas afirmações da mensagem para a nossa reflexão deste mês:1 - A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de “moer” o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos. 2 - Há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de fixar a atenção nas “notícias más”. 3 - Queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. 4- Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo, Filho de deus” (Mc1,1) O nosso jornal, assume este compromisso de ser portador das boas notícias e sinal de esperança nesta imensa cidade de Guarulhos com tantos sinais de desesperanças. Aproveitamos para parabenizar todas a mães; as paróquias com títulos marianos e de modo especial aos futuros diáconos: Fabio, Leonardo e Marcio, que serão ordenados portadores ordinários da Boa Notícia.
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS: Diretor Geral: Pe. Marcos V. Clementino - pascom@diocesedeguarulhos.org.br Jornalista Resp.: Pe. Marcos V. Clementino - MTB. 0082732 - SP Secretária: Caetana Cecília Filha Orientação Pastoral: Pe. Otacílio F. Lacerda Editoração Eletrônica: Luiz Marcelo Gonçalves - 11 97096-4702 Impressão: Gráfica Marmar - Fone: 11 99961-4414 Cúria Diocesana - Av. Gilberto Dini, 519 - Bom Clima - Cep: 07122-210 Contato: 11 2408-0403 - Email: folhadiocesana@diocesedeguarulhos.org.br Tiragem: 30.000 exemplares - www.diocesedeguarulhos.org.br
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Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
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omo discípulos fiéis acolhemos Maria, como nossa mãe e modelo de ser Igreja. Com a Cheia de Graça somos renovados na páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos envia como Igreja a sermos no mundo testemunhas do Reino. Santo Afonso de Ligório afirma: “Deus quer que, pelas mãos de Maria, cheguem a nós todas as graças”. Por intermédio de sua intercessão, possamos obter os dons do Espírito Santo, que faz a Igreja crescer e cumprir sua missão no mundo. Nossa Diocese se enche da graça do Senhor através de Maria, Mãe de Deus e nossa, assim como nossa cidade, que também tem como padroeira Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Neste mês de maio comemoramos o Centenário da aparição de Nossa Senhora de Fátima, a qual temos três paróquias dedicadas e com muita alegria celebramos esta grande festa neste ano mariano nacional. Podemos dizer que somos uma diocese profundamente Mariana, contamos com a presença de 14 paróquias, 34 capelas e nossas 5 foranias sob o patrocínio da Virgem Maria, que expressam nosso amor e devoção. Contamos também com vários movimentos e atividades pastorais que evangelizam e fortalece o povo na sua fé, com os grupos de terços nas casas, com a Legião de Maria, grupos de consagração a Nossa Senhora, terços dos homens, cenáculos, etc. Neste momento estamos recebendo nas paróquias a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, celebrando os 300 anos do encontro da Imagem no rio Paraíba. A presença de Maria, a cheia da graça, sempre foi muito forte e marcante na caminhada de nossa diocese. Neste tempo pascal o Senhor Ressuscitado nos dá muitas alegrias, e uma delas em especial vem encher o nosso coração de esperança, a ordenação diaconal
dos seminaristas Fábio, Leonardo e Márcio. E também somos chamados a celebrar a caminhada dos seminaristas Alex, Jonas e Marcos pelo recebimento do ministério de acólito; e seminarista Bruno que recebe o ministério de Leitor na Festa de Nossa Senhora das Vocações. Convido todos os diocesanos a continuar rezando pelas vocações sacerdotais, diaconais e religiosas. A Igreja de Guarulhos é rica em suas atividades pastorais, aconteceu em nossa diocese o Fórum das pastorais sociais, que manifesta sua preocupação com os rumos que toma o nosso país, com a proposta da reforma da previdência e também refletiu sobre os diversos escândalos na política nacional. Também temos a nota da presidência CNBB sobre o aborto, que nos alerta sobre o esforço do supremo tribunal federal de legalizar o aborto. É muito importante que manifestamos a nossa posição em relação à vida desde a sua concepção até a morte natural. A Páscoa de Nosso Senhor, renova nossa fé e nos impulsiona em nossa busca pela justiça. Alegremo-nos com a presença de Nossa Senhora em nossa diocese, que cuida do seu povo e continua a interceder por nós, junto ao seu Filho, para que sejamos promotores dos valores do Reino de Deus: a dignidade da pessoa humana, a defesa da vida e dos desvalidos e uma sociedade mais fraterna. Que as alegrias do Cristo ressuscitado ilumine e fortaleça a todos em seus diversos trabalhos pastorais em nossa diocese e na luta por uma sociedade onde os mais fracos são protegidos e promovidos, pois o “Senhor derruba do trono os poderosos e exalta os humildes” como sempre nos ensina Nossa Senhora” (Lc 1, 52). Pe. Marcelo Dias Soares Coordenador Diocesano de Pastoral
Agenda do Bispo 01-05 06
55ª Assembleia Geral da CNBB em Aparecida
Religião
17h – Missa NS das Vocações e Instituição nos Ministérios de Leitor e Acólito dos seminaristas Bruno, Alex, Jonas e Marcos
e os espaços públicos
19h30 – Pós encontro ECC 3ª. etapa – CDP 08hh – Missa comunidade NS Fátima – par. Santa Mena 07
11h – Crisma na paróquia Santa Luzia – Mikail 14h – Encontro Vocacional – Lavras 19h – Crisma e 1ª. Eucaristia – par NS Fátima – Vila Fátima
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10h – Bênção dependências da Cúria para Pastoral da Criança, Pastoral da Pessoa Idosa e Pastoral Carcerária 14h30 – Atendimento Cúria
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09h30 – Codipa e 14:30h – Atendimento Cúria 20h – Missa nas casas paróquia Santo Antonio – Parque 07h - Missa e encontro Seminário Propedêutico 09h30 – Cons. Presbíteros e 19h30 – Missa par. NS Fátima – Aracília
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14h30 – Atendimento cúria
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18h – Missa paróquia NS Fátima – Jd Tranquilidade
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07h – Missa paróquia São Francisco – Nações 18h – Missa paróquia NS das Dores – Casa Branca – SP 09h30 – economato e 14:30h – Atendimento Cúria 09h30 – Reuniao geral do clero – Lavras 13h30 – Reunião dos formadores do Seminário – Lavras 09-12h – Reunião da CER da CNBB sul 1 – São Paulo 19h30 – Missa nas casas par. Santo Antonio – Vila Augusta 10-13h – Reunião Libcom – São Paulo 19h30 – Missa nas casas paróquia NS Aparecida – Cocaia 10h20 – Palestra no cursinho SOL
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15h30 – Palestra 2ª etapa ECC forania Aparecida 19h30 – Crisma paróquia NS Guadalupe
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10h – Missa Santuario NS Bonsucesso – PASCOM 19h – Crisma paróquia NS Lourdes 19h30 – Missa par Santa Rita de Cássia – Jd. Cumbica 14h30 – Atendimento cúria 19h30 – Missa nas casas par. NS Aparecida – Jd. Vl Galvão 08h30 – Encontro dos bispos - sub regional SP2 – São Paulo Participação II Encontro Nacional da Vida Contemplativa – Aparecida
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09h30 - Atendimento cúria e 15h- Reunião Seminaristas - Lavras
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19h30 – Missa paróquia São Pedro 25 anos de ordenação presbiteral do Pe. José Miguel 08h30 – Crisma com. São Paulo – par. Santa Terezinha
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11h – Crisma paróquia Santo Antonio – Vila Augusta 15h – Ordenação diaconal - paróquia São Judas – Jd. Alice
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Encontro com os padres de 0 a 10 anos de ordenação 09h – Reunião com os padres coordenadores de pastoral do SP 2 15h – Atendimento Cúria 09-16h – Seminário Administrativo – Lavras
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or decisão do Ministério Público na aplicação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a Prefeitura de Guarulhos não pode mais ceder os espaços públicos municipais que costumávamos utilizar para os encontros pastorais. Utilizamos os prédios públicos por não termos em nossas comunidades espaços para certas atividades específicas, não ordinárias. Os prédios municipais são dos munícipes. Espaços estes, pelo que entendi – peço perdão se estou equivocado – podem ser utilizados pelos munícipes para outras atividades, exceto as de caráter religioso. A utilização desses espaços pela Igreja Católica, não acarreta nenhuma despesa extraordinária ao município, pois se trata apenas da utilização do prédio. Eu, como responsável pela Igreja Católica nesta cidade, morador e eleitor nesta cidade, cidadão brasileiro, cidadão honorário guarulhense, bem como todos os católicos que aqui residem, sinto-me discriminado, excluído. As leis existem para corrigir abusos e fazer prevalecer a justiça e equidade. Os encontros pastorais realizados nas dependências dos prédios municipais, trazem mensagens importantes para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Isso faz parte da missão da Igreja. Diante desta proibição – ainda que possa ser indiretamente – o Evangelho de Cristo está sendo perseguido, bem como os cristãos, as Igrejas (pois não se trata somente da Igreja Católica) e a liberdade religiosa que gozamos por direito. Não quero aqui, nesta coluna, provocar a administração muni-
cipal a infringir a lei. A lei deve ser cumprida. Não posso, porém, ser impedido de questionar a decisão. A Igreja Católica, fiel à sua missão, de servir à sociedade para que seja justa e fraterna, continuará a sua missão. Dentro de nossas possibilidades os nossos edifícios continuarão abertos para reuniões eventuais que a Prefeitura solicite, como sempre tem acontecido. As parcerias não serão desfeitas. Aprendemos de Jesus a vencer o mal pelo bem. Longe de nós “olho por olho e dente por dente”. Foi relatado a mim, que numa das solicitações de um prédio público, foi dito que o mesmo não seria cedido para o uso da Igreja, pois o Estado é laico. Não restam dúvidas de que o Estado é laico. Graças a Deus que é assim! Temos liberdade de expressar a nossa fé. Entretanto, os cidadãos do Estado possuem sua fé, sua religião. O Estado não pode determinar a maneira de crer em Deus, ou deixar de crer nEle. A consciência de cada pessoa humana é um sacrário inviolável. Espero que o Ministério Público reveja a aplicação do TAC e “ajuste” de maneira ‘justa” o que deve ser “ajustado”. A população não pode pagar pelos erros da administração. +Edmilson Amador Caetano, O.Cist. Bispo diocesano de Guarulhos
19h30 – Missa na comunidade das Irmãs da Arca de Maria Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
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Igreja em Missão Novos horizontes
Vida Presbiteral Padre Berardo 38 anos de Ordenação
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adre Berardo este ano comemora os 38 anos da sua ordenação sacerdotal. Ele é coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB. Para homenageá-lo, o Regional Sul 1 da CNBB realizou uma entrevista com o padre que, desde 1974, é missionário em terras paulistas. O padre Berardo Graz, conhecido como o “Padre Pela Vida”, da diocese de Guarulhos, que é também coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, de 72 anos, natural de Brescia, na Itátlia, celebrou no mês passado no dia 19 de março o aniversário da sua ordenação presbiteral. Nesse dia foi homenageado pelo Hospital Stella Maris. O padre Berardo estudou os quatro primeiros anos no Seminário do Ipiranga e foi ordenado na Diocese de Mogi das Cruzes pelo então Bispo de Mogi das Cruzes D. Emilio Pignoli. “Vim para o Brasil com 29 anos, em 1974, já com a intenção de ser padre. Entrei no seminário do Ipiranga em S. Paulo em 1976 e aos 19/03/1979 fui ordenado presbítero para a Diocese de Mogi das Cruzes por Dom Emílio Pignoli”, explicou em entrevista ao Regional. “Aos 19 anos comuniquei pela primeira vez ao sacerdote, com o qual sempre me confessava, o chamado, que me perturbava interiormente e que não vinha de mim, de que Deus talvez quisesse que eu fosse padre. A leitura do livro “A montanha dos sete patamares”, autobiografia de Thomas Merton, um grande convertido do comunismo à vida de monge
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trapista, e o contato com as Confissões de S. Agostinho prepararam o terreno. Também sempre me impressionou o testemunho de vários padres da minha terra de origem, que durante o regime fascista e nos anos da guerra não se dobraram ao regime ditatorial e pagaram pessoalmente sua fidelidade ao Evangelho com a prisão, até em campos de concentração na Alemanha, e com a própria vida”, afirmou. Como acontecimentos mais marcantes, o padre Berardo destaca o trabalho realizado como médico, particularmente o tempo em que esteve auxiliando na construção e organização do Hospital Stella Maris em Guarulhos. “Já queria entrar no seminário na minha cidade de origem, Brescia, quando, em 1973, o meu diretor espiritual me propôs uma viagem até S. Paulo, onde uma tia dele, já há muitos anos no Brasil como freira missionária, se dedicava aos hansenianos no sanatório Padre Bento de Guarulhos. Aceitei a proposta da viagem, para estudar a possibilidade de inserir-me no Brasil, o que me permitiria, como médico já formado há quatro anos, de ajudar a jovem congregação da tia freira do meu diretor espiritual a concluir a construção e a organizar o Hospital Stella Maris de Guarulhos, preparando-me ao mesmo tempo para o sacerdócio. O que pesou na balança e me levou a decidir para voltar ao Brasil no ano seguinte foi a desproporção que naquela época (1973-1974) existia entre o número de padres da minha cidade, Brescia, e o numero de padres de Guarulhos, que naquela época tinha mais ou menos a mesma população de Brescia (Hoje Guarulhos tem cinco vezes a população de Brescia). Guarulhos contava com 10 padres e Brescia com quase 200. Pensei que, como padre, talvez pudesse servir mais a Igreja em Guarulhos do que em Brescia”, conta. Renato Papis Jornalista do Regional Sul 1 da CNBB
Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
“... continuai firmes no Senhor, ó meus queridos” (Fl 4,1)
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om muita alegria, recebi a graça de ocupar este espaço para partilhar a missão, a mim confiada pela Igreja, como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte – MG. A Palavra de Deus, que é sempre uma Boa-Nova, expressa a minha relação com a Diocese de Guarulhos, neste novo momento de graça que estou vivendo, do mesmo modo que marcou e iluminou minha vida quando fui enviado em missão à Diocese de Ji-Paraná – RO, onde permaneci por três anos: “Portanto, meus queridos irmãos, dos quais sinto tanta saudade, minha alegria e minha coroa, continuai firmes no Senhor, ó meus queridos” (Fl 4,1). Entretanto, apesar da saudade, a vida segue... E ancorado no lema da minha ordenação episcopal: “Para mim o viver é Cristo” (Fl 1,21), no dia 08 de abril, na Paróquia São Gonçalo – Contagem – MG, com a presença do Arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, dos Bispos Auxiliares, de um grande número de Presbíteros, Religiosos e Religiosas, Seminaristas, e o Povo de Deus, teve início o meu Ministério, propriamente dito. Belo Horizonte, bem como a Cidade de Guarulhos, nos apresenta grandes desafios, em que somos chamados a lançar redes em águas mais profundas, proclamando a Palavra, insistindo oportuna e inoportunamente, convencendo, repreendendo e exortando, com toda a paciência e preocupação de ensinar (2 Tm 4,2). A Arquidiocese, que tem em torno de 5 milhões de habitantes, está dividida em 37 Foranias, com 270 Paróquias e, aproximadamente, 1400 comunidades, atendidas por 700 padres (diocesanos e religiosos),
que são auxiliados pela expressiva presença de Congregações Religiosas, masculinas e femininas. Devido à dimensão, a Arquidiocese está dividida em quatro Regiões Episcopais, confiadas, cada uma, a um Bispo Auxiliar, sendo a minha, a RENSA - Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida. Na RENSA, temos 77 Paróquias, 464 comunidades e 112 padres. Como tantas outras realidades, precisamos de mais santas vocações sacerdotais e religiosas, para melhor acompanhar o rebanho, pois a messe é grande e poucos são os operários. E é nesta realidade que estou aprendendo a ser Bispo, procurando conduzir o rebanho com carinho e zelo de pastor, empenhado em ser presença amiga e paterna junto aos padres, como tão bem nos exorta o Papa Francisco. Ressalto, de modo especial, a receptividade do Povo de Deus desta Igreja particular de Belo Horizonte, que me acolhe carinhosamente. Com ele, celebramos a Semana Santa, vivenciando momentos fortes de espiritualidade, como o Sermão do Encontro e do Descendimento do Senhor da Cruz, além de Procissões e Vias-Sacras, Celebração Penitencial com os padres, no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, a Missa da Unidade, na manhã da Quinta-feira Santa, com a Bênção dos Santos óleos e a renovação das promessas pelos Presbíteros. Desta celebração, aproximadamente 15 mil pessoas participaram, no Ginásio Mineirinho. Uma emoção indescritível! Concluindo, asseguro minhas orações à Diocese de Guarulhos, e peço que não deixem de rezar por mim, para que eu cumpra o tríplice múnus de santificar, ensinar e governar o Povo de Deus. Vivendo a alegria da Páscoa do Senhor, coloquemo-nos sob o amparo maternal de Maria, que nos acompanha em todos os momentos, ela que é Padroeira da Diocese de Guarulhos e da Arquidiocese de Belo Horizonte: Imaculada Conceição e Nossa Senhora da Boa Viagem, respectivamente. Dom Otacilio F. Lacerda Belo Horizonte - MG
Falando da Vida
Juventude
Qual o segredo para ser feliz?
Uma Jovem chamada Maria
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e procurarmos a resposta para a pergunta acima nos livros de autoajuda, certamente encontraremos mil e uma receitas. Mas felicidade não é como fazer um bolo e, portanto, não basta juntar ingredientes. A ideia comum de felicidade é materialista e está ligada à satisfação de desejos. Sendo assim, quanto mais condições de consumo o indivíduo possuir, mais feliz ele deveria ser, por isso todos almejam a riqueza. Entretanto mesmo entre aqueles que gozam de boa situação financeira, não se vê sinais marcantes de felicidade. Em geral as pessoas mais abastadas convivem com um mau humor contrastante com a sua condição econômica. Basta observar nas festas de ricos para ver que estão preocupados mais com a sua imagem do que com a própria diversão. Se houvesse um “felicitômetro” que medisse o nível de felicidade, seria mais fácil encontrá-la nos churrasquinhos em cima da laje do que nos nobres salões de festas. O budismo sustenta que não existe felicidade baseada na satisfação dos desejos, pois a satisfação de uma necessidade dá origem a outra criando uma busca sem fim. Aristóteles sustentava que a felicidade é buscar a sua própria essência, ou seja, desenvolver as suas virtudes, realizando o seu potencial. Se ele fosse vivo hoje, talvez, aconselharia: Construa a sua felicidade fazendo escolhas inteligentes sem pensar nos ganhos financeiros e nos bens materiais, pois a felicidade não depende de nada disso. Mas foi Jesus Cristo quem melhor respondeu a pergunta que dá nome a este artigo. Tanto nos seus exemplos de vida como nos seus ensinamentos, ele mostrou algo diferente de tudo que conhecemos sobre o assunto. Mostrou que a verdadeira felicidade consiste em amar ao próximo. Mas como amar o outro nos tempos atuais onde cada um busca o seu próprio conforto, segurança e poder?
A proposta de Jesus parece estar muito distante daquilo que aprendemos, mas podemos adaptá-la a nossa realidade e trazê-la para uma dimensão mais simples da nossa vida. Será que eu posso fazer do meu trabalho bem mais que uma profissão e exercê-lo com amor me dedicando ao próximo? Se dermos uma rápida olhada a nossa volta veremos que a resposta é sim. Seja qual for a sua profissão você pode fazer dela um instrumento de ação para melhorar a vida das pessoas, agindo com dedicação, responsabilidade e respeito e isso é amar ao próximo. Hoje quando vemos nos noticiários de TV cenas fortes de políticos envolvidos com corrupção, falcatruas, desvios de verbas, etc, ficamos muito tristes e desanimados com nosso futuro. Mas saber que existem professores, médicos, engenheiros, advogados e simples operários que trabalham honestamente com amor mesmo dispondo de péssimas condições, isso serve de alento ao nosso desânimo e faz acender em nós a esperança de que nem tudo está perdido. Não é errado almejar bens materiais, nem desenvolver o seu potencial interior. A diferença está no para quê e para quem, você busca isso. O egoísmo e a ganância pelo poder nunca vai produzir felicidade. Um famoso livro de autoajuda que já vendeu mais de um milhão de exemplares, ensina que existe um segredo guardado desde a antiguidade e que nunca foi revelado; ele seria a chave para alcançar o sucesso e, por conseguinte, a felicidade. De certa forma a autora do livro acertou: Existe mesmo desde a antiguidade, mas não é nenhum segredo. Quem revelou foi Jesus: Só alcança a felicidade plena aquele que sabe amar e colocar o outro acima dos seus interesses pessoais. Romildo R.Almeida Psicólogo clínico
ivemos tempo de aceleração. Nossa juventude é provocada a todo tempo em conquistar, “crescer na vida”, “curtir o momento” sem muitas vezes pensar nas consequências de seus atos. Vemos que a cada dia cresce a quantidade de jovens que se acomodaram em seus lares, vivendo ainda sob a proteção e cuidado de seus pais. Não que isso seja errado, mas percebemos, que a dimensão desbravadora e ousada da juventude tem a cada dia se apagado. E estes jovens, parecem tender a uma vida sem perspectivas, sem descobrirem verdadeiramente a sua missão neste mundo. Aliás, gastam suas energias e tempo atrás do “poder” e do “prazer”. Como se o sentido da vida fosse fazer tudo o que está ao alcance, sem critérios de certo ou errado. Mas voltemos há mais de 2000 anos atrás. Ao ler a narrativa do Evangelista São Lucas, percebemos que uma menina, de uma cidade chamada Nazaré, conhecida por todos nós: MARIA! (Lc 1, 26-38) Pois é .... teve a vida marcada pela presença de Deus. Com disponibilidade, abraça uma novidade em sua história, que muda a direção de muitos sonhos e projetos. Ela se inquieta sim, mas porque acredita, confia em Deus, se lança nesta novidade e vive com intensidade tudo o que poderia acontecer. É um sim verdadeiro, repleto de renuncias, muitas vezes sem ver, de maneira concreta, como se dará, o que irá acontecer, mas se abandona sem reservas. O que diriam as pessoas ao ver esta atitude? Vejamos que Maria não se importa com o que irão dizer, mas a sua energia é gasta em fazer neste mundo o que Deus deseja, pois aqui está a plena realização da vida do ser
humano. Sim ... Uma jovem Menina! Que encontrou o sentido de viver. E pela sua entrega, fez com que a Salvação (JESUS) chegasse a muitas vidas. Maria é modelo para nossa juventude. É com o olhar fixo em sua vivência, que nossos jovens podem tirar grandes inspirações para seu viver. Nossos jovens desejam ser feliz, e realizam uma busca desatinada, abraçando tudo que lhe aparece pela frente. Eles são corajosos, procuram desafios, superarem seus limites, buscam novidades, e quando se encontram com Deus, assim como Maria, encontram todos estes pontos, vivendo um seguimento concreto. Ter Maria como modelo, é imita-la de modo radical, porém humilde... É SER a nova voz que pede a todos: “ FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER”(Jo2, 5). Talvez SER a voz materna ou paterna que a pessoa nunca teve... Talvez SER o amigo que não abandona quando a tribulação se aproxima...Talvez SER o sorriso, o olhar ou o abraço que alivia, cura, salva... Pelo Sim de Maria, o rumo da história do mundo mudou. Com certeza, seguindo os passos dela, você jovem ao abraçar o projeto e plano de Deus, pela sua vida algo neste mundo, na tua família será diferente. Pois aquele que levará contigo é o Salvador, quem dá verdadeiro sentido em nosso existir. Convido você jovem, a entregar-se como Maria dizendo a Deus o seu “Fiat” (faça-se), e pela tua vida, muitas pessoas encontrarão a este Deus que levas com teu viver. Abraços Fraternos, Sem. Fabio Lima
Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
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Aconteceu
Missa dos Santos Óleos 2017
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om Edmilson Amador Caetano, presidiu a missa da benção dos óleos dos enfermos e do óleo dos catecúmenos e a consagração do crisma na manhã da quinta-feira Santa(13) na Catedral Imaculada Conceição. Concelebrada com o seu presbitério é um sinal de comunhão dos presbíteros com seu bispo. Os padres renovaram as promessas sacerdotais. O povo de Deus rezou pelos sacerdotes para que o Senhor derrame sobre eles os seus dons e pelo bispo para que seja fiel à missão apostólica. Antes da benção final, os representantes das paróquias, congregações e casas de formação, receberam das mãos do bispo a mensagem pascal.
Presbíteros com o Bispo - Sinal de Comunhão
Apresentação dos óleos (Pe Fábio Herculano, Pe Rodrigo Lovatel e Pe Renan)
Veja mais imagens das celebrações da Semana Santa presididas por Dom Edmilson e diversos momentos nas paróquias de nossa diocese acessando o nosso site: www.diocesedeguarulhos.org.br
Consagração do Crisma
Peregrinação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida na Diocese
Paróquia Santa Mena
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Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
Paróquia São Batista
Balanço da Associação Elisabeth Bruyère ATIVO
32.163,49
ATIVO CIRCULANTE
26.606,16
DISPONIBILIDADES
25.573,27
CAIXA
24.743,35
BANCOS CONTA MOVIMENTO
829,92
BANCO DO BRASIL C/C 11984-9
829,92
VALORES REALIZAVEIS A CURTO PRAZO
1.032,89
CREDITOS DE APLICACOES FINANCEIRAS
1.032,89
APLICAÇÃO BCO BRASIL-C/C 11984-9
349,59
APLICAÇÃO BCO DO BRASIL - C/C 16558-1
683,30
ATIVO NAO CIRCULANTE
5.557,33
ATIVO PERMANENTE
5.557,33
IMOBILIZADO TECNICO
8.230,04
MÓVEIS E UTENSILIO
5.697,96
EQUIP/OS DE INFORMÁTICA
2.532,08
DEPRECIACOES ACUMULADAS
-2.672,71
DEPR.ACUM.-MÓVEIS E UTENSÍLIOS
-1.409,20
DEPR.ACUM.-EQUIP/OS DE INFORMÁTICA
-1.263,51
TOTAL - A T I V O
32.163,49
PASSIVO
32.163,49
PASSIVO CIRCULANTE
4.140,19
VALORES EXIGIVEIS A CURTO PRAZO
4.140,19
OBRIGACOES SOCIAIS E TRABALHISTAS
3.502,43
SALARIOS A PAGAR
1.437,17
PROVISÃO DE FÉRIAS
1.520,81
PROVISÃO P/ENCARGOS S/FÉRIAS
544,45
OUTRAS OBRIGACOES
637,76
CHEQUES A COMPENSAR
637,76
PATRIMONIO LIQUIDO
28.023,30
RESULTADOS ACUMULADOS
28.023,30
RESULTADO DO EXERCICIO
28.023,30
SUPERAVIT E OU DEFICIT ACUMULADOS
28.023,30
TOTAL - P A S S I V O
32.163,49
Período de 01/2016 à 12/2016
Vai Acontecer 51º Dia Mundial das Comunicações
MISSA DAS COMUNICAÇÕES Dia 21 de maio às 10h na Paróquia N. Sra .do Bonsucesso “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).
Festa de Nossa Senhora de Fátima na Catedral Tríduo dias 10, 11 e 12 de maio: 12h - missa na Igreja do Rosário Dia 13 de maio - 7h30 - Terço na Catedral - 8h - Missa na Catedral e procissão até a Igreja do Rosário - 10h - Missa na Igreja do Rosário
- 12h - Ave-maria ao vivo \ bênção da cidade e missa na Catedral. - 15h - Missa na Catedral - 16h30 - Terço - Igreja do Rosário - 17h - Missa na Igreja do Rosário e procissão luminosa no pátio. PARTICIPE!
Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
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Social
Dízimo Dízimo e Ofertas,
C
qual a diferença?
aros irmãos e irmãs e na Fé, a Paz de Cristo esteja com vocês. Nos dois últimos exemplares vimos a fundamentação bíblica de dízimos e ofertas. Nesta edição vamos refletir sobre a distinção básica entre ambos. O quinto mandamento da Igreja, nos lembra que é necessário “Ajudar a Igreja em suas necessidades”, cada um conforme as próprias possibilidades (CCE 2043), inspirado no Testemunho dos Apóstolos sobre as primeiras Comunidades Cristãs (At 2,45; 4,3235) se trata de uma obrigação de amor adquirida pelo fato de pertencermos ao Corpo de Cristo, que é a Igreja; para manter o culto, as obras de apostolado, o honesto sustento dos ministros, como também socorrer os pobres com as próprias rendas (CIC 222) e isto se dá por meio de ofertas e dízimos. Mas a pergunta é: Os dízimos e as ofertas (coletas) são mesma coisa? A resposta é não. Veja bem: o espírito que os motiva é o mesmo, mas o significado de ambos é diferente. A Conversão coloca a todos num espírito de ENTREGA, mas a abertura de cada pessoa a Obra de Deus nesse itinerário é diferente. Todo aquele que está no Caminho deve saber que o Dízimo pertence à Deus (Lev 27,30); se trata de uma devolução e não de doação. É, portanto, a décima parte, ou um valor conforme a sinceridade do coração o mais possivelmente fixo no mês, que eu estipulo para me associar a Deus na vida da Igreja. E as ofertas (coleta)? São uma doação daquilo que é meu; ou seja, além daquilo que devolvi eu faço ‘um algo a mais’. Acontecem no ofertório da missa (na celebração da palavra acontece enquanto se prepara o altar para a Comunhão), são ofertas espontâneas, porque não são valores fixos, mas são de grande importância para a vida da
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Comunidade. É sair de si mesmo para estar sobre o altar; é partilha, como Cristo que se partiu por nós, nós nos partimos por Ele, nos mais pobres. “Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo Ele fez em meu favor?”. O Venerável Bispo Fulton Sheen que inspirou esse artigo; interpretou o fato das coletas acontecerem no momento do ofertório dizendo: “Vocês estão na patena e no cálice, sob a forma de pão e vinho. Na verdade, a coleta é feita no ofertório, para simbolizar o sacrifício que vocês fazem de si mesmos. A coleta nos prepara para a comunhão, ajuda a fazer o sacrifício. Se eu estivesse fazendo a coleta, usaria este argumento. Apenas quero dizer que agora vocês estão no altar” O dízimo e a caixinha das ofertas em suas diferenças e semelhanças nos dizem algo profundamente evangélico: nos ajuda a perceber que quando achamos que já fizemos o bastante por nossa Comunidade, Família, Amigos ou Trabalho, Jesus chega e nos diz que podemos fazer um algo a mais, andar uma milha a mais; dar não só a túnica, mas também o manto; levar o tapa numa face e oferecer a outra; amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem; aquela caixinha da coleta é um incomodo para muitos, por que ela é um exercício para a capacidade de fazer o algo mais, fazer o sacrifício de si mesmos, dando de si algo que não seja superficial, mas que toca profundamente porque é nosso, é da nossa carteira, “é importante para mim”. Ela complementa o sentido do dízimo, e ensina que quando achamos que já fizemos tudo, Deus nos diz: se creres verás a glória de Deus. É por isso irmãos que todo dizimista pode e deve ofertar também durante a missa, e todo aquele que faz suas ofertas, pode e deve ser um dizimista.
Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
Sem. Marcio Arielton
Conjuntura Social
O
Qual a solução para a “crise”?
Brasil vive em uma crise e com grandes dificuldades de superação. Podemos pontuar algumas como o desemprego, a saúde, a segurança e a educação, mas uma grande crise é a moral e institucional: Trabalho: em janeiro de 2017 atingiu o número de 12,9 milhões de pessoas desocupadas, segundo o IBGE, em 2015 o desemprego representava 9,5% saltando para 12,6% em janeiro 2017, se considerarmos os subempregos e os bicos este número dobra chegando a 24,3 milhões no terceiro trimestre 2016, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, e que as diferenças foram significativas na taxa de desocupação entre homens (10,7%) e mulheres (13,8%) no 4º trimestre de 2016. Neste item podemos perceber que essas dificuldades atingem nossas famílias, repercutindo na saúde, como é o caso da depressão e diversas síndromes; Educação: escolas públicas sucateadas, com professores mal remunerados, sem incentivos e segurança; Segurança Pública: violência crescente, descrédito nas autoridades, presídios sem condições de ressocialização; Saúde: hospitais superlotados sem condições de atendimento; Moral: temos acompanhado no Brasil dos últimos anos uma grande crise política, inclusive com a mudança de presidente, não de forma direta e sem eleições. Mas com o argumento de “solução para a crise”. Investigações judiciais avançaram, e o que se viu, foi a revelação de uma corrupção generalizada e de “cartas marcadas” para vários assuntos e soluções políticas. O Congresso Nacional, com grande parte de seus representantes envolvidos em denúncias, quer a “toque de caixa” propor mudanças radicais sociais que envolvem todos os cidadãos de hoje e seu futuro, sem o devido diálogo e representatividade. A sociedade, em grande parte estimulada pela grande mídia, continua a discutir partidariamente a culpa da crise, enquanto o Congresso, motivada pelo Presidente da República continua querendo acelerar o processo de reformas, sem a discussão e participação popular necessárias.
Duas reformas chamam nossa atenção: a Reforma Trabalhista e a Previdenciária, que dá forma que está apresentada inicialmente exclui direitos, principalmente dos mais pobres. A sociedade brasileira tem, em sua cultura a ideia do Salvador da Pátria, de um herói, em contrapartida de um vilão, de alguém culpado. Este debate, definitivamente, não transforma a sociedade! A Igreja Católica, atenta às necessidades do povo de Deus, atendendo e convivendo com os mais sofridos, através da CNBB se posiciona contra as mudanças proposta que precariza a relação de trabalho e elimina os diretos sociais. Neste sentido, é louvável a colocação e convocação de muitos de nossos bispos. São esses os pontos da reforma trabalhista: 1) acordo entre patrões e empregados vale mais que a CLT, 2) trabalhos intermitentes, pagar por hora e não por jornadas tradicionais, 3) Jornada de trabalho, trabalhar até 12 horas por dia e 48 semanais, tendo um descanso de 36 horas, 4) Férias parceladas em até três períodos, 5) Fim do imposto sindical e das homologações assistidas pelo sindicato, 6) trabalhos Home Office (trabalho em casa) livre negociação entre as partes, 7) trabalho terceirizado – sem limites (já aprovado). A grande crise é falta de princípios no campo da moral e da ética de nossas instituições. E um dos caminhos imprescindíveis é a nossa participação popular e as nossas ações. A Igreja através de seu ministério não está se posicionando que não se deve mudar nada. Há uma discussão séria, sem paixões partidárias, e Seu compromisso é com a Verdade do Evangelho de Jesus Cristo que “veio para que todos tenham Vida” (Jo 10,10).
José Luiz Gomes de Almeida Secretário Executivo das Pastorais Sociais
Liturgia Da Páscoa ao Pentecostes, os símbolos revelam o Ressuscitado
O
tempo da Páscoa que estamos vivendo tem um enfoque especial sobre a construção-criação da Igreja. O encontro com o Ressuscitado dá novo sentido à vida em comunidade. Os discípulos amedrontados transformam-se em testemunhas corajosas do Reino. Se nós não podemos, hoje, vivenciar o encontro com Cristo face a face, a Igreja nos deixou os símbolos-sinais sacramentais, que fazem acontecer esta presença transformadora do Senhor. Porém, símbolos não são nada sozinhos; somente na relação com a Palavra e a Comunidade assumem uma força viva que revela o Cristo presente. Se tomarmos como exemplo alguns símbolos que se repetem neste tempo pascal, já descobrimos este dinamismo. Os símbolos nos permitem viver a novidade pascal, a cada vez que celebramos. Podem ser os mesmos textos, ritos, leituras e cantos, mas se estamos atentos à realidade, que é sempre diferente, percebemos uma luz nova, que nos chama a avançar sempre. O símbolo da água... “Derramarei sobre vós uma água pura, sereis purificados de todas as faltas”, cantamos na Quaresma. Agora, no tempo pascal, a música ganha outro tom: “Banhados em Cristo, somos uma nova criatura! As coisas antigas já se passaram, somos nascidos de novo! ”. O texto da bênção da água para o tempo pascal, no Missal Romano, repete a bênção feita na Vigília Pascal. Recorda os momentos do Antigo Testamento, em que a água foi sinal de bênção e de aliança. E o ministro termina pedindo: “Que esta água seja para nós recordação do nosso batismo, e nos faça participar da alegria dos que foram batizados na Páscoa”. Em todo o tempo pascal é possível fazer este rito, no ato penitencial, para dar este caráter batismal à celebração. O símbolo da luz... a fogueira acesa na noite do sábado da Páscoa alimenta a luz do Círio, que foi à nossa frente entrando na igreja. Como outrora a coluna de fogo conduziu o povo hebreu pelo deserto, hoje é o Cristo vivo que vai à nossa frente, dissipando as trevas de nossa vida e nosso mundo. E aclamamos: “Ben-
Bíblia A espiritualidade de Maria
M
dito seja Cristo Senhor, que é do Pai imortal esplendor!”. Em todas as celebrações do tempo pascal acendemos o Círio, para nos recordar desta vitória da luz sobre as trevas, da graça sobre o pecado. O símbolo do ar... no segundo domingo da Páscoa, o Senhor se encontra com os discípulos, lhes dá a paz, a alegria e o seu Espírito. Este mesmo sopro vai animando a missão da comunidade, que vemos retratada nas primeiras leituras dos domingos. A cada vez com testemunhos e consequências diferentes: nas comunidades de Pedro e João, na missão de Paulo e Barnabé. O Espírito Santo acende em nós o amor, a paixão por Jesus Cristo e por seu Reino, e nos leva a pautar nossa vida pela intimidade com o Senhor. Ele se manifesta vivo nas comunidades, e também em nossas comunidades e realidades de hoje. No último domingo pascal, no Pentecostes, esta amorosa força do Espírito confirma a missão da Igreja, de ser aberta, acolhedora e inclusiva, falando uma língua que as pessoas entendam e reconheçam como reveladora do amor de Deus. Os símbolos têm sentido, se são colocados no eixo entre a Palavra e a assembleia celebrante. Da Palavra e da tradição da Igreja receberam um significado: água que purifica, luz que aquece e ilumina, sopro que transforma. O desafio é nos colocarmos como assembleia sensível à voz de Deus, que nos fala através deles. Que em nossas liturgias possamos ter esta sensibilidade, para participar da “alegria dos que foram batizados na Páscoa”, e receber a graça que nos reanima, para sermos reconstruídos como Igreja que anuncia e testemunha o Ressuscitado.
Pe Jair Costa assessor diocesano de Liturgia
“ inha alma dá glórias ao Senhor, meu coração canta alegre e feliz, olhou para mim com tanto amor, que me escolheu, me elegeu e me quis”. Assim entoou o poeta, com as palavras cantadas por Maria, a Mãe de Jesus, ao exaltar a ação de Deus na vida dos mais pobres, os humilhados. Maria, como parte do povo pobre e fraco (Sf 3, 12), o resto de Israel, permaneceu fiel ao Projeto de Deus: a Aliança de Amor com o povo. Maria gera em seu ventre Jesus, o Filho do Altíssimo, o Santo. Ele é Deus, é o Filho Amado do Pai. Jesus quer fazer de nós um povo novo, o povo da Nova e Eterna Aliança, por isso assume sua missão de nos revelar o Amor do Pai. Maria compreende no seguimento de Jesus que sua missão como discípula missionária é mais importante que ser a Mãe de Jesus, e a sua participação junto à comunidade é um testemunho vivo de quem assumiu verdadeiramente caminhar com Cristo e com a comunidade. De educadora passa a discípula, aprendiz de Jesus. Maria foi uma mulher profética e libertadora. Ela permanece sempre como a mulher de fé misericordiosa e testemunha de Cristo. Por isso mesmo, é colocada como o modelo acabado de discípula do Senhor. Atenta às necessidades dos que sofrem, Maria de Nazaré continua presente em cada pessoa que acolhe a Palavra do Seu Filho. Como nas Bodas de Caná continua a nos orientar como mãe e mestra: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Aquela que acompanhou o sofrimento do Seu Filho, “em pé” ao pé da cruz (Jo 19,25), que estava com os discípulos ainda desanimados e amedrontados (At 1,4), continua como companheira fiel para que a glória de Deus ocorra em todos os tempos e lugares, e o desejo de Jesus se realize plenamente: “que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
Para ser uma verdadeira presença de Igreja, ser a “imagem” de Cristo no mundo de hoje, é preciso que nosso comportamento seja semelhante ao de Jesus Cristo, que recusou todas as tentações de dinheiro, prestígio, consumo e poder. Boff afirma: “A Igreja de Cristo tinha algo que o império não tinha. Era uma força inabalável: a fé no Senhor ressuscitado”. Essa mesma fé da Igreja de Cristo deve ser a fé dos cristãos comprometidos com sua peregrinação neste mundo, para ser presença transformadora. Esta se une e, fortalecida no amor, constrói novas relações de respeito e justiça. Neste sentido, Maria é o modelo, é a mulher forte, a mulher discípula, seguidora de Jesus, aquela que sem medo gerou vida. Em primeiro lugar a vida de Jesus por excelência e depois a sua participação e resistência não permitiram a morte da comunidade. Mais que um convite, a vida de Jesus é uma exigência para quem acredita no Amor e na Vida, em um mundo sem privilégios para poucos e muitos sem nada, como denunciou Dom Helder Câmara; “Basta de injustiça! Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar. Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais e 50 milhões morrendo de fome num só ano. Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia. Mariama, Senhora Nossa, Mãe querida, nem precisa ir tão longe, como no teu hino. Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e o pobres de mãos cheias. Nem pobre nem rico. Nada de escravo de hoje ser senhor de escravo de amanhã. Basta de escravos. Um mundo sem senhor e sem escravos. Um mundo de irmãos. De irmãos não só de nome e de mentira. De irmãos de verdade, Mariama”. Celia Soares de Sousa Teóloga Leiga
Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
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Programe-se DIA
HORARIO
ORGANIZAÇÃO
Maio 2017 19 - 2021
Dia todo
ECC
ECC 1ª Etapa
Sta Cruz - Pres. Dutra
19 - 2021
Dia todo
ECC
ECC 2ª Etapa Forania Aparecida
Colégio Lidia Kitz
20
8h30 13h
Catequese
Santa Mena
Sta Cruz e N. Sra Aparecida - P. Dutra
Escola Catequética - Iniciação à Vida Cristã Forania Rosário
20
9h
Vicentinos
Reunião do Conselho Central
Cumbica
20
14h
Past. Criança
Retiro
Santo Antônio - Gopoúva
20
15h
Pastoral do Batismo
Formação - Forania Fátima
Santa Luzia - Alvorada
20
18h
SAV - PV
Evento pró-vocações
CDP - Centro Diocesano
20
8h30-12h
Fé e Política
Esc. Diocesana
CDP - Centro Diocesano
20 e 21
08h - 17h
Pastoral da Saúde
Forania Imacula- Sto Antonio - Gopoúva da / Aparecida / Rosário
21
08h - 17h
COMIDI e IAM
EDIAM /174 anos de IAM
CDP - Centro Diocesano
ATIVIDADE
LOCAL
6
8h30 -13h
Catequese
Esc. Catequética For. Imaculada
6
9h00
Seminário Diocesano
Festa N. Senhora Seminário Diocesano das Vocações Lavras
6
8h30-12h
Fé e Política
Esc. Diocesana
Virgo Potens
6
15h
PASCOM
Reunião
CDP - Centro Diocesano
6
18h - 22h
ECC
Pós Enc. - 3ª Etapa CDP - Centro Diocesano
6e7
08h - 17h
Pastoral da Saúde
Forania Bonsucesso
7
11h
Pastoral da Pes- Missa soa Idosa - PPI 11 anos PPI
N. Sra Aparecida Bela Vista
7
13h
SAV
Encontro Vocacional Masculino
Seminário Diocesano Lavras
7
14h30
Past. da Saúde
Enc.de Agentes
CDP - Centro Diocesano
N. Sra Aparecida Cocaia
Show de Pêmios
CDP - Centro Diocesano
7
N. Sra Fatima Tranquilidade
9
19h30 21h30
RCC
Encontro de Intercessores
Catedral N.Sra. Conceição
10
9h30
CODIPA
Reunião
Cúria Diocesana
11
9h30
CP
Cons. Presbíteros Cúria Diocesana
11
19h30
CDDV
Reunião
Virgo Potens
21
a definir
PJ
Oficinando
A definir
12
20h
Forania Rosário
Encontro liturgia com padres
Sta. Rosa de Lima
21
08h - 17h
Sobriedade
Retiro Espiritual
Santuário - Cabuçu
12 e 13
09h- 18h
Pastoral da Criança
Assembleia Diocesana
CDP - Centro Diocesano - SALA
21
10:00
PASCOM
Missa Diocesana da Comunicação
Santuário N. Sra Bonsucesso
13
13h - 18h
ECC - Todas as Foranias
Formação Coordenador Geral e Equipes
CDP - Centro Diocesano
24
09h - 16h
Chancelaria
Formação Secretários(as)
CDP - Centro Diocesano
26
20h
Forania Fátima
Encontro liturgia com padres
Aracillia
26 Dia todo - 27 28
ECC
ECC 2ª Etapa Forania Aparecida
EE Elisio de Oliveira Neves - CECAP
27
8h30 13h
Catequese
Escola Catequética - Forania Fátima
Santa Luzia - Alvorada
27
14h - 18h
Catequese
Escola Catequética - Forania Bonsucesso
Santa Cruz - Pres. Dutra
27 e 28
8h
Pastoral da Pes- Capacitação soa Idosa - PPI
Santa Luzia - Alvorada
Pastoral Familiar
7º Simpósio Nacional da Família
Aparecida - SP
Pastoral da Saúde
Forania Imacula- Sto Antonio - Gopoúva da / Aparecida / Rosário
Pastoral Familiar
9ª Peregrinação Nacional da Família
13
8h30-12h
Fé e Política
Escola Diocesana
CDP - Centro Diocesano
13
8h30 13h
Catequese
Esc. Catequética - Forania Aparecida
Santa Cruz - Taboão
13
15h
COMIDI e IAM
Reunião COMIDI
CDP - Centro Diocesano
13
14h - 16h
Past. Carcerária
Reunião Mensal
Catedral
13
15h
Legião de Maria
Encontro Diocesano de Legionários
N. Sra Fátima - Vila Fátima
SAV/PV
Reunião Mensal
Catedral
Pastoral Familiar
Dia Internacional da Família
Paróquias Cúria Diocesana
13
14h
15 16
9h30
Economato
Administrativo
17
9h30
CP
Reunião do Clero Sem. Diocesano - Lavras
17
14h
Pastoral da Criança
Encontrão de Líderes
18
9h
Pastoral da Pes- Reunião soa Idosa - PPI
Sede PPI
19
20h
Forania Imaculada
Parque Sto. Antonio
10
Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
Encontro liturgia com padres
Santa Luzia - Alvorada
27 27 e 28
08h - 17h
28
Aparecida - SP
28
08h - 13h
RCC - Ministério de Formação
Formação Módu- CDP - Centro Diocesano lo Básico
31
9h30
CE
Seminário Administrativo - Clero
Seminário Diocesano Lavras
51ª FESTA EM LOUVOR A PADROEIRA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - JD. ARACÍLIA
Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
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CNBB
“Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio.”
O
(Didaquê, século I)
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através da sua Presidência, reitera sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural . Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil. O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir-a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início . Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso. A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a
NOTA DA CNBB “Pela vida, contra o aborto” sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico-cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência e o arcabouço moral do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo . As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valores . O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis”. O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer”. Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar. O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado. Não compete a nenhuma autoridade pú-
blica reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto” . São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto. É um grave equívoco pretender resolver problemas, como o das precárias condições sanitárias, através da descriminalização do aborto. Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil. Espera-se do Estado maior investimento e atuação eficaz no cuidado das gestantes e das crianças. É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos. Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana. Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias, especialmente para as mães e os nascituros. Brasília - DF, 11 de abril de 2017
Cardeal Sergio da Rocha Arcebispo de Brasília Presidente da CNBB Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ Arcebispo de São Salvador da Bahia Vice-Presidente da CNBB Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM Bispo Auxiliar de Brasília Secretário-Geral da CNBB
CORREIOS
ATENÇÃO COLABORADORES:
IMPRESSO ESPECIAL 7220993744 - DR/SPM MITRA DIOCESANA
Enviem suas matérias até o dia 15 de cada mês, contendo no máximo 30 linhas, com corpo 14. Caso venha com um número maior de linhas, faremos a redução proporcional.
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Folha Diocesana de Guarulhos | Maio de 2017
Sugestões e críticas: padremarcosvinicius@gmail.com