02 ENFOQUE PASTORAL
EDITORIAL A FÉ PROMOVE A VIDA EM SOCIEDADE O tema sobre a profissão de fé ocupa a centralidade da edição de abril, marcada pelo primeiro dia do mês com a festa da ressurreição, domingo de Páscoa, a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas e da prevalência do direito à vida plena para toda a humanidade. Vida está que não tem sido respeitada no mundo, mais exterminada pelas ações de violência, com a justificativa de que aqueles que pensam diferente deve ser eliminado da sociedade, sepultando o dom do diálogo e o respeito a diversidade humana, alicerces fundamentais de uma sociedade. Lembrava o papa Bento XVI na audiência geral na praça de São Pedro em 23 de janeiro de 2013 sobre a catequese sobre o início da profissão de fé: Crer em Deus torna-nos portadores de valores que muitas vezes não coincidem com a moda, nem com a opinião do momento; exige que adotemos critérios e assumamos comportamentos que não pertencem ao modo de pensar comum. O cristão não deve ter medo de ir “contra a corrente” para viver a sua fé, resistindo à tentação de “se conformar”. É importante ressaltar que pelo fato do
outro não defender as mesmas ideias não me dá o direito de concordar com seu extermínio da sociedade de maneira brutal como fizeram com Jesus Cristo, pregando-o na cruz porque apresentou seu plano de salvação através de discursos e ações que não agradavam os poderosos da época, seja no âmbito político ou religioso. Juntar-se aos atos de defesa da vida contra a violência, sentir compaixão, exigir justiça, é um dever de todos que professam a fé em Deus, especialmente dos que participam de organizações paroquiais, equipes diocesanas de pastorais e movimentos, comunidade de vida e qualquer outra forma de querer ser modelo ideal para a vida em sociedade. O papa Francisco, primeiro responsável em propagar a fé e modelo atual de credibilidade e esperança, tem contribuído com a humanidade, sustentando a profissão de fé com suas pregações e testemunho de vida, ouçamos seus ensinamentos e sigamos o seu exemplo para também pela fé alcançarmos cada vez mais credibilidade na sociedade atual em que cresce a cada dia o número dos que já não acreditam em Deus.
EXPEDIENTE Jornalista Resp.: Pe. Marcos V. Clementino MTB 82732 Orientação Pastoral: Pe. Macerlo Dias Editoração Eletrônica: Luiz Marcelo Gonçalves Impressão: Gráfica Marmar - Fone: 11 99961-4414 Cúria Diocesana de Guarulhos End: Av. Gilberto Dini, 519 - Bom Clima - Guarulhos - SP Cep: 07122-210 - Contato: 11 2408-0403 Site: www.diocesedeguarulhos.org.br Email: folhadiocesana@diocesedeguarulhos.org.br Tiragem: 30.000 exemplares
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VOZ DO PASTOR 03
AGENDA DO BISPO 01 06
11h – Missa Catedral 17h – Missa comunidade Shalom
07 19h30 – Crisma paróquia Sagrada Família Carmela 08h – Iniciação cristã de adultos paróquia São Francisco – Gopouva
11h – Crisma paróquia Santa Luzia – Mikail
08 15h – Crisma paróquia Sagrada Família Carmela 19h – Crisma paróquia NS Fátima Jd. Tranquilidade 14h30 – Atendimento cúria
09 19h30 – Semana de Liturgia Forania Bonsucesso 10 09h30 – Economato 10- 56ª Assembleia Geral Ordinária 20 da CNBB em Aparecida 16h – Crisma comunidade Santo Antonio 21 paróquia NS Bonsucesso 19h – Crisma paróquia São Francisco – Uirapuru 11h – Missa Catedral
22 15h – Crisma paróquia Santa Cruz e NS Aparecida Visita a algumas realidades da 24 paróquia Santa Cruz e NS Aparecida 19h30 – Missa nas casas paróquia São Roque 09h30 – Reunião geral do clero – Lavras
25 13h30 – Reunião dos formadores do Seminário – Lavras
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E NA VIDA ETERNA
19h30 – Encerramento do Sínodo da Diocese de Santo André 17h – Crisma paróquia santa Rita – Jd. Palmira
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CREIO NA RESSURREIÇÃO
07h – Missa e reunião Seminário Propedêutico 09h30 – CDAE e 14:30h – Atendimento cúria 09h – Reunião Hospital Stella Maris 15h – Seminário diocesano – Lavras
10h – Missa no aniversario de 20 anos 28 da Dedicação do Santuário São Judas 16h – Crisma paróquia NS Bonsucesso 08h – Crisma comunidade São Lucas paróquia NS Bonsucesso 29 11h – Missa Catedral 16h – Crisma comunidade São Geraldo paróquia NS Bonsucesso
“Creio na ressurreição da carne e na vida eterna”. São estes os dois últimos artigos do Creio que recitamos em nossa profissão de fé. Neste tempo pascal que estamos vivendo, ainda que alguns possam achar desnecessário tocar no assunto, falar na ressurreição da carne é importante para questionar como é que se acredita na ressurreição da carne. Alguns falam de uma ressurreição meramente espiritual. Ensina-nos o Catecismo da Igreja Católica: “Que é ressuscitar? Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus, em sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível a nossos corpos, unindo-os às nossas almas.” Os que tiverem feito o bem para uma ressurreição de vida e os que tiverem praticado o mal para uma ressurreição de julgamento (Jo 5,29). Na ressurreição de vida teremos um CORPO DE GLÓRIA (cf 1Cor 15,44). O modo como isso acontecerá vai além da nossa compreensão, mas podemos acolher esta verdade na fé. (Catecismo da Igreja Católica 997-1000) O que pode estar por detrás do pensamento daqueles que acreditam numa ressurreição meramente espiritual? Pode ser uma errônea concepção de antropologia teológica: pensam que corpo e alma não sejam uma unidade, mas uma dualidade antagônica. Corpo e alma estão em luta. Tudo o que é corporal é nocivo e pecaminoso. Mas Deus é Criador da carne. O Verbo se fez carne. Em Deus não existe a dualidade bem e mal. Ele é somente bem. Deus não criou o mal. A ação pastoral de quem pensa na dualidade antagônica corpo e alma, fica comprometida, pois no testemunhar a fé nas coisas concretas da vida e na sociedade, tendo em conta que o que é corporal não presta, não acredita na dimensão sócio transformadora do evangelho. São aquelas pessoas que acreditam, por exemplo, que a Igreja trabalhar para que os valores do Reino corroborem por uma sociedade mais
justa e fraterna, não faz parte da missão dela, pois o que é material vai desfazer-se. Para que se preocupar? Tem-se que cuidar do espiritual. Fica difícil assim compreender a missão da Igreja como sal da terra e luz do mundo. Numa enquete em nossas comunidades ficaríamos, talvez, surpresos com o número de irmãos e irmãs que celebram a ressurreição de Cristo, mas acreditam na reencarnação, doutrina professada pelos espíritas e outras tantas religiões não cristãs, que está profundamente em desacordo com a verdade da fé cristã. Além de também encarar uma dualidade antagônica entre alma e corpo, esta doutrina justifica as dificuldades da vida como purificação de vidas anteriores até se chegar à total purificação espiritual. Jesus Cristo, para muitos que vivem conforme esta doutrina, é um grande espírito de luz que ensinou o amor verdadeiro e vitorioso. No entanto, não é Deus, nem Salvador. Fica difícil entender a Sabedoria da Cruz. A ação pastoral e vivencial dos que assim pensam em nossa Igreja fica comprometida, em primeiro lugar na própria vivência da fé, pois se a ressurreição não existe, Cristo não ressuscitou. Se Ele não ressuscitou, não fomos salvos e sua morte na cruz, foi somente um grande exemplo de amor, mas não redentora. Além disso, diante de tantas dificuldades, mazelas da sociedade etc, pode-se ter uma ação, talvez não totalmente passiva, mas conformista. Nosso respeito e união com todas as religiões que não são cristãs e de seu modo próprio querem testemunhar o amor e o serviço à vida. No entanto, nós cristãos não podemos negar dois fundamentos importantíssimos da nossa fé: Encarnação e Ressurreição. Isso nos dá uma identidade e vivência da fé. DOM EDMILSON Amador CAETANO BISPO DIOCESANO
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falando da vida
04 vida presbiteral
PÁSCOA É VIDA NOVA!
O PRESBÍTERO COMO HOMEM DE FÉ Na sociedade atual, o povo vive um momento de perda existencial e moral, passando por momentos de verdadeira escuridão: enfermidade, desemprego, divórcio, morte na família, fome, suicídio, etc, e inúmeros buscam na fé um porto seguro, um lugar para se encontrar, para dar um novo sentido a sua história. É neste contexto que os padres são cada vez mais procurados, é nesta busca do povo, que consiste a missão dos Presbíteros que é dar testemunho, do Cristo, como luz da esperança, com a vida, em nossas Igrejas e a parcela do povo a ele confiado. Os presbíteros através do seu ministério têm inúmeras maneiras de ajudar, além dos conselhos espirituais, pode apresentar as diversas pastorais e movimentos, que são caminhos de luz, fé e esperança, como os grupos de reflexão da campanha da fraternidade, novenas de rua, reza do terço nas casas, bem como as pastorais específicas como a pastoral da sobriedade, da criança, menor e povo de rua... O presbítero como homem de fé, tem a responsabilidade de retirar as pessoas da escuridão e envolve-las na luz através da oração, acolhida, fraternidade, restaurando assim, a dignidade perdida nessas pessoas que se encontram na escuridão.
É necessário tomar cuidado para não fazer apenas curativos. Os presbíteros precisam se empenhar como verdadeiros pastores no cultivo, amadurecimento e fecundação da fé do povo, chamados a viver uma fé comprometida, que se expressa em gestos de compaixão e solidariedade diante da necessidade do outro, evitando alimentar o que muitos buscam, de maneira desesperada, que é uma religião mágica e rápida, não querem se comprometer e alegam não ter tempo, não ter paciência. Aproveito a oportunidade para dar um testemunho pessoal: No meu primeiro ano de padre, diante das várias escuridões que me deparei, procurei o então Padre Otacílio Lacerda, hoje, Dom Otacílio, e ele me disse:“ É como um farol acesso na escuridão da cidade, cidade essa sombria, e o padre tem que ser uma luz a irradiar a luz de Deus para este povo”. Que possamos rezar pelos presbíteros de nossa Diocese para que sejam de maneira permanente uma luz de Deus na cidade de Guarulhos, na sua paróquia, juntamente com as comunidades que confiadas a cada um deles no dia de sua ordenação sacerdotal.
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Pe. Paulo Leandro Pastoral Presbitreral
Num tempo em que as informações negativas inundam os noticiários com tragédias, chacinas balas perdidas, parece difícil falar sobre vida nova, esperança e fé no amanhã. As pessoas estão fartas dos discursos vazios e de músicas de fim de ano que pregam que hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou, mas nunca começa. Se nos lançarmos nessa onda de tudo está perdido, nessa ideia de que o Brasil não tem jeito, a situação só tende a piorar. É incrível como a nossa mente tem uma propensão inata para registrar o negativo enquanto que o positivo leva muito mais tempo e requer muito mais energia para ser processado. Hoje nos calamos diante das injustiças e assistimos a morte de pessoas inocentes, de líderes que são executados por defenderem a minoria. Já imaginou se os primeiros cristãos tivessem adotado uma posição pessimista e melancólica diante da morte do seu líder supremo? De fato, eles poderiam ter adotado uma postura negativa e achar que não valeria a pena continuar, justificando que o povo romano era bárbaro e cruel. Se não tivessem acreditado, simplesmente, não teríamos o cristianismo. A negatividade tem uma base antropológica uma vez que o homem primitivo estava sempre na iminência de ser comido
por algum predador. Nesse contexto, pensar negativamente o deixava mais atento e alerta ante a um possível ataque. Essa habilidade era um diferencial importante que garantia a sua sobrevivência. A nossa mente herdou essa predisposição instintiva de desconfiar até da própria sombra. Só que na maioria das vezes essa função prejudica muito mais do que ajuda. Para escaparmos dessa corrente pessimista é preciso sair do piloto automático e usar outra área do nosso cérebro que só atua quando estamos conscientes e com atenção plena na nossa intenção, afinal temos escolha; não somos escravos do nosso inconsciente. A Páscoa é o momento ideal para refletir e aprender a pensar diferente; ensina-nos a acreditar que é possível vencer o desânimo e construir um tempo novo. Antes de reclamar que é difícil mudar o mundo, procure mudar a si mesmo. Termino esse artigo usando a letra de Gonzaguinha: “Eu vou à luta com essa juventude que não corre da raia a troco de nada. Eu vou no bloco dessa mocidade que não tá na saudade e constrói a manhã desejada”. Romildo R.Almeida Psicólogo clínico
editoria social
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Carta do 14º Intereclesial de CEBs do Brasil CEBs e os desafios do mundo urbano “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3, 7) Nós, os 3.300 delegados e delegados, participantes do 14º Intereclesial de CEBs, nos dias 23 a 27 de janeiro de 2018, na Arquidiocese de Londrina – PR, partilhamos com nossas comunidades a valiosa experiência vivenciada neste encontro. Construímos o Intereclesial, patrimônio bíblico, teológico e eclesial da Igreja no Brasil, com representantes das comunidades católicas e de outras Igrejas cristãs, de povos originários e tradicionais de todas as regiões do nosso País, da América Latina e da Europa. Diante dos clamores e desafios apresentados, fizemos a experiência de Moisés na sarça ardente, ao ser desafiado por Javé, o Deus libertador, que viu, ouviu e, ao descer, o enviou para libertar o seu povo do sistema de escravidão que aprisiona os corpos e coloniza as mentes. Na vivência de uma Igreja em saída, como cristãos leigos e leigas, padres, religiosos, religiosas, diáconos, pastores e pastoras, bispos, lideranças de povos originários e tradicionais, nos colocamos numa postura de diálogo, em que cada pessoa tem algo a aprender com a outra e todas à escuta do ‘Espírito da verdade’ (Jo 14, 17), procuramos conhecer o que Ele ‘diz às Igrejas’ hoje (Ap 2, 7). Partilhamos alguns destes clamores que esta escuta nos proporcionou, deixando-nos inquietos e desinstalados, conscientes de que eles ecoam com a mesma intensidade no coração de tantas pessoas de boa vontade. Sabemos que o primeiro nível da escuta deve acontecer nas bases da Igreja, portanto,
na comunidade que é “o primeiro e fundamental núcleo eclesial (…) célula inicial da estrutura eclesial, foco de evangelização e fator primordial da promoção humana (…)” (Medellín, 15, III. 1 a). Reafirmamos nosso compromisso com uma Igreja da escuta e do diálogo. Queremos colaborar para que todos os organismos de serviços pastorais permaneçam conectados com a base e partam das pessoas, sobretudo, dos pobres e excluídos, dos desafios de cada dia e de seus clamores. Assim nos tornaremos uma Igreja em saída. As CEBs continuam sendo um “sinal da vitalidade da Igreja” (RM 51). Os discípulos e as discípulas de Cristo nelas se reúnem na escuta e na partilha da Palavra de Deus. Buscam relações mais fraternas, igualitárias e inclusivas. Superam a cultura machista e o clericalismo. Celebram os mistérios cristãos e assumem o compromisso de transformação da sociedade e a defesa da criação, a nossa casa comum. As mudanças culturais, os desafios e clamores da sociedade globalizada e da cultura urbana, o desmonte das estruturas democráticas em nosso País, a perda dos direitos civis e sociais e a degradação da dignidade humana e da criação levam as CEBs a assumirem os seguintes compromissos: - transmitir às novas gerações as experiências e os valores das gerações anteriores; - promover a cultura da vida; - tornar-se uma Igreja de comunidades em rede, com novos ministérios, que inclua a mulher em sua plena dignidade eclesial; - incentivar o protagonismo das juventudes e combater o seu extermínio; - apoiar as lutas dos povos indígenas, da população negra e quilombola, dos pescadores
artesanais, da população em situação de rua, dos migrantes e refugiados, da população encarcerada, das crianças e dos idosos por cidadania plena; - cobrar políticas públicas de inclusão social, participar dos conselhos de cidadania, promover a democracia direta e participativa e a autodeterminação dos povos; - promover práticas de economia popular, solidária e sustentável; - reafirmar a vocação política dos cristãos e cristãs; - fortalecer a campanha pela auditoria da dívida pública, da reforma política e do controle sobre o poder judiciário; - apoiar e a colaborar com a REPAM e o sínodo para a Amazônia em 2019. Nunca podemos nos esquecer de que as comunidades cristãs nasceram no meio dos pobres, como um grito de esperança e lugar de relações igualitárias e inclusivas. À Igreja que está em Londrina e, que, solidária e afetuosamente nos acolheu, nossa eterna gratidão. Ao Papa Francisco que, com seu testemunho evangélico, nos desafia a nos tornarmos, cada vez mais, uma Igreja pobre e dos pobres, nossa apoio fraterno e oração. Pedimos as bênçãos de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Estado do Paraná, para a diocese de Rondonópolis-MT, que acolherá o 15º Intereclesial, em 2022, e para as comunidades que prossigam em caminhada, colocando os pés nas pegadas de Jesus de Nazaré. Londrina – PR, 27 de janeiro de 2018
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ACONTECEU
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Encontro dos Religiosos – Núcleo CRB Guarulhos
Aconteceu no dia 11/03/2018 das 8h30 às 13h o Encontro de Formação do Núcleo CRB Guarulhos, no Colégio Nossa Senhora de Stella Maris – à Rua Dona Margarida Galvão – Gopoúva.
Assessora: Irmã Inês Costalunga Teóloga – Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição. Com o tema: “Simplesmente Humano – assim como Jesus: reflexão sobre a essência da Vida Religiosa feminina”. ( Ir. Drª Martha Zechmeister CJ, Tradução: Frei Johannes Gierse, OFM Palavra para iluminar como foi o passado e como será o futuro da VR. Orientando a partilha disse: não percamos o foco, devemos falar de nós mesmos, somos mulheres, devemos refletir sobre o núcleo da VR e sobre nossa caminha-
Padre Pedro Paulo comemora 30 anos de Ordenação Presbiteral
Na segunda-feira, dia 19/03, a Paróquia São Francisco de Assis - Gopoúva, se reuniu para comemorar os 30 anos de Ordenação Presbiteral de seu Pároco, Pe. Pedro Paulo de Jesus. A Solene Eucaristia, em honra à São José, foi presidida pelo aniversariante e concelebrada pelos Padres Luiz Carlos (Paroquia São João Batista) e Gildarte (Paróquia São Pedro Apóstolo). Também con-
tou com a presença dos Seminaristas Fernando Gonçalves e Tiago Ferraz. Padre Pedro, foi ordenado em 20 de Março de 1988e ocupou inúmeras atividades na Diocese. Atualmente é o Ecônomo , administra a Procuradoria Diocesana, é Assessor da Pastoral da Esperança, além ser responsável pela Paróquia São Francisco.
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da como religiosas mulheres na Igreja hoje. Voltar as nossas origens, as fontes. O Carisma de nossas Congregações é imutável. Não podemos perder o essencial, o núcleo, pelo qual existimos. A escuta atenta de umas às outras, nos trouxe algumas questões para refletir: existe algo de docetismo em nós? Tudo é relativo, menos Deus e a fome! A mística Cristã de nós religiosas é uma mística de ação? Será que estamos fazendo aquilo que agrada ao Pai? Muitas outras questões foram surgindo e ao terminar a reflexão partilhada a Irmã Inês convidou a todas a retomarmos o texto novamente em Fraternidade com tranquilidade, para deixar que as palavras do mesmo se tornem carne em nós. Agradecemos à Irmã Inês e a todas as Irmãs que puderam participar deste encontro.
Diocese realiza Despertar Vocacional
O Serviço de Animação Vocacional (SAV) de nossa Diocese, realizou, na tarde do último domingo (18 de março), o Despertar Vocacional, com o objetivo de reunir jovens e adolescentes que tenham curiosidade sobre o sentido da vocação, seja ela nos diversas dimensões: religiosa, sacerdotal, familiar. Estiveram presentes, religiosas e leigos consagrados, além de seminaristas e do Reitor do Seminário Diocesano, Pe. Francisco Veloso, que realizou a oração inicial e o encerramento do encontro. Também se fez presente, nosso Bispo, Dom Edmilson, que além de explanar a importância do discernimento da vocação, conversou com os jovens questionando-
-os sobre sua busca vocacional. Também enfatizou a convivência em comunidade, local onde a maturidade da vocação cristã é aprofundada. “Jesus fez a opção por sua missão dentro da sua religião e não fora dela. Por isso a importância de se viver em comunidade. A graça de Deus é um dom, a graça nos vem a partir do momento que buscamos as coisas de Deus e para isso é essencial o discernimento, o modo de agir, o modo de pensar, identificar as boas amizades e tudo o que for pertinente à sua caminhada. Decidir-se por Deus é seguir a Cristo.” disse o prelado.
ACONTECEU
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Conselho Diocesano de Pastoral se reúne para articulação
No Sábado, dia 17/03, o Conselho Diocesano de Pastoral (CODIPA), composto pelos coordenadores e assessores diocesanos de pastoral, se reuniu no Centro Diocesano de Pastoral (CDP), para a primeira reunião de articulação pastoral diocesana, neste ano de 2018. A reunião se iniciou com a Hora Média, seguida de explanação de Dom Edmilson. Em seguida, Padre Marcelo Dias, Coordenador Diocesano de Pastoral, conduziu os trabalhos e explicou a estruturação pastoral em organismos,
serviços, pastorais sociais, movimentos e pastorais sacramentais, dizendo que cada subdivisão citada terá um Vigário Forâneo como seu articulador. Em seguida, os coordenadores e assessores diocesanos de pastoral, seguiram para as salas do CDP, de acordo com o enquadramento da pastoral que representa, nas subdivisões pastorais do CODIPA. Em cada sala, o Vigário Forâneo responsável pediu para que os representantes das pastorais se apresentassem e explicassem
24 horas para o senhor
Entre os dias 9 e 10 de Março, aconteceu, em toda a Igreja no mundo, as 24 horas para o Senhor. A iniciativa de oração é promovida pelo Pontífice Conselho para a Nova Evangelização e voltada para o sacramento da Reconciliação. Com o tema “Contigo está o perdão” (Sl 130, 4), arquidioceses
e dioceses (entre elas a de Guarulhos) viveram momentos ininterruptos de oração, com terços, adoração ao Santíssimo Sacramento e Celebrações Eucarísticas. Confira em nosso site os registros deste grande momento de adoração e encontro com o Senhor, nas inúmeras igrejas de nossa Diocese.
o funcionamento da pastoral, as atividades mais relevantes e a situação em que a pastoral se encontra no momento. Em seguida, cada Vigário apresentou o termo de uso do CDP, além de tomar ciência sobre a estruturação financeira de cada pastoral. Após as reuniões em sala, os coordenadores, assessores e Vigários Forâneos retornaram ao plenário para apresentação da situação de cada subdivisão pastoral, tendo em seguida os agradecimentos de Dom Edmilson e a benção.
5ª Romaria do Terço das Mulheres em Aparecida
Com o tema: Mulheres do Terço rezando pelas Famílias. No último dia 10, sábado o Santuário Nacional de Aparecida recebeu grupos do Terço das Mulheres de todo país. Foi o 1.ano em que nossa Paróquia Santo Antônio Pimentas participou sendo representada pelas irmãs
da Comunidade Santa Maria. Momentos de muita emoção, graça e louvor a Deus e Nossa Senhora Aparecida. Queremos ampliar este movimento e poder no próximo ano aumentar a romaria se Deus quiser! Coordenadoras: Izabel e Dona Helena.
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08
peregrinação do ícone de nossa senhora das vocações
nossa senhora de fátima - jd. tranquilidade
sagrada família - jardim paraíso
santa rita de cássia - jardim cumbica
são francisco de assis - gopoúva
SANTO ANTÔNIO - PARQUE SANTO ANTÔNIO
NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - VILA FÁTIMA
Veja todas as fotos de nosso eventos diocesanos em nossa página no Flickr.
flickr.com/diocesedeguarulhos
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Informações sobre eventos e subsídios diocesanos acesse nosso site. diocesedeguarulhos.org.br
Especial
DOM EDMILSON AMADOR CAETANO 4º BISPO DE GUARULHOS
Nascido em 20/04/1960 Ordenação Presbiteral: 07/12/1985 Ordenação Episcopal: 28/03/2008 Dom Edmilson foi nomeado para a Sé Episcopal de Guarulhos por Sua Santidade o Papa Francisco, em 29/01/2014, transferindo-o da Diocese de Barretos. Dom Edmilson nasceu em 20 de abril de 1960 em São Paulo/SP. Filho de Pedro Amador Caetano e Maria Eliza de Camargo Caetano Pertencente a Vida Religiosa Monástica – Ordem Cisterciense, ingressou no noviciado em 02/02/1978 no Mosteiro S. Bernardo – São José do Rio Pardo/SP, onde fez a Profissão temporária, a Profissão solene e recebeu os Ministérios de Leitor e Acólito. Recebeu a Ordenação diaconal em: 12/12/1984 (Paróquia N. Sra das Graças, Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo/SP, bispo ordenante: D. Joel Ivo Catapan SVD, bispo auxiliar) e Ordenação presbiteral em: 07/12/1985 (Mosteiro São Bernardo – São José do Rio Pardo/SP, bispo ordenante: D. Tomás Vaquero bispo diocesano de S. João da Boa Vista).
09
No Mosteiro, Congregação e vida monástica exerceu os seguintes cargos: Mestre dos professos temporários, Mestre de noviços, Prior do Mosteiro e diretor dos oblatos seculares, Abade do Mosteiro, Presidente da CIMBRA (Conferência de Intercâmbio Monástico do Brasil), Membro do Conselho do Abade Presidente da Congregação de São Bernardo da Itália, Ordem Cisterciense. Palavras de Dom Edmilson Amador Caetano Em sua primeira mensagem ao ser nomeado escreveu ao povo: “Com alegria, confiança e disponibilidade, acolho esta nova missão. O meu lema episcopal é “Deus providenciará”, inspirado na resposta que Abraão dá a seu filho Isaac na subida do monte. Diante das minhas incapacidades, Deus me fará capaz. Diante dos meus temores e tremores, o Senhor me fortalecerá. Diante do incompreensível humanamente, o Espírito me iluminará. Na indigência, o Senhor saciará de bens os famintos. Diante dos meus pecados e debilidades o Senhor me fará misericórdia. Diante dos soberbos, opressores e injustos, o Senhor derruba os poderosos e exalta os humildes. Espero que todos vocês assumam comigo este lema, para que possamos na fé, viver a obra da evangelização que o Senhor nos confia neste momento da história.”
Eleição abacial: 19/03/1997 - Bênção abacial: 04/05/1997 Cursou Filosofia no Instituto Superior de Filosofia do Mosteiro de São Bento (São Paulo/SP) 1ª Ano de Teologia – Instituto Teológico Pio XI (São Paulo/SP) 2º – 4º Anos de Teologia - Escola Teológica da Congregação Beneditina do Brasil – Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Biênio de Especialização em Teologia Monástica, no Pontifício Ateneu Santo Anselmo – Roma – Itália.
Primeira foto tirada com os padrees na chegada a nossa diocese em 2014.
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VOCACIONAL
VOCAÇÃO NA PROVAÇÃO A quaresma de 2018 foi uma verdadeira provação para a Igreja no Brasil, por vários fatos que aconteceram. Podemos lembrar aqui, a guerra virtual levantada por pessoas e grupos de cristãos por conta de controvérsias ligadas a realização do 14º Intereclesial das CEBs em Londrina no mês de janeiro. Depois tivemos um levante de acusações contra a destinação dos recursos da campanha da Fraternidade também na internet e pra fechar com chave de ouro, a prisão do bispo de Goiás e alguns padres, acusados pelo Ministério Público de desvio de dinheiro. Não pretendo aqui julgar os fatos em questão, pois cabe a Igreja e ao poder público realizarem e o julgamento dos fatos mas, como cristão, preocupo-me com a repercussão em relação a animação vocacional de nossos padres. Por mais que saibamos que a Igreja é muito maior que o fatos e as pessoas envolvidas, há um prejuízo em relação a imagem e compreensão da vocação sacerdotal. No decorrer da história da Igreja, veremos que ela enfrentou vários tipos de situações difíceis, do ponto de vista teológico, social e político. Os grandes hereges e cismas da Igreja surgiram dentro da própria comunidade cristã, seja por clero ou por movimentos leigos. Desde o início, Cristo já enfrentou a traição de seus discípulos, como Judas que o vendeu por algumas moedas de prata e Pedro, que O negou publicamente três vezes. Se analisarmos bem, o pecado, o erro e o escândalo acompanham a história da Igreja, por
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ela ser formada por seres humanos. A sua verdade é inabalável, sua fé como uma rocha, entretanto os que a compõem dotados de fragilidade. Esses fatos não foram os primeiros e nem serão os últimos, pois cada vez mais somos influenciados por esta cultura que se rebela contra as instituições e autoridades, marcada por uma globalização da informação desvinculada do compromisso com a verdade, pela imoralidade e pela ganância do dinheiro. Sejam leigos ou consagrados, católicos ou não, somos tentados ao erro por todos lados. Jesus já nos havia alertado que eles aconteceriam, mas nos chamou a santidade: “É inevitável que haja escândalos, mas ai daqueles que o causar! Melhor lhe fora ser lançado ao mar com uma pedra enfiada no pescoço do que escandalizar um só destes pequeninos. Acautelai-vos!” (Lc 17, 1-3). Numa leitura espiritual, podemos entender que estes fatos servem para repensarmos nossa atitude como igreja, desde o padre em sua administração e testemunho, ao leigo ao fazer comentários e posicionamentos de sua própria igreja e fé no facebook. Recordo-me de vários santos, que diante da tibieza da comunidade em um contexto muito próprio, foram capazes de resgatar e renovar a Igreja. Foi nos grandes momentos de provação, que surgiram homens e mulheres com um novo ardor, para transformar a Igreja. Podemos citar aqui são Francisco de Assis, Bento, Tereza de Avila e tantos outros. A história da
Igreja é muito rica de exemplos de fidelidade e santidade. Não percamos a fé, diante da miséria e divisões humana, porém reconheçamos que a graça Dele é muito maior que nossa fraqueza e muito maior que os nossos pecados. Recordemos que é Cristo que conduz a barca que é a Igreja e não nos deixará afundar. Não deixemos a generalização nos contaminar para não descartamos tantos outros exemplos bons e santidade na Igreja. E não esqueçamos o chamado que Ele nos fez: “No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo” (Jo 16,33). Pe. Edson R. dos Santos Paróqco Santo Antônio - Gopoúva
oração pelas vocações Senhor, que a messe não se perca Por falta de operários! Desperta nossas comunidades para a Missão! Ensina nossa vida a ser serviço! Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino Na vida consagrada e religiosa! Senhor, que o Rebanho não pereça Por falta de Pastores! Sustenta a fidelidade de nossos bispos, Padres, diáconos e ministros! Dá perseverança a nossos seminaristas! Desperta o coração de nossos jovens Para o ministério pastoral em Tua Igreja!
ano do laicato 11
Quem são e como se organizam os cristãos leigos e leigas? O laicato é o conjunto de agentes eclesiais, presente em diversos campos da Igreja e da sociedade, estruturado pelo eixo da comunhão e participação, configurando um novo modo de ser Igreja. Desde a Ação Católica (1935), a Igreja percebeu a necessidade de organizar os leigos e leigas conforme sua vocação, decorrente do batismo. Na década de 1970, foi idealizado e instituído na Igreja do Brasil, o Conselho Nacional dos Leigos do Brasil (CNLB), um organismo de articulação, diálogo e integração das diversas organizações de leigos, que busca despertá-los para a consciência crítica e criativa, estimulando a sua participação como sujeitos eclesiais. Seu rápido sucesso desencadeou a estruturação em Conselhos Regionais e Diocesanos, agregando movimentos e associações laicais em todas as regiões do Brasil, realizando encontros nacionais e regionais, construindo caminhos de unidade e comunhão com a Igreja e a sociedade. A riqueza e a diversidade dessa organização possibilitaram o surgimento de inúmeras iniciativas, das quais destacamos as Comunidades Eclesiais de Base – CEBs e as Pastorais Sociais, tais como: Pastoral da Criança, da Saúde, da Terra, dos Sem Tetos, da Moradia, do Menor, da Mulher Marginalizada, do Povo de Rua, Universitária, dos Migrantes, da Educação, da Pessoa Idosa, Carcerária, AfroBrasileira, Sobriedade, entre outras. No último dia 02 de março, no Centro Diocesano de Pastoral realizou-se o Encontro dos representantes das suas respectivas paróquias para o Ano do Laicato, com a participação de mais de 360 cristãos leigos e leigas, e com a presença sempre motivadora do nosso bispo Dom Edmilson.
Com o objetivo de ampliar a formação dos representantes, a Equipe de Articulação Diocesana para o Ano do Laicato desenvolveu alguns aspectos do Documento 105, sobretudo os mais pertinentes a sua vocação, missão, espiritualidade e identidade, a continuidade dos trabalhos que já são realizados pelos leigos em suas comunidades, e na sua atuação social. A Equipe apresentou, ainda, a proposta da criação do Conselho Diocesano do Laicato na nossa diocese de Guarulhos. Para ir de encontro ao que nos pede o Papa Francisco, de ser “Igreja em saída” à serviço do Reino, os leigos e leigas presentes foram motivados a ir de encontro com aqueles que trabalham ou participam de Conselhos tutelares, Conselhos de saúde, Conselhos de seguranças, Associação de amigos de bairro, e que atualmente estão afastados das nossas comunidades eclesiais. Um desdobramento deste chamado para ser “Igreja em saída” é também, assumir em conjunto com as diversas pastorais da nossa Igreja, uma agenda comum: o Calendário da Transformação Social. Diversos compromissos a favor da vida como o Dia Internacional da Mulher; o 1º. de Maio; o Grito dos Excluídos; Dia do Pobre, Dia dos Leigos e Leigas e a Caminhada pela Paz. A Caminhada pela Paz será realizada no dia 16 de junho as 14h30, no Colégio Padre Bruno Rico na Rua Rio Real, pelo grupo inter-religioso “Somos da Paz” do Jardim Presidente Dutra. Nesta data será realizado um Seminário com o tema: “Acredite, você pode construir a paz!”. Este evento visa um público de todas as idades. O grupo irá
abordar a violência e suas consequências, quais caminhos podemos trilhar a fim de se “alastrar” (cf. Lc 12,49) a cultura de paz. No primeiro sábado do mês setembro, o grupo realizará a 4ª Caminhada Inter-Religiosa pela Paz, com a participação de católicos, e irmãos e irmãs de outras Igrejas e crenças. Estamos vivenciando o Ano do Laicato, com muitas preocupações pela situação atual do nosso país, como injustiças e mortes prematuras, porém continuamos firmes, pois “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração.” (GS n.1), com alegria convidamos, uma vez mais, todos os cristãos leigos e leigas a buscarem “a razão da sua esperança” e “serem reconhecidos pelo bem que fazem” (cf. 1 Pd 3,15), atuando principalmente na sociedade, organizando eventos, promovendo lugares de reflexão nas pastorais, no nosso trabalho, na nossa escola, disseminado a consciência que somos iguais pelo Batismo, e que temos um dever importantíssimo, porque somos protagonistas, anunciadores do Evangelho, para assim viver bem o Ano do Laicato na Igreja e no mundo. Equipe Diocesana de Articulação para o Ano do Laicato José Norman/Celia Soares laicatoguarulhos@gmail.com
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS - ABRIL 2018
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BÍBLIA
LITURGIA
um credo recitado duas vezes ao dia
MINISTROS DA COMUNHÃO Os ministros e ministras extraordinários da comunhão contribuem para que a presença do Senhor seja experimentada como evento de salvação. Vamos ver como este serviço aparece, em dois relatos das antigas comunidades de Roma. São Justino, no século II, dá testemunho sobre a distribuição da comunhão, após a celebração da Eucaristia: depois das leituras, ensinamentos, ações de graças e partilha do pão e do vinho, os diáconos enviavam os alimentos “eucaristizados” aos irmãos e irmãs ausentes. Analisando também o relato do martírio de São Tarcísio, no século III, conclui-se que ele era um acólito ou ministro. Ainda adolescente, sofreu o martírio ao levar a comunhão aos cristãos encarcerados. Na Instrução Geral do Missal Romano, os serviços que designamos como ministros da comunhão são elencados sob o termo “acólitos”. E “o acólito é instituído para o serviço do altar, para auxiliar o sacerdote e o diácono. Compete-lhe principalmente preparar o altar e os vasos sagrados, e, se necessário, distribuir aos fiéis a Eucaristia, da qual é ministro extraordinário” (n. 98). Porém, é no ato de levar a comunhão aos enfermos e idosos que se manifesta o caráter pastoral deste ministério, para incluir na comunhão com a Igreja os que não podem se fazer presentes nas celebrações. Mais do que levar a comunhão, os ministros são chamados a ser instrumentos da comunhão entre Cristo e a Igreja, dentro da sua co-
munidade, sendo pessoas de diálogo e reconciliação. São João Paulo II, na carta apostólica pela abertura do novo milênio (06/01/2001), chama todos os cristãos a viver uma “espiritualidade de comunhão”. Viver uma espiritualidade de comunhão, segundo São João Paulo II, exige quatro atitudes fundamentais: 1. enxergar a luz da Trindade nos irmãos e irmãs ao nosso redor; 2. partilhar as alegrias e os sofrimentos dos irmãos de fé; 3. ver o que há de positivo no outro, para acolhê-lo e valorizá-lo como dom de Deus; 4. levar os fardos uns dos outros e rejeitar as tentações egoístas que geram competição, suspeitas e ciúmes. Diz ele que “fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão é o grande desafio que nos espera no milênio que começa, se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo” (n. 43). Desta maneira, percebemos que este ministério existe para manter viva a presença e ação de Cristo nos membros de seu corpo, que é a Igreja. Mais do que distribuir o pão consagrado na assembleia que celebra, são chamados a viver uma caridade ativa e integradora. Que os ministros e ministras da comunhão possam sempre dar este testemunho em nome da comunidade, ao levar a luz e a paz do Senhor a quem sofre!
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS - ABRIL 2018
Pe. Jair Costa assessor diocesano de Liturgia
A leitora e o leitor fica inquieto ao perceber os inúmeros nomes atribuídos a Deus, nas páginas bíblicas. Elohim parece ser o deus dos pais, o deus dos antepassados (Ex 3,6; cf. Gn 31,53); El Shaddai, o deus das montanhas (Ex 6,3, cf. Gn 17,1); o Deus dos hebreus (Ex 5,3; 3,18; 7,16) e El, o deus supremo do panteão cananeu (Nm 23,22; 24,8; cf. Gn 33,20; 35,7). O nome do deus chamado Javé será apresentado como uma divindade que ouve, conhece, vê e age para libertar suas filhas e filhos. O deus de nome Javé, ao longo dos anos, será cultuado como uma divindade que liberta de tipo de opressão. Faz “o povo sair da escravidão” (Ex 3,7-8). Um Deus diferente dos deuses egípcios e cananeus, que é celebrado na recitação dos textos bíblicos: “Eu sou o Senhor, apareci a Abraão, a Isaac e a Jacó” (Ex. 6,2). Um Deus vivo que dialoga e convive com os momentos altos e baixos vividos por Israel (Ex 15,2-3; 6,2-7; 3,13-15; 3,7-8; 3,18; 7,16). No texto do livro do Dt 6,4-9, Javé é compreendido como deus “Um”. A narrativa, surgida antes do exílio babilônico, ocorrido entre os anos 597-536 a.C., forma a oração conhecida pela comunidade judaica por Shema Israel: Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o Senhor que é Um. E amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma e com toda a tua força. E
que estas palavras que hoje eu te ordeno estejam em teu coração. E tu as inculcarás aos teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando em teu caminho, no teu deitar e quando estiveres de pé. E tu as atarás como sinal, sobre tua mão e serão como filactérios entre os teus olhos. E tu as escreverás nos umbrais da tua casa, e nas portas de tuas cidades” No ano 860 d.C, ocasião em que o rabino Amran Gaon, publicou o primeiro sidur – livro de oração – o gesto de recitá-la duas vezes ao dia - manhã e tarde - expressa o desejo da comunidade se colocar livremente diante dos desígnios de Adonai que está próximo dos projetos, dos desafios e das realizações humanas. Tal profissão de fé é introduzida pela palavra Shema (Ouve) e expressa uma atitude diante da aproximidade divina. Insistências, tais como percebemos na narrativa, – amarás, inculcarás, falarás - ressaltam que a vida ao cumprir a vontade de Deus, passa a ser sede, morada do amor divino. O Deus Um passa a ser o Deus de todos. Pois o fato deste Deus existir fez Dele “nosso Deus”. Ele é somente nosso Deus se nós mantemos um relacionamento com Ele na medida em que realizamos o que Ele requer de nós. Pe. Antonio CARLOS Frizzo ASSESSOR DA ESCOLA DE FÉ E CIDADANIA
seminário
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nossa senhora das vocações - 20 anos de coroação na diocese de guarulhos Por proclamação do Papa João Paulo II, em 11 de fevereiro de 1981, foi criada a Diocese de Guarulhos, desmembrada da Diocese de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, polo de desenvolvimento industrial, econômico e demográfico do país. A Diocese de Guarulhos abrangeria, na época de sua criação, aproximadamente 533 mil habitantes, e, entre os mais diferentes desafios pastorais que a região episcopal recém-criada enfrentaria era de frutificar vocações sacerdotais aos fieis para Igreja particular de Guarulhos. Em seu início, o presbitério da Diocese de Guarulhos era formado por vinte e um sacerdotes, sendo três incardinados na Diocese de Guarulhos; nove sacerdotes pertencentes a outras dioceses e os demais presbíteros pertencentes a diversas localidades do mundo e enviados para missão em comunidades da América Latina. Na criação da Diocese, o Seminário Diocesano contava com a presença de sete seminaristas. Os candidatos ao presbitério residiam em moradias adaptadas até se que se preparasse um local adequado para a formação dos seminaristas. Os anos se passaram e a Diocese de Guarulhos se expandia em níveis populacionais, crescendo o desafio da evangelização nos diversos polos comunitários da cidade – crescendo também a necessidade de novos pastores para atender os fiéis do município. Em 1993 marcou a aquisição do atual terreno do Seminário de Guarulhos. O Seminário – considerando tudo o que representa – refletia o crescimento dinâmico pastoral da própria Igreja de Guarulhos. Entretanto, eram poucos os jovens que se apresentavam para realizar uma plena caminhada vocacional, o que não colaborava na exigente presença de novos sacerdotes para atender aos fiéis em diversas regiões da cidade. Em 1998, vendo que o desafio que a Diocese exigia, o Padre Antônio Bosco, reitor do Seminário Diocesano durante este período, realizou uma viagem a Bolonha, na Itália, no Santuário de Madonna da Bocca de Rio, local onde a Virgem Maria se manifestou a duas crianças. Com o coração perturbado pela situação da escassez de vocações em Guarulhos, o Padre Bosco rezava pedindo a Deus uma forma de germinar nos jovens a semente da vocação, colaborando, assim, nas ações pastorais nas comunidades da Diocese. Eram necessárias muitas e santas vocações para a Guarulhos. Para sua surpresa, ao final da Santa Missa no Santuário dedicado aquela aparição mariana em Bolonha, Padre Bosco recebeu
do responsável do local um ícone de Nossa Senhora. Naquele momento, em uma ação iluminada por Deus, Padre Bosco denominou aquela imagem da Virgem Maria ao título de Nossa Senhora das Vocações e que seria figura representante de uma jornada diocesana de orações e súplicas a Deus para o envio de jovens que se determinariam a serem presbíteros na Diocese de Guarulhos. Era a Virgem Maria a ser a protagonista na grande prece dos fiéis de Guarulhos ao Senhor da Messe para que Ele enviasse mais operários para a Sua messe. Em seu retorno a Guarulhos, Padre Bosco providenciou em organizar campanha para auxiliar materialmente e, principalmente, espiritualmente as vocações na Diocese de Guarulhos com a campanha “Amigos do Seminário”, que visava reunir colaboradores que rezassem e contribuíssem para a formação dos seminaristas em sua caminhada vocacional. Padre Bosco organizou também a ação das zeladoras das Capelinhas de Nossa Senhora das Vocações: fiéis que decidiram acolher uma réplica do ícone da Virgem das Vocações e, de casa em casa, rezassem em família pelas vocações. Por fim, Padre Bosco decidiu construir nos jardins do Seminário uma pequenina e singela Capela dedicada a Nossa Senhora das Vocações, o qual impregna de ternura materna todo o ambiente, convertendo-se em expressão de amor à Virgem Maria, que toma pela mão cada jovem que procura o Seminário a fim de discernir o chamado do Senhor. Hoje, a Capela de Nossa Senhora das Vocações no Seminário tornou-se um local peregrino de oração, onde os fiéis – e, principalmente, os jovens vocacionados – buscam refúgio na Santa Mãe de Deus em seu caminho de fé. Com alegria, podemos dizer que nossa amada Diocese de Guarulhos empenhou prodigiosamente seus esfor-
ços na ação evangelizadora na cidade. O Seminário Diocesano, considerado o coração da Diocese, é expressão do crescimento espiritual e pastoral de Guarulhos. Hoje, o Seminário Diocesano, graças à oração dos fiéis pela intercessão de Nossa Senhora das Vocações, formou dezenas de sacerdotes, que santificam, governam e ensinam o Povo de Deus em Guarulhos. Rendemos graças a Deus pelas maravilhas realizadas pela mediação da Virgem Maria, Mãe das Vocações, em seus vinte anos de entronização no Seminário Diocesano de Guarulhos. Que ela continuem intercedendo sempre pela perseverança e santidade de nossos sacerdotes e seminaristas. VITOR AZEVEDO SEMINARISTA DIOCESANO
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS -ABRIL 2018
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PROGRAME-SE
5
INSTALAÇÃO DA DIOCESE 1981 - 37 anos
15
08h - 17h
RCC - MUR
Aprofundamento de Dons
Escritório RCC
7
09h - 12h
Cár. Diocesana
Form. Voluntários
Sede da Cáritas
7
16h
Pastoral Operária
Reunião \ Coordenação
Santa Cruz Taboão
15
10h - 15h
Past. Criança
Show de Prêmios
CDP - Centro Diocesano Salão
7
15h
PASCOM
Reunião Diocesana da PASCOM
CDP - Pe. Lino
17
19h30
CEB’S
Encontro CEB’S CDP - Centro Forania Aparecida Diocesano Salão Rosário Imaculada
7
14h - 16h
Pastoral Carcerária
Reunião Mensal
Catedral N. Sra da Conceição
18
09h
PPI
Reunião
7
14h30
Catequese
Reunião da Equipe da Catequese
Santa Mena
20
ANIVERSÁRIO NATALÍCIO - DOM EDMILSON AMADOR CAETANO
20
19h30
Past. Dízimo
Missa dos Amigos Seminário Lavras do Seminário
Encontro de Animação Pastoral
CDP - Centro Diocesano Salão
7
09h
Seminário Diocesano
21
09h
Catequese
Formação Repres. Forania Paroquiais Imaculada
Soc. de São Vicente de Paulo
Reunião do Conselho Central
Rua Birigui, 261 Cumbica
7
08h30
22
07h - 13h
RCC
08h
Pastoral da pessoa Idosa
Capacitação
Modulo Básico
CDP - Centro Diocesano Salão
7 8
22
14h30
Past. Saúde
8
15h
Sem.Diocesano Escola Diaconal
Seminário Lavras
Enc.Diocesano de Agentes Hospitais
CDP - Centro Diocesano Salão
8
08h - 14h
RCC
4º ECOM
Escritório RCC
25
9:30
CP
Re.Geral do Clero
8
08h - 17h
RCC - MMA
Dança e Teatro
Definir
Seminário Diocesano - Lavras
8
10h
Par. Sto Antonio Almoço
Curia Diocesana
25
13h30
Equipe Formação Seminário
Reunião Equipe de Formadores
Seminário Diocesano Lavras
8
08h - 17h
Ministério de Intercessão
Formação para Intercessores
Definir
26
7h30
Seminário Propedêutico
Seminário Santo Antonio Gopoúva
9
20h
Past. Sociais
Reu. Coordenação Past. Sociais
Centro Social Elizabeth Bruyère
Missa e Encontro com Dom Edmilson às 8h15
26
09h30
CDAE
Ass. Econômicos
Cúria Diocesana
Pastoral Litúrgica
Semana de Liturgia - Forania Bonsucesso
Sant. N. Sra do Bonsucesso
27
14h
Cáritas
4º Enc. 3ª Idade
Sede da Cáritas
27
15h
Economato
Administrativo
Cúria Diocesana
Seminário Diocesano
Presença do Bispo - Missa as 17h
Seminário Diocesano Lavras
27
19h30
CEB’S
Encontro CEB’S For. Bonsucesso
28
14h - 17h
Pastoral da Sobriedade
Reunião Diocesana Ordinária
CDP - Sala Pe. Tito
28
09h
CEB’S
Reunião Equipe CEB’S
N. Sra Fátima Vila Fátima
28
15h
Equipe de Articulação do Laicato
Reunião da Equipe
CDP - Sala Pe. Lino
9 13
Santa Luzia Mikail
Sede da PPI
10
09h30
11 20
Assembleia Geral da CNBB
14
14h30
Pastorais Sociais
FÓRUM das Pastorais Sociais
CDP - Centro Diocesano Salão
14
14h
SAV - PV
Reunião Mensal
Casa da Irmãs Carmelitas Taboão
14
14h30
IAM
Reunião Assessores da IAM
Catedral N. Sra da Conceição
14
15h - 17h
Pastoral do Batismo
Reunião Coordenadores (2 por Paróquia)
CDP - Sala Pe. Lino
28
15h
COMIDI
14
15h
COMIDI
Formação Missionária - Bonsucesso - Fátima
Salão Paroquial N. Sra Bonsucesso
Form.Missionária CDP - Centro Aparecida, Imacu- Diocesano Salão lada, Rosário
28
08h30
Catequese
Formação/Repres. Forania Fátima Paroquiais
14
08h30
Catequese
Repres.Paroquiais Forania Aparecida
28
08h30
Catequese
14
08h30
Catequese
Formação Repres. Forania Rosário Paroquiais
Formação/Repres. Forania Paroquiais Bonsucesso
29
08h - 17h
COMIDI Juventude Missionária
Missão Diocesana - (1º Semestre)
São Francisco Assis - Nações
Legião de Maria Congresso da Legião de Maria
CDP - Centro Diocesano Salão
29
08h 12h30
RCC - Familias
Formação
Capela do Rosário
CENPLAFAM
Reunião
CDP - Sala
30
21h - 05h
RCC - Ministério Jovem
Vigilia Juventude em chamas
Catedral N. Sra Conceição
15
15
15h
Aparecida
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS - ABRIL 2018
VAI ACONTECER
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padres Aniversariantes de ABRIL
Nascimento 03 (1951) Pe. Luiz Carlos Kalef 10 (1966) Pe. Romualdo Nunes de Almeida 12 (1989) Pe. Thiago Ramos dos Santos 12 (1986) Pe. Luiz Carlos de Brito 13 (1980) Pe. Edson Roberto dos Santos 20 (1960) Dom Edmilson Amador Caetano 22 (1961) Pe. José Miguel da Silva Filho 25 (1984) Pe. Rodrigo Cardoso 28 (1956) Pe. Jaime Gonçalves
Ordenação 02 (1989) Pe. Renato Bernardes Duarte 02 (1989) Pe. Megumi Nagayama 10 (1988) Pe. Tarcísio Anatólio de Almeida 21 (2009) Pe. Fabrício Bezerra Lopes 21 (2009) Pe. Paulo Leandro da Silva 21 (2009) Pe. Pelegrino de Rosa Neto 21 (2009) Pe. Daniel Reichter 24 (1988) Pe. Gildarte Abílio Costa 24 (1988) Pe. Elisio Melo 28 (1996) Pe. Jair Oliveira Costa
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS - ABRIL 2018
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Igreja em missão
A GRAÇA DO 1º ANO DO MINISTÉRIO EPISCOPAL “Para mim o viver é Cristo” (Fl 1, 21). Glorificando a Deus por um ano de Ministério Episcopal, retomo as palavras do Apóstolo Paulo, para expressar meu carinho e gratidão à Diocese de Guarulhos, pela minha história escrita, da qual o povo de Deus desta cidade teve e tem grande participação: “Assim, meus irmãos, a quem quero bem e dos quais sinto saudade, minha alegria, minha coroa, meus amigos, continuai firmes no Senhor” (Fl 4,1). Alargando os horizontes do meu amor pela Igreja, desenvolvo o meu ministério como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte – MG, que conta com aproximadamente cinco milhões de habitantes; quase trezentas Paróquias; quatro Regiões Pastorais e uma Região de missão; trinta Foranias; com setecentos presbíteros; além de um imenso número de religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, que vou conhecendo cada vez mais, e animando-os na caminhada de fé. Diante das comunidades, nas Missas que presido (feriais, dominicais, Crismas, Ordenações, Festas de Padroeiros); nos diversos encontros de formação; reuniões de encaminhamentos pastorais, de modo especial no acompanhamento das Pastorais Sociais da Arquidiocese, sinto o carinho do Povo de Deus, que procura na pessoa do Bispo a Pessoa de Jesus Cristo. Ser Bispo tem sido para mim a graça de cuidar do rebanho como pai, amigo e pastor, animando e corrigindo, quando necessário; estreitando laços de conhecimento de novas pessoas, novas experiências. Nesta nova realidade, com os desafios acentuados pelo momento nacional de incertezas no âmbito da política; alguns com pouca esperança ou crédito no mundo da política; com a diminuição e esfriamento da chama da profecia no coração de alguns, me empenho na missão evangelizadora, buscando ser um instrumento de ânimo e encorajamento na caminhada de todos, pois, é na adversidade, sobretudo, que devemos dar razão de nossa esperança e multiplicar espaços e grupos de reflexão, para que não nos evadamos do sagrado compromisso da construção do Reino, que passa, necessariamente, pela vivência da caridade, e a CORREIOS IMPRESSO ESPECIAL 7220993744 - DR/SPM MITRA DIOCESANA
FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS - ABRIL 2018
Igreja nos ensina que a política, no seu sentido mais autêntico, é a sublime expressão da caridade. Concluo assegurando minhas orações pela Diocese Guarulhos, que completa 37 anos de existência, para que continue, com amor, zelo e alegria, proclamando a Palavra de Deus nesta Cidade, e ao mesmo tempo, peço que rezem por mim, para que, no cumprimento do ministério, eu seja fiel no tríplice múnus de santificar, ensinar e governar a Igreja, dando sentido ao meu Lema Episcopal, que deve guiar a minha vida e ação como bispo da Igreja: “Para mim o viver é Cristo” (Fl 1,21). Rogo a Virgem Maria, sob o título de nossa Senhora da Boa viagem, que abençoe a todos, para que permaneçamos firmes no Senhor. Dom Otacilio F. Lacerda Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte - MG
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