Enfoque Pastoral
Editorial Renasce a Esperança com o Ressucitado
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ueridos leitores a capa deste mês demonstra o renascer da esperança que herdamos com a ressurreição de Jesus Cristo. Renova o compromisso de cada um saber cuidar do ambiente e das pessoas como nos propõe a reflexão do manual da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano dizendo: “A harmonia do ser humano com o meio ambiente aparece bastante na bíblia como símbolo da vida gretificante que Deus planejou para nós. Vemos isso no começo, com uma descrição poética de como deveria ser o mundo: o jardim do Éden, onde “brotava da terra uma fonte , que lhes regava toda a superficíe” ( Gn 2,60). O ser humano “formado do pó da terra” é outro símbolo da relação que Deus quer que tenhamos com a natureza. Temos a tarefa de sermos jardineiros e jardineiras de um jardim que reflete a harmonia desejada por Deus: “Deus tomou Adão e o colocou no Jardim do Éden, para que o cultivasse e guardasse” ( Gn 2,15). Na Nova Jerusalém do Apocalipse, temos de novo um símbolo que evoca a natureza como fonte da vida: um rio de água vivificante que brilhava como cristal e brotava do trono de Deus. Além disso, reaperece a árvore da vida, que dá fruto doze vezes por ano, produzindo cada mês o seu fruto e sua folhas servem para curar as nações (Ap 22, 1-2). A água, limpa e potável, também aparece muito como símbolo da vida digna e presnete de Deus. Nesse sentido, temos , por exemplo, a água que Moisés fez brotar no deserto ( Ex 17,6 ). A água e a natureza bem cuidadas são sinais de presença de deus e apelos de fidelidade à missão que a humanidade recebu do Criador. A água e a natureza são grandes presentes e, em qualquer situação da nossa vida, estragar um presente é uma ofensa a quem generosamente o oferece”. ( Manual da CFE, p. 46 e 47). Portanto, mesmo em meio a tantas situações áridas existentes em nossa vida não podemos perder a confiança que um novo broto nascerá e se bem cultivado dará muitos frutos agradáveis a Deus. A equipe da Folha Diocesana deseja a cada colaborador e leitor Feliz Páscoa! FOLHA DIOCESANA DE GUARULHOS: Diretor Geral: Pe. Marcos V. Clementino - pascom@diocesedeguarulhos.org.br Jornalista Resp.: Rodrigo M. Lovatel - MTB. 46.412 - SP Secretária: Caetana Cecília Filha Orientação Pastoral: Pe. Otacílio F. Lacerda Editoração Eletrônica: Luiz Marcelo Gonçalves - 11 991346144 Impressão: Gráfica Marmar - Fone: 11 7830-2554 Cúria Diocesana - Av. Gilberto Dini, 519 - Bom Clima - Cep: 07122-210 Contato: 11 2408-0403 - Email: folhadiocesana@diocesedeguarulhos.org.br Tiragem: 29.000 exemplares - www.diocesedeguarulhos.org.br
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Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
Avançando para águas mais profundas
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luminadora é a passagem em que Jesus convida Pedro a avançar para as águas mais profundas e lançar as redes, depois de uma noite de fracasso e de redes vazias. Pedro, em atenção à Palavra de Jesus, joga as redes, que foram puxadas cheias de peixes (Lc 5,1-11). Aquela noite de fracasso, de cansaço inútil e redes vazias, cedeu lugar à pesca milagrosa, à abundância de peixes. Desde então, Pedro, João e Tiago deixaram os barcos e as redes e se tornaram pescadores de homens, conforme o Senhor mesmo o disse. Nisto consiste a missão da Igreja, ontem, hoje e sempre: confiar na Palavra do Senhor, e, com coragem e ousadia, resgatar a humanidade para uma vida mais plena e feliz. Confiantes na Palavra e presença do Senhor e do Seu Espírito, nossos trabalhos se multiplicam para que o Reino de Deus se torne uma realidade, ainda que em pequenos sinais, antecipando a glória do Reino definitivo. Neste sentido, nossa Diocese dá os primeiros passos na concretização das cinco urgências da evangelização, e alguns sinais podem ser contemplados. Como Igreja em estado permanente de missão, lançamos as redes em águas mais profundas, revigorando ou criando os COMIPAS (Conselho Missionário Paroquial); fortalecendo o Ministério da Visitação, em perfeita comunhão com o COMIDI (Comissão Missionária Diocesana). Sendo a Igreja o Lugar da Iniciação à Vida Cristã, lançamos as redes visando uma catequese com inspiração catecumenal, a exemplo das primeiras comunidades; com a implantação do RICA (Rito de Iniciação Cristã de Adultos), a fim de que nossos catequistas continuem o processo permanente de formação, participando da Escola Diocesana de Catequese. Lançamos as redes em águas mais profundas para que a nossa Igreja seja sempre o Lugar de Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, difundindo a prática
da “Lectio Divina” (Leitura Orante), criando ou fortalecendo a Escola da Palavra nas Foranias, bem como exortando que mais pessoas participem da Escola Diocesana de Ministérios. Uma verdadeira Comunidade de Comunidades, que vive a fraternidade e a solidariedade, é como devem ser as nossas Paróquias. Para tal, lançamos as redes, fortalecendo a Pastoral de Conjunto e seus Conselhos; criando a setorização das Paróquias; incentivando os grupos de reflexão e as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base). Ecoando as palavras do Senhor, lançamos as redes em águas mais profundas para que a Igreja esteja sempre a Serviço da Vida Plena Para Todos, acolhendo de modo especial o novo Subsídio Diocesano, à luz da Encíclica “Laudato Si”, que deve ser estudado por todas as pastorais, sobretudo as de cunho social. Também pela necessidade da participação social e política dos cristãos leigos na construção de Políticas Públicas justas, é importante o conhecimento e aprofundamento da DSI - Doutrina Social da Igreja - uma riqueza inesgotável. Enfim, que neste Tempo de Quaresma, tenhamos a graça da sincera conversão, desinstalados de qualquer tentação de acomodação ou omissão, e em total fidelidade à Palavra de Jesus, evangelizando com zelo, amor e alegria. Com o Senhor, temos certeza de que nossas redes jamais ficarão vazias, e nossas noites escuras jamais serão um prolongado fracasso, sem esperança. Crendo em Jesus Cristo, e com Ele caminhando, assumindo com coragem a nossa cruz de cada dia, continuemos dando passos para celebrarmos sempre no Altar do Senhor as incontáveis graças recebidas. E como discípulos missionários d’Aquele que tem a última Palavra; d’Aquele que fez, faz e fará sempre novas todas as coisas, com a Sua Ressurreição, transborde em nosso coração a alegria Pascal. Pe. Otacilio F. Lacerda Coordenador Diocesano de Pastoral
O subsídio da Doutrina Social da Igreja está disponível em nosso app: Acesse de seu celular: app.vc/diocesede guarulhos
ESCOLA DA PALAVRA NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM
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o primeiro domingo da Quaresma, a tradição litúrgica da nossa Igreja faz ressoar em nossos ouvidos: “Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus.” Esta palavra que sai da boca de Deus é o que anima e ilumina a nossa caminhada quaresmal, não só quaresmal, mas toda a nossa vida cristã. Esta Palavra deve ser também a que anima toda a nossa pastoral, como nos ensina as DGAE n.54: “A animação bíblica de toda a pastoral, indo além de uma pastoral bíblica especializada, é um caminho de conhecimento e interpretação da Palavra, um caminho de comunhão e oração com a Palavra e um caminho de evangelização e proclamação da Palavra. O conato interpretativo, orante e vivencial com a Palavra de Deus não forma, necessariamente doutores; forma santos.” Temos que ter a coragem de admitir que grande parte dos católicos não têm contato diário com a bíblia. Grande parte também sequer sabe manusear a bíblia para encontrar uma citação, por exemplo. É a Palavra que, na força do Espírito, vai gerando em nós a fé. Sem escutar esta Palavra, crescemos na estatura, mas permanecemos infantis na fé. Temos vivido, em grande parte, uma fé marcada por devoções. Nada em contrário à piedade popular, mas é preciso dar conteúdo bíblico a todos os momentos da nossa vida na caminhada da Igreja. “O discípulo missionário acolhe e vive a Palavra de Deus em comunhão com a Igreja. Ao escutar atentamente a Palavra, ele sabe que não o faz isoladamente, mas em comunhão com todos os que também acolhem, como dom na
Agenda do Bispo 05 09h – Palestra na Assembleia Regional da Pastoral Familiar – CDP 12h – Missa de enc. das 24 horas para o Senhor – For. Aparecida – Santa Mena 19h – Missa de enc. das 24 horas para o Senhor - For. Fátima – NS Fátima - Aracília
06 Crismas -10h par. São Judas - Jd. Alice e 17h par. São Francisco - Nações 07 19h30 – encontro com os jovens da comunidade Santa Maria Goreti – paróquia S. Judas – Jd. Alice 08 09h30 – Reunião com o clero da For. Bonsucesso e 20h – Confissões 09 09h30 – Reunião com o clero da forania Fátima e 20h – Confissões 10 09h30 – Reunião com o clero forania Imaculada 19h30 – Missa comunidade NS Aparecida par. Santa Luzia – Alvorada 11 06h – Missa (penitencial) comunidade NS da Pureza – par. São Geraldo 09h30 – Reunião com o clero forania Aparecida 15h – Reunião seminaristas e 17h – Missa no seminário do Lavras 12 08h – Palestra Enc. Estadual RCC em Osasco 16h – Encontro com a Banda Lírios do Vale 19h – Missa comunidade Sant. Trindade – par Santa Rita – Jd. Cumbica 13 08h30 – Missa comunidade São Paulo - par. Santa Rita – Jd. Cumbica 10h30 – Missa comunidade Santa Paulina - par. Santa Terezinha
Igreja e com toda a Igreja. Assim, a Palavra é saboreada sobretudo em espírito eclesial. Nesta terceira urgência da evangelização, a nossa X Assembleia Diocesana de Pastoral elegeu como prioridade a instituição da Escola da Palavra em todas as foranias da diocese. As foranias já estão se articulando. Algumas paróquias também estão organizando em nível local estas Escolas. A diocese preparou um subsídio de introdução geral à Sagrada Escritura – ABC da Bíblia – que é uma preparação para a Escola da Palavra propriamente dita. Entretanto, como a meta deste contato com as Escrituras é não ignorar o Cristo, animar e iluminar a pastoral, formar santos, a Folha Diocesana, a partir de abril voltará a publicar os subsídios para a Leitura Orante. A temática deste ano será “As obras de misericórdia materiais e espirituais”. Será uma das maneiras de vivenciar este Ano Santo extraordinário da Misericórdia que estamos vivendo. Que todos saibam aproveitar os momentos de contato com a Palavra de Deus. Que façamos sempre mais desta Palavra o elemento essencial de animação da nossa atividade pastoral. +Edmilson Amador Caetano, O.Cist. Bispo Diocesano
15h – Presença no Enc. Vocacionados ao seminário – Catedral 16h30 – Palestra ECC 3ª. etapa - par. NS de Fátima – Aracília 18h – Missa no enceramento ECC 3ª. etapa - par. NS Fátima – Aracília 14 09-12h – Reunião dos bispos da Província Eclesiástica – São Paulo 15 09h30 – Economato e 20h – Confissões 16 09h30 – Colégio de Consultores e 20h – Confissões 17 07h – Missa e reunião Seminário Propedêutico 19h30 – Celebração de Admissão às Ordens Sacras – Seminário Lavras 18 05h – Missa (penitencial) par. Santa Mena e 19h30 – Missa par. São José 19 10h30 – Palestra Cursinho SOL 15h – Missa comunidade São José – paróquia NS Aparecida – Cocaia 17h30 – JORNADA DIOCESANA DA JUVENTUDE – Catedral 20 09h – Procissão e Missa do Domingos de Ramos e da Paixão – Catedral 21 19h30 – Missa Crismal – Catedral de São João da Boa Vista 24 10h – Missa Crismal – Catedral e 20h – Missa in coena Domini – Catedral 25 15h – Celebração da Paixão e Morte do Senhor – Catedral 26 19h30 – Vigília Pascal – Catedral 23h30 – Vigília Pascal com as comunidades neocatecumenais - CDP 27 11h – Missa Catedral 17h30 – Missa com. Sta Maria Goreti – par. São Judas – Jd. Alice Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
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Falando da Vida
Vocação
ABRAÇANDO A DOR A Páscoa nos ensina a compreender e aceitar o significado da cruz
Nova turma no Seminário Propedêutico
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o dia 19 de fevereiro, tivemos o início das atividades em nosso Seminário Propedêutico Santo Antônio, localizado aqui no bairro de Gopoúva, ao lado da paróquia do mesmo nome. O Seminário Propedêutico é a primeira etapa do processo formativo dos candidatos ao sacerdócio. Durante o período de um ano, os vocacionados aprofundam o seu discernimento vocacional, adaptam-se a este novo estilo de vida e se preparam através dos estudos e oração. Foi com grande alegria, que acolhemos neste dia 14 jovens vindos de várias foranias de nossa diocese. Seguem os nomes em ordem alfabética: Adriano, Amaury, Benedito, Bruno Conte, Bruno Santos, Caio, Douglas, Gabriel, Jefferson, João, José Iran, Mateus, Vitor e William. Após a acolhida, tivemos um final de semana para o entrosamento do grupo e vida comunitária. Na terça, dia 22, iniciamos o nosso retiro espiritual no Centro de Espiritualidade Flós Carmeli, em Mairiporã. O retiro foi orientado pelo padre José Alexandre, da paróquia Santa Terezinha de Cumbica. Padre José pregou a respeito do mistério da vocação e seus desdobramentos na vida de seminário. Houve vários momentos de oração, santa missa e momentos de partilha. Padre José Alexadre encantou a todos com suas palavras e testemunho. No último dia, dia 26, nosso bispo D. Edmilson se fez presente e celebrou a missa de encerramento. Roguemos ao Senhor da Messe, que ilumine a vocação de nossos seminaristas. Que eles perseverem e façam a vontade de Deus. Conto com a oração de todos! Pe. Edson R. dos Santos Reitor do Seminário Propedeutico
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Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
Páscoa é a festa mais importante para os cristãos porque significa libertação, a passagem da morte para a vida, das trevas do pecado para a luz. Tem íntima relação com a libertação do povo de Deus que era escravizado no Egito. Sendo assim, a Páscoa é também um importante momento, para fazer uma reflexão interior sobre o significado da dor e a importância do perdão. Jesus através da sua postura diante da cruz e da maneira como enfrentou a agonia e o martírio no calvário, nos dá um ensinamento interessante sobre como lidar com situações extremas de dor e de perda.
“O sofrimento faz parte da vida e em muitos casos, é melhor aceitá-lo com resignação compreendendo o seu sentido profundo.” A primeira lição que podemos tirar é que Jesus não sofreu por masoquismo, nem para obter prestígio. Ele não buscava a obtenção de ganhos secundários, mas tinha um grande ideal que era salvar a humanidade e por isso, aceitou ir até as últimas conseqüências, isto é, morrer na cruz. Também nós, na nossa história de vida, enfrentamos momentos de dor e de perda e às vezes ficamos desanimados pensando que a nossa cruz não tem o menor sentido. No mundo atual marcado pelas conquistas tecnológicas, pelos avanços da ciência especialmente na área da saúde, fica difícil entender e aceitar o sofrimento.
As indústrias químico-farmacêuticas nos oferecem remédios para todos os males, desde uma simples dor de cabeça até a mais grave depressão. Os meios de comunicação com sua publicidade e propaganda, nos empurram para uma só direção: a busca do conforto e do prazer. Diante dessa realidade, fica cada vez mais difícil compreender e aceitar o significado da palavra cruz. Imaginem como é difícil educar as crianças e ensinar sobre a vida de Jesus, marcada pelo sofrimento, nos tempos atuais. Infelizmente, nossos valores são outros. Falar sobre dor, sofrimento e perdão ficou totalmente fora de moda. Muitas vezes no meu trabalho como psicólogo, deparo-me com pessoas que, embaladas na ideologia do prazer e do conforto, não aceitam a dor e querem soluções mágicas e imediatas. A maioria delas quer eliminar, cortar, apagar tudo o que se refere ao sofrimento, especialmente do passado numa fantasia de querer viver só o que é positivo e agradável desprezando, assim os momentos tristes e penosos da vida. Infelizmente, não existe uma terapia que seja capaz disso e se existisse não seria boa. O sofrimento faz parte da vida e em muitos casos, é melhor aceitá-lo com resignação compreendendo o seu sentido profundo. A Páscoa abre em nosso coração uma janela e nos convida a olhar dentro de nós mesmos, abraçar a nossa dor e viver a liberdade transformando dores em alegria usando para isso, o remédio mais eficaz que Jesus nos deixou: o perdão. Feliz Páscoa a todos. Romildo R. Almeida Psicólogo Clínico
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Celeridade nos Processos Matrimoniais
Sala de Imprensa da Santa Sé, no dia 08 de setembro, apresentou dois novos documentos pontifícios (Motu Proprio) que dizem respeito claramente aos processos de nulidade matrimonial. As alterações constam nos dois documentos “Mitis Iudex Dominus Iesus” (Senhor Jesus, manso juiz) e “Mitis et misericors Iesus” (Jesus, manso e misericordioso), ele contém as indicações para a reforma do processo de declaração de nulidade matrimonial e alteram o Código de Direito Canônico promulgado em 1983 por São João Paulo II e o Código de Cânones das Igrejas Orientais promulgado pelo mesmo santo em 22 de fevereiro de 1991. De uma leitura do documento eu me deterei no que se refere ao Código de Direito Canônico (ou seja para a Igreja Latina): depreende-se de que o Santo Padre Francisco quer valorizar o papel do Bispo Diocesano como o supremo juiz em sua Igreja Particular, conforme doutrina do Concílio Vaticano II. Em se tratando de causas matrimoniais, em que a demanda é sempre muito grande, a grande novidade agora é que o casamento, quando se chega a certeza moral de que este é nulo, poderá ser declarado apenas por uma só sentença favorável para a nulidade executiva. Até o presente momento eram necessárias duas sentenças conformes, ou seja, iguais de nulidade, de primeiro e de segundo grau, ou de primeiro e de terceiro grau ou de segundo e de terceiro grau. Agora não será mais necessária a decisão de dois tribunais. Com a certeza moral do primeiro juiz (colegial ou monocrático), o matrimônio será declarado nulo. A grande inovação que o Santo Padre nos presenteou é na inovação de juízo único. O que significa isso? Significa que um Juiz, no caso o próprio Bispo Diocesano, ou outro delegado por este, que é a única autoridade judiciária dentro de sua Diocese, poderá chegar a certeza moral da nulidade matrimonial. O bispo diocesano, via de regra, delega o seu poder judiciário para o vigário judicial. Este é aquele que faz as suas vezes, e em matéria judicial, o vigário do bispo é o seu vigário judicial. No exercício pastoral da própria “autoridade judicial”, o Bispo deverá assegurar que não haja atenuações ou abrandamentos. Isso é para que o processo esteja sob a responsabilidade do Bispo facilitando a celeridade do andamento processual, em que o processo seja mais ágil, porque justiça retardada é justiça negada na Igreja e em todos os âmbitos judiciários. O Motu Proprio diz que o processo poderá ser mais curto quando: “a proposta deve ser feita por ambos os cônjuges ou por um deles, com o consentimento do outro; ocorram circunstâncias de pessoas e pessoas, apoiadas por testemunhos ou documentos, que não necessitam de uma investigação ou instrução processual mais aprofundada, e torne manifesta a nulidade”. Trata-se de um pro-
cesso rápido, célere, diferente do processo ordinário que continuará da mesma forma. Estão inclusos neste processo mais rápido, de acordo com o cân. 16831687 “Por exemplo: a falta de fé que pode gerar a simulação do consentimento ou o erro que determina a vontade, a brevidade da convivência conjugal, o aborto procurado para impedir a procriação, a obstinada permanência em uma relação extraconjugal no tempo das núpcias ou em um tempo imediatamente sucessivo, a ocultação dolosa da esterilidade ou de uma grave doença contagiosa ou de filhos nascidos de uma relação precedente ou de uma detenção, a causa do matrimônio totalmente estranha a vida conjugal ou consistente na gravidez imprevista da mulher, a violência física realizada para extorquir o consentimento, a falta de uso de razão comprovada por documentos médicos, etc”. O próprio Motu Proprio expressa que o Bispo Diocesano pode delegar a ação judicial para o seu Vigário Judicial ou para os juízes do seu Tribunal. Observamos que o Santo Padre realçou aquela letra conciliar em que diz que o próprio Bispo será o juiz em sua Igreja. Neste sentido cabe ao Bispo Diocesano dar o exemplo de “sinal de conversão nas estruturas eclesiásticas e não delegar à Cúria a função judicial no campo matrimonial”. As causas mais breves devem ser marcadas pelo desejo do Papa Francisco: que sejam céleres e rápidas, particularmente aquelas causas em que são evidentes os motivos de nulidade. Uma inovação é o Tribunal de apelo ser o Tribunal da Sede Metropolitana, expediente este que facilitará a distribuição da Justiça e a sua celeridade processual. Como realçou o Papa Francisco este Tribunal Metropolitano é a eloquente manifestação de comunhão sinodal que deve haver entre os bispos sufragâneos e o seu metropolita. Fiquei profundamente tocado com a dimensão da gratuidade dos processos quando, ressalvada a manutenção dos oficiais e serviços do tribunal eclesiástico, “seja assegurada a gratuidade dos procedimentos, para que a Igreja, mostrando-se aos fiéis mãe generosa, em matéria tão estritamente ligada à salvação das almas manifeste o amor gratuito de Cristo pelo qual todos fomos salvos”. Não podemos ficar reféns de processos morosos e dispendiosos. Porém isso não significa que todos os processos sejam gratuitos. Há custos que devem ser suportados por aqueles que podem
Formação
pagá-los. E, mais óbvio ainda, que os Bispos devem buscar um modo justo de dar as côngruas aos oficiais dos Tribunais. De tudo o que lemos e constatamos fica claro que será mantido os Tribunais de segunda instância. Haverá recurso quando for pedido pelo Defensor do Vínculo ou por uma das partes que se sentir prejudicada. Fica claro que o direito de apelo à Sé Apostólica é inalterável. Fica mantido o apelo à Rota Romana, no respeito do antigo princípio jurídico de vínculo entre a Sé de Pedro e as Igrejas particulares. Quando participei do Sínodo extraordinário para a família de outubro de 2014, o que mais se ouviu foram acalorados pedidos de “processos mais rápidos e acessíveis”. Nesse sentido o Sumo Pontífice redigiu o motu proprio com disposições que não favorecerão a “nulidade dos matrimônios”, mas sim a “celeridade dos processos”, para que, “por motivo da retardada definição de juízo, o coração dos fiéis que esperam a clareza do próprio estado não seja longamente oprimida pelas trevas da dúvida”. O motu proprio, então, como destaca o próprio Papa, coloca-se na linha dos seus Antecessores, estabelecendo que “as causas de nulidade do matrimônio fossem tratadas por via judiciária, e não administrativa, não porque o imponha a natureza da coisa, mas justamente o exija a necessidade de tutelar em maior grau a verdade do sagrado vínculo – sublinha o Papa – é exatamente assegurado pelas garantias da ordem judiciária”. A Igreja não faz, não faz e não fará divórcios, tampouco anula matrimônios. A Igreja analisa, como mãe e mestra, se os casamentos celebrados de seus filhos são nulos ou não. É esta abertura, salutar, que queremos pedir o empenho de nosso Vigário Judicial e de seus colaboradores para que a distribuição da Justiça em nossa Arquidiocese, a começar pelo meu empenho pessoal, seja redobrada e célere em favor da salvação das almas. Cardeal Orani João Tempesta Arcebispo de São Sebastião (RJ) 11/09/2015 Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
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Abertura da Porta Santa Forania Aparecida
Aconteceu O
correu no dia 02 de fevereiro de 2016 a abertura da Porta Santa da Forania Aparecida e o encerramento do ano da Vida Consagrada, na paróquia Santa Mena. Foi um momento muito bonito que reuniu fiéis e o clero de todas as paróquias que compõem a Forania Aparecida que, junto a Dom Edmilson, celebraram a entrada do Ano Santo da Misericórdia e agradeceram por todos os religiosos que dedicam suas vidas no amor ao próximo e no anúncio do evangelho.
Abertura da CFE 2016 nas Foranias Forania Aparecida
Forania Imaculada
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os dias 23, 28, 29 e 30 de Janeiro, aconteceu a Abertura da Campanha da Fraternidade Ecumência 2016, nas foranias da Diocese. A primeira Forania a realizar a Abertura da CF, foi a Forania Bonsucesso que teve a abertura realizada em duas datas: dia 23, na Capela São Sebastião (Paróquia Santo Alberto Magno) e dia 30, na Paróquia Santa Cruz e Nossa Senhora Aparecida.
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No dia 28, foi realizada na Forania Imaculada, com os fiéis e sacerdotes da Forania se reunindo na Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Tranquilidade). No dia 29, a Paróquia Santa Rita de Cássia (Jd. Cumbica) acolheu a abertura da CF para a Forania Fátima. A equipe diocesana da CFE, coordenada por Padre Antônio Carlos Frizzo e Padre Cássio Fernando, destacou e alertou os fiéis sobre a importância da preocupação com nosso planeta, nossa casa comum.
Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
Forania Bonsucesso
Forania Fátima
Adamastor recebe abertura da Aconteceu CFE 2016 para toda a cidade N
a noite de 18 de fevereiro, uma quinta feira, por volta das 20 h no Teatro Adamastor ocorreu a abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 para toda a cidade. Este ano a CF tratará de Saneamento Básico pautada na Encíclica “Laudato Si” do Papa Francisco e com lema na passagem bíblica de Amós (5,24) ela visa nos remeter a Responsabilidade Social por esta casa comum que é obra da Criação Divina. Após ter sido divulgada nas quatro foranias da diocese, a equipe da CF convidou dois especialistas para falar sobre o assunto e esclarecer as dúvidas de quem estava no auditório. Klaudio Coffani Nunes consultor em gestão ambiental e sustentabilidade citou ações que estão presente no nosso dia a dia como o consumismo e consequentemente a produção
excessiva de lixo e o descarte incorreto desses materiais. Marco Aurélio Carvalho diretor de manutenção do SAAE, apresentou dados técnicos sobre a distribuição da água e o tratamento do esgoto na cidade nos últimos anos. O evento teve ainda a presença de Pe. Bosco, do Pr. Alexandre da Igreja Luterana que abriram o evento saudando a todos e passando mensagens de reflexão. A orquestra do Grupo de Jovens da Igreja Assembleia de Deus Ministério Belém do Bairro dos Pimentas sob a regência do Maestro Valter Filho, fez uma breve apresentação. A Equipe para a Campanha da Fraternidade agradece a todos os envolvidos a promover a CF Ecumênica 2016, e em especial aos funcionários e colaboradores do Teatro Adamastor.
Missa de Abertura do Ano Letivo N
o dia 20/02 às 20h na Catedral Nossa Senhora da Conceição, igreja Matriz desta diocese ocorreu a Missa de Abertura do Ano Letivo Universitário. Presidida pelo Bispo Dom Edmilson que em sua homilia destacou uma das missões da pastoral Universitária que é fazer a junção entre a fé e a razão, já que nem sempre é isso que ocorre quando se está dentro do ambiente acadêmico. Contou com a presença dos padres Rodrigo Burin – Acessor do Setor Juventude e Antonio Bosco que na data co-
Pastoral Universitária
memorou 23 anos de sacerdócio, e ainda do Seminarista Leonardo Silva Acessor da Pastoral Universitária, também o ministério de canto da comunidade Shalom e do Cursinho Comunitário A-Sol. Esse foi apenas o primeiro evento dos que a pastoral Universitária diocesana pretende realizar em 2016. De volta as atividades desde 2014, ela visa celebrar missas, grupos de oração e debates dentro das instituições de ensino superior da cidade, para isso conta com a abertura destas. Um retiro e encontros nas foranias também estão previstos ainda esse ano. Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
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Encontro da Catequese nas Foranias
Aconteceu A
conteceu nos fins de semana de 13 e 14, 20 e 21 de fevereiro, em nossas foranias, as Assembleias formativas da Catequese que teve como tema: “Uma catequese de Inspiração Catecumenal”. Na ocasião fizemos um panorama de como anda nossa catequese atualmente; o que é uma catequese de inspiração catecumenal; quais suas vantagens de utilização e as implicações para a implantação em nossas paróquias e comunidades. Estiveram presentes mais de 850 catequistas que puderam se aprofundar e discutir sobre o tema, bem como, compreender o processo e desafios para a implantação em nossa diocese. As Assembleias Forâneas da Catequese foram momentos importantes de formação e conscientização do grande passo que iremos dar em nossa diocese, decisão da 10º Assembleia Diocesana de Pastoral: uma catequese para crianças e adultos com inspiração catecumenal que envolve a vida, comunidade e família dos catequizandos.
Forania Bonsucesso
Forania Imaculada
Forania Aparecida
Forania Fátima
Sem. Rodrigo Lovatel Assessor Diocesano da Catequese
Informações, Fotos e Subsídios acesse: www.diocesedeguarulhos.org.br
Espiritualidade C
aríssimos irmãos e irmãs... Você deve ter ouvido falar sobre a grande crise de migrantes e refugiados que estamos passando, causada pelos conflitos na Síria, Afeganistão e outros países do Oriente Médio e da África. Milhares de pessoas têm fugido desesperadamente de sua terra natal em busca de segurança e uma vida digna. A Igreja é a família de Deus no mundo. Nesta família, deve brotar sentimentos de bondade, caridade e misericórdia, tendo um olhar apurado nos gestos de Cristo, olhando para o coração chagado e amável de nosso Deus. Em primeiro lugar, é importante entender por que se consideram algumas pessoas que deixam seus países migrantes, enquanto se chamam outras de refugiados. Refugiadas são pessoas que se encontram fora do seu país por causa de certo temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em grupos sociais e que não possa ou não queira voltar para casa. É verdade
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Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
O Cristo Chagado:
nos pobres, migrantes e refugiados
que a guerra representa um perigo de vida mais imediato, também é verdade que a pobreza e determinadas condições de vida desumanas, a médio e longo prazo, também o são. Penso que estes migrantes e refugiados fazem aquilo que qualquer um de nós faria se estivesse no lugar deles, e que estão no seu direito de fugir da guerra e da pobreza. Concordo! Se eu estivesse no lugar de qualquer um deles também gostaria de ser recebido e ajudado. É isso que eles esperam de nós, gestos simples, samaritanos de nobre coração a exercer a compaixão. Mas, pergunto-me, como é que um país que ainda está a sofrer os efeitos da crise: econômica, politica tem condições de receber estas pessoas? Família? Por isso, vejo que o caminho a ser percorrido consiste nas ações de Jesus, acolher, exercendo a pratica da partilha, como nos revela o próprio Cristo; “Dai-lhes vós mesmos de comer” Mc 6,37. Não podemos descuidar do serviço da promoção da Vida. Precisamos deixar a vida viver! Assim, como não podemos deixar de lado
tantos irmãos e irmãs migrantes e refugiados, que vivem à margem da sociedade. Faz-se preciso um despertar, um olhar consciente acerca das várias formas de migração forçada e, os desafios como comunidade ao acolhê-los, ao demonstrar-lhes compaixão tratando-os de modo caritativo, ou seja, na caridade que gera fraternidade e unidade. Como continuadores da missão pastoral de Jesus, devemos nós também dar a nossa contribuição para que o povo chagado pelo descaso seja inserido na sociedade, e possa lutar pela superação da miséria e da fome, e tenha condições de conhecer e viver os valores do Reino de Deus. Lembre-se: “Há momentos que as palavras não resolvem, mas o gesto de Jesus na cruz demonstra amor por nós. Foi no calvário que ele sem falar mostrou ao mundo inteiro o que é amar”. Pe. Salvador Rodrigues de Brito Vigário Forâneo - Bonsucesso
Liturgia
Bíblia
Da cruz para a Luz, da morte para a Vida O
tempo da Quaresma foi criado para ser uma preparação intensa dos que seriam batizados na Páscoa. O itinerário da Quaresma é batismal: as primeiras leituras nos domingos vão mostrando as várias etapas da Aliança de Deus com a humanidade: com Moisés, Abraão e os profetas. A comunidade cristã, vivendo os domingos quaresmais, é chamada a “subir de nível” na aliança com Deus. Cristo nos pergunta: “Posso contar contigo?”. Iluminados pela Palavra, somos chamados a reafirmar nosso compromisso com Cristo e com o Evangelho, e dizer: “Sim Mestre, pode contar comigo sim!” As celebrações do Tríduo Pascal (Missa da Ceia, Celebração da Paixão e a Vigília Pascal) são uma coroação do tempo da Quaresma e um “mergulho” (batizar significa mergulhar!) no Mistério Pascal. E cada celebração expressa de modo diferente esta aliança, que preparamos durante a Quaresma. Vamos analisar com atenção dois ritos muito importantes deste Tríduo, a apresentação da Cruz na celebração da Paixão e a apresentação do Círio Pascal na Vigília Pascal, para viver profundamente a aliança que eles expressam. Na sexta-feira da Paixão, depois da Liturgia da Palavra, a cruz é apresentada para a assembleia com o canto “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo!”. Respondemos: “Vinde, adoremos!”. E todos vamos ao encontro da cruz, mostrando com um beijo nossa adoração a Cristo. O rito nos mostra a vida, paixão e morte de Cristo, mas também a nossa vida e a
nossa aliança batismal. Nesse momento suplicamos a misericórdia do Senhor para as nossas dores, as dores do mundo, “Casa Comum” que geme e sofre pela exploração sem medida. Ao beijar a cruz, assumimos o compromisso de viver a vida nova do Evangelho, na comunidade, e lutar contra todos os tipos de morte. Na Vigília Pascal, no início, antes de entrarmos na igreja, o Círio é solenemente marcado com os números do ano corrente (2016), porque neste hoje acontece a Páscoa, a vitória do Cristo sobre todas as mortes. Quem acende o Círio diz “A Luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente”. O Círio vai avançando para a igreja no escuro, e quem o leva proclama solenemente: “Eis a Luz de Cristo!”. Aclamamos “Demos graças a Deus!”. E esta luz pascal é partilhada com toda a comunidade, que acende no Círio suas velas e entra no escuro da igreja, transformando as trevas em luz. Este gesto quer nos dizer que seguimos hoje a luz de Cristo, para que Ele transforme nossas vidas e atitudes, para sermos novas criaturas que constroem novos céus e nova terra, onde o direito brote como fonte e a justiça como um rio. Que estes ritos sejam verdadeiros para nós e nossas comunidades. Que esta Páscoa possa repercutir em nossa história, gerando fraternidade e vida, animando os passos para a construção de uma sociedade capaz de integrar todas as pessoas no projeto de Deus! Pe. Jair Costa assessor diocesano de Liturgia
A profecia de Amós está na Campanha da Fraternidade
N
a história de Israel, muitas mulheres A profecia que condena também traz esperança. Amós inaugura um modo novo de profetizar. Na sua época desenvolve-se a escrita. Ele, juntamente, com os profetas Miqueias, Oseias e Isaías inauguram o ciclo dos “profetas escritores”. Embora o livro do profeta tenha sofrido um forte processo de releitura, algo comum em todos os livros bíblicos, encontramos um núcleo original escrito na época da atuação de Amós, entre os anos 760-750 a.C. Cremos que nos capítulos 3 a 6 estão as preocupações originais desse pastor de ovelhas que se põe a profetizar contra as mazelas dos ricos e poderosos. Entre os anos 787 a 747 a.C. ocorre um acelerado crescimento econômico em toda a Palestina. O reinado de Jeroboão II exemplifica um período de estabilidade social, crescimento da economia, aprimoramento das rotas comerciais mas de forte opressão e violação de direito imposto à população mais pobre, formada por agricultores, pastores, mulheres e escravos. Notamos que para o enriquecimento de alguns, os camponeses estão perdendo suas terras. A exploração é nitidamente narrada por Amós: “Eles estão deitados em leitos de marfim, estendidos em seus divãs, comem cordeiros do rebanho e novilhos do curral, improvisam ao som da harpa” (Am 6,3-5). As expansão do comerciais, os constantes aumento da produção agrícola e pastoril proporcionam vida tranquila aos
proprietários de terras, comerciantes e aos funcionários da corte. A lei foi esquecida. As cidades eram todas muradas. O local de maior destaque, depois das torres usadas para vigiar e defender a cidade dos assaltos inimigos, era a porta da cidade. Ao seu redor se reuniam os anciãos, os juízes e o próprio rei na administração do direito. Para Amós foi esquecida a primazia da lei. Ao declarar “vós, porém, transformastes o direito em veneno e o fruto de justiça em absinto” (Am 6,12). Sua denúncia vai além da violação da lei. Declara que não existe culto agradável a deus sem a defesa da vida e do direito aos pobres: “Longe de mim o barulho de teus cantos. Nem quero ouvir a música de tuas liras! Eu quero, isto sim, é ver brotar o direito como a água e corre a justiça como torrente que não seca”. Nos santuários celebrações e oferendas aconteciam. Para Amós todo esse ritualismo era estéril. Pois, além de não ser ouvido por Deus, eram realizados na base da opressão, da mentira e da violência contra as pessoas pobres ou em processo de empobrecimento. Ao fundamentar a Campanha da Fraternidade Ecumênica, a leitura desse inquietante pastor e profeta da pequena vila de Técua, localizada a 14 km de Jerusalém, justifica o caráter profético de cuidar da Terra, nossa “Casa comum e responsabilidade de todos”. Padre Antonio C. Frizzo Assessor das Pastorais Sociais
Folha Diocesana de Guarulhos | Fevereiro de 2016
9
Programe-se DIA
HORÁRIO
ORGANIZAÇÃO
ATIVIDADE
Março 2016 LOCAL
17
15h e 20h
Forania Imaculada LADO B
Confissões para quaresma
Vila Rosália
18
15h e 20h
For Imaculada B
Confissões para quaresma
Santuário S.Judas
15h
Terço dos homens
Missa a S.José
São José Jd. Paulista
Fé e Política
Formação por Forania
a definir
5
13h
ECC - Fátima e Bonsucesso
Formação coordenadores 1ª etapa
Alvorada - todo espaço
5
15h
PASCOM
Reunião
a definir
19
5
8h - 17h
Pastoral Familiar
Encontro Regional Sul I
CDP
19
5
14h30
Dizimo
Reunião núcleo
CDP - sala
19
8h30
Saúde
Retiro
Creche Sta Terezinha
5
14h
Pastoral Criança
Ass. anual
Sta. Rosa de Lima
19
9h
Cebs
Reunião
Vila Fátima
5-6
8h
PPI
Capacitação
Sta. Terezinha Cumbica
19
8h30
Vicentinos
Reunião Conselho Central
Cumbica
8
15h - 20h
For. Imaculada B
Confissões para quaresma
São Francisco Gopouva
19
13h30
20h
Forania Imaculada
Confissões para quaresma
São Geraldo
Formação Coordenadores círculos
Alvorada - todo espaço
8
ECC - Fátima e Bonsucesso
8
20h
Forania Aparecida
Confissões para quaresma
Vila Fátima
19
7h30
ECC - Fátima e Bonsucesso
Formação Palestrantes
Alvorada todo espaço
8
20h
For. Bonsucesso
Confissões para quaresma
Fortaleza
19-20
8h
RCC
9h30
For. Bonsucesso
Reunião Clero Bonsucesso
Sta. Terezinha
Formação sentinela da manhã II
CDP
8 8
20h
Forania Fátima
Confissões para quaresma
São Judas - Jd Alice
20
15h
Apostolado
Reunião
Catedral
9
20h
Forania Fátima
Confissões para quaresma
Jd Cumbica
20
14h
SAV/PV
Despertar Vocacional
a definir
9
9h30
Forania Fátima
Reunião Clero Fátima
Alvorada
24
10h
Missa Santos Óleos
9
20h
For. Bonsucesso
Confissões para quaresma
Sagrado Coração
25
9h
Irm. Frei Galvão
9
14h
Pastoral Criança
Ass. Eletiva
Uirapuru
9
20h
Forania Aparecida
Confissões para quaresma
Taboão
10
15h e 20h
For. Imaculada B
Confissões para quaresma
São Pedro
10
20h
Forania Imaculada
Confissões para quaresma
Capelania Stella Maris
10
20h
Forania Aparecida
Confissões para quaresma
São Roque
10
20h
For. Bonsucesso
Confissões para quaresma
Inocoop
10
9h30
Forania Imaculada
Reunião Clero Imaculada
a definir
10
20h
Forania Fátima
Confissões para quaresma
Pimentas
11-13
Dia todo
ECC
3ª Etapa
Aracilia -htodo espaço
11
9h30
Forania Aparecida
Reunião Clero
a definir
11
20h
For. Imaculada B
Confissões para quaresma
Capela São Judas
11
20h
Forania Fátima
Confissões para quaresma
Alvorada
11
20h
For. Bonsucesso
Confissões para quaresma
Soberana
12
14h30
COMIDI
Reunião
a definir
12
14h
Pastoral Criança
Show de Prêmios
CDP
12
15h
CDDV
Reunião
Catedral
12
14h
Carcerária
Reunião
Catedral
12
14h
SAV/PV
Reunião
Catedral
12
15h
Batismo
Reunião
CDP - sala
EFAIAM e IAM
Formação
a definir
12-13 13
8h - 15h
IAM
Implantação
CDP
13
15h
SAV
Enc. Voc. Masculino
Catedral
15
15h e 20h
For. Imaculada B
Confissões para quaresma
Sto Antonio Gopouva
15
20h
Forania Fátima
Confissões para quaresma
Loreto
15
9h30
Economato
Conselho Administrativo
Cúria Diocesana
15
10h
Pastoral Criança
Reunião
Sede Pastoral
15
20h
For. Bonsucesso
Confissões para quaresma
Bonsucesso
16
9h30
CC
Col. Consultores
Cúria Diocesana
16
20h
Forania Fátima
Confissões para quaresma
Nações
17
20h
Forania Fátima
Confissões para quaresma
Aracilia
10
Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
Catedral Reunião Adoração - Missa
Catedral
Aniversariantes Nascimento 07 (1976) Pe. Marcos Vinícius 07 (1984) Pe. Salvador Rodrigues 14 (1947) Pe. Lázaro Nunes 18 (1973) Pe. Dr. Paulo Afonso 19 (1976) Pe. José Ayllson de Souza 20 (1962) Pe. Tarcísio A. de Almeida 29 (1961) Pe. Alci Vilas Boas 31 (1981) Pe. Vinícius Matos
Ordenação 19 (1979) Pe. Berardo Graz 19 (1966) Pe. Savério Lipori 20 (1988) Pe. Pedro Paulo 25 (1984) Pe. Antonio Carlos Frizzo 28 (2008) Dom Edmilson Amador Caetano (O.E.)
ESCOLA DIOCESANA DE LITURGIA Módulo: História da iniciação Cristã Relação entre Liturgia e Catequese. Sentido mistagógico do RITO... Passos da iniciação Cristã Pré catecumenato/catecumenato/purificação e mistagogia Sentido da música em cada celebração Repertorio para celebração dos sacramentos. Assessoria além da equipe diocesana teremos: Irmã Penha Carpanedo, Euri Ferreira, Frei Telles, Rodrigo Lovatel - assessor diocesano da catequese. Valor taxa R$ 30,00 e mensalidade R$ 60,00 Informações na Cúria Diocesana - 11 2408-0403
ATENÇÃO COLABORADORES:
Enviem suas matérias até o dia 15 de cada mês, contendo no máximo 30 linhas, com corpo 14. Caso venha com um número maior de linhas, faremos a redução proporcional do conteúdo.
Vai Acontecer
De 06 de Fevereiro à 22 de Maio de 2016 Cada sábado um tema será trabalho e no dia 22 de maio, Dia da Padroeria a igreja ficará aberta o dia inteiro: Missas às 8h, 10h e 19h. Acompanhe a programação completa na página do Facebook da paróquia e participe. www.facebook.com/paroquiasanta.rita.3 Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
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Campanha de Evangelização
CFE 2016 Julgar “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. (Amós 5,24)
Q
uando falamos sobre o “Julgar” da Campanha da Fraternidade não podemos imaginar um julgamento condenatório, feito contra cada um de nós por um juiz implacável, mas uma forma de compararmos o nosso agir com aquele desejado por Deus, que nos orienta através das Sagradas Escrituras. Devemos nos questionar se nossa ação cotidiana, nossa prática, está se encaminhando na direção dos valores do Reino de Deus revelados na Bíblia. A Bíblia é a revelação de Deus que se apresenta à humanidade de forma progressiva. Primeiro o ser humano vai tentando, aos poucos, compreender Deus através dos profetas, até que a revelação plena se concretiza na pessoa de Jesus Cristo. Desde os profetas, o amor, a justiça e a igualdade são os objetivos a serem alcançados para a concretização do Reino de Deus. E depois, com Cristo, estes valores são amplamente explicitados. “Os textos bíblicos tratam da relação das pessoas entre si, isto é, como tratar uns aos outros de maneira fraterna. Os textos também falam da relação com Deus, isso significa organizar a vida respeitando o bem que Deus quer para nós e para todos. Falam também da relação com a natureza, percebida como dom de Deus, a ser cuidada com gratidão e respeito. E, por fim, falam da relação com os bens materiais que devem ser distribuídos de forma justa e utilizados para construir uma coletividade com mais igualdade, ao invés de serem utilizados para suprir a ganância de alguns.” (Texto Base CFE, 117) A prática dos profetas é de Denunciar a injustiça, anunciar o Reino e renunciar os privilégios. É o Deus da justiça, da misericórdia e do amor que é pregado por eles. No tempo em que é escrito o livro do profeta Amós ocorria uma grande prosperidade e avanços econômicos em Israel e Judá, mas
CORREIOS IMPRESSO ESPECIAL 7220993744 - DR/SPM MITRA DIOCESANA
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Folha Diocesana de Guarulhos | Março de 2016
apenas o rei, a nobreza e os grandes proprietários – que concentravam toda a riqueza – se beneficiavam desses avanços. Para os pobres restava a desigualdade, a exploração através de dízimos e impostos e as consequências da degradação do meio ambiente, já que os pobres, desde aquela época, habitavam nos lugares mais baixos, para onde ia toda a sujeira vinda do alto, onde moravam os ricos. A denúncia de Amós é a de que a situação social do povo é sim importante aos olhos de Deus e que o culto oferecido a Ele, sem a prática de uma justiça, se torna vazio e mentiroso. Deus repulsa o culto desencarnado da realidade, que não olha o sofrimento do pequeno. “O profeta compara a prática da justiça com uma fonte que jorra água limpa, e com um rio perene, que não seca nem em tempo de estiagem mais forte. A justiça não pode ser comparada a um rio temporário, que só tem água no tempo das chuvas. A justiça não pode interromper seu fluxo. Não pode ser um regato que desaparece. Deve correr sempre.” (Texto Base 133) O convite que é feito para nós nesta Campanha da Fraternidade é para ficarmos indignados com a atual realidade, assim como Amós. Somos chamados a lutar pela justiça e o direito para todos. Será que podemos nos acostumar com as coisas do jeito que estão ou devemos agir como verdadeiros profetas, denunciando, anunciando e renunciando? Se cada um de nós, enquanto pessoa e também em nossas comunidades, desempenharmos nosso papel no cuidado adequado com a produção e descarte dos resíduos que produzimos, assumindo nossa responsabilidade na preservação e cuidado do meio ambiente, e vigiando e controlando as ações das autoridades competentes, certamente vamos alcançar melhores condições para o bem-estar coletivo – e este é um do papeis da religião. Aos seus discípulos e discípulas Jesus alerta: “pois eu vos digo: se a vossa justiça não ultrapassar a dos escribas e dos fariseus, de modo algum entrareis no Reino dos Céus!” (Mt 5,20). Garantir a todos condições dignas de vida, em ambiente bem tratado, é uma exigência da justiça que Deus quer ver entre nós. (Texto Base 145)
N.S.FÁTIMA - V.FÁTIMA
R$ 11,186.70
S.CRUZ –N.S.AP. - P.DUTRA
R$ 6,078.27
N.S.APARECIDA - COCAIA
R$ 5,370.00
N.SRA.DA CONCEIÇÃO
R$ 4,913.00
S.VICENTE DE PAULO
R$ 4,400.00
S.RITA DE CÁSSIA – J.CUMBICA
R$ 3,552.55
S.FRANCISCO - GOPOUVA
R$ 3,507.60
S.CRUZ - TABOÃO
R$ 3,328.70
S.JOÃO BATISTA
R$ 3,322.80
SÃO JOSÉ - J.PAULISTA.
R$ 3,264.30
SANTO ALBERTO
R$ 3,125.30
N.SRA.DO BONSUCESSO
R$ 3,026.27
S.ANTONIO - GOPOUVA
R$ 3,000.00
S.JUDAS TADEU - TIBAGY
R$ 2,836.75
S.TEREZINHA - CUMBICA
R$ 2,832.40
S.FRANCISCO ASSIS - NAÇÕES
R$ 2,650.00
SÃO GERALDO
R$ 2,565.00
SÃO ROQUE - CECAP
R$ 2,169.50
N.S.FÁTIMA - TRANQUILIDADE
R$ 2,011.75
SANTA LUZIA – ALVORADA
R$ 2,005.00
S.ANTONIO - PARQUE
R$ 1,859.10
SÃO PEDRO
R$ 1,605.00
S.ANTONIO - PIMENTAS
R$ 1,600.00
N.S.ROSÁRIO - V.ROSALIA
R$ 1,587.80
SANTA MENA
R$ 1,548.00
S.ANTONIO - V.AUGUSTA
R$ 1,489.80
S.FRANCISCO - UIRAPURU
R$ 1,485.00
N.S.LORETO
R$ 1,413.25
SANTA LUZIA – MIKAIL
R$ 1,363.07
S.JUDAS – JD.ALICE
R$ 1,309.25
S.RITA DE CÁSSIA - PALMIRA
R$ 1,200.00
N.SRA.APARECIDA-BELA VISTA
R$ 1,150.00
SANTA ROSA DE LIMA
R$ 1,000.00
N.S.LOURDES - ITAPEGICA
R$ 923.50
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
R$ 862.00
S.ANT.MARIA CLARET
R$ 803.00
SAGRADA FAMILIA
R$ 780.00
N.S.FÁTIMA – ARACILIA
R$ 704.00
N.SRA.DE GUADALUPE
R$ 630.50
CAPELANIA STELLA MARIS
R$ 305.00
N.S.APARECIDA - J.V.GALVÃO
R$ 300.00
TOTAL ARRECADADO
R$ 99,064.16