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ED.1679 - TER 10-12-2019

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ANO 22 - EDIÇÃO 1679 - R$ 2,00

TERÇA-FEIRA 10 DE DEZEMBRO 2019 www.omunicipio.com

Quase 6 mil estrangeiros aguardam por pedido de refúgio em Santa Catarina PÁGINA 03

Semana quente e com frente fria na quinta-feira PÁGINA 02

Estimativa para inflação sobe para 3,84% este ano PÁGINA 04


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GERAL

Semana quente e com frente fria na quinta-feira U

ma das imagens de satélite desta segunda-feira mostra a grande quantidade de nuvens que temos sob o Estado. A pressão do ar que diminui a partir do PR gera boa parte destas nuvens. Ao longo do dia o sol aparece só em algumas aberturas, mas principalmente nas nossas regiões mais próximas do RS. Muitas nuvens, mas pouca chuva. Há chance de chuva passageira, mas poucas áreas. Temperaturas subindo ao longo da tarde no Sul. Picos de 29 a 31°C. Boa parte das cidades ficam entre 24 e 26°C. SEMANA COM AQUECIMENTO As temperaturas ao longo da semana vão subindo um pouco mais a cada tarde. Nesta tarde já deverão variar entre 29 e 31°C boa parte das cidades. A quinta deverá ter algo entre 35 e 37°C em muitas cidades com chance de ser até mais quente no Sul. O sol aparece nesta terça e nesta quarta-feira em todas as cidades. Chega até a predominar em muitas regiões, sobretudo Oeste, Serra e Sul. Devido o calor é que poucas cidades tem chance de uma chuva de verão, ou seja, passageira.

Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá. Salmos 37:5

Expediente Fundado em 07 de junho de 1997

Fones: (48) 3624-2456

Editor Chefe: Reinor Marcolino - Reg.SC 02.423-JP Designer/Diagramação: Fabio Julio Gonçalves Correção: Jatênia Elza Serafim da Silva Desenhos: Vitor Bitencourt Colaboradores: Jaison Bez Fontana, Evandro Marques Pacheco, Arilton Barreiros, João Carlos Idalêncio. Impressão: Gráfica Alternativa - Criciúma

Whatsapp: (48) 99671-3638 E-mails: diarioomunicipio@gmail.com Site: www.omunicipio.com Facebook: http://www.facebook.com/ jornalomunicipiojaguaruna Circulação: Gravatal, Jaguaruna, Sangão,

Treze de Maio, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Capivari de Baixo e Tubarão. Assessoria Jurídica: Diógenes Luiz Mina de Oliveira - OAB/SC 26.894

Matérias assinadas e colunas são de responsabilidade de seus autores


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GERAL

Quase 6 mil estrangeiros aguardam por pedido de refúgio em Santa Catarina P

ela lei, é um refugiado qualquer pessoa que é obrigada a deixar o país em que vive por temor de perseguição motivada por raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, ou por causa de uma grave e generalizada violação de direitos humanos. Sírios fugindo da guerra no país árabe, venezuelanos escapando da crise ou haitianos que deixaram o país após o desastre causado por um terremoto em 2010 são alguns exemplos de refugiados que vieram em peso para o Brasil nos últimos anos. Os pedidos de refúgio no Brasil são julgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), vinculado ao Ministério da Justiça. Em um marco para o tema em nível nacional, na última quinta-feira (5) o Conare julgou um bloco de pedidos e concedeu o status de refugiados para 21,4 mil venezuelanos. Com base na análise de um "cenário de grave e generalizada violação de direitos humanos no território venezuelano", o órgão julgou de forma unânime o pedido dos refugiados. O número de autorizações concedidas é alto, mas ainda representa apenas uma fatia de todos os pedidos de refúgio que ainda tramitam no Brasil. Conforme dados do Ministério da Justiça, somente em Santa Catarina quase 6 mil estrangeiros aguardam por uma decisão sobre o pedido de refúgio. O número faz SC ser o quinto Estado do Brasil com mais pedidos de refúgio em análise, atrás de Roraima, São Paulo, Amazonas e Acre. Com exceção de SP, os Estados da região Norte lideram o ranking por causa das fronteiras frequentemente utilizadas. A lista do ministério foi atualizada em outubro e

citava um total de 5934 pedidos de refúgio feitos em Santa Catarina, a maioria (3491) para haitianos. O segundo país com mais pedidos era Cuba, seguido por Venezuela, Gana e Bangladesh. São pedidos feitos entre 2013 e 2019 e que aguardam a análise do Conare. Enquanto isso, os estrangeiros podem morar no Brasil e têm direitos garantidos, mas ficam em um "limbo" jurídico em alguns pontos, conforme explica a professora da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e mestre em Direito e Relações Internacionais, Arisa Ribas Cardoso. — O status de refugiado garante direitos como migrantes, com algumas restrições. Ela consegue trabalhar, tem acesso aos serviços públicos

de saúde, educação, direito à residência e uma proteção contra a devolução forçada ao país de origem. Pela lei se considera que enquanto há o pedido a pessoa já é refugiada, está pendente só de reconhecimento. Então mesmo sem a decisão, ela já tem os direitos básicos e não pode ser devolvida ao país de origem, mas fica num limbo, não tem documentação definitiva, só provisória, é uma situação transitória precária que pode a qualquer momento ser revogada — explica a professora. Decisões sobre refúgios andam em ritmo lento Antes do julgamento do bloco de 21 mil venezuelanos — que ainda não teve as informações

estaduais divulgadas pela Polícia Federal e pelo Ministério da Justiça —, em 2019 apenas 21 pedidos de refúgio feitos em Santa Catarina haviam sido julgados pelo Conare. Destes, apenas cinco foram negados. A maioria das autorizações foi para pessoas da Síria e com pedidos em Florianópolis, mas há registro também em Joinville, Chapecó, Itajaí e Lages. No ano passado os dados do Ministério da Justiça mostram que o volume de pedidos julgados foi muito maior. Somente em SC foram 334 pedidos com análise feita, embora a maioria tenha sido arquivada ou negada — somente 21 foram aprovados. A professora Arisa Ribas Cardoso explica que, historicamente, os processos de pedidos de re-

fúgio são lentos no Brasil, mas em 2019 o ritmo foi ainda mais devagar por conta das mudanças administrativas no governo federal e uma redução na equipe do Conare. Para ela, Santa Catarina aparece entre os Estados que mais recebem pedidos por uma série de fatores econômicos e sociais: — O Estado tem um perfil econômico que tem atraído os imigrantes, com empresas acolhendo. Muita gente está indo para o Oeste trabalhar no setor agropecuário, ou nas indústrias no Vale do Itajaí. O próprio governo federal tem as políticas de distribuição para o interior dos imigrantes que cruzam a fronteira, e essa decisão se baseia em necessidade de mão de obra e outros fatores — explica Cardoso.

Diferentemente dos imigrantes que conseguem autorização para fixar residência no Brasil, independentemente da situação que motivou a chegada ao país, os estrangeiros com status de refugiado têm uma permanência temporária no Brasil. As leis que tratam o refúgio citam que o asilo é temporário enquanto a situação de violação dos direitos ou ameaça persistir no país de origem. Num exemplo para os refugiados venezuelanos, por exemplo, o governo brasileiro pode entender em algum momento que a crise no país vizinho se encerrou e, portanto, não há mais razão para o refúgio. Todas as decisões passam pelo colegiado do Conare, além da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).


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Estimativa para inflação sobe para 3,84% este ano A

s instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa para a inflação este ano, pela quinta vez consecutiva. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,52% para 3,84%, desta vez. A informação consta do boletim Focus, pesquisa semanal BC que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos. A alteração na estimativa para este ano veio depois da divulgação do IPCA de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês passado, o IPCA ficou em 0,51%, maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%), puxada pela alta de 8,09% nos preços da carne. Em 12

meses encerrados em novembro, o IPCA ficou em 3,27%. Para 2020, a estimativa de inflação se mantém há seis semanas em 3,60%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022. As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco

Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve cair para 4,5% ao ano na reunião do Copom desta semana. Para o fim de 2020, a expectativa é que a taxa básica também esteja em 4,5% ao ano. Para 2021, as instituições estimam que a Selic encerre o período em 6,25% ao ano. A estimativa anterior era 6% ao ano. Para o final de 2022, a previsão segue em 6,5% o ano. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e

estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 0,99% para 1,10%, neste ano. As estimativas das instituições financeiras para 2020 variou de 2,22% para 2,24%. Para os anos seguintes, não houve alteração em relação à pesquisa anterior: 2,50% em

2021 e 2022. Na última semana, o IBGE informou que o PIB cresceu 0,6% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. Dólar A projeção para a cotação do dólar subiu de R$ 4,10 para R$ 4,15, no final de 2019, e de R$ 4,01 para R$ 4,10, no encerramento de 2020.

Receita abre consulta ao 7º lote de restituição do Imposto de Renda O

sétimo lote de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) 2019 estará disponível para consulta a partir desta segunda-feira, dia 9. O lote contempla também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2018. O crédito bancário para 320.606 contribuintes será realizado no dia 16 de dezembro, totalizando R$

700 milhões, dos quais R$ 172.952.366,78 são para contribuintes com preferência: 3.308 idosos acima de 80 anos, 21.410 com idade entre 60 e 79 anos, 3.172 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 9.789 cuja maior fonte de renda seja o magistério. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a pági-

na da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, o que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. A restituição ficará disponí-

vel no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF - Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Caso o valor não seja cre-

ditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 40040001 (capitais), 0800-7290001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.


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ESPORTES

Andrew fica no Tigre para a Série C A

diretoria do Criciúma confirmou o atacante Andrew para temporada de 2020. O atleta tem contrato com o Tigre até dezembro do próximo ano. No Criciúma desde 2012, quando chegou nas categorias de base, Andrew se profissionalizou em 2014 e desde então atuou em 95 partidas com a camisa do Tigre, marcando 9 gols. “É mais um jogador com o perfil que buscamos para 2020. Ele teve uma ótima atuação nesta temporada e a identidade dele com a torcida é enorme. Temos certeza que terá mais um ano de muito trabalho e dedicação aqui no Criciúma”, apontou o diretor executivo Evandro Guimarães.

Avaí anuncia a saída de 18 jogadores do elenco C

om o fim do Campeonato Brasileiro, onde o clube foi rebaixado ao somar apenas 20 pontos, o Avaí iniciou nesta segunda-feira, com direito a nomes, o projeto de reformulação da equipe para a próxima temporada. A lista de dispensa conta com 18 nomes, incluindo atletas que foram titulares durante a campanha na Série A. Confira a lista: Goleiros: Vladimir (volta para o Santos) e Léo Lopes Laterais: Léo, Julinho e Paulinho Zagueiros: Gustavo Alcino, Marquinhos Silva e Ricardo Volante: Luanderson Meias: Douglas, Gegê, Ferrareis Atacantes: Brenner, Bruno Sávio, Gabriel Lima, Igor Goularte, Matheus Matias e Vinícius Araújo O clube, no entanto, ainda tenta negociar com alguns atletas para a próxima temporada. O goleiro Gled-

son, por exemplo, tem a renovação bastante encaminhada. Além dele, o clube ainda tenta permanecer com João Paulo, Igor Fernandes e Caio Paulista. Já a lista de jogadores que possuem vínculo com o Leão chega a 17: Lucas Frigeri, Betão, Jonathan, Matheus Lucas, Marcinho, Eduardo Kunde, Falcão, Mosquera, Lourenço, Matheus Barbosa, Luan Pereira, Daniel Amorim, Nuno, Wesley, Richard Franco, Pedro Castro e Iury (se recupera de lesão). Primeiros compromissos O elenco do Avaí se reapresentará para a pré-temporada no dia 4 de janeiro, e o primeiro compromisso oficial está marcado para o dia 18, quando o clube decide o título da Recopa Catarinense contra o Brusque, na Ressacada. A estreia do Leão no Estadual está marcada para 22 de janeiro, contra a Chapecoense, na Arena Condá.


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GERAL

Preço do boi gordo aumenta 32% em um ano em Santa Catarina O

Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola de Santa Catarina (Cepa/Epagri) divulgou uma nota técnica apontando um aumento de 32,2% no preço da arroba do boi em Santa Catarina, em comparação com dezembro do ano passado. A arroba, que estava em R$ 150,00 no fim de 2018, chegou a R$ 199,04 neste início de mês. Em relação ao mês passado, o aumento foi de 18%. De acordo com o analista de socieconomia e desenvolvimento rural Alexandre Luís Giehl, o preço do boi no campo seguiu estável até setembro, com variação mais consistente a partir de novembro. Segundo ele, normalmente há um aumento no preço da carne bovina no final do ano por causa do maior

consumo nas festividades do período. Mas outros fatores acabaram intensificando esse efeito, como o aumento das exportações, principalmente para a China. — Dentre fatores sazonais, destacam-se a baixa disponibilidade de bovinos prontos para abate nesse período e a elevação da demanda por carne bovina no mercado interno. Além desses, neste ano se observa a ação de alguns fatores conjunturais, os quais fazem com que a variação seja muito mais significativa do que em anos "normais": ampliação do abate de fêmeas, valorização do dólar e aumento das exportações brasileiras de carne — destacou. Giehl explicou que nos últimos anos o preço do boi gordo não estava

tão atrativo para o criador, que reduziu plantéis e abateu fêmeas. O abate de novilhas (fêmeas jovens) passou de 6,1% em 2010 para 10,2% em 2018 e 13% no primeiro semestre de 2019. Com isso a oferta de bois ficou mais limitada. E justamente o período de maior demanda a oferta estava menor, também pelo período de entressafra, ou seja, período de menos oferta de boi gordo pela escassez de pastagem, que vai de julho a novembro. A partir de agora começam as chuvas e as pastagens começam a se recuperar. Além disso o dólar que estava R$ 3,73 em janeiro, passou para R$ 4,24 no final de novembro, o que facilita as exportações, pois, com a desvalorização, os pro-

dutos nacionais ficam mais baratos em dólar. De janeiro a novembro o Brasil exportou 1,67 milhão de toneladas de carne bovina, com faturamento de US$ 6,72 bilhões, o que representou um aumento de 12% em relação ao ano anterior. A China comprou 39% a mais. De acordo com Alexandre Giehl, as cotações dos últimos dias apontam para uma estabilização do preço. Ele acredita que o preço de carne bovina deve se manter valorizado até o final do ano, mas no início do ano que vem pode cair pois diminui a pressão pelo consumo diminuir e também, a partir de fevereiro, tem mais oferta de bois pela mais oferta de pasto no Centro Oeste. — Parte desse pro-

cesso de acomodação das duas últimas semanas deve-se à retração no consumo que, por sua vez, foi decorrente da elevação de preços. Diversos analistas apontam que a manutenção dos atuais patamares ou eventuais recuos nos preços no curto prazo dependerão do comportamento do consumidor e dos níveis de consumo a serem observados nas próximas semanas — disse Giehl. Mesmo se houve uma queda no início de 2020, ele destacou que os pre-

ços devem ficar em patamares superiores aos que estavam antes do aumento. Isso pela continuidade da demanda chinesa, aumento dos custos de produção e também pelo efeito sobre as demais carnes, pois o encarecimento da carne bovina geralmente provoca migração de consumo para outras carnes. O Brasil consome cerca de 42 quilos de carne de frango per capita/ano, contra 33 quilos de carne bovina e 15 quilos de carne suína.

Italianos de Santa Catarina querem corrigir erro histórico

C

om o lema “Non si può negare la storia, la vera storia!” (Não se pode negar a história, a verdadeira histó-

ria), o movimento “SC Requer a Correção do Erro Histórico” teve seu início em 12 de janeiro de 2018, data em que o

Diário Oficial da União (DOU) publicou a lei federal nº. 13.617/2018, sancionada pelo então presidente Michel Te-

mer no dia anterior. Após a leitura da lei, o historiador Paulo Vendelino Kons, que residiu na Colônia Nova Itália, publicou uma Nota Técnica, na qual informa que “o Congresso Nacional e o presidente Michel Temer atribuíram, equivocadamente, ao município de Santa Teresa, no Espírito Santo, o título de “Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil”, que de fato pertence à Colônia Nova Itália, no município de São João Batista, Santa Catarina. O pioneirismo catarinense na imigração italiana na Brasil é

fato histórico incontroverso. Cito apenas um dos historiadores brasileiros sem vínculo com Santa Catarina: “O estado de Santa Catarina foi pioneiro em fato de colonização italiana. Já em 1836 o suíço Enrico Shutel, agente consular do rei da Sardenha, fazia chegar ao Brasil 180 imigrantes sardos que no dizer de Lucas Boiteux eram indivíduos de constituição robusta, alegres, corajosos, exaltados em suas paixões. Shutel e o inglês Carlos Demaria tinham conseguido do governo provincial uma concessão de mil braças,

ainda não demarcada e em caráter provisório, à margem do rio Tijucas Grande nas imediações de São João Batista, então pertencente ao município de São Miguel, onde fundaram a colônia Nova Itália” (CENNI, Franco. Italianos no Brasil: “Andiamo in ‘Merica…" 3ª edição. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2003, p.183-4). Fundada em 1836 no Vale do Rio Tijucas-grande, a Colônia Nova Itália, no atual município de São João Batista é, inequivocamente, o Berço da Imigração Italiana no Brasil.


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SEGURANÇA

No fim de semana, quase 190 motoristas flagrados em estado de embriaguez pela PRF A

o todo, 186 motoristas foram flagrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) dirigindo sob efeito de álcool nesse fim de semana. A imprudência também se estendeu para outras infrações, como ultrapassagens em local proibido e condutores e passageiros sem cinto de segurança. Segundo o boletim da PRF, foram 82 acidentes com um saldo de 102 feridos e 2 mortes. Em Laguna ocorreu a maior concentração de fiscalização da PRF no Estado em função

do evento Moto Laguna. Aliás, a atividade policial iniciou no local desde a última quarta-feira, dia 4, e seguiu até domingo, dia 8. Foram 20 flagrantes de motoristas embriagados. Em Canoinhas, somente na noite de sexta-feira, dia 6, foram 24 flagrantes de embriaguez. Conforme o relatório da PRF, 112 ocupantes de veículos foram flagrados sem cinto de segurança e 115 motoristas acabaram autuados por ultrapassagem em local proibido.

MP fez mais de 1500 denúncias de crime contra administração em SC em 2019 N

o Dia Internacional Contra a Corrupção, nesta segunda-feira (9), o Ministério Público de Santa Catarina divulga um balanço de suas ações. A coluna antecipa: O MP/SC obteve quase 80% de sucesso nas ações de improbidade administrativa julgadas em 2018 e 2019. De janeiro a novembro de 2019, por mês, mais de 55 ações civis públicas são oferecidas em casos que envolvem moralidade administrativa nos municípios e no Estado. São casos

de funcionários fantasmas, a prática da "rachadinha" - na qual políticos se apropriam de parte do salário de funcionários -, nepotismo, fraude à licitação e pagamento de propina. De janeiro de 2018 a setembro de 2019, o MP/SC obteve sucesso em 78,76% das ações de improbidade administrativa julgadas em 1º grau. No período, houve 345 julgamentos procedentes no todo ou em parte, enquanto as sentenças de improcedência totalizaram apenas 93 casos. Ou seja,

de cada 10 ações ajuizadas, 8 acolheram algum dos pedidos do MP/SC. Essas ações buscam impor algum tipo de punição aos gestores públicos e particulares que participaram de atos como enriquecimento ilícito, desvio de recursos, superfaturamento ou violação de princípios da administração pública. As punições vão desde a devolução dos valores desviados até o pagamento de multa, a proibição de contratar com o poder público, a per-

(48) 3628-1261 (48) 98843-6550 (48) 98836-1632

Rodovia BR-101, - km-341 S-03 Humaitá de Cima, Tubarão, SC - Cep: 88708-350

da do cargo e a suspensão dos direitos políticos. Na área criminal, de janeiro até novembro de 2019, o MP catarinense instaurou 169 procedimentos de investigação criminal envolvendo crimes contra a administração pública e recebeu 1.743 inquéritos policiais nesta área. Além disso, apresentou 1.569 denúncias por crimes contra a administração pública, que, em parte, envolvem atos de corrupção e de irregularidades na gestão pú-

blica. Nos onze primeiros meses do ano foram expedidas 357 recomendações e celebrados 148 TACs na área da moralidade administrativa. Melhorar os Portais de Transparências dos

municípios e do Estado, qualificar e fortalecer as controladorias internas são mecanismos importantes para aumentar o controle social e evitar crimes de corrupção, irregularidades e gasto inútil na administração pública.


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GERAL

Santa Catarina deve superar o Rio de Janeiro e ter o 3º maior PIB per capita do país S

anta Catarina está prestes a ultrapassar o Rio de Janeiro e se tornar o terceiro estado com maior PIB per capita do Brasil, que faz uma relação entre o Produto Interno Bruto e a quantidade de habitantes do país . Apesar de os números oficiais ainda não terem sido divulgados, previstos para o ano que vem, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) afirma que os catarinenses já estão mais “ricos” do que os cariocas desde o ano passado, segundo informações do Valor Econômico. Para o economista Lucas Rocco, a situação do estado em relação ao PIB per capita é um reflexo de como a economia vem se desenvolvendo em Santa Catarina.

“A economia catarinense está muito diversificada e descentralizada. Temos um povo altamente empreendedor”, comentou. Lucas ressalta ainda que dificilmente o Rio de Janeiro conseguirá realizar uma retomada e voltar a ter o terceiro melhor PIB per capita país. “Quando olhamos para o Rio vemos um remorso, o histórico de governadores presos e uma situação de saúde pública complicada, em um estado com muita gente. Santa Catarina tem uma estrutura muito melhor e acho muito difícil que o Rio reverta esta situação”, concluiu. Ultrapassando o estado carioca, Santa Catarina fica atrás somente de São Paulo e Brasília em relação ao PIB per capita.


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