ANO 21 - EDIÇÃO 1433 - R$ 2,00
QUINTA-FEIRA 06 DE DEZEMBRO DE 2018 www.omunicipio.com
"É uma transição honesta e transparente", diz Eduardo Pinho Moreira CONTRACAPA
O sol volta nesta quinta, mas o tempo apresentará mudanças PÁGINA 02
Extrema pobreza salta e chega a 15,2 milhões de pessoas PÁGINA 03
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GERAL
O sol volta nesta quinta, mas o tempo apresentará mudanças
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ovamente teremos a presença do sol em todas as regiões. Ele ainda predomina, mas isso mais para quem está no Oeste. Nas outras regiões, vamos ter a presença do sol só que mais nuvens aparecem em momentos do dia.
As temperaturas sobem ao longo da tarde. Menos do que hoje já que temos entrada de vento Sul. Chamo atenção que na noite para sexta-feira há chance de chuva mal distribuída no Sul, Litoral, Vale do Itajaí e cidades de
Planalto mais próximas do mar. A chuva é irregular, ou seja, algumas áreas terão só aumento de nuvens. TEMPO INSTÁVEL EM PARTE DE SC No entanto, esta con-
dição é um indicativo que o tempo muda para sexta-feira. O dia terá muitas nuvens que permitem aberturas de sol, mas intercalando com momentos de chuva passageira. Essa condição é para o Sul, Litoral, Vale do Itajaí, Norte e cidades do Planal-
to mais próximas do Litoral. Para o Meio Oeste e Oeste, a previsão é de outro dia de sol, nuvens e tempo seco. Desta forma, as temperaturas sobem só no Oeste. Boa parte das regiões ficam nos 23 a 25ºC.
ATENÇÃO SERRA Se nada mudar teremos noites e início de manhãs com frio no fim de semana. Na Serra, o sábado poderá amanhecer com geada e temperatura até negativa. Vamos ver!
Os montes derretem como cera na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra. Salmos 97:5
Expediente Fundado em 07 de junho de 1997 Editor Chefe: Reinor Marcolino - Reg.SC 02.423-JP Designer/Diagramação: Fabio Julio Gonçalves Correção: Jatênia Elza Serafim da Silva Desenhos: Vitor Bitencourt Colaboradores: Jaison Bez Fontana, Vilson Schambeck, Evandro Marques Pacheco, Arilton Barreiros, Beto Madeira, João Carlos Idalêncio. Impressão: Gráfica Alternativa - Criciúma
Fones: (48) 3624-2456 Whatsapp: (48) 99671-3638
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Extrema pobreza salta e chega a 15,2 milhões de pessoas O
número de pessoas na faixa de extrema pobreza no Brasil aumentou de 6,6% da população em 2016 para 7,4% em 2017, ao passar de 13,5 milhões para 15,2 milhões. De acordo com definição do Banco Mundial, são pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140 por mês. Segundo o IBGE, o crescimento do percentual nessa faixa subiu em todo o país, com exceção da Região Norte onde ficou estável. Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2018, divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que entende o estudo como “um conjunto de informações sobre a realidade social do país”. O trabalho elaborado por pesquisadores da instituição tem como principal fonte de dados para a construção
dos indicadores a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2012 a 2017. O estudo mostra ainda que também aumentou a proporção de pessoas abaixo da linha de rendimentos. Em 2017, era de 26,5%, enquanto no ano anterior ficou em 25,7%. Os percentuais significam a variação de 52,8 milhões de pessoas para 54,8 milhões. De acordo com definição do Banco Mundial, são pessoas com rendimento até US$ 5,5 por dia ou R$ 406 por mês. A maior parte dessas pessoas, mais de 25 milhões, estava na Região Nordeste. Houve elevação ainda na proporção de crianças e adolescentes (de 0 a 14 anos) que viviam com rendimentos até US$ 5,5 por dia. Saiu de 42,9% para 43,4%, no período. A pesquisa identifi-
cou que em 2017 cerca de 27 milhões de pessoas, ou seja, 13% da população, viviam em domicílios com ao menos uma das quatro inadequações analisadas: características físicas, condição de ocupação, acesso a serviços e presença de bens no domicílio. A inadequação domiciliar foi a que atingiu o maior número de pessoas: 12,2 milhões, ou 5,9% da população do país. Isso significa adensamento excessivo, quando há residência com mais de três moradores por dormitório. No Amapá o nível atingiu 18,5%, enquanto em Santa Catarina ficou em 1,6%. No mesmo ano, 10% da população do país viviam em domicílios sem coleta direta ou indireta de lixo e 15,1% moravam em residências sem abastecimento de água por rede geral. O Maranhão foi o estado
que registrou a maior falta de coleta de lixo: 32,7% da população não tinha acesso ao serviço. Ainda na ausência de melhores condições, o estado do Acre é o que registrou maior percentual (18,3%) de pessoas residentes em domicílios
sem banheiro de uso exclusivo. Já o Piauí, tinha a maior proporção da população sem acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial (91,7%). Esses resultados mostram uma diferença grande para o estado
de São Paulo, onde houve a maior cobertura para cada um dos serviços. A proporção da população sem coleta de lixo ficou em 1,2%, sem acesso a abastecimento de água por rede alcançou 3,6% e sem esgotamento sanitário por rede foi 7,0%.
SC fatura US$ 24 milhões com exportação de arroz em 2018, dez vezes mais que no último ano O
arroz entrou na pauta de exportações de Santa Catarina. Segundo maior produtor nacional do grão, o estado conquista agora o mercado internacional. De janeiro a outubro deste ano, os produtores catarinenses já embarcaram 82,7 mil toneladas para abastecer outros países – a quantidade é 24 vezes maior do que toda exportação do grão em 2017. Este ano, as exportações de arroz já trouxeram um faturamento de US$ 24 milhões para Santa Catarina. Os principais mercados são Venezuela e África do Sul. Em todo ano de 2017, o estado arrecadou apenas US$ 2,2 milhões com a exporta-
ção, 10 vezes menos que na atual temporada. Um dos destaques do agronegócio catarinense, o arroz é produzido majoritariamente por agricultores familiares. “Produzimos em áreas menores do que os outros estados, porém com alta produtividade, cultivando variedades desenvolvidas aqui mesmo em Santa Catarina pela Epagri. Com essas características, a produção catarinense de arroz tem uma importância socioeconômica, criando empregos e respeitando o meio ambiente dentro dos princípios da sustentabilidade”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.
Safra 2018/19 As estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) apontam para uma leve redução na área plantada de arroz irrigado em Santa Catarina. Está prevista uma colheita de 1,1 milhão de toneladas em 143,3 mil hectares. No estado, 99,5% da área destinada ao arroz irrigado na safra 2018/19 já foi semeada e, segundo os relatórios de campo, a área plantada encontra-se em condição boa, sem apresentar problemas que resultem em redução da produtividade ou perdas. Segundo maior produtor nacional, Santa Cata-
rina tem a maior produtividade de arroz do país. “Os produtores adotam tecnologia de ponta em suas lavouras. Além disso, Santa Catarina contribui com o desenvolvimento da rizicultura através das pesquisas e assistên-
cia técnica da Epagri e da parceria com as cooperativas e indústrias”, destaca Spies. Boletim Agropecuário O Boletim Agropecuário é publicado mensalmente pelo Centro de Socioeconomia e Plane-
jamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) e traz o acompanhamento das safras, da produção e dos mercados para os principais produtos do agronegócio catarinense. O documento está disponível no site da Epagri.
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Santa Catarina tem nova Lei Estadual da Piscicultura
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s piscicultores catarinenses terão novas regras para licenciamento ambiental. Nesta terça-feira, 4, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Estadual da Piscicultura - encaminhada pelo Governo do Estado em abril deste ano. A nova Lei é uma atualização da Lei nº 15.736/2012, que disciplina a piscicultura de águas
continentais no estado, e busca adequá-la ao Código Florestal Brasileiro e ao Código Estadual do Meio Ambiente. A principal mudança será nos critérios para o licenciamento ambiental. A proposta permite o uso de áreas de preservação permanente para a atividade da piscicultura – seguindo critérios que liberem a produção, sem compro-
meter a preservação da vegetação nativa. “A nova Lei é um instrumento importante para incentivar a piscicultura em Santa Catarina, gerando mais renda e empregos no meio rural. Além da produção de alimentos saudáveis, de qualidade e a custos acessíveis para os consumidores catarinenses”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies. A piscicultura catarinense tem características diferentes de outros estados. Em Santa Catarina, a grande maioria das propriedades tem menos de 50 hectares e conta com mão de obra familiar. Com o espaço reduzido, 95% dos açudes e vivei-
ros para cultivo de peixes de água doce estão em áreas de preservação permanente. E, por isso, os produtores não possuem licença ambiental, ficando impossibilitados de acessar o crédito rural, os programas de fomento do Governo Federal e Estadual e, até mesmo, as medidas de recuperação ambiental. Segundo o gerente de Pesca da Secretaria da Agricultura, Sergio Winckler, a partir de agora 90% dos piscicultores sairão da ilegalidade. “Os produtores terão mais segurança com a legalização das unidades produtivas, podendo inclusive acessar crédito para investimento. Este é um marco importante para a
piscicultura catarinense. A intenção agora é trabalhar junto aos órgãos ambientais para regularização dessas propriedades”. Tanto o Código Florestal quanto o Código Estadual do Meio Ambiente já autorizam a piscicultura em áreas de preservação permanente. Então a Lei Estadual da Piscicultura foi adequada para regulamentar o licenciamento ambiental e dar mais segurança jurídica aos piscicultores, que em sua maioria são agricultores familiares. A nova Lei da Piscicultura foi elaborada em conjunto pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Instituto do Meio Ambiente (IMA),
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Epagri e Polícia Militar Ambiental. Piscicultura em Santa Catarina Santa Catarina conta com mais de 30 mil piscicultores, entre amadores e comerciais. O estado está entre os principais produtores de peixes de água doce do país, com uma produção de 43,3 mil toneladas em 2016. Em termos financeiros, os piscicultores geraram mais de R$ 200 milhões em 2016. A produção está concentrada nas regiões de Tubarão, Joinville, Rio do Sul e Blumenau. E a espécie mais produzida no estado é a tilápia.
Prazo para SC adotar placas no padrão Mercosul vai até dia 31
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Conselho Nacional de Trânsito (Contran)
estabeleceu nova data limite para que os empla-
camentos feitos em Santa Catarina sigam o padrão Mercosul. Os órgão de trânsito catarinenses têm até 31 de dezembro para implementar o sistema em novos registros de veículos, em processo de transferência de município ou de propriedade, ou em casos de substituição das placas. A resolução editada em 30 de novembro e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (3) definiu o seguin-
te cronograma para as unidades da federação: - 3 de dezembro de 2018: Rio de Janeiro; - 10 de dezembro de 2018: Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco e Rondônia; - 17 de dezembro de 2018: Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul; - 24 de dezembro de 2018: Acre, Alagoas, Maranhão e Paraná e Piauí; -31 de dezembro de 2018: Amapá, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
OPORTUNIDADE A CP Monitoramento, de Jaguaruna, está selecionando currículos para vaga de mantenedor de alarmes. Requisitos: Masculino, habilitação AB Os interessados devem enviar currículo para o e-mail jaguaruna@cpmonitoramento. com, ou comparecer na empresa que fica no Balneário Arroio Corrente, em horário comercial.
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Novo governo de SC foca em medidas para controlar gastos com pessoal C
om os gastos com pessoal no Estado beirando ou ultrapassando — dependendo da metodologia de cálculo — os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, a transição de governo em SC já trabalha nas situações para controle das despesas com folha de pagamento. Conforme o coordenador do processo, professor Luiz Felipe Ferreira, as atenções se voltam para três questões: terceirização, cessão de servidores e a forma de custeio da Fundação Catarinense de Educação Especial. Na terceirização, a intenção é revisar contratos em que a atividade-meio deveria ser exercida pelo servidor público e na qual é contratado pessoal de fora, com incidência na questão da folha. Já na cessão de servidores, Ferreira cita como exemplo professores que saíram da sala de aula, criando a necessidade de chamar Admitidos em Caráter Temporário (ACTs). O terceiro ponto já vem sendo trabalhado no final da atual gestão, que é a mudança na forma de custeio da Fundação Catarinense de Educação Especial. Anteriormente, o Estado cedia o professor, na forma de ACT, para atender as demandas. A visão agora é repassar o recurso de custeio para que a fundação faça a gestão e preste contas dentro daquele valor. — Nosso objetivo é identificar como de fato esse comprometimento está hoje e a situação para o futuro. E é importante destacar que a questão da folha não
é só do Executivo, hoje pontualmente está aqui, mas eu vejo a necessidade de uma ação integrada entre os poderes para que a gente de fato tenha um resultado positivo ao longo do tempo — diz o coordenador da transição. Divergência entre Estado e Tesouro sobre índice de comprometimento Em novembro, o Tesouro Nacional divulgou relatório que coloca Santa Catarina entre os 14 estados que superaram o limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, incluindo todos os poderes.e órgãos. Esse índice seria de 60,57% da receita líquida, sendo que o limite é de 60%. A Secretaria da Fazenda de SC, porém, aponta que há diferença na metodologia de cálculo. O governo estadual tem entendimentos divergentes do Tesouro Nacional, baseados em decisões do STF e prejulgados do Tribunal de Contas do Estado, assim como entendimentos firmados pela Procuradoria Geral do Estado. Um exemplo dessas diferenças é o abono de permanência, pago aos servidores que cumpriram os requisitos de aposentadoria, mas permanecem na ativa. Essa despesa, de acordo com decisão do TCE/SC, é considerada verba indenizatória e, por isso, não é computada no cálculo da despesa com pessoal pelo Executivo. Contudo, os números apurados no Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal
seguem outras metodologias e entendimentos firmados em portarias emitidas pela Secretaria do Tesouro Nacional, que não computam tais despesas para fins de verificação dos índices da Lei de Responsabilidade Fiscal. Outro ponto que a Fazenda ressalta é quanto ao período de referência. Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, a despesa com pessoal deve ser publicada a cada quadrimestre somando-se o mês de referência aos 11 anteriores. Dessa forma, considerando o mesmo período de referência analisado pelo Tesouro (3º quadrimestre de 2017), a despesa consolidada publicada por todos os poderes e órgãos alcançou 59,92% da Receita Corrente Líquida, de acordo com a Fazenda catarinense. Ações de contenção A última publicação oficial da despe-
sa com pessoal somente do Poder Executivo é referente ao segundo quadrimestre de 2018 (setembro de 2017 a agosto de 2018) e representou 48,87% da Receita Corrente Líquida — ou seja, acima do limite prudencial de 46,55% e próximo do limite máximo de 49%. Considerando os valores publicados pelos demais poderes e órgãos autônomos no segundo quadrimestre de 2018, a despesa com pessoal consolidada alcançou 59,08% da Receita Corrente Líquida. Diante desse cenário, e levando em conta o crescimento vegetativo da folha de salários dos servidores por tempo de serviço, promoções na carreira e outros benefícios já previstos na legislação, o governo do Estado tem tomado medidas de contenção e controle das despesas de pessoal. Entre as ações destacadas pela Fazenda estão o
fechamento de estruturas administrativas (15 Agências de Desenvolvimento Regional e quatro secretarias executivas), redução de cargos comissionados e gratificações, Resolução do Grupo Gestor de governo limitando a concessão de aumentos para servidores e empregados públicos e realização de horas extras e limitação na concessão de licenças no segundo semestre de 2018 em que haveria a necessidade de substituição de pessoal por meio de contrato temporário. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, se a despesa total com pessoal de um poder ou órgão autônomo ultrapassar os limites máximos, o percentual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro. Se não alcançar a redução no prazo estabelecido, e enquanto não
regularizar a situação, o Estado não poderá receber transferências voluntárias, obter garantia, direta ou indireta, de outro ente e contratar operações de crédito, a não ser as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que tenham como objetivo à redução das despesas com pessoal. Essas restrições se aplicam imediatamente se a despesa total com pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do mandato dos titulares de poder ou órgão autônomo. Os poderes e órgãos são notificados pelo TCE sempre que a realização da receita, no final de um bimestre, não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, e sempre que o montante da despesa com pessoal ultrapassar 90% do seu limite.
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ESPORTES
Hemerson Maria assume missão de erguer Figueirense a partir do campo H
emerson Maria estava à vontade na apresentação oficial pelo Figueirense, nesta quarta-feira, na sala de imprensa do Orlando Scarpelli. O treinador volta ao clube após oito anos. Desta vez para o maior desafio no Alvinegro. Técnico do time principal, passa por seu comando do futebol a esperança para reerguer o clube envolto em dívidas financeiras a partir dos resultados no campo. Ele reconhece que a situação é um obstáculo a mais. No entanto, a identificação com o Figueira e a maturidade de adquirida no período fora do Scarpelli serão empregados na tarefa. – Quem assume o Figueirense sempre será cobrado por resultado. Nossas metas iniciais são a defesa do título estadual, e formatar uma equipe competitivo e entrosada para a Série B, em que o acesso
é o objetivo. É um trabalho difícil, árduo e o Figueirense oferece condições. Tenho conversado com o Felipe (Faro, diretor de futebol) e o Cláudio (Vernalha, presidente) para termos um time brigador e organizado taticamente. O primeiro passo é esse. Não existe resultado sem desempenho e os resultados virão – disse o treinador. A história de Hemerson Maria no Figueira começou quando tinha nove anos. Menino, passou por todos os times de base do clube e dele saiu para tentar a vida como atleta. Sem sucesso, voltou aos 29 para trabalhar como treinador de base. Desde 2010, após comandar o time alvinegro na Copa São Paulo de futebol júnior daquele ano, seguiu a carreira. Entre os clubes em que trabalhou estão Avaí, Joinville, Fortaleza e Vila Nova, o último que defendeu.
Acompanhado do auxiliar Emerson Nunes e do preparador físico Alexandre Souza, voltar ao Figueirense vai além do desafio profissional. Natural de Florianópolis, ele quer estar mais próximo da família neste momento da carreira. A morte do pai, em setembro deste ano, fez parte da decisão. – Sou muito ligado à família. Perdi meu pai, que é um dos meus ídolos. Foi um baque grande, porque sou o filho mais velho e na ocasião (no Vila Nova) não pude dar o suporte que gostaria. Minha família precisava de mim e clube em que comecei precisa do meu auxílio. Vamos buscar objetivo do time e também de encontrar harmonia com a família. Diretor de futebol do clube, Felipe Faro apresentou Hemerson Maria e falou sobre a situação das finanças do clube, uma vez que
o presidente Claudio Vernalha alegou uma emergência que o impediu de estar presente. De acordo com Faro, o mandatário busca acertar as pendências o quanto antes e o plano é começar a pré-temporada em 2 de janeiro e com o elenco formado de forma simples: dentro do orçamento. Tanto o dirigente quanto Hemerson Maria adotam a cautela para tratar dos nomes que buscam para for-
matar o elenco para a próxima temporada. São 12 jogadores com contrato em vigor para a temporada e mais quatro atletas que já alçados ao elenco profissional ao final deste ano. No entanto, sabe o que quer para o time que vai mandar a campo. – Os nomes são tratados internamente, alguns contatos foram feitos. O mercado está fervilhando, se falar pode gerar especulação e dificuldade de ne-
gociação. Dá para alcançar objetivos com orçamento mais baixo. Definimos um perfil e buscamos este tipo de atleta. Eu me sinto à vontade em formatar um time pelos mercados que passei. São jogadores com fome, com vontade de vencer, algo que o Figueirense sempre fez. O clube forma jogadores também fora da base. Há grandes atletas sedentos por oportunidade. Vamos busca-los com inteligência e criatividade.
O preferido para o gol azurra: Avaí está de olho em Ivan, joia da Ponte Preta
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goleiro Ivan, da Ponte Preta, é a bola da vez no Avaí. Com as saídas de Aranha, Kozlinski e Rubinho, que não terão seus contratos renovados após
o acesso, o Leão está em busca de um novo camisa 1. O titular da Macaca na Série B do Brasileiro, ao que tudo indica, deve ser o escolhido da diretoria azur-
ra. Em participação no Estádio CBN, da CBN Diário, na noite da última segunda-feira, o presidente Francisco Battistotti disse que
o Avaí fará somente uma contratação para o início de 2019: um goleiro. A Ponte Preta tem interesse no lateral-esquerdo Capa, o que facilitaria na transação. – A única contratação para o estadual é um goleiro. Nós vamos ficar com o Léo Lopes e o Cláudio Vitor e está vindo um goleiro, que já está acertado e só falta assinar. Está acertado, mas não está assinado. Se eu comentar agora (o nome), eu vou ter problema. É um goleiro que se destacou. Então deixa eu assinar para depois poder falar – disse
Battistotti. Aos 21 anos e formado no Guarani, Ivan desembarcou na Ponte Preta junto do preparador de goleiros Betão Guastali. Se destacou na base e após uma ligação de Eduardo Baptista, treinador na época, ficou pronto para ser o dono da meta da Macaca em 2018, já que Aranha não iria permanecer no clube. Apesar da intenção do Avaí em comprar 50% dos direitos econômicos de Ivan junto à Ponte, o presidente pontepretano José Armando Abdalla Junior
negou a possibilidade de negociar o jovem arqueiro. O contrato de Ivan com a Macaca vai até 2023. – Fake news. Não existe a menor possibilidade disso aí – se limitou a dizer o dirigente da Macaca em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira. Os números de Ivan no primeiro ano como titular da Ponte são excelentes. Dos 63 jogos do time em 2018, ele esteve em campo 62 vezes. Poupado, ficou fora só em uma partida no Torneio do Interior. Ainda foram 29 confrontos sem sofrer gol na temporada.
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Primeiro cão guarda-vidas do Brasil é aposentado pelo Corpo de Bombeiros de SC O
labrador Ice, primeiro cão guarda-vidas do país e estrela do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, não voltará às areias da Praia de Cabeçudas, em Itajaí, onde costumava ser escalado para o plantão. Uma infecção na próstata fez com que a corporação decidisse pela aposentadoria do cão, que está com 9 anos. A veterinária do Corpo de Bombeiros, Andreza Moraes, diz que o tratamento começou em junho. Desde então, Ice tomou antibióticos e tem a recuperação controlada por meio de ultrassonografias mensais. Ele foi diagnosticado com prostatite, uma doença causada por bactéria que, segundo ela, acomete tanto cães pet quanto cães de trabalho. _ Ele está bem, mas decidimos aposentar antes de ter um problema maior.
Prezamos pelo conforto do cão, pela saúde. O Ice trabalhou fazendo o melhor dele, mas sabemos o limite até onde ele pode ir _ comentou. Ice já estava mesmo perto da aposentadoria. Os cães dos Bombeiros costumam parar de trabalhar aos 10 anos, quando estão com a saúde em dia _ o que significa que a parada estratégica ocorre apenas um pouco antes do esperado. Carreira nos Bombeiros Além de ter ficado famoso em todo o país como o primeiro cão guarda-vidas brasileiro, treinado para auxiliar em resgates de afogamentos com múltiplas vítimas, Ice também teve uma bem-sucedida carreira como cão de busca, sua atividade original no Corpo de Bombeiros. Um de seus trabalhos de maior repercussão foi a
busca pelas vítimas do desastre de Mariana (MG), em 2015. Ice iniciou os treinamentos com apenas 60 dias de vida, e participou de mais de 80 ocorrências. Ele tem diversas certificações internacionais pela qualidade do trabalho.
Nos últimos anos, também passou a se dedicar à terapia no Hospital Marieta e na Apae de Itajaí, onde permanece até hoje. As visitas à Apae ocorrem duas vezes por semana, e só foram interrompidas no auge do tratamento de saúde do labrador.
Aposentado, Ice seguirá morando com o sargento do Corpo de Bombeiros de Itajaí, Evandro Amorim, que o treinou desde filhote. O filho do sargento, soldado Thiago Amorim, se prepara para receber um novo cãozinho, que será treinado como Ice. A continuida-
de do trabalho dependerá da decisão do novo comando do Batalhão de Itajaí _ a troca deve ocorrer ainda este mês. Por enquanto, não há cães preparados para substituir Ice na atividade de guarda-vidas em Santa Catarina.
Ação contra desvios de recursos em obras de saneamento no Sul do Estado A
Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira (5), em Joinville, uma operação para combater crimes de lavagem de dinheiro e desvio de recursos em obras de saneamento do PAC por municípios do Sul do Estado. A ação, intitulada Hooponopono, é um desdobramento da operação Água de Prata, deflagrada em maio de 2016, e é realizada em seis cidades catarinenses e ainda em Curitiba, no Paraná. A operação tem como objetivo reprimir uma suposta organização criminosa que estaria infiltrada em diversas prefeituras
municipais da região do extremo sul de Santa Catarina, desviando recursos públicos obtidos por meio de convênios com a União para obras de saneamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) II, em Joinville. As apurações demonstraram que um servidor público, que mora em Florianópolis, estaria desviando dinheiro e adquirindo imóveis. Segundo oa PF, ele fazia um contrato de gaveta, adquiria um imóvel e não registrava o documento em cartório. Para a polícia, a origem do dinheiro é ilícita porque o servidor não
tem capacidade financeira para o volume de bens que possui. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em alguns endereços localizados nos municípios catarinenses de Florianópolis (8), Governador Celso Ramos (1), Joinville (2), Blumenau (1), Vitor Meirelles (1) e São José do Cerrito (1), além de Curitiba (1), no Paraná. Também são cumpridas ordens judiciais de sequestro de bens e de bloqueio de contas bancárias. Ninguém foi preso durante a ação desta manhã. Os documentos que foram
apreendidos serão encaminhados à Justiça para corroborar com as investigações. Operação anterior gerou nova investigação Documentos apreendidos em 2016 apontaram que um servidor público estaria ocultando bens suspeitos de origem ilícita, acarretando em nova investigação em conjunto com a Receita Federal. As apurações demonstram que um grupo de pessoas estaria atuando para ocultar ou dissimular a origem de recursos obtidos de
maneira ilícita. No total, 68 policiais federais, em conjunto com oito auditores da Receita Federal, estão envolvidos nesta fase da investigação. O objetivo do cumprimento dos mandados é coletar que comprovem o grau de participação dos envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro. No inquérito policial em andamento, os suspeitos de participarem do esquema poderão ser indiciados pela prática do crime de lavagem de dinheiro, da qual a pena máxima é de 10 anos de reclusão, além de associação criminosa que
pode gerar condenação de três anos de prisão. Nome da operação O nome desta fase da operação é uma referência a uma prática havaiana antiga. Hooponopono, com tradução livre de "corrigir um erro" ou “tornar certo o que está errado”, é uma técnica de autoconhecimento e que busca a cura espiritual, emocional e física. No âmbito da investigação, está relacionada à busca da verdade real e correção do enriquecimento ilícito verificado na operação.
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"É uma transição honesta e transparente", diz Eduardo Pinho Moreira O
governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), em entrevista no Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV, nesta quarta-feira, fez um balanço dos 10 meses à frente do Executivo estadual e falou sobre a transição com o governo eleito de Carlos Moisés da Silva (PSL). Em conversa com os jornalistas Raphael Faraco e Renato Igor, o emedebista relembrou que logo que assumiu o governo anunciou a necessidade de reduzir o tamanho do Estado, por conta do limite legal de comprometimento da receita com folha de pagamento. Conforme Pinho, o resultado com as medidas to-
madas tem sido positivo até agora. — A projeção era de déficit de R$ 2 bilhões para 2018. Entrego o governo com déficit abaixo de R$ 700 milhões, portanto uma economia de mais de R$ 1 bilhão, com salários em dia. Essa foi uma conquista. Diminui 15 secretarias regionais, quatro secretarias centrais, entre cargos comissionados e funções gratificadas, mais de 400 cortes. Nós fizemos o trabalho — declarou. Mesmo assim, para 2019 a previsão é de até R$ 2,3 bilhões em déficit, no que o governador reconheceu ser a maior preocupação do Estado. Pinho Moreira disse que
é possível enxugar mais a máquina pública, afirmando que a legislação no ano eleitoral trouxe dificuldades nesse sentido, sendo preciso mudanças estruturais por meio das leis. Sobre a transição, contou que conversa com Carlos Moisés quando há necessidade de informações adicionais e que o governador eleito sempre comunica o que vem fazendo: — Abri todas as informações, chamei todos os auxiliares. É uma transição honesta, transparente e contribuindo para Santa Catarina ficar melhor. Questionado se o MDB vai "mergulhar de
cabeça" no novo governo, ele garantiu que "definitivamente não" e comentou que as manutenções de Paulo Eli na Secretaria da Fazenda e de Leandro Lima na Administração Prisional (novo nome da Justiça e
Cidadania) não têm relação com o partido. — Ele (Moisés) não convidou por serem de partido A ou B. Fazer política não é pecado, mas eles são eminentemente técnicos. Um é agente prisional, pela primei-
ra vez na história tive a coragem de colocar um agente como secretário de Estado nessa secretaria, e o Paulo Eli é reconhecido como um dos melhores técnicos de Santa Catarina — argumento.