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Especial 17 de julho 2021

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Entre a cruz e a cafeína, a História de Volta Redonda Como os acontecimentos da História do Brasil e do mundo ajudaram a moldar o nascimento e a cultura de uma das mais prósperas cidades do país


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Sábado, 17 de julho de 2021

Entre a cruz e a cafeína, a História de Volta Redonda Como os acontecimentos da História do Brasil e do mundo ajudaram a moldar o nascimento e a cultura de uma das mais prósperas cidades do país Aurélio Paiva A história cultural que deu origem a Volta Redonda talvez tenha sua origem mais forte há dois mil anos, quando dois pedaços de madeira em formato de cruz se ergueram nas imediações de Jerusalém em um monte chamado Calvário ou Gólgata (ambos significando caveira). À sombra desta cruz, por conta do significado do homem nela pregado, uma teia histórica que mudaria os rumos do mundo seria formada até que, como parte dela, no futuro surgiria Volta Redonda. A morte de Cristo - e o surgimento do Cristianismo - não influenciaria no futuro apenas a formação religiosa ou cultural da cidade, mas sua própria existência. Há detalhes incríveis. Como, por exemplo, dois ingleses chamados João (John) utilizariam o mesmo livro monástico cristão e se uniriam em um ato que revolucionaria o parlamento britânico, mudando o que ocorreria no outro lado do mundo: a região Sul Fluminense, incluindo a futura Volta Redonda. Falando desde um pequeno livro monástico a uma simples xícara de chá, tentaremos recompor parte da teia histórica que levou à criação da cidade que seria o símbolo da industrialização e da modernidade do Brasil.

A princesinha portuguesa levou o chá à Inglaterra; e o chá fez revoluções Catarina de Bragança era uma jovem princesa portuguesa de 23 anos de idade quando mandada à

Foi a princesinha portuguesa Catarina de Bragança quem levou o chá aos ingleses Inglaterra para se casar com o Rei Carlos II, em 1662. Levou na bagagem algo na prática desconhecido dos ingleses e muito comum em Portugal: folhas de chá. Mandou que trouxessem água quente, misturou as folhas e bebeu. Claro que a Corte inteira queria provar. A bebida foi considerada uma maravilha. Não só pelo sabor, mas pela disposição que dava a todos. Parecia que a pessoa havia ingerido bebida alcoólica mas não ficava bêbada, mas com a mente desperta e sagaz. Motivo: o chá - que mais tarde seria chamado de “chá inglês” - tinha uma grande quantidade do estimulante cafeína. Portugal era mesmo uma potência. A mesma

cruz das caravelas que havia chegado ao Brasil e feito a primeira missa em solo brasileiro, em 1500, havia, logo em seguida, aportado do outro lado do mundo, na China. Mais especificamente em Macau, que seria colônia portuguesa por 400 anos e de onde viria o chá. Não só a Inglaterra como suas colônias ficaram “viciadas” na cafeína do chá. Em uma destas colônias, hoje chamada Estados Unidos da América, a quantidade de chá consumida era tão grande que a Inglaterra (quase quebrando financeiramente na época) resolveu instituir um imposto sobre todo o chá vendido àquela colônia pela Companhia Britânica das Índias Ocidentais.

Resultado? Uma revolta, em 1773, entre os colonos, apelidada de “Boston Tea Party” (Festa do Chá) em que o carre-

gamento de chá de três navios ingleses foi jogado nas águas do porto de Boston. Um evento chave na revolução que daria causa à Independência dos EUA, iniciando um efeito dominó na América Latina.

A morte de Cristo - e o surgimento do Cristianismo não influenciaria no futuro apenas a formação religiosa ou cultural da cidade, mas sua própria existência


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Um pouco mais de cafeína; e junto com ela mais escravidão Enquanto os colonos ingleses na América jogavam o chá nas águas de Boston, no Brasil, o Vale do Paraíba recebia com prazer uma planta com pelo menor o dobro de cafeína que o chá e que iria viciar quase todo o mundo: o café. Trazido da Guiana Francesa, não se deu muito bem no Norte do Brasil - mas encontrou no Vale do Paraíba não apenas terra fértil, mas também infraestrutura: as estradas novas e velhas no Vale do Paraíba do já encerrado “ciclo do ouro” do Brasil, eram perfeitas para o transporte e exportação do café. Neste ciclo, uma família se destacou: a família Breves. Vindos de Rio Claro, estabeleceram fazendas de café de Mangaratiba à divisa de Minas, passando por Bananal e, principalmente, pelo Sul Fluminense, incluindo áreas onde estão hoje Resende, Quatis, Porto Real, Barra Mansa, Volta Redonda, Pinheiral, Barra do Piraí e mais uma vastidão. Joaquim Breves, um dos patriarcas, se tornou o homem mais rico do Brasil e um dos mais ricos do mundo. Mas o café cobrava um preço humano alto: a escravidão. Navios negreiros desembarcavam às pencas nos portos de Mangaratiba e Bracuhy. A brutalidade do tratamento dispensado aos escravos é algo que já vai mais do que narrado em milhares de textos. O preço da riqueza do café no Sul Fluminense era infame. Mas havia um pequeno livro escrito quase 300 anos antes cujas ideias ajudariam a mudar mais uma vez a História. O livro, escrito em 1441 pelo monge agostiniano alemão Tomás de Kempis, chamava-se “A Imitação de Cristo”. Ele não iria começar a derrubar o café. Esta era apenas a consequência. Ele

iria começar a derrubar a escravidão.

Um capitão de navio negreiro muda sua vida e a história Pouco antes da primeira muda de café chegar ao Vale do Paraíba nascia em Londres um sujeito chamado John Newton. Cresceu e viveu como traficante de escravos. Filho de pai rico, tinha prazer no negócio do tráfico. Até que um dia, em 1748, aos 23 anos de idade, viajando como passageiro em um navio que vinha da África, assustou os tripulantes por tantas blasfêmias e xingamentos contra Deus e toda a misericórdia. Só que algo inesperado aconteceu: na costa brasileira, o navio foi atingido por uma forte tempestade. O naufrágio era iminente. Tripulantes culpavam John Newton e queriam jogá-lo fora do navio. Especialmente depois que, saindo ele de um ponto do convés do navio, o marinheiro que ocupou seu lugar foi jogado ao mar. Desesperado, John Newton buscou no navio algo que pudesse ler: havia a Bíblia e o livro “A Imitação de Cristo” - de Tomás de Kempis. O navio escapou por muito pouco do naufrágio. Ao ler este último livro repensou sua vida. Decidiu se tornar cristão. Mas - em um mundo em que a escravidão era vista como normal por séculos ele acreditava que ser cristão era tratar bem os escravos. E assim se tornou um “humanitário” capitão de navio negreiro. Até que, em uma segunda experiência, quase morreu adoecido no mar. Repensou melhor e descobriu que o cristianismo para qual teria sido chamado não era o de tornar hu-

Usando escravos, café enriqueceu fazendeiros da região manitário o tráfico de escravo. Era o que ajudaria a acabar com o tráfico de escravos. E John Newton ainda iria compor uma das canções mais cantadas no Ocidente: “Amazing Grace” (Incrível Graça). De imediato John Newton retornou à Inglaterra, tornou-se pastor anglicano e encontrou outro John para a sua luta: John Wesley. Este era o homem que iriar revolucionar a religião e a política coincidentemente depois de ter o mesmo livro que o outro John: “A Imitação de Cristo”. E até reis tremeriam diante de suas ideias.

John Newton: de traficante de escravos a abolicionista inglês e autor da música “Amazing Grace”

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Primeira vitória na luta contra navios negreiros John Wesley, pastor anglicano, criou um movimento chamado metodismo. Em seu seio o fim da escravidão. Primeiro passo: aprovar uma lei que proibisse o tráfico de escravos em todas as colônias inglesas. Os cultos de Wesley lotavam não mais apenas igrejas, mas praças inteiras. Grupo de senhoras na Inglaterra, que os seguiam, arrecadavam dinheiro para campanhas pelo fim da escravidão. Sua forte religiosidade se espalhou pelas colônias e, nos EUA, suas mensagens chegaram tão forte através de discípulos que terminaram arregimentando os quadros para fazer a independência americana. Na Inglaterra, ele e John Newton se tor naram os maiores conselheiros e apoiadores de um jovem parlamentar: Willian Wilbeforce. Com muita luta e trabalho conjunto, após anos de tentativas e rejeições, finalmente Willian Wilberforce conseguiu aprovar a primeira lei, em 1807, que aboliu o tráfico de escravos no Império Britânico. Não havia acabado. Mas a porteira havia sido aberta: o movimento metodista de Wesley nos EUA ajudou a criar o chamado Segundo Despertamento (que sacramentou a abolição da escravatura nos EUA). Além disso, após a iniciativa da lei de Wilberforce, a Inglaterra avançou e declarou que consideraria como pirata todo navio que traficasse escravos em qualquer local do mundo e seus oficiais estariam sujeitos à execução. No Brasil, o movimento abolicionista também avançava. O cerco contra a escravidão se fechava.

Em 1850 o Brasil aprovou a Lei Eusébio de Queiroz, que proibia o tráfico de escravos no Brasil

O fim da lei para inglês ver e enfim o fim da escravidão Em 1850 o Brasil aprovou a Lei Eusébio de Queiroz, que proibia o tráfico de escravos no Brasil. Outras leis parecidas haviam sido aprovadas, mas, como diziam os donos de escravos, eram “para inglês ver”. Não eram cumpridas. Mas desta vez o governo brasileiro foi implacável. E os últimos a descobrirem que a lei era para valer foram os Breves, no Sul Fluminense. O episódio é conhecido como “Caso Bracuhy”, em que em plena Lei Eusébio de Queiroz os Breves desembarcaram um navio americano com escravos africanos no Porto Bracuhy, Angra dos Reis. Agentes do governo souberam do desembarque e prenderam todos os oficiais. O comandante americano fugiu vestido de mulher, porém logo foi preso no Caribe e enforcado nos EUA por ordem do presidente Abraham Lincoln - que aliás havia

feito a abolição dos escravos nos EUA. Foi o último navio negreiro a aportar no Brasil. O que poucos sabem é como o governo brasileiro soube do desembarque. Simples: o escritório da Inglaterra no Brasil havia infiltrado um espião entre os traficantes de escravos locais. E eles entregavam todos os planos aos ingleses, que por sua vez repassavam ao governo brasileiro. Além disso, o próprio Brasil contava com um já forte movimento abolicionista. Não demorou muito até que a Princesa Isabel decretasse o fim da abolição da escravatura no Brasil - para desespero dos cafeeiros do Sul Fluminense, cuja economia declinou rapidamente.

Os escravistas se vingam; mas o café morre ainda mais A grande vingança dos donos de escravos foi apoiar a proclamação da República. Os paulistas - que de

bobo não têm nada - mantiveram a produção de café usando mão-de-obra imigrante e aproveitando vastos planaltos onde, ao contrário do Rio de Janeiro, as terras não haviam sido desgastada. Mas o preço do café ia caindo com a produção asiática e, para se salvar, os paulistas se uniram aos mineiros na famosa “politica do café com leite”. Em resumo, nesta política mineiros e paulistas se alternavam na presidência da República. E o gover no garantia aos credores externos que ele próprio pagaria dívidas dos agricultores paulistas se estes não pudessem pagá-las. Sem falar que em 1906 foi

feito o Convênio de Taubaté, determinando ao governo comprar a produção excedente, a fim de que os produtores não tivessem prejuízo. Estoques de café eram simples e literalmente queimados. Sobrava cafeína no planeta. O resultado óbvio era que a burguesia cafeeira paulista se enriquecia enquanto o governo se endividava. A produção asiática de café não parava de crescer. E o preço desabando. A dívida do governo aumentando, obras públicas sendo abandonadas (exceto em Minas e São Paulo) e o país empobrecendo. Em 1929 o pior aconteceu: com a quebra da Bolsa de Nova York o preço do café fez água. O negócio acabou. Os paulistas, então, decidiram encerrar a política do café com lei e indicaram um paulista, Julio Prestes, para suceder outro “paulista”, Washington Luiz. Minas se rebelou, junto com Paraíba e Rio Grande do Sul, e em 1930 caiu a Velha República assumindo então Getúlio Vargas como presidente. Sua missão? Tirar a economia do buraco, enterrar a velha política e tirar o Brasil da era rural para a era industrial. É quando começava a nascer a ideia de Volta Redonda.

John Wesley, pastor anglicano, criou um movimento chamado metodismo. Em seu seio o fim da escravidão


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Nasce uma usina e com ela nasce também uma cidade

Fechando a história, Volta Redonda ganha a maior indústria da época e, junto, uma cidade Para os planos de Getúlio Vargas de modernizar o país uma indústria de base, como uma grande siderúrgica integrada, era fundamental. Afinal, desde antes da libertação dos escravos no Brasil

o inglês Henry Bessemer já havia descoberto um método de produzir aço de alta qualidade e em grande quantidade, usando ventaneiras em fornos (depois ainda mais aprimorado).

Para construir uma grande siderúrgica, as desvalorizadas terras de uma área como Volta Redonda traziam consigo um bom valor estratégico militar e político - já que Getúlio era,

por exemplo, amigo pessoal de Sávio Gama - o dono da Fazenda Retiro. A partir daí a história já está bem contata em estudos, artigos e livros. Foi construída uma usi-

na, uma cidade integrada a ela e, finalmente, pela influência de Sávio Gama veio a emancipação e a criação do município de Santo Antônio de Volta Redonda. O laço final de uma longa teia histórica.


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ENTREVISTA

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Antônio Francisco Neto

‘Já temos alguns bons motivos para celebrar’ O prefeito Antônio Francisco Neto comemora os 67 anos de Volta Redonda de olho no drible que está dando na crise econômica e focado em colocar a área da Saúde com atendimento de qualidade, entre outros projetosr. Confira a entrevista completa.

Volta Redonda completa 67 anos e destes aniversários 17 foram com o senhor como prefeito. Ao chegar ao seu quinto mandato, o que mudou do primeiro 17 de julho como prefeito até hoje? ANTÔNIO FRANCISCO NETO - Algumas destas dificuldades atuais, nós também enfrentamos no meu primeiro aniversário da cidade como prefeito. Lembro, por exemplo, que também estava colocando os salários dos servidores em dia. No entanto, nada comparado ao que vivemos agora. Estamos todos vivenciando algo diferente neste aniversário da cidade. Apesar de já podermos vislumbrar boas coisas, é inegável que teremos de fazer um mandato de reconstrução de Volta Redonda, de recuperação e retomada dos serviços. Estamos recuperando os bairros, retomando a administração dos hospitais (que estavam entregues a organizações sociais), reabrindo os pontos de atendimento social aos mais carentes, construindo leitos hospitalares. Já temos alguns bons motivos para celebrar, mas tenho certeza que no próximo aniversário teremos ainda muito mais.

Nestes quase sete meses de governo, o que pode destacar como feito mais importante? Neto - Colocar os salários dos servidores em dia foi, sem dúvida, algo

muito importante. Ter concluído o anexo do Hospital do Retiro foi também uma coisa extraordinária. Primeiro por termos agora 30 novos leitos na nossa rede municipal de saúde, mas principalmente pelo significado que esta obra teve, de união de forças e de pessoas que voltaram a acreditar em Volta Redonda. Começamos a articular essa obra ainda em novembro, logo depois da eleição. Quando vimos o Hospital de Campanha e o Hospital do Idoso sendo desmobilizados, sabíamos que Volta Redonda estaria sem condições de enfrentar o pior momento da pandemia. A gente via no noticiário que a pandemia ia piorar e as pessoas do antigo governo falando que tinham controlado o vírus. Como se Volta Redonda fosse uma ilha e fosse vencer a pandemia sozinha. Foi uma aflição, que canalizamos para o trabalho. Graças ao apoio dos comerciantes, dos empresários, do UniFOA e de muitas pessoas físicas conseguimos tocar as obras e concluir praticamente um novo hospital para Volta Redonda. Hoje está pronto, equipado e salvando vidas. Além disso, tem muitos projetos engatilhados, que conseguimos preparar nestes meses e que se tornarão realidade em breve.

Que projetos estão engatilhados? Neto - Vamos começar nas próximas semanas um grande pro-

de. Me dá muita angústia de ver o que fizeram com o Hospital São João Batista, com o Hospital do Retiro, com os Cras.

Você mesclou sua equipe com novos nomes e antigos nomes. Essa mistura está dando certo?

grama de asfaltamento das ruas de Volta Redonda. Também já vamos começar em breve a troca da iluminação por LED, que são mais baratas e melhores. O projeto de Mobilidade Urbana é o maior já pensado para Volta Redonda, esse vai dar trabalho para tirar todo do papel, mas tenho certeza de que vamos conseguir. O Saae está preparando a troca da rede de abastecimento que passa pela Beira-Rio. Graças ao apoio do deputado federal Antonio Furtado, vamos retomar as obras do Hospital da Criança.

E o que ainda não conseguiu fazer e que é prioridade? Neto - Retomar um atendimento de qualidade na saúde de uma maneira geral, colocar médicos nos postos. Nós tivemos de organizar novamente toda a rede municipal de saúde. A especializada é onde estão os hospitais; a intermediária é com o Cais Conforto e do Aterrado

e mais a UPA; e tem a rede básica, nos postos dos bairros. Quero aqui aproveitar para parabenizar todo o time da saúde, com a Conceição, a Márcia Cury, o Sebastião Faria e todos que estão vestindo a camisa para virar esse jogo.

Você sempre teve a fama de ser totalmente focado no trabalho da prefeitura, mas as pessoas mais próximas dizem que você tem trabalhado mais agora que em outras oportunidades. Isso é verdade? Neto - Não só eu, mas toda nossa equipe tem trabalhado muito. O momento exige isso. Eu achei que não tinha como trabalhar mais do que eu trabalhava, mas descobri que tem. Passo as madrugadas pensando, anotando ideias. Tenho chegado à prefeitura por volta das 7 horas e só saio depois das 20h30. Posso dizer sem dúvida alguma que minha vida neste momento se resume a recuperar nossa cida-

Neto - Está dando o certo. Essa equipe topou um dos maiores desafios que alguém pode imaginar: recolocar Volta Redonda como uma referência nacional. Retomar tudo aquilo que já fizemos lá atrás e ainda avançar. O que todos nós temos em comum é o amor por Volta Redonda e a vontade de trabalhar. Essas são qualidades das quais não abro mão.

Como está a relação com a Câmara Municipal? Neto - Eu só tenho a agradecer aos vereadores que estão nos apoiando. Graças a esse time de parlamentares conseguimos avançar tanto em tão pouco tempo. Quem diria que os salários dos servidores de carreira estariam em dia tão rapidamente? Quem diria que estaríamos fazendo 4,5 mil cirurgias de catarata? Isso tudo tem a participação daqueles que acreditam e apoiam o governo.

A relação com o governo do Estado é boa? Neto - Posso afirmar que o governador

Cláudio Castro tem sido um grande amigo de nossa cidade. Nada do que avançamos até agora seria possível sem o apoio dele. Nada do que estamos planejando será possível sem o apoio dele. A sensibilidade do governador e de sua equipe em entender a importância dos municípios e, principalmente para nós, de entender a importância de Volta Redonda é algo extraordinário. Além dele, temos recebido ajuda de muita gente. Do deputado federal Antonio Furtado, do deputado federal Luizinho e de tantos outros parlamentares. Teremos a ocasião de agradecer e homenagear todos.

Que presente você daria para Volta Redonda neste 17 de Julho? Neto - Estamos trabalhando muito para conseguir dar ao nosso povo uma cidade com mais saúde, mais emprego, mais social, mais segurança. Eu daria também vacina contra a Covid-19 para todos.

Quer deixar uma mensagem aos moradores da cidade? Neto - Que as pessoas acreditem na cidade, acreditem que vamos fazer de novo da Volta Redonda que vivemos a Volta Redonda que sonhamos viver um dia. Eu e o Faria fizemos uma promessa e ela será cumprida: jamais vamos desapontar nosso povo.


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Arena Kart de Volta Redonda recebe entusiastas da velocidade Seus 1.250 metros já foram percorridos por grandes campeões como Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna O kartódromo de Volta Redonda, chamado oficialmente de Arena Kart Volta Redonda, é um dos espaços para prática de esportes mais tradicionais da cidade. O espaço esteve fechado devido à pandemia da Covid-19, mas já foi reaberto, com as devidas medidas preventivas, e recebe os entusiastas do kartismo de quinta a domingo, para que eles participem das mesmas atividades que grandes nomes iniciaram a sua carreira no kartismo ao automobilismo. Inaugurado em 1966, o local guarda boas histórias. É uma referência nacional no kartismo, fazendo parte da história de Volta Redonda, e se tor nou um ponto turístico, onde recebe pessoas de todas as idades que vem brincar e competir nesta arena oficial, e até mesmo de outros estados por ocasião das competições oficiais. Seus 1.250 metros já foram percorridos por grandes campeões do automobilismo, como Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de Fórmula 1, que participou da primeira inauguração, e o fenômeno Ayrton Senna – tricampeão da F-1. A pista oferece condições seguras, com áreas de escape totalmente protegidas. Emoção e velocidade num traçado muito elogiado por grandes pilotos, com infraestrutura, recepção, rouparia, sala de briefing, vestiários, boxes, parque fechado, e o restaurante oficial da Arena - Vitória – Restaurante & Choperia. A prática do kartismo com lazer e entretenimento pode ser feita por crianças a partir de 08 anos, e a Arena possui kart para todas as idades. Basta apenas ligar, tel/whatshap (24) 98865.0040 e fazer a sua reserva para a locação, não precisa de ter kart próprio. A estrutura do local o credencia a receber competições de nível nacional e internacional.

Inaugurado em 1966, Kartódromo faz parte da história de Volta Redonda e se tornou um ponto turístico

A estrutura do local o credencia a receber competições de nível nacional e internacional


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CSN investe em grafeno e inicia pesquisas para sua aplicação ‘CSN Inova Ventures’ anuncia aporte financeiro na 2DM que produz e aplica um dos materiais que pode revolucionar a indústria Grande aposta de um futuro próximo, o grafeno – material 2D composto por camadas monoatômicas de carbono e derivado do grafite – tem despertado interesse no mundo todo devido às suas propriedades únicas, como alta resistência, impermeabilidade e alta condutividade térmica e elétrica, que fazem dele um poderoso aditivo de grande versatilidade para várias aplicações, desde a produção de baterias mais leves e eficientes até tintas e revestimentos com destacada resistência à corrosão. De olho no potencial do grafeno e alinhada à sua tese de investimento em materiais avançados, a CSN Inova Ventures, frente de atuação da CSN Inova que atua com foco em investimento em startups, anunciou que realizou um aporte financeiro na 2D Materials Pte Ltd (2DM), startup baseada em Singapura. Além de dominar a tecnologia de produção em escala industrial, a 2DM destaca-se pelo avanço no desenvolvimento da aplicação do material, em sua maioria realizado em parceria com diversos clientes que são líderes em suas áreas de atuação e com presença em vários países. Gabriela Toribio, Gestora da Inova Ventures, explica que “esse investimento confirma o compromisso e ousadia da CSN como agente de transformação da indústria nacional, o que tem um gosto especial já que, em abril, a empresa completou 80 anos de fundação”. De

acordo com ela, o grafeno tem um potencial revolucionário na indústria, e a startup mantém uma posição diferenciada por sua equipe estelar e pela localização estratégica: “Eles contam com empreendedores experientes, como o Prof. Antonio Helio Castro Neto e o Dr. Ricardo Oliveira, que são duas das principais referências no assunto, e com um board composto por PhD’s e até com o ganhador do prêmio Nobel pela descoberta do grafeno, Konstantin Novoselov. Além disso, o fato de estarem localizados em Singapura proporciona o acesso fácil a um mercado com grande potencial de expansão, como o uso em aplicações eletrônicas e em carros elétricos em países como a China e no Sudeste Asiático”, detalha. Outro diferencial da startup é a tecnologia utilizada, que tem menor custo industrial e um processo ambientalmente sustentável e econômico no uso de energia. A startup conta com outros dois investidores de peso para ampliar sua atuação mundialmente: a brasileira CBMM e a japonesa Sojitz Corporation. Lançado em 2020, o veículo de investimentos busca auxiliar a CSN a transformar e perpetuar a atuação do Grupo, encontrar soluções e tecnologias que possuam sinergia com os negócios existentes para alavancar o core business e a acessar novos mercados e novos negócios, atuando como radar de tendências tanto para a continuidade quanto para a

Empresa lança um grupo de trabalho dedicado ao grafeno nas instalações do Centro de Pesquisas disrupção dos negócios. Segundo Felipe Steinbruch, que lidera toda a agenda estratégica de Inovação e Tecnologia do Grupo CSN, este movimento consolida o novo momento da companhia, que enxerga na participação em novos negócios o cenário ideal para impulsionar seu crescimento.

O uso do grafeno na CSN Atenta às megatendências pelas quais a sociedade vem passando nos últimos tempos, como mudanças climáticas, superpopulação e digitalização da indústria, a CSN identificou

o grafeno como um material-chave em sua estratégia de inovação. Na siderurgia, por exemplo, estudos já mostram que seu uso combinado ao aço traz maior resistência contra corrosão, entre outras propriedades. Quando o assunto é cimento, o grafeno tem um forte apelo para o desenvolvimento de uma nova geração do material, com maior resistência, além de mais leve e impermeável – o que seria altamente indicado para a utilização em prédios inteligentes, com captação e armazenamento de energia para aquecimento de água ou conforto térmico. “O grafeno é um poderoso adi-

tivo, que mesmo em pequenas quantidades pode trazer grandes resultados e agregar muito valor aos produtos”, destaca José Noldin, Head de Estratégia de Tecnologias da CSN Inova. Segundo Noldin, juntamente ao investimento na 2DM, a empresa está lançando um grupo de trabalho dedicado ao grafeno nas instalações do Centro de Pesquisas, na Usina Presidente Vargas (UPV). A equipe atuará como uma célula de competências na aplicação de grafeno e fomentará o desenvolvimento de soluções em energia, aço, cimento e minério de ferro.


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Um salto da industrialização para o setor do comércio Município tem quase 10 mil estabelecimentos comerciais que empregam mais de 50% dos 90 mil trabalhadores com carteira assinada O crescimento e fortalecimento do comércio fizeram o setor se tornar o principal empregador da cidade, sendo responsável por mais de 50% dos postos de trabalho. Só para se ter uma ideia hoje o município tem quase 10 mil estabelecimentos comerciais, que empregam mais de 50% dos 90 mil trabalhadores com carteira assinada, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Detalhe: a maioria nos segmentos do comércio de bens ou serviço, dois setores que mais movimentam a economia local e contribuem com a geração de impostos. Dos que mais cresceram, destacam-se o de alimentação e gastronomia, que ultrapassam mais de 2 mil estabelecimentos atualmente, absorvendo pelo menos 15% dessa mão de obra. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda (CDL-VR), Gilson de Castro, o município se desenvolveu nesses 67 anos tendo como alicerce a força do comerciante que, com veia empreendedora e olhar visionário, foi além de apenas oferecer o básico. -Se levarmos em conta que, muitos comerciantes já estavam aqui mesmo antes da Usina Presidente Vargas, e, outros foram chegando ao longo dessas décadas, o comércio se desenvolveu ao logo desse tempo, mas se

CDL-VR completa 52 anos focada em dar suporte às empresas Arquivo

A CDL-VR foi fundada em setembro de 1969 por um grupo de empresários que viu a necessidade do associativismo para contribuir com a discussão de políticas públicas para o desenvolvimento econômico, melhorias de infraestrutura e atrair novas empresas. A instituição também sempre teve como base o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), principalmente num período em que a venda no crediário ou carnê era a forma de pagamento mais comum.

Comércio de Volta Redonda é atualmente um dos setores mais fortes na economia expandiu muito mais depois da privatização. Não parou de crescer. Os empreendedores continuaram acreditando na cidade, gerando emprego e se mantendo otimistas mesmo diante de tanta diversidade - analisou. Segundo a CDL, o setor vem se modernizando, atraindo novas lojas âncoras e redes, buscan-

do oferecer produtos diversificados, serviços de qualidade e preços competitivos com qualquer capital, atraindo grandes redes e se tornando a cidade de referência em vários segmentos, se tornando o principal polo comercial da região. Ele ressaltou que ainda são necessárias mais políticas públicas tanto

em nível federal, estadual quanto municipal para continuar atraindo empresas, inclusive indústrias, e assim, aumentar a capacidade de geração de empregos, absorvendo os novos profissionais que estão chegando ao mercado de trabalho, além de se valorizar as que já existem, como a própria companhia.

Para a CDL-VR, o momento é de união para promover o crescimento de todos os segmentos, seja do comércio, indústria, serviço, tecnologia, educação, saúde e outros, para que Volta Redonda não pare de se desenvolver, principalmente, por ser uma cidade bem localizada, no eixo Rio-São Paulo, e moderna.


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Estrutura hospitalar é reforçada e vacina contra Covid-19 avança Governo municipal investe também em prevenção, fiscalização e ampliação na testagem Quase seis meses após dar início à campanha de vacinação contra a Covid19, Volta Redonda avança na imunização da população e no tratamento de pacientes com o novo coronavírus. A estrutura hospitalar pública foi reforçada e hoje são 47 leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo); na transição de governo eram apenas cinco leitos com dois hospitais desmobilizados (Hospital do Idoso e o de Campanha – erguido no Estádio da Cidadania). O governo municipal também investiu em ações de prevenção, fiscalização e ampliação na testagem. O resultado tem sido a queda nas internações motivadas pelo novo coronavírus. A prefeitura também inaugurou as obras do Hospital Munir Rafful, o Hospital do Retiro. Com apoio de empresários, 30 novos leitos de UTI foram criados na unidade. O montante se soma a outros 10 já existentes, além de 46 enfermarias e quatro unidades intermediárias. Desde o início do ano, mais dois leitos de UTI para Covid foram abertos no Hospital São João Batista. E mais: para facilitar a prevenção e fiscalização, o governo criou a “Patrulha Pela Vida” que, por meio da Guarda Municipal, realiza a abordagem e conscientização de moradores sobre o uso de máscaras e as medidas de higiene e distanciamento social. Além disso, uma força-tarefa formada pela Secre-

taria Municipal de Fazenda (SMF), da Vigilância Sanitária, da Guarda Municipal (GMVR), com o apoio da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros, tem orientado a população. A prefeitura ampliou a testagem para diagnóstico da doença. Por meio de uma parceria com a Unimed Volta Redonda, a rede pública de saúde do município oferece o teste de antígeno, que permite que o resultado saia no mesmo dia do exame, algumas horas depois do material ser colhido. Com isso, se a pessoa for diagnosticada com a Covid-19, ela pode ser tratada de maneira mais rápida. Junto a ele, os testes RT-PCR e rápido continuam sendo oferecidos. O primeiro, principalmente nos contatos das pessoas que testaram positivo.

Teleconsulta Também em parceria com a Unimed e a Conexa, o governo municipal implantou o sistema de teleconsultas para pacientes com suspeita da doença. Aliado a isso, a prefeitura através da Secretaria Municipal de Saúde, tem feito a entrega kits de remédios para o tratamento dos sintomas da Covid-19, de acordo com indicação médica. Os medicamentos podem ser retirados na unidade de saúde mais próxima da residência do paciente ou entregues na casa dele.

Hospital do Retiro ganha mais leitos graças a parceria com empresários da cidade

Pós-Covid Além do atendimento dos fisioterapeutas nos hospitais como parte funda-

mental durante a pandemia da Covid19, o Centro Municip a l d e Re a b i l i t a ç ã o Física (CEMURF), que fica no Estádio

da Cidadania, tem realizado uma série de atendimentos a pacientes que sofrem com as sequelas do vírus; tudo gratuitamente.


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Câmeras de alta definição monitoram Centro e bairros Prefeitura aposta em tecnologia e investimento no social para garantir segurança da população Arquivo

Ruas de Volta Redonda são monitoradas por câmeras de segurança Voltar a ser referência na segurança pública. Esse é um dos objetivos do prefeito Antonio Francisco Neto neste primeiro ano de mandato. O chefe do Executivo aposta na tecnologia aliada a investimentos no social para tornar Volta Redonda mais segura e modelo para outras cidades. Para isso, o governo municipal prepara o lançamento do projeto “VR Mais Segura” que prevê a compra de 581 novas câmeras de monitoramento com a reativação de cabines da Polícia Militar nas principais entradas da cidade, reabriu 22 CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) que haviam sido fechados e vem promovendo a retomada de oficinas de

Inclusão Produtiva. As 581 novas câmeras se somarão as cerca de 100 já existentes e serão capazes de monitorar a cidade 24 horas por dia. A ideia é que todas essas imagens possam ser monitoradas a partir das cabines da PM que serão reativadas. A implantação do sistema, que já ocorre no município, através do Centro Integrado de Segurança Pública (Ciosp), será feita, a princípio, em cinco das nove cabines da PM em Volta Redonda (Santa Cruz, Vila Rica/Tiradentes, Retiro, Ponte Alta e Santo Agostinho). A expectativa é que mais de 180 mil pessoas, cerca de 60 bairros, sejam atendidas. Junto a isso, o

governo municipal também quer realizar o rastreamento via GPS em tempo real das viaturas da PM e Guarda Municipal. Tudo para garantir uma maior agilidade nas respostas a crimes. As câmeras que serão adquiridas são de alta definição e o sistema de informação será integrado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e ficará disponível para acesso no Ciosp, Risp (Região Integrada de Segurança Pública) e 28º BPM (Batalhão da Polícia Militar). Ao todo, serão 400 câmeras fixas, 140 com movimento de rotação e outras 41 de reconhecimento de placa veicular. Este última com intuito somente de colaborar

com a segurança pública, não sendo responsável por infrações de trânsito. Ainda em conjunto com a PM, Neto se prepara para assinar um convênio para que o Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança) funcione no município. O acordo prevê que policiais da região poderão ser contratados para atuar durante os dias de folga. O pagamento pelos serviços ficará por conta da administração municipal. A entrada no Proeis viabilizará a realização de outro programa da PM, o “Bairro Seguro”, que hoje é realizado somente na capital e promove um aumento no policiamento ostensivo. A previsão é que

Volta Redonda receba este projeto em breve, a partir da Vila Santa Cecília. Além do Proeis, mais 30 policiais devem reforçar o policiamento em Volta Redonda até agosto, graças a um pedido do prefeito junto ao secretário estadual da PM, coronel Rogério Figueiredo de Lacerda, e o governador Cláudio Castro. Para gerar uma maior sensação de segurança e inibir a prática de crimes, a prefeitura vem trocando a iluminação nos centros comerciais. Mais de duas mil lâmpadas de LED estão substituindo as de vapor de sódio e metálica, deixando a cidade mais iluminada. A melhoria alcançará os bairros em breve.


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Comemorações terão lives de dois grupos em redes sociais Apresentação pelo Youtube começa às 19 horas deste sábado com direito a um pouco da história dos grupos Como não pode fazer música em comemoração de aniversário, o grupo Fundo de Quintal e Tambores de Aço da Fundação CSN farão uma live neste sábado, às 19 horas, pelo Youtube. Detalhe: a apresentação faz parte do projeto ‘Juntos pela Cultura’, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Fundação CSN e GACEMSS (Grêmio Artístico e Cultural Edmundo Macedo Soares). Além disso, o grupo Fundo de Quintal, composto por Ademir Batera, Júnior Itaguaí e Márcio Alexandre, contará um pouco da traje-

tória musical de 40 anos de carreira e cantará músicas que marcaram essa caminhada. O Tambores de Aço também apresentará sua história e as músicas com um repertório que vai desde a música caribenha, MPB até o samba. O secretário de Cultura de Volta Redonda, Anderson de Souza, destacou que a live é um presente da Fundação da CSN para o município através do projeto ‘Juntos pela Cultura’. “Essa parceria representa o início de um grande legado para Volta Redonda, principalmente no setor cultural. Toda a programa-

ção foi pensada com muito carinho e cuidado devido à pandemia da Covid-19, estamos seguindo os protocolos de segurança para as atividades hibridas”, disse o secretário. Ainda dentro da programação cultural do dia 17 de julho haverá atividades presenciais embaixo da Biblioteca Municipal Raul de Leoni, na Vila Santa Cecília, seguindo as medidas de prevenção à Covid-19. Anderson de Souza mencionou ainda a parceria com a Guarda Municipal de Volta Redonda (GMVR) que irá distribuir máscaras faciais no local.

Grupo Tambores de Aço, da Fundação CSN, faz live neste sábado, às 19 horas, pelo Youtube


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História nas ruas do município é marcada por obras de arte Esculturas, monumentos, praças e memoriais compõe o cenário em Volta Redonda Paulo Dimas

Monumentos em espaços públicos marcam a história de Volta Redonda. Quem anda pelas com olhar atento pelas ruas e praças pode apreciar obras de arte como estátuas, esculturas, além de memoriais. Entre eles, Chaminé do Antigo Engenho, Praça Brasil, Memorial dos Ex-Combatentes e o Pórtico dos Pioneiros. O município tem ainda bustos do Prefeito Francisco Torres, General Macedo Soares e Silva, General Sylvio Raulino de Oliveira, General Antonio de Sampaio. Brasão da Cidade de Volta Redonda – O brasão de armas do município foi elaborado pelo poeta e escritor Guilherme de Almeida da Academia Brasileira e Paulista de Letras, segundo o historiador já falecido Alkindar Cândido Costa, no livro “Volta Redonda, Ontem e Hoje”. O escudo português de sabre com um feixe de raios de ouro dentro de uma orla de prata. Os Tenentes, dois ciclopes com o malho sobre bigorna por terraço, tudo ao natural, é uma homenagem aos operários de Volta Redonda, os ‘obreiros de Vulcano’.

Praça Brasil, na Vila Santa Cecília, concentra monumentos

Patrimônio histórico Os bens tombados como patrimônio histórico e arquitetônico que estão devidamente identificados com placas especiais junto aos imóveis, de acordo com a Lei Municipal 2075/1985, obedecendo a legislação federal são: Chaminé da Antiga Olaria, igreja Santo Antonio, sedes das fazendas Santa Cecília e Três Poços, Colégios estaduais Manuel Marinho e Barão de Mauá, antigo Centro de Puericultura, Hotel Bela Vista, Cinema Nove de Abril, Igreja Santa Cecília, Monumento dos Ex-Combatentes, antiga sede do Tiro de Guerra, Clube Foto Filatélico e Numismático, Memorial Zumbi, estátuas e construção na Praça Brasil. Outros 24 itens estão na Relação de Bens de Interesse Histórico, identificados no Processo de Elaboração do Plano Diretor Participativo de Desenvolvimento Urbano, mas não ainda reconhecidos por lei.

Logo na entrada de Volta Redonda monumento destaca imponência da cidade


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Programação dos 67 anos inclui carreata em pontos históricos Estimativa é que o City Tour Histórico conte com a participação de 45 automóveis, cinco triciclos e dez motocicletas Divulgação

Neste sábado, dia 17 de julho, haverá um City Tour Histórico com carreata passando por sete pontos de destaque para festejar o aniversário do município. A carreata será realizada em parceria pela prefeitura e o Clube de Antiguidades Automotivas de Volta Redonda. E terá a participação do Jeep Clube de Volta Redonda e do Falcões de Aço Moto Clube de Volta Redonda. A estimativa é que o City Tour Histórico conte com a participação de 45 automóveis, cinco triciclos e dez motocicletas, que vão fazer o percurso com apoio da Guarda Municipal de Volta Redonda (GMVR). A concentração será às 9h, ao lado dos campos de futebol do Aero Clube, e às 9h20, os veículos passam pela Igreja Matriz de Santo Antônio. A Praça Brasil será o segundo ponto histórico visitado, a previsão é chegar às 10h. De lá, o percurso inclui o Memorial 9 de Novembro, às 10h15; o Hotel Bela Vista, às 10h30; o Jardim dos Inocentes, às 10h45, e a Igreja Santa Cecília, às 10h55. O encerramento da carreata será na Praça Pandiá Calógeras, às 11h. A diretora de Turismo da Smdet, Débora Cândido, disse que todo percurso será filmado e em cada ponto histórico haverá uma parada, de cinco minutos, sem desembarque, para que seja contada a história do monumento. “Todo City Tour e a descrição de cada local será disponibilizado nas redes sociais da Prefeitura de Volta Redonda”, explicou a diretora de Turismo. A programação inclui o lançamento do programa “Mulheres de Aço” da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), em parceria com o Governo Federal. O programa consiste no desenvolvimento de técnicas corporais que visam à prevenção e o enfrentamento contra a violência e será lançado às 10h embaixo da Biblioteca Municipal Raul de Leoni, na Vila San-

ta Cecília. O lançamento contará com a presença da ex-lutadora de MMA e campeã mundial de jiu-jítsu, Érica Paes, posteriormente o programa ‘Mulheres de Aço’ será oferecido nos polos da Smel. -Esse projeto é em parceria com o governo federal em que trabalharemos, principalmente, com a parte física e emocional de mulheres, incluindo aquelas que já sofreram algum tipo de violência - disse a secretária da Smel Rose Vilela. Ainda dentro da programação haverá um aulão da Melhor Idade para adultos e idosos às 09h com professores e núcleos convidados dos ginásios dos bairros: Açude, Siderlândia e Santo Agostinho. E ainda apresentação de dança de salão, taekwondo, kickboxing e às 11h acontecerá oficinas de recreação com participação de Cosplay. “Nossa Volta Redonda completará no dia 17 de julho 67 anos. Não vai ser uma festa como gostamos de fazer, ainda estamos em uma pandemia, mas estamos nos preparativos para que possamos fazer uma pequena homenagem com a parceria com a Secretaria de Cultura, Comunicação, e Ação Comunitária. Vamos ter o hasteamento da bandeira com a participação do Corpo de Bombeiros com o projeto ‘Música nas Alturas’, depois teremos um aulão da terceira idade com nossos idosos, todos vacinados, e cumprindo as medidas de prevenção à Covid-19. Além da apresentação do taekwondo e oficinas respeitando o espaçamento seguro”, citou a secretária. Igreja Matriz de Santo Antônio será um dos pontos visitados

Cultura Simultaneamente, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) participará do ato cívico – hasteamento de bandeira – às 08h. O projeto ‘Música nas Alturas’ do Corpo de Bombeiros (22º GBM)

vai se apresentar pela segunda vez com o apoio da SMC. Há mais de 30 metros de altura o saxofonista militar da corporação vai prestar uma homenagem ao aniversário da cidade. O secretário de Cultura de Vol-

ta Redonda, Anderson de Souza, comentou que o bairro Açude I vai abrigar a 4ª edição do mutirão de grafitti, artistas vão atuar voluntariamente na criação das obras, tendo o apoio da secretaria e associação de moradores.


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Voltaço leva o nome da cidade para gramados do Brasil A primeira partida oficial do time de Volta Redonda foi em 1976 André Moreira

O Volta Redonda FC surgiu em 9 de fevereiro de 1976 para se tornar o representante oficial da cidade de Volta Redonda no novo Campeonato Carioca daquele ano, que estava sendo reformulado na época. Desde então, o Esquadrão de Aço vem levando as cores e o nome do munícipio pelos gramados do Brasil. Do sul ao norte do país, o Esquadrão de Aço vem entrando em campo e colecionando momentos marcantes, que, com certeza, estão gravados com muito carinho na memória de todo voltarredondense. A primeira partida oficial em 1976; o amistoso com a Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo de 1994; o vice-campeonato da Série C e a Copa Rio sobre o Fluminense, dentro das Laranjeiras, ambos em 1995; o acesso à Série A do Estadual em 2004; a inesquecível invasão do Maracanã, o título da Taça Guanabara e o vice-campeonato Estadual, tudo em 2005; a Taça Rio de 2016, conquistada sobre o rival Resende; e a Série D do Campeonato Brasileiro de 2016, o maior título da sua história conquistado de forma invicta e dentro de casa, em um Raulino de Oliveira lotado, dentre tantas outras conquistas. Lembranças que fazem o atual presidente tricolor Flávio Horta reafirmar o orgulho que o Esquadrão de Aço tem em levar o nome da cidade pelo Brasil e até pelo mundo, como quando as categorias de base do clube conquistaram um torneio em Portugal. - Como diz o nosso hino, somos o time de Volta Redonda, terra de trabalho e paixão. Por isso, a instituição Volta Redonda FC tem um orgulho imenso em levar o nome da cidade por onde passa. É muito gratificante você chegar no Norte e Nordeste do país, como estamos atualmente

viajando bastante por conta da Série C, e as pessoas reconhecerem a bandeira, as cores e o nome de Volta Redonda, mesmo a milhares de quilômetros de distância. E isso não é só de agora. Em toda a sua história, o Voltaço é muito querido por onde joga, sempre foi muito bem recebido, tanto o time quanto seus torcedores, e isso faz a cidade ser muito bem quista por todos – destacou. Flávio Horta ressaltou também que, junto com o orgulho, vem a responsabilidade de representar a cidade. - Como já falei muitas vezes, ficamos extremamente felizes por levar o nome da cidade de Volta Redonda, mas também temos a consciência da responsabilidade que é estar representando o nosso município. Por isso, vamos sempre procurar fazer o nosso melhor. Hoje, o Voltaço é a 5ª força do Estado do Rio no Ranking de Clubes da CBF, jogamos a Copa do Brasil, estamos há 6 anos disputando a Série C e queremos alcançar este acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, temos uma categoria de base muito forte, que forma muito jogadores para o nosso elenco profissional e também para g randes clubes do Brasil, mas queremos e vamos buscar sempre mais, para que o nome da cidade de Volta Redonda ganhe cada vez mais destaque no cenário nacional – destacou o mandatário tricolor, que aproveitou para desejar os parabéns para a cidade de Volta Redonda. - Hoje a família Voltaço está em festa, porque a nossa querida cidade está completando mais um ano de muita história, lutas e conquistas. Que o futuro reserve muitas glórias para a nossa amada Volta Redonda e, claro, para o nosso Esquadrão de Aço – comemorou.

Volta Redonda joga contra o Ferroviário do Ceará, em Fortaleza


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