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Caderno Aniversario de Volta Redonda 17.07.2019

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VOLTA REDONDA

65 ANOS

Quarta-feira, 17 de junho de 2019

Kartódromo Internacional de Volta Redonda

A Cidade da curva do rio no mapa das curvas do automobilismo Arena se transformou em um grande complexo esportivo, gastronômico e de lazer O Kartódromo de Volta Redonda foi inaugurado em 1966. Viveu uma época dourada, abrigando em seus 1.250 metros de pista nomes como Emerson Fittipaldi, entre outros destaques da modalidade. Depois, caiu em desuso, ficou abandonado e servia para algumas pessoas fazerem caminhadas. Até que em 2007 teve início um processo de reforma, adequando a pista às novas exigências da modalidade. O kartódromo ganhou padrões internacionais, atendendo aos requisitos para homologação. Hoje, além de abrigar provas importantes da modalidade, é ainda um grande centro esportivo, de lazer, social e gastronômico. Diariamente o Kartódromo Internacional de Volta Redonda abriga pilotos profissionais e amadores, pessoas apaixonadas pelo kartismo, que vão em busca da prática segura. José Fardim fala como muito carinho do trabalho feito na época. - Eu sempre fui apaixonado pela modalidade como lazer e prática esportiva, e fiquei imaginando que o Estado do Rio ainda não tinha uma pista oficial e homologada de kart, naquela época. E Volta Redonda tinha tudo para se tornar referência nacional. E tornou-se. Antes da concessão, o espaço do kartódromo se encontrava abandonado e inoperante. Os pilotos e praticantes do kartismo já demostravam interesse em reativar o local, foi quando procuraram o governo municipal, e mostraram o potencial da modalidade e que agregaria para a nossa cidade. Através de parcerias, assessoria da Federação de Automobilismo, filiada a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) e o processo licitatório, viabilizou-se o retorno do kartódromo como espaço de lazer e competições oficiais de kart – destacou José Fardim. Segundo o administrador, na época a Petrobras foi a patrocinadora da construção da nova pista oficial. Já a construção das áreas de uso comum fi-

cou por conta da prefeitura e do novo concessionário, quando assumiu. “Para viabilizar a operação e o funcionamento do dia-a-dia, foi realizada uma licitação para que surgisse uma empresa para equipar com a frota de karts, instrumentar, mobiliar, custear e assegurar a manutenção preventiva e corretiva do complexo, além da infraestrutura predial, inclusive com a montagem da área de alimentação e bebidas”, diz.

Esporte, lazer, turismo, gastronomia, economia e cidadania se unem no espaço José Fardim ressalta que o kartódromo representa muito para Volta Redonda. Em termos econômicos, significa a geração de novos empregos, movimentação econômica e ocupação hoteleira. A Arena, na verdade, tornou-se um novo espaço para o turismo e o lazer, além da prática esportiva. - Na época de competições, a maior ocupação hoteleira nos finais de semana é a nossa. Na última ‘Copa Brasil’ trouxemos para mais de 200 pilotos com seus familiares de outros estados e cidades. Isso proporcionou movimentação para shoppings, restaurantes, bares, boates e postos de combustíveis, entre outros locais de destaque na nossa cidade. Na própria programação dos eventos divulgamos as oportunidades de turismo, lazer e entretenimento da cidade – afirmou José Fardim. Além disso, José Fardim, explicou que o kartódromo possui os programas ‘Piloto Cidadão’ e ‘Piloto do Futuro’. - O programa ‘Piloto Cidadão’ tem caráter educacional e social e tem como objetivo proporcionar a iniciação da prática do kartismo amador de forma gratuita para crianças entre 8 a 15 anos. Totalmente gratuito, e com

acesso livre a todas as crianças. Já o ‘Piloto do Futuro’ é um programa pago e tem como objetivo a formação de novos pilotos profissionais, que possuem como meta buscar a carreira profissional - disse. Além disso, o espaço continua sendo diariamente, um ambiente para caminhadas diárias das pessoas da comunidade, muito procurado, pois apresenta condições seguras e numa área contida. O portão é aberto a partir das 06:00 horas da manhã.

Com o passar dos anos, os níveis de exigências e necessidades das pessoas, que frequentam o kartódromo no seu dia a dia, obrigou a área de alimentação e bebidas, que era modesta, a se adequar aos novos tempos, e transformou em algo moderno com um cardápio completo para todos os gostos, e hoje é tido como referência gastronômica da região, o Vitória Restaurante, atendendo de forma satisfatória as demandas de todas as competições locais, regionais e nacionais.

Complexo recebe cerca de 30 mil pessoas por ano Os números de frequentadores do Kartódromo são impressionantes. Segundo José Fardim, são muitos os grupos que se deslocam de outras cidades e estados para correr como forma de lazer na pista de Volta Redonda. Ou, conta ele, até mesmo para conhecer e assistir as corridas. - Por ano, aproximadamente 12 mil pessoas de outras cidades, que fazem parte de grupos de kart amador, vem para Volta Redonda mensalmente para praticar de forma organizada e sistematizada as suas competições amadoras, e vivenciar o kartismo – ressalta. José Fardim, explicou ainda que os torneios locais e as atividades de lazer ocorrem semanalmente. Já os campeonatos profissionais e estaduais ocorrem de acordo com o calendário da Federação. “Também temos as compe-

tições anuais nacionais como a Copa Brasil de Kart, que ocorre em maio e reúne pilotos de diversos estados brasileiros”, disse. Segundo José Fardim, foi assim que a Arena se tornou uma referência nacional. “Hoje somos o único kartódromo homologado para competições nacionais e internacionais no Estado do Rio. Como também somos uma referência turística para o lazer e entretenimento para toda a região”, o verdadeiro espaço de kart para todos que gostam de viver emoções, diversões e vitórias, conclui José Fardim. José Fardim aproveitou a oportunidade para dar os parabéns pelos 65 anos de Volta Redonda e lembrar que o kartódromo está fazendo também mais um ano, completando os seus 53 anos de atividades.

Júlio Amaral

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Câmara adota projetos para se aproximar da população Transmissão pelo Facebook, Tribuna Livre e Sessões Itinerantes levam vereadores ‘onde o povo está’ Entra legislatura, sai legislatura e a preocupação dos seguidos presidentes da Câmara Municipal é sempre a mesma: como fazer a população participar das sessões plenárias? Desde 2017, três ações tornaram o contato da população com o parlamento mais facilitado ou atrativo. Em primeiro lugar, as sessões passaram a ser transmitidas ao vivo pela página da Câmara Municipal no Facebook. A ideia, que já tinha sido ventilada em outras épocas, desta vez vingou. Segunda, terça e quinta-feira, sempre a partir das 18 horas, é possível acompanhar os debates dos 21 vereadores sobre temas tão diversos quanto importantes para a cidade. Outra boa novidade foi a implantação da Tribuna Livre, que dá voz ao cidadão nas sessões da Câmara. Pela lei, o cidadão pode se Câmara Municipal vai além das sessões tradicionais para atrair a população inscrever e usar a tribuna da Casa para abordar um tema específico. sempre manteve suas raízes, vindo Espaço que, antes, era restrito aos de uma realidade humilde, e entenvereadores. de que nem sempre é possível ao ciA estreia da Tribuna Livre foi dadão se deslocar até a Câmara. em outubro de 2017 com a partici“Ganham todos: nós, vereadores, pação do administrador Bruno Bret- por ouvirmos as pessoas e mostrartas Franco, de 32 anos. Ele falou so- mos nosso trabalho; a população, bre Democracia Participativa, que pode participar mais ativatema de sua dissertação em mesmente do trabalho legislativo; e a trado na UFF (Universidade Fedemocracia, que sai cada vez deral Fluminense). mais fortalecida”, Desde então, o prodisse. jeto teve mais seis A primeira sessão A primeira sessão fora da Câmara foi no participações: cinco de esportes em 2018 e uma em fora da Câmara foi ginásio da Apae-VR (Associa2019. Moradores de no ginásio de ção de Pais e Amigos Volta Redonda falaExcepcionais), no ram sobre a implantaesportes da Apae- dos bairro Sessenta, em ção do PCCS (Plano VR (Associação de 30 de março. O detade Cargos, Carreira e é que a lei preSalário) para o funciPais e Amigos dos lhe vendo sessões itineonalismo público e a rantes já existia há Excepcionais) ajuda financeira estu20 anos, mas só agora dantil para a classe, entrou em vigor, por além de abordar temas como mobilidade urbana e saú- iniciativa do atual presidente. – Para nós é uma satisfação muide pública. to grande poder levar a Câmara até a população. Sabemos que é preciso Sessões itinerantes debater com as pessoas os probleEm 2019, a Câmara iniciou o pro- mas e aqui é onde se decide o futujeto das sessões itinerantes. O verea- ro de todos. Esperamos que outras dor Edson Quinto, que preside a Câ- sessões como essa aconteçam em mara no ano corrente, foi o respon- outros bairros da cidade e que tesável por colocar a proposta em prá- nhamos um público significativo – tica. O parlamentar ressaltou que disse.


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Uma associação que guarda a história de Volta Redonda e da Siderurgia Nacional Associação dos Aposentados e Pensionistas cresceu e se desenvolveu junto com o município Divulgação

A Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda (AAP-VR) nasceu em 20 de maio de 1973, quando Volta Redonda ainda entrava na jovialidade, com 19 anos de emancipação. Um grupo de ex-funcionários da CSN tinha um sonho e começava a coloca-lo em prática, se reunindo em Assembleia, para criar uma das maiores instituições do gênero na América latina. Uma entidade que guarda a história da Volta Redonda a partir de seu desmembramento de Barra Mansa, bem como a construção da siderurgia nacional. - A AAP-VR foi criada por um grupo de fundadores da siderurgia no Brasil, ex-funcionários da CSN. Depois de várias reuniões preparatórias, organizadas por uma Comissão de Estudos, foi realizada, em 20 de maio de 1973, a assembleia que fundou a Associação dos Industriários Aposentados da Região Sul Fluminense (Aiarsulflu), que mais tarde seria rebatizada para Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda. O objetivo principal era lutar pelos direitos dos aposentados e pensionistas - disse Mauro Veríssimo, assessor de imprensa da AAP-VR. A associação inicialmente ocupava espaços provisórios e atualmente possui sedes próprias, modernas e acessíveis, que oferecem maior conforto e praticidade aos

funcionários e associados. Da fundação para cá, Volta Redonda se tor nou uma “senhora da melhor idade” e a associação uma gigante. Atualmente, a AAP-VR possui 28 mil associados, com dezenas de serviços ofertados. Desde atividades culturais, como bailes todas as sextas-feiras e domingos, até assessoria jurídica e previdenciária. - Além disso, participamos de todas as lutas dos aposentados pela recuperação do poder de compra da classe. A AAP-VR é considerada a maior associação do gênero na América Latina. Além disso, convênios com os setores de comércio e serviço garantem descontos aos associados que, muitas vezes, são maiores do que a mensalidade paga para ser associado – disse Veríssimo. Segundo Mauro, em 46 anos de ação é possível observar uma melhora na qualidade de vida dos idosos da região. Com práticas aliadas aos serviços públicos, a AAPVR tem dado uma valiosa contribuição neste sentido. - São mais de 10 mil consultas médicas por mês, em quase todas as especialidades. Há opções de lazer para todos os gostos, desde os bailes até dezenas de cursos de música ou artesanato, coral, sede campestre, yoga e outros. Tudo isso contribui para a melhoria da qualidade de vida dos idosos que

Associação dos Aposentados e Pensionistas se tornou uma gigante na estrutura e números frequentam a AAP-VR. Além disso, a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda administra o Instituto de Longa Permanência João Miguel da Silva (antigo Asilo Dom Bosco), com dezenas de internos – comentou. A AAP-VR possui milhares de associados de Barra Mansa, Barra do Piraí, Pinheiral, Piraí e até do chamado Grande Rio, inclusive

com postos avançados nestas cidades, que oferecem muitos dos serviços que existem em Volta Redonda. - Atualmente, não é preciso ser aposentado ou pensionista para ser associado. O que ainda está na ativa também pode se associar, tendo direito a todos os benefícios, menos os de votar e ser votado – declarou.

CSN detalha investimentos ambientais No final do mês passado, a CSN iniciou as obras do AltoForno 3, que trará mais eficiência ambiental e operacional para a empresa. Além dos R$ 250 milhões que estão sendo empregados na reforma do Alto-Forno, a empresa também vai investir cerca de 200 milhões em melhorias em outras áreas como Aciaria, Carboquímicos, Sinterização e Utilidades e Central Ter mo Elétrica 2, que estão com suas atividades reduzidas durante a reforma do Alto-Forno. Os investimentos são especialmente relevantes em um momento que o Brasil enfrenta uma grande crise econômica e demonstram o compromisso da

empresa em melhorar continuamente seus processos. Eles trarão diversos ganhos ambientais e vão contribuir para que a empresa mantenha o cumprimento dos limites legais de emissão de poluentes, reduza o consumo de energia e de água, e também garanta a segurança dos seus processos. As melhorias que estão sendo feitas são novos investimentos, não atrelados ao Ter mo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado pela empresa no ano passado, no valor adicional de R$ 303 milhões a serem gastos nos próximos seis anos e que têm como principal foco a reforma das Sinterizações.

Conheça alguns dos investimentos:

Reparo nos gasômetros da Aciaria e Alto-Forno Valor: R$ 8 milhões

Reparo na CTE (Central Termo Elétrica) e nos Carboquímicos Valor: R$ 4 milhões

Investimentos na Estação de Efluentes dos Altos Fornos oriundos do sistema de lavagem dos gases dos processos (casa de bombas de recirculação CBR e estação de tratamento de efluentes - ETE). Valor: R$ 4 milhões

Investimento no Sistema de Limpeza de Gás da Aciaria de Aços Planos Valor: R$ 12 milhões

Reparo do Lingotamento Continuo Reparos nas Máquina 2 e 4: Valor: R$ 50 milhões

Reparo em Tubulações de Gás de Coqueria e Alto-Forno Valor: R$ 4 milhões

Troca da Carcaça do Conversor C da Aciaria Valor: R$ 25 milhões

Melhorias no Pátio de Matérias Primas (Recuperação estrutural e manutenção de equipamentos) Valor: R$ 45 milhões

Substituição do Tubulão da Sinter 2 e Reforma do Sistema de Exaustão da Sínter 4 Valor: R$ 36 milhões


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Atividades da prefeitura para celebrar aniversário seguem até dia 28 Reprodução das redes sociais

Leoni se apresenta como principal atração da festa

Divulgação

As celebrações pelos 65 anos de Volta Redonda começaram no início do mês, mas terão seu ponto alto hoje, no 17 de julho, como manda a boa etiqueta. Nesta quarta-feira, a primeira atividade está marcada para as 8h30, com uma solenidade na Praça Brasil. A agenda segue cheia de opções e às 10h25 haverá o tradicional Corte do Bolo, no mesmo local. Também na Praça Brasil, às 20 horas, haverá apresentação de Leoni e Banda.

Cultura está em foco com exposição sobre etnias

Veja a programação de hoje até o dia 28 de Julho 17/JULHO 08h30 Solenidade – Praça Brasil 09h Conexão Literária – Biblioteca Municipal Raul de Leoni – Térreo 09h Feira de Artesanato – Praça Brasil 09h Mesa Sul – Biblioteca Municipal Raul de Leoni 10h10 Apresentação do Grupo da Melhor Idade – Praça Brasil 10h20 Lançamento GIBI EM VOLTA – Praça Brasil 10h25 Corte do Bolo – Praça Brasil 10h30 Inauguração do TOTEM – Praça Brasil 11h Ballet SME – Praça Brasil 12h Apresentação Tambores de Aço – FCSN – Praça Brasil 13h Projeto Samba Para Todos Convida – Espaço Cultural Afroreggae 14h Inauguração de Rede de Água – Três Poços 15h Inauguração das Obras do Córrego – 207 16h30 Inauguração Rotatória Belvedere – Rodovia dos Metalúrgicos 17h Cortejo #VR65 – Rua 14 18h DJ Monzo – Praça Brasil 18h30 Marcelo Negrothe & Os Psicossônicos – Praça Brasil 19h Palestra Mood and Food com Aline Quissak – Teatro Maestro Franklin (FEVRE) 20h Leoni e Banda – Praça Brasil 18/JULHO 09h 09h 19h

Dia do Trovador – Biblioteca Municipal Raul de Leoni – Saguão Feira Troque Livros – Biblioteca Municipal Raul de Leoni – Saguão Exposição Memória do Salão do Humor de Volta Redonda – Galeria Zélia Arbex

19/JULHO 19h Samba e Comida de Terreiro – Memorial Zumbi 20/JULHO 08h Mutirão de Graffiti – Bairro Eucaliptal 15h Lançamento Curso de Cultura e Historia Afro Brasileira – Os Brasis que a história não conta – Memorial Zumbi 21/JULHO 10h Graffiti no Escadão do Laranjal – Laranjal 17h Roda Cultural – Praça Centenária da Chaminé 23/JULHO 09h Oficina: SECEC – Biblioteca Municipal Raul de Leoni – Auditório 24/JULHO 09h Oficina: SECEC – Biblioteca Municipal Raul de Leoni – Auditório 26/JULHO 12h Virada Cultural – Teatro GACEMSS 2 e Galeria de Arte 27/JULHO 12h Virada Cultural – Teatro GACEMSS 1 e 2 e Galeria de Arte 15h Toque de Dandara – Centro Cultural FCSN 28/JULHO 08h ArtZoo – ZooVR


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Legado verde para o futuro da cidade Duas unidades de conservação estão em fase de criação e unidade no Santa Cruz foi remodelada Secom-VR

Um legado verde. Assim podem ser classificadas três grandes ações anunciadas e executadas pela prefeitura de Volta Redonda ao longo de 2019. A cidade ganhou recentemente o Parque Natural Municipal Volta Redonda e o Refúgio da Vida Silvestre Vale dos Puris. As duas novas unidades ainda estão em fase de aprimoramento, mas foram criadas oficialmente e já começam a cumprir as respectivas missões ambientais. Diferente do que foi feito com o Parque Natural Municipal Fazenda Santa Cecília do Ingá, localizado no bairro Santa Cruz. Considerada até então como a maior área verde para uso público de Volta Redonda, o espaço foi totalmente revitalizado e se tornou uma atração para todo tipo de amante da natureza.

Parque Natural Municipal Volta Redonda

Parque do Ingá é um tesouro ainda desconhecido de boa parte da população do bairro Santa Cruz, o parque do Ingá e vai até o limite com o distrito de Amparo, em Barra Mansa.

O parque foi criado a partir de um termo de transferência para o município de uma área de um miParque Natural Municipal lhão de metros quadrados, como contrapartida de um empreendiFazenda Santa Cecília do Ingá mento imobiliário em andamento, Localizado no bairro Sanlocalizado entre Volta Redonda e ta Cruz, a unidade tem 211 Pinheiral. hectares e ainda O projeto vai proporé a maior área cionar a preservação e Novas unidades ainda verde de Volta recuperação de áreas estão em fase de Redonda para uso de interesse ambiental, aprimoramento, mas público. O paralém de disponibilizar que abriga uma à população opções de foram criadas rica e diversificalazer, recreação e eduoficialmente e já da fauna que incação ambiental. Quancomeçam a cumprir clui 152 espécies do pronto - a previsão é as respectivas missões de aves e cerca de 2022 - será o maior do ambientais 47 espécies de gênero na cidade. mamíferos. As terras pertenciam à antiga FazenRefúgio da Vida da Santa Cecília do Ingá e em Silvestre Vale dos Puris 1955, a Prefeitura de Volta Redonda comprou a área. Em 1998 torCriado oficialmente em maio, nou-se Área de Preservação Amrefúgio será uma unidade de con- biental e foi convertida em Parservação dentro de Volta Redonda, que Municipal em 2005. Entre com quatro mil hectares de Flores- 2017 e agora, foi reformado e reta de Mata Atlântica protegidos. novado com trilhas e novas opEssa unidade abrange toda a área ções de lazer.


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Flávio Horta

Voltaço projeta a cidade em novas divisões Uma Taça Guanabara, uma Taça Rio, tetracampeão da Copa Rio e um Campeonato Brasileiro da Série D invicto. Estas são algumas das principais conquistas do Volta Redonda Futebol Clube, o popular Voltaço. São 19 títulos na galeria, feito notável para uma equipe com orçamento ainda modesto diante dos grandes clubes brasileiros.

No entanto, a possibilidade de um acesso à Série B do Campeonato Brasileiro pode ser o degrau que faltava para o clube da cidade, fundado em 1976, ser encarado com outros olhos. Neste aniversário da cidade, o presidente do Voltaço fala da importância do clube para a cidade, bem como da cidade para o clube. E projeta um futuro promissor. E por falar em Voltaço, neste aniversário da cidade tem jogo no Raulino.

DIÁRIO DO VALE - Qual a importância do Voltaço para a cidade de Volta Redonda? E da cidade para o clube? Flávio Horta - Hoje, podemos dizer que são fundamentais um ao outro. O clube carrega o nome da cidade e procura honrar não apenas o isso, mas todos os seus moradores, onde quer que vá jogar. Temos um trabalho nacionalmente reconhecido e que abrange um quadro social, uma vez que disponibilizamos esporte e saúde para mais de 200 crianças e adolescentes de Volta Redonda. Temos certeza que a cidade se orgulha muito do Esquadrão de Aço também.

foi campeão da Taça Guanabara e vice-campeão Estadual, despertando interesse de diversos clubes em nossos atletas. Sobre o aproveitamento, temos vários atletas incorporados ao time profissional, podendo citar rápido os goleiros Vinícius e Avelino, o lateral-direito Julinho, os zagueiros Roger e Paulo Vitor, os volantes Bodão, Bruno Barra e o meia Luan. Só do elenco atual, acabei de citar oito atletas oriundos de nossas divisões de base. Difícil você encontrar hoje um clube com este número, além dos que volta e meio são chamados para as viagens, como o Marcinho, lateralesquerdo do sub-20, que já foi relacionado para um jogo da Série C.

DV - Depois de disputar a Série D nacional por alguns bons anos, o Volta Redonda sagrou-se campeão invicto e está na Série C há duas temporadas consecutivas. É sua maior conquista? Flávio Horta - Sempre tivemos como meta consolidar o Volta Redonda no calendário nacional. O clube ficou por anos jogando apenas o Campeonato Carioca, sem nada a disputar no segundo semestre, e reverter esse quadro é motivo de muito orgulho para a gente. Divido esta conquista com toda a nossa diretoria, torcedores e com os funcionários do clube, que são fundamentais para nosso dia a dia. Crescemos mais de 60 posições no ranking da CBF em quatro anos e vamos continuar crescendo. Hoje, temos uma estrela em nosso peito e podemos dizer que somos campeões brasileiro.

DV - Deixe um recado para a torcida e para os moradores da cidade neste 17 de julho. Flávio Horta - Neste aniversário, aproveitamos para parabenizar a todo cidadão ou morador de Volta Redonda e pedir para que ele passe a acompanhar mais de perto o Voltaço, que é patrimônio da cidade. Vamos juntos elevar o patamar de nosso clube e levar cada vez mais longe o nome de nosso município. Parabéns a todos e fica um convite para, no dia do aniversário da cidade, assistirem a nossa partida contra o Tigres do Brasil, às 15h, no estádio Raulino de Oliveira.

DV - O que mudou para o clube com essa conquista nacional e a permanência na Série C? Flávio Horta - Você conquistar um título nacional já é marcante. Ainda mais da maneira que foi, invicto e fazendo a final no Raulino, com casa cheia. Certamente, o clube ocupa outro patamar no cenário nacional. Sempre foi respeitado, porém, hoje, as pessoas enxergam um Volta Redonda forte, consistente, consolidado e que investe grande parte do seu orçamento nas divisões de base, acreditando que ali está o futuro. E os resultados já começaram a aparecer, como a histórica campa-

nha na Copinha deste ano e o título da Taça Rio sub-17 no ano passado. DV - O que fazer para um dia chegar à Série B? Flávio Horta - Trabalhar cada vez mais! Em 2017, batemos na trave, fomos para o jogo do acesso e não fomos felizes. Mas tudo vai servindo de aprendizado. Hoje, somos mais preparados, mais conhecedores do futebol e, principalmente, dos torneios que disputamos. Acredito que estamos no caminho certo e isso vai acontecer em breve. Basta olhar a evolução do Voltaço nos últimos anos que dá para imaginar que chegaremos lá. DV - Em nome dessa programação nacional, o Voltaço tem deixado mais de lado as competições regionais? Flávio Horta - De maneira nenhuma. Sabemos da importância do Campeonato Carioca e entramos sempre para fazer o nosso melhor. Fizemos um excelente Estadual neste ano. Por exemplo, terminamos na frente do Botafogo e conquistamos resultados expressivos como os empates contra o Flamengo e o Fluminense no Maracanã. Entramos para ganhar todas as competições que disputamos. DV - O Campeonato Estadual se-

gue como uma forte vitrine? Como vê o futuro da competição? Flávio Horta - Muito bem frisado. É uma excelente vitrine! Dos Estaduais que surgem os grandes jogadores e é fundamental que eles continuem a existir e se fortaleçam cada vez mais. Para se ter uma ideia, no segundo semestre, temos quatro divisões do Campeonato Brasileiro, com cerca de 120 times, enquanto durante os estaduais, esse número chega a ser cinco vezes maior. Repito, é fundamental a existência e fortalecimento dos estaduais para o nascimento de novos talentos do futebol brasileiro. DV - Como está a evolução das divisões de base? E o aproveitamento dos garotos no profissional? Flávio Horta - Este é o trabalho que mais temos orgulho. Começamos a colher os frutos de nossos investimentos e o retrato são os resultados que já começamos a conquistar. Nosso time sub-20 fez história este ano e virou sensação nacional. Meses antes, o sub-17 tinha sido campeão da Taça Rio. Se formos mais embaixo, o sub-10


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A experiência de Volta Redonda

Estar na cidade é uma sensação única, pessoal e intransferível, mas podemos compartilhá-la Paulo Moreira Volta Redonda Volta Redonda é uma experiência. É a soma das sensações que temos ao percorrer a cidade, das lembranças que acumulamos ao longo do tempo que passamos nela, da interação com as pessoas, com o meio ambiente, com as instituições, com as empresas... a Volta Redonda do autor desta crônica é única, só existe no seu cérebro, assim como únicas são as Voltas Redondas de cada pessoa que lê estas palavras. Mas é possível dividir essas impressões e ver em que elas combinam. A cidade é uma paisagem impressionante, quando vista de cima do Viaduto Nossa Senhora das Graças, olhando para a Vila Santa Cecília, principalmente quando o sol está por trás do perfil irregular das edificações que compõem a CSN. À noite, quando o oxigênio cuspido da Aciaria ilumina o céu com suas chamas, a cidade é divertida para o morador que assiste ao assombro do recém-chegado ou do visitante. Para os sentimentos, é diferente: já não temos aquela sensação de conhecer todos os moradores,

tão comum onde o número de habitantes é menor, mas felizmente ainda não passamos pela sensação opressora da solidão em meio a um mar de gente, que assombra os moradores das megalópoles. Volta Redonda faz 65 anos. Para um ser humano, é bastante tempo, mas para uma cidade, mesmo em um país jovem como o Brasil, é quase nada. Enquanto o município alcança a metade de sua sétima década, os vizinhos do mesmo porte contam seu tempo, em sua maioria, com séculos. Neste pouco tempo, quanta história existe nesses 182,5 quilômetros quadrados. O marco inicial do processo de industrialização brasileiro, com a primeira siderúrgica de grande porte; o período da área de segurança nacional, com seus prefeitos nomeados; a marca dolorida da greve de 1988, com seus três mortos e a comoção nacional que isso gerou. A privatização da CSN, que tanto medo e preocupação gerou na cidade, gerando discussões até hoje, mas que culminou com uma empresa mais forte e uma cidade que assumiu a vocação de polo industrial, de comércio e de serviços.

O passado A Volta Redonda particular do autor tem o gosto do cafezinho preto em um bar da Avenida Amaral Peixoto, a sensação de pertencimento ao encontrar grupos de amigos no espaço entre dois edifícios de escritórios ou no Beco da Gordura, na Vila Santa Cecília. Há os sabores dos restaurantes tradicionais, alguns deles , a sofisticação dos cafés da manhã e refeições no restaurante do belíssimo Hotel Bela Vista. Havia a boemia no Aterrado, as discotecas nos clubes e nas casas noturnas abertas exclusivamente para isso, a cultura em cineclubes e teatros, e as minhas amadas livrarias e sebos. Havia a beleza diurna e a cautela noturna ao andar pelo Jardim dos Inocentes, a alegria quase infantil de passear pelo Zoo Municipal, que nos tempos de juventude do autor ainda se chamava Horto Florestal. O Recreio do Trabalhador, com seu ginásio, onde o autor assistiu deslumbrado a um show dos Harlem Globe Trotters, e a piscina onde as primeiras braçadas foram dadas e onde os Aqualoucos

faziam apresentações nas datas comemorativas. No Recreio também aconteciam, antes de haver o ginásio da Ilha São João, os Jogos Estudantis. Escolas tradicionais, como o Macedo Soares, o Volta Redonda, o Batista, o ICT, o Getúlio Vargas e o João XXIII, da Fevre, se enfrentavam em disputas de futebol de salão (não era futsal, não, a bola era pequena, pesada, dura e não quicava), basquete, vôlei e handball. Nessa quadra, um dos nomes que brilharam foi o de uma certa Rose Vilela, exímia jogadora de handball e, bem depois, mãe de um certo Thiago Pereira, nadador de brilhos olímpicos e pan-americanos. Falando em esporte, sempre existirá a sensação de ver os carrinhos barulhentos fazendo curvas impossíveis para o comum dos mortais no kartódromo do Aero Clube, e de ver o avião do Major Braga (diziam-me que era esse o nome) fazer voos rasantes sobre a cidade, antes de alguma apresentação da Esquadrilha da Fumaça, que usava a excelente pista de pouso do mesmo Aero Clube. Nessa pista, chegavam e saíam


Quarta-feira, 17 de junho de 2019 aviões transportando autoridades. O local chegou a receber voos comerciais, mas depois, o crescimento da cidade tornou perigosa demais a sua operação como aeroporto.

Hoje A Volta Redonda particular deste cronista improvisado, em 2019, é feita de sensações mistas: há a alegria por ser uma terra de trajetos curtos: isso porque o trânsito já reflete o fato de sua frota contar com um veículo para cada dois habitantes, engarrafando com frequência. Há o orgulho de ver passar o silencioso e gratuito ônibus elétrico. Há sabores de todas as origens: dos pratos nordestinos à culinária japonesa, passando por delícias árabes e por uma variedade de especialidades que chega a espantar, incluindo, com destaque, a comida mineira – aliás, olhada a origem dos moradores, Volta Redonda é provavelmente mais mineira do que fluminense. Há a modernidade dos dois shoppings, uma marca do século XXI em uma cidade nem existia na primeira metade do século XX. Ainda no comércio, há a força de diversas marcas nascidas nesta terra, como as redes de drogarias e farmácias que saíram daqui para a região e até para a capital do Estado do Rio, de uma rede de lojas de cama, mesa e banho, dos supermercados, das lojas de material de construção, como a, e de dezenas de marcas das grandes capitais que enxergam o potencial local. Temos hoje uma quantidade de estabelecimentos de ensino superior invejável, oferecendo cursos nas mais diversas áreas do conhecimento, e toda a agitação que a presença de milhares de estudantes nos proporciona. Volta Redonda pode se orgulhar de sua rede de serviços, com muitas e modernas agências bancárias; tem redes hospitalares pública e particular que se tornaram referência regional e até nacional. E, deixando para o fim a vocação maior da cidade, temos a indústria, hoje indo bem além da CSN: beneficiadoras de aço, fábricas de cimento, produtoras de massas alimentícias, nada menos do 538 estabelecimentos industriais, com 18.976 empregados diretos. E, a caminho, um polo metalmecânico que vai reforçar a justiça do apelido de “Cidade do Aço”.

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Quarta-feira, 17 de junho de 2019

Samuca Silva

Samuca: ‘Orgulho de exercer a prefeitura de Volta Redonda’ Em entrevista exclusiva, prefeito afirma que faz seu governo voltado para as pessoas que mais precisam do poder público O prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, falou em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO VALE sobre os presentes que a cidade recebeu (na for ma de obras realizadas) durante o período em que ele está

no governo. Ele também falou da melhoria do ambiente de negócios na cidade e da necessidade de união das lideranças para gerar mais benefícios ao povo da cidade. Arquivo

DIÁRIO DO VALE: Este é o terceiro aniversário de Volta Redonda com o senhor como prefeito. Quais presentes a cidade recebeu da prefeitura a cada ano? Samuca Silva: Tenho muito orgulho de estar prefeito de Volta Redonda em mais uma aniversário da cidade, dessa vez de 65 anos. Esse é o terceiro aniversário em que estou prefeito e, por isso, me sinto muito honrado. Nesse período tivemos muitos avanços, lembro da Rodovia do Contorno, inaugurado no primeiro ano de governo após 25 anos de obras; a abertura da Arena Olímpica, a municipalização da BR 393; a reabertura do Restaurante Popular; o Hospital Regional; a compra do Hospital Santa Margarida; a inauguração de três Unidades Básicas da Saúde; dois centros odontológicos; unidade descentralizada de fisioterapia; abertura do Hospital do Idoso, entre tantos outros benefícios. Lembro e destaco ainda a melhora no ambiente de negócios da cidade, que gerou empregos e renda para nossa cidade, fazendo com que Volta Redonda fosse a cidade que mais gerasse emprego em 2018 no Estado do Rio, conforme dados do Caged. Também viabilizamos a abertura do novo shopping, a vinda da empresa de Call Center e anunciamos o Polo Metalmecânico. Criamos o Tarifa Comercial Zero, transporte gratuito para a população ligando os centros comerciais, cadastramos ambulantes, criamos a Rua de Compras, medidas essas que fizeram que fossemos reconhecidos vencendo o prêmio Prefeito Empreendedor a nível nacional, prêmio dado pelo Sebrae. Foram grandes vitórias. Sabemos que precisamos avançar muito. Mas controlando a dívida de R$ 1,7 bilhão que herdamos, estamos conseguindo

muito feliz. Resgatando esses empregos, estamos resgatando a autoestima de nossa cidade. E estamos conseguindo isso através de gestão muito eficiente, controlando dívidas consideradas impagáveis. Somente em 2019 vamos pagar quase R$ 80 milhões apenas em dívidas, um valor absurdo que deveria estar sendo investido em saúde, educação, infraestrutura... E por isso na campanha eu dizia, dinheiro tem e o que falta é gestão. Hoje vemos o quanto faltou gestão em nossa cidade e por isso essa dívida bilionária. Dívida que precisamos pegar recursos que deveriam estar sendo investidos na cidade, para pagar.

Samuca afirma que está aberto ao diálogo que as pessoas que quiserem se aliar ao povo serão bem-vindas avançar. DV: Uma obra feita em regime de parceria público-privada, a rotatória do Belvedere, que será entregue durante o aniversário da cidade, causou muita polêmica. Que vantagens ela trará para os voltarredondenses? Samuca: A obra trará benefícios visíveis a população como toda obra de mobilidade urbana. DV: Para o próximo aniversário de Volta Redonda, em 2020, o senhor tem algum planejamento? Samuca: Sempre temos projetos, mas quem me conhece sabe que não costumo falar nada antes de que conseguir ter garantia de concretizar. Mas teremos muitas surpresas positivas em 2020. DV: O senhor nasceu e foi criado em Volta Redonda. Qual presente sempre sonhou em dar a cidade?

Samuca: Sempre quis nossa cidade governada para quem precisa de verdade, o povo. Por isso estamos lutando incansavelmente por um transporte público melhor, buscando a licitação das linhas da Sul Fluminense. Por isso nós implantamos o Tarifa Comercial Zero, que leva cerca de 30 mil pessoas nos centros comerciais todo dia. Foi pensando nisso que conseguimos reabrir o Restaurante Popular, servindo 170 mil refeições em seis meses, entre tantos outros benefícios, como zerar a fila de espera para exame de mamografia, a abertura do Hospital do Retiro, a humanização no atendimento. Além disso, um dos meus objetivos sempre foi gerar emprego para nosso povo: e isso estamos conseguindo e vamos abrir mais vagas. Essa dignidade do emprego, da família não precisar ver um parente saindo da cidade buscando uma vaga de trabalho em outro município, isso nos deixa

DV: A cidade já está começando a “entrar no clima” para as eleições do ano que vem. O senhor acredita que, nesta data pelo menos, seria possível que as diversas forças políticas deixassem de lado suas discordâncias, em nome do bem do município? Samuca: Eu acredito na política do bem, na política do diálogo a favor da cidade. Dei provas disso. Tanto que temos atuando junto conosco no governo, políticos que foram meus adversários, mas que através da técnica pode contribuir para a cidade. Infelizmente ainda temos aqueles políticos que buscam o ‘quanto pior, melhor’, visando desestabilizar o governo e a cidade. Não entendem, infelizmente, que esse tempo já passou. Já dei provas que sou do diálogo e estou a disposição para debater a cidade, convergir ideias e trabalhar sempre para o povo de Volta Redonda. O que não vou admitir são pessoas governarem para alguns. Sou filho da escola pública, do Fies, da periferia dessa cidade. Se as pessoas quiserem se aliar ao povo, serão bem-vindos, porque governo para quem mais precisa.


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