DiáriodeCoimbra
13 DE JANEIRO DE 2010 QUARTA-FEIRA SUPLEMENTO QUINZENAL
DiáriodaTurma DIRECTOR ADRIANO LUCAS
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“Deixar a semente para mais tarde”
REUTILIZAR, RECICLAR E REDUZIR
Caspae dos Olivais entregou tampinhas
O Pinóquio está de regresso. E, desta vez, aventura-se pel’ “O Bosque das Figuras Planas” Carina Leal
“O BOSQUE DAS FIGURAS PLANAS” I Texto: Andreia Hall I Ilustrações: Ângela Luzia I Editor: AMBAR I Preço editor: 15 euros
CARINA LEAL
LIVRO
I Têm entre 6 e 7 anos e vieram do Caspae dos Olivais, em Coimbra, entregar garrafões cheios de tampinhas. Disseram que as recolheram «para ajudar
os meninos que precisam de cadeiras de rodas». Cumpriram, assim, a regra dos três R’s: reutilizar, reciclar e reduzir, associando-lhe um “A” de ajudar. l
PRAGA
FIGUEIREDO
Coral Cluny Vox alcança bronze
ANDREIA HALL apresentou o livro no Museu da Ciência pintar, bem como recortar e colar. No fundo, é possível brincar, pensar, aprender, experimentar e, se alguma dúvida surgir, não faltam as soluções. Para crianças a partir dos 5 anos, este livro publicado pela Ambar tem texto de Andreia Hall e ilustrações de Ângela Luzia. A ideia surgiu de um conjunto de actividades desenvolvido no âmbito de um projecto de ensino não-formal de Matemática, da Universidade de Aveiro. «Agarrei numas actividades e
comecei a pensar que era giro arranjar histórias que propiciassem a imaginação», partilhou Andreia Hall numa sessão de “Café, Livros e Ciência” organizado pelo Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho e Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. Mãe de três filhos e professora na Universidade de Aveiro, a autora confessa ter «um gosto muito particular por histórias». Diz que «o livro também é para
os pais. Está cheio de entradas de texto nas margens para que pais e professores fiquem com ideias claras». O objectivo? «Deixar a semente para mais tarde», pois considera que crianças do pré-escolar e 1.o ciclo ainda não vêm a Matemática como “muito difícil”. Deixou um alerta: «é muito importante olhar para os raciocínios das crianças. Às vezes estão correctos». Segundo ela, «muitas vezes, nas escolas, não se tem em conta o raciocínio das crianças. Está certo ou errado consoante o raciocínio do professor». l
D.R.
“Há muito pouco tempo”. A(s) história(s) – sim, são duas num só livro – de “O Bosque das Figuras Planas” começa(m) assim. O protagonista é o conhecido Pinóquio. Mas, atenção que é um Pinóquio “do nosso tempo”, criado através de um programa de gráficos, em computador. De visual renovado, será que este Pinóquio deixou aquelas mentiras que lhe faziam crescer o nariz? A resposta pode ser encontrada ao longo das páginas onde se contam as “Aventuras Matemáticas de Pinóquio”. “O Bosque das Figuras Planas” é para ler, mas não só. Numa linguagem simples e cuidada ensina sobre Matemática. Em jeito de história explica o que são polígonos, quadrados, triângulos e tantas outras mais figuras geométricas, sempre presentes na ilustração. Não faltam, nas margens, explicações mais pormenorizadas sobre, por exemplo, o losango, paralelograma, figuras côncavas e convexas. São, ainda, sugeridas actividades, onde a criança pode colocar em prática o que lê ou lhe é contado. Se é para ler, serve também para mexer. A terminar cada uma das duas histórias, surgem mais actividades onde se pode unir pontos e dar forma a polígonos. É ainda possível completar um desenho para depois I
A delegação anadiense do Coral Cluny Vox, do Colégio Nossa Senhora da Assunção, participou no Festival Internacional de Coros de Advento e Natal de Praga e foi distinguido com o Prémio de Bronze, na
I
classe de Coros Infanto-Juvenis. O júri internacional apreciou o trabalho apresentado pelos 36 coralistas, de ambos os sexos, dos 9 aos 16 anos e dirigido, desde a sua fundação em 1985, pelo Maestro Celestino Ortet. l
II
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DiáriodeCoimbra
O jornal foi à escola
FOTOS: CARINA LEAL
Da notícia à publicidade, o objectivo é “mexer” no jornal
Carina Leal I O Diário de Coimbra regressou à Escola Básica 1 de Montes Claros, em Coimbra. Depois dos meninos do 3.oA e 3.oB, foi a vez do 4.o A e 4.o B receberem nas suas salas a actividade “Descobre no DC – O Baú do Tesouro”, inserida no âmbito do projecto “O jornal vai à escola com o DT”, dinamizado por Ana Santos, estagiária em Ciências da Educação, da Faculdade de Psicologia e Ciências da
Educação da Universidade de Coimbra. Feitas as apresentações, houve espaço para primeiro brincar através de um jogo. Como verdadeiros exploradores, conheceram os elementos que compõem um jornal, desde a primeira página, às secções, aos conceitos de notícia, fotografia e publicidade. Prevaleceu o entusiasmo e certo é que na hora de eles próprios escreverem no quadro o que haviam aprendido, várias
palavras foram redigidas e, posteriormente, explicadas. Exemplos: manchete, fotojornalista, jornalista, secções, página, jornal. “O jornal vai à escola com o DT” insere-se no âmbito da “educação para, com e nos media”. Consiste na deslocação do jornal à escola, no sentido de realizar acções de formação, promover a interacção entre jornal e meio escolar, assim como incentivar a leitura e a escrita. l
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Diário da Turma
III
OFICINA MUNICIPAL DO TEATRO
“Foi muito engraçado, porque aprendemos muito e divertimo-nos ao mesmo tempo. O jornal tem muitas coisas que as crianças não sabem. Aprendemos e agora vamos ficar mais curiosos.” I MARTA MARQUES I 4.º A “Foi a primeira vez que eu e os alunos colaboramos numa actividade deste género. Foi muito interessante. Os alunos aderiram e foram muito participativos. É muito importante que o jornal vá à escola. É uma boa maneira de os incentivar na leitura, nomeadamente do jornal, porque eles não têm muito o hábito de consultar o jornal. Gostava que houvesse uma certa continuidade, se possível”. I CÉLIA RODRIGUES I Professora do 4.ºA “A actividade foi muito criativa. Ajudou-nos a perceber que o jornal é muito importante para o dia-a-dia das pessoas. Foi muito divertido.” I GUILHERME SIMÕES I 4.º B “Foi muito divertido. Hoje aprendemos mais coisas sobre o jornal.” I MARTA ALMEIDA I 4.º B “É o incentivo à leitura de um jornal da nossa região que fala da nossa cultura, dos nossos costumes e hábitos. Verifiquei que alguns não conheciam muito bem o jornal. É uma oportunidade ímpar para eles engrenarem e começarem a ler mais e melhor.” I CARLOS SEVERINO I Professor do 4.º B
TEATRO “DOM QUIXOTE (DE COIMBRA)”, PEL’O TEATRÃO
Carina Leal I Ana Carolina respira fundo. Com um largo sorriso comunica que gostou. Gostou, sobretudo, quando – e ela explica - «eles foram ao pé da minha amiga Daniela». Eles? D. Quixote, Sancho Pança, governanta e sobrinha. Já Francisco Freire deixa escapar um «eu não gostei... Adorei! Foi muito giro». A opinião é partilhada por Mafalda Monteiro e Inês Correia que revela o fascínio causado por um céu «com muitas estrelinhas». A EB1 de Casconha encheu a plateia da Oficina Municipal do Teatro. A fazer-lhes companhia, outros mais crescidinhos vindos da EB 2,3 com Secundário José Falcão, de Miranda do Corvo, e da EB 2,3 da Lousã. A que espectáculo assistiram? A figura do Batman “pisca” num televisor. É a única luz que se vislumbra num escurecido cenário. Nesse televisor descobrem-se cowboys. Um relógio faz-se notar no seu tiquetaquear. Duas figuras, governanta e sobrinha, surgem num cenário que logo se percebe estar repleto de (aparente) sucata. Há livros
Estreia: 19 de Novembro de 2009 I Local: Oficina Municipal do Teatro I Encenação: Isabel Craveiro I Elenco: Inês Mourão, João Castro Gomes, Luís Campos Eiras e Margarida Sousa I Espectáculo concretizado a partir da obra de Cervantes (Dom Quixote de La Mancha), com excertos das versões de António José da Silva, Monteiro Lobato, Yevgeni Shvarts e Orson Welles. I
espalhados pelo chão. São livros de aventuras, percebe-se isso pelo discurso da indignada governanta. São livros onde se “pintam” cavaleiros andantes. A luz do dia irrompe palco adentro. Pela grande porta, de repente entreaberta, entra uma mota. É Sancho Pança quem nela “cavalga”, carregando o fragilizado senhor Alonso. «Ele agora diz que se chama D. Quixote e bate em quem diga o contrário», explica logo o fiel companheiro. A governanta não tarda em querer queimar «esses livros todos». Segundo ela, «não há nenhum que mereça ser
poupado pois todos foram malfeitores» ao encher a cabeça, do agora D. Quixote, de façanhas. O espectáculo começa. Tem por nome “Dom Quixote (de Coimbra)”. Prende, desde o início, a atenção de pequenotes e mais crescidinhos. Rouba-lhes risadas sinceras, comentários e interrogações recheadas de verdadeiro espanto. «Como é que ele consegue fazer aquilo?», pergunta um pequeno ao colega do lado quando Sancho salta sobre bidões calcetados por livros. As personagens em palco não tardam em deixar entrar a plateia no próprio enredo.
Onde o espectador vê lixo, este D. Quixote, não de La Mancha, mas de Coimbra, vê aventuras intermináveis. É, na cidade à beira Rio Mondego, que enfrenta tantas. E desventuras também, daquelas que lhe valem o título de “cavaleiro da triste figura”. É uma verdadeira odisseia, a protagonizada por um sonhador e apaixonado Quixote acompanhado por um Sancho Pança deveras cómico. Laura Gonçalves é eleita porta-voz do grupo vindo de Miranda do Corvo. «Foi interessante, os actores são muito bons». O grupo de alunas do 8.o B integra o Clube Ambien-
mismo, estabeleceu ainda pontes entre a história nacional e internacional com a local, dando exemplos muito claros acerca dos conteúdos apresentados. «Os participantes puderam assim esclarecer as suas dúvidas e obter o máximo de informação relativamente à temática, de forma a optimizarem as suas intervenções em todo o percurso, que se espera longo, no Parlamento dos Jovens – Ensino Secundário», refere, em nota de imprensa, a escola que tem um vasto conjunto de actividades previstas até 20 de Janeiro, no âmbito desta participação no Parlamento Jovem. l
ESCRITOR e historiador Manuel Augusto Dias foi o orador
te e Saúde. Fizeram produtos com materiais recicláveis que depois venderam. «O prémio foi vir ao teatro», comunica a professora de Ciências, Dulce Dias, que destaca «o aproveitamento de resíduos para fazer um cenário muito giro» que aqui encontraram. É inevitável a questão: “é importante sonhar?”. O grupo responde em uníssono: «claro». l
ANSIÃO
Colóquio sobre a República prepara alunos para Parlamento Jovem A preparação dos alunos da Escola Tecnológica e Profissional de Sicó (ETPSicó), Ansião, para o Parlamento dos Jovens já começou, com os alunos a ambicionarem uma presença no Parlamento onde terão a oportunidade de ser deputados por um dia. Com o tema geral “A República faz cem anos”, os alunos já realizaram um colóquio sobre o centenário da República, tendo como orador Manuel Augusto Dias, escritor
I
e historiador do concelho de Ansião. Com uma plateia constituída por alunos dos cursos profissionais da escola, o colóquio pretendeu ser uma abordagem à República Portuguesa, desde a sua instauração aos dias de hoje, incidindo sobre as suas dificuldades, realizações e mudanças que trouxe ao país, passando ainda pela bandeira e hino nacional. Na sua intervenção, o orador, sempre com grande dina-
D.R.
“Muito, muito, muito giro. Gostei do jogo do início.” I EDUARDA SILVA I 4.ºA
“Eu não gostei…. Adorei!”
CARLOS ARAÚJO
DIZEM QUE...
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13 DE JANEIRO DE 2010 QUARTA-FEIRA DIARIODATURMA@DIARIOCOIMBRA.PT ÚLTIMA PÁGINA SUPLEMENTO QUINZENAL DO DIÁRIO DE COIMBRA ÚLTIMA PÁGINA SUPLEMENTO QUINZENAL
D.R.
Escola de Cantanhede ajuda ADAV
A Escola Secundária de Cantanhede (ESC) tem uma pequena história de solidariedade para com a Associação da Defesa e Apoio da Vida (ADAV-Coimbra). Nos três últimos anos, a comunidade escolar tem doado bens e produtos para apoiar bebés e crianças, cujas mães têm dificuldades económi-
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cas e que, por isso, recorrem à ADAV. Este ano, mais uma vez, a ESC aderiu a uma campanha que teve como lema “ Vamos dar abrigo ao menino que nasce”. Foi assim que, ainda em Dezembro, no último dia de aulas, todas as turmas e diversos sectores da escola depositaram os
bens recolhidos junto ao “presépio vivo” representado pelos alunos da turma de Animação Sociocultural. A entrega foi acompanhada por um gesto simbólico cuja intenção foi transmitir a vontade que se tem em participar na construção de um mundo onde todos possam ter “abrigo”. l
HORA DO INTERVALO
Sopa de Letras
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TEMA: INVERNO
O Inverno é umas das quatro estações do ano. Começa no dia 21 de Dezembro. Nesta época costuma fazer muito frio, as crianças vestem luvas, gorros e casacos muito quentinhos. Neva em certas regiões do país. Também se festeja o Natal, época em que se fica de férias e se recebem e trocam prendas. O desafio, hoje, é encontrar nesta sopa de muitas letras, as palavras associadas a esta estação do ano. Essas palavras podem estar na horizontal, vertical ou na diagonal.
ANA SANTOS
Dezembro Luvas I Frio I Lareira I Natal
Chuva Neve I Chocolate quente I Gelo I Férias
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Palavras Cruzadas ANA SANTOS
Um Jornal é constituído por muitas palavras. E que tal descobri-las? O ponto de partida é a palavra Jornalista. É só seguir as pistas e preencher os quadrados em branco. As soluções são dadas no próximo Diário da Turma, a 27 de Janeiro.
1. Meio de comunicação impresso, no qual é possível ler notícias. 2. Texto onde se informa sobre um acontecimento. 3. Cidade da região do Mondego que dá nome a uma secção do Diário de Coimbra. 4. O Diário de Coimbra não é um jornal nacional, logo é um jornal… 5. Encontra-se na primeira página do jornal. Dá muitas informações aos leitores, como por exemplo, o preço.
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6. Material no qual é impresso o jornal. 7. Periodicidade do Diário de Coimbra. 8. O Diário de Coimbra é dividido em vários temas que são as… 9. Nome da profissão dada a quem tira as fotografias que acompanham uma notícia. 10. Título de maior destaque da primeira página.
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