Diário da Manhã
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GOIÂNIA, QUARTA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2013
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Editora interina: Fernanda Ferreira
O PERFIL DO PRÓXIMO GOVERNADOR O
Batista Custódio Editor-geral do Diário da Manhã
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stamos no tempo de mudanças épicas. A maior delas é a da limpeza moral da Humanidade. Nenhum mal ficará de pé na Terra. O tecido social será despido da inversão de valores nas elites e nas plebes. As vantagens individuais irão caindo para o interesse coletivo nos famosos e nos anônimos. Os cofres cheios nos ricos não mais advirão dos pratos vazios nos pobres. O justo sobreporá os bons aos maus. Sujaram demais a vida. Há dores chorando na alma do mundo. Deus começou passar a limpo a civilização contemporânea. A corrupção come o Planeta. Ela é a droga indutora do incentivo à dependência nos vícios. A todos eles. Os criminalizados e impunes na servidão às clandestinidades. Os condenáveis e legalizados no consenso das permivissidades. O poder perdeu a moral na partilha das culpas. Até as autoridades que vivem bem no bolso estão vivendo mal na consciência. A penúria miserável é a da pobreza no caráter. O cívico foi ao chão das nulidades triunfantes no cínico. Há mitos reluzentes nos ídolos. Estão líderes nas venerações do ilusório. Não são estadistas no cerne da ética. São empenáveis no idealismo. Amoldam-se ao alarido das conveniências de ajeito das negociatas de assessores nos negócios públicos. Às vezes o escrúpulo quer reagi-los. Vacilam. A conivência não os deixa. E passam o resto da vida no gosto amargo do arrependimento. O verdadeiro líder tem bom coração, a cabeça no sonho, noção do justo e obstinação nos atos. É atento à vozeria das imprudências e não se influência dos insensatos. As assessorias são necessárias e profícuas no limite de suas tarefas exercidas, com humildade e obediência, no conjunto do trabalho definido no objetivo do almejado. Essa é a lei na ordem dos valores e seletiva dos méritos diferenciados na mais-valia de cada auxiliar. Hierarquia é imprescindível. Organização é fundamental. Clareza de propósitos e firmeza nas decisões são vitais. Nada funciona direito nos empreendimentos humanos, sem a precisão de uma máquina ajustada nas peças. A identidade no ideal é o fator determinante da unidade entre pessoas de condições sociais diferentes dedicaremse identificadas na mesma luta por uma causa relevante. Caráter é a primazia das prioridades na ética. Onde há caráter, tudo se concerta nos erros. Na pessoa que não tem caráter, nada dá certo no correto. Até as religiões se desonestam na doutrina divina do Cristianismo. Até a ciência política se emburrece nas ideias dos políticos medíocres. A honestidade, mais que uma dádiva da moral, é uma bênção da inteligência.
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retidão de princípios é tão essencial quanto à graduação profissional nos membros de uma equipe. O dirigente precisa ter superioridade de conhecimento e ser inflexível na honradez, para ser respeitado em sua autoridade. É condição intrínseca ao comando. A turveza intelectual e a fragilidade moral estimulam a condescendência com as insubordinações e fomenta a formação de subgrupos nocivos à disciplina dos comandos. O líder vacilante fraqueja na autonomia, perde o controle da situação, tornase refém dos desmandos e faz-se cúmplice dos insubordinados inescrupulosos. Aí é sofrer na espada que o que mais dói nela não é o corte na lâmina, mas a mão que fere no cabo dela. O estadista é um consertador de civilizações, portador das ideias construtivas, reformulador do destino nas nações, restaurador da paz nas guerras, antevedor das mudanças históricas, condutor da evolução no mundo. O estadista é o missionário da perfeição, para o aprimoramento continuo da vida. Nas pessoas e nos animais. Nas pedras e nos vegetais. Nos ventos e nas respirações. Nas sombras e nas luzes. Por que tudo é vida interligada no Universo e tem espirito no corpo físico.
O tempo de agora está se refazendo do ciclo das bonanças estáveis no clima das impunidades. O inexorável realinhamento das condutas humanas consuma-se, como as mudanças atmosféricas nas quatro estações do ano. No início dos períodos chuvosos, primeiro troveja e relampeja, depois chuvisca antes de chover grosso, em seguida vem o temporal com raios e termina em lama escorrendo nas enxurradas. Acontece igual nos céus do poder. Começou com estrondos de escândalos. Relampejaram denúncias nos ares do governos. Nuvens negras choveram condenações pesadas. Rajadas de coriscos fulminaram os alicerces da podridão moral nos povos. As tempestades da moralização rugem e formam-se em sua turbulência tufões varredores dos que desonram a vida para os esgotos da corrupção.
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ambientação da decência mudou na natureza humana. Ser honesto e ser bom é ser um ser enviesado do válido no atual. O justo da solidariedade individual manchou-se do injusto na coletivização da cumplicidade. Os impuros arrastaram os puros para a aparência que os iguala nas configurações do indigno. Há horas doídas trazendo dores caladas e remorsos escorrendo gemidos vindo de sofrimentos terríveis. O céus espelham, debruço, e teto amplo de uma prisão repartida em muitas celas, com correrias de consciências fugindo das culpas e, em todas elas, cada qual levando dentro de si o juiz da sentença de sua condenação. Vivemos um apagão moral. A corrupção derreteu nas riquezas o caráter de políticos. Chefes religiosos, a serviço das almas na Terra, trabalharam no dinheiro dos dízimos a ascensão para os céus da política nos mandatos populares. Dirigentes empresariais aplicaram nas licitações das obras públicas a técnica da renda participativa com autoridades nos lucros dos superfaturamentos. A esperteza faz-se soberana nas valias do vencedor. A ética desusou-se na validez das conquistas do sucesso. O postulado das lutas reserva para os idealistas o destino dos mártires. As pinturas dos quadros de Cristo Crucificado no Calvário sugerem comparação com o cenário das ideologias políticas em todas as formas de poder na civilização contemporânea: as pessoas honestas estão sendo crucificadas entre ladrões à direita e ladrões à esquerda. Toda pessoa tem a sua cruz para carregar no próprio destino e precisa da ajuda de companheiros para suportar o peso dela. Por isso é providencial ao líder estar sempre em alerta com às más companhias, para não se desviar da missão nas travessias das grandes amarguras. Jesus era santo, selecionou uma assessoria de 12 apóstolos, e foi traído por Judas, primo de Jesus, num momento de desespero, e negado por Pedro, o príncipe dos apóstolos, num instante de medo. Agora tentem dimensionar a longitude entre as equipes, pelo mérito do plano de lideranças pecadoras e pela virtude das dimensões do líder divino. É a mesma entre os faróis traseiros de um carro e a luz de uma estrela. E as cintilações na inteligência da maioria dos líderes terrenos são fagulhas de pirilampos ante a luminosidade da sabedoria de Jesus Cristo.
líder idealista é um demolidor de atrasos. Traz no luzeiro do sonho a resplandecência que acende os valiosos e apaga os tolados. A sua clarividência irradia a força de um incêndio que tem no fogo a chama que ilumina os bons e queima os maus. Todo avanço da modernidade encontra resistência na rudeza mental dos néscios. E é mais fácil desempenar com a força das mãos um bloco de aço que alinhar uma mentalidade empedrada no atraso cultural. Os luminares do estrelato humano não se impregnam da ação dos fracos. São infensos aos elogios ou às críticas. Nem se alteram nas quedas ou nas reerguidas. Nunca se modelam no apego às coisas da Terra. Não tiram proveito de seus benéficos. A vocação os predestinou com a premunição aberta para o transcendental, de que o bem que fizerem enquanto estão no corpo, só verão a amplidão deles quando já estiveram no espírito. Assim nascem e assim morrem os estadistas. Moisés libertou os hebreus dos egípcios, e não viu a sua Terra Prometida. Platão mostrou a liberdade para as nações, e não viu a sua República. Lincoln acabou com a Guerra de Secessão e aboliu a escravatura, e não viu sua liberdade nos patriotas negros nos Estados Unidos. Moisés, Platão e Lincoln construíram um mundo novo. E morreram pobres. Mas viverão na posteridade. É a Lei do Maktub. Os líderes que, na Terra, chegam pobres e saem ricos do poder, vão milionários para o cemitério e irão da sepultura empobrecidos no espirito para o Céu.
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Brasil começa, dá voltas e termina em Goiás, e é o Estado mais perto de todos os lugares mais longes do País. O futuro está aqui. Os políticos ainda estão lá no passado. Mostram os defeitos uns dos outros e não se marcam nas virtudes recíprocas. Veem a pobreza de suas cabeças e não enxergam as riquezas no coração do Brasil. A estabilidade do clima em todas as estações do ano. A fertilidade das terras em todas as regiões. A abundância das nascentes das águas abastecendo as duas maiores bacias fluviais da América do Sul, a dos rios Araguaia e Tocantins para a Amazônia, e a do rio Paranaíba para o Prata. A variedade abusiva de pedras preciosas e de minérios sobrando na jazidas do subsolo. O desperdício de poemas na planura das planícies e dos planaltos à toas no progresso. A solidão dos sonhos no rosário das águas nas cachoeiras quebrando o silêncio das furnas no curral das montanhas pedindo devoção ao turismo. Mas os líderes políticos não avistam, d’aqui, as potencialidades naturais que as multinacionais já perceberam aqui. Os líderes políticos de Goiás precisam deixar de abanarem as orelhas e abrirem os olhos – se não para ouvirem a canção dos ventos nas colinas e verem a busca de amor na grinalda das manhãs –, mas para escutarem e enxergarem, hoje, os próximos vinte anos: Goiás não estará sendo governado por goianos. Goiás está indo-se embora da província abarracada nos duelos de ódios vazando o continuísmo nos revides das vinganças mútuas em todos os flancos do populismo clientelista. O povo cansou-se da bandidagem das calunias dos que, pisados na lama, enlameiam com a difamação e a injúria os adversários. Impõe-se o critério da civilidade entre eles e o fundamento do respeito deles para o público. O estado raia-se à luz da modernidade. É de toda prudência que os governadoriáveis em oferta nos partidos políticos, façam pesquisas qualitativas para aferir a cotação de suas imagens na aprovação das tendências de votos. Há muita espuma de prestigio flutuante na popularidade volatizada de realidade e massificada pela mídia. Credibilidade não se estampa nas versões do aparente, mas, sim, se insere na veracidade dos fatos palpáveis no concreto. O próximo governador terá de reunir abrangência de conhecimento, de plenitude na seriedade e de altivez na vergonha. Precisa-se de uma pessoa com respeitabilidade na dimensão histórica de sua biografia. Um expoente do talento
empreendedor, e paradigma da honradez. Um vocacionado do dom gestor, e ícone da bondade. Um notável da competência eficiente, e paradigma de reconhecido caráter. Um ilustrado na visão de conjunto da capacitação técnica da equipe, e ícone da misericórdia. Um exemplo comprovado de tino de líder na solução das crises, e paradigma do justo. Um conhecedor dos 246 municípios para fazer um plano de metas baseado na vivência prática das lideranças do interior e não teorizado pelo imaginativo de gabinete, e ícone no senso de responsabilidade. Um estadista que não pareça haver ficado fora de seu governo, e seja paradigma da autoridade que se dá ao respeito e não se nivela a subterfúgios. Um paradigma do sim é sim, do não é não, e ícone da honra como o patrimônio que se vive e se morre por ela. Um líder que simbolize a grandeza no forte: o intrépido na coragem, o divino na bondade, o imutável no caráter, a sabedoria na inteligência, a humildade no poder, o justo nas decisões, a paciência nas tormentas, para não se ilhar no banzeiro das assessorias, infernizantes quais mosquitos nas orelhas do burro que fica parado, batendo a cabeça no ar, não sai do lugar e não se livra dos voos curtos das inteligências como nas asas das moscas. Mesmo os asnos há o indomáveis, pulam as cercas dos currais escapam do assédio da mosquitada. Também os líderes bravos são irrefreáveis no idealismo, saltam das amarras das turbas comuns e planam na imensidão das ideias. O futuro já amanheceu nos horizontes do mundo. E Goiás quer tomar sol no universo das inteligências de um condutor de povo que seja a corporificação do líder que o filósofo Demóstenes procurou com a sua lamparina pelas ruas de Atenas e não viu nos governos da Grécia, e que as pessoas honestas de todas as cidades goianas querem ver no governador do Estado.
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iniciativa de concitar as principais lideranças da sociedade a escreverem artigos assinados, especificando o grau de representatividade dos autores nas entidades, para o OPINIÃOPÚBLICA, nessa edição do Diário da Manhã, – traçando o perfil ideal do próximo governador goiano –, tem o objetivo de contribuir para a modernização da política em Goiás. O propósito não nasceu do pensamento de melindrar quaisquer dos pretendentes ao governo, mas nasceu do pensamento caridoso de evitá-los do constrangimento de virem a ser surpreendidos por uma derrota nas urnas. E, sobretudo, três causas relevantes da razão foram decisivas. Para que os eleitores avaliem as opiniões definindo o perfil ideal para o governador eleito em 2014, e tirem suas próprias conclusões. Para que os pretensos candidatos tenham a oportunidade de aquilatarem o cabedal de suas qualidades enquadrando-os nos quesitos avocados. E se os credencia na versatilidade do saber e na supremacia moral.
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s invocados a subirem na passarela da sucessão estadual em 2014, precisam, antes, dar uma olhada cautelosa no ar das mudanças. São épicas. O ambiente na vida pública está tomado de redemoinhos esmigalhando corrupções e cujos cacos estão quebrando telhas e abrindo goteiras no telhado das casas políticas. Chovem mazelas em umas. Respingam sinecuras em outras. Caem raios das falcatruas às portas de vários, sobem coriscos do ilícito do chão em diversos quintais. Há culpas em fugas, umas tropeçando nas outras em todas. Existem inocentes nos culpados e culpados nos inocentes. E cada qual, dos respingados e dos encharcados, age como se o culpado fosse do outro. A gritaria é geral e ensurdece a verdade.
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de uma coisa?! Nos feudos políticos, está passando da hora de os adultos começarem a ouvir as crianças. Elas são o silêncio dos inocentes. ABEM
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OPINIÃOPÚBLICA
É necessário avançarmos nas questões da ética política. A sociedade espera dos gestores públicos atitudes austeras diante da corrupção e dos favorecimentos. Uma reforma política adequada pode fortalecer e acelerar esses avanços. José Mário Schreiner
Alan Francisco de Carvalho Especial para OPINIÃOPÚBLICA Há décadas, os governantes brasileiros, nos quatro entes federados, são reféns da colossal dívida pública que os atinge e de interesses privados. Isso, em grande medida, é a causa do baixo investimento no desenvolvimento social, especialmente em saúde e educação de qualidade. Assim, as suas administrações públicas se caracterizam pelo gerenciamento dessa dívida e pela adoção de medidas que atendem aos interesses de grupos econômicos. Para comprovar essa assertiva, basta que se diga que, no âmbito federal, todos os ministérios são submetidos aos ditames do Ministério da Fazenda, e, nos estados, das suas secretarias de fazenda, que controlam os seus orçamentos, reduzindo-os a patamares ínfimos, insuficientes para atender às demandas sociais básicas. No contexto brasileiro, são investidos 5%, do PIB, em educação, 3,7%, na saúde, 5,6%, no serviço da dívida pública. O Sindicato dos Professores do Estado de Goiás, o Sinpro Goiás, representante dos professores das escolas particulares, e que neste ano celebra seu cinqüentenário, marca a sua presença na sociedade goiana com uma postura histórica a favor da educação pública de qualidade e da destinação de recursos público exclusivamente para escola pública. O nosso entendimento é o de que o homem público que queira lavrar seu nome na História, como governante goiano dedicado à causa do povo, bastará ter coragem para cumprir a Constituição de República, que determina aos Estados o investimento mínino de 25% da receita líquida de impostos em educação e 12% em saúde. Importante desta-
Ilézio Inácio Ferreira Especial para OPINIÃOPÚBLICA Na rotina da nossa democracia representativa, teremos daqui a pouco mais de ano uma nova eleição de governador. Como de hábito, enquanto esse tempo vai se aproximando celeremente, lideranças e grupos políticos vão se posicionando para a necessária apresentação diante do eleitorado. É quando deveria surgir um primeiro apontamento de idéias e concepções de projetos a serem empreendidas no Estado. Infelizmente, não é bem assim. E é assim que mais vicejam as maledicências do que a exposição de propósitos e de projetos. Mas como é de direito de qualquer cidadão, é necessário seu ingresso nesse debate, para que passe desde já a cobrar um modelo que contenha alguma coisa das muitas transformações que os novos tempos exigem. Uma delas é central, no meu modesto ponto de vista: que se apresente o candidato com determinação para assumir o primeiro mandato como se fosse único. Um comportamento assim nos daria a todos os eleitores a satisfação de ter pela frente o comprometimento com o realizar e o fazer. E desta forma, não veríamos repetirem-se os exemplos destes tempos, em que já no primeiro ano do mandato a prioridade não é a obra, ou o compromisso de campanha, mas o projeto da reeleição. Aliás, talvez fosse até interesse um debate, desde já, em torno da proposta do senador Aécio Neves, ele mesmo um candidato em potencial, para se estender os mandatos executivos no País de quatro para cinco anos, e suprimindo-se o instituto da reeleição. Juscelino fez 50 anos em 5, como prometera, porque desde a primeira hora do mandato – e a despeito da crise
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Coragem para assegurar a educação de qualidade social car, ainda que esses percentuais são insuficientes. Grandeza maior do governante estaria em ampliar esses índices para a educação e a saúde. Tanto se torna mais necessária uma nova visão do futuro governante quando se constata que, em Goiás, ainda prevalece uma clara inversão, quanto a essas prioridades: no primeiro bimestre, o Governo Estadual destinou apenas 17,32% da receita liquida de impostos para a educação e somente 5,96% para a área da saúde. O próximo governante goiano precisará, sobretudo, prover-se de coragem para romper com essa inversão de prioridades na correlação do interesse público com os interesses privados. Estes se sobrepõem aos sociais, impedindo a adoção de programas estruturais de distribuição de renda e de desenvolvimento social. Todos os programas sociais, adotados na última década, são periféricos, não mudando a estrutura de desigualdade social brasileira. Em Goiás, pioneiro na guerra tributária, há mais instrumentos de transferências para concentração de riqueza, por meio de renúncia fiscal, por exemplo, do que distribuição de renda como prática de promoção da justiça social. O Brasil é um país de profundas contradições. Somos politicamente democráticos, porém socialmente injustos. A título de ilustração, toma-se a sua renda per capita, que, em 2012, foi de U$ 11.670, apesar de ele ocupar o 6° lugar no ranking mundial do PIB. Enquanto isto, no Reino Unido, a sétima economia mundial, a renda per
capita foi de U$ 35.334. Mais de 60% dos municípios brasileiros são sustentados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e pela aposentadoria rural de um salário mínimo. São mais de 13 milhões de analfabetos, o que representa aproximadamente 7% da população total, de 193 milhões de pessoas Esse quadro social caótico deve ser retratado na esfera de Goiás. Para que se tenha uma ideia da triste realidade goiana, cita-se o município de Cavalcante, com 26,9% de analfabetos. O Estado de Goiás vem patinando ao longo dos anos nos indicadores do campo da educação, em que conta com uma população 1,4 milhão de crianças e jovens, com idade entre 4 e 17 anos. Isso tende a piorar: a partir de 2016, as crianças a partir de 4 anos de idade deverão ser matriculadas na educação básica. É o que determina a Lei 12.796, do dia 5 deste mês de abril. O próximo governador precisará,
Gestão do Estado
política que antecedeu sua posse e que se enraizou nos seus primeiros meses de governo – dedicou-se sem trégua à concretização do seu plano de metas. O ponto central desta discussão talvez nem seja este, mas o que é a prática do funcionamento da máquina governamental. O governante a ser eleito em outubro do ano que vem precisaria aparecer para o eleitorado com um comprometimento com a gestão do Estado. O ponto de partida, aí, seria a adoção de um planejamento estratégico de longo prazo, com o envolvimento do setor produtivo. O foco não pode ser outro: infraestrutura. Nós debatemos hoje com carências graves, que fazem de nossas cidades o território da ineficiência. São muitas as necessidades e dentre tantas podemos apontar o trânsito e o transporte, a mobilidade urbana, os sistemas ferroviário e aeroviário e sobretudo a definição de um modelo eficiente de transporte de massa para conjurar o gravíssimo desafio da mobilidade nas cidades da Grande Goiânia. Em Goiás, no governo anterior ao atual, investiu-se muito na moldagem de um modelo de desen-
volvimento para levar o Estado, com avanços acelerados, até o ano de 2030. Certamente que desse documento muito se pode tirar, já que foi elaborado por mentes estudiosas e com abordagens oriundas da problemática global de Goiás. Estes e outros fundamentos serão indispensáveis para a definição de um modelo de gestão que venha a dar sentido prático ao que for elencado por um planejamento sério e competente, com a visão do futuro e com a participação de representantes dos segmentos organizados da sociedade. Na própria história recente de Goiás há bons exemplos a serem buscados. Partimos da gestão de Mauro Borges Teixeira, que com seu articulado Plano MB deu forma a um modelo de modernização de Goiás, do que resulta agora, meio século depois, um Estado pujante e líder no processo do crescimento econômico no País. Dizia Washington Luiz que governar é abrir estradas. Assim o fez Juscelino. Com o Plano MB, Goiás também foi cortado por vias incrementadoras do desenvolvimento. Outros governos o seguiram. Tanto tempo depois, as exigências são outras. Num modelo novo de desenvolvimento, outros modais precisam ser contemplados nas políticas dos governos. Com determinação e compromisso de fazer o que foi planejado e prometido, o que será viável se se adotar um modelo dinâmico e operoso de gestão, conduzindo a locomotiva do Estado por trilhos que não descarrilam, com certeza que se chegará a outro tempo. Este é o compromisso que se impõe para quem, agora, vai saindo à luta para a busca da cadeira principal no Palácio das Esmeraldas. (Ilézio Inácio Ferreira é Presidente da Ademi-GO)
FUNDADOR: Fábio Nasser Custódio dos Santos / PRESIDENTE: Júlio Nasser EDITOR-GERAL: BATISTA CUSTÓDIO / Editor-Executivo: Arthur da Paz / Diretor de Produção Editorial: Ulisses Aesse / Diretor do DMTV: Alex de Assis Pereira Diretora da Rádio DM: Gracie Clímaco / Editor de Arte: Arthur da Paz
assim, de contar com amplo apoio da sociedade para se concentrar na educação de indivíduos de quatro aos 17 anos. E justamente na faixa que agora se amplia por força de lei, o Estado de Goiás apresenta maior fragilidade e está muito longe dos indicadores de qualidade das metas a serem alcançadas até 2022. A leitura dos números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB, do Ministério da Educação, indicam que o Estado de Goiás, na atualidade, atende pouco mais 66% das crianças situadas nessa faixa de idade. Os desafios a serem enfrentados pelo Governo se avolumam: em 2011, apenas 72,2% dos jovens de 16 anos haviam concluído o ensino fundamental e somente 55,3% dos jovens de 19 anos concluíram o ensino médio. Todos esses indicadores colocam o Estado de Goiás na terceira posição, entre as unidades da federação, no Centro-Oeste. Um pouco mais acima, na outra ponta, outro desafio: o reduzido nú-
mero de alunos que chegam ao ensino médio e que míngua ainda mais na conclusão desse nível da educação, na idade certa de escolaridade: apenas 53,3% dos jovens de 19 anos concluíram o ensino médio, em Goiás, no ano de 2011. O futuro governante, a ser consagrado nas próximas eleições, não terá dificuldades para encontrar os indicadores e as análises que lhe permitirão fazer um bom planejamento e eleger a educação com prioridade, bem como a valorização dos professores, para o desenvolvimento social de Goiás. O aparato legislativo estará à sua disposição, conferindo-lhe poderes para promover a educação pública. O paradigma dessas ações está ao seu alcance, nas deliberações da Conferência Nacional de Educação e, sendo um democrata, poderá contar com interlocutores de gabarito em instituições como o Conselho Estadual de Educação e o Fórum Estadual de Educação. Além da disposição para assegurar a melhor educação nas instituições públicas, o futuro governante poderá, corajosamente, lançar mão dos poderes que o povo confere aos políticos, para regulamentar, no âmbito do Estado, as atividades das instituições particulares de ensino, de modo a livrar a sociedade goiana da perversidade mercantilista dos que tratam a educação como mercadoria e que exploram o trabalho de professores e professoras, visando a aumentar lucros. Alan Francisco de Carvalho é Professor, sociólogo, presidente do Sindicato dos Professores do Estado de Goiás
Uma política voltada para resultados José Mário Schreiner Especial para OPINIÃOPÚBLICA Goiás é um Estado abençoado, com suas riquezas naturais, povo trabalhador e economia pujante. O estado tem experimentado muitos avanços, porém, tem um potencial enorme para ampliar ainda mais sua participação no cenário nacional. Vivemos em um momento de grandes oportunidades. O setor produtivo e a sociedade em geral mantêm uma grande expectativa de que a política seja exercida com coragem, audácia, ética e paixão para superar as barreiras e buscar sempre mais resultados efetivos. Cada vez mais, exige-se dos governantes uma visão moderna de gestão e grande sensibilidade para alcançar os avanços socioeconômicos almejados. Torna-se necessário a adoção de soluções criativas, para que o Estado não fique refém do custeio da máquina. Ter capacidade de investimento suficiente para alavancar o desenvolvimento, reduzir as desigualdades, avançar na educação, saúde e segurança da população, infraestrutura, estimular a capacidade empreendedora e melhorar, de forma significativa, a qualidade de vida da população. É preciso quebrar paradigmas e tratar a administração pública com foco em resultados eficientes e estratégicos. Uma gestão moderna deve ser ágil, transparente e desburocratizada, contar com pessoal qualificado e concursado para fazer o atendimento adequado ao cidadão em todas as áreas demandadas. É necessário avançarmos nas questões da ética política. A sociedade espera dos gestores públicos atitudes austeras diante da corrupção e OpiniãoPública Editora interina: Fernanda Ferreira / Repórter: Ligia Galvão Diagramador: Denis Silva Oliveira / Célio Galdino / Contato: 3267-1147 (opiniao@dm.com.br)
dos favorecimentos. Uma reforma política adequada pode fortalecer e acelerar esses avanços. Não esperamos soluções mágicas para o desenvolvimento. O administrador deve buscar o aperfeiçoamento das vocações do Estado. E sabemos que a principal vocação de Goiás é produzir alimentos e matérias-primas. Mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) é proveniente do agronegócio. O setor emprega, de forma direta, mais de um milhão de pessoas. O crescimento sustentável da produção, da produtividade e das exportações é estratégico para o desenvolvimento econômico e social de Goiás. Ainda temos espaço para ampliar esses índices, avançando na solução dos principais gargalos existentes. Julgamos ser necessário o estabelecimento de um pacto entre governo e segmentos organizados da sociedade, visando o aperfeiçoamento das normas, regulamentos, redução da carga tributária, melhoria da infraestrutura e logística. Assim, teremos capacidade de ampliar a competitividade, divulgar e promover os produtos goianos no Brasil e exterior e atingir patamares dignos de um Estado desenvolvido, justo, de economia robusta, com visão estratégica e oportunidades para todos. José Mário Schreiner é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e vice-presidente de Finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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GOIÂNIA, SEXTA-FEIRA, 15 DE 29 FEVEREIRO GOIÂNIA, QUARTA-FEIRA, DE MAIO DE DE 2013 2013
O melhor indicador de que uma sociedade é desenvolvida é a confiança: entre as pessoas, do cidadão em relação às instituições, das instituições em relação aos cidadãos e, em especial, do eleitor em relação aos governantes. Paulo Roberto da Costa
Confiança em mão dupla
Paulo Roberto da Costa Especial para OPINIÃOPÚBLICA No eterno otimismo do povo brasileiro, estamos sempre esperando ser o país do futuro. De quando em vez, sempre no início de cada governo, vem uma onda de otimismo e grande parte da sociedade acredita que agora vai ser diferente, que vamos caminhar rumo ao primeiro mundo. Doce ilusão, com raras exceções! Sabemos que uma seqüência de bons governantes no âmbito municipal, estadual ou federal é capaz de mudar para melhor o rumo da história de uma cidade, de um estado ou de um país, como também a seqüência de maus governantes leva uma sociedade ao caos! O melhor indicador de que uma sociedade é desenvolvida é a confiança: entre as pessoas, do cidadão em relação às instituições, das instituições em relação aos cidadãos e, em especial, do eleitor em relação aos governantes. Também sabemos que confiança não existe só de um lado, ela tem que ser de mão dupla. Alguém tem que dar a primeira demonstração desta confiança e o mais indicado é que sejam os políticos eleitos, porque o povo votou acreditando na sua honestidade e ética. Pensando com a cabeça de cidadão e contribuinte, o que mais dá sinal de que nossos governan-
Heloísa Helena de Campos Especial para OPINIÃOPÚBLICA Quais os sentidos da palavra governar? Segundo dicionários vários, governar é:saber o que fazer; é exercer com capacidade eponderação a avaliação de seres e coisas;é dirigir;é administrar;é influenciar ações e comportamentos;é controlar direções;é tratar devidamente negócios e interesses. Portanto, governar é um ato complexo, que exige capacitação, discernimento, bom-senso, firmeza para priorizar escolhas e ações, cujo objetivo deve e deverá sempre ser o bemestar dos destinos que lhe são colocados nas mãos. A opinião de que os dias de hoje, sob os mais diversos aspectos, são completamente diferentesdos de alguns anos atrás, é incontestável. Basta nomearmos a tecnologia moderna e suas consequências drásticas para o desenvolvimento operacional do mundo, modificando coisas e afetando pessoas, intervindo até no acontecer dos fenômenos naturais. E a tese de que a intervenção desses processos de transformação no cotidiano é irreversível, isto sim, é certeza absoluta. O perfil de um governador, hoje,além de humanista, é o de um empreendedor capaz de apreciar e de conviver com tantas novas
tes são confiáveis é quando as licitações de obras públicas não tenham custo político incluído no preço; que os aumentos dos salários dos servidores não sejam feitos em causa própria; que os funcionários públicos façam seus trabalhos sem criar dificuldade para vender facilidade; que os órgãos públicos não sejam cabide de emprego, que tenham quantidade suficiente de funcionários de acordo com suas necessidades e que sejam remunerados pela meritocracia, sendo ideal que possam também ser demitidos como acontece na iniciativa privada. Do lado do cidadão a obrigação é pagar todos os impostos e cumprir a lei, se todos pagarem e o governo converter integralmente a arrecadação em benefício social, com certeza todos pagarão menos e o Brasil se tornará mais competitivo na economia global. Estará tudo resolvido, sobrará dinheiro para educação, saúde e infra-estrutura. Sou um eterno otimista e tenho valorizado muito meu voto em época de eleições. É com atitude ética individual e cada um fazendo sua parte que iremos fazer os filtros a cada eleição, escolhendo pessoas do bem para nos governar. Vamos sim, chegar ao dia que teremos confiança mútua e teremos o Brasil do presente no primeiro mundo! (Paulo Roberto da Costa é Empreendedor imobiliário, integrante do Secovi, Ademi e conselheiro do Compur – (prc@tropicalurbanismo.com.br)
Pedro Bittar Especial para OPINIÃOPÚBLICA Goiás já atingiu uma maturidade política suficientemente avançada para democraticamente escolher o melhor governante para o Estado. Essa maturidade exigiu de nossa sociedade um doloroso aprendizado de gestão pública. Aprendemos, com a prática que, a ação de um gestor público equivocada atinge diretamente o público, seus equipamentos públicos, o serviço público. Aos poucos, aprendemos que o público somos nós, empresários, trabalhadores, cidadãos de bem, contribuintes. Somos o dono do serviço, pois é público, e principal beneficiado. Mas, a gestão destes produtos e serviços públicos não é do público. A gestão é de pessoas escolhidas por todos. Então, a escolha, a seleção destas pessoas que tanto vão interferir na nossa vida deve ser feita como em uma empresa. Vários critérios devem ser levados em conta. Contratar (por voto) um gestor público é algo muito sério. Devemos, a sociedade, refletir quanto ao tempo que dedicamos a analisar o trabalho, cobrar respostas (os meios de comunicação com os gestores público são imediatos, diretos), parabenizar quando ocorrer melhorias. Devemos, nós cidadãos, fugir de um gratuito jogo político, que é legítimo de quem é partidário, mas a sociedade, para cobrar resultados, precisa ser isenta. Não olhar as gestões públicas com olhos políticos-partidários, sem paternalismo ou denuncismo fácil. O comportamento do político que vai gerir Goiás, em qualquer tempo, tem de ser moderno, empresarial e social. Separar bem o que gestão, o mandato que os cidadãos lhe deram, da política partidária. Deve centrar-se no comando das ações práticas da gestão e buscar resultados. No Brasil, no dia seguinte ao assumir o mandato, gestores públicos já fazem reunião para discutir a próxima eleição; já começam, na primeira semana de mandato, a articular a campanha do próximo pleito. É uma falha gigantesca do nosso sistema político – tanto financiamento de campanha quanto o excesso de partidos, que obrigam o gestor a malabarismo e concessões que muitas vezes pode inviabilizar um mandato. Assim como nas empresas, o gestor público do futuro tem de
Goiás na era da gestão moderna
acordar diariamente repetindo a palavra INOVAÇÃO. Partir do pressuposto que tudo pode ser melhorado. E, no serviço público, muito tem a melhorar. A empresa é repensada na ótica da inovação todos os dias. O serviço público precisa destravar. A ordem tem de vir de cima, pois o servidor é competente o suficiente para propor soluções e executá-las. Mas, descobrir quem faz, como faz e quem não faz. Estimular e recompensar os melhores por tarefas entregues – cobrar explicações por tarefas ou metas descumpridas. Agindo assim, o setor público sempre avançará. Se em nossas empresas tratamos o cliente como objetivo de nossa existência – uma empresa sem cliente não existe – o setor público deveria receber de tapete vermelho o cidadão que busca o seu serviço. Deve ser fortalecida essa cultura de sobrevivência, de respeito e atenção. Goiás tem a vantagem de ter uma sociedade esclarecida e evoluída. Assim como no mercado empresarial, o consumidor dita o rumo. Essa consciência do goiano, a cobrança cada vez mais acentuada, só tem a promover mudanças de comportamento. Hoje o gestor público atende demandas. O consumidor do serviço público é muito mais ativo do que há alguns anos. O governante sabe que é arriscado errar, gerir mal.
O governante do futuro precisa entender mais de tecnologia, meio ambiente e administração. Agir pensando na Educação, Saúde e Segurança do povo. Acertar a economia. Essa atitude pró-cidadão transforma o governante em um agente de prosperidade. Sempre que ocorre isso ocorre, a pressão popular vai estar ao lado dele, sua vida pública será destacada, pois a memória do povo é seletiva – só os melhores permanecem nela.Praticar gestão moderna e ter ouvidos para a sociedade, dialogando diretamente com os agentes sociais – e não só com os políticos – garantirá sucesso ao governante. Buscar soluções onde as políticas públicas deram certo, é uma gesto de sabedoria. Conhecer os anseios sociais, atacar os problemas com determinação, e ter uma equipe unida e capacitada – com menos apadrinhados e mais talentos em gestão, são pré-requisitos para a seleção dos futuros gestores de Goiás. A lógica governamental deve ser mais próxima da lógica empresarial. O espírito de transformação gestora e de preservação ambiental – inclusive em áreas que estão funcionando muito bem – deve ser a tônica de um administrador moderno, público ou privado. (Pedro Bittar, é empresário e Presidente do MGC)
Kubernân...Guvernare... governar... o que é governar? possibilidades do fazer, porém conservando os princípios essenciais do ser humano. Isto não é nada simples, pois quem se quer governadorterá de buscar soluções, envolver cidadãos, sociedades e tantos outros fatores afins e não afins, considerando sempre as diferentes características e necessidades peculiares de cada grupo, e chamando-os a um comprometimento de ações benéficas no presente e atentas ao tempo futuro. Assim, deveráum governador vestir-se de responsabilidade para com os seus governados, oferecendo-lhes um programa de ação jamais ilusório, sempre ancorado na honestidade, na confiabilidade e no respeito cuidadoso para com todos e tudo, porque a pessoa que governa é um cuidador, um cuidador maior e abrangente, um cuidador disposto a se ocupar das necessidades materiais, espirituais, sociais, artísticas, ecológicas do outro, porque constantemente comprometido com o desafio de suprir necessidades fundamentais para a satisfação plena das exigências do corpo e do espírito do homem. Entretanto, nada disso é feito solitariamente. Parcerias responsáveis, pautadas por políticas de
integração de ações, capazes de definir valores e de assegurar instrumentalizações cabíveis, são imprescindíveis para que aconteça a convivência benéfica entre governantes, cidadãos, trabalho e meio ambiente, elemento indispensável para a manutenção da vida. Deste modo, a escolha dos membros das equipes de um governo, feita por um governante, deve ser afinada pelo objetivo comum, pela aptidão e preparo, jamais por alianças que não se alimentem de ideais.
Quanto à afinação, a que se refere o parágrafo acima, não se trata de ausência de discussões e diferença de posicionamentos em relação às atitudes a serem tomadas. Ao contrário,é importante a existência depontos de vista diferentes e debates saudáveis, pois deles resultam decisões abrangentes e práticas adequadas. Sobre a salutar convivência das diferenças, basta lembrar o funcionamento das orquestras, pois elas reúnem instrumentos diversos, cuja escala sonora é variadíssima,
mas que se regidas com competência e sensibilidade, realizamsinfonias magistrais.O mesmo acontece com o canto coral, onde a beleza da harmonia é proveniente da afinação conjunta das vozes. Deverá, pois, um governador, apurar sua equipe governamental, e mesmo que sejammúltiplas as finalidades do seu secretariado, como: educação, saúde, segurança, sustentabilidade, cultura, lazer, esporte, tecnologia e outras mais, que os objetivos das ações programadas possam ser alcançados e com grande ajuste qualitativo. Será utópico este modo de desenhar o perfil de um governador? Não sei. Ou pensando melhor, pode mesmo ser utopia, porque tão pouco verossímil, se considerados os últimos anosda nossa história política. Mas garanto que, se tudo acontecesse como foi acima sugerido, a maioria dos brasileiros, ao sair de casa, não se blindaria com uma oração para o seu “anjo da guarda”, rogando por proteção, porque seriam os governantes que os guiariam e os protegeriam com zelo incorruptível. Heloísa Helena de Campos Borges é ex-presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás – Cadeira nº30
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GOIÂNIA, QUARTA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2013
OPINIÃOPÚBLICA O Perfil do próximo
GOVERNADOR Gerson de Almeida Taguatinga Especial para OPINIÃOPÚBLICA No Brasil, muito se fala sobre o governante ideal, evocando sempre o quesito honestidade. Ora, ser honesto não é o principal requisito para um administrador público; esse tem que ser inerente a qualquer cidadão ou cidadã, principalmente para aqueles que governam, que administram e que compõem os quadros de uma instituição pública em qualquer esfera, desde o mais simples e humilde cargo ou fun– ção, até os mais altos escalões de todos os poderes. A tarefa de um governante é árdua, promoven– do até um envelhecimento mais rápido, mormente aquele que se preocupa mais em servir do que ser servido. Homens como D. Pedro, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck, Jânio Quadros, etc., tiveram características marcantes pelos seus estilos de governar e, em Goiás, Pedro Ludovico, Leonino Caiado, Mauro Borges e outros, também marcaram suas administrações com projetos arrojados para o Estado. Definir o perfil ideal de um governador faz com que, cada um de nós, eleitor, passe a enxergar mais longe, vislumbrando um
conjunto de virtudes, tais como: experiência em administração pública, visão periférica e capacidade de gestão do Estado como um todo, honestidade de princípios e de propósitos e, também, disposição para trabalhar sem limite de esforços. O papel de um governante, além de exercer uma liderança, é de ser carismático, criativo, altruísta, humanitário e, principalmente, ético. Há uma gama enorme de predicados para se traçar o perfil de um próximo governador, den-tre os quais citamos: conhecimento, comprome-timento, flexibilidade, agilidade, humildade, imparcialidade e equilíbrio. Nossa visão quanto aos administradores públicos, para os três poderes e em todos os níveis, é de que deveria ser obrigatório, antes de se registrar uma candidatura a qualquer cargo eletivo, que o candidato passe por uma escola especializada na formação de líderes e de administração pública. Uma vez eleito, que o governante tenha a postura de um estadista, buscando a união de forças, suprapartidária, em benefício de toda a sociedade. Ainda, que o próximo governador volte sua atenção para as classes menos favorecidas, propician-do-lhes melhores condições nas áreas de saúde, de instrução, meios de locomoção e de segurança pública. E que o próximo governador veja, nos profissio-nais das áreas tecnológicas, o caminho para a
O papel de um governante, além de exercer uma liderança, é de ser carismático, criativo, altruísta, humanitário e, principalmente, ético. Gerson de Almeida Taguatinga
Máquina administrativa enxuta Ricardo Yano Especial para OPINIÃOPÚBLICA
alavancagem dos recursos financeiros tão neces-sários ao crescimento e ao desenvolvimento do nosso Estado. Desde a construção de uma pequena moradia, até a edificação de grandes obras, lembrando também a produção agrícola de todo o Estado, a informatização, a moderni-zação, enfim, tudo passa pelas mãos de profis-sionais das áreas tecnológicas. É atribuida a Jesus Cristo, a seguinte frase: “Quem quiser ser líder, tem que ser primeiro servidor”. O conteúdo dessa frase é inesgotável, tornando– nos pequeno para desenhar o perfil de um próximo governador. Mas, tudo o que aqui está, é o mínimo que a população anseia e o mínimo que lhe deve ser oferecido. Gerson de Almeida Taguatinga, Eng. Civil Gerson e presidente do CREA-GO
O governarno que eu quero, o governo que o povo quer
O candidato ao governo de Goiás no pleito do próximo ano deve ter o seguinte perfil: IMAGEM — A imagem positiva é importante para o desenvolvimento do Estado. Impedir desperdícios de toda natureza faz parte de uma administração saudável. FUTURO – Visão voltada para o futuro, porque o mundo hoje anda depressa e não dá mais para esperar o que precisa ser feito agora. O metrô, seja de superfície ou subterrâneo, precisa ser implantado, antes que o caos completo se instale em Goiânia. A explosão demográfica é uma realidade e o sistema urbano de transporte rápido e funcional representa a melhor solução ao público usuário. DEMOCRACIA – Comprometimento com a democracia, o saneamento financeiro e maior desburocratização da máquina administrativa. O Estado pode e deve contribuir fortemente para a paz mundial, através de seus líderes e, sobretudo, por intermédio de seus deputados e senadores, além do governador. Mauro Borges, por exemplo, foi um baluarte da democracia. O Estado não deve nem pode sobrecarregar de dívidas. Portanto, uma máquina enxuta faz parte desse cenário. TRIPÉ – Comprometimento com a saúde, a educação e a segurança públicas. Fomento à agroindústria, agregação de valor nos produtos agropecuários para que a economia regional
se fortaleça. Os investimentos em educação devem ocorrer, porque eles contribuem para uma população saudável e operosa em todos os sentidos. A educação reflete de imediato nas questões de saúde, de segurança, entre outros. LOGÍSTICA – Integração do sistema de transportes (rodoviário, ferroviário e hidroviário) e sua manutenção permanente. Goiás é um Estado essencialmente agropecuário, com duas ou mais safras anuais. Desta forma, a sua produção precisa ser escoada para os centros de consumo interno e externo. A malha viária precisa corresponder para complementar a geração e circulação de riquezas. Uma logística bem integrada significa redução de custos e conseqüente melhor estado de ânimo à cadeia agroindustrial. Este fator pode significar também novos reinvestimentos. O resultado disso tudo será uma população social e economicamente mais produtiva e rica. Ricardo Yano é Presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA).
O governador que quero
Elias D’Angelo Borges Especial para OPINIÃOPÚBLICA Não me pergunte a ideologia, opção político-partidária, religião, nível de formação e profissão, condição socioeconômica, condição familiar, time do coração, sonho de consumo, meios de locomoção, opções de lazer, etc. O governo que o povo quer, e eu quero, deve estar acima de tudo isso, tendo por base um projeto construído com e para toda a sociedade goiana. O governo que eu quero não é contra o desenvolvimento, que é diferente de mero crescimento econômico, mas que investe com equilíbrio, que adota políticas de atração de investimentos que não resultem em vantagens apenas para as empresas investidoras, mas que, efetivamente, beneficiem a população como um todo, dentro de um projeto de desenvolvimento sustentável, do ponto de vista econômico, social e ambiental, com resultados de renda e qualidade de vida. O governo que eu quero organiza a segurança pública e garante a tranquilidade dos cidadãose garantir a liberdade das pessoas e a condição de viver bem e que, por isso, não precisariam mais se trancarem em condomínios ou se envolverem em cercas elétricas, por medo dos assaltos e da própria polícia. O governo que eu quero investe no planejamento e organização da produção, priorizando a produção diversificada da agricultura familiar, voltada para o abastecimento local e regional, com pesquisa e garantia de assistência técnica gratuita voltada para este setor estratégico no desenvolvimento equilibrado.
Diário da Manhã
DM.COM.BR
Valterli Guedes Especial para OPINIÃOPÚBLICA
O governo que eu quero, na área da educação, prioriza as escolas do campo e no campo, adequando calendário e conteúdo às necessidades das populações rurais, garantindo formação técnica para o cultivo da terra de forma sustentável e, desta forma, viabilizando a permanência do agricultor e de seus filhos na atividade rural. Assim, evitaremos grandes bolsões de miseráveis que incham as cidades e esvaziam o campo. O governo que eu quero, divulga as ações essenciais para a sociedade, mas de fato cuida das estradas e não espera que fiquem intransitáveis para depois anunciar projetos de reconstrução com contagem de resultados superdimensionados e desvio de percentuais vultosos para o caixa dois das campanhas políticas futuras. O governo que eu quero não implanta políticas públicas com fins meramente eleitoreiros, mas as implementa visando efetivamente a melhoria das condições
de vida da população. O governo que eu quero não está centralizado em uma pessoa e as ações não são planejadas e executadas para realçar a figura de uma pessoa, qual seja, o seu chefe maior, o governador. O governo que eu quero está centralizado num projeto de sociedade, onde a imagem e a aprovação de seus governantes não precisam da propaganda diuturna, mas é resultado da efetiva melhoria das condições de vida, saúde e educação do povo como um todo, sempre ouvindo e consultando os segmentos organizados da sociedade, dos trabalhadores e trabalhadoras e dos setores de geração de emprego e renda. Enfim, o governo que eu quero é isto e muito mais. O governo que eu quero ainda é um sonho, mas que eu sei que pode ser realidade. Elias D’Angelo Borges é Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg)
Batista Custódio pede-me que diga o que espero do futuro governador (ou governadora, por que não?), a ser eleito em 2014. Respondo: Quero que seja alguém dotado de espírito público e que tenha uma ampla visão sobre Goiás, o Brasil e o mundo. Que tenha qualidades enquanto administrador e não tenha preocupação sobre o número de votos que venha a receber na eleição seguinte. De preferência, que não tenha o projeto de ser reeleito. Ou seja, que, mesmo podendo legalmente, não queira candidatar-se à reeleição. Aliás, em países sub, como o nosso, nem deveria existir essa extravagância da reeleição para cargos executivos. O motivo? Ora, se boa parcela da população carece de uma “renda cidadã”, como falar em reeleição? Claro que os candidatos governistas mandam seus “cabos eleitorais” fazer ameaças: “Se o presidente, ou o governador, ou o prefeito perder, essa ajuda via acabar”. Então, é corrupção eleitoral oficializada. Se quero alguém “com espírito público”, nem seria preciso acrescentar: “que não roube”.
Mas é bom detalhar: Quero um governador que, terminado o mandato, tenha o mesmo patrimônio que possuía ao chegar ao poder. Se esse patrimônio tiver diminuído, ainda melhor. Diga-se o mesmo de todos os parentes do governador, a começar pelo pai, a mãe e os irmãos. E mais: um governador que, ao chegar à condição de ex, volte às atividades profissionais que exercia de ter sido candidato. Por absoluta necessidade. Agora, pergunto: Estou pedindo muito? (Valterli Guades é Presidente da Associação Goiana de Imprensa – AGI)
Diário da Manhã
DM.COM.BR
OPINIÃOPÚBLICA
GOIÂNIA, GOIÂNIA, SEXTA-FEIRA, QUARTA-FEIRA, 15 DE 29 FEVEREIRO DE MAIO DE DE 2013 2013
Como as eleições brasileiras são obrigatoriamente disputadas por seres humanos partidários, entendo que o candidato ideal deva ter um histórico tradicional de filiação, sem o ziguezague próprio dos oportunistas. Felicíssimo Sena
O ideal e seu contexto Felicíssimo Sena
Joaquim Guilherme Barbosa Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Sugeriu-me o jornalista Batista Custódio que definisse as linhas básicas de um governador ideal. Óbvio que esse Chefe de Estado seria goiano e portanto devo me ater as circunstâncias próprias de nosso meio, em que os valores têm contornos próprios e linhas definidas, embora haja atributos que devem ser próprios de todo homem público que se preze e valorize as funções que exerce. Como as eleições brasileiras são obrigatoriamente disputadas por seres humanos partidários, entendo que o candidato ideal deva ter um histórico tradicional de filiação, sem o ziguezague próprio dos oportunistas, cuja, origens não se conhece e cujo futuro não se pode prever. O chefe do Estado goiano deve ter bases culturais consistentes que lhe permitam orientar-se pela história e definir as pegadas do futuro com alguma firmeza de acerto. Nosso gestor deve ser adversário da ociosidade e parceiro constante do trabalho. Deve ter linha profissional definida com história que lhe dê rumo após o governo, de
O governo que eu quero
sorte que não precise realizar alcances sobre o erário público, pois embora essa nefasta prática não se instale em razão da baixa economia do gestor, não é muito admitir que a ganância pela via comum insatisfeita, tem fortes indicativos rumo ao peculato. O ideal para governar Goiás será um ser humano que tenha respeito à lei e a cidadania, sem, todavia, ser piegas ou interesseiro, que cultue valores nobres e sóbrios que escolha para auxiliá-lo a administrar um rol de bons companheiros e não uma trupe de audazes espertalhões. Sem embargo de entender que a conceituação do gestor ideal seja possível, não é muito lembrar que várias vezes erramos, pois a própria bola de cristal tem limitadas ligações com o futuro, esse sempre disposto a nos pregar peças.
Licínio Barbosa Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Decidiu, o “Diário da Manhã”, por sábia iniciativa de seu Diretor Batista Custódio, que dedicaria a edição de hoje do Caderno “Opinião Pública” ao Perfil do futuro Governador, apelando aos colaboradores deste influente órgão da imprensa goiana para dizer, com objetividade, quais seriam os traços caracterizadores de nosso governante, a partir das eleições de 2014. Sábia e feliz iniciativa. Porquanto, em verdade, a partir da Constituição de 1891, – a Constituição de Rui Barbosa – o governante de um Estado federativo passaria a ser escolhido mediante sufrágio popular, em lugar do tradicional Presidente de Província, instituído pela Constituição de 1824, a Constituição outorgada por Dom Pedro I, no primeiro Império, nomeado pelo príncipe, e, em decorrência, sem qualquer relacionamento com o eleitorado, porquanto sua indicação não mera respaldada pelo crivo popular. A criação de Rui Babosa, instituindo uma República Federativa, nos moldes da Constituição Americana, seria mantida nas Constituições que a sucederam: a Constituição de 1934, de efêmera duração; a Constituição de 1937, redigida por Francisco Campos e outorgada pelo presidente Getúlio Vargas; a Constituição, de 1946, marcando a reconstitucionalização do País, após o feroz Estado Novo, inspirado no Estado Nazista de Adolf Hitler, e no Estado Fascista de Benito Mussolini; a Constituição de 1967, inspirada na ditadura militar de 1964; a Constituição Cidadã de 1988, moldada nos ideais democráticos que levaram à implosão da ditadura militar que durou de 1964 a 1985. Com exceção de um interregno, na vigência da Constituição de 1969, em que se instituiu a heterodoxa figura do governador biônico, todos os governadores de Estado passaram a ser eleitos pelo povo, de quatro em quaro anos. É o governante eleito pelo povo, na melhor acepção democrática cunhada pelo maior estadista da América do Norte, Abrahão Lincoln, segundo a
Felicíssimo Sena é advogado e Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Goiás
Quando o assunto é governo, somos instintivamente ou culturalmente levados à critica, a fazer juízo sem nunca nos colocarmos na pele de quem governa. Agora, se temos oportunidade de discutir e não discutimos, é ainda mais grave. É a negligência, é o não ter esperança, é o não acreditar, é o não sonhar. Enfim, é nem saber o que queremos. Portanto, acredito que um governo, – antes de qualquer coisa, – tem que manter viva a fé de que é possível sermos ouvidos nos nossos mais silenciosos pedidos e também nos mais contundentes. Como ainda tenho fé, me vejo no direito de sonhar com um governo que eu quero. Quero um governo estadual que entenda e considere que fazemos parte de uma Federação. Que lute para melhorá-la mas que tente convencer outras esferas de governo no sentido de que uma convivência pacífica é possível mesmo quando se pensa totalmente diferente. Que os interesses do povo estejam acima dos interesses individuais. Briga de ex-presidente herdada por presidenta, não pode impedir que energia elétrica chegue aos motores que impulsionam a nossa economia. Como dirigente classistas, como presidente de empresa e principalmente como cidadão, quero um governo que veja o Estado de forma global mas que esteja presente em todas as regiões, empurrando as que estão crescendo e dando as
mãos às que estão ficando para traz, independentemente de quem esteja no governo local, que atenda as pessoas. Que conheça a cidade de Anhanguera assim como conhece Anápolis ou Goiânia e saiba que em todas as cidades do Estado, moram goianos e brasileiros. Quero um governo que ouça reconheça e atenda com justiça todos os setores da sociedade. Dos trabalhadores aos empresários, dos funcionários públicos aos profissionais liberais sem se esquecer dos que precisam de trabalho. Que através de uma boa comunicação, estabeleça uma relação direta realista e sincera com o povo para se nortear em suas decisões e não fique apenas ouvindo coronéis e pessoas que sempre rodeiam o poder, cujos interesses nem sempre são republicanos e muitas vezes são inconfessáveis. Que ouça os setores organizados da sociedade. Que ouça as minorias. Um tempo novo pode durar uma eternidade desde que se renove a cada dia e não volte aos poucos às praticas do tempo velho. Toda vez que ouvimos um gover-
nante reclamando da falta de recursos, ele esta claramente dizendo que precisa arrecadar mais. Por isso, quero um governo que contente com o muito já arrecadado, fazendo bom uso do dinheiro e multiplicando-o em ações e projetos inteligentes e inovadores em favor do povo. Existem as questões que também não posso deixar de querer e que são óbvias: ser honesto, melhorar a educação, a saúde, a moradia, a assistência social, a segurança além de zelar pelo meio ambiente. Enfim, quero um governo onde todos se sintam parte. Afinal, o governo deve ser de todos nós. Que bom seria se todos os dirigentes tivessem em mente a frase do grande pensador Jean Jacques Rousseau na sua obra O Contrato Social (1762) escreveu que “todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido.” Joaquim Guilherme Barbosa de Souza é Presidente do Sindileite – Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás e Presidente da Cooperativa Complem de Morrinhos-Go
O perfil do futuro governador qual a Democracia é “o governo do povo, pelo povo e para o povo”. Em todo o País, já se lançam pré-candidatos à presidência a República, a governadores de Estado, embora a campanha eleitoral, prevista no Código Eleitoral, e realizada sob a supervisão dos Tribunais Regionais Eleitorais, e pelo Tribunal Superior Eleitoral, somente começaria no ano eleitoral, 2014. Importante, pois, que os setores mais respeitáveis da sociedade comecem a se manifestar, notadamente por intermédio da imprensa livre, quais as qualidades que os eleitores gostariam de ver no....... governador. Ao se aproximarem as eleições, convém lembrar as lições do grande estadista da República, Rui Barbosa sobre vários tópicos concernentes ao governo representativo.
ELEIÇÃO Submeter-se às regras “A eleição é o mecanismo pelo qual se exerce a soberania, designando os seus órgãos representativos. No eleitorado reside a expressão viva da soberania, que assim se exerce” (in “Rui Barb0sa – Escritos e Discursos Seletos”, Editora José Aguilar, 1960, pág. 1033).
ções populares. Disse, Rui:”...Para sermos fiéis no muito, o devemos ser no pouco” (Idem, pág.1039).
NÃO SER DEMAGOGO
própria vida. Tanto vai do latrocínio a calúnia. Do ladrão nos livra a tranca, o apito, a guarda. Do mentiroso nada nos livra; porque o enredo, a invencionice, a detração, volatilizados no ar, depois de tramados, sussurrados, cochichados ou temperados com os condimentos do jornalismo, são impalpáveis como os germens das grandes epidemias. Nem o ladrão despoja senão aos que possuem.” (pág.s 1057-10958, idem).
TER CREDIBILIDADE
ABOMINAR O JOGO
A credibilidade é requisito fundamental daquele que se dispõe disputar cargo eletivo, qualquer que ele seja, mormente o cargo de governador de Estado da República federativa......... (pág.s 1016-1017).
“De todas as desgraças, que penetram no homem pela algibeira, e arruínam o caráter pela fortuna, a mais grave é, sem dúvida nenhuma, essa: o jogo, o jogo na sua acepção usual, o jogo propriamente dito; em uma palavra: o jogo – os naipes, os dados, a mesa verde/Permanente como as grandes epidemias que devastam a humanidade universal como o vício, furtivo como o crime, solapado no seu contágio como as invasões purulentas, corruptor de todos os estímulos morais como o álcool, ele somba da decência, das leis e da polícia, abarca no domínio das suas emanações a sociedade inteira, nivela sob a sua deprimente igualdade todas as classes, mergulha na sua promiscuidade indiferente até os mais baixos volutabros do lixo social, alcança
SER VERDADEIRO “Os antigos enxergavam no mentiroso o mais vil dos tarados morais. Depois de enumerar todas as misérias de um perdido, concluíam, quando cabia: ‘E até mente’. Entre dois ladrões crucificaram os judeus a Jesus; porque não ousaram excruciálo entre dois burlões. O ladrão prostitui, com o roubo, as suas mãos. O mentiroso, com a mentira, a própria boca, a palavra e a consciência. O ladrão ofende o próximo nos bens da fortuna. O mentiroso, não é no patrimônio, é na honra, na liberdade, na
no requinte das suas seduções as alturas mais aristocráticas da inteligência, da riqueza, da autoridade, inutiliza gênios; degrada príncipes; emudece oradores; atira à luta política almas azedadas pelo cataclismo habitual das paradas infelizes, à família corações degenerados pelo contato cotidiano de todas as impurezas, à concorrência do trabalho diurno os náufragos das noites tempestuosas do azar; e não raro a violência das indignações furiosas, que vem estuar no recinto dos parlamentos, é apenas a ressaca das agitações e dos destroços das longas madrugadas do cassino.(...) A política, vizinha parede-meia da batota, com quem convive e comercia, o reconheceu, pôs-lhe diante o tabuleiro das grandes corretagens, elevou-o às cumeadas, e só lhe faltaria presidir a nação, para estar de manifesto que a nação é dos tafuis, que a nação é o jogo”. E, arremata: “O jogo é a lepra do vivo e o verme do cadáver” (idem, págs.1048. O futuro governador não deve envolver-se nem jamais ter-se envolvido com o jogo, em qualquer de suas modalidades.
CULTIVAR A FIDELIDADE O futuro governador deve ser fiel aos compromissos com os ideais que acalenta, e com as pira-
“Os demagogos de todas as espécies, os anarquistas de todos os gêneros, os jacobinos de todos os moldes, o pior dos quais é certamente o dos que se aninham no governo com a só legitimidade da fortuna, a simples dignidade da audácia, a única autoridade da ignorância, calcando leis, direitos, instituições, costumes, sob a inconsciência das suas ambições, como os bandos de feras arribadas calcam aos pés as messes, os jardins, as obras de árte´, – esses podem rir do tribunal, que, ao proferir os seus julgados, não consulta o humor do executivo, que não se julga exautorado pela indocilidade do poder, que não se importa de arriscar a majestade das decisões judiciais ao ludíbrio da força” (Idem, págs.10211022). O futuro governador não deve ser um demagogo, na acepção que lhe deu a Grégia Antiga.
AGIR COM DECÊNCIA “Quatro faces, pelo menos, nos apresenta a idéia, absolutamente relativa, de decência. Há a decência moral, que é a da Justiça, a do poder, ou a da honra. Há a decência social, que é a das conveniências. Há a decência literária, que é a do escrever. Há, enfim, a decência lógica, a do argumentar, do raciocinar” (Idem, pág.1021). O futuro governador deve cultivar a decência, em qualquer e em todas as suas modalidades. Eis, a meu sentir, os requisitos que deve ter o futuro governador. E, doutra parte, os defeitos e vícios que não deve sofrer. Salvo melhor juízo. Licínio Barbosa é Advogado Criminalista, Professor Emérito da UFG, Professor Titular da PUC-Goiás, Membro Titular do IAB-Instituto dos Advogados Brasileiros-Rio/RJ, e do IHGG-Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Membro Efetivo da Academia Goiana de Letras, Cadeira 35 – E-mail liciniobarbosa@uol.com.br).
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Diário da Manhã
DM.COM.BR
GOIÂNIA, QUARTA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2013
OPINIÃOPÚBLICA
A saúde é uma necessidade básica e um direito assegurado constitucionalmente a todos os cidadãos e merece estar sempre entre as prioridades dos planos de governo, Salomão Rodrigues
O que espero do próximo Governo! Israel Silva Neto Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Recentemente os termos governança e bom governo estão sendo utilizado de forma crescente. Uma má gestão de governo é considerada cada vez mais como uma das principais mazelas da nossa sociedade. As instituições financeiras internacionais cada vez mais cobram por um governo licito e democrático capaz de dar cabo as ações com celeridade e clareza durante o exercício do mandatário. O conceito de boa governança não é novo. É tão antigo como a civilização humana, significa que o processo de tomada de decisão são implementadas ou não. A boa governança tem, no meu entender, algumas características principais: Participação, Legalidade, Transparência, Eficácia e Eficiência e também a Sensibilidade Um bom governador tem que assegurar que não haja corrupção, e durante o seu mandato as decisões sejam levadas em conta as minorias e suas reivindicações, e que também trabalhe as necessidades presentes e futuras da sociedade, principalmente para os que mais necessitam.
LEGALIDADE
CONSENSO Há muitos atores envolvidos no Governo, portanto muitos pontos de vista e interesses. Um bom governador tem que agir como mediador entre os diferentes interesses da sociedade e assim alcançar amplos consensos no que concerne aos maiores interesses do conjunto da sociedade e pode estabelecer regras de como podem realizá-los. Também requer uma perspectiva ampla e a longo prazo, sobre as necessidades para o desenvolvimento humano sustentável e como alcançar os objetivos deste desenvolvimento. Isto só será possível se as ligações com a sociedade e todos seus atores;
EQUIDADE
A participação tanto de homens como de mulheres pode ser um ponto chave de um bom governo. Essa participação pode ser direta ou também através de instituições com seus representantes legítimos. Importante dizer que a democracia representativa significa que as necessidades dos necessitados serão levadas em consideração durante o processo de decisão de um determinado Programa ou Plano de Governo. E, isto significa que a liberdade plena de atuação destas organizações da sociedade civil, e o seu devido reconhecimento;
Uma sociedade de bem estar social depende que seja assegurado a todos seus membros sentem que faça parte dela e não sentem excluídos da inércia majoritária de sua sociedade. Para ele há necessidade que todos os grupos, especialmente os mais vulneráveis, tenham as oportunidades para melhorar a sua situação da sua família para buscar uma porta de saída para não depender do Governo.
Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Sempre que se aproxima uma eleição, os eleitores se questionam – ou pelo menos deveriam se questionar – o que esperam dos candidatos. Muitos cidadãos focam suas expectativas naquelas necessidades mais próximas, como o asfaltamento da rua onde mora, a reforma da escola do bairro ou o lançamento de um novo programa social. É extensa a lista de demandas e de expectativas dos eleitores, mas, podemos afirmar que, seguramente, um ponto as reivindicações dos cidadãos têm em comum: a melhoria dos serviços públicos de saúde. Independentemente de ser ou não usuária do sistema público de saúde, acreditamos que a maioria dos goianos espera e cobra mais qualidade nesta assistência. Duas pesquisas recentes feitas por um instituto da capital mostraram que mais de 70% dos entrevistados – 89,7% na primeira delas – demonstraram insatisfação com a saúde pública em Goiânia e cobraram mais postos de atendimento, mais médicos, mais consultas e melhorias em geral. Quase às vésperas de uma nova eleição para o Governo de Goiás, entendemos que essa insatisfação da sociedade deve merecer mais atenção dos futuros candidatos. As queixas dos entrevistados reforçam o alerta que o Cremego vem, há tempos, fazendo aos gestores estaduais e municipais sobre a necessidade urgente de mais investimentos e melhorias na área da saúde em Goiânia e no interior do Estado. É preciso que os futuros – e os
Especial para OPINIÃOPÚBLICA
TRANSPARÊNCIA
PARTICIPAÇÃO
Salomão Rodrigues Filho
Sebastião da Paz Rodrigues
O bom governante necessita que seu marco legal seja justo e que se imponha de forma imparcial. Também requer uma proteção total dos direitos humanos, particularmente aqueles que são excluídos da sociedade. Transparência a que refiro é que as decisões sejam levadas a cabo suas realizações de forma que cumpra as leis e normas estabelecidas. Também significa que a informação estará disponível para qualquer pessoa e também que o acesso seja facilitado, e facilmente compreendidas.
EFICÁCIA E EFICIÊNCIA O bom Governador há de assegurar que os procedimentos de
O perfil ideal para um bom candidato a Governador 2014
gestão sejam ágeis e as instituições (Órgãos) tenham resultados positivos de gestão, e que os recursos disponíveis sejam utilizados de forma atender a ampla maioria da sociedade. O conceito de eficiência no contexto de bom governo também inclui o uso dos recursos naturais de forma sustentável com a proteção ambiental.
SENSIBILIDADE A sensibilidade do Governador é uma das chaves para que se faça uma boa gestão. Tanto nas instituições governamentais como no setor privado e a sociedade civil. Sensibilidade com as demandas do público e seus grupos de interesses, as decisões e as ações tomadas internas ou externas da organização ou instituição sejam amparadas de normas e leis. Concluo que meus argumentos expostos deveriam ficar mais ou menos claro que O Governador faça uma boa gestão, mas é um ideal difícil de levar a cabo em sua totalidade. De qualquer forma para assegurar um desenvolvimento humano sustentável, as ações devem ter como norte os objetivos buscado, analisando claramente a realidade do Estado de Goiás! Israel Silva Neto é Presidente da Confederação Nacional de Associações de Moradores e Entidades Comunitárias do Brasil
Como seria bom se tivéssemos como definir o perfil correto para um bom governo, principalmente, diante das inúmeras dificuldades que a todo instante encontramos.Questões de segurança, saúde, transporte, moradia, infraestrutura, são algumas das constantes reclamações da sociedade goianiense, as quais, também se estendem a todo o Estado.Portanto, um bom perfil para 2014, esta na segurança de escolhermos quem saberá lidar com celeridade com toda esta problemática, e ao mesmo tempo, encarar o desafio de continuar a colocar Goiás nos trilhos do desenvolvimento. Que saiba unir o Estado em uma coalização que o evidencie ainda mais no cenário nacional, e atraia mais investimentos para este grande Estado do Planalto Central. Temos que tomar muito cuidado com projetos pessoais. Com os interesses de grupos. Com a venda de ilusões. Com líderes volúveis que pagam caro para conquistarem seus espaços. Com aventureiros. Com o coronelismo que tanto retrocesso trouxe ao nosso Estado. Portanto, fácil dizer, é do perfil não recomendável para 2014, pois a nossa história já nos revelou o quanto a estagnação nos é prejudicial. Goiás na última década experimentou um crescimento jamais visto em sua história. Enquanto no Brasil Produto Interno Bruto (PIB) cresceu na ordem de 0,9%, o menor em 3 anos, Goiás demonstrou um crescimento de 6,6% no primeiro trimestre de 2012. Isto demonstra a indubitável força de nossa economia, e a confiança de que estamos no caminho certo.
O que a saúde espera do próximo governador
atuais – deputados estaduais, deputados federais, senadores e governador de Goiás entendam essa insatisfação popular não apenas como mais uma avaliação pontual e sujeita a oscilações momentâneas dos serviços de saúde. É preciso que vejam no resultado das pesquisas o reflexo claro de uma realidade que precisa ser mudada. A saúde é uma necessidade básica e um direito assegurado constitucionalmente a todos os cidadãos e merece estar sempre entre as prioridades dos planos de governo, não somente nos projetos apresentados em palanque durante as campanhas eleitorais, mas no topo da lista do trabalho diário dos eleitos. E nós, como representantes da classe médica e defensores de uma saúde pública de qualidade, quando nos questionamos o que esperar do próximo governador jamais poderíamos deixar de reforçar essa reivindicação. Reconhecemos que já
houve avanços em algumas áreas de atendimento, com a melhoria de serviços prestados à população, mas entendemos que muito ainda precisa ser feito. E mais: com urgência. Então, o que esperamos do próximo governador de Goiás é que tenha projetos e ações para melhorar a saúde pública no Estado. Essa melhoria passa por uma reformulação ampla dos serviços, com a contratação de mais médicos, investimentos em infraestrutura, em programas básicos de saúde e em campanhas educativas e preventivas de doenças. Precisamos de unidades de saúde em quantidade suficiente para atender a demanda e com a qualidade necessária para garantir a resolutividade dos atendimentos. O déficit de médicos registrado hoje nas unidades de saúde traduz o desinteresse da classe médica pelo setor público, um problema que tende a se agravar diante da escassez de investimentos no setor. O
próximo governador precisa estar atento e pronto para sanar esse problema. Deve também estar ciente que é preciso valorizar os médicos e os demais profissionais de saúde. Quando falamos em valorização dos médicos não nos restringimos ao pagamento de salários dignos e compatíveis com o exercício e a responsabilidade da profissão médica. A boa remuneração é, sim, fundamental para que o médico ingresse no serviço público, mas a valorização do trabalho médico, essencial para garantir a permanência do profissional na rede pública, depende da criação de uma carreira de Estado para o médico. O médico precisa de segurança, estabilidade, remuneração justa e condições dignas de trabalho para que possa se transferir para as pequenas cidades do interior e levar assistência às pessoas que nelas moram. A interiorização da medicina está di-
Um bom líder é aquele que carrega a marca de um estadista, que para o filósofo francês Merleau-Ponty, é adaptável às circunstâncias, harmonizando o próprio comportamento à exigência dos tempos. É aquele capaz de realizar um governo imparcial. Sem amarras. Sem condicionamentos. Sem barganhas. Sem perseguições. É ter a hombridade e a responsabilidade de saber dizer não. A rever os seus conceitos e decisões, quando necessário. De ter planejamento. De ser austero no bom uso do dinheiro público e a cortar gastos, devolvendo o equilíbrio fiscal do Estado. Muitos nos apresentarão e prometerão um futuro promissor. Demonstrarão a solução quase que imediata de todos os nossos problemas. Acusarão este ou aquele de má gestão. Irão expor os fracassos de seus oponentes como cavalo-de-batalha, esquecendo-se de quem somente acusa, demonstra antes de tudo, a sua própria incapacidade. O bom líder preocupa-se em inovar sempre, não priorizando meramente a crítica destrutiva e politiqueira. O melhor perfil que temos que esperar para 2014, não é a personificação do Salvador da Pátria, mas aquele que possui na sua biografia, a indubitável marca da capacidade. Sebastião da Paz Rodrigues é Presidente da Federação Goiana de Associação de Moradores – FEGAM
retamente vinculada à valorização dos profissionais médicos. Propostas, como a lançada recentemente pelo Governo Federal de suprir o déficit de médico no setor público com a importação de profissionais formados em Faculdades de Medicina de outros países, premiando-os com a revalidação automática de seus diplomas, não passam de um engodo, de uma ameaça aos médicos, à medicina brasileira e à população. A sociedade precisa de médicos preparados e em número suficiente para assegurar o funcionamento dos serviços de saúde e com as condições de trabalho necessárias para garantir a boa assistência aos pacientes. A falta de meios aumenta o risco para o paciente e para o médico. O médico precisa ser motivado a atuar no serviço público. E a saúde pública precisa da atenção do Estado. Assim, ao nos questionarmos sobre o que esperamos do próximo governador, a resposta é certa: que zele pela sociedade e que priorize a saúde pública. Os subsídios para a elaboração de um bom plano de governo na área da saúde estão por toda parte. Basta que os candidatos ouçam as entidades médicas e o clamor da sociedade. Entre os pré-candidatos ao governo de Goiás já é possível identificar quem tem na saúde muito mais do que uma bandeira política. Caberá a nós, cidadãos, médicos e eleitores, escolhermos e elegermos quem tem compromisso e determinação para trabalhar em prol da saúde pública e, depois, acompanharmos e fiscalizarmos o trabalho do nosso futuro governador. Salomão Rodrigues Filho é médico psiquiatra e presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás.
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OPINIÃOPÚBLICA
GOIÂNIA, SEXTA-FEIRA, 15 DE 29 FEVEREIRO GOIÂNIA, QUARTA-FEIRA, DE MAIO DE DE 2013 2013
O próximo governador precisa saber dialogar com as lideranças sindicais e discutir as melhores soluções para os problemas. Jayme Bueno de Aguiar
Palavra honrada Ruy Rocha
Lorimá Dionísio – Mazinho
Especial para OPINIÃOPÚBLICA
“De qualquer governante se espera que tenha palavra e que a honre, quando for empenhada com seus concidadãos. Um homem não é obrigado a prometer absolutamente nada. Entretanto, um homem público, que se dirige à população apresentando suas propostas para gerir os destinos públicos empenha sua palavra e faz as pessoas acreditarem. Se ele falta com esses compromissos é uma ruptura na confiabilidade que a população não merece, principalmente os mais humildes, que são mais dados a acreditar com facili-
Especial para OPINIÃOPÚBLICA
dade. Um governante cumprir o que promete é o mínimo que se espera, além de saber ouvir críticas com humildade”. (Ruy Rocha de Macedo, médico, professor universitário e Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica de Goiás)
Formação profissional Jayme Bueno de Aguiar Especial para OPINIÃOPÚBLICA
“Precisamos de um governo que invista pesadamente em formação, qualificação e requalificação dos trabalhadores para ocupar os postos de trabalho e gerar a renda. O governante precisa estar atento às necessidades que os trabalhadores apresentam e discutir suas demandas. Muito se fala dos postos de trabalho ociosos e da falta de mão de obra qualificada, mas pouco tem sido feito para solucionar esse problema. O próximo governador precisa saber dialogar com as lideranças sindicais e discutir as melhores soluções para os problemas. Quando o diálogo for harmônico e voltado para a construção de uma vertente de
respeito mútuo e preocupação com a equalização dos interesses existentes entre o capital e o trabalho por certo o crescimento de todos será facilmente notado e muito mais produtivo para Goiás e para o Brasil”. (Jayme Bueno de Aguiar, presidente da Federação dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário de Goiás e Tocantins)
Ouvido aberto às críticas João Domingos Gomes Especial para OPINIÃOPÚBLICA
“Um gestor público precisa saber aceitar críticas para não parecer pedante. Necessita saber que a diversidade de ideias possibilita sempre a renovação de conceitos e a melhoria das diretrizes aplicadas na administração pública. Esses conceitos precisam estar sempre aliados ao respeito à coisa pública e que o governante precisa empregar recursos públicos como se pertencessem a seus filhos e que é preciso ter respeito e probidade ao aplicar dinheiro que é de todos, sob pena de deixar todos órfãos e desvalidos. Por outro lado um governante precisa olhar a vida sempre com alegria e sonhos vívidos para mostrar ao seu povo que os sonhos fazem parte do processo de crescimento e evolução. O que esperamos
Que as urnas reciclem os perfis que já temos
para o próximo governador de Goiás é que ele se lembre sempre das origens humildes de nosso estado, que nossa gente trabalhadora ergueu um das mais prósperas Unidades da Federação e que somos um povo que luta e se alegra, sabendo que toda renovação é salutar”. (João Domingos Gomes dos Santos, presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil)
Realmente as opções de nomes colocados na raia da disputa da sucessão estadual do ano que vem não oferecem oportunidade de preencher o mínimo de requisitos para compor um perfil ideal de um futuro governador, sugerido por um grupo de pessoas representativo de segmentos da sociedade goiana. A carência de qualidades impede que muitos dos pré-candidatos a inquilino da Casa Verde da Praça Cívica consigam romper a malha grossa da primeira das sete peneiras da ética, que deveriam existir em todas as eleições de homens públicos. A construção de um futuro governador deveria começar pela base, que seria forjada dentro de uma família equilibrada e rígida na educação dos filhos, notadamente nas infinitas áreas da honestidade e do apego ao trabalho. Os chefes de famílias jamais conseguem implantar cultura na mente de seus filhos. Eles vão crescendo e adquirindo os hábitos dos pais e avós, adubo que fortalece a compreensão sobre o que é bom, o que é certo, o que é belo, o que é criativo e o que é saber. Dificilmente cresce uma vida torta em um ambiente familiar sadio e sério. Quem pisa em trilha errada geralmente é engolido pelo ostracismo e desaparece sem deixar marca no universo da existência. Goiás já produziu ou teve um bom número de homens públicos exemplares, sérios, honestos, cultos e corajosos. Entre os muitos
que deixaram seus belos exemplos de vida, evidentemente que com a grande possibilidade de se cometer o erro da omissão e esquecimento de alguns nomes, podemos citar Pedro Ludovico Teixeira, seu filho Mauro Borges, Alfredo Nasser, Henrique Santillo, Pedro Celestino da Silva, Jarmund Nasser, Venerando de Freitas Borges, Licardino de Oliveira Ney (último prefeito da velha Campinas), jornalista Jayme Câmara e outros que representaram o povo goiano. Muitos estão vivos, porém é bom lembrar, representando os que são bons e sérios, do ex-deputado estadual Clepino Antônio de Araújo, de Itumbiara que, assim como outros parlamentares sérios, honrou seu mandato com trabalho e ética. Hoje temos um bom número de gente que sonha em ser chefe do Executivo goiano a partir de 2014. Não podemos nivelar todos pela falta de qualidade e formação de caráter, porém, muitos devem explicações ao povo goiano sobre suas intenções, agora, caso venham assumir o comando político do Estado. Alguns possuem no currículo vasta folha de serviços prestados à comunidade, porém isso não dá o brilho necessário no perfil ideal do futuro governante. Fazer obras é dever de todos. Saber gastar bem o dinheiro dos impostos é demonstração de seriedade e honestidade. Esse é o caminho que faz um homem público passar pela tela mais fina da última peneira da ética. Ajudando a editar este caderno, por convite do jornalista Batista Custódio, conhecemos mais de duas dezenas de opiniões sobre a moldura ideal da próxima figura pública que deveria ser governador goiano a partir de 2015.
A grande maioria citou o zelo com o patrimônio do Estado, incluindo aí a arrecadação dos impostos. Muitos pediram estradas, melhor política de segurança, salários justos para profissionais da saúde e da educação, empenho na industrialização do Estado e, consequentemente, abertura do mercado de trabalho e circulação das riquezas. O quadro da disputa eleitoral para o ano que vem já está praticamente montado e, muitos dos que fazem parte dele já estão em campanha. A troca de acusações será intensa. Que vença aquele que souber conquistar a confiança do povo e que este vencedor se limpe da lama da justa eleitoral e, a partir de então lute para fazer parte do restrito número de homens públicos que deixou saudades como representantes de todos nós. Lorimá Dionísio – Mazinho é jornalista.
O governador ideal Gercy Joaquim Camêlo Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Se eu fosse um cientista político tentaria descrever o perfil do candidato a governador sob o olhar da ciência e da prática política brasileira. Como cidadão comum, sujeito as variáveis que o modelo político vigente impõe à sociedade, mesmo bombardeado por informações nem sempre honestas, tenho procurado me posicionar à luz da verdade, dos meus parcos conhecimentos e obediente à minha consciência. O assunto aqui abordado é palpitante, atual e tem tudo a ver com os interesses da maioria do povo brasileiro. De fato, a escolha de um candidato a governador deve ser criteriosa, responsável e focada no interesse público. Nesse sentido, estou certo da necessidade urgente de uma reforma política que democratize e modernize o processo político do Brasil. A prevalecer como está, os partidos políticos lavam as mãos, o povo continua reclamando e a prática política, que só beneficia quem está no poder, perpetuará. Com base nos exemplos que tenho visto ao longo dos anos, fica muito fácil identificar, com isenção, o perfil ideal do candidato a governador. Aliás, perfil esse que não tem sido exigido pelos partidos políticos e muito menos pelo eleitores. Quanto aos partidos, só lutam pelo poder, enquanto que os eleitores, na maioria das vezes, trabalham apenas em causa própria, vendem-se.
Hoje tenho plena convicção de que o candidato a governador deve ter preparo intelectual, conhecimento de administração, vocação para o servir, conduta ilibada, vida profissional e social limpas, ser democrático e capaz de construir um plano de governo confiável e que contemple as aspirações do conjunto da sociedade. Mesmo que o candidato tenha esse perfil, o eleitor, de tanto ver desmandos na administração pública, tende a não acreditar que haja candidato com esse perfil. Todavia, é importante considerar que o maior defeito não está no candidato, e sim, na prática política adotada no Brasil. De qualquer forma, nunca se deve deixar de observar o perfil do candidato. Essa é a garantia que o cidadão tem de errar menos na escolha e de contribuir para o fortalecimento do processo. No próximo ano haverá eleições. Candidatos a governadores vão se apresentar.
É certo que cada um vai procurar mostrar para o eleitor que o seu programa de governo é melhor, que nele se pode confiar e que seu partido tem história de sucesso na política brasileira. Nessa hora, todos se julgam bons e merecedores da confiança e do voto dos eleitores. Às vezes, até se esquecem de que nem eles confiam neles, na medida em que buscam marqueteiros para fabricar uma nova identidade sua, completamente diferente da sua própria imagem. Concluo afirmando que, se desejamos ter bons governantes, não é preciso ir a outro planeta, basta não abrir mão de nossa cidadania, dos nossos direitos e escolher os governantes pela razão e não pela emoção. Quando alcançarmos esse estágio de conscientização política, teremos melhores governantes. Gercy Joaquim Camêlo, governador do Rotary International Distrito 4530
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GOIÂNIA, SEXTA-FEIRA, 15 DE Manhã FEVEREIRO DE 2013 Diário da
O que mais espero do próximo governador é que ele tenha palavra e cumpra com o que prometer na campanha eleitoral. Belmiro Rosa Borges
A marca do sucesso Mauro Zica Júnior
vernador com ênfase socialista, que invista no social acima de tudo, que ouça os movimentos sociais e com ele faça compromissos e cumpra-os, que dê oportunidades para a juventude e invista nos seus anseios e que todos tenham oportunidades de se apresentarem e prestarem relevantes serviços ao nosso estado. E que este candidato seja um vencedor, com uma biografia ilibada, que tenha uma história de realizações, de ética, de competência, que saiba ouvir e de ouvidos as vozes das ruas, que invista no social sem ser clientelista, que ajude os pobres proporcionando a eles não só programas sociais de ajuda mas que possibilite o pleno emprego, a cidadania, que desonere dos impostos estaduais os produtos da cesta básica, que institua o salário mínimo regional, que fomente o micro empreendedor individual as micros e pequenas empresas. Que seu currículo, tenha apenas a marca do sucesso, tanto na sua passagem pela vida profissional, como administrador público. (Mauro Zica Júnior, presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores em Goiás)
O sonho maior Belmiro Rosa Borges Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Tenho 53 anos, tenho esposa e três filhos adolescentes, que ainda estudam e ainda sou presidente de um sindicato onde lidamos diretamente com a arrecadação de impostos no Estado de Goiás. Sou um cidadão e um funcionário público e isso às vezes está tudo junto e misturado. O que mais espero do próximo governador é que ele tenha palavra e cumpra com o que prometer na campanha eleitoral. Sonho, como conhecedor do fluxo de caixa do governo, que ele privilegie as pequenas empresas e deixe de lado os mega empresários que financiam as campanhas eleitorais. É preciso mudar a lógica de endividar o estado e vender patrimônio público. Tem de cortar benefícios empresariais, que eles chamam de benefícios fiscais, que retira dinheiro da população e engorda o patrimônio de poucos. Em 28 anos de fisco já vi quebrarem o Agrobanco, Caixego e Beg. Vi vender Cachoeira Dourada e o controle acionário da Celg e agora até o Batalhão Anhanguera foi fuzilado. Trabalho, pago os impostos e cobro impostos. Tenho que pagar plano de saúde, escola e rezar para não ter que pagar um segurança. Ficaria feliz se investissem no apoio à agricultura familiar, investissem na “Bolsa Digni-
Marcos Martinez Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Especial para OPINIÃOPÚBLICA
“A maturidade que o povo brasileiro tem demonstrado na escolha de seus representantes precisa ser então ainda mais aprimorada. É preciso que escolhamos pessoas antes de mais nada, idôneas. Além disso, pessoas que tenham um perfil de arrojo, de empreendedorismo, de vitória no que fez ao longo da vida, da ética, do fio do bigode, da palavra empenhada, e do compromisso com aqueles mais necessitam do estado, afinal, são pessoas que nos representarão, e que executarão as ações de estado a serem voltadas para o bem comum. Nosso estado é um dos mais ricos do Brasil, mas ainda capenga em muitos aspectos. Nossas estradas estão deterioradas, não há obras expressivas, não existe aeroporto, o sistema de Saúde está doente, a Educação não valoriza professor, não investe em escolas, em obras estruturantes, em ciência e tecnologia, enfim necessitamos de sacudir as estruturas existentes a 32 anos com o domínio de apenas dois grupos em nosso estado. É chegado o momento, portanto, da classe trabalhadora goiana estar atenta para escolher quem melhor pode lhe representar e realizar seus anseios justos e necessários. Investindo em Saúde, em Segurança Pública, em Educação, Estradas, Industrias, Emprego, em políticas para as mulheres, para juventude etc. A classe trabalhadora do estado de Goiás, precisa de um go-
Um olhar para o futuro
dade” – Onde você prepara a família para o mercado de trabalho nesse alardeado PIB de Goiás. Como servidor público espero que sejamos respeitado em nossos direitos garantidos nas leis, e não mais, continuar esperando, além dos 23 anos, para receber uma diferença salarial do tempo do Santillo(1.990), ou, não aumentar mais os 20 anos para receber a diferença da URV do Governo Iris-Agenor, de 1.994. Ou a diferença do malfadado 13º no aniversário do Marconi. Quero ver ainda um governador que restabeleça o restante da paridade salarial dos aposentados e pensionistas retiradas por Marconi e Jalles , que foi 87% corrigida por Alcides e Braga. Sonho maior, é ter uma Lei Orgânica da Administração Tributária – Onde o fisco terá autonomia para atuação. (Belmiro Rosa Borges, presidente do Sindifisco)
Um perfil contemporâneo da modernidade, que adote a ética como regra, tenha sensibilidade para as artes e a cultura, faça investimentos no esporte e no futebol e que continue a modernizar o Estado e a sua rede de infraestrutura. É o que espero do próximo governador do Estado de Goiás, a ser eleito em outubro de 2014. Mais do que nomes, Goiás precisa debruçar-se sobre um programa político e administrativo que mantenha o Estado na rota do crescimento econômico e do desenvolvimento sustentável. Preto no branco: que coloque, em primeiro lugar, no âmbito das políticas públicas, a
qualidade de vida do cidadão como eixo de prioridades. É fundamental também que o novo inquilino do Palácio das Esmeraldas, ou talvez se o atual for reeleito, por decisão soberana das urnas, mantenha uma postura republicana com as 246 prefeituras municipais e caminhe, de mãos
dadas, com o Palácio do Planalto. União, estado e municípios devem atuar de forma unificada para construir a cidadania. Conquistas da sociedade como o Renda Cidadã, Bolsa Universitária, FICA (Festival Internacional de Cinema Ambiental), Festival de Teatro de Porangatu, Canto da Primavera, Vapt-Vupt, pagamento em dia do funcionalismo, 13? salário antecipado no mês do aniversário precisam ser mantidos e até ampliados. A oxigenação das instâncias de poder no executivo, legislativo e até no Judiciário, com a ampliação do controle externo dessas instituições, prestariam um serviço valor inestimável ao século 21 em Goiás. Que o eleitor, em 2014, exerça a sua cidadania com a consciência voltada para o futuro que Goiás merece. Marcos Martinez é presidente-executivo do Vila Nova Futebol Clube
Que perfil tem que ter o próximo governador? Everaldo Ribeiro da Cunha Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Nelson Gonçalves, que para mim é o eterno Rei da Boemia, cantava uma música denominada ESCULTURA, na qual dizia que estava cansado de tanto amar em vão e que criara na sua imaginação uma mulher diferente, de olhar e voz envolvente. Uma mulher que atingisse a perfeição. E na música, numa forma de sonho singular, esculturou essa mulher fantasia, dando-lhe um pouco de cada mulher que conhecera. Questionado sobre QUAL PERFIL TEM QUE TER O PRÓXIMO GOVERNADOR PARA GOIÂNIA, resolvi fazer o mesmo. Cansado de tantos desmando e incompetência, esculpi meu governador ideal. Dei-lhe o estilo de administração ágil e operante de Mauro Borges, que tinha um bom plano de governo e uma equipe formada pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro para executa-lo e priorizou o concurso público, onde os funcionários públicos eram contratados pelos seus méritos. Dei-lhe a ousadia na implantação de ideias modernas e a preocupação com a saúde de Henrique Santillo, que implantou um projeto de saúde audacioso para Goiás, pois durante sua gestão construiu os Cais e Ciams em Goiânia. Construiu o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), o Hemocentro e dez hospitais espalhados pelo Estado. E ainda criou o programa de Agentes Comunitários, que depois foi copiado pelos outros estados. Ao governador dos meus sonhos também dei-lhe a capacidade de realizar mutirões e obras de Iris Rezende, que num só dia construiu mil casas, que asfaltou as ruas de todos os
bairros de Goiânia, fez boas estradas. Mudou a história econômica deste estado criando o Fomentar, criando o maior programa de energia rural do país. E que Construiu o maior número de áreas de lazer, colocando Goiânia entra as capitais com maior qualidade de vida. Dei-lhe a capacidade de administrar com equilíbrio fiscal, de realizar reforma administrativa e o jejum midiático de Alcides Rodrigues. Dei a meu esculpido governador a modernidade de Marconi Perillo, que ousou criar um Tempo Novo, adotou a meritocracia, implantou Vapt Vupts, implementou o programa Bolsa Universitária, inserindo jovens pobres no ensino superior. Criou o Cartão Renda Cidadã e elevou o salário da polícia, dando-lhe dignidade. Dei-lhe a simplicidade e a sapiência de Jales Fontoura que, à frente da Secretaria da Fazenda de Goiás, reunia-se com os profissionais liberais, como contadores e advogados, pedindo opiniões para a sua gestão e em muitos casos as acatando. Também dei-me ao luxo de dar a meu Governador ideal, o bom humor de Graciliano Ramos, que em sua prestação de contas indicou “No cemitério enterrei 189$000 – pagamento ao coveiro e conservação”. Dei-lhe a disposição de varrer toda a sujeira da
administração pública, tanto pregada por Jânio Quadros e quiçá seu modo erudito de ser. Dei-lhe também a política de “Tolerância Zero” de Rudolph Giuliani contra criminosos, o que diminuiu sensivelmente as taxas de criminalidade de Nova York. Deilhe também um pouco da disposição de Carlos Lacerda na limpeza dos mendigos e drogados da cidade, não tanto quanto seu rigor, mas que permitisse minha filha voltar da escola sem ser molestada e minha mãe poder ir ao supermercado. Ah! E não poderia esquecer de dar a meu governador a insaciável vontade de educar este rincão de pequis, de Cristóvão Buarque, ex-governador do Distrito Federal. Os livros me ensinaram que política é a arte de resolver problemas sem causar problemas, o que parece utópico. Mas queria um político que fizesse um pouco mais pelo menos guarnecidos e convencesse aos que lhes financiam campanha de que também abrissem mão de suas faturas políticas em prol daqueles. Também aprendi que aqueles que radicalmente quiseram mudar a forma humana de governar morrem crucificado, como Jesus cristo ou morreram esquartejados, como Tiradentes, ambos aplateiados pela covardia passivo dos pelos quais lutavam (povo). Mas agora, diante da escultura do perfil do meu governador ideal para Goiás, me pergunto qual político atual se aproximaria dele? Um moço que está iniciando a política agora, sem dinheiro, sem jornal, sem ligação com grupo econômico? Um político velho, experiente, querendo deixar sua marca registrada na história como o melhor político da história goiana? Ou um político com a fome da presidência, que precisa se reescrever politicamente para isso? (Everaldo Ribeiro da Cunha Presidente do Sindicato dos Contabilistas no Estado de Goiás.)
Orgulho em um governante Hélio Rodrigues de Almeida Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Esperamos que seja um governador que seja correto e não seja corrupto, para que as pessoas tenham orgulho de tê-lo como governante e não vergonha de dizer que ele foi eleito com o voto da maioria da população. Que seja inteligente e que esteja antenado com o que exista de mais moderno no mundo para não ficar para trás. Sintonia com as inovações é crucial para o desenvolvimento e a
maioria dos estados está se adiantando a isto, com uma produção de inovações tecnológicas invejáveis. Que tenha compromisso com o Estado e não com grupos ou compromissos pessoais, que governe para todos indistintamente e que tenha visão de futuro. Que queira sair do marasmo. Que fale a verdade, acima de tudo e que não esconda nada da população. Verdade nos discursos, nas propagandas e seja transparen. Que tenha compromisso com a verdade, com a Justiça e com a liberdade. Hélio Rodrigues de Almeida, presidente da Federação das Pequenas e Médias Empresas do Estado de Goiás (Fepemg)
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GOIÂNIA, QUARTA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2013
A população goiana confia seus impostos pagos ao Poder público, mas nem sempre têm a informação transparente sobre a aplicação desses recursos. Alcides Ribeiro Filho
Alcides Ribeiro Filho Especial para OPINIÃOPÚBLICA Os goianos desejam um governador que, de fato, governe e não fique apenas fazendo acordos “gentis e cavalheiros” para se manter em algum cargo político e usufruir de benefícios do poder do Estado. O Estado é um território regulamentado por um conjunto de leis, habitado por pessoas que trabalham e geram riquezas. O poder é do Estado, não é do governante. O Estado tem riquezas e seu governador tem compromissos. É dever de governador administrar riquezas do Estado em beneficio de seus legítimos donos: o povo. Entretanto, há governantes que arrancam poder da população para benefício próprio. A população do Estado é tão responsável por sua sustentabilidade, quanto mais for consciente de seus direitos e deveres, a começar pelo direito de eleger quem tem competências e exigir, com datas marcadas, as realizações propostas. A população goiana confia seus impostos pagos ao Poder público, mas nem sempre têm a informação transparente sobre a aplicação desses recursos. Os goianos desejam um governante que supere aqueles que apontam falsas soluções para problemas estruturais e sociais e sempre dizem que ainda vão agir, mas não agem, porque não se interessam em cortar as raízes dos problemas. O povo deseja um governante que faça totalmente diferente dos tipos “sujeitos promessões”, acostumados a alimentar as esperanças populares, com o mínimo de “favorzinhos, agradinhos, abraços, apertos de mãos, cartõezinhos e largos sorrisos...”, espertos em investir fortunas nas propagandas que fazem de si mesmos, não importa à custa do quê, nem de quem. No ano de 2015, Goiás terá, na forma da lei, um novo governante e é com a eleição deste que o povo goiano deve tomar todos os cuidados. O primeiro semestre de 2014 será decisivo para as corporações políticas, porque em agosto começam
Um Governador desejado: mudança ou repetição? as campanhas milionárias. O povo goiano terá o governador que eleger e, desde já, espera dele a liderança que permitirá a ampliação do acesso aos direitos sociais garantidos pela Constituição Federal: a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados. Goiás é uma riqueza em condições de dar a dignidade de vida com qualidade a seus habitantes, os legítimos detentores dessa riqueza. O Poder público do Estado deve ir muito além de uma promessa que alimenta sonhos de eleitores durante as campanhas. A população goiana espera merecer o respeito de seu futuro governante, durante os quatro anos de exercício do mandato. Governante não só cumpre algumas promessas, mas, acima de tudo, realiza, com a equipe gestora, as ações planejadas segundo pesquisas, a pedido do povo e presta contas de modo transparente. Ilusões, mentiras, adivinhações, previsões sem lógica, venda de informações, troca de favores programados, ataques a pessoas, instituições e promessas descabidas, – do primeiro a último dia de campanha política, – são muito contraditórias e se confundem com a omissão, as promessas não cumpridas e prazos vencidos durante o mandato seguinte. Esta é uma velha história a ser mudada com a máxima urgência. Estradas, energia elétrica, água potável, higiene, meio ambiente, habitação, transporte, saúde, segurança, cesta básica e educação têm sido bandeiras de políticos cuja educação, sendo o primeiro item dos direitos sociais, não está comprometida nem com o Estado nem com o povo. Administra-se tudo isso com a mais cruel das artimanhas das prestações de contas por meio de ‘outdoors’, rá-
O candidato a Governador Ideal Garibaldi Rizzo Especial para OPINIÃOPÚBLICA
O candidato a Governador ideal deve ser aquele que coloque em seu plano de governo metas de regionalização administrativa do Estado, como forma equilibrada e harmônica da gestão pública, corrigindo as distorções e os desequilíbrios regionais de crescimento, propiciando um desenvolvimento espacial e ambiental integrado e sustentado, favorecendo o desenvolvimento e o fomento da competitividade de Goiás, enfrentando os desafios para consolidar o Estado como polo econômico regional. Neste contexto o fortaleci-
mento dos Municípios é de fundamental importância para solucionar problemas sociais, por ser o Governo que está mais próximo da população sendo, por conseguinte, mais acessível ao cidadão, tendo facilidade para mobilizar recursos locais e somá-los aos recursos públicos destinados à prestação de serviços e execução de obras de interesse comunitário. O próximo Governador tem que reduzir o fluxo migratório, buscando um alívio das pressões de demanda sobre os serviços industriais e sociais básicos nos grandes centros urbanos, evitando assim o caos em que hoje encontra-se nossa Capital. Garibaldi Rizzo é Presidente do Sindicato de Arquitetos e Urbanistas de Goiás
Um gerente honesto Leonardo Mariano dos Reis Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Esperamos que o próximo Governador seja, acima de tudo, uma pessoa que tenha um histórico limpo e sem envolvimento com corrupção. Alguém com ideais puros, comprometimento com o serviço público e isento
de contaminações do sistema. Além disso, que tenha o cuidado de gerenciar de forma honesta e proba o dinheiro que nós emprestamos ao Governo, através de inúmeros impostos, para que ele nos devolva em benefícios. Outrossim, penso que não há espaço para aventureiros. Deve ter experiência comprovada e notório saber em administração pública. Sobretudo, sensível com as questões primordiais: saúde e educação. Leonardo Mariano Reis é presidente do Sindicato dos Médicos
dios, jornais, revistas e televisão para o povo que pagou mesmo sem saber que estava pagando. O Estado arrecada tributos para redistribuir bens e serviços ao povo e não a seus próprios administradores diretos. Quando o governante erra, demite-se o secretário e quando o secretário erra, demite-se o subalterno a este, numa cadeia de hipocrisias que tentam dar ao povo a impressão de que o governo está praticando a disciplina da justiça administrativa, enquanto nada de benefício interessante se destina ao povo. As prioridades não são para educação, saúde e segurança, porque esse triângulo consome “muito” e rende poucos votos futuros. O que rende voto, segundo a crença tradicional, são as grandes obras, como viadutos, pontes, estradas, estádios, reservatórios de água, desapropriações e outras, por meio das quais é possível realizar bons acordos com as empreiteiras, nos mais “transparentes” processos de licitação. Alertamos aqui, especialmente para os dois primeiros direitos sociais que embasam toda a cadeia produtiva do Estado: a educação e a saúde. Estes sustentam qualquer iniciativa para o trabalho no extrativismo, comércio, indústria, e outras modali-
dades de produção. A falta de serviços escolares com qualidade, nas instituições públicas de Educação Básica em Goiás, é tão expressiva que seus próprios diretores e muitos professores pagam escolas particulares para seus filhos e dependentes, da mesma forma que a falta de serviços com qualidade, nas instituições de saúde pública de Goiás, obriga diretores dessas instituições e muitos médicos e enfermeiros a pagar serviços de saúde particulares para seus filhos e dependentes. A grande maioria dos trabalhadores bem qualificados nas áreas de educação e saúde, exercem suas funções públicas com cargas horárias mínimas, porque se ocupam de outras atividades para complementar o necessário à sobrevivência. É vergonhoso, não para o Estado, mas para os administradores políticos, que as instituições públicas que prestam serviços essenciais como saúde e educação sejam opostas a si mesmas, difundindo o cultivo à manutenção da doença e da falta de educação, e por consequência, gerando violência em todos os níveis, de modo que Goiás foi “promovido” de “terra de índio” para um dos estados “bem” lista-
dos, infelizmente, no “ranking” dos mais violentos do Brasil. Estamos num Estado em que há uma enorme distância entre o secretário e o serviço prestado pela sua respectiva secretaria. O secretário que delibera sobre a obra ou o serviço na educação ou saúde costuma acompanhar atentamente o processo licitatório. Depois ajuda descerrar a cortina da placa de inauguração, faz um inflamado discurso e desaparece, mas ressurge, de repente, no futuro, pedindo votos, quando necessário. Por exemplo, seria bom, mas nunca foi possível, que o secretário de educação, uma vez no início do ano, sem data nem local agendados, vestisse roupas simples e ministrasse uma aula de 50min para uma turma de Ensino Fundamental, numa escola do Estado. Depois, retornasse à turma no final do ano, com mais de 50min, para averiguar com os pais e professores as reais causas do baixo rendimento e evasão escolar de crianças e adolescentes. Assim, o governador poderia encontrar um permissivo na legislação, para gratificar o secretário, com o valor 2 aulas dadas por ano, na condição de professor substituto, no mínimo em regime de contrato especial. Ainda, por exemplo, seria bom, mas nunca foi possível, que o secretário da educação tivesse o apoio do governador e da câmara de deputados, para encomendar várias pesquisas de cunho científico, que averiguassem as causas do abandono de crianças e adolescentes das escolas estaduais e ações fossem direcionadas para resolver o problema. Alcides Ribeiro Filho é educador há mais de 40 anos, Diretor Geral da Faculdade Alfredo Nasser e empreendedor no setor de comércio, com instituições instaladas em Aparecida de Goiânia, GO e Remanso, BA.
O virtual perfil do futuro governador Pedro Alves de Oliveira Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Arriscar a identificar hoje quem será o próximo governador de Goiás, numa eleição ainda distante cerca de 18 meses, seria apostar no acaso. Antecipar o perfil virtual, que consideramos ideal para o futuro administrador goiano, consideramos perfeitamente lógico e racional. Para o bem de Goiás e do Brasil, para o maior desenvolvimento econômico e social de ambos, o governador ideal deve ter o perfil de estadista, muito mais do que de político, mantendo o interesse público acima da questão partidária. Para satisfação das necessidades de seus governados,vai busca o melhor relacionamento possível com o poder central. Seus procedimentos, em relação aos adversários, não podem conter ressentimentos. Têm de ser republicanos, expressão que modernamente significa dispensar a todos a mesma consideração, selecionando os valores éticos para só então escolher o melhor. Sucesso total, só lhe é possível com a união de todas as forças, imprescindível na edificação da sociedade que almejamos. Sua visão será integral, estrategicamente distribuída por todos os setores, para obtenção de soluções
equilibradas e sistêmicas. Isso requer amplo conhecimento da realidade estadual, nos seus 246 municípios, suas potencialidades e pretensões de sua gente. O governador ideal será continuamente desenvolvimentista, combinando crescimento econômico com desenvolvimento social. Para ele, é impossível ao empreendedor produzir mais se não tiver como escoar seus produtos, daí porque lhe providencia e mantém funcionando a imprescindível infraestrutura, – rodovias, energia, ferrovias, hidrovias, aeroportos e sistema portuário O gerenciador público ideal precisa ser hábil negociador, para concretizar grandes decisões político-administrativas. Não podem lhe faltar autoridade e decisões na hora certa, muito menos permanente disposição ao diálogo. Ele só olha para frente, desprezando diferenças que deixou para trás. Ele sabe que somente com o desenvolvimento econômico se pode atingir a melhoria da quali-
dade de vida das pessoas. Entretanto, a educação é o instrumento mais eficiente à evolução humana, começando das cheches ao ensino fundamental, profissionalizante e universitário. Ele dissemina hospitais pelo interior do Estado, para aliviar o fluxo de demanda da saúde pública na capital. Ele prestigia e amplia o organismo policial, porque a população exige segurança. Ele profissionaliza o serviço público, oferecendo-lhe cursos específicos e premiando-o pela produtividade. Otimizando o atendimento público e atacando a burocracia. O governador ideal é sensível e realiza uma gestão sob todos os pontos de vista democrática, transparente, objetiva, dinâmica e moderna. Pedro Alves de Oliveira é empresário, administrador e Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás – Fieg
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Diário da Manhã
DM.COM.BR
OPINIÃOPÚBLICA
É definir hoje o futuro dos nossos jovens nas escolas com educação de qualidade. Sim porque amanhã são eles que vão fazer funcionar as empresas. Helenir Queiroz
Razão e sensibilidade José Evaristo dos Santos Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Mal acabamos de sair da eleição municipal e, mesmo faltando um ano e meio para o pleito, o assunto que pauta a cobertura política na imprensa já é a sucessão estadual. A questão que tem permeado as discussões em torno dos possíveis nomes que participarão da corrida ao Palácio das Esmeraldas é que candidato ofereceria as melhores condições para um bom desempenho à frente do governo estadual. Para além das questões partidárias ou ideológicas, Goiás precisa de um governante que esteja comprometido com o bem estar do povo e, consequentemente, com o desenvolvimento do Estado, condição que permite a oferta de qualidade de vida para a população. Diante dos inúmeros casos de corrupção que vêm pipocando em todas as esferas de governo e que ajudam a preencher a pauta da co-
bertura política, a questão ética é, sem dúvida, um item básico na composição do perfil do postulante ao governo. Além disso, aquele que ocupará o principal cargo executivo do Estado também não pode prescindir da capacidade de diálogo com a sociedade e o setor produtivo. É a partir dessas características que esse governante será capaz de ouvir as demandas e, com sensibilidade e honestidade, elaborar políticas de governo que atendam ao interesse coletivo. É importante
que ele tenha compromisso com a valorização do contribuinte, trabalhando no sentido de desonerar a tributação, assim como simplificála, visando reduzir a carga tributária e diminuir os custos operacionais das empresas. Deve ainda ter foco nos investimentos, não apenas de curto prazo, mas também nos de longo prazo, que são essenciais para o desenvolvimento do Estado, aplicando de forma consistente recursos em infraestrutura e logística, de forma a garantir rodovias, ferrovias e aeroportos para o escoamento da produção. Isso sem esquecer, evidentemente, o tripé educação-saúde-segurança, tão cobrado pela população em todos os embates eleitorais e que são áreas que, com certeza, ainda tem o que avançar. Saber conciliar razão e sensibilidade é o melhor caminho para fazer um governo justo, dinâmico e progressista, que é a aspiração de cada eleitor goiano quando está diante da urna na hora da eleição. José Evaristo dos Santos é Presidente do Sistema FecomércioSesc-Senac em Goiás
Qual é a missão? Helenir Queiroz Especial para OPINIÃOPÚBLICA
O tema proposto pelo Diário da Manhã é um muito instigador: Qual o perfil ideal do próximo governador de Goiás. Antes de pensar no perfil tive que olhar para outra pergunta: Qual a missão a ser cumprida por ele? Sim porque o perfil depende da missão e dos desafios a serem superados. E a missão maior é ter mais foco no cidadão e menos na máquina administrativa. Porque? Porque a administração publica hoje consome a maioria dos impostos que pagamos. Não sobra dinheiro para o custeio e muito menos para investimentos. É como um restaurante que contrata gerente, relações públicas, assessor de imprensa, chefe de cozinha, auxiliares, manobrista, ascensorista, estoquista e por aí vai. Mas não tem gás para produzir a comida ou pior, para investir no fogão. Dá para imaginar? – Mas é assim que funciona quando se fala de governo em todos os níveis. Então, a missão é mesmo ter
mais foco no cidadão e em garantir resultados reais. Que seja básica mas que garanta que haverá comida. Ter foco no cidadão quer dizer olhar para a frente e com visão arrojada. É definir hoje o futuro dos nossos jovens nas escolas com educação de qualidade. Sim porque amanhã são eles que vão fazer funcionar as empresas. É evitar que a violência, o crack e os acidentes de moto derrote o futuro promissor desses jovens que vão fazer falta na economia. É proteger a criança, o idoso com mais agilidade nos atendimento da saúde. É projetar agora que Vale do Silício ou que indústria inovadora pode ser pensada em terras goianas. — Sim, porque a excelência
não chega por acaso, tem que ser planejada. É querer tornar nossas empresas competitivas e evitar que a burocracia, a corrupção no varejo dos alvarás, os meses de espera por um licenciamento nos impeçam de gerar empregos que garantam o bem estar do goiano. É motivar os legisladores a pensar mais no cidadão e em serem reeleitos por seu trabalho em prol da comunidade que representam. É agir para evitar que a lentidão das decisões atrapalhe os avanços sociais. É acordar cedo pensando em acelerar o crescimento, em modernizar as cidades, incentivar as empresas, reduzir a desigualdade entre as regiões. Essa é uma missão para um líder dinâmico, arrojado, empreendedor, cheio de energia, com gosto pelo trabalho, visionário, com um olho no futuro e outro no presente, com coragem para fazer o que tem que ser feito e, principalmente, que queira deixar como legado um estado do qual ele próprio se orgulhe. Esse é o perfil ideal do próximo governador de Goiás. Um líder que possa trazer horizonte de futuro para quem precisa acreditar. Helenir Queiroz é Presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás – Acieg
O Homem de Bem Myrella Brasil Especial para OPINIÃOPÚBLICA
O perfil que esperamos do novo Governador de Goiás, assim como de todos os nossos governantes é que sejam Homens de Bem. O verdadeiro Homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça e do amor. Tem fé na Vida e no futuro e sabe que toda ação tem uma reação, portanto se fizer o bem receberá o bem e se fizer o mal, assim também o receberá. Sabe que todas as dificuldades que encontrar pelo caminho, tem um propósito maior e tanto maior será o seu louro se assim agir com honestidade e benevolência! O Homem de Bem possuído pelo sentimento de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça. Encontra sua satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros, antes de em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa! O Homem de Bem é justo, bom e não alimenta preconceitos contra raças, credos, opções sexuais e partidárias, etc. Pois com o mesmo rigor que julgar será julgado. Em todas as circunstâncias, a justiça, a ética e a moral são os seus guias. Considera que aquele que prejudica os outros, em benefício próprio, não cumpre o requisito do Homem de Bem. Não alimenta ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios que poderá propiciar ao povo. Porque a quem muito foi dado, muito será cobrado. Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem de pôlos em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal. Estuda as suas próprias imperfeições e trabalha sem cessar em combatê-las. Empenhando-se em melhorar a cada dia! Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser lhe retirado.
Não abusa dos bens que lhe são emprestados devido ao cargo que ocupa, pertencente ao patrimônio publico, o que significa pertencer ao povo. Trata aqueles que estão ao seu redor com respeito, porque são seus iguais perante a Vida. Usa sua autoridade para erguer-lhes, e não para os esmagar com o seu orgulho e evita tudo que poderia humilhar-lhes, pois se o fizer, também será humilhado. Compreende os deveres da sua posição e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. O Homem de Bem, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis dos homens e pelas leis da consciência, como desejaria que os seus fossem respeitados, pois os governantes não são seres superiores a nenhum de seu povo e sim subordinados a eles, visto que são eleitos e remunerados por este para representá-los. Enfim, o Homem de Bem interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essas leis, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que gostaria que os outros lhe fizessem. Portanto, o Governador que será eleito deverá representar o pensamento do povo, buscando ouvilo e ajudá-lo em suas necessidades, mais do que aos seus próprios interesses, de seus aliados ou dos financiadores que estão por trás de suas campanhas. Será que temos algum candidato a Homem de Bem? (Baseado no texto do escritor francês Rivail, H.L.D.) Myrella Brasil, terapeuta, escritora e palestrante, escreve todas as quintas para o DM, myrellabrasil@gmail.com
Perfil de um governante Getulio Targino Lima Especial para OPINIÃOPÚBLICA
Outro dia foi trazido a minha presença um artista, o qual, com lápis de cor retratava pessoas numa cartolina. Disse-me quem o apresentava que ele queria me retratar, ao que objetei com a falta de tempo. É rápido – foi a resposta. Uns dez minutos, no máximo. Mandou que fizesse uma determinada pose, de modo que me fixasse bem o rosto. Fiz. E quando achei que teria que ficar naquela postura por muito tempo ele, após olhar-me fixamente por uns trinta segundos, disse: está bom. Pode se movimentar à vontade. Fiquei olhando como trabalhava o desenho.
Fez um ponto, em determinada parte da cartolina e daquele ponto saiam todos os traços. Trabalhava nas extremidades do papel, mas sempre voltava ao ponto marcado inicialmente, como se o mesmo fosse uma referência inafastável, uma fonte genetriz, uma fonte de irradiação de todos os demais traços que poucos momentos depois iriam traduzir o meu rosto no papel. Penso assim com o perfil que se deva traçar do próximo governador do Estado. Tudo partirá de uma palavra chave: COMPROMISSO. Compromisso com a verdade, que o impedirá de prometer aquilo que sabidamente não poderá fazer ou de acobertar sob o manto do partido ou da amizade pessoal pessoas que possam ou tenham prejudicado pelos mais diversos meios os objetivos reais de um governo legítimo.
Compromisso com o interesse público, que envolve o bem do Estado governado, mas, concomitantemente, a felicidade pessoal dos governados, traduzida esta na efetiva consecução de pelo menos três metas vitais: educação, saúde e segurança. Porque delineadas e cumpridas estas metas, o governo poderá, com um sistema e uma estrutura educacional adequadas, tanto na formação como na remuneração de seus agentes, parar de oferecer esmolas ao povo, em forma de cestas, de cheques, de programas para, isto sim, atender reivindicações de emprego para a mão de obra qualificada agora existente pela educação. Para poder anunciar e cumprir que os programas públicos de saúde não terão seus postos de atendimento fechados por falta de médicos mal remunerados ou pela manutenção de tabelas irrisórias de valores a serem
passados para a rede privada concessionária de tais atendimentos. Para poder anunciar que o estado legal, de direito, não está à reboque do estado paralelo, criminal, tantas vezes andando na frente, comandando os destinos de duma população insegura e aterrorizada pelo poder do crime organizado. Feito isto, a autoridade governamental, ao anunciar a saúde do Estado, não precisará se envergonhar da doença do povo que o integra. Ao mostrar o progresso, traduzido em obras portentosas, não terá receio de ter de esconder
que por debaixo do progresso está o desenvolvimento precário, representado nas condições lamentáveis de vida de tantos cidadãos, relegados ao esquecimento e só lembrados quando da necessidade de se prepararem buchas para o canhão e massa de manobra para as incursões da politiquice de favores momentâneos e objetivos meramente de poder. Com isto se poderá ter um perfil. Sem isto ter-se-á uma desfigurada caricatura. Getulio Targino Lima