Diário da Cuesta ANO III
Nº 921
QUINTA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO DE 2023
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
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Vamos relembrar
Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes completaria 110 anos no dia de hoje, 19 de outubro. “Vamos relembrar Vinicius de Moraes, por Luiz Claudio de Almeida. Página 2
Ministério Público pede condenação de Fernando Cury acusado de importunação sexual contra Isa Penna
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LEITURA DINÂMICA Notícias de Botucatu e sua gente
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ARTIGO
Vamos relembrar Vinicius de Moraes Luiz Claudio de Almeida Amigo de Vinícius de Moraes desde o final dos anos 40, quando o poeta começou a trabalhar como jornalista e, logo depois, publicou “Antologia Poética” e escreveu a peça “Orfeu da Conceição” – encenada oficialmente, no Teatro Municipal, em 1956, o produtor, jornalista, ator e diretor Haroldo Costa começou a produzir um projeto para que as crianças e adolescentes das escolas públicas do Rio de Janeiro tenham acesso aos livros do grande escritor, que, além de poesias antológicas e boa literatura, deixou composições inesquecíveis, em parceria com Tom Jobim, Toquinho, Chico Buarque, Baden Powell, entre outros. O nome do projeto é “Vamos relembrar Vinicius de Moraes “, diz Haroldo Costa, 91 anos. “Eu sempre recorro a Vinicius de Moraes para me inspirar e não parar de produzir, mesmo na pandemia. Além do projeto, que deverá ser lançado em 2022, ou no início de 2023, haverá uma grande homenagem ao poeta, dia 21 de outubro deste ano, no Fim de Tarde, no Teatro João Caetano. Vinicius completaria 109 anos no dia 19 de outubro. Eu, que sempre comemorei, ao lado dele e de outros amigos queridos, alguns aniversários de Vinícius de Moraes, convidei Marcel Powell para interpretar o Samba da Bênção, a música citada pelo Papa Francisco, quando leu, em encíclica de outubro do ano passado, um trecho da letra, que afirma ‘A vida é a arte do encontro’, embora haja tantos desencontros pela vida”, explicou Haroldo Costa. As comemorações em torno de Vinícius de Moraes incluirão, ainda, a leitura de poemas marcantes, como
“Para viver um grande amor”, e, ainda de trechos da peça “Orfeu da Conceição”, escrita pelo grande poeta no final dos anos 40 e lançada há 25 anos atrás no Teatro Municipal, com o próprio Haroldo no papel principal e a participação de Abdias Nascimento, Ciro Monteiro, Ruth de Sousa, Lea Garcia, do campeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva, entre outros, no elenco. ” No show do dia 21 de outubro, teremos outros artistas queridos , que vão interpretar músicas da parceria entre o grande poeta e Tom Jobim para Orfeu da Conceição”, diz Haroldo. Amigo de Vinícius daquele tempo de muita criação, Haroldo Costa lembra como surgiu o convite de Vinícius de Moraes para Tom Jobim ser o seu parceiro, em 1956: “Estávamos todos no bar Vilarino, que existe até hoje, no Centro do Rio de Janeiro. Vinicius, eu e o jornalista Lucio Rangel. Acertamos tudo. Mas, Vinicius disse para o Lucio Rangel que só faltava um pianista, que entendesse de partituras, para musicar as letras que ele escreveu para homenagear o negro brasileiro e a cultura afro. Lucio Rangel olhou para a mesa ao lado . E, ali estava Tom Jobim, pianista que costumava sobreviver através de apresentações em boates de Copacabana, e que não tinha dinheiro nem para pagar o uísque. Lucio Rangel disse a Vinicius, apontando para Tom Jobim, que já tinha ouvido o jornalista Sergio Porto – seu primo-irmão- falar muito bem daquele músico. Vinicius apresentou-se a Tom Jobim e perguntou se ele gostaria de musicar sua peça. E foi que, então, Tom respondeu a Vinicius: Rola um dinheirinho aí? Vamos relembrar tudo isso. Vinicius precisa ser relembrado sempre”, concluiu.
EXPEDIENTE
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
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O ex-deputado é réu no processo e responde ao crime em liberdade e, tanto Cury quanto sua defesa, já negaram a acusação de que ele cometeu “ato libidinoso” contra a ex-deputada Isa Penna
Ministério Público pede condenação de Fernando Cury acusado de importunação sexual contra Isa Penna O Ministério Público (MP) pediu nesta semana à Justiça a condenação do ex-deputado estadual Fernando Cury (ex-Cidadania e atualmente no União Brasil) pelo crime de importunação sexual contra a também a ex-deputada estadual Isa Penna (PCdoB). Segundo a promotora Anna Paula de Souza de Moraes, Cury “abraçou e deslizou as mãos pela costela e seio da vítima”, Isa, como mostram as imagens gravadas no dia 16 de dezembro de 2020 pelas câmeras do circuito interno de segurança da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Naquela ocasião, o então deputado abraçou por trás a parlamentar durante votação do orçamento do estado para 2021. Os dois ex-deputados e testemunhas já foram ouvidos no processo. Caberá agora a Justiça decidir se condena Cury. A sentença ainda não havia sido dada pela juíza Danielle Galhano Pereira da Silva, da 18° Vara Criminal, do Fórum da Barra Funda, até a última atualização desta reportagem. De acordo com a lei, a pena para o crime de importunação sexual pode variar de um a cinco anos de prisão, que poderá ser cumprido em regime aberto. A promotora, entretanto, pede pena máxima pelo fato de o crime ter sido cometido enquanto ele era deputado estadual e deveria exercer o mandado com dignidade. O ex-deputado é réu no processo e responde ao crime em liberdade. Tanto Cury quanto sua defesa já negaram a acusação de que ele cometeu “ato libidinoso” contra a ex-deputada. Um laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica de São Paulo analisou as imagens do vídeo e informou que não era possível “determinar com convicção” que o ex-parlamentar tenha apalpado o seio de Isa. O Tribunal de Justiça (TJ) recebeu a denúncia do Ministério Público contra Cury em dezembro de 2021.
À época, a defesa de Fernando Cury alegou que ele “não teve a intenção de desrespeitar a colega do PSOL ou assediá-la” no que chamou de “leve e rápido abraço”, mas a até então deputada o acusou ao Conselho de Ética da Casa Legislativa e defendeu a cassação do mandato dele. Ainda em 2021, Cury foi suspenso do mandato por seis meses pelo Conselho de Ética da Alesp. Depois acabou expulso do partido Cidadania. Ele migrou depois para o União Brasil. Em setembro de 2023, quando laudo pericial sobre os vídeos foi concluído, os advogados de Cury foram procurados pelo Portal G1 para comentar o assunto e disseram, naquela ocasião, que ele “só reforça aquilo que a defesa sempre argumentou: Que não houve ato libidinoso e tampouco intenção do Fernando de praticar esse delito”. Segundo Ezeo Fusco Júnior, advogado de Cury, “esse laudo é importante prova para a defesa no sentido de demonstrar a inocência do acusado”. Também no mês passado, a reportagem entrou em contato com Isa, que teve um outro entendimento da conclusão do laudo sobre os vídeos. Disse que ele atesta o que de fato aconteceu. “O toque na lateral do meu seio, bem como a minha imediata reação. O laudo não deve e nem pode falar se aconteceu o assédio, se limitando a definições técnicas. A decisão é da juíza. A estratégia da defesa era de dizer que não houve toque, o laudo confirma que houve”, disse a ex-deputada. A deputada ainda reforçou que “que precisamos educar a sociedade lembrando que o assédio e a importunação sexual não precisam de toque para serem configurados, há assédio e importunação sem toque nenhum.” (Fonte: Portal G1/Tribuna de Botucatu)
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Praça XV de Novembro: uma praça que atualmente só existe no nome XV de Novembro cedeu terreno ao progresso de Botucatu e hoje só é conhecida pelo nome, sobrou apenas um jardim que contorna o Centro Cultural de Botucatu
Antiga Praça XV de Novembro, local de encontro de uma geração. Foto tirada da janela da antiga Catedral que ficava na frente da atual.
Edil Gomes Botucatu possuía a linda Praça XV de Novembro, formalizada pela Lei de 11 de janeiro de 1894, era um quarteirão inteiro arborizada, confrontando com a Avenida Dom Lúcio e as ruas General Telles, Moraes Barros e Siqueira Campos, com canteiros de variedades de plantas originárias de vários Estados, tendo até mesmo coqueiros imperiais, ao centro um chafariz e próximo da rua Siqueira Campos, um coreto, foi o ponto de encontro de uma geração. Ao lado dessa praça, um prédio na rua Siqueira Campos, onde funcionava a Câmara Municipal e a
Praça XV de Novembro, ao fundo o prédio que foi a Cadeia e Câmara Municipal
Coreto da Praça XV de Novembro, inaugurado no final do século XIX
Cadeia Pública, local hoje ocupado pelo Botucatu Tênis Clube. Ao custo do progresso, inicialmente metade da praça foi comprometida, cedida pela prefeitura para dar lugar a um imponente prédio no Centro Histórico da Cidade, que abrigaria a Diretoria Regional de Correios e Telégrafos, inaugurado em 24 de outubro de 1940, que fez história na Cidade, porém em 1948 o primeiro duro golpe, Botucatu perderia a Regional para Bauru e em 1975 perdeu a Diretoria dos Correios, ficando sem sentido para uma agência dos Correios ter um prédio naquela proporção e a Prefeitura na gestão de Plínio Paganini (1973/77), adquiriu e ampliou o prédio e após várias reformas e a construção de anexo passou a abrigar a prefeitura Municipal de Botucatu que se mantém até os dias atuais.
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O prédio atual da prefeitura foi construido para abrigar a Regional e Diretoria dos Correios de Telégrafos de Botucatu
Após a construção do primeiro prédio que era voltado para a Avenida Dom Lúcio, a praça ainda tinha toda a parte voltada para a Rua General Telles, mas foi mais uma vez comprometida, desta vez para a construção da Casa de Cultura de Botucatu que perdeu a sua sede onde mantinha sua biblioteca no Teatro Espéria em incêndio ocorrido em 21 de julho de 1951. Com recursos próprios, o que passaria a ser o Centro Cultural de Botucatu, construiu sua nova sede que foi inaugurado em 25 de outubro de 1967, posteriormente a Ordem dos Advogados do Brasil ocupou seu piso superior. Na outra porção foi construído o Teatro Nelli, recebeu o nome em homenagem a Armando Joel Nelli, que arrecadou recursos para a sua construção, lançando a pedra fundamental em 08 de dezembro de 1956, ocupado inicialmente pelo Grupo TAENCA (Teatro Amador Dr. Cardoso De Almeida), formado em 10 de março de 1951. Em 29 de janeiro de 1964 o projeto teatro foi transformado em cinema, incorporado a Empresa Teatral Peduti, em sua última fase como cinema era administrada pela Empresa Cinegráfica Araújo, encerrando definitivamente as atividades em 25 de junho de 2014, após o imóvel ser devolvido à Prefeitura através de uma ação judicial, já que o grupo TAENCA encerrou suas atividades em 08 de fevereiro de 2014. "Essa nova sede teria a destinação inicial de ser a “Casa da Cultura de Botucatu”. Tendo o Vereador Prof. Manoel Paes de Almeida indicado o Projeto de Lei 53 de 12 de agosto de 1952, e o Prefeito Emílio Pedutti sancionou a Lei 374 de 20 de dezembro de 1953, segundo a qual seria levantado prédio, frente à rua General Telles, adequado a receber o Centro Cultural de Botucatu, A Escola de Canto Coral (superior) o TAENCA – Teatro Amador da Escola Normal e a Liga Estudantina Botucatuense (terreno ao lado). O Centro ocupou o prédio com área de 510m2 e o manteve como “Casa de Cultura.” 70 anos do Centro Cultural de Botucatu.
O nome da Praça na época foi uma homenagem a recente proclamação da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 15 de Novembro de 1889. “Era o ponto culminante de uma vontade que vinha se fortalecendo pouco a pouco. O que seria o último imperador do Brasil, D. Pedro II era um homem muito querido e respeitado, e havia progredido imensamente o País. Porém, representava um sistema de regime que já não agradava por constituir um poder hereditário, ou seja, ficava sempre nas mãos da mesma família. A herdeira do trono era a Princesa Isabel. Sendo casada com um francês, o Conde d’Eu, temiam os brasileiros ver o governo entregue a um estrangeiro. Mas também havia outros problemas que tinham abalado profundamente os alicerces da monarquia. A Guerra do Paraguai prejudicara a economia e a libertação dos escravos retirara o apoio dos fazendeiros ao Imperador. Além de tudo, D. Pedro II tinha contra si a idade avançada e a sucessão que, como foi dito, não era do agrado dos brasileiros. O ideal republicano entusiasmava os homens cultos da época, que se inspiravam nos exemplos dos Estados Unidos e da França. Desejavam dar ao País um regime de igualdade, onde os governantes fossem homens do povo, que respeitassem o povo, escolhidos pelo povo para um período determinado. A proclamação da República marcou uma nova época na História do nosso país. Os brasileiros tinham conseguido, finalmente, obter o direito político que tanto desejavam.” Olavo Pinheiro Godoy, Ruas de Botucatu. O prédios do Centro Cultural de Botucatu, Ordem dos Advogados do Brasil e antigo Cine Nelli mantém seu endereço como Praças XV de Novembro, embora seja apenas no nome, já que a Praça não existe mais. Uma curiosidade de nossa Botucatu. Fotos: Acervo do autor, Achegas para a História de Botucatu de Hernâni Donado, site: cinemasdesp2.com.br e divulgação.
A Praça XV de Novembro deu lugar aos prédios da Prefeitura Municipal de Botucatu, Cine Teatro Nelli, Centro Cultural e Ordem dos Advogados de Botucatu