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Edição 583

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Diário da Cuesta NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU ANO II Nº 583 TERÇA-FEIRA, 20 SETEMBRO DE 2022

O Adeus à Rainha Elizabeth! Chefes de Estado, Monarcas, Estadistas e Líderes Religiosos de vários países estiveram presentes em Londres (19) para a cerimônia que ocorreu na Abadia de Westminster e foi o primeiro Funeral de Estado a ocorrer no Reino Unido desde o realizado para o ex-primeiro ministro Winston Churchill, em 1975.

Arte de Romero Britto

Brasileiros recebem festivamente o Presidente Bolsonaro em Londres. O Presidente Jair Bolsonaro e a Primeira Dama Michele Bolsonaro nas cerimônias na Inglaterra. Na solenidade aos Chefes de Estado presentes, o Rei Charles III recebe o presidente brasileiro.

O MAIOR EVENTO TELEVISIONADO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE: O ADEUS À RAINHA ELIZABETH II


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Diário da Cuesta

“É preciso saber viver”

“Assim eu vejo a vida A vida tem duas faces: Positiva e negativa O passado foi duro mas deixou o seu legado Saber viver é a grande sabedoria Que eu possa dignificar Minha condição de mulher, Aceitar suas limitações E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando. Nasci em tempos rudes Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo Aprendi a viver.” - Cora Coralina, [O poema acima, inédito em livro], foi publicado pelo jornal “Folha de São Paulo” — caderno “Folha Ilustrada”, edição de 4/7/2001.

MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA Roberto Carlos, na sua linda música, nos dá uma pequena lição. Nesses últimos dias senti que ia poder voar de tão leve que me sentia. Foram os dias de maior silêncio. Buscava mais ouvir, ver, calar, entender. Ler os sinais de cada pequena coisa que encontro. Ou seria melhor dizer que me colocam pelo caminho? É preciso silêncio para ouvir ou encontrar significado nesses sinais. Nem sempre estamos abertos para entendê-los. O Cristo nos deu o caminho do meio, e mais importante, mostrou o do bem. Posso dizer que é o que sempre busco. Vamos seguir as pistas, deixar fluir.

Sabe o que é mais difícil nisto tudo? Não julgar. Somos treinados desde pequenos a fazer juízos justamente para saber escolher atitudes, caminhos a trilhar. Os olhos já fazem a separação do joio e do trigo de primeira mão. Só que muitas vezes os próprios olhos nos enganam, os julgamentos pré concebidos acontecem, levamos gato por lebre. O joio está bem infiltrado no meio do trigo. Usa a pele do cordeiro, mas, são os próprios lobos. Em muitas ocasiões identificamos claramente, mas não queremos separar, arrancar, pensando em tirar boas lições, e preservar as raízes do trigo. Sempre usando o amor, a luz para identificar melhor o caminho a seguir. Uma vez aprendido, saber usar para não faltar. Que pena! Aprendemos tarde demais a usar esse livre arbítrio. “Toda pedra no caminho você deve retirar Numa flor que tem espinhos Você pode se arranhar Se o Bem e o Mal existem É preciso escolher É preciso saber viver”

EXPEDIENTE

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

WEBJORNALISMO DIÁRIO

Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


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CARROS, HISTÓRIAS E CANÇÕES NANDO CURY

Pra falar de carro, quero lembrar de uma perua, de duas portas e amplo porta-malas, da qual tive 4 modelos diferentes no período de 1982, ano de lançamento, até 2004. Elas não tinham direção hidráulica, nem vidro elétrico. Não tinham câmbio de 5 marchas, nem freio ABS. Naquele momento da vida, para um motorista que almejava um carro pela sua utilidade, a VW Parati era perfeita pra cidade e pra estrada. Adequada pro campo e pra praia. Minha primeira Parati funcionava a álcool e tinha um motor valente. As outras eram à gasolina. Em seu ciclo de vida de 30 anos, a Parati recebeu várias reestilizações na carroceria, inovações na parte mecânica e mais conforto em seu interior. Finalmente em 2012, saiu de moda e deixou de ser fabricada. Mas, estas são apenas as referências de um entre centenas de modelos que participam da rica história do automóvel. E que começou lá por volta de 1478, quando o gênio Leonardo Da Vinci imaginou um triciclo automotivo com motor movido por mola, inspirado nos antigos relógios. O fato é que algumas marcas e modelos de carros, por oferecerem algo novo como designs arrojados, motores potentes ou serem ancorados por propagandas criativas ficam famosos, ganham a preferência de consumidores. E chegam a ser verdadeiros objetos de desejo, como retratam letras de conhecidas canções. Na época em que 9 entre 10 famílias brasileiras possuíam um fusca, Gilberto Gil faz sua homenagem especial ao ícone com “Volks-Volkswagen Blues”, que faz parte do álbum Cérebro Eletrônico de 1969. ““Zeca, meu pai, comprou. Um Volks-Volkswagen blue. Zeca, meu pai, comprou. Um carrinho todo azul.” Lançado nos EUA, em abril de 1964, com um desenho esportivo muito atraente, o Mustang da Ford virou paixão à primeira vista dos amantes de carro. Em 1967, Wilson Picket conta em “Mustang Sally” o intrigante caso do cara que comprou um Mustang novo pra sua namorada Sally e reclama porque ela não o deixa guiar o carro. Usando o logotipo de um cavalo selvagem parecido com o do Mustang, em 1968 a Ford brasileira pega carona no sucesso norte-americano e lança o Corcel, um carro popular mais sofisticado, para competir com o fusca. Em 1969 o Corcel ganha novas cores e a também esportiva versão GT. Na música “Mustang cor de sangue” Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, juntam os dois carros numa sátira ao consumismo. A canção saiu em 1969, no álbum homônimo de Paulo Sérgio Valle. Mas, nesse mesmo ano estourou na voz de Wilson Simonal. “A Questão Social. Industrial. Não Permite E Não Quer. Que Eu Ande A Pé. Na Vitrine Um Mustang. Cor De Sangue... Na vitrine. Um Corcel. Cor de mel.” Em 1970, a Volkswagen aproveita para dar um up no fusca e lança o Fusca Sedan 1500, com bitola traseira mais larga, para-choque de lâmina única e novas lanternas. Por causa de seu bom arranque e desempenho na estrada, fica logo conhecido como Fuscão.

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“Me disseram que ela foi vista com outro, num fuscão preto pela cidade a rodar”. Com esta frase começa a história de um “Fuscão Preto” que é o álibi de uma traição cantada por Almir Rogério, música sertaneja que vendeu mais de um milhão e meio de discos em 1982. Um Jeep carregou o espírito aventureiro de seu dono Fernando Brant que, temendo que alguém o roubasse, diariamente tirava seu volante e dormia com ele debaixo do travesseiro. O Jeep recebeu o nobre nome de “Manuel o Audaz” (Toninho Horta, Fernando Brant), gravado em disco de Toninho Horta e Lô Borges, em 1980. “Se já nem sei o meu nome. Se eu já não sei parar. Viajar é mais, eu vejo mais. A rua, luz, estrada, pó. O jipe amarelou. Manuel, o audaz. Manuel, o audaz. Vamos lá viajar.” Outro modelo de carro muito aceito pelos motoristas foi a Brasília. Projetada por dois designers brasileiros, surgiu em 1973. Vinha com motor traseiro de 1.6 litros a ar e trazia grande área envidraçada, o que facilitava sua dirigibilidade. Uma inesquecível “Brasília Amarela” está presente no clássico disco Pelados em Santos, dos saudosos Mamonas Assassinas de 1995. E se pensarmos em marcas que jamais se desvalorizam, vamos direto pro álbum In Concert de Janis Joplin, de 1970. A cantora interpreta a canção “Mercedes Benz” de Bob Neuwirth e Michael McClure. E faz um pedido: “Oh Senhor poderia me comprar. Uma Mercedes Benz? Todos os meus amigos dirigem Porsches. Eu preciso entender. Trabalhei duro a vida toda. Sem a ajuda dos meus amigos. Então Senhor poderia me comprar. Uma Mercedes Benz?” Nota: Na segunda-feira, após o meio dia, ouça o Semônica, no podcastmais.com.br. E lembre das canções sobre carros. PS.: Pesquisa by Toni Liutk.


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ARTIGO

VENDER O PEIXE BAHIGE FADEL Você já deve ter ouvido várias vezes que, na vida, para se ter sucesso, é preciso saber vender o seu peixe. E o que quer dizer isso? Você deve ter a capacidade de valorizar aquilo que deseja ‘vender’ para alguém. Isso é fundamental. Todos nós já vimos pessoas inteligentes, competentes, capazes, mas que não são bem-sucedidas em sua profissão.Ao se referirem a essas pessoas, alguns dizem: Coitado! Não tem sorte na vida. Só que, na maioria das vezes, a questão não é de sorte, mas de não saber vender o seu peixe. E isso ocorre em vários tipos de atividades. Quantas vezes a gente viu um estabelecimento comercial que tinha tudo para dar certo, mas deu errado? Muitas. E por que isso ocorreu? O proprietário não soube vender o seu peixe. Não soube valorizar o seu produto, para que despertasse o interesse dos clientes. É assim que uma grande ideia pode ter trágicos resultados, por falta de uma pessoa que saiba valorizar e divulgar o produto. Pois bem. Agora estamos em período de campanha eleitoral. É o período em que aparecem os vendedores de peixe. E o produto a ser vendido é o próprio candidato. E é nessa ocasião que se destacam os bons vendedores de peixe. Muitas vezes, o peixe nem é de boa qualidade, mas na voz do candidato se transforma no melhor dos alimentos políticos. O bom vendedor transforma uma pequena virtude que possui em algo maravilhoso, insubstituível, extremamente necessário. Por outro lado, transforma um grande defeito em algo insignificante. O bom vendedor de peixe, mesmo não tendo outras virtudes exceto vender o seu peixe, acaba sendo eleito. Pode também ocorrer de um excelente candidato ser derrotado, por não saber vender o seu peixe com competência. Deu para notar que corremos um grande perigo: corremos o risco de eleger pessoas incompetentes e desonestas, só porque são bons vendedores de peixe. Quem sofre com isso? Nós mesmos. Por isso, devemos estar alerta. Lembram quando se dizia que alguma pessoa tinha comprado gato por lebre? Lembra? O que queria dizer essa expressão? Que a pessoa foi enganada. Pois é. O bom vendedor de peixes pode, nessas eleições, nos fazer comprar gato por lebre. E depois disso serão quatro anos de indigestão. Temos de tomar muito cuidado. Estudar o currículo do candidato é uma alternativa. Avaliar a vida pregressa do candidato também ajuda. Ver a folha corrida do cara ajuda. Estudar as suas propostas. Avaliar quem o acompanha. ‘Dize-me com quem andas que eu te direi quem és’. Quem anda com lobo não é cordeiro. Quem costuma se chafurdar na lama não pode sair limpo do lamaçal. É hora de sermos responsáveis. Por nós e pelo Brasil. As grandes promessas dificilmente se transformam em grandes feitos.


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