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Edição 530

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Diário da Cuesta NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU ANO II Nº 530 QUARTA-FEIRA, 20 DE JULHO DE 2022

GISELE BUNDCHEN

A mais famosa modelo brasileira, nascida em 20 de julho de 1980, em Horizontina/RS, conquistou o mundo das passarelas. Supermodelo, ativista ambiental e empresária. Desde 2004, esteve entre as modelos mais bem pagas do mundo e, a partir de 2007, tornou-se a 16ª mulher mais rica do setor de entretenimento.

Festival de Inverno em Botucatu terá apresentação de jazz Nesta quarta-feira, 20, o Festival de Inverno de Botucatu trará o espetáculo musical “Jazz Big Band de São Manuel”, às 20 horas no Teatro Municipal Camilo Fernandez Dinucci. A entrada é gratuita e não é necessário retirar os ingressos. O Festival de Inverno de Botucatu 2022 segue até o dia 31 de julho com música, dança e teatro e são abertas ao público. Este ano o Festival contará com a participação especial de vários artistas do município. Confira a programação no Teatro Municipal: Dia 20: 20h – Jazz Big Band de São Manuel – Espetáculo Musical Dia 21: 20h – Orquestra Jovem Sinfônica Municipal – Concerto Musical Dia 22: 20h – Afrabanda (AFRAPE) – Espetáculo Musical Dia 23: 20h – Festa na Roça – Toninho Ferragutti e Neymar Dias – Espetáculo Musical Dia 24: 19h – Erudito – Marcelo Quintanilha – Espetáculo Musical Dia 25: 19h – Terezas de Benguela: Roda de conversa e exposição de arte do Grupo de Mulheres Negras de Botucatu (Pinacoteca) Dia 26: 20h – Banda Sinfônica Municipal – Concerto Musical Dia 27: 20h – Bossa Convida: Tributo Legião Urbana – Espetáculo Musical Dia 28: 20h – Blues Sinfônico (orquestra Filarmônica Do Ibb Unesp) – Concerto Musical Dia 29: 20h – Vejo Cores e Gestos e Morte Vida Severina – Cia Estável de Dança de Bauru – Espetáculo de Dança Dia 30: 16h – Os Lavadores de História – Cia Achadouros – Peça Teatral Infanto Juvenil Dia 30: 20h – Maestros In Concert (Fonte: Acontece Botucatu)

JORNAL BOM DIA CRIATIVA As principais notícias do dia! Anderson França e Júnior Quinteiro apresentam de forma direta e objetiva o Jornal Bom Dia Criativa que é transmitido de segunda a sexta-feira das 7:15 às 09:00 através da Rádio Criativa FM 98,9 e seus canais digitais Facebook e Youtube. O DIÁRIO DA CUESTA também está presente no jornal da Criativa mandando a sua mensagem institucional e prestigiando Botucatu!


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Diário da Cuesta

ARTIGO A Literatura e o Escritor: uma reflexão conceitual Alfredo Colenci Junior

No diversificado contexto das artes, estabelece-se o trabalhar harmônico e objetivo das letras e da linguagem sob um amplo conceito denominado: literatura, sendo o seu artífice, o escritor que com seus dotes e méritos,registra realidades ou as transfigura em direção ao abstrato ficcional, adicionando com talento e criatividade seu toque único de individualidade. Cabe ao escritor mergulhar intensamente no vasto oceano das palavras e, com engenho e arte, compor textos e versos que lá se quedam, prestes a serem escritos. Assim considerando, a literatura é uma manifestação artística que emprega a palavra como forma de expressão e de interação. Aristóteles a considerou uma imitação ou representação da realidade mediante palavras. Um conceito já ampliado hoje em dia. Adicionalmente, literatura é toda manifestação de linguagem que tem a expressão estética, o registro, como uma de suas finalidades, mas que não se limita a comunicar mas a construir aberturas para novosentendimentos ou ensejar novos sentidos. Sua representação permite as modalidades em Prosa e em Poesia, oferecendo extensa classificação tipológica quanto à: épocas, estilos, faixas etárias, gêneros, fatos e circunstâncias, bem como ao âmbito de seu

tratamento: realístico ou ficcional. Cabe ressaltar que sua elaboração ainda que esteja intrinsicamente ligada à língua, não está presa a ela, sendo livre para subverter regras gramaticais, formatos e métricas e para estabelecer inovações compositivas, ensejando ressignificação às palavras ouconferindo a elas novos significados. A literatura transcende a abrangência culta indo desembocar em seu caráter coloquial ou corrente e, estende-se a um destacado papel social nos espaços possíveis de comunicação em geral não devendo jamais se distanciar de sua função precípua que se refere à agradar seus leitores, transpondo-os ao imaginário e ao seu prazer aquisitivo originário da boa leitura. Finalizando, cabe destacar que a literatura tem papel fundamental na construção da cidadania, sendo indispensável para a formação e para a transformação cultural, política e social de um povo. Sobre literatura cabe registrar:

“Arte literária é a mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra” Aristóteles, filosofo grego, séc.IV a.C.

“Literatura é a feitiçaria que se faz com o sangue do coração humano.” João Guimarães Rosa, escritor brasileiro, séc.XX. Alfredo Colenci Junior- Membro Correspondente da ABLAcademia Botucatuense de Letras

EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU WEBJORNALISMO DIÁRIO

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


A SATISFAÇÃO EM ESCREVER

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Diário da Cuesta Marcelo Delmanto

Eu já explanei aqui porque e como comecei a escrever, mas ainda não falei o que é para mim discorrer sobre minhas experiências e colocá-las no computador e, posteriormente, mandá-las à publicação em jornal. Muita gente não gosta de falar de si mesmas, todavia eu acredito que os leitores, antes de conhecer suas ideias, precisam conhecer você, por tal razão essas publicações de minhas memórias é a melhor maneira de apresentar-me e me fazer conhecer por todos. Nunca tive a pretensão de ser um escritor, mas desde um fato, que ocorreu quando eu contava mais ou menos com dez anos de idade, essa vontade acendeu dentro de mim uma chama que continuou queimando até que acendeu a minha inspiração e então comecei nessa nova jornada. O que ocorreu foi a publicação no jornal “Folhinha de São Paulo”, um encarte do Jornal “Folha de São Paulo”, de uma história criada por mim chamada “O Machado Mgim”, claro que era algo muito rudimentar dada a pouca idade, porém foi quando tive a satisfação que se renova, nos dias de hoje, cada vez que escrevo. É certo que ver algo que você produziu ser publicado e ser conhecido por muitas pessoas é gratificante, mas essa sensação começa bem antes. O simples ato de escrever já traz uma felicidade ímpar, pois isso é fruto de uma inspiração muito forte que precisa ser liberada e conhecida, é como ter a certeza de que

sua contribuição para um mundo melhor vem por meio de minha particular visão de vários momentos da minha vida, de como reagi a todas as experiências que vivenciei e, o que é mais importante, a possibilidade de motivar ou ajudar as pessoas com minha arte. Obviamente a Arte Literária é para mim a mais bela, emocionante e abrangentes de todas. Tenho consciência que meus artigos não são assim tão maravilhosos, mas acredito que com a prática posso evoluir e tentar, sempre, chegar à excelência. Escrevendo tenho algumas ideias, como a publicação de e-book, como uma coletânea de vários artigos já escritos. É uma ideia embrionária para um futuro incerto, mas com a certeza de que irei realizá-la um dia. Fico pensando, que não foi preciso um acontecimento muito grande, um fato muito pungente para que a inspiração chegasse a mim e me fizesse digitar tudo o que eu sentia a necessidade de exteriorizar. A certeza que se está no caminho certo ocorre quando a felicidade e satisfação de quem escreve é maior ou igual a de quem lê. Ainda tenho muito a escrever, porém não sei ao certo por quanto tempo continuarei a fazê-lo, mas pelo que acredito estarei exercendo o que mais me faz feliz para sempre.


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“Dia perfeito” Maria De Lourdes Camilo Souza Pedrinho acordou cedo sem que sua mãe o viesse acordar como sempre acontecia. Já tinha sua mochila pronta para o dia. Correu lavar o rostinho e escovar os dentes e já entrou embaixo do chuveiro cantando, enquanto se lavava. Estava animado. Passara toda a semana com o Vô Zico fazendo o papagaio que iam soltar lá no campinho da vila, onde era descampado e seus amiguinhos gostavam de jogar futebol. Foram procurar as varetas, o papel, a cola. Cortaram as folhas em pedaços triangulares coloridos passando a cola com o pincel, com cuidado para não estragar o desenho bonito, colaram as varetas, recobrindo-as com finas tiras de papel. Depois veio a parte divertida da coisa, fizeram aneis coloridos de papel e formando elos, fizeram um grande rabo e colaram na ponta inferior do papagaio. Fizeram alguns pedaços longos e colaram nas partes laterais como longas franjas. Ansiosamente e a toda hora ia lá ver se a obra prima estava seca, e já imaginava aquele portento levantando voo, enquanto dava linha do carretel para que aproveitando o vento se elevasse no céu azul. Vô Zico chegou no seu fusca branco para buscá-lo. Estacionou em frente a casa e saiu já chamando. “Pedrinho! Vamos!” Escutou sua voz rascante e alta lá da cozinha, enquanto engolia seu último naco de pão com manteiga e bebia o último gole do café com leite morninho. Levantou-se arrastando a cadeira e limpando as migalhas de pão da camiseta verde. E saiu correndo e gritando: -”Estou pronto Vovô!” Pegou as alças da mochila, colocando-a nas costas, foi buscar o papagaio que pegou com muito cuidado para não amassar e o seu cãozinho poodle Nicky não morder o rabo, estragando tudo. Correu para fora junto com todos da familia: papai, mamãe que levava o bebê no colo que batia palmas. Todos cumprimentaram o Vô Zico e eles entraram no carro. Saíram se despedindo animados. Pedrinho tinha colocado a mochila e o papagaio no banco traseiro do fusca, ao lado dos apetrechos de pescaria do avô. Perto do campinho tinha um riacho, ali iam pescar um pouco. Pedrinho já tinha arrumado, junto com o avô, umas minhocas de isca que estavam cuidadosamente armazenadas numa latinha. Os anzóis apoiados no banco traseiro junto com o bornal. Chegaram ao riacho depois de uma viagem de

Diário da Cuesta meia hora. O sol já estava quente, e Pedrinho já estava com seu boné. Vô Zico também trazia em sua cabeça branca o chapéu de palha. Ficaram ali sentados na beira do rio, pescando até a hora do almoço. Depois comeram uns sanduíches de frango desfiado no molho, que Vó Carola tinha preparado e bebericaram o suco de frutas gelado da garrafa que trouxeram no isopor. Guardaram os peixinhos na frasqueira térmica . Descansaram um pouco sob a sombra de uma árvore. Pedrinho ficou olhando as nuvens no céu, comparando-as com formatos de bichos. Vô Zico tirou uma soneca. Já eram duas da tarde quando seguiram a pé para o campinho ao lado levando o papagaio. Pedrinho viu feliz que ele primeiro revoluteou e dançou ao sabor de um vento leve. Subiu e subiu até tocar as nuvenzinhas em forma de anjinhos lá no céu cor de anil, onde brincava de esconde-esconde. Ficaram ali em estado de êxtase olhando as idas e vindas da pipa colorida. Voltaram para casa cantando uma daquelas modas de viola que o Vô gostava tanto. Pedrinho entrou em casa cansado, caindo exausto no sofá, adormecendo em seguida. A mãe e o pai despediram-se do Vô Zico, agradecendo os peixinhos frescos, produto da pescaria de Vô e neto. Esperaram o fusca virar a esquina acenando. Pedrinho sonhava com aquele dia perfeito.


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