Diário da Cuesta NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU ANO II Nº 481 TERÇA-FEIRA, 24 MAIO DE 2022
ALFREDO COLENCI JÚNIOR TOMA POSSE COMO MEMBRO CORRESPONDENTE DA ABL – ACADEMIA BOTUCATUENSE DE LETRAS
Tomou posse durante sessão literomusical, realizada na noite do último dia 20, no Centro Cultural de Botucatu, como membro correspondente da Academia Botucatuense de Letras, o professor Alfredo Colenci Júnior, Mestre e Doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade de São Paulo (USP), considerado um dos pioneiros da educação superior tecnológica no país. Com a presença dos acadêmicos, contou com a presença do presidente do Centro Cultural, Moacir Bernardo. O evento cultural marcou o retorno da ABL às atividades públicas após dois anos de pandemia. Em reunião em sua nova sede no Centro Cultural de Botucatu reuniu grande público ligado às atividades culturais. A sede da ABL foi uma decisão efetiva do Prefeito Mário Pardini que reformou e adaptou as instalações para a Academia de
Letras. Na sessão literomusical, apresentada pelo acadêmico Olavo Godoy, teve a apresentação musical com os acadêmicos Jayme de Toledo Piza e Almeida Neto (violino) e Maria Helena Blasi Trevisani (piano), com a entrega do diploma de Membro Correspondente da ABL pela presidente da ABL, acadêmica Carmem Sílvia Martin Guimarães e palestra sobre a presença de botucatuenses na Revolução Constitucionalista de 1932 pelo acadêmico Olavo Godoy, seguida pela declamação da poesia de Guilherme de Almeida, “Nossa Bandeira”, pelo acadêmico Bahige Fadel. O novo membro da ABL foi saudado pelo acadêmico Newton Colenci que leu mensagem do acadêmico José Ângelo Potiens. Retorno positivo da ABL às suas atividades culturais. Parabéns!
Homenagem do Departamento Filatélico do Centro Cultural de Botucatu à participação dos Voluntários Botucatuenses na Revolução Constitucionalista de 32, tema da palestra do acadêmico Olavo Godoy.
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Alfredo Colenci lança “ZOOGESTÃO: ADMINISTRAR É O BICHO”.
O botucatuense Alfredo Colenci Júnior está divulgando o lançamento de seu mais recente livro. Um lançamento inédito e criativo. Em parceria com sua filha Ana Teresa Colenci Trevelin. Só a parceria com a filha já é para ser comemorada... O livro é inédito na forma como trata tema tão técnico com uma linguagem acessível até para todos nós, da área de humanas. E é criativo pois, como dizem os autores “...é dedicado aos animais, anjos disfarçados, enviados à terra por Deus para mostrar ao homem formas peculiares de interação com o mundo e apresentação de soluções engenhosas para cada situação problema”. Alfredo Colenci é irmão de Newton Colenci que tão bem comandou a ABL - Academia Botucatuense de Letras e pertence a uma família com efetiva participação na comunidade botucatuense. É formado em Engenharia da Produção, além de outros cursos universitários, com Mestrado e Doutorado. Pioneiro da Educação Superior Tecnológica foi fundamental para que Botucatu implantasse a sua FATEC.
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Ana Teresa é professora universitária, autora e palestrante. Formada em Engenharia da Produção e em Direito segue o caminho paterno com sucesso. Aos autores os cumprimentos efusivos por esse lançamento. SUCESSO! (AMD/FACEBOOK -27/11/2019)
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689
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Fotos da solenidade na sede da ABL – Academia Botucatuense de Letras (fotos de André Luiz Bernardo).
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OLHAR DE VER E DE ENXERGAR NANDO CURY
A vida vai passando, olha pra gente. A gente, desligada, no automático, nem olha, não vê, não enxerga a vida passar. Vai seguindo em frente, pois se desviar o olhar pode tropeçar, ou esquecer daquilo que ia fazer. Se algo incomoda os olhos, o caminho é incomodar o oculista. Mais cedo para uns, mais tarde para outros, um par de óculos será o fiel companheiro de estrada. Para melhorar a nitidez de perto, a percepção de longe ou para ambas as deficiências. Pois, fisicamente, hoje olhamos muito mais a vida através de diferentes telas, que emitem luzes diretamente nas nossas pupilas. E, com o passar do tempo, as tornam mais frágeis, mais incompetentes pra exercer suas funções naturais. A começar pelo visor do nosso inseparável celular. Indo para a tela do laptop ou PC. Contemplando no interior do carro, diversas luzes do painel que nos alertam para lanternas, faróis, temperatura do óleo e da água, nível de gasolina e outros. Passando pelos aparelhos eletrônicos caseiros que tem uma luzinha de alerta, avisando “olha estou ligada”, “olha estou desligada”. Mas, quando a gente para tudo, por alguns momentos, por algum motivo, fato ou descoberta e olhamos pra vida, aí não estamos usando o olhar apenas para ver, e sim o olhar do pensamento, da razão. E queremos enxergar não só o que está na nossa frente, mas ao nosso redor, ou dentro de nós. Noutras vezes o que está funcionando é o “olhar do coração”, que nos permite sonhar, imaginar, sentir uma energia maior que, dependendo da intensidade, é chamada de atração, paixão ou até amor. Direcionando os olhos para a poesia musical, o que é que se passa nos olhares que vem da mente, imaginação e do coração dos poetas? Vamos tentar perceber, nas letras de algumas canções. Por exemplo, pode estar presente o olhar reflexivo, feito presença ou passagem pelo espelho. Como expõe Marisa Monte em Blanco (Marisa Monte, Octávio Paz, Haroldo de Campos, álbum “Barulhinho bom” de 1996). ”Me vejo no que vejo. Como entrar por meus olhos em olho mais límpido. Me olha o que olho, é minha criação isto que vejo.” Nas diversas maneiras de se olhar, será que é fácil adivinhar o que está por trás de um olhar mais intenso? Qual é a “química”
que se forma num encontro entre olhares? Uma referência deste tipo de olhar é expressa na proposta de Lenine em “O homem dos olhos de Raio X “(Oswaldo Lenine e Macedo Pimentel, Falange Canibal, 2002): “Quando você piscou por mim o aroma. Me despertou de um estado de coma. Quando você partiu pra mim o embaraço. Deu ferrugem nos meus nervos de aço. Meus olhos de raio X cegaram de medo. Pois tua alma é de chumbo e segredo.” O mesmo acontece na canção “De janeiro a janeiro” (Roberta Campos, Para aquelas perguntas tortas, 2008), cantada por Nando Reis e Roberta Campos: “Não consigo olhar no fundo dos seus olhos. E enxergar as coisas que me deixam no ar… Olhe bem no fundo dos meus olhos. E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar”. Situação parecida que se passa em “Pela luz dos olhos teus” de Vinicius de Moraes e Tom Jobim (Miucha e Antonio Carlos Jobim, 1977): “Quando a luz dos olhos meus. E a luz dos olhos teus. Resolvem se encontrar. Ai que bom que isso é meu Deus. Que frio que me dá o encontro desse olhar.” Há também aquele olhar de enfrentamento, de botar os pingos nos is, encarar para tirar as dúvidas, acertar as contas. O olhar DR. Como prevê Chico Buarque em “Olhos nos olhos” (Meus Caros Amigos, 1976 ): “Olhos nos olhos, quero ver o que você diz. Quero ver como suporta me ver tão feliz”. Em certas ocasiões, pode aparecer o olhar enigmático, que deixa a relação com um pé atrás. Assim declara Djavan em “Segredo” (álbum “Meu lado” de 1986): “Desses olhos. Tenho medo. Quer dizer tudo. Tudo é segredo”. E, novamente, o próprio Chico Buarque retrata em “Lígia” (Sinal Fechado, 1974): “E quando você me envolver. Nos seus braços serenos. Eu vou me render. Mas seus olhos morenos. Me metem mais medo. Que um raio de sol.” Outra forma ocorre através do olhar terapêutico, que acolhe, invade como um remédio e cura. E está inserido na canção “O seu olhar” de Arnaldo Antunes e Paulo Tatit (Ninguém, 1995). ”O seu olhar lá fora. O seu olhar no céu. O seu olhar demora. O seu olhar no meu. O seu olhar, seu olhar melhora. Melhora o meu.” Feito mistério, as músicas nos tocam, olham pra gente. A gente escuta, se liga, ouve e enxerga lá dentro as diversas fases do olhar. NOTA: Ouça o podcast desta crônica, após o meio dia e meia de segunda feira, clicando no Semônica do podcastmais.com.br.
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Lucas Nogueira
Fórmula 1: Max Verstappen assume a liderança do campeonato após quebra de Leclerc No Grande Prêmio da Espanha, Verstappen e Perez fizera m a “dobradinha” do pódio No último domingo (22), foi realizada a sexta etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2022, em Barcelona. O Grande Prêmio fora realizado no Circuito da Catalunha e teve seu final de semana marcado por quebras. Max Verstappen se saiu melhor perante todos acontecimentos na corrida, que envolviam quebra de adversários e a temperatura da pista que chegou a casa dos 50oC. O piloto holandês enfrentou problemas logo no início da prova, escapou para a área de britas mas logo conseguiu se recuperar. Também enfrentou problemas com a asa móvel de seu carro, o dispositivo estava com falhas e desligava durante o uso. No entanto, algumas voltas a frente, Max teve seu problema parcialmente solucionado e aproveitou o abandono do líder da prova, até então líder do campeonato, Charles Leclerc que liderava com mais de 30 segundos de vantagem. Charles relatou no rádio perda de potência, no momento do abandono, Russell assumiu a ponta e defendeu sua posição por mais quatro voltas, quando foi ultrapassado pela Red Bull de Sergio Perez na 31a volta. Na metade da corrida de 66 voltas, Sergio Perez era líder, seguido por Russel, em terceiro lugar vinha Max Verstappen. Em quarto lugar, chegando próximo da disputa pelo pódio estava a Alfa Romeo de Valteri Bo�as, seguido por Esteban Ocon em quinto. Max aproveitou a parada nos boxes dos carros a sua frente e assumiu a liderança, fazendo uma parada pouco mais tarde, o companheiro de equipe do holadês voltou a ponta por alguns instantes, até ser instruído pela equipe a ceder a posição na 50a volta. Sergio respondeu: “Isso é muito injusto, mas ok.”. Com isso, Verstappen só teve de assegurar a vantagem e conquistou sua 24a vitória na Fórmula 1.