Diário da Cuesta NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
ano II Nº 410
QUARTA-FEIRA, 02 de MARÇO de 2022
Cásper Líbero foi um homem visionário e suas ideias contribuíram para o desenvolvimento da Comunicação no Brasil. Foi o responsável por modernizar o jornal impresso “A Gazeta”, unindo o jornalismo ético e correto às novas tecnologias, transformando o periódico no primeiro jornal a imprimir em cores no país. Continuou inovando quando inaugurou o Palácio da Imprensa, primeiro prédio a abrigar a redação, gravura, composição, impressão e distribuição de um jornal. No mesmo edifício, inaugurou a PRA-6 Rádio Gazeta, com grandes nomes da música lírica Admirador e incentivador do esporte, foi o idealizador da “A Gazeta Esportiva”, publicada inicialmente como coluna, posteriormente suplemento do jornal, depois de maneira independente, sendo considerado o mais completo jornal de esportes da América Latina. Idealizou a Corrida de São Silvestre, a maior e mais famosa corrida pedestre do mundo, criou a Prova Ciclística 9 de Julho, a mais tradicional do Brasil no ciclismo, e também foi o responsável pelas primeiras transmissões de um jogo de futebol, que aconteciam no Rio de Janeiro, via alto-falantes. Infelizmente, Cásper Líbero teve sua vida interrompida precocemente em um acidente de avião em agosto de 1943. Como não era casado e não tinha herdeiros, em seu testamento, o jornalista e empresário pediu que seus bens fossem destinados à criação de uma fundação para apoiar a construção de uma sociedade justa e desenvolvida, por meio da educação qualificada e da comunicação. Em 1944, nasce a Fundação Cásper Líbero.
1ª Faculdade de Jornalismo do Brasil
Seguindo o desejo manifestado por Cásper em seu testamento, a Fundação Cásper Líbero cria a primeira escola de jornalismo do país, a atual Faculdade Cásper Líbero, que posteriormente ampliou suas opções de curso na área da Comunicação.
A GAZETA ESPORTIVA
Sob administração de Cásper Líbero, o jornal “A Gazeta” criou em 1918 uma pequena coluna, de ¼ de página voltada ao segmento esportivo, entitulada “Gazeta Esportiva”. Sua popularização fez com que esta pequena coluna se transformasse em Suplemento em 24 de dezembro de 1928, agora denominado “A Gazeta – Edição Esportiva”. Em 10 de outubro de 1947, quatro anos após a morte de Cásper Líbero e sob a gestão de Carlos Joel Nelli, o suplemento tornou-se um jornal diário e ganhou um grande número de páginas. Nasceu, então, “A Gazeta Esportiva”, já apoiada no sucesso de diversas provas promovidas por “A Gazeta” como a Corrida de São Silvestre e a Prova Ciclística Nove de Julho.
A TRADICIONAL CORRIDA DE SÃO SILVESTRE
Em uma viagem que fez a Paris, CÁSPER LÍBERO ficou maravilhado com uma corrida realizada à noite, em que os corredores carregavam tochas ao longo do percurso. Decidido a promover algo semelhante no Brasil, criou uma corrida noturna a ser realizada no último dia do ano de 1925. Estava fundada a Corrida de São Silvestre, que recebeu esse nome em homenagem ao santo do dia. A corrida, a mais famosa e tradicional do Brasil e a da América do Sul, tem um percurso atual de 15 km pelo centro de São Paulo e é uma corrida mista desde 1975, quando começou a participação oficial das mulheres. Entre 1925, ano de sua criação e 1944, foi disputada apenas por corredores brasileiros. O maior vencedor da prova – e recordista até a edição de 2019, quando afinal teve sua marca quebrada após 25 anos – é o queniano Paul Tergat com cinco vitórias e, entre as mulheres, a portuguesa Rosa Mota, que com seis vitórias consecutivas nos anos 1980 é a maior vencedora geral. Entre os brasileiros, o título fica com Marílson Gomes dos Santos, com três vitórias. (Fonte: Wikipedia)
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Cásper Líbero Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e dois anos mais tarde, fundava o jornal Última Hora, na cidade do Rio de Janeiro. Aos 23 anos, criava a primeira agência de notícias do estado de São Paulo, a Agência Americana. Em 1918, aos 29 anos de idade, tornou-se diretor e proprietário do vespertino A Gazeta, modernizando-o e transformando-o num dos maiores órgãos de imprensa da época. Para esse fim, importou rotativas da Alemanha, substituiu o telégrafo pelo teletipo e implantou novas técnicas de gravura, composição e impressão gráfica, a primeira em cores no Brasil. Paralelamente, implantou, uma nova dinâmica no transporte e distribuição do jornal, possibilitando que os exemplares chegassem às mãos dos leitores em tempo recorde. Em 1932, foi um dos líderes da Revolução Constitucionalista. Em 1939, inaugurou o Palácio da Imprensa, como viria a ser chamada a sede própria do jornal A Gazeta na antiga Rua da Conceição, atual Avenida Cásper Líbero. Foi o primeiro edifício
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erguido no país com as características apropriadas para redação, gravura, composição, impressão e distribuição de um jornal. Presidiu, entre 1940 e 1941, a Federação Nacional da Imprensa (FENAI - FAIBRA). Criou um suplemento especialmente dedicado aos esportes, voltado para a cobertura futebolística, chamado de A Gazeta Esportiva e foi o idealizador da Corrida de São Silvestre. Ao morrer num acidente aéreo no Rio de Janeiro, no qual também morreu o então rcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar d’Afonseca e Silva, ele deixou, de acordo com sua vontade presente no próprio testamento, um complexo de comunicações que é administrado atualmente pela Fundação Cásper Líbero. Este complexo que reúne atualmente a TV Gazeta, Rádio Gazeta e Gazeta FM, o portal Gazeta Esportiva, a Faculdade Cásper Líbero e o Grupo Cidadania Empresarial. Encontra-se sepultado no Obelisco de São Paulo, onde repousam os restos mortais dos heróis da Revolução de 32.
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ARTIGO
A SOLUÇÃO BAHIGE FADEL Desde o tempo da pedra lascada, a gente ouve falar que as dificuldades ensinam. Para superar essas dificuldades, o homem se aperfeiçoa e, por isso, melhora. Parece lógico esse raciocínio. Por causa dele, no começo da pandemia de COVID eu acreditava que, superado o problema, o ser humano se tornaria melhor, mais humano, mais solidário, mais racional, mais afetivo, mais empático. E o que aconteceu? Sabemos o que não aconteceu. Não aconteceu nada daquilo que eu achava que aconteceria. O pior lado do ser humano veio à tona. A maldade, o ódio, o egocentrismo, a violência, a falsidade, a mentira, a difamação, a misantropia. Principalmente a misantropia, o ódio que o ser humano demonstra pela humanidade nunca esteve tão claro como hoje. Talvez num passado que não vivi tivesse havido algo parecido, com Hitler e seus asseclas, por exemplo. Sei que estou meio negativo. Sei. Eu costumo dizer para as pessoas com quem convivo que a pior dor é aquela que a gente está sentindo. Dentro desse raciocínio, devo estar achando que a atual é a pior receita de ser humano que se fez, porque é a dor do momento. Pode ser. Mas isso não elimina a ideia de que a humanidade está cada vez menos humana. As pessoas estão deixando de pensar com o cérebro, para raciocinar com o fígado. Um dia, perguntei aos meus alunos se eles já haviam notado que as pessoas sussurram que amam e gritam que odeiam. Depois lhes perguntei se eles sabiam o motivo. Ninguém respondeu. Às vezes, tenho a impressão de que as pessoas gostam mais de odiar do que de amar. Amam com vergonha e odeiam com orgulho.
Sei que a gente não pode generalizar. A generalização é sempre um erro. Mas a minha preocupação agora não é acertar, mas colocar à tona minha decepção e indignação com o ser humano. Um país cuja força militar é cem vezes superior à do país vizinho resolve invadir esse país. O que move o poderoso país além do ódio? Um torcedor de futebol resolve jogar uma bomba num ônibus onde estão atletas que estão se dirigindo a um estádio de futebol, para realizarem o seu trabalho profissional. O que move esse torcedor além do ódio? Um ser desumano coloca fogo numa pessoa, só porque essa pessoa é de outra raça. O que move esse ser desumano que não seja o ódio? Um pai abusa sexualmente da filha de três anos de idade. Essa é uma atitude de seres humanos? Sim, porque só o ser humano ou desumano é capaz de tanto ódio. Esta crônica não transformará o mundo. Jamais teria essa pretensão. Aliás, já faz algum tempo que perdi minhas esperanças de que uma ‘mágica’ ou um milagre pudesse mudar o mundo para melhor. Não inventaram essa mágica ou esse milagre. Até agora, só inventaram máquinas para piorar o mundo. Máquinas de ódio, que obrigam o ser humano esquecer a sua humanidade e a colocar em prática os seus piores instintos.
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ARTIGO
PEACE EDUARDO J.R.SANTOS UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Para que não fiquem dúvidas, a minha tristeza pelas vítimas que os diversos senhores da guerra estão a provocar no leste europeu, incluindo os bravos soldados de ambos os lados. Mas talvez seja hora de não olhar apenas para esta guerra, pois outras decorrem neste momento pelo globo, nem de adoptar atitudes de derby. Esta guerra já começou há muitas décadas, é consultar a história geopolítica, e tem muitos responsáveis e criminosos para além de Putin. E não é por atitudes fundamentalistas
nas redes sociais e media, que a paz chegará. A guerra não é a preto e branco, existem muitas contradições. Veja-se como a Ucrânia e a Polónia estão a impedir os cidadãos negros de fugirem ao conflito... Para além da Guerra, existem muitas outras guerras, que a hipocrisia política vai branqueando! E as nossas guerras privadas e íntimas... Como Miguel de Unamuno nos dizia: “Quem nunca fez de seu foro íntimo um campo de batalha, será um fanático e um intolerante sempre.” Complementando com as palavras sábias do General Sun-Tzu: “vencer sem lutar”, até não ser mais possível, lamentavelmente triste! Mas finalizemos, em tempos de guerra, falando de paz, a paz íntima e divina que só o amor nos pode trazer.
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ARTIGO “Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia.” Johann Goethe MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA
E foi assim que com muitas ideas mas poucas palavras para descrever o que me passa, pois parecia que as palavras se desvaneciam com o calor desses últimos dias. Para dizer a verdade, estou mesmo querendo fugir a julgamentos. Culpados? Todos nós! Incredulidade? Estupor? Vamos aos fatos. Quase completando 2 anos de pandemia que se estende com variantes, ai surge uma guerra entre dois países. Como cristã estou pedindo Paz! Rezando por Paz! Enviando Paz! Num momento que não podemos perder mais nada, vemos esse desperdício de vidas, armas, dinheiro, uma ameaça para o mundo, destruição. Quem ganha com a guerra? Quem produz as armas. Sabe porque? Vende para os dois lados da contenda. Enquanto esses brigam e se matam, destruindo tudo, alguém tranquilamente, sem nenhum problema de consciência, fuma seu charuto tomando seu uisque 50 anos, ouvindo Wagner. Pobres jovens são enviados para o campo de batalha abater inocentes. Enquanto os que mexem as pedras no tabuleiro de xadrez brincam com vidas, como jogo mortal. Não é o fim. Chega o carnaval que por conta da pandemia que se arrasta, não tem Carnaval. Mais uns feriados para o povo adormecido. Está na hora de acordar! Cacareja o Galo da Madrugada lá no Recife. A indústria do poder que move essa estrutura mortal dorme em berço de ouro. A mesma arma que cria e vende, pode mudar o alvo e apontar para a própria cabeça. Esse dia pode estar próximo. Oremos!