Diário da Cuesta
ano II Nº 346
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
SEXTA-FEIRA, 17 de DEZEMBRO de 2021
Vem aí um evento inédito que o Shopping Park Botucatu está preparando para o dia 18 de dezembro! Uma super produção que trará toda a turma do Mickey com mais de 30 personagens que, em um show único cheio de magia e encanto, fará dessa festa a maior celebração de natal em homenagem aos heróis que estiveram à frente do combate à pandemia. Dia 18 de dezembro, às 20h no estacionamento do shopping. Participe com toda a família, o evento é gratuito!
VICTOR BRECHERET Victor Brecheret, nascido Vittorio Breheret (Farnese/Itália, 15 de dezembro de 1894 – São Paulo, 17 de dezembro de 1955), foi um escultor ítalo-brasileiro, considerado um dos mais importantes do Brasil. Foi o responsável pela introdução do modernismo na cultura e escultura brasileira. Apesar de ser um dos principais artistas da vanguarda, Brecheret nunca abandonou sua formação artística clássica, ligada à arte greco-romana e renascentista. (Wikipedia)
MONUMENTO ÀS BANDEIRAS Página 2
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Diário da Cuesta
Monumento às Bandeiras: Perfil dos Paulistas!
“Na gravação em pedra da energia épica e gloriosa dos Bandeirantes que ampliaram e consolidaram as fronteiras do país e a formação da nacionalidade. Armando de Salles Oliveira buscou perpetuar as mais nobres tradições paulistas, mandando erigir um monumento aos heróis do passado. Na obra de Victor Brecheret ficou consolidado, historicamente, o perfil do paulista! Com figuras másculas e imponentes – retrato dos nossos heróis! – imortalizou no granito as tradições paulistas”. (“História da Vitória Política Paulista – 1934”, 2010, Ed. Peabiru) No Ibirapuera foi levantada magistralmente pelo famoso escultor italiano Victor Brecheret (Vittorio Brecheret), o “Monumento às Bandeiras”. Tornada Símbolo dos Paulistas por ato do então governador Armando de Salles Oliveira, a obra e o escultor precisam ter melhor divulgados os caminhos que foram percorridos até a sua consolidação. A Obra:
O “Monumento às Bandeiras” foi oficialmente apresentado ao publico em 1920, como parte das comemorações da Independência. Em 28 de julho daquele ano, o projeto foi apresentado ao público na Casa Brigton, na rua XV de Novembro. Apesar de ter sido
muito bem recebido pelo público, o Estado optou por não implantá-lo para não criar atrito com a comunidade portuguesa, que também tinha oferecido à cidade um monumento à saga bandeirante. Em 1936, Armando de Salles Oliveira, então governador, decidiu construir o monumento em frente ao espaço que viria a ser o Parque Ibirapuera. Principalmente após a Revolução Constitucionalista de 1932, era importante definir o perfil dos paulistas e a sua grande obra: As Bandeiras! As obras do monumento, iniciadas no mesmo ano, e sempre com o acompanhamento pessoal de Armando Salles, foram paralisadas durante a 2ª Grande Guerra. Em 1944, o governo transferiu a construção para a prefeitura, que só retomou os trabalhos em 1946. A inauguração aconteceu em 25 de janeiro de 1953, durante as comemorações do 399º aniversário da cidade. Com 12m de altura, 50m de extensão e 15m de largura, o “Monumento às Bandeiras” representa uma expedição bandeirante subindo um plano, com dois homens a cavalo. Uma das imagens representa o chefe português e a outra, o guia índio. Atrás, um grupo formado por índios, negros, portugueses e mamelucos puxa a canoa das monções, usada pelos bandeirantes nas expedições pelos rios. A obra foi instalada no sentido de entrada dos bandeirantes pelo interior.Em frente ao monumento, há um mapa de Afonso Taunay, esculpido no granito, que mostra o roteiro das expedições com os nomes de alguns bandeirantes famosos, entre eles Fernão Dias, Anhanguera, Borba Gato e Raposo Tavares. Versos dos poetas Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo lembram as bandeiras em placas nas laterais da escultura. A praça recebeu o nome de Praça Armando de Salles Oliveira, em homenagem ao governante paulista. (AMD) O Escultor: VICTOR BRECHERET O escultor nasceu em Farnese, província de Viterbo/Itália, aos 22 de fevereiro de 1894, falecendo em São Paulo, em 17 de dezembro de 1955. Foi o responsável pela introdução do Modernismo na Escultura Brasileira. Precocemente mostrou interesse pelas artes indo, aos 13 anos, estudar no Liceu de Artes e Ofícios da capital, A seguir, foi para Roma enriquecer seus estudos, onde ficou até 1919. Voltou ao Brasil e, em 1921, seguia para Paris (com pensão do Governo), onde ampliou seus estudos até 1935/36. Mesmo estando tanto tempo fora do Brasil, Brecheret sempre mantinha contato com os intelectuais brasileiros. Foi um dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922 e mesmo não estando fisicamente presente, participou com 12 de suas esculturas. Brecheret teve sua “fase italiana”, posteriormente a sua “fase francesa” e, finalmente, a sua “fase brasileira” , com destaque para suas obras: Monumento às Bandeiras, Parque Ibirapuera, SP; Duque de Caxias, Praça Princesa Isabel, SP; Fauno, Parque Siqueira Campos (Trianon), SP; Depois do Banho, Largo do Arouche, SP; Graça I e Graça II, Galeria Prestes Maia, SP; Busto Santos Dumont, Aeroporto de Congonhas, SP; Diana Caçadora, Teatro Municipal, SP; Fachada e Interior, Jockey Club de São Paulo; Morena, Ministério da Educação e Cultura, Brasília; Bartira, Ministério da Educação e Cultura, Brasília; Índio e Suassapara – Middelheim, Anvers-Bélgica; Máscara de Menotti Del Picchia, Praça Juca Mulato, SP; Busto de Alcântara Machado, Academia Paulista de Letras, SP; Busto de Brasílio Machado, Faculdade de Direito da USP (Largo de São Francisco),SP; Banho de Sol, Palácio Itamarati-Brasília; O Grupo, La Roche-sur-Yon, França; Retrato de Santos Dumont, Sala Presidencial da Base Aérea de Brasília.
EXPEDIENTE
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes
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ARTIGO
A minha mensagem de Natal: amig@s adoro-vos! Eduardo J.R. Santos Universidade de Coimbra Namoro de um sapo para uma rã...: “Há muito tempo relativo, foi uma vez, tu trazias o odor das maçãs pecaminosas, eu o cheiro da maresia irresponsável. Inventámos uma esquina improvável na savana impossível. Daí nasceu um inexplicável futuro, e um beijo para além da lógica. Hoje colocamos caminhos nas estradas lácteas, sonhos nas paredes loucas, lunares luares por cima do desejo. Seria fácil dizer que te amo, prefiro dizer, vamos esquecer o futuro decretado. E tudo o mais que dissermos, só a nós dirá respeito! Cumprimos os desígnios da paixão, das leis, e da sua transgressão… Regressemos à natalícia placenta…, pelos presépios e jesus que queiramos glorificar! O meu coração sempre será um lar aberto…, sem vidraças. Aproximamo-nos dos fins, daqueles que continuarão as nossas fantasias, é Natal!” Ao amor não basta ser dito É imperioso o interdito A ausência, o infinito O desejo da falésia, a breve inocência O temor da perda O não ser... A insanidade de te querer!
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ARTIGO
PARA A VINDA DA MANUELA
* Em curso natural para ser avô de menina Sou avô, só que um avô no exílio. E por conta do Benjamin, o meu primeiro e lépido neto (ele passou por aqui tal qual cometa traquinas) e lá de cima me acena rindo num perene esconde-esconde. Esse anjo pafúncio convenceu o Criador para, diferente da minha linhagem de predominância masculina, fazer brotar a semente já pulsante. Menina... Uma mulher! Sua vinda escapou numa fumaça rósea expelida pela motocicleta paterna. Que jeito esplendoroso de ter a vida anunciada para delicadamente colorir tantas correntes sanguíneas. Notícia desconcertante, porém deliciosa para este que nunca teve irmãs e nem tias. Seja bem-vinda, pequena dama! Pois de verdade você vem para imperar neste peito inconsútil. Chamam-na Manuela. Para esta senhorinha, ainda feito botão, já pus três pilares para o seu porvir: meus sonhos, minha memória e minha oração. Mas posso sonhar? Claro que posso. Os sonhos ajudam a crer num amanhã mais claro. E a maturidade já nem me deixa confundir fantasias com sonhos, pois aprendi o quão exigente é a história. Aposto – com a memória grata – em novos horizontes para a minha tão querida e esperada primeira neta. Creio que a Manuela poderá ver o triunfo do amor, da misericórdia, da paz, da justiça e da verdade. E como sinto a brevidade da vida e de seu sustento em Deus, suplico para ela a graça de nascer, de crescer e de viver em plenitude, no aconchego do meu colo, onde quero lhe passar singelas lições de vida e de fé. Porque Manuela é quem, agora, me faz viver e crer! * Gesiel Júnior, 58, é apenas o avô da Manuela
Você Sabia ??
Que a Embaúba é uma árvore típica do cimo da Cuesta de Botucatu? Pois é, a Embaúba que também é conhecida por Umbaúba, Ambaíba, Ambaúba, Imbaúva ou Imbaúba, é árvore da família das Moráceas (cecropia palmata); é árvore de tronco indiviso. Embaubal é o bosque de embaúbas. Também é chamada de árvore-dos-macacos ou árvore-da-preguiça ou torém. O antigo traçado férreo da Sorocabana passava por Vitória (Vitoriana), Lageado e...Embaúba... Sim, Embaúba é uma pequena Vila pertencente a Botucatu que até hoje é procurada pelos amantes da pesca por ser um local ideal e piscoso. Hoje, o descuido e o desrespeito à natureza reduziu muito o número de Embaúbas em nossa região, mas podem ser encontradas na Cuesta e em vários pontos verdes de nossa cidade.
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