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Edição 290

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Diário da Cuesta NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

ano I Nº 290

QUARTA-FEIRA, 13 de outubro de 2021

LIBERADA A GASTÃO DAL FARRA

A nova Avenida Gastão Dal Farra está liberada! Obra concluída pelos servidores da Secretaria de Infraestrutura, que trabalharam duro por este lindo resultado! Agora, este novo trecho possui 300 metros de duplicação com duas pistas de 7 metros de largura cada, vias de acostamento e canteiro central. Além disso, todo o local recebeu calçadas e iluminação pública através de luminárias de LED, além de paisagismo com flores, grama natural e palmeiras. Mobilidade urbana, segurança no trânsito e para os pedestres, e valorização de uma região que só cresce e se desenvolve!

PELA JANELA... “Carolina, nos seus olhos fundos. Guarda tanta dor. A dor de todo esse mundo. Eu já lhe expliquei que não vai dar. Seu pranto não vai nada ajudar. Eu já convidei para dançar. É hora, já sei, de aproveitar. Lá fora, amor. Uma rosa nasceu. Todo mundo sambou. Uma estrela caiu. Eu bem que mostrei sorrindo. Pela janela, ói que lindo. Mas Carolina não viu”. Na Página 3, o artigo “Janelas e Lugares’, de Nando Cury


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Diário da Cuesta

ARTIGO “O melhor brinquedo de todos é a nossa imaginação “

Rachel de Queiroz

Maria De Lourdes Camilo de Souza Hoje se comemora o Dia dos Nordestinos, me fez lembrar os escritores nordestinos que nunca ganharam Prêmio Nobel. Nunca precisaram dele, necessitavam apenas brincar, imaginar e escrever. Seu maior prêmio é o reconhecimento do povo nordestino e brasileiro. Que brasileiro não se encantou lendo algo do querido Ariano Suassuno ou de Rachel de Queiroz? Ariano me encanta com aquele seu jeito meio ingênuo e tão simples de dizer as coisas que nos arranca sorrisos encantados. “Não troco meu Óxente por nenhum OK de ninguém.” Graças a Deus que nunca trocou, sendo fiel a si mesmo. Logo que comecei a escrever aqui, fiquei muito envaidecida por um comentário de um amigo, que me comparou à Rachel de Queiroz. Se em algum momento eu me assemelhar a ela nem que seja por sua minúscula unha do dedinho do pé já me dou por feliz. Poderei imaginar que escrevendo deixarei algum legado aos meus queridos amigos e parentes.

çar.

E falando em legado, acredito que nunca é tarde para come-

Vendo os candidatos ao Prêmio Nobel de Literatura deste ano, me encantou ver que eram todos da “melhor idade” como enchem a boca ao falar dos idosos. Respirei aliviada: aff.. nem estou tão velha. O vencedor mesmo, Abdulrazak Gurnah, da Tanzânia, tem seus 73 anos. E para ser sincera nem tenho expectativas a um Prêmio desse naipe. Encantam-me os likes dos conhecidos, e o prazer de ler os comentários. Escrever é uma viagem, minha alma passarinha voa longe. Ontem recebi uma visita muito linda de uma pessoa que sempre respeitei e admiro muito. Tem me apoiado desde o início, publicando meus textos em seu jornal digital “Diário da Cuesta”. Veio me fazer um convite que me envaidece sobremaneira, e não sei se estou á altura de aceitar. Deu-me de presente um de seus livros que já podem imaginar, li todinho numa tarde. Senti-me a menina ganhando o melhor brinquedo. Colocou no meu rosto um sorriso que nada pode apagar. Muito obrigada para sempre amigo Armando Moraes Delmanto !

EXPEDIENTE

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

WEBJORNALISMO DIÁRIO

Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


Diário da Cuesta

ARTIGO

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JANELAS E LUGARES

NANDO CURY Todo cômodo que se preza abre uma janela. E toda janela que se abre, acomoda outro espaço além dela. Dá acesso a cenários e amplia a percepção do mundo. Separa mistérios do lado de dentro dos possíveis acontecimentos do lado de fora e vice versa. Basta abrir a janela e lá estão as cenas cotidianas, retratadas em “Paisagem da Janela”, de Lô Borges e Fernando Brant, um dos hits do álbum Clube da Esquina (1972). “Da janela lateral do quarto de dormir. Vejo uma igreja, um sinal de glória. Vejo um muro branco e um voo pássaro. Vejo uma grade, um velho sinal.” Das janelas dá pra ver novos horizontes trazendo esperança. Como na canção “Me conta da tua janela” de Anavitória (Ana Clara Caetano Costa e Vitória Falcão, 2020). “Passa aqui depois das seis? Sei lá, tô com saudade de te encontrar. É que aqui em Sampa tá quieto demais. E as minhas paredes parecem fronteiras. Se não der, tenta ligar. A gente resume a distância. Me conta da tua janela. Me diz que o mundo não vai acabar.” Janelas tem ares, perfumes, que entram pelas aberturas das palhetas das venezianas. Carregam pra dentro um aroma de jasmim, o cheiro da chuva que vai cair, da massa no almoço da vizinha, do perfume de uma senhora vaidosa que exagerou na dose pra ir visitar seu dentista. Janela serve como instrumento de proteção, isola e fecha. Traz a segurança ao anoitecer. Entretanto, ao amanhecer, é preciso ser aberta para expor o dia. Pra não sofrer como Carolina que não viu o tempo passar: “Carolina, nos seus olhos fundos. Guarda tanta dor. A dor de todo esse mundo. Eu já lhe expliquei que não vai dar. Seu pranto não vai nada ajudar. Eu já convidei para dançar. É hora, já sei, de aproveitar. Lá fora, amor. Uma rosa nasceu. Todo mundo sambou. Uma estrela caiu. Eu bem que mostrei sorrindo. Pela janela, ói que lindo. Mas Carolina não viu” (“Carolina”, Chico Buarque, 1967) Janelas tem lados e cores. Caetano Veloso descreve algumas paisagens vistas das janelas do “Trem das cores” (1982): “As casas tão verde e rosa que vão passando ao nos ver passar. Os dois lados da janela. E aquela num tom de

azul quase inexistente, azul que não há. Azul que é pura memória de algum lugar.” Nos sentidos da paixão de um (a) seresteiro (a), as janelas ligam plateia – o lugar especial ou o quarto de alguém homenageada (o) - ao palco, representado pela calçada ou jardim, de onde se faz a seresta. As janelas viram alto falantes pra ressoar as mensagens sonoras até os ouvidos de quem recebe. Serenatas que fizemos, lá no interior, quantas saudades! Chico Buarque lembra de uma seresta na história cantada para a inseduzível “Januária” (1967), que tem nome derivado de janua, janela em latim: “Toda gente homenageia, Januária na janela. Até o mar faz maré cheia. Pra chegar mais perto dela. O pessoal desce na areia. E batuca por aquela. Que malvada se penteia. E não escuta quem apela.” Quando se mora em casa térrea, a noção de espaço através da janela é outra, pois ela fica no mesmo andar da calçada. Como disse Adélia Prado, em sua poesia “Janela”, temos até a facilidade de acessar a rua por meio dela. “Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em você, meu pé esbarra no chão. Janela sobre o mundo aberta”. Nos mesmos parâmetros, pela janela sentimos que podemos, num piscar de olhos ou num

estender de braços, matar a saudade da pessoa amada que está distante. Visão semelhante àquela de “Esperando na janela” (Targino Gondim, Manuca Almeida e Raimundinho do Acordeon), canção gravada por Gilberto Gil em 2000 e que fez parte da trilha sonora do filme Eu, tu e Eles, “Por isso eu vou pra casa dela ai ai, falar do meu amor pra ela ai ai. Tá me esperando na janela ai ai, não sei se vou me segurar”. Nesta pandemia, nunca se olhou tanto a vida através das janelas. Algumas pessoas adotaram a expressão lupa ao se referirem à percepção que suas janelas agora oferecem. Um artifício inteligente de aprofundamento da visão externa, para compensar o espaço fechado de isolamento. Em muitas partes do Brasil e do mundo, é possível escutar músicos e cantores fazendo lives das janelas ou das porta-janelas em varandas de seus prédios. E, como numa serenata tradicional, esperam respostas: que outras pessoas se manifestem positivamente, abrindo suas janelas, acenando para eles. Precisam de coragem? Basta inventar uma nova canção: “Que venha nos trazer. Sol de primavera, abre as janelas do meu peito. A lição sabemos de cor, só nos resta aprender.” (“Sol de primavera”, Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1979).


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COMENTA Rodrigo Scalla

Arte em destaque na cidade dos bons ares

Reencontrei muitos amigos

Ocorreu nos amplos e majestosos salões da imponente Pinacoteca de Botucatu o belíssimo vernissage da artista plástica Renata Egreja " Em volta do tempo" cuja anfitriã era Maria Cristina Cury, atual Secretaria de Cultura da gestão do prefeito Mário Pardini. Abertura se deu a uma pequena palestra da artista comentando sobre seu trabalho , posteriormente a visita dos convidados terminando num bate papo divertido, encontros e reencontros com os amigos. Foi uma tarde deliciosa emoldurada por frisantes e comes e bebes.

Diário da Cuesta

Cris Cury, este colunista e Jennifer Almeida Donida , responsável pela " Coletânea literária" esse ano um sucesso

Membros da Pinacoteca tirando suas dúvidas com a artista e de suas obras cheias de cores e beleza

Presença de políticos como Lelo Pagani

Muita animação no coquetel com serviço de primeira Um brinde a vernissage

Mais convidados e artistas plásticos

Trabalhos que chamam a atenção no entorno do local

Uma tarde agradável cuja arte ficou em destaque em vários pontos da Pinacoteca de Botucatu e do " Fórum das Artes"

Fotos e mais fotos de amigos e funcionários nota dez da Pinacoteca

Toque floral ao ambiente animado


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