Diário da Cuesta NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
ano I Nº 235
TERÇA-FEIRA, 10 de AGOSTO de 2021
Júlio de Mesquita
Patrono da ABL – Academia Botucatuense de Letras, o jornalista Júlio de Mesquita foi imortalizado pela ilustração de Hugo Pires na Galeria dos Patronos da ABL. Ele foi secretário pessoal de Prudente de Moraes. Entre 1879 e 1883 se empolgou com o ideário republicano e, ainda na faculdade, destacou-se como vibrante propagandistas da República, ainda influenciado pelos ecos da passagem de personalidades brilhantes pelo Largo de São Francisco: Prudente de Moraes, Rodrigues Alves, Campos Salles e outros. Sua inclinação para o jornalismo revelou-se em seus escritos no jornal “A República”. Em1886, tornou-se redator do jornal “A Província de São Paulo” e, de 1891 a 1927, seria seu diretor e proprietário, iniciando uma grande caminhada jornalística que se transmitiu de geração a geração dos Mesquita. Página 3
Vacinação 2ª Etapa, Sucesso Total Botucatu é privilegiada. Sua população adulta recebeu a 2ª dose da Vacina contra a Covid – 19. A meta era imunizar 60 mil pessoas e o comparecimento surpreendeu: foram 61.727 doses aplicadas. A Secretaria Municipal da Saúde fará a programação para que as 5 mil pessoas cadastradas e que não compareceram recebam a 2ª dose até o próximo final de semana. Nas fotos, o registro do início da vacinação com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga aplicando a vacina na Cláudia Botari. O Ministro Queiroga e o Prefeito Pardini comandaram a 1ª etapa e, agora com sucesso, a 2ª etapa. Também registrado nas fotos o Prefeito Pardini sendo vacinado e o Vereador Sargento Laudo com o Ministro da Saúde e com o deputado Major Meca e a deputada Valéria Bolsonaro. Nas palavras do Prefeito Pardini toda a emoção e felicidade que envolveu o evento: “Minha gratidão a todos os servidores da saúde que se desdobraram para atender todos os botucatuenses. Obrigado especialmente a Deus, incontáveis milagres, para quem não acredita, além da vacina, a Universidade. Seguimos trabalhando para ter a primeira cidade com esquema completo de imunização do Mundo!”
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ARMANDO DE SALLES OLIVEIRA
O povo paulista precisa sempre ter na lembrança os governantes que se dedicaram à Educação e ao Desenvolvimento do Estado. E entre esses – com destaque! – está a presença marcante do Engº Armando de Salles Oliveira. Governou o Estado de São Paulo no período mais difícil de sua história (1933/1937), após a Revolução Constitucionalista de 1932, da qual participou ativamente. Formando pela Escola Politécnica da USP, Armando Salles casou-se com Raquel, filha do jornalista e proprietário do jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO”, Julio Cesar de Mesquita. Com positiva atuação no meio empresarial e como profissional com especialização na Sorbonne, Armando dirigiu a construção de várias Usinas Hidroelétricas no estado, tendo sido dirigente de algumas empresas de energia. Como empresário idealizou e fundou o IDORT – Instituto de Organização Racional do Trabalho, do qual foi o primeiro presidente. Realizou inúmeros empreendimentos em sociedade com seu sogro, Júlio de Mesquita e, depois do seu falecimento, assumiu a presidência do prestigioso jornal “O Estado de São Paulo”.
Conheça um Estadista Paulista Após a Revolução Constitucionalista de 1932, Getúlio Vargas procurou acordo com os revolucionários paulistas objetivando apaziguar a Nação. Assim, Armando de Salles Oliveira foi indicado como Interventor no Governo Paulista, com a promessa da realização de uma CONSTITUINTE para repor o país ao Estado de Direito, além de uma anistia aos combatentes de 32 que estavam exilados e de plena autonomia aos estados federados. No ano de 1935, Armando de Salles Oliveira foi eleito Governador do Estado de São Paulo. Realizou verdadeira revolução através da educação, criando 1.000 Escolas em 1935 e 1.000 Escolas em 1936. O povo paulista nunca mais seria o mesmo. Completando essa obra magnífica, criou a USP – Universidade de São Paulo (1934). O Governo Federal já havia criado, em 1920 a Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas tudo tinha ficado só no papel. A USP foi a primeira universidade do Brasil que à época era um dos únicos países das Américas sem universidade. Armando Salles contratou uma equipe de professores universitários europeus (da Itália, da França, da Alemanha e Suécia) que revolucionaram o ensino superior no Brasil. Os nomes de Paul Bastide e Levy Straus são pontuais
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na história acadêmica brasileira. Especialmente Paul Bastide que formou brilhantes sociólogos na FFCL, como Florestan Fernandes, Octávio Ianni, Oliveiros S. Ferreira e Fernando Henrique Cardoso. Hoje, o campus central da USP leva seu nome: “Cidade Universitária “Dr. Armando de Salles Oliveira”, sendo que sua estátua ornamenta o acesso ao campus universitário. Monumento na Cidade Universitária da USP Procurando registrar a fibra e o caráter dos paulistas encomendou do famoso escultor italiano Victor Brecheret, o “Monumento das Bandeiras”. Essa gravação em pedra da energia épica e gloriosa dos Bandeirantes que ampliaram e consolidaram as fronteiras do país e a formação da nacionalidade, está situada na Praça “Armando de Salles Oliveira”, no Ibirapuera, defronte à Assembléia Legislativa de São Paulo. Em 1937, Getúlio Vargas deu o Golpe de Estado e implantou a Ditadura do Estado Novo. Após 8 anos no exílio, Armando de Salles Oliveira faleceu em São Paulo, em 17/05/1945, um mês após seu retorno do exílio. (AMD)
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
Júlio de Mesquita Filho, ao lado de seu cunhado e Governador Armando de Salles Oliveira, faz a leitura da criação da Universidade de São Paulo (USP)
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689
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ARTIGO
O “Jornalista da República”: o caipira Júlio Mesquita
Filho de família abastada, seus pais – Francisco Mesquita e Maria da Conceição Ferreira Mesquita – eram fazendeiros de café no Oeste paulista
O líder republicano Júlio Mesquita – por seu abolicionismo extremado e republicanismo candente – passaria para a história como o “jornalista da República”, tal a influência que passou a exercer com sua atuação e seu ideário. Com a Proclamação da República, tornou-se secretário de Prudente de Moraes, que seria o primeiro governador republicano em São Paulo e, em seguida, o primeiro presidente civil da República. Foi eleito deputado à Assembléia Estadual de São Paulo mas, já revelando o seu inabalável espírito democrático, renunciou ao cargo quando do golpe político desencadeado pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Foi, ainda, eleito deputado à Câmara Federal e Senador da República, não chegando, porém, a participar das sessões do Senado, pois passara a dedicar-se exclusivamente ao jornalismo.
por: Cecílio Elias Netto Ele foi secretário pessoal de Prudente de Moraes. Júlio César Ferreira Mesquita, que se tornaria conhecido apenas como Júlio Mesquita, nasceu em Campinas (SP), em 18 de agosto de 1862. Com três anos de idade, a família levou-o a Portugal, onde fez os primeiros estudos. Retornou a Campinas com aos oito anos, prosseguindo sua instrução no Colégio Culto à Ciência, onde ficou até 1878, quando se matriculou na Faculdade de São Paulo. Foi nessa época – entre 1879 e 1883 – que se empolgou com o ideário republicano e, ainda na faculdade, destacou-se como vibrante propagandistas da República, ainda influenciado pelos ecos da passagem de personalidades brilhantes pelo Largo de São Francisco: Prudente de Moraes, Rodrigues Alves, Campos Salles e outros. Sua inclinação para o jornalismo revelou-se em seus escritos no jornal “A República”. Direito e jornalismo Júlio Mesquita bacharelou-se em 1883 e, no ano seguinte, instalou a sua banca de advogado em Campinas. Casou-se com Lucila Cerqueira César, filha de poderosos fazendeiros, com quem teve os filhos: Júlio de Mesquita Filho, casado com Marina Vieira de Carvalho; Raquel, que se casou com aquele que seria governador de São Paulo, Armando de Salles Oliveira; Esther (solteira); Maria, casada com Carolino da
Motta e Silva; Francisco, casado com Alicei Vieira de Carvalho; Sarah, casada com Antônio Mendonça; Judith, casada com Carlos Vieira de Carvalho; Lia, Alfredo, Ruth, José e Suzana, solteiros. A advocacia não era suficiente para os ideais de Júlio Mesquita, pois sua vocação jornalista o chamava para vôos mais altos. Escrevia artigos que, pelo estilo preciso e cultura sólida, despertavam a atenção, quer na “Gazeta de Campinas” quanto na recém-fundada “A Província de São Paulo”, que se tornaria o hoje centenário jornal “O Estado de São Paulo”. A partir de 1886, tornou-se redator daquele jornal e, de 1891 a 1927, seria seu diretor e proprietário, iniciando uma grande caminhada jornalística que se transmitiu de geração a geração dos Mesquita.
O escritor Júlio Mesquita revelou-se, também, notável escritor. Estreou com o conto intitulado “Um lindo Natal”, publicado no “Almanaque de Campinas” de 1877. Seus trabalhos literários se tornam mais elaborados a partir de uma viagem à Europa onde, enviando suas impressões para o Brasil, escreve “De Lisboa”, sobre assuntos políticos e “Cartas a um Amigo”. Tornou-se famosa uma polêmica literária que travou com o escritor Júlio Ribeiro, tido como “pai do naturalismo brasileiro”. Juntamente com Plínio Barreto, Alfredo Pujol e Luiz Pereira Barreto, Júlio Mesquita fundou a “Revista do Brasil”. No final de 2002, o jornal “O Estado de São Paulo” editou, em livros, as análises e reportagens de Júlio Mesquita sobre a Primeira Guerra Mundial. O “jornalista da República” faleceu em São Paulo, no dia 15 de março de 1927, tendo vivido a tempo de ver consolidar-se a grande paixão de sua vida, o jornal “O Estado de São Paulo”.
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Esportes Lucas Nogueira
Olimpíadas 2020: Brasil conquista sua melhor posição nos Jogos Olímpicos de Tóquio, 12º lugar Brasil se despediu de Tóquio com 7 medalhas de ouro, 6 de prata e 8 de bronze, totalizando 21 medalhas, quebrando recordes na delegação Com a finalização dos Jogos Olímpicos, a delegação brasileira registrou recordes de medalhas de ouro e de classificação. O recorde de sete medalhas de ouro igualou a quantidade dos jogos passados, mas com as seis medalhas de prata e oito de bronze o Brasil alcançou sua posição recorde de 12o. O recorde anterior era de 13o nas Olimpíadas do Rio de 2016. A quantidade de medalhas de ouro e prata conquistadas pelo Brasil igualaram a de outros dois países, Canadá e Nova Zelândia. O Canadá, ficou a frente da delegação brasileira, na 11a colocação, isto porque a quantidade de bronzes do país norte-americano foi de onze bronzes. A delegação neozelandesa ficara em 13o, pois obteu sete medalhas de ouro, uma a menos que o Brasil. Cuba igualou nossa delegação com medalhas de ouro, no entanto, com três pratas e cinco bronzes, ficando na 14a colocação. Com 302 atletas enviados para Tóquio pela delegação brasileira, diferente do que no Rio – que por ser sede tivemos 465 atletas inscritos -, a quantidade de medalhas obtidas condiz com o número de competidores. No Rio em 2016 ficamos à frente do Canadá, em comparação com o atual, e a delegação brasileira havia ficado atrás da Hungria e Coreia do Sul; conquistando a 12a maior delegação dos Jogos Olímpicos. Dentre os atletas brasileiros campeões mundias, se destacaram a região nordestina e as mulheres. Com o primeiro ouro conquistado vindo pelo surfista potiguar, Ítalo Ferreira. Além disso a delegação brasileira teve nove pódios femininos - que é outro recorde quebrado -, com Rebeca Andrade, ginasta olímpica que conquistou duas medalhas em uma edição, primeiro com prata no geral individual e uma de ouro no salto. A baiana, Ana Marcela Cunha também conquistou ouro na maratona aquática. No penúltimo dia dos Jogos de
Tóquio,no sábado (7), a delegação conquistou três medalhas de ouro, Herbert Conceição, também baiano, conquistou o ouro no peso-médio de boxe, com a canoagem de Isaquias Queiroz na categoria C1 1000m e seleção brasileira foi bicampeã olímpica no futebol masculino. Os países que ficaram no pódio dentre as melhores delegações são os Estados Unidos na 1a posição com 39 medalhas de ouro, 41 de prata e 33 de bronze. Em segundo lugar, a China com 38 de ouro, 32 de prata e 18 bronzes, Fechando o pódio ficou a delegação sede, o Japão ficou em terceiro lugar conquistando 27 medalhas de ouro, 14 prata e 17 de bronze.