Diário da Cuesta ANO V
Nº 1847
QUINTA-FEIRA, 08 DE OUTUBRO DE 2026
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
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A Juventude: Participação vitoriosa!!! O fenômeno eleitoral Nas eleições de outubro de 2026, esses nomes demonstraram enorme força nas urnas: Nikolas Ferreira (PL-MG): Reeleito deputado federal com mais de 3,1 milhões de votos, consolidando-se como o mais votado da história do país. Lucas Pavanato (PL-SP): Eleito deputado federal por São Paulo com mais de 3 milhões de votos, sendo o segundo mais votado do Brasil. Eduarda Campopiano (PL): Conhecida como a “jovem da Praia Grande”, elegeu-se deputada estadual em São Paulo com 1,9 milhão de votos, tornando-se a deputada estadual mais votada de 2026.
“A JUVENTUDE: PARTICIPAÇÃO OU OMISSÃO”: 56 anos depois, a pergunta continua...mas talvez estejamos começando a ter uma resposta! A ideia é forte porque permite ligar 1970 a 2026 e a pergunta feita aos jovens há 56 anos – “participação ou omissão”- continua atual. E o resultado de domingo oferece um gancho histórico... LEIA EDITORIAL À PÁGINA 2
Em 1970, “Participação ou Omissão?” era uma pergunta. Em 2026, pode começar a ser uma resposta.
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EDITORIAL A JUVENTUDE: PARTICIPAÇÃO OU OMISSÃO? 56 ANOS DEPOIS, A PERGUNTA CONTINUA… MAS TALVEZ ESTEJAMOS COMEÇANDO A TER UMA RESPOSTA! Em 1970, quando o Brasil vivia um período político completamente diferente do atual, escrevíamos semanalmente nos jornais City News e Shopping News e, diariamente, no Diário do Comércio & Indústria, sobre uma preocupação que nos acompanhava: a participação — ou a omissão — dos jovens na sociedade em que viviam. Daquelas reflexões nasceu, naquele mesmo ano, nosso primeiro livro: “A Juventude: Participação ou Omissão”. E não ficamos apenas nas palavras. Também em 1970, ainda jovem e universitário, fomos candidato a deputado estadual, contando principalmente com o entusiasmo e o apoio dos colegas universitários. Tivemos uma votação expressiva, embora insuficiente para a eleição. Mas ficou uma certeza que jamais nos abandonou: A POLÍTICA PRECISA DOS JOVENS! Não apenas como eleitores. Não apenas como cabos eleitorais. Não apenas como espectadores. Mas como PROTAGONISTAS DA VIDA PÚBLICA! Décadas depois, no final dos anos 90, começavam a surgir novos espaços para essa participação. Em São Paulo, o governador Mário Covas criou uma estrutura governamental voltada para a Juventude. Era uma iniciativa importante, mas que não conseguiu estabelecer, na dimensão que se esperava, uma ligação permanente e transformadora com a juventude paulista. (Alesp aprovou a criação da Secretaria da Juventude, em 29/09/1999) Agora chegamos a 2026. E alguma coisa parece estar mudando. A participação de jovens lideranças nas eleições ganhou uma dimensão extraordinária, especialmente com a força das redes sociais, que praticamente eliminaram as antigas barreiras entre o cidadão, o candidato e a discussão política. Um dos símbolos desse fenômeno é o deputado Nikolas Ferreira, de apenas 30 anos. Nas eleições deste ano, Nikolas ultrapassou a impressionante marca de 3,1 MILHÕES DE VOTOS, tornando-se o deputado federal mais votado da história brasileira. (Portal da Câmara dos Deputados) Independentemente da posição ideológica de cada brasileiro, existe nesse resultado um fenômeno político e sociológico que merece atenção: uma liderança jovem conseguiu mobilizar milhões de eleitores e ampliar a presença de uma nova geração no debate político nacional. E outros jovens candidatos também conquistaram votações extraordinárias. Será que finalmente estamos assistindo ao despertar de uma geração? Será que a juventude brasileira começa a compreender que reclamar do país não basta?
Que postar nas redes sociais não basta? Que é preciso PARTICIPAR? Os números, curiosamente, também mostram que o desafio permanece. O Brasil chegou às eleições de 2026 com 158,7 milhões de eleitores, mas o contingente de eleitores com até 18 anos ficou em cerca de 3,57 milhões — número inferior ao registrado em 2022. (Tribunal Superior Eleitoral) Portanto, ainda não podemos proclamar que ocorreu uma revolução da juventude. Mas talvez possamos dizer que alguma coisa começou a acontecer. E isso é extremamente importante. Porque nenhuma Democracia se renova sem renovar seus quadros. Nenhum país constrói seu futuro deixando sua juventude à margem das grandes decisões nacionais. E nenhuma sociedade pode esperar que os mesmos personagens, as mesmas estruturas e os mesmos métodos produzam indefinidamente resultados diferentes. A juventude precisa ocupar os partidos, as universidades, as associações, os movimentos comunitários, as Câmaras Municipais, as Assembleias Legislativas e o Congresso Nacional. Precisa conhecer a História. Precisa discutir ideias. Precisa discordar. Precisa aprender a conviver democraticamente com quem pensa diferente. E, sobretudo, PRECISA PARTICIPAR! Há 56 anos fizemos uma pergunta no título daquele primeiro livro: “A JUVENTUDE: PARTICIPAÇÃO OU OMISSÃO?” Hoje, depois das eleições de 2026, voltamos a fazer exatamente a mesma per-
gunta. Mas, desta vez, existe uma esperança renovada de que a resposta esteja começando a surgir. PARTICIPAÇÃO! Que os jovens, independentemente de suas convicções políticas ou ideológicas, compreendam que o Brasil que receberão amanhã depende também daquilo que estiverem dispostos a fazer HOJE. A praça pública os espera. A Democracia precisa deles. O Brasil precisa deles. JUVENTUDE BRASILEIRA: PARTICIPE! O FUTURO NÃO SE ESPERA. O FUTURO SE CONSTRÓI! AVANTE!!! (AMD) A DIREÇÃO.
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A Força das Redes e das Urnas: A Ascensão da Bancada Jovem e o Fenômeno de Votos em 2026
As eleições de 2026 consolidaram uma mudança profunda na dinâmica política do Brasil, marcada pela consolidação de jovens lideranças digitais como os maiores puxadores de votos do país. Em um cenário onde a comunicação direta via redes sociais dita o ritmo das campanhas, candidatos com menos de 30 anos alcançaram marcas históricas e reconfiguraram a composição do Congresso Nacional. O Recorde Histórico de Nikolas Ferreira e o “Efeito Puxador” O grande destaque do pleito foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Aos 30 anos, ele se consagrou como o deputado federal mais votado da história do Brasil, somando impressionantes 3.119.318 votos (o equivalente a 27,19% dos votos válidos em Minas Gerais). Essa votação massiva teve um impacto direto no quociente eleitoral do seu partido. De acordo com dados oficiais e análises publicadas pelo Estadão, os mais de 3 milhões de votos do Nikolas ajudaram diretamente a impulsionar a bancada do Partido Liberal (PL) no estado. Em Minas Gerais, o PL elegeu o recorde de 21 deputados federais. Devido ao sistema proporcional, a votação estrondosa do parlamentar acabou carregando para a Câmara dos Deputados 15 dos 16 deputados eleitos com as menores votações individuais do estado, garantindo vagas para aliados que tiveram desempenhos modestos nas urnas (variando de 25 mil a 67 mil votos).
A Explosão dos Jovens Campeões de Votos A liderança jovem em 2026 não ficou restrita a Minas Gerais. Em São Paulo, Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, estreou na disputa pela Câmara Federal conquistando 3.038.438 votos, tornando-se o segundo deputado federal mais votado da história do país. Juntos, Nikolas e Pavanato acumularam mais de 6 milhões de votos válidos para a legenda. Embora os fenômenos de direita tenham liderado os números absolutos, a renovação jovem estendeu-se por diferentes espectros políticos. Basta ver a votação e o desempenho nacional de nomes da bancada jovem com menos de 30 anos, como Ana Elisa, André Fernandes, Lucas
Polese, Guilherme Cortez e Guilherme Kilter, com destaque para a disputa pela Assembleia Legislativa de São Paulo, onde Eduarda Campopiano (PL), 23 anos, foi eleita com 1.956.238 votos, a maior votação entre os candidatos a deputado estadual no estado nas eleições de 2026. Natural de Campinas, Eduarda ganhou projeção política pelas redes sociais. Em 2024, foi eleita vereadora de Praia Grande com 3.589 votos e tornou-se a parlamentar mais jovem já eleita para o cargo no município. Dois anos depois, saltou para quase 2 milhões de votos na disputa pela Alesp. A deputada eleita se apresenta como conservadora e antifeminista e defende publicamente pautas como oposição ao aborto, críticas às cotas raciais e defesa do porte de armas.
Redes Sociais e Nova Dinâmica Política Esse avanço dos parlamentares mais novos chama a atenção quando contrastado com o perfil do eleitorado brasileiro que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), envelheceu em termos proporcionais em relação a 2022. A explicação para o sucesso avassalador desses nomes está no modelo de engajamento contínuo gerado pelas plataformas digitais. Políticos como Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano detêm audiências hiperconectadas que garantem exposição diária em vez de depender apenas do horário eleitoral tradicional ou do fundo partidário, atuando nas redes sociais: o grande canal de comunicação social . (IA)
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RELEMBRANDO
O “Vanguarda” era o jornal de maior tiragem de Botucatu (2.500 exemplares) feito no tipo/artesanal. Depois passou para o lynotipo e chegou à impressão digital. Aglutinava a juventude botucatuense.