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Diário da Cuesta ANO V

Nº 1843

SÁBADO E DOMINGO, 03 E 04 DE OUTUBRO DE 2026

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

Acompanhe as edições anteriores em: www.diariodacuesta.com.br

Eleições Presidenciais – 04 de outubro de 2026

Resgatando a Brasilidade! O futuro do Brasil Em Suas mãos!!!

PRUDENTE DE MORAES

O 1º Presidente civil e eleito pelo voto direto do Brasil nasceu em 04 de outubro de 1841, descendente dos primeiros colonizadores de São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 1863 e no mesmo ano instalou seu escritório de advocacia em Piracicaba. No Império, pertenceu ao Partido Liberal, elegendo-se vereador, sendo o mais votado, em 1864. Em 1877, conseguiu mudar o nome da cidade, que na época era Vila Nova da Constituição e passou a se denominar Piracicaba, nome indígena da região, que quer dizer “lugar onde os peixes moram”. Foi deputado provincial e da Assembléia Geral do Império. Foi o 1º governador eleito de São Paulo. Foi Senador e promulgou, como Presidente do Senado, a 1ª Constituição da República do Brasil, de autoria de Ruy Barbosa.


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EDITORIAL

RELEMBRANDO

Diário da Cuesta

Desde o primeiro momento me posicionei a favor da mensagem renovadora e revolucionária do candidato JAIR MESSIAS BOLSONARO. Quanta coragem! Agora podemos acreditar: o BRASIL TEM FUTURO! Hoje, a sua candidatura já é uma forte realidade nacional. Sim, a tão citada “maioria silenciosa” está com BOLSONARO e já nem está tão silenciosa, graças à internet que democratizou a liberdade de expressão e deu voz a milhões de brasileiros! As pesquisas “fantasiosas” ainda são usadas pelo decadente movimento de esquerda na tentativa de “ludibriar” possíveis desavisados... Em vão! Estive como pré-candidato a Deputado Federal em sua campanha em 2018, confiança que muito me honrou e fortaleceu civicamente. Não sai candidato, mas me posicionei como VOLUNTÁRIO DA PÁTRIA, com muito orgulho! No entanto, cada cidadão precisa saber seu caminho e como poder ajudar nessa sua luta pela refundação da REPÚBLICA BRASILEIRA. Assim, pegando a atual realidade brasileira, irei trazer para a minha PÁTRIA PEQUENA - BOTUCATU, a minha atuação cidadã: 1 - BOTUCATU, como o BRASIL, desde o início da NOVA REPÚBLICA vem sentindo a atuação negativa e sem planejamento em sua gestão pública. Tivemos, também, 16 anos seguidos de gestões do PT (8 anos) e do PSDB (8 anos). Isso paralisou o desenvolvimento e restringiu o progresso de BOTUCATU. E, como exemplo, a população botucatuense sentiu o “desprezo” por nossas tradições com o Museu Histórico e Pedagógico“Francisco Blasi” FECHADO, com seu valioso acervo encaixotado por 16 anos... Todos sabemos que BOTUCATU tem o privilégio de contar com grandes e sólidas indústrias - não poluentes - que lhe garantem uma estabilidade não encontrada em outras cidades. Tanto é assim que BOTUCATU é qualificada como uma das cidades com melhor qualidade de vida e de pleno emprego; Com vocação para o ENSINO SUPERIOR, já há mais de 30 anos não recebe novos cursos universitários nos Campi da UNESP: Farmácia, Odontologia, Química, Arquitetura, Engenharia de Produção, Engenharia Civil e outros cursos que viriam a enriquecer os nossos Campi. 2 - Sendo uma cidade com estabilidade financeira, não tem recebido, nestes mais de 30 anos, a necessária e vital atenção do Poder Político para a sua mobilidade, através de novas avenidas e novas ligações a lhe possibilitar o ir e vir de seus cidadãos quer na ida ao trabalho ou ao lazer...

EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU WEBJORNALISMO DIÁRIO

A PÁTRIA PEQUENA O saudoso mestre AGOSTINHO MINICUCCI deixou-nos uma lição cidadã: “A mãe-pátria é a nossa cidade, no sentido de que elas, as cidades, as vilas, as fazendas compõem o país. Quem ama o seu torrão natal é um grande patriota, que idolatra o seu berço para enaltecer a grandiosidade da nação...Antes de vivermos para nós mesmos é preciso que vivamos para a nossa Pátria e ela se chama BOTUCATU!” AGOSTINHO MINICUCCI “A solução está nas cidades onipresentes. Aqui é que terão início as mudanças necessárias. Ninguém vive na Nação e nem no Estado: é no Município que construiremos a grandeza do País.” (AMD) Aqui e só aqui construiremos o futuro que desejamos para BOTUCATU. Dessa forma, com orgulho, faremos parte do Exército de Bolsonaro, como “Voluntários da Pátria” na batalha cívica que serão as eleições para a Presidência da República. E VENCEREMOS!!! Com a nova realidade política que está sendo implantada no País. Com o combate à corrupção e com a racionalização da máquina pública, eliminando-se os excessos e as distorções implantadas no passado, teremos condições de trazer para BOTUCATU, no futuro, a nova mentalidade liberta dos vícios e dos erros do passado. No dia 2 de Outubro, iremos RESGATAR A BRASILIDADE apoiando e votando em JAIR BOLSONARO e seus candidatos! No dia 2 de Outubro – com certeza! – Botucatu dará o mesmo apoio que deu, em 2018, a Bolsonaro: 70% dos votos válidos de Botucatu! No dia 2 de Outubro, o Brasil viverá o início de um novo período de progresso e desenvolvimento! AVANTE, BOTUCATU! BOLSONARO PRESIDENTE! “O BRASIL ACIMA DE TUDO E DEUS ACIMA DE TODOS” A Direção.

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


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Diário da Cuesta

RELEMBRANDO

Diário da Cuesta ANO V

Nº 1257

SÁBADO/DOMINGO, 16 E 17 DE NOVEMBRO DE 2024

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

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Sensacional lançamento histórico/cultural:

PRUDENTE DE MORAES O SANTO VARÃO Livro escrito pela tataraneta de Prudente de Moraes, Thereza Christina Rocque da Motta, preenche lacunas que tinhamos sobre esse republicano que promulgou a 1ª Constituição da República quando presidia o Senado Federal tendo sido o 1º Governador eleito de São Paulo e o 1º Presidente eleito do Brasil. Página 2

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NO TÚNEL DO TEMPO FAMILIAR

Sou descendente, pelo lado materno, de tradicionais troncos paulistas da família Moraes Barros. Sendo meu ascendente o Senador Manoel de Moraes Barros, irmão de Prudente José de Moraes Barros – 1º presidente civil do Brasil, ambos maçons e republicanos, sendo o Senador Manoel de Moraes Barros avô de meu avô materno, Manoel de Camargo Moraes. O SENADOR MORAES BARROS E O PRESIDENTE PRUDENTE DE MORAES ERAM CASADOS , NO MESMO DIA, COM DUAS IRMÃS GÊMEAS... Na minha infância ia todo ano de férias para São Pedro e Piracicaba. Quando ia com meu avô “Caturra” (Manoel de Camargo Moraes), apelidado por meu pai porque era muito teimoso... Piracicaba era então uma grande cidade e muito calma ainda... Tinha o bonde, a Esalq, e o maravilhoso Mirante, com seu restaurante servindo o “pintado no espeto”, pescado ali no rio... A penúltima vez que estive em Piracicaba, junto com os professores Francisco Carlos Sodero e Jair de Moraes Neves, de origem piracicabana, em 1968, almoçamos no Restaurante Mirante. Inesquecível. Em 2006, portanto mais de 35 anos após a última visita, lá estava eu de novo... Com a Beth e o Marcelo fomos em busca de registros familiares. Almoçamos no Mirante e comemos o “pintado na brasa”, só que os peixes, nessa época, vinham do Mato Grosso, a poluição do Rio Piracicaba já era uma realidade. E tivemos sorte. Pouco tempo depois foi fechado o famoso restaurante do Mirante. Depois de um tempo, consta que foi reaberto. Pois bem, além do almoço, fizemos a nossa peregrinação: fomos ao “MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO PRUDENTE DE MORAES”, localizado na antiga residência do Primeiro Presidente Civil do Brasil, com rico acervo museugráfico e museológico contemplando a vida pública do ilustre homenageado, além da História de Piracicaba. Na ocasião, obtive da coordenadora, a informação preciosa de que familiares dos Moraes Barros vieram, no início da colonização, da cidade deViseu/Portugal. Após visita ao Museu, em 2006, fomos ao Cemitério visitar o túmulo de meus avós (Manoel de Camargo Moraes e Isaura Telles de Moraes) e conhecer os túmulos de Prudente e Manoel de Moraes Barros. É imponente, verdadeiro mausoléu a perpetuar a história desses ilustres brasileiros!

Restaurante Mirante - Piracicaba/2006 Marcelo, Beth e Armando.

Mirante rio Piracicaba

Mausoléu de Manoel de Moraes Barros

Mausoléu de Manoel de Moraes Barros /Marcelo

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editorial

A nossa história esta a nos mostrar, com fatos, que é pura fantasia a afirmação de que o brasileiro é passivo e pacífico... O primeiro ATENTADO A UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA, a Guerra de Canudos e a Revolução Constitucionalista de 1932, fora outras revoltas e rebeliões são a prova provada de que tudo tem um limite e que a Pátria Amada não suporta

desaforos e traições... E será mera coincidência a tentativa de morte a um Presidente da República e a tentativa de morte a um praticamente eleito Presidente da República?!? E, em ambos os crimes, o nome do autor ser BISPO?!? A Direção.

artigo

Um atentado à vida do Presidente da República do Brasil pelo criminoso Bispo... SIM, tentaram matar o Presidente da República do Brasil! O criminoso tem o nome de BISPO! Foi o Adélio Bispo de Oliveira?!? NÃO... Também a vítima não foi o candidato à presidência da República, Jair Messias Bolsonaro! Esse crime político ainda está sem solução, mas a verdade prevalecerá... “Um atentado à vida do Presidente da República do Brasil pelo criminoso BISPO” remonta ao início da República Brasileira... Foi contra o primeiro civil eleito Presidente da República e o primeiro eleito em eleição direta, em 1897. Após ter sido também o primeiro Presidente (Governador) eleito de São

EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU WEBJORNALISMO DIÁRIO DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689 O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

Paulo e após presidir o Congresso Nacional e ter promulgado a 1ª CO N ST I T U I Ç AO DA REPÚBLICA DO BRASIL, elaborada pelo Jurista e Senador Ruy Barbosa e aprovada pelo Congresso. O Presidente da República do Brasil que sofreu um atentado de morte foi PRUDENTE JOSÉ DE MORAES BARROS. E o criminoso BISPO foi o soldado MARCELINO BISPO DE MELO, durante uma cerimônia militar na qual o Presidente da República recepcionaria dois Batalhões do Exército Brasileiro que retornavam da Guerra de Canudos. O criminoso encostou uma pistola no peito de Prudente de Moraes. O Presidente da República foi rápido e, com a cartola, conseguiu afastar a arma. O soldado BISPO, então, sacou um punhal e matou o Ministro da Guerra, o Marechal Carlos Machado de Bittencourt, que saíra em defesa de Prudente, que saiu ileso. Ficou também ferido o Coronel Luiz Mendes de Moraes, Chefe da Casa Militar, na defesa do Presidente. Prudente, então, decreta Estado de Sítio e diante da tentativa de linchamento do assassino BISPO, o Presidente da República declarou com firmeza: ele pertence à Justiça! Dois meses depois, o criminoso foi encontrado enforcado com um lençol na cela em que estava preso.

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Thereza Rocque da Motta

Foto tirada na época do governo de Prudente em São Paulo, logo depois da Proclamação da República, em 15/11/1889. Aparecem o Dr. Antônio Caetano de Campos (18441891), diretor da Escola Normal e reformador do ensino público; Antônio Mercado (Antônio Maria Honorato Mercado, 1853-1937), Secretário do Governo; Engenheiro Paula Souza (Antônio Francisco de Paula Souza, 18431917) diretor da Escola Politécnica e da Superintendência de Obras Públicas; Prudente José de Moraes Barros (1841-1902), Governador da Província de São Paulo e depois Presidente da República; Bernardino de Campos (Bernardino José de Campos Júnior, 1841-1915), chefe da Polícia; Peixoto Gomide, na época Presidente do Conselho da Caixa Econômica do Estado, e Coronel Lisboa (João Nepomuceno Pereira Lisboa, 1852-1917) Comandante da Força Pública (acervo do Dr. Modesto Carvalhosa). No século 19, era costume não olhar diretamente para a câmera. Embora a maioria esteja com os olhos voltados para o fotógrafo, Prudente e Bernardino de Campos olham para a esquerda. Prudente não se demorou no governo de SP, por ter sido eleito para o Senado, e para lá ele foi assumir a 1a. Legislatura, como presidente da Assembleia Constituinte de 1891 que se formava, dois anos após a Proclamação da República. Por mais que eu seja avessa à forma como a República se instalou (mais para uma quartelada do que uma mudança adequada de forma de governo), Prudente seguiu o que ele acreditava fosse o melhor caminho para o Brasil. Porém, passados sete meses da Constituinte, chamando à atenção os colegas deputados e senadores que se demoravam para terminar os trabalhos, Prudente, para urgir a conclusão do texto, disse que iria chamar de volta D. Pedro II e devolver-lhe o trono, já que não conseguiam ultimar a redação a 1a. Constituição do Brasil. É como lembrar que a Constituição anterior, a Carta Outorgada, de 25 de março de 1824, foi feita de próprio punho por D. Pedro I, justamente porque os então deputados haviam se demorado para concluí-la. Tantas Constituições depois, ainda nos perguntamos se será a última.

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LEITURA DINÂMICA 1

– No Museu Histórico e Pe d a gó g i c o Prudente de Moraes, em Piracicaba, o busto do primeiro presidente civil do Brasil.

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Mausoléu de Manoel de Moraes Barros/Armando.

PRUDENTE: 1º Governador Eleito de São Paulo

– Os dois irmãos, Prudente José de Moraes Barros e Manoel de Moraes Barros, tiveram uma trajetória política de destaque no Estado de São Paulo e na consolidação da República no Brasil. Ambos advogados, formados pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), lutaram sempre pelo Estado Democrático de Direito.

Declarou que Botucatu, por causa desses mandões, nem tem garantida a justiça, nem tem crédito rural, nem cousa nenhuma; - que não há caixeiros que vão lá proceder cobranças, porque seriam logo colocados na alternativa de fugir ou morrer; - que o Banco de Crédito Rural não empresta dinheiro a fazendeiros de Botucatu porque lá não existe justiça, mas arbítrio e garrucha; - que não há advogados que aceitem o patrocínio de causas naquele fôro, de medo de serem expulsos ou assassinados, etc. etc. Terminou o Sr, Moraes Barros denunciando a tentativa de assassinato de que foi vítima no dia 27 do corrente o atual promotor dr. Christiano Ritt, e requereu informações ao Governo.”

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– O advogado Marcelo Delmanto em visita ao Cemitério da Saudade/Piracicaba (2006), aos túmulos do presidente Prudente de Moraes e de seu irmão, o senador Manoel de Moraes Barros.

Mausoléu de Prudente de Moraes/Marcelo

Museu Histórico e Pedagógico PRUDENTE DE MORAES. Repara na minha testa e na do busto...

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– “O Senador Manoel de Moraes Barros está ligado à história de Botucatu, mesmo tendo sido, junto com seu irmão, chefe político em Piracicaba. Hernâni Donato ao focalizar em seu “Achegas”, com a costumeira precisão, o período de nossa cidade dominado pelo Capitão Tito Correia de Melo, genro do benfeitor José Gomes Pinheiro, nos relata: “Lamentou s.ex. a impunidade em que até hoje tem vivido os autores dos atentados praticados pela horda contra o juiz de direito Ernesto Xavier, contra o juiz municipal Marcelino de Carvalho, contra o Dr. Barros Barreto, contra o Dr. Rocha, assassinado; contra muitos outros.


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Diário da Cuesta

MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA

"Digressão" "A felicidade está nas coisas calmas, ordinárias. Uma mesa, uma cadeira, um livro com um cortador de cartas enfiado nas páginas. A pétala que cai da rosa, e a luz baluginante enquanto sentamos em silêncio ou, talvez, lembrando-nos de alguma besteira, de repente nos rimos." Virginia Woolf Saboreando um capuccino e ouvindo uma música, nesta tarde chuvosa, voltei no tempo. Um tempo não muito longínquo. E aí sorrio pensando o que seria esse tempo? Lembrei de um comentário a um post sobre o Dia do Idoso, que por acaso comemora-se hoje. Em seu comentário o amigo, apesar de sua idade, não se sentia um idoso e percebi que concordo com ele, também não me sinto uma. Houve um tempo em que saia cedo de casa e descia da minha casa até a Rua Amando. Dava uma parada na loja do Boticário para comprar algum presente. Depois seguia caminho até uma loja de aviamentos que ficava numa esquina da General Telles. Às vezes comprava uma baguete recheada e um delicioso bolo de frutas na Padaria Jacarandá. Seguindo a caminhada descia a Quintino Bocaiuva e indo até a Rua Amando dava uma parada na Lojika. Isso antes da boa reforma que fizeram lá. As vezes encontrava algumas amigas pelo caminho e conversávamos um pouco. Depois ia ao Banco. Aproveitava para almoçar num restaurante em frente o Café do Ponto. Sempre encontrava por lá um ou outro conhecido. De lá passava pelas Lojas Pernambucanas e atravessava a rua para comer um petit gateau no Chiquinho. Tudo muito apreciado e saboreado com aquela leveza do dia de férias. E só então retornava para casa. E a sensação era daquela felicidade das coisinhas simples em minha própria companhia. E vinha a hora da sesta, Mindy deitada ao lado do meu cadeirão recebendo de vez em quando um ou outro afago, ao que se espreguiçava sorrindo. Então vinha a hora de assistir um capítulo de uma

das minhas séries favoritas. Basicamente muito disso mudou. Dia desses dei-me conta que preciso retomar esses programinhas matutinos, nem que seja para ficar na fila do Idoso no Banco. Buscando quadros de idosos para ilustrar a crônica, percebi que poucos se atrevem a pintar rostos de idosos. Meditei sobre isso intrigada, e cheguei a uma conclusão simples. Quem se atreveria a tentar reproduzir tantos intrincados caminhos, experiências de vida em seus sulcos e rugas? Aventurar-se a perder entre os claros e escuros das marcas que o tempo criou? Acabar esquecendo uma só dessas tantas e belas inusitadas cores de uma vida? É preciso muita sensibilidade para adentrar nesses intrincados e lindos rostos para reproduzir com um mínimo de autenticidade as muitas lições e sensações que os anos ali esculpiram a ferro e fogo. Há que se pedir licença e benção ao ser humano á nossa frente e tentar com muito carinho e cuidado desvendar cada sorriso, brilho de olhar longínquo que conseguir captar. Identificar na paleta a verdadeira cor desse semblante em sua suave e desvanecente pele que as muitas manchas das inúmeras primaveras, verão, outonos sombrios e invernos com seus ventos ali o cinzel do tempo esculpiu.


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