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Diário da Cuesta ANO V

Nº 1842

SEXTA-FEIRA, 02 DE OUTUBRO DE 2026

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

Acompanhe as edições anteriores em: www.diariodacuesta.com.br

LEIA EDITORIAL , PÁGINA 2

Não basta reclamar do Brasil na segunda-feira se abrimos mão de nossa responsabilidade no domingo.


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EDITORIAL

Diário da Cuesta

4 DE OUTUBRO: O BRASIL DIANTE DE SI MESMO

Chegamos às Eleições de 2026 em meio a uma profunda crise de confiança nas instituições, denúncias e investigações de corrupção, forte polarização política e crescente desencanto de parcelas da sociedade com a vida pública. Daqui a três dias, no domingo, 4 de outubro, 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a votar. Além da Presidência da República, estarão em disputa governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. Não cabe a um jornal dizer ao cidadão em quem votar. Cabe, porém, defender com absoluta firmeza aquilo que torna possível qualquer escolha verdadeiramente democrática: liberdade, respeito à Constituição, independência e equilíbrio entre os Poderes, devido processo legal, liberdade de imprensa e igualdade de todos perante a lei. E cabe perguntar: QUE BRASIL QUEREMOS DEIXAR PARA NOSSOS FILHOS E NETOS? O brasileiro não pode aceitar a corrupção como rotina. Não pode considerar natural que autoridades públicas estejam acima da fiscalização e da crítica. Não pode permitir que a descrença se transforme em indiferença. Porque a apatia também tem consequências. Uma Democracia não se resume ao ato de depositar o voto na urna. Ela exige instituições submetidas à Constituição, autoridades sujeitas à lei, oposição livre, imprensa independente, direito de defesa e cidadãos dispostos a fiscalizar aqueles que receberam o poder em seu nome. É esse Estado de Direito que precisa ser permanentemente preservado e fortalecido. As eleições oferecem ao cidadão o instrumento constitucional para manifestar suas escolhas. Presidente, governadores, senadores e deputados receberão diretamente das urnas a responsabilidade de conduzir o país e representar a sociedade. O voto é direto e secreto, conforme estabelece a legislação eleitoral. Por isso, antes de votar, cada brasileiro deve examinar propostas, biografias, realizações, compromissos e condutas. Deve per-

guntar o que cada candidato pretende fazer pela economia, pela segurança, pela educação, pela saúde, pelo combate à corrupção e, sobretudo, pela preservação das instituições democráticas e das liberdades individuais. Não basta reclamar do Brasil na segunda-feira se abrimos mão de nossa responsabilidade no domingo. É PRECISO PARTICIPAR! É PRECISO FISCALIZAR! É PRECISO DEFENDER O ESTADO DE DIREITO! A verdadeira reação democrática começa pelo exercício consciente da cidadania — nas urnas e, depois delas, na fiscalização permanente dos eleitos. O Brasil não pertence a um presidente, a um partido, ao Congresso, aos tribunais ou a qualquer grupo político. O BRASIL PERTENCE AOS BRASILEIROS. No próximo domingo, cada cidadão terá diante de si a responsabilidade de escolher os representantes que considera capazes de conduzir o país nos próximos anos. Que escolha livremente. Que escolha conscientemente. E que, qualquer que seja sua opção política, não abra mão de exigir Constituição respeitada, instituições responsáveis, liberdade e DEMOCRACIA PLENA! O BRASIL PRECISA DE CIDADANIA. O BRASIL PRECISA DE PARTICIPAÇÃO. O BRASIL PRECISA REAGIR À APATIA. SALVEM O BRASIL — PELA FORÇA DA CIDADANIA! AVANTE!!! A DIREÇÃO.


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Diário da Cuesta

IVES GANDRA DECLARA VOTO EM FLÁVIO BOLSONARO E CITA “VOTO ÚTIL” CONTRA LULA

Jurista afirma que admira Zema, Caiado e Augusto Cury, mas decidiu apoiar o candidato que considera mais competitivo na disputa presidencial. Por Lucas Bellinello O jurista Ives Gandra Martins declarou voto em Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Em uma publicação no Instagram, ele afirmou que sua escolha segue a lógica do “voto útil” diante da possibilidade, em sua avaliação, de a eleição ser decidida entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ives contou que havia dito a Romeu Zema que definiria seu voto na última semana, de acordo com quem estivesse em melhores condições de enfrentar Lula. Na legenda da publicação, porém, anunciou a

decisão: “Decidi […] dar o meu voto para Flávio Bolsonaro”. O jurista disse manter amizade e admiração por Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, mas avaliou que os três têm poucas chances de vencer no primeiro turno. Essa avaliação foi apresentada por ele como motivo para concentrar seu voto em Flávio. No vídeo, Ives também criticou o governo Lula. Disse considerar o endividamento do país “brutal”, classificou a gestão como “um desastre absoluto” e afirmou: “O Brasil não vai resistir mais quatro anos”.


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Diário da Cuesta

MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA

“A lágrima e o sorriso” “A vida da flor é, desejo seguido de união: uma lágrima e um sorriso “. Khalil Gibran Olhe a mãe : sofreu as dores do parto, mas sorri ao ver e amamentar seu filho. Toda a dor se foi ao mirar aquele ser que foi criado dentro dela. Só ficou o grande amor. O inexplicável e imenso amor se instalou junto com a semente. Seguimos assim entre tropeços e afagos. A criança caiu machucou o joelho, ganha um beijo da mãe que sofre mais que ele. Perdas e compensações se sobrepõem, é como uma lei do retorno. Fecha-se uma porta, abrem-se duas janelas. Da tempestade mais tenebrosa, um arco íris majestoso se abre em seguida, como um pacto colorido dos céus. Depois das guerras os homens entendem como é maravilhosa a paz. E ao que se curou de uma doença o valor da saúde. E depois do inverno, sempre vem a primavera. Lentamente ou em seguida, sempre após a lágrima nos aguarda o sorriso. Como diziam os antigos” são favas contadas”. Agora me pergunto e para quem semeou joio? E aquele que insiste em dar murros, criar vírus?

nhos.

Teimo em plantar rosas. Furo os dedos em seus espi-

Mas a beleza e o perfume de suas flores encantam meus olhos e sorrio. O educador é como o agricultor, espera que o campo seja fértil ao semear suas sementes de conhecimento. E sorrirá feliz ao ver seus alunos se diplomando, tornando-se profissionais. Ficará triste ao ver que em alguns não viu o mesmo resultado. E entre lágrimas e sorrisos vamos vivendo. Importante é ver que a lágrima e a dor muitas vezes é um aprendizado escondido. Quem souber ver e agradecer, sorrirá!


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